sexta-feira, abril 24, 2020

TRF4 nega pedido de defesa e mantém julgamento virtual de caso do sítio de Atibaia contra Lula


Charge do Genildo (genildo.com)
Deu no Estadão
O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), indeferiu nesta quarta-feira, dia 22, o pedido de adiamento do julgamento dos embargos de declaração na apelação criminal que confirmou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do Sítio de Atibaia, em que foi condenado a 17 anos de prisão, em segunda instância. O julgamento pela 8ª Turma deve ocorrer de forma virtual entre os dias 27 de abril e 6 de maio.
Em outro recurso, a defesa também busca retirar da pauta de julgamento virtual do Superior Tribunal de Justiça de embargos no caso triplex, em que a Corte sentenciou o petista a 8 anos e 10 meses de prisão. O STJ pautou o recurso na madrugada desta quarta, para que o julgamento ocorra até dia 28. As informações foram divulgadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
PRESENCIAL – A defesa alegava a necessidade de julgamento presencial com comparecimento pessoal dos advogados, argumentando ainda que há questões pendentes de solução e que são objeto de investigações pela defesa, além de outros recursos excepcionais que ainda não foram processados pela secretaria e deveriam ser apreciados antes dos embargos de declaração.
Segundo Gebran, a defesa repete argumentos já apresentados anteriormente, quando pediu o adiamento do julgamento que ocorreria dia 25 de março. Na ocasião, o magistrado diz que enviou os autos para parecer do Ministério Público Federal (MPF), que se pronunciou pela continuidade do trâmite da ação naquela data, o que não foi possível devido à suspensão dos prazos resultantes das medidas de prevenção e combate à pandemia do coronavírus (Covid-19).
NÃO PROCEDE – O julgamento virtual foi marcado no último dia 15. Para o desembargador, não procede o argumento de necessidade de participação presencial na sessão, visto que não há sustentação oral nos embargos de declaração, que é um recurso utilizado para sanar dúvidas, omissões ou obscuridades no acórdão.
O desembargador acrescentou que o sistema eletrônico permite a juntada de memoriais escritos para que as partes destaquem ao relator e aos demais julgadores os principais pontos do seu recurso. Quanto às diligências que a defesa alega estarem em andamento, relativas a provas, Gebran sublinhou que exorbitam os limites do presente processo penal, que está com a instrução “há muito encerrada, tendo sido objeto de sentença após o devido processo legal e subsequente julgamento dos recursos de apelação perante o Tribunal”.
REABERTURA DA INSTRUÇÃO – Gebran pontuou, entretanto, que eventual suspensão do processo para que a defesa possa concluir suas investigações privadas somente pode ser apreciada pela 8ª Turma. “A pretensão da defesa – pertinente ou não – implicaria em reabertura da instrução em segundo grau, não se incluindo tal possibilidade nas atribuições do relator em relação a julgamentos já iniciados ou concluídos”, observou o magistrado.
Em relação à alegação da defesa de que existem recursos que aguardam apreciação, Gebran escreveu: “nenhuma providência se exige nesse momento, haja vista que o juízo de admissibilidade dos recursos especial e extraordinário pressupõe o encerramento da jurisdição pela Turma, em particular dado o caráter integrativo dos embargos de declaração”.
SEGUNDA CONDENAÇÃO – O ex-presidente Lula teve a segunda condenação confirmada pelo tribunal por unanimidade em 27 de novembro de 2019. A pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro foi aumentada de 12 anos e 11 meses para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado e pagamento de 422 dias-multa (com valor unitário do dia-multa de 2 salários mínimos). Como a decisão foi unânime, cabe apenas o recurso de embargos de declaração.
Gebran também indeferiu o pedido da defesa de Fernando Bittar, um dos proprietários do Sítio de Atibaia, para que o julgamento virtual fosse suspenso até que houvesse condições de julgamento presencial.

Se Moro se demitir, Bolsonaro irá voar de um trapézio para outro sem rede de proteção


Aroeira ironiza silêncio de Moro - Brasil 247
Charge do Aroeira (Jornal O Dia/RJ)
Pedro do Coutto
Na tarde de ontem foram intensas as notícias de que o ministro Sérgio Moro teria pedido demisão, inconformado com a decisão de Jair Bolsonaro afastar o delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Se isso  acontecer, o presidente Jair Bolsonaro passará a correr um enorme risco político, causado pela repercussão das afirmações que lotaram o dia de ontem em Brasília, transmitidas pelas emissoras de televisão e redes sociais.
É que Moro não teria aceitado a decisão, pois o cargo pertence a sua administração, de sua inteira confiança. E não é a primeira vez que não aceita interferências na Polícia Federal.
DISSE BRAGA NETTO – Escrevo este artigo no início da noite de ontem, quinta-feira, quando uma afirmação foi dada pelo general Braga Netto, que confirmou a informação de que Moro ainda não teria chegado a pedir demissão, e isso significaria que Bolsonaro teria recuado.
O ministro Sérgio Moro recebeu de Valeixo a informação de que o diretor-geral da PF seria substituído e mandou vazar a informação de que deixaria o cargo de ministro se o presidente da República persistisse em alterar o comando e a independência da Polícia Federal.
Será um desastre para o governo Bolsonaro pela repercussão profundamente negativa de tal ato. Mas esta é outra questão. Bolsonaro cujo prestígio junto à opinião pública foi reduzido, como o Datafolha acentuou, se acrescentado o impacto de o ministro da Justiça e Segurança ser substituído, sua imagem teria caído mais pontos do que caiu recentemente.
HOUVE ALTERNATIVA… – No final da tarde correram notícias de que havia a hipótese da substituição de Valeixo, mas com Sérgio Moro permanecendo na Pasta, desde que pudesse indicar um substituto de sua inteira confiança pessoal.
O motivo que estava levando o presidente Jair Bolsonaro a baixar um ato demitindo Valeixo não veio à tona de forma clara. Especula-se que teria dois motivos para fazê-lo: a investigação a respeito de quem patrocinou a manifestação de domingo seria uma hipótese. A outra é a atuação da Polícia Federal no caso Fabrício de Queiroz. Mas há uma terceira: a soma das duas hipóteses.
PAULO GUEDES EM CRISE – Nas suas edições de ontem, O Globo e a Folha de São Paulo destacaram o plano econômico produzido pelo ministro-chefe da Casa Civil, General Braga Neto. Na Folha de São Paulo a matéria foi analisada por Igor Gielow, no Globo a matéria foi assinada por Manoel Ventura , Henrique Gomes Batista, Mateus Schuch e Gabriel Shinohara.
O fato é que ao reunir a imprensa para divulgar o plano que visa a recuperação econômica do país, Braga Neto não deu maior importância a ausência do titular da Economia.
O plano de recuperação da economia prevê o investimento de 30 bilhões de reais para retomar 70 obras públicas que estão paralisadas. Paulo Guedes defende uma tese oposta: é favorável à transferência de recursos para a iniciativa privada. O choque está aí. Braga Neto é favorável a investimentos estatais diretos. Paulo Guedes pensa que as verbas devem ser oferecidas a empresas privadas. Entretanto, o episódio revela que Guedes perdeu apoio no Palácio do Planalto. Vamos ver qual dos dois critérios prevalecerá.

Afinal, o que está acontecendo? O general Braga Netto assumiu, mas já foi derrubado?


dedemontalvao: Moro terá de instruir Bolsonaro a admitir que o ...Carlos Newton
É muito difícil encontrar algo de bom na gestão de Jair Bolsorano, mas o comentarista Mário Assis Causanilhas conseguiu nesta quinta-feira, ao lembrar que a declaração do Estado de Emergência III (o mais grave), feita pelo governo, ocorreu dia 3 de fevereiro, 18 dias antes do Carnaval, junto com o envio de projeto ao Congresso para instituir a prevenção ao coronavírus.
É compreensível que governadores e prefeitos não tenham suspendido o Carnaval, pois até então não havia nenhum contaminado no Brasil.
No Japão, onde já havia contaminação, o cancelamento da Olimpíada virou uma novela que parecia interminável. De toda forma, porém, é preciso reconhecer a presteza do governo Bolsonaro em relação à pandemia.
BRAGA NETTO EM ALTA – Animado pelo artigo de Causanilhas, que é um brizolista de altíssimo nível, ex-secretário estadual de Administração no Rio de Janeiro, comecei a escrever sobre a reportagem de Renato Onofre e Julia Chaib, na Folha desta quinta-feira, dia 23, sobre a nova configuração do governo federal, na qual o general Braga Netto, chefe da Casa Civil, emerge como uma espécie de primeiro-ministro, com o presidente Jair Bolsonaro saindo da linha de frente, para evitar o excesso de exposição.
Aliás, esta não foi a primeira reportagem sobre a ascensão de Braga Netto. Desde a crise com o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, muitos jornalistas têm destacado essa atuação mais incisiva do chefe da Casa Civil.
Recentemente, ele passou a atuar também na Articulação Política, reforçando o trabalho do ministro Eduardo Ramos, que tem deixado muito a desejar, pois é inexistente.
SEM CONFIRMAÇÃO – As informações sobre o governo, porém, são truncadas, pois anuncia-se também que o próprio Bolsonaro assumira esse trabalho da Articulação, passando a receber as lideranças partidárias. Além disso, a matéria da Folha destacou que Braga Netto teria afastado outro ponto de tensão interna, neutralizando o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente e líder do chamado “gabinete do ódio”.
“O ministro convenceu o presidente Bolsonaro de que era preciso tornar os canais de informações propositivos e que não fossem usados para ataques a adversários”, disseram os repórteres, mas não se pode levar a sério essa notícia, convenhamos.
A experiência da vida real mostra que ninguém – mas ninguém, mesmo – consegue eliminar a influência dos filhos de Bolsonaro sobre o governo.
DEMISSÃO DE MORO – Enquanto o editor da TI, todo animado, redigia este artigo sobre a ascensão de Braga Netto, que já encostou na parede também o ministro da Economia, Paulo Guedes, e jogou no lixo o projeto neoliberal, começaram a pipocar as notícias que Bolsonaro ia afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, levando o ministro Sérgio Moro a ameaçar se demitir.
Mas que país é esse?, perguntariam o ex-deputado Francelino Pereira e o compositor Renato Russo, autor da versão musical. O que houve? A gente não pode se animar? Bolsonaro teve uma recaída e não vai deixar os generais trabalharem? Isso também é fake news? Quem é que está levando o barco? O general Braga Netto assumiu o controle, mas esqueceu de tomar a caneta Bic de Bolsonaro? Cadê o Olavo de Carvalho? E Carluxo, vai voltar a morar no Rio de Janeiro? Câmbio! Câmbio! Afinal, o que está acontecendo? Enviem notícias com a máxima urgência.
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P.S. – Em tradução simultânea, a única coisa certa é que há algo no ar além dos jatinhos dos ministros, como diria modernamente o Barão de Itararé. (C.N.)

Bolsonaro acha que há “conspirações” no Congresso (CPI das Fake) e no Supremo (Inquérito)


Charge do Pelicano (Arquivo Google)
Vera RosaEstadão
O presidente Jair Bolsonaro sempre apreciou as jogadas do argentino Diego Maradona. Na sua avaliação, porém, aquela “mão de Deus” usada pelo craque no polêmico gol das quartas de final da Copa de 1986, diante da Inglaterra, será ressuscitada na Praça dos Três Poderes, em versão tupiniquim, para deixar o governo na marca do pênalti.
Nos bastidores, Bolsonaro tem dito que o sinal verde dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para vasculhar quem financiou as manifestações de domingo – na qual seus apoiadores defenderam a intervenção militar – é mais uma peça armada por “inimigos”, na tentativa de derrubá-lo. Além disso, a investigação está a cargo do ministro Alexandre de Moraes, sorteado para cuidar do caso.
MORAES, O ESCOLHIDO – “Como diria Maradona: ‘Foi a mão de Deus”, resumiu um magistrado, ao saber que o algoritmo do Supremo deixou, por “acaso”, o inquérito justamente com Moraes.
Conhecido como “linha dura” entre seus pares, Moraes é o mesmo que trata de outra investigação, ainda em curso, desta vez para apurar ameaças, ofensas e calúnias dirigidas a integrantes da Corte e suas respectivas famílias. Esse inquérito, aliás, já identificou empresários bolsonaristas que bancam ataques nas redes sociais. O custo da guerra virtual, como mostrou o Estado, pode chegar a R$ 5 milhões por mês.
HÁ UMA CONSPIRAÇÃO? – Bolsonaro quer passar à população, no entanto, a ideia de que há uma “conspiração” em andamento para tirá-lo do Palácio do Planalto e inclui na lista das ações “orquestradas” a CPI das Fake News, prorrogada até outubro.
“Onde foi que eu errei?”, perguntou o presidente a ministros-generais com quem conversou, ainda no domingo. Depois de ter usado a caçamba de uma caminhonete como palanque diante de aliados que pediam o fechamento do Congresso, do Supremo e a deposição de governadores que defendem a quarentena para combater o avanço do coronavírus, Bolsonaro disse não ter dirigido uma palavra contra as instituições. “Leiam o meu discurso”, cobrou.
Com três décadas de trajetória política, o presidente sabe muito bem a força e o simbolismo não apenas de suas palavras –proferidas naquele dia diante do Q.G do Exército –, mas de seus gestos.
A CULPA É DOS OUTROS – Bolsonaro, porém, driblar a nova crise, que ele mesmo criou, culpando a imprensa e os outros Poderes. Emite sinais trocados e lança balões de ensaio para transmitir a mensagem de que está sendo impedido de governar, na tentativa de desviar o foco da crise do coronavírus, da crise econômica e do apagão do planejamento. Mas, para nos salvar, vem aí agora uma espécie de “Plano Marshall”.
Nessa toada, há movimentos contraditórios, como a busca de apoio em partidos do Centrão – bloco carimbado pelo próprio Bolsonaro como “velha política” –, e distribuição de cargos em troca de votos no Congresso. Há, também, frases inexplicáveis, como o “alerta” feito pelo presidente, depois da demissão de Luiz Henrique Mandetta – que ocupou a Saúde por quase 16 meses – sobre o poder de sua caneta.
“Se tiver que demitir qualquer ministro, demito. Não estou ameaçando. Longe de ameaça (…). Agora, se ele desviar-se daquilo que eu prometi durante a campanha, lamentavelmente está no governo errado”, afirmou Bolsonaro, na segunda-feira, diante de apoiadores, no Palácio da Alvorada. “Vá para outro barco. Vá tentar em 22”, emendou, numa referência às eleições presidenciais de 2022.
JORNALISTAS DE FORA – De quem ele estava falando? Os jornalistas não puderam perguntar. “Não quero papo com vocês”, avisou o presidente, naquele dia, irritado com as manchetes dos jornais. “Quem não quiser ouvir, que vá embora”.
Há quem aposte que o recado foi para Sérgio Moro (Justiça), o ex-juiz da Lava Jato. Outros, para Paulo Guedes (Economia), o dono da chave do cofre. Nesses tempos nublados, só a mão de Deus para responder…

Bolsonaro exonera Valeixo do comando da PF e Moro pode anunciar ainda hoje a sua saída do governo

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Ministro ficou indignado e deve se pronunciar ainda pela manhã
Aguirre Talento
O Globo
O presidente Jair Bolsonaro oficializou nesta sexta-feira, dia 24, a demissão do diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, nome de confiança do ministro Sergio Moro para o cargo. A possibilidade de sua demissão gerou uma crise na quinta-feira entre Bolsonaro e Moro, que ameaçou deixar o cargo caso Valeixo fosse exonerado.
O ministro não foi avisado por Bolsonaro que a demissão de Valeixo seria efetivada e, segundo interlocutores, avalia pedir demissão diante do cenário. Moro vai conceder uma entrevista coletiva às 11h. O decreto da saída de Valeixo não foi formalmente assinado por Moro, apesar de seu nome constar no decreto. Isso indica que a discordância entre os dois se ampliou e agravou a crise política iniciada nesta quinta.
DEMISSÃO – Fontes do ministério apontam que Moro pode efetivamente pedir demissão após a exoneração de seu aliado. Nome de confiança do ministro, Valeixo comandou a Superintendência da PF no Paraná durante a Operação Lava-Jato e foi indicado por Moro para comandar a corporação assim que assumiu o ministério da Justiça.
Sua permanência, entretanto, acabou sendo alvo de atritos com Bolsonaro, que em meados do ano passado tentou impor a indicação de um nome para a Superintendência da PF do Rio. A corporação reagiu à interferência externa e, diante do impasse, Bolsonaro ameaçou demitir Valeixo na ocasião.
ANTECIPAÇÃO – Após os desgastes, Valeixo negociava uma saída pacífica do cargo para meados de junho, mas a antecipação da demissão surpreendeu aliados. Agora, o presidente queria indicar um nome de sua confiança ao comando da PF, mas Moro se posicionou contrariamente e tenta controlar a sucessão na corporação para blindá-la de influência política.
Apesar da demissão, não consta no Diário Oficial a indicação de um substituto para Valeixo. Há ao menos três nomes atualmente cotados para o cargo. Um dos nomes do agrado do presidente Bolsonaro é o delegado Anderson Torres, atual secretário de Segurança Pública do governo do DF, enfrenta total oposição de Sergio Moro. Desde o fim do ano passado, Torres tem se articulado politicamente para suceder Valeixo, o que atraiu a ira do atual ministro da Justiça.
ACENO – Fontes da cúpula da PF avaliam que a indicação de Torres seria um aceno de Bolsonaro para políticos do centrão, que são alvos de investigações na Lava-Jato. Um dos padrinhos do delegado é o governador do DF Ibaneis Rocha, do MDB, que esteve com Bolsonaro Palácio do Planalto anteontem para uma reunião sobre coronavírus e levou Torres para o encontro. Seu nome sofre resistência dentro da PF, após o malsucedido movimento para derrubar Valeixo no fim do ano.
Um dos nomes que tem a confiança de Moro para o cargo é do atual diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) Fabiano Bordignon, que também é visto com bons olhos dentro da PF. Também paranaense, Bordignon era chefe da delegacia da PF em Foz do Iguaçu (PR) antes de ser levado por Moro para dirigir o Depen, no início de sua gestão como ministro da Justiça.
BOM TRÂNSITO – Outro nome cotado para comandar a PF é o atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que tem a confiança do presidente e também tem bom trânsito com seus filhos e com a ala militar do governo.
Ramagem foi chefe da equipe de segurança do então candidato à presidência Jair Bolsonaro em 2018. Com a convivência, caiu no gosto do recém-eleito presidente e foi chamado para dirigir a Abin. Fontes da PF apontam que Moro também mantém uma boa relação com Ramagem.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A exoneração ocorreu “a pedido”, segundo decreto publicado no “Diário Oficial da União”. Moro foi pego de surpresa pela exoneração – que não ocorreu “a pedido” como diz o D. O, e ficou indignado. O ministro não assinou a demissão e não esperava que isso ocorresse nesta sexta-feiraCaminhando para a metade da sua gestão, Bolsonaro já descartou vários apoiadores do seu time e desfez inúmeros projetos em andamento. Perde credibilidade e agora chuta um dos nomes mais fortes que tinha entre os seus ministros. Conforme dito por meses nessa TI, não tem estratégia, planejamento e é conduzido pelas determinações do seu clã. Com a iminente saída de Moro, nomes ligados aos seus filhos poderão ocupar o lugar de Valeixo. Torres, atual secretário de Segurança Pública do DF, é próximo de Eduardo. Já o atual diretor da Abin, Alexandre Ramagen, é intimamente ligado a Carluxo, sendo inclusive associado à Abin paralela que o filho 02 pretendia implantar. Os mais exaltados que apoiam Bolsonaro a todo custo vão tentar justificar e dizer que, caso Moro saia do governo, que o ministro era comunista ou infiltrado do PSOL.  (Marcelo Copelli)

quinta-feira, abril 23, 2020

Efeitos coronavírus ! Alcolumbre suspende prazo da CPI das Fake News e contraria família Bolsonaro


Charge do Duke (otempo.com.br)
Amanda Almeida e Isabella Macedo
O Globo
Em uma derrota para o governo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), aceitou pedido do presidente da CPI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), pela suspensão do prazo de funcionamento da comissão durante a pandemia do coronavírus. Com isso, a comissão, que seria encerrada em outubro, com os trabalhos prejudicados pela falta de reuniões, será estendida por mais 180 dias, contados a partir da volta das reuniões presenciais.
Segundo aliados, a ação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Supremo contra a prorrogação da CPI pesou na decisão de Alcolumbre. Na segunda-feira, o filho do presidente pediu liminar contra a prorrogação da comissão, que se encerraria em abril e foi estendida até outubro.
PANDEMIA – A CPI ganhou mais 180 dias de funcionamento depois de leitura e publicação de requerimento assinado por deputados e senadores este mês. Mesmo com a garantia da prorrogação até outubro, Coronel pediu que esse novo prazo de 180 dias seja suspenso enquanto as reuniões presenciais estiverem impedidas pela pandemia.
Alcolumbre concordou que a impossibilidade dessas reuniões seria prejudicial para o resultado da CPI e acatou o pedido. Assim, o novo prazo de funcionamento será definido depois da volta dos trabalhos presenciais.
Hoje, apenas os plenários da Câmara e do Senado têm se reunido – e de forma remota – nas últimas semanas. Em função do coronavírus, a maior parte dos senadores e deputados está fora de Brasília, cumprindo as recomendações de isolamento social.
AGONIA – “Fica a minha interrogação. Por que o governo lutou para os senadores retirarem suas assinaturas de apoio à prorrogação e, em seguida, o Eduardo Bolsonaro entra com ação no Supremo para encerrar a CPI. No final de semana, o vereador Carlos Bolsonaro ataca os membros da CPI nas redes. Por que a agonia de acabar com a CPI? “, questiona Coronel. Entre outros pontos, a CPI investiga o impulsionamento de mentiras nas eleições de 2018.
A última reunião da CPI ocorreu em 4 de março. A seguinte estava marcada para o dia 11 também do mês passado, com extensa pauta de requerimentos de convocações, quebras de sigilo e determinação de providências a autoridades. O encontro foi desmarcado depois do avanço do coronavírus no país, que levou ao esvaziamento do Congresso.
A paralisação dos trabalhos ocorreu em um momento que a comissão havia ganhado fôlego novo, com a divulgação de que as redes do Senado e da Câmara foram usadas para a movimentação de contas investigadas por supostamente espalhar notícias falsas. Esses perfis acessados são conhecidos pela defesa do presidente Jair Bolsonaro.

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