terça-feira, setembro 17, 2019

Desoneração, como quer Paulo Guedes, decretaria o fim do INSS em trinta dias


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Charge do Nani (nanihumor.com.br)
Pedro do Coutto
Na edição de 13 de setembro, o Valor publicou reportagem ressaltando que o Ministro Paulo Guedes, em matéria de reforma tributária, não abre mão de um dispositivo legal capaz de determinar a exoneração das empresas, especialmente no que se refere às contribuições para o INSS. Sem medo de errar, afirmo eu que, se a desoneração dessa maneira vier a ser aprovada, estará decretado o fim do INSS e explodida a Previdência Social no país.
O cálculo é muito simples: as empresas são obrigadas a recolher 20% sobre as folhas salariais, receita muito maior do que a proporcionada pelos trabalhadores regidos pela CLT. Acrescento: os empregados celetistas no máximo recolhem 11% sobre o teto de 5 800 reais. Portanto, como se constata, no máximo 610 reais por mês, não importando quais sejam os salários recebidos.
BALANÇO – A receita global do INSS em 2019, segundo o próprio Ministério da Economia, eleva-se a R$ 600 bIlhões anuais. As despesas vão a R$ 844 bilhões, daí resulta o déficit de R$ 244 bilhões. Há muita sonegação, mas não por parte dos empregados, uma vez que são descontados na folha de pagamento. A sonegação, assim, localiza-se no lado das empresas empregadoras.
Mas este aspecto não entra nas cogitações de Paulo Guedes, embora as isenções fiscais concedidas pela ex-presidente Dilma Rousseff tenham atingido R$ 297 bilhões. Mas esta é outra questão.
Na verdade, o Ministro Paulo Guedes só pensa em cortar os custos salariais no país, não dando importância às obrigações dos setores empresariais. Superado este aspecto, fácil é verificar a impossibilidade de se isentar as empresas das contribuições previdenciárias a que estão obrigadas de cumprir. No Canadá a Previdência é semelhante à nossa e funciona muito bem.
FIM DO INSS – Calculo que dos 600 bilhões que formam a receita do INSS, cerca de 400 bilhões são provenientes das contribuições empresariais. Enquanto no máximo as contribuições dos empregados atingem 200 bilhões. Portanto, é fácil deduzir que a desoneração nesse caso explodiria a Previdência Social e os estilhaços atingiriam toda a população brasileira. O INSS não resistiria mais de 30 dias se a ideia do Ministro da Economia viesse a prevalecer. Os números falam por si.
Além do mais, para finalizar, o reflexo de toda essa explosão alcançaria o mercado de consumo, pois os 100 milhões de pessoas que formam a mão de obra ativa do país entrariam em pânico com o fim da Previdência Social e a detonação do INSS. Sem Previdência Social, o país teria que resistir à crise mais profunda da sua história.
A dualidade que está determinando a atuação  do governo limita-se a dois polos: para as empresas, tudo. Para nós, contribuintes, o espelho quebrado daquela que pode ser a lei final do tecido social brasileiro. A decisão está com Bolsonaro.

Moradores de rua, a tragédia social que as autoridades fingem não ver


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O cenário se repete nas grandes cidades brasileiras
Paulo PeresPoemas & Canções
A assistente social do Tribunal de Justiça do Rio de Jameiro, letrista e poeta Márcia Figueiredo Barroso, nascida em São Gonçalo (RJ), no poema “Fantasma Negro”, retrata o cotidiano caótico dos moradores de rua, vítimas do desajuste social.
FANTASMA NEGROMárcia Barroso
A cara do sofrimento
Dorme ao relento
Nas ruas vazias
Vadias,
Repletas de nada
Nos Reflexos das luzes
Escuras…
Corpos que se agasalham
Nos trapos
Farrapos deixados pelos caminhos
Sujos
Abandonados
Invisíveis
Sofrem calados
Porque o choro silenciou
Na garganta seca
E o medo de tão intenso
Esqueceu de assustar…
A cara da fome
Mama nas tetas flácidas
Recostadas nas calçadas
Com as mãos abertas
Pedintes
Famintas
A barriga não ronca
Ela ruge
Exige
Mas não tem resposta
E troca
O pedaço de pão
Pela ilusão
Do crack
Ou qualquer outra droga
Que possa saciar
O desejo de se alimentar
De vida
De alívio
Da fome que nada sacia
E a barriga segue vazia
E qualquer farelo não basta
Pois o desejo de pão é ancestral
Animal
E pede, pede
Mas ninguém dá.
Então exige, ataca
E não acata,
Porque precisa saciar
Uma fome que não mata
Porque desacata
A ordem de seguir vivendo
Como um fantasma negro
Zumbi
Que mostra a existência nula,
Chula,
Inútil e resistente
Vivente…
A cara da solidão
Se esconde amedrontada
Teme ser reconhecida
Por quem a abandonou.
Cresceu só
E aprendeu que não tem par
Vive
Porque insiste
Suporta
Mas não sabe ser sozinho
E busca alguém para abraçar
Acalentar
Amar
E faz um filho
Para preencher o vazio
Desta inexistência
Viva
De não ser ninguém.

Vexames internacionais recomendam atenção ao discurso de Bolsonaro na ONU


Resultado de imagem para BOLSONARO NA ONU CHARGESVera Magalhães
Estadão
Jair Bolsonaro diz que irá a Nova York para fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU nem que seja de maca ou de cadeira de rodas. Mais do que encarar o compromisso como um desafio físico, algo já delicado diante de sua recuperação em mais uma cirurgia na região do abdome, o presidente deveria ter em mente a importância simbólica da ocasião, e se preparar tecnicamente para ela, caso resolva mesmo ir a qualquer custo.
Bolsonaro chegará à ONU com os olhos do mundo voltados para o Brasil. E as razões para isso são, principalmente, decisões, ações, falas e comportamentos do presidente brasileiro e de expoentes de seu governo. O centro da geleia geral externa produzida pelo bolsonarismo nos últimos meses é a questão ambiental.
MISTURA TÓXICA – Foram as reações dele e de seus ministros ao aumento do desmatamento e das queimadas que chamaram a atenção de chefes de Estado, organismos internacionais e da sociedade global para a mistura tóxica de retórica ideológica nonsense, desprezo a dados e à ciência e a contraposição entre preservação ambiental e defesa de um desenvolvimento econômico extrativista da sua gestão.
Diante da fumaça composta de desaforos infantis e misóginos de Bolsonaro a outros governantes e da ausência de dados que desmintam o descontrole no aumento do desmate, a posição dos países desenvolvidos hoje em relação ao Brasil oscila entre o ceticismo, a ironia e o deboche puro e simples.
TUDO ERRADO – Foi emblemática a participação do chanceler Ernesto Araújo, um dos expoentes mais destacados da ala ideológica do governo, em evento na semana passada na Heritage Foundation, um centro de estudos conservador localizado em Washington. A mistura de negacionismo climático, condenação ao marxismo, críticas randômicas a pensadores de vertentes e épocas distintas e vitimismo de quem deveria governar, tudo isso deixou estupefatos representantes da direita norte-americana, a qual a prima brasileira tenta mimetizar, mas da qual só consegue ser uma versão-paródia.
Araújo disse que a esquerda usou a defesa da justiça social para legitimar ditaduras ao redor do mundo, e, num salto extraordinário, afirmou que se caminha para fazer o mesmo com a questão climática.
PAPEL RIDÍCULO – No Twitter, o analista de política externa do The Washington Post, Ishaan Tharoor, expôs sem misericórdia o ridículo da situação. “Este é um fascinante discurso ideológico de um ministro das Relações Exteriores no exterior (e um tanto incoerente). Nossa civilização está perdendo seus símbolos, diz ele”, narrou o jornalista norte-americano, parecendo se divertir com o exotismo do palestrante.
Tharoor ainda anotou, com razão, que esse arremedo de doutrina nada tem a ver com o conservadorismo norte-americano, ou com o que a direita dos Estados Unidos promove como política de Estado.
VEXAME ANUNCIADO – Ou seja: ao beber em fontes como Olavo de Carvalho e Steve Bannon – dupla com a qual Araújo se encontrou na mesma viagem –, a política externa de Bolsonaro se afasta da doutrina, da tradição e do acúmulo pragmático da diplomacia brasileira, para erigir em seu lugar um edifício que não para em pé nem aos olhos de seu parceiro preferencial.
Se for esta a base para o discurso de Bolsonaro na ONU, é desnecessário dizer que o resultado será um vexame internacional sem precedentes – e olha que Dilma Rousseff já discursou neste mesmo fórum.
É urgente que entrem em cena os técnicos do Itamaraty e dos Ministérios da Economia e da Agricultura para produzir uma peça que, sem delírios grandiosos e ideologia rastaquera, tente desfazer a impressão de que o Brasil trata com descaso a questão ambiental e promove retrocessos na nossa exitosa transformação do agronegócio num exemplo de eficiência.

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