quarta-feira, maio 27, 2020

PT lança vídeos pedindo impeachment e acusa Bolsonaro de querer guerra civil


Vídeos aproveitaram trechos da reunião ministerial do dia 22 de abril

Mariana Carneiro e Guilherme Seto
Folha

O PT lançou na tarde desta segunda-feira, dia 25, vídeos pedindo o impeachment de Jair Bolsonaro, aproveitando trechos da reunião ministerial do dia 22 de abril. Em uma das peças, é destacada a parte em que Bolsonaro afirma que quer ampliar o uso de armas de fogo pela população, o que hoje é proibido e restrito a autoridades policiais e a colecionadores.

O vídeo afirma que o Brasil vive a pior crise da história, com 23 mil mortos pelo coronavírus, “mas o presidente quer é guerra civil”. E é encerrado com a afirmação de que “ainda dá tempo de salvar vidas e o país”, além de pedidos pelo impeachment e “Fora Bolsonaro”.

FALA DE GUEDES – Em outra peça, que já circula nas redes sociais, foi selecionada a parte da reunião em que Paulo Guedes (Economia) fala sobre como o governo está agindo no crédito às empresas afetadas.

O vídeo afirma que “Guedes está perdido” e dá ênfase à parte em que Bolsonaro diz que o barco pode estar indo em direção a um iceberg. Novamente, afirma que o número de mortos chega a 23 mil, e lembra a resposta de Bolsonaro: “E daí?”, quando o Brasil ultrapassou 5 mil mortes pela doença.

Deputada representa à Procuradoria para anular o protocolo da cloroquina


Deputada criticou o protocolo instituído pelo governo federal

Deu no O Tempo

Horas depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinar a paralisação de um estudo sobre o uso da hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu nesta segunda-feira, dia 25, um pedido da deputada Sâmia Bomfim (PSOL) para proibir o novo protocolo do medicamento aprovado pela Ministério da Saúde.

Em suas redes sociais, a deputada criticou o protocolo instituído pelo governo federal e citou as ponderações de entidades internacionais sobre a falta de comprovação da eficácia do remédio no combate à Covid-19.

URGÊNCIA – “Contra todos os indícios, na última quarta-feira, o Ministério da Saúde liberou o uso em massa da cloroquina. Esse protocolo pode custar milhares de vidas e nos impede de atuar de maneira eficaz contra a doença. É urgente parar esse governo anti-ciência e anti-povo”, escreveu Sâmia Bomfim.


Na semana passada, após determinação do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde implementou um protocolo que prevê o uso do medicamento em estágios iniciais de pacientes com o novo coronavírus. Procurada pela reportagem, a PGR ainda não informou se tem algum prazo para analisar o pedido da parlamentar ou se pode anular o protocolo do Ministério da Saúde.

Moraes manda Weintraub explicar o pedido de prisão dos ministros do SupremoTF


Moraes deu prazo de 5 dias para Weintraub prestar depoimento

Rafael Moraes Moura
Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu cobrar explicações do ministro da Educação, Abraham Weintraub (Educação), sobre a declaração feita na reunião ministerial de 22 de abril. Na ocasião, Weintraub afirmou: “Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”.

A decisão de Moraes foi feita no âmbito do inquérito que investiga ameaças, ofensas e fake news disseminadas contra integrantes da Corte e seus familiares.

EM CINCO DIAS – “Diante do exposto, determino que Abraham Weintraub, atualmente exercendo o cargo de Ministro da Educação, seja ouvido pela Polícia Federal, no prazo máximo de 5 (cinco) dias para prestar esclarecimentos sobre a manifestação acima destacada”, escreveu Moraes.

Para Alexandre de Moraes, a manifestação de Weintraub “revela-se gravíssima, pois não só atinge a honorabilidade e constituiu ameaça ilegal à segurança dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, como também reveste-se de claro intuito de lesar a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado de Direito”.

Ao levantar o sigilo do vídeo da reunião, o ministro Celso de Mello, do STF, apontou aparente “prática criminosa” cometida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

CRIME DE INJÚRIA – Segundo o decano, a “gravíssima aleivosia” feita por Weintraub, “num discurso contumelioso e aparentemente ofensivo ao patrimônio moral” dos ministros, põe em evidência que tal afirmação configuraria possível delito contra a honra (como o crime de injúria). Mello ainda determinou que todos os ministros do STF fossem comunicados sobre o fato, enviando a eles cópia de sua decisão, para que possam, “querendo, adotar as medidas que julgarem pertinentes”.

No despacho, obtido pelo Estadão, o ministro escreveu: “Encaminho a Vossa Excelência cópia da decisão por mim proferida no inquérito em epígrafe em 22 de maio de 2020 (com especial para o item 8), bem assim reprodução da degravação procedida pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal para que vossa excelência possa adotar, querendo, as medidas que julgar pertinentes”. O item 8 é o que trata da fala do ministro da Educação.

REPERCUSSÃO – Nesta terça-feira, Celso de Mello e a ministra Cármen Lúcia rechaçaram os ataques feitos contra o STF. Para Cármen, os ministros do STF honram a história da instituição e comprometem-se com o futuro da democracia brasileira e não serão abalados por ‘agressões eventuais’.

“Nós, juízes deste Supremo Tribunal, exercemos nossas funções como dever cívico e funcional, sem parcialidade nem pessoalidade. Todas as pessoas submetem-se à Constituição e à lei no Estado Democrático de Direito. Juiz não cria lei, juiz limita-se a aplicá-la. Não se age porque quer, atua-se quando é acionado. Nós, juízes, não podemos deixar de atuar. Porque sem o Poder Judiciário, não há o império da lei, mas a lei do mais forte”, disse Cármen Lúcia.

MELLO RATIFICA – Relator do inquérito que investiga as acusações levantadas pelo ex-juiz Sérgio Moro de que Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF, o ministro Celso de Mello reforçou a posição da colega Cármen Lúcia. “Eu também acompanho e subscrevo integralmente o pronunciamento de vossa excelência, e o faço porque também entendo que sem um poder judiciário independente que repele injunções marginais e ofensivas ao postulado da separação dos poderes, e que buscam muitas vezes ilegitimamente controlar a atuação dos juízes e dos tribunais, jamais haverá cidadãos livres nem regime político fiel aos princípios e valores que consagram o primado da democracia”, disse Celso de Mello.

“Em uma palavra: sem um poder judiciário independente não haverá liberdade nem democracia”, acrescentou o decano.

Após a repercussão, Weintraub afirmou nas redes sociais que sua fala teria sido ‘deturpada’. “Não ataquei leis, instituições ou a honra de seus ocupantes. Manifestei minha indignação, em ambiente fechado, sobre indivíduos. Alguns, não todos, são responsáveis pelo nosso sofrimento”, postou.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação ainda não se pronunciou.

No desespero, Jair Bolsonaro agora tenta reconquistar o apoio das Forças Armadas

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TRIBUNA DA INTERNET | Ao contrário do que alegam, militares têm ...

Charge do Junião (Arquivo Google)

Carlos Newton

Na fase atual de desgaste corrosivo, qualquer argumento é válido para o presidente Jair Bolsonaro tentar reaver o apoio que as Forças Armadas lhe deram na campanha eleitoral de 2018 e no primeiro ano de gestão. Nessa missão, o ministro-chefe do Gabinete Institucional de Segurança, general Augusto Heleno, continua sendo o principal avalista do governante, depois que o ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, teve de se afastar devido à grave doença que enfrenta.

Bom de briga e rápido no gatilho, Heleno aproveitou bem as duas oportunidades que surgiram para despertar a solidariedade dos militares, que não estão nada satisfeitos com as maluquices de Bolsonaro e sua trupe terraplanista.

ERRO DE CELSO DE MELLO – A primeira oportunidade foi um erro estratégico do ministro Celso de Mello. Ao convocar os depoimentos dos três generais do Planalto, usou a linguagem de praxe dos magistrados, citando a possibilidade de condução coercitiva, ”debaixo de vara”, para demonstrar que se tratava de intimação e não um simples convite, que os ministros podem declinar.

Heleno bateu forte em Celso de Mello, despertando o corporativismo dos militares, e Bolsonaro deu uma respirada. Poucos dias depois, novo vacilo do ministro do Supremo, ao pedir que o procurador-geral da República se manifeste sobre a queixa-crime que pede apreensão dos celulares de Bolsonaro e de seu filho Carluxo. O relator Mello nada mais fez do que agir na forma da lei, mas foi inábil, poderia ter esperado alguns dias, ficou parecendo provocação.

Resultado, Heleno deu mais uma pancada corporativista, com direito a confirmação pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, que alegou ter sido informado previamente da nota de Heleno, mas fica difícil de acreditar.

BOLSONARO EUFÓRICO – As três manifestações militares deixaram eufórico o presidente Bolsonaro, que deu entrevista exaltando o apoio que tem nas Forças Armadas. Assim, em meio a seus pesadelos, de repente ressurge o sonho de Bolsonaro novamente fazer as Forças Armadas se sentirem representados por ele.

Bem, sonhar ainda não é proibido, e tem gente grande que costuma cair da cama. O fato concreto é que os militares (leia-se: os Altos-Comandos) já estão “por aqui” com Bolsonaro, como dizia o Seu Peru na Escolinha do Professor Raimundo. E como afirmou o general Heleno na semana passada, não há a menor condição de ocorrer um golpe civil ou militar.

Em tradução simultânea, isso significa que os Altos-Comandos vão aguardar o presidente Jair Bolsonaro cair de podre, para ocorrer sua substituição pelo general Hamilton Mourão, com os militares prestando serviços à la carte, diretamente do produtor ao consumidor, ao invés de manter um intermediário mambembe, desbocado e incompetente como Bolsonaro, que já vai tarde. (C.N.) 

Major Olímpio chama Flávio de ‘bandido’ e diz que Bolsonaro tenta proteger o filho


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Decepcionado, o senador anuncia que abandonará a política

Pedro Venceslau e Marcelo Godoy
Estadão

Eleito em 2018 com mais de 9 milhões de votos, o senador Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado, disse nessa terça-feira, 26, que está sendo pressionados por colegas da Polícia Militar a ter “lealdade cega” ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e que por isso decidiu abandonar a política após o fim de seu mandato, que termina em 2026. O senador afirmou que Bolsonaro rompeu com ele “de forma pessoal” para “proteger filho bandido”.

“Todo mundo sabe que meu sonho era disputar o governo em 2022, mas estou fora. Não quero mais me candidatar. Estou enojado com essa situação. Policiais militares estão me cobrando lealdade cega ao presidente. Me chamaram de traíra. Não sou traíra. Quem está desviando conduta é o presidente”, disse Olímpio ao Estadão.

CONVERSA PRIVADA – A indignação do senador, que foi eleito na esteira do bolsonarismo, se difundiu entre policiais após Olímpio responder o áudio de um colega que o procurou (ouça abaixo). “Era um conversa privada, mas ele resolveu dar publicidade”, disse o parlamentar. Olímpio preferiu não revelar o nome do colega, que na gravação é chamado de Azevedo. O senador ingressou na Polícia Militar há 42 anos e entrou na política tendo como base a categoria.

O motivo com do rompimento com Bolsonaro, diz Olímpio, foi o fato de ele ter sido um dos senadores que assinaram a CPI do Lava Toga.  “Quem se desviou foi o presidente (Bolsonaro), que não quis que eu assinasse a CPI da Lava Toga para proteger filho bandido. Eu não tenho bandido de estimação”, disse o senador na gravação.

ACORDO COM CENTRÃO – “Isso de palavrão em reunião (ministerial) é besteira. Estou enojado mesmo é com o comportamentos que ele adotou e vem adotando. Adotou comigo. Essa negociação com o Centrão por cargo. Essa safadeza que nós tanto lutamos contra. Não quero mais disputar eleição para nada. Estou pendurando as chuteiras. Procurem um novo representante. Não sou gado humano”, acrescentou o parlamentar na gravação.

Na época, Flávio Bolsonaro, que hoje está no Republicanos, foi o único dos quatro senadores do PSL que não assinou a petição pela abertura da comissão. A CPI era defendida principalmente por parlamentares classificados como “lavajatistas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – No caso, os eleitores devem constatar quem foi que mudou de postura – se foi o Major Olímpio ou o próprio Bolsonaro. (C.N.)

País registra 1.039 novas mortes em 24 horas e Bolsonaro repete a sua ladainha contra o isolamento social

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Charge do Duke (domtotal.com)

Vinícius Valfré
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro voltou a se posicionar contra as medidas de isolamento social para combater o novo coronavírus. “Não dá pra continuar assim. Nós sabemos que devemos nos preocupar com o vírus, em especial os mais idosos, quem tem doenças, quem é fraco, mas (sem) essa de fechar a economia. 70 dias a economia fechada. Até quando isso vai durar? Nós vamos enfrentar isso daí, eu lamento. Eu estou com 65 anos de idade, eu estou no grupo de risco”, disse o presidente nesta terça-feira, dia 26, sem fazer uso da máscara, item obrigatório em todo Distrito Federal.

A fala de Bolsonaro ocorreu antes de o ministério da Saúde divulgar o registro de 1.039 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Com o balanço desta terça-feira, o total de óbitos pela doença no País passou para 24.512. O isolamento social é recomendado pelas autoridades de Saúde do mundo como único método eficaz para combater o novo coronavírus.

QUEIXAS – Em entrevista, Bolsonaro voltou a se queixar do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu aos governadores o poder de decidir sobre medidas de isolamento social, e repetiu seu novo discurso de que é “fácil colocar uma ditadura no Brasil”.

A tese exposta pelo presidente na reunião ministerial que teve seu teor divulgado pelo Supremo na última sexta-feira é a de que as pessoas precisam se armar para impedir uma ditadura que, segundo ele, seria implementada por prefeitos e governadores que adotaram medidas de isolamento social.

“Eu tenho obrigação como chefe de Estado de tomar decisões. Estou de mãos amarradas por decisão do Supremo Tribunal Federal que delegou a Estados e municípios essas medidas. Continuam chegando videos pra mim de pessoas sendo algemadas por estarem na rua. Isso não pode continuar assim. Como disse lá para o ministro, reservadamente, que eu não queria que tornasse público é fácil colocar uma ditadura no Brasil. O povo tá com medo dentro de casa”, afirmou.

“GRIPEZINHA” – Desde o início da pandemia, Bolsonaro já afirmou que a doença que matou 347.836 pessoas no mundo até agora, é uma “gripezinha” e respondeu com um “é daí?” a questionamento de um jornalista sobre o crescente número de mortes no País.

Dois ministros da Saúde pediram demissão por discordar de suas ordens para o combate à pandemia. Atualmente, a pasta é comandada por um interino, o general Eduardo Pazuello, que aceitou liberar a cloroquina para pacientes com sintomas leves da doença, o que seus antecessores na pasta discordaram por não haver comprovação científica da eficácia do medicamento.  

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro parece o samba de uma nota só. Bate na mesma tecla diariamente e dá como saída para a crise na Saúde “enfrentar isso aí”. Ou seja, reabre a economia, “fracos”, “idosos” e “doentes” se cuidam em casa sozinhos e o resto do povo brinca de roleta russa com a pandemia. Os que se salvarem do contato com infectados têm a opção de dormir em hotéis ou levar o vírus para dentro de casa. Em tradução simultânea, como diz o amigo Carlos Newton, sem plano estratégico definido ou qualquer noção das consequências de suas estapafúrdias orientações, Bolsonaro rubrica sua gestão com as marcas das ferraduras com as quais administra o País e conduz o seu rebanho. (Marcelo Copelli)

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