domingo, outubro 11, 2020

Eduardo Bolsonaro convoca gaúchos a se “voluntariarem” para “guerra” contra Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB

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Manuela lidera a corrida para a Prefeitura de Porto Alegre

Deu no Correio Braziliense

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (Republicanos-SP) usou as redes sociais nesta sexta-feira, dia 9,  para convidar as pessoas a se voluntariarem na “guerra” contra Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB à Prefeitura de Porto Alegre e líder nas pesquisas de intenção de voto.

“Depois de Olívio Dutra, Tarso Genro, Maria do Rosário, Paulo Pimenta, Pepe Vargas e outros, os gaúchos não vão cair na lábia da Manuela D’Ávila, né!? Quem não está contaminado por essa doença tem a obrigação de se voluntariar nesta guerra”, escreveu no Twitter o filho do presidente Jair Bolsonaro, citando lideranças petistas do Rio Grande do Sul, os dois primeiros ex-prefeitos de Porto Alegre e ex-governadores do estado.

LÍDER NAS PESQUISAS –  Manuela D’Ávila lidera as intenções de voto na capital gaúcha, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta semana. A ex-deputada federal e candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), nas eleições de 2018, aparece com 24% das intenções de voto.

Em seguida, aparecem José Fortunati (PTB), com 14%, e Sebastião Melo (MDB), com 11%, o que constitui empate técnico. Em quarto lugar, está Nelson Marchezan Júnior (PSDB), com 9% das inten

“Não vou indicar um cara só pelo currículo, tem que ter afinidade”, diz Bolsonaro sobre Kassio Marques

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Charge do Éton (horadopovo.com.br)

Daniel Weterman
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado, dia 10, que quer um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) afinado com ele. O chefe do Planalto escolheu o desembargador Kassio Nunes Marques para a vaga do decano Celso de Mello na Corte. A indicação ainda precisa de aval do Senado Federal.

O STF é responsável por julgar autoridades com foro privilegiado, incluindo o presidente da República, se houver algum processo. Além disso, pode cair nas mãos do Supremo casos envolvendo aliados de Jair Bolsonaro. Ao justificar a escolha pelo desembargador, o que provocou reação de apoiadores, o presidente declarou que o escolhido precisaria “tomar tubaína” com ele.

AFINIDADE – “Eu não vou indicar um cara só pelo currículo, vai chegar lá, vai ser o dono de si…”, disse Bolsonaro em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais ao lado de uma apoiadora em Guarujá (SP). “Ele tem que ser independente, tudo bem, mas tem que ter essa afinidade comigo. E ele tem através da tubaína ou da Cola-Cola.”

Conforme o Estadão mostrou, Bolsonaro se afastou de extremistas ligados a Olavo de Carvalho e lavajatistas para se aproximar de políticos do Centrão e dos ministros do Supremo contrários à operação tocada pelo ex-juiz Sérgio Moro, formando a “República da Tubaína”. Neste sábado, o presidente declarou que tratou pessoalmente da indicação até Celso de Mello anunciar a aposentadoria. “Ninguém sabia de nada porque só eu tratei desse assunto.”

TUBAÍNA – Na transmissão, Bolsonaro afirmou que “tomar tubaína” se refere a alguém que tem afinidade com ele em assuntos como aborto, família, armamento, política externa, mercado e indígenas. Assim como havia feito nas redes sociais, Bolsonaro rebateu as críticas de que Kassio Marques teria um perfil oposto ao presidente com base em decisões do desembargador no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

O indicado será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 21 de outubro. O Senado precisa votar a indicação do presidente da República para oficializar a ida de Kassio Marques ao Supremo. O magistrado, nesse caso, depende de no mínimo 41 votos favoráveis entre os 81 senadores.

Rosângela Moro bate boca com seguidor de Bolsonaro em rede social: “Fica aí idolatrando politico? Otário!”

 

Rosângela foi provocada por apoiadores do presidente neste sábado

Victória Olímpio
Correio Braziliense

Esposa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, Rosângela Moro perdeu a cabeça na madrugada deste sábado, dia 10, ao discutir com seguidores bolsonaristas no Instagram. Rosângela foi provocada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e chegou a chamar um dos atacantes de “otário”.

“Fica aí idolatrando politico? Otário!!! Eh vc q emprega paga imposto e sustenta aquilo la!!! Acorda!!!”, escreveu em um dos comentários. Ainda nos comentários, ela disse concordar com auxílio emergencial, mas afirma ser contra idolatrar políticos.

IDOLATRIA – “Ok sustentar programa sociais para pessoas em situação de vulnerabilidade!! Nosso Brasil e nossa CF ê solidaria! Agora idolatrar politico? Pare de ser besta! Manda lá teu boleto veja o que acontece e me conta!!! Talquei?”, afirmou em outra postagem.

Logo após a saída do marido do governo Bolsonaro, Rosângela previu que se tornaria alvo de ataques de bolsonaristas. “Viveremos tempos difíceis, certamente, com a propagação de ofensas e inverdades, sejam por parte de robôs ou de pessoas que discordam dos nossos valores. Mas sigo confiante de que fazer a coisa certa é sempre o caminho necessário”, comentou dias após Moro pedir demissão do Ministério da Justiça.

Em abril, à revista Veja, Moro lamentou que a esposa tenha passado a receber mensagens ameaçadoras pela internet. E, recentemente, a Folha de S. Paulo noticiou que Rosângela tem pedido ao marido para que a família se mude para o exterior.

Moro conhecia o viés autoritário, conservador, militarista e armamentista de Bolsonaro

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Sergio Moro após discurso de Lula

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Roberto Nascimento

Muitos que votaram em Jair Bolsonaro, acreditando que ele levaria adiante a Lava Jato contra a corrupção, já se arrependeram amargamente, mas o caso do então juiz Sérgio Moro é diferente. Ele realmente pode ter pensado que o novo presidente apoiaria seu Pacote Anticrime, mas sabia perfeitamente sobre a carreira do “Mito”.

Moro conhecia o viés autoritário, conservador, militarista e armamentista de Bolsonaro, assim como sua aproximação com lideranças evangélicas, da bala e do agronegócio, para se alçar ao poder.

Mas sua intenção de ocupar uma cadeira no STF falou mais alto. Aceitou ser ministro, abandonar a carreira de magistrado para quê? Para morrer na praia, junto com o procurador Deltan Dallagnol, que comandou os inquéritos contra o PT.

LULA NÃO ESTAVA SOZINHO – O então presidente Lula errou muito, isso é claro como a luz do sol. Mas não operou sozinho o Mensalão e a Lava Jato. O Centrão, o PMDB e outros partidos estavam lá, como também estão agora neste governo, que muitos ainda teimosamente apoiam.

O PMDB de Michel Temer, de Renan Calheiros, de Romero Jucá, de Moreira Franco, de Edson Lobão, de Jader Barbalho também participou do governo de Lula e de Dilma Rousseff em cargos chaves do Ministério, usando a velha política do toma lá dá cá.

Porém, a fixação da Lava Jato era preferencialmente derrotar o PT. Por isso, a força-tarefa demorou a mirar os outros partidos mais fortes, como o próprio PMDB e o PSDB.

MOSTROU DIGNIDADE – O ex-juiz pagou o seu preço, como tudo na vida. Foi castigado, humilhado por Jair Bolsonaro e obrigado a entregar o cargo. Nesse incidente, Moro mostrou ter dignidade e se desligou do Ministério da Justiça, ao não concordar com os rumos ditados pelo presidente contra a democracia.

Sabemos que Moro, se pudesse, teria voltado no tempo. Mas ele aprendeu que nenhum grupo consegue mudar a natureza humana, a mesquinhez do homem para enriquecer e, nessa sanha louca, eliminar a concorrência, tendo como objetivo de vida saquear a nação, empobrecer o povo, dando-lhe migalhas, e se perpetuar no comando central, junto da família e dos áulicos, sejam sindicalistas, militares ou empresários amigos, não há diferença. O povo que se dane, que se vire para sobreviver.

Será mesmo que foi o povo que escolheu livremente tirar o PT do poder ou também foi levado por uma onda de fake news avassaladora, acompanhada do massacre diário da Globo e das outras TVs, especialmente a Record, que apoiou o candidato “evangélico”? Vamos pensar nisso, porque em 2022 iremos votar de novo.

PIOR DO QUE O PT – Sob determinado ponto de vista, o grupo que tomou o poder está fazendo até pior, prejudicando a imagem do país no exterior, e torna-se até enfadonho enumerar as ameaças a democracia e as instituições do Estado.

Lembro as demissões dos empregados das estatais, trabalhadores e não as diretorias, o esmagamento e a execração dos servidores públicos, a venda das estatais quase de graça. Pensem nisso, na desgraça que isso acarretará para a nossa soberania, isso é certo?

Os corruptos roubam, ficam com parte das fortunas ilícitas, passam um ou dois anos presos, saem com tornozeleiras, prisão domiciliar, enquanto quem realmente trabalha vai para o chamado olho da rua. Como explicar isso em casa para os filhos, que perguntam ao pai: “Se o senhor não roubou, se não temos fortuna e vivemos na simplicidade, porque foi demitido?

INDICAÇÃO PARA O STF – Quanto à indicação para a vaga no Supremo, é prerrogativa do presidente, que escolhe quem ele quiser. Se não tiver os predicados de notável saber jurídico e ilibada reputação, cabe aos senadores rejeitar o nome, após a sabatina de praxe. Mas, esse Congresso eleito é pior que o anterior, tenho absoluta certeza de que irá referendar o nome do indicado.

Não entro no mérito da escolha, por desconhecer a capacidade do desembargador. Pode até ter saber jurídico, mas não é notório…

TRAIÇÃO NA POLÍTICA – Quanto à traição na política, é um fato corriqueiro. Amigos e apaniguados, quando deixam de interessar ao mandatário ou ao grupo que o sustenta, são sumariamente eliminados, na frieza peculiar dos autocratas.

Todos fizeram isso, por exemplo, Lula demitiu Marina Silva e Cristovam Buarque, o PT expulsou os três deputados que votaram no Colégio Eleitoral a favor de Tancredo Neves, enfim, se contrariar a cúpula ou o chefe, tá fora. Por que Bolsonaro seria diferente? Faz o que todo mundo já fez. Tudo igual. Bobo foi quem acreditou que seria diferente.

SEM NOVA CONSTITUINTE – Discordo veementemente dessa ideia de Constituinte Exclusiva. Isso para mim é um palavrão. Mito Teixeira veio com essa cantilena recentemente. Essa excrescência, se vier, será para acabar de vez com os direitos sociais elencados no Artigo quinto da Carta Magna

Se até agora não conseguiram votar as Leis Complementares da Carta de 1988, como farão hoje ou amanhã, nessa exclusividade? E pior, os parlamentares de hoje são muito abaixo da categoria de um Ulysses Guimarães, de Bernardo Cabral, de Célio Borja, de Paes de Andrade, de Tancredo Neves e de todos aqueles que participaram da Constituição em vigor.

Sem apresentar nenhum estudo, Bolsonaro diz hidroxicloroquina poderia ter evitado 30% das mortes por Covid-19


Charge do Gilmar Fraga (Arquivo do Google)

Augusto Fernandes
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão nas redes sociais na tarde deste sábado, dia 10 e afirmou que a hidroxicloroquina poderia ter poupado a vida de muitos brasileiros que foram vítimas da covid-19. Sem apresentar nenhum estudo, ele disse que o país teria 30% de mortes a menos por conta da pandemia, caso o remédio tivesse sido receitado em larga escala.

“Esse estudo vai chegar um dia. Vou chutar: por volta de 30% das mortes poderiam ser evitadas pela hidroxicloroquina, usando na fase inicial”, declarou o presidente.

ENCONTRO COM APOIADORA – Bolsonaro fez a gravação ao lado de uma apoiadora, chamada Alessandra Gonçalves. Ela pediu um encontro com o presidente depois de saber que ele está hospedado no Guarujá (SP) para passar o fim de semana e o feriado de Nossa Senhora Aparecida, na próxima segunda-feira.

Durante a conversa, Bolsonaro disse à apoiadora que a Sociedade Europeia de Cardiologia constatou, há quase duas semanas, que a hidroxicloroquina não causa arritmia nos pacientes que a utilizam. “Eu sei que não sou médico, mas converso com muitos médicos. Ou você acha que eu inventei a hidroxicloroquina?”, questionou ele.

Em determinado momento da transmissão, a mulher disse que ainda não contraiu o novo coronavírus. Em resposta, Bolsonaro disse que, caso ela seja diagnosticada com a doença, não precisa se preocupar.”Se pegar um dia, não fique preocupada. A gente evita, né? Estou com 65 anos. Não senti nada. Nem uma gripezinha. Zero. Zero. Nada”, comentou o presidente.

ÓBITOS – O Brasil ultrapassou, neste sábado, a marca de 150 mil mortos por Covid-19, sete meses depois de confirmar o primeiro caso da doença causada pelo novo coronavírus e dois meses após registrar 100 mil óbitos pela pandemia.

Os dados são do consórcio de veículos de comunicação que faz um balanço diário a partir de informações colhidas pelas secretárias de saúde estaduais. De acordo com o levantamento, a pandemia tirou a vida de 150.023 brasileiros. Já o total de pessoas infectadas é de 5.073.483. Como os dados de outras 17 secretarias ainda não aparecem no balanço, o número deve subir até o fim do dia.

A marca de 150 mil vítimas foi ultrapassada após atualizações de dados em 10 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Roraima, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

Janaina culpa Bolsonaro por ter sancionado lei que permitiu a libertação do chefe do PCC

 

Janaina Paschoal diz que está sendo perseguida por apoiadores de Bolsonaro

Janaina está na oposição a Jair Bolsonaro desde março

Camila Mattoso
Folha

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) culpou o presidente Jair Bolsonaro por ter sancionado o projeto anticrime, cujo trecho permitiu a soltura de André do Rap, um dos chefes do PCC, neste sábado (10).

Em seu comentário, Janaina disse que os críticos do presidente estão citando o hastag “#ELENÃO!”, um dos gritos de guerra usados contra o chefe do governo. “Deputada, foi o Presidente Bolsonaro, seu ídolo, que sancionou essa pérola! Esqueceu? A população apoia a luta contra o crime, mas ELE NÃO!”, diz um dos twitters contra ela.

QUASE FOI VICE – Ex-aliada de Bolsonaro, Janaína chegou a ser cotada para ser vice na chapa do presidente, mas recusou. Acabou sendo eleita deputada no mesmo movimento que levou ao poder Bolsonaro e seus aliados.

Em março, ela rompeu com Bolsonaro e pediu seu afastamento quando o presidente minimizou a Covid-19 e passou a frequentar manifestações contra o Judiciário e o Legislativo.

ZAMBELLI CULPA MINISTRO – Em uma rede social, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) criticou o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, pela decisão. Janaína rebateu, frisando a participação do presidente.

 “Sobre a decisão de um ministro do STF de soltar o chefão do PCC, faremos um projeto de lei para RETIRAR do Código de Processo Penal a obrigação do juiz de reavaliar a prisão preventiva a cada 90 dias”, escreveu Zambelli, apontando a justificativa de Marco Aurélio Mello para soltar o criminoso, considerado de altíssima periculosidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – As duas deputadas têm razão, porque a culpa dessa insanidade jurídica é dos dois envolvidos. Bolsonaro ajudou a transformar o Pacote Anticrime de Moro num Pacote a Favor do Crime, e Marco Aurélio Mello é essa excrescência, capaz de  fazer qualquer maluquice para mostrar que é o maioral. Vai sair do Supremo como Celso de Mello, sem deixar a menor saudade. (C.N.) 

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