quarta-feira, abril 22, 2020

Maior erro de Jair Bolsonaro foi pensar (?) que poderia pressionar as Forças Armadas


Bolsonaro monta no Mourão, por Paulo Caruso - GGN
Charge do Paulo Caruso (Arquivo Google)
Carlos Newton
Como era de se esperar, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, convocou uma reunião extraordinária os comandantes militares para a tarde desta segunda-feira, dia 21, em pleno feriado. A conversa com o general Leal Edson Pujol, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior e o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, ocorreu por meio de videoconferência, às 16 horas.
O encontro foi convocado pelo ministro no início da tarde de domingo logo após o presidente Jair Bolsonaro ter aparecido de surpresa e participado de uma manifestação diante do Forte Apache, Quartel-General do Exército, em que se pregou mais um golpe militar no país.
FOI UMA PROVOCAÇÃO – Os chefes militares analisaram o estranho comportamento de Jair Bolsonaro, encarado como uma espécie de provocação para que as Forças Armadas se aliem ao presidente na tentativa de pressionar os dois outros poderes da República para que se submetam aos intentos do Executivo.
O mais grave é que o presidente Bolsonaro demonstrou menosprezo às próprias Forças Armadas, ao comparecer diante do Quartel-General do Exército da República para discursar aos manifestantes, que defendiam um novo Ato Institucional nº 5 e o fechamento de dois Poderes da República – o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.
SEM COMENTÁRIOS – Na reunião, os chefes militares decidiram não se manifestar sobre os acontecimentos de domingo, em que o presidente da República claramente ultrapassou os limites constitucionais de seu cargo. Assim, ficaram valendo os termos da nota divulgada pelo ministro da Defesa na manhã desta segunda-feira, antes da reunião com os comandantes das três Forças.
Na mensagem oficial, o general Fernando Azevedo destacou que “as Forças Armadas trabalham com o propósito de manter a paz e a estabilidade do País, sempre obedientes à Constituição Federal”. Em seguida, referindo-se à pandemia, assinalou que “o momento que se apresenta exige entendimento e esforço de todos os brasileiros”.
Em tradução simultânea, o ministro reproduziu o que contém o artigo 142 da Constituição, ao afirmar que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.
ENGANO DE BOLSONARO – Sonhar não é proibido, todos sabem. No entanto, Bolsonaro e os filhos saíram do sonho para o delírio. Foi uma infantilidade pensar (?) que as Forças Armadas pudessem ser novamente pressionadas para descumprir a Constituição. Em 1964 a situação era completamente diferente, com quebra de hierarquia por cabos e sargentos da Marinha e uma série de problemas institucionais. Nada a ver com o Brasil de hoje.
O resultado dos desatinos de Bolsonaro e seus filhos é que as Forças Armadas estão cada vez mais distantes do Planalto, estão atuando no combate ao coronavírus diretamente com governadores e prefeitos e não pretendem intervir caso haja processos de impeachment no Supremo e/ou no Congresso.
Os militares não se sentem representados por Bolsonaro e, democraticamente, vão deixar que o presidente resolva sozinho os problemas que vier a criar. Apenas isso.

Ao pedir o inquérito no STF, Aras envolveu Bolsonaro em crime de responsabilidade


MP precisa 'estar atento na defesa da democracia', diz Aras - JBr.
O procurador Aras não citou Bolsonaro, porque nem precisava fazê-lo
Wálter Fanganiello MaierovitchEstadão
O procurador-geral da República, Augusto Aras, vai ter de fazer contorcionismos jurídicos para tentar (atenção: tentar) excluir a responsabilidade criminal do presidente Bolsonaro. Isso em razão da participação de Bolsonaro em apoio à manifestação de domingo passado, na frente do Quartel-General do Exército.
Convocações preliminares pelas redes sociais revelam que haveria concentração em favor de uma ditadura militar. Ditadura tendo à frente o capitão reformado Bolsonaro e alicerçada em ato institucional igual ao AI-5, de 1968, de triste memória.
OBJETIVO DETERMINADO – A manifestação tinha objetivo determinado e não genérico. E nada a ver com a pandemia do coronavírus. Era em prol de um golpe, rasgada a Constituição e colocado fim no estado democrático de direito.
Embora o procurador Aras não tenha, para fim de indiciamento, mencionado o nome de Bolsonaro no inquérito apuratório que requisitou e cuja a instauração restou determinada por despacho do ministro-relator Alexandre de Moraes do STF, a participação criminosa do presidente já se mostra cristalina.
Mas e por enquanto, Aras mencionou nomes de deputados federais e pessoas promotoras –  fautoras – do ato público ocorrido. O inquérito, apesar do interesse público, tramitará em segredo de Justiça.
ENQUADRAMENTO DE BOLSONARO – Basta ler o Código Penal para se concluir pelo enquadramento de Bolsonaro: “Título IV- Do Concurso de Pessoas – Artigo 29 – Quem, de qualquer modo, concorre para o crime, incide nas penas a este cominadas, na medida da sua culpabilidade”.
Em evidente apoio ao ato, o presidente Bolsonaro compareceu e discursou como caudilho de república bananeira. Lógico, Bolsonaro concorreu, foi coparticipante dos crimes elencados pelo procurador Aras, na sua peça de requisição de instauração de inquérito policial, junto ao Supremo Tribunal Federal.
CAMISA DE SETE VARAS – Bolsonaro, por um Aras que não podia prevaricar, foi colocado, por enquanto, numa camisa de sete varas. Aquela com metragem (vara) usada por condenados à forca, em época medieval. Bolsonaro não está com o pé na forca, mas, certamente, estará enredado no inquérito.
O presidente, de qualquer modo, e como diz a lei penal material, participou ativamente de uma organizada manifestação golpista, consumada em área de segurança nacional, ou seja, na frente do Quartel-General do Exército.
Vale frisar, por parte do comando do quartel, que nada foi feito para impedir o ato, naquele local manifestamente impróprio e em dia particular, ou seja, o Dia do Exército Nacional.
INCITAÇÃO À PRÁTICA DO CRIME – Não deve o procurador Aras esquecer, também, ser ilícito contra a paz pública, a tranquilidade social, a incitação pública à prática de crime.
No particular, reza o Código Penal: Artigo 286- “incitar, publicamente, a prática de crime”.Desde o primeiro dicionário da língua portuguesa, o dicionário Moraes, o termo incitar tem o significado de estimular, excitar.
Bolsonaro, com o comparecimento e manifestação, que não foi de repúdio, mas teve o condão de aguçar, acalorar, cometeu o crime de incitação a crimes, e basta ter olhos de ver e isenção de análise. E o próprio procurador Aras anunciou a existência de crimes contra a Segurança Nacional.
AGLOMERAÇÃO PROIBIDA – Fora isso, sabia o presidente Bolsonaro estar o País atingido pela pandemia da covid-19. Mesmo assim, e contrariando determinações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e de ato do governo do Distrito Federal, participou de aglomeração proibida, com pessoas sem máscaras protetivas e sem guardar a distância necessária à prevenção ao contágio.
Volto ao Código Penal e ao capítulo dos crimes contra a saúde pública. Como infração de medida sanitária preventiva, está escrito no artigo 268: “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.
Num pano rápido, o presidente Bolsonaro, além do enquadramento na lei penal comum e especial, cometeu crime de responsabilidade ao atentar contra a Constituição e o estado democrático de direito, fato que poderá, apesar da retratação e tentativa de se dizer democrata e cumpridor da nossa Lei Maior, ensejar o seu julgamento político, em impeachment.

terça-feira, abril 21, 2020

ESPERO QUE, DEPOIS DE LEREM ISTO, VOCÊS TOMEM TODAS AS PRECAUÇÕES INDICADAS PELA OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE!!

Ubirajara Luiz para Amigos B Brasil
3 h
Edinete Silva
ESPERO QUE, DEPOIS DE LEREM ISTO, VOCÊS TOMEM TODAS AS PRECAUÇÕES INDICADAS PELA OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE!!
Falam de respiração ou ventilação artificial, mas tem muita gente que não tem a mínima ideia do que se trata.

Não é uma máscara de oxigênio posto na boca enquanto você fica deitado pensando em sua vida.
A ventilação é invasiva para o COVID19 é uma entubação que é feita sob anestesia geral e que consiste em ficar 2 a 3 semanas sem se movimentar, muitas vezes de cabeça para baixo (decubitus ventral) com um tubo enterrado na boca até a traqueia e que lhe permite respirar ao ritmo da máquina a que está conectado.
Você não pode falar nem comer nem fazer nada de forma natural.
O incômodo e a dor que sente precisam da administração de sedativos e analgésicos para garantir a tolerância ao tubo durante o tempo que o paciente precisar da máquina para respirar tudo isso durante um coma artificial.
Em 20 dias deste "tratamento suave" em um paciente jovem a perda de massa muscular é de 40 % e a reabilitação será de 6 a 12 meses, associado a traumatismos da boca ou até mesmo das Cordas vocais.
É por isso que as pessoas idosas ou já frágeis não aguentam.

Bolsonaro assume que é candidato a ditador, diz Estadão em editorial destacado no jornal

Jornal, porta-voz da elite financeira paulista, clama ao ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, para que "faça jus à sua fama de inflexível cruzado da moralidade e da lei"

Sergipe registra novos casos da Covid-19

Por G1 SE
 
As Secretarias Municipais da Saúde (SMS) de Aracaju, Estância e Itabaianinha confirmaram, nesta terça-feira (21), novos casos da Covid-19. Com isso, Sergipe passa a ter 101 registros da doença.
Em Itabaianinha, o paciente é um homem de 26 anos, que está em isolamento social domiciliar. Já em Estância, os novos casos são duas mulheres e um homem. A forma do contágio está sendo investigada.
Desses nove casos registrados em Estância, oito estão bem clinicamente, com sintomas leves e cumprindo isolamento domiciliar. Uma paciente foi internada com infecção urinária e posteriormente diagnosticada com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave e está na UTI.
Em Aracaju, são cinco novos registros - três homens, com idades 41, 51 e 78 anos, e duas mulheres, de 34 e 52 anos. Agora são 65 na capital com a doença, desses oito estão internados em hospitais, 25 em isolamento domiciliar, 28 já receberam alta e quatro morreram.

Panorama

Até o último levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgado na noite de segunda-feira (20), tinham sido realizados 1.085 testes e 993 deram negativo. Do total de casos confirmados, 37 já receberam alta e estão curados.
Seis pessoas estão hospitalizadas em leito de UTI. O estado tem cinco óbitos por Covid-19.
Covid-19 em Sergipe
MUNICÍPIOCASOS CONFIRMADOSMORTES
Aracaju654
Porto da Folha10
Propriá20
Nossa Senhora da Glória20
Capela10
Itabaiana40
Lagarto10
Itabaianinha71
Simão Dias10
Nossa Senhora do Socorro10
Pacatuba20
São Cristóvão30
Indiaroba10
Itaporanga10
Estância90
TOTAL1015

Miguel Nicolelis, médico e cientista, abre o jogo sobre a nossa realidade em tempos de pandemia ...

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