quarta-feira, janeiro 23, 2019

Países árabes começam a boicotar o Brasil por causa da aproximação a Israel


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Amr Moussa, da Liga Árabe, justifica o boicote ao Brasil
Jamil ChadeEstadão
A decisão da Arábia Saudita de descredenciar cinco frigoríficos brasileiros que exportam para o país, anunciada nesta terça-feira, dia 22, é uma retaliação ao governo de Jair Bolsonaro, em função da decisão de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, afirmou em Davos o ex-secretário-geral da Liga Árabe (organização que reúne 22 países árabes), Amr Moussa. “O mundo árabe está enfurecido (com o Brasil)”, disse Moussa, um dos diplomatas do Oriente Médio de maior influência na região.
“Essa é uma expressão de protesto contra uma decisão errada por parte do Brasil. Muitos de nós não entendemos o motivo pelo qual o novo presidente do Brasil trata o mundo árabe desta forma.” Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o motivo alegado para o veto aos frigoríficos foram questões técnicas.
LIGA ÁRABE – Há poucas semanas, a Liga Árabe decidiu aumentar a pressão sobre o governo de Bolsonaro e aprovou, no Cairo, uma resolução pedindo que o Brasil “respeite o direito internacional” e que abandone a ideia de mudar a embaixada para Jerusalém, o que significaria o reconhecimento da cidade como capital de Israel. Outra decisão anunciada por Cairo foi o envio de uma “delegação de alto escalão” ao Brasil para lidar com a crise e para informar ao novo governo de Bolsonaro sobre a necessidade de “cumprir o direito internacional” no que se refere à situação de Jerusalém – cidade que também é  disputada pelos palestinos para ser a capital de seu Estado.
ADVERTÊNCIA – O conselho da Liga Árabe ainda decidiu, também há algumas semanas, comunicar aos embaixadores brasileiros nos diferentes países árabes sobre “qualquer ato que viole o status legal e histórico de Jerusalém”. De acordo com os palestinos, o recado iria alertar que “Estados membros da Liga Árabe tomariam as medidas políticas, diplomáticas econômicas necessárias em relação a essa ação ilegal”.
“Eu acredito que tais medidas (como o descredenciamento dos frigoríficos) vão continuar”, disse Moussa. “A única forma de evitar isso é se o Brasil desistir dessa ideia. Jerusalém é uma capital de dois Estados, não de um.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O presidente em exercício, Hamilton Mourão, que avisou Bolsonaro que mudar a capital para Jerusalém seria um erro, reclamou nesta terça-feira que não haveria motivo para um embargo. “A embaixada não está mudada ainda, o pessoal está se antecipando ao inimigo”, lamentou, naquele linguajar de general(C.N.)

Discurso mostra que Bolsonaro está no rumo certo, mas a assessoria é muito fraca


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Jair Bolsonaro anunciou uma política externa independente
Carlos Newton
Um dos problemas de Jair Bolsonaro, que tem muitos, é a precariedade de sua assessoria. Cercar-se de oficiais-generais é muito bom, nesta fase em que o Brasil precisa de seriedade e dedicação, mas isso não basta. É preciso incluir na entourage direta alguns intelectuais, que possam dar enfoques especiais aos pronunciamentos do chefe do governo. Essa participação em Davos, por exemplo, foi uma oportunidade de ouro, que Bolsonaro não soube aproveitar em todo o potencial.
Com a ausências de Donald Trump (EUA), Theresa May (Reino Unido) Emmanuel Macron (França), Vladimir Putin (Rússia) e Xi Jinping (China), o estreante Jair Bolsonaro se transformou na maior atração do Fórum Econômico Mundial e atraía todas atenções. Era a hora e a vez de acontecer, diria o diplomata Guimarães Rosa, mas seu discurso deixou a desejar.
SEM DETALHES – Não sei quem foi o autor do pronunciamento, o maior suspeito é o ministro Paulo Guedes, mas deve ter sido escrito a várias mãos, e isso às vezes tira o brilho, porque o texto cai numa simplicidade entediante, quando necessita de detalhes, lampejos, com tiradas inteligentes e até alguns instantes de humor. Faltou essa pimenta, embora os principais objetivos tenham sido focalizados.
O mais importante foi a constatação de que Bolsonaro se livrou da influência patética dos filhos adoradores de Olavo de Carvalho e passou a respeitar a opinião do núcleo duro do Planalto, formado por três militares (Augusto Heleno, Hamilton Mourão e Santos Cruz) e dois civis (Gustavo Bebianno e Onyx Lorenzoni).
Em seu reduto na Virginia, interior dos EUA, Olavo de Carvalho está desesperado com a volta por cima de Bolsonaro, que libertou o governo e não segue mais as instruções políticas e econômicas que o defensor do ultraliberalismo tentou impingir, com destaque para a submissão aos interesses dos Estados Unidos.   
SEM PRESTÍGIO – A mensagem mais relevante do discurso de Bolsonaro foi a política externa sem viés ideológico, uma característica marcante da diplomacia brasileira, que o PT do chanceler Celso Amorim jogou na lata do lixo.
Lembrem-se que o novo chanceler Ernesto Araújo tentou impor o estilo ensandecido de Olavo de Carvalho no Itamaraty, só faltou adotar a verborragia chula e pornográfica. Mas sua festa durou pouco. No discurso de posse, com trechos em grego e tupi-guarani, logo se percebeu que Araújo tem problemas e foi blindado pelo governo, para evitar maiores problemas.
Hoje quem manda na política externa é o núcleo duro do Planalto, e os postos-chave do Itamaraty estão sendo preenchidos por embaixadores de larga experiência, como ocorria desde sempre.
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P.S.
 – Ainda no tocante ao discurso, percebe-se um erro absurdo. “Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios”, disse Bolsonaro, esquecido de que o Brasil é a nona economia e o quinto maior pais em número de habitantes, o que significa uma grande mercado consumidor. Por isso, estão instaladas aqui mais de 400 das 500 maiores multinacionais do mundo. Dizer que o Brasil não está na lista dos 50 melhores país para investimentos é Piada do Ano. Este tal ranking pode até existir, mas jamais deveria ser levado a sério. Fica claro que Bolsonaro precisa melhorar sua assessoria. (C.N.)

Novos investimentos dependem do poder aquisitivo da população brasileira


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Charge do Elvis (site Humor Político)
Pedro do Coutto
Discursando ontem em Davos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu governo vai facilitar a realização de investimentos no país, além de diminuir impostos e a burocracia para aqueles que desejarem investir no Brasil. Ao defender a redução tributária para as empresas, o presidente da República destacou que a redução de impostos destina-se a gerar, em consequência, a recuperação do nível de emprego, já que o desemprego está atingindo 12 milhões de brasileiros.
Jair Bolsonaro não especificou pontos concretos que pretende atingir ao longo de seu mandato, mas foi genérico ao destacar as faces de seu programa de governo. Todos os pontos que aludiu são positivos, porém é preciso levar em conta que o mercado brasileiro não se encontra bem colocado em matéria de potencial de consumo.
PRIVATIZAÇÕES – Além disso, citou ele a realização de privatizações das empresas estatais. Quais são elas? A resposta cabe ao ministro Paulo Guedes, que foi destacado no pronunciamento de Bolsonaro. Outro ministro que recebeu menção pública do presidente foi o Ministro Sérgio Moro, que participou do encontro como símbolo do combate à corrupção.
Portanto, diminuição de tributos, privatizações e guerra contra os corruptos e corruptores foram as bases de seu pequeno discurso no encontro de Davos. Ocorre que há pela frente do governo, a reforma da Previdência Social, não abordado pelo presidente, e presume-se que isso aconteceu porque ele ainda não definiu o texto completo do projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional.
PONTOS PRINCIPAIS – Panoramicamente, o pronunciamento foi bem como síntese dos pontos principais do programa de governo. Mas Bolsonaro ficou devendo os planos mais concretos de sua governabilidade. A redução de impostos, por exemplo, logicamente interessa aos empresários e pode interessar aos assalariados, na medida em que contribui para a diminuição de preços, lance direcionado para o mercado de consumo. Entretanto, verifica-se que a redução de tributos pode ser implantada rapidamente, se acontecer de fato, porém seu reflexo no mercado de preços pode demandar alguns meses a reagir ao mais ousado lance de Jair Bolsonaro.
Volta e meia esse problema se coloca como um desafio para a economia brasileira. Trata-se de harmonizar capital e trabalho, algo muito difícil de ser alcançado, sobretudo a curto prazo. Na história do país, e também na história universal, a divisão dos preços termina se voltando muito mais para o capital do que para o trabalho.
Não se trata de buscar uma utopia, mas somente aplicar pensamentos cristãos à humanidade.

Ex-assessor Queiroz se responsabiliza por aproximar Flávio Bolsonaro dos milicianos


Queiroz admitiu que era amigo do líder miliciano e família
Igor MelloO Globo
A mulher do ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia do Rio das Pedras e tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, trabalhou por mais de 11 anos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Danielle Mendonça da Costa foi nomeada poucos meses depois de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio investigado pelo Ministério Público, passar a integrar o gabinete na Assembleia Legislativa do Rio.
De acordo com informações da Alerj, Danielle foi nomeada oficialmente em 6 de setembro de 2007, trabalhando ininterruptamente na equipe de Flávio Bolsonaro até 13 de novembro do ano passado, quando foi exonerada a pedido – terminologia utilizada quando o servidor pede sua desvinculação do cargo comissiona.
QUEIROZ REAPARECE – A nomeação veio poucos meses depois da chegada de Fabrício Queiroz ao gabinete. O subtenente da reserva foi cedido à Alerj em 28 de março daquele ano, segundo informações da Assembleia. Após Flávio se eximir de responsabilidade pela manutenção da mulher de Adriano no gabinete, Queiroz, em nota, admitiu ter sido o responsável pela indicação de Danielle e da sogra dela, Raimunda Veras Magalhães – que passou a ocupar cargos ligados a Flávio Bolsonaro em 2015.
Segundo o ex-assessor, Adriano estava preso sob a acusação de homicídio na época em que Danielle foi nomeada:  “Ademais, vale frisar que o Sr. Fabrício solicitou a nomeação da esposa e mãe do Sr. Adriano para exercerem atividade de assessoria no gabinete em que trabalhava, uma vez que se solidarizou com a família que passava por grande dificuldade, pois à época ele estava injustamente preso, em razão de um auto de resistência que foi, posteriormente, tipificado como homicídio, caso este que já foi julgado e todos os envolvidos devidamente inocentados”, informa a nota divulgada pela defesa de Queiroz.
VELHOS AMIGOS – Queiroz afirma ter conhecido Adriano quando os dois foram lotados no 18º BPM (Jacarepaguá) – responsável pelo patrulhamento da comunidade do Rio das Pedras. No mesmo mês em que atuou em favor da mulher do miliciano, Queiroz deu mostras de sua influência na montagem da equipe de Flávio Bolsonaro. No dia 20 de setembro de 2007, emplacou a filha Nathalia Melo de Queiroz, então com 18 anos, para um cargo no gabinete com salário de R$ 6.490,35.
Principal alvo da operação desta terça-feira, Adriano não foi encontrado pelos agentes da Polícia Civil e é considerado foragido. Ele é apontado pelo Ministério Público como principal líder da milícia que domina o Rio das Pedras – comunidade que exportou esse tipo de quadrilha para o resto da cidade. Ele também é suspeito de ser o principal articulador do Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel suspeito de ter executado a vereadora Marielle Franco (PSOL).
PROCURA-SE – Adriano já foi alvo de outra operação – a Tempestade do Deserto, em 2011, que desarticulou uma quadrilha suspeita de envolvimento em homicídios e outros crimes relacionados a uma disputa de poder pelo patrimônio do contraventor Waldomiro Paes Garcia, o Maninho. Mesmo com a grande repercussão do caso, Danielle foi mantida no posto.
Em discurso de 2007, Flávio disse que “não se pode, simplesmente, estigmatizar as milícias, em especial os policiais envolvidos nesse novo tipo de policiamento, entre aspas”. Para o filho do presidente da República, “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É tanta matéria contra Flávio Bolsonaro que dá até fastio de publicar… Seu gabinete é todo emporcalhado. Flávio deveria seguir o conselho de Francisco Bendl e renunciar à política, para deixar o presidente trabalhar com mais tranquilidade, até que se avolumem também provas contra ele, porque, ao que parece, os filhos apenas imitavam o pai. Mas acredito que Bolsonaro não venha a ser denunciado e consiga levar o mandato até o fim. Bolsonaro não é flor que se cheire, mas os filhos são bem piores do que ele, a meu ver. Posso estar errado, é claro. C.N.)

Afinal, por que motivo Bolsonaro vai despachar do hospital após fazer a cirurgia?


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Uma ala do hospital será isolada para servir de “gabinete”
José Carlos Werneck
Como se sabe, o presidente Jair Bolsonaro vai despachar do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois da cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, marcada para o dia 28 de janeiro, se for aprovado no exame a que será submetido no dia anterior. O general Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, confirmou que será montada uma estrutura no hospital, para que o presidente possa despachar com ministros e assessores durante o período em que estiver internado.
Sua mulher, Michelle, acompanhará o marido durante todo o período de internação.
EXAMES – O chefe do governo retornará de Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, nas primeiras horas da próxima sexta-feira e no domingo realizará todos exames pré-operatórios necessários para ser operado na segunda-feira.
Aviões da Força Aérea Brasileira deverão ser utilizados por ministros em viagens a São Paulo para despachar com o presidente. De acordo com porta-voz, a expectativa inicial de permanência do presidente em São Paulo é de dez dias. O período poderá variar, de acordo com a evolução da sua recuperação.
E O MOTIVO? – O mais impressionante nesta decisão é que ninguém explica o motivo (ou os motivos). Como se sabe, o presidente da República se utiliza de uma bolsa de colostomia desde que foi vítima de tentativa de homicídio, quando esfaqueado em na cidade mineira de Juiz de Fora, dia 6 de setembro, durante um ato de campanha, A facada atingiu seu intestino e ele teve de se submeter a duas cirurgias, uma na Santa Casa de Juiz de Fora e outra no Hospital Albert Einstein, na capital paulista.
Jair Bolsonaro passou 22 dias internado e desde então está com a bolsa de colostomia, que funciona como um intestino externo e possibilita a recuperação dos intestinos grosso e delgado.
No Planalto, ninguém informa por que foi tomada essa decisão, que é absolutamente inédita na política brasileira.

terça-feira, janeiro 22, 2019

Jair Bolsonaro tem tudo a ver com o caso do filho Flávio, só não vê quem não quer


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Bolsonaro pai usa a estratégia do avestruz e fica calado
Ranier BragonFolha
Todo governo em seu início é beneficiado pela chamada “lua de mel” de que fala a surrada metáfora conjugal. Mas é preciso muito amor no coração, muita candura de espírito para considerar plausíveis as (não) explicações dadas até agora por Jair Bolsonaro sobre o suspeitíssimo caso de seu filho Flávio e do ex-motorista deste, Fabrício Queiroz.
Adota-se até aqui a covarde estratégia de cortes dessa e de todas as épocas de empurrar para auxiliares em desgraça —incluindo filhos— a responsabilidade exclusiva por desatinos. A velha tática do avestruz, a de “eu não tenho nada a ver com isso”.
TUDO A VER – Perdoem-me os embevecidos pela lua de mel, mas infelizmente Jair Bolsonaro tem muita coisa a ver com isso. O presidente recebeu na conta da mulher, Michelle, R$ 24 mil de Queiroz. Também empregou no gabinete em Brasília uma filha desse motorista, que repassava quase todo o salário ao pai e cuja atividade identificável era a de personal trainer no Rio.
A explicação de Jair Bolsonaro, para um caso, é a de que o dinheiro na conta da mulher Michelle era parte do pagamento de um empréstimo de R$ 40 mil que ele fez a Queiroz. No outro caso, nem ele diz saber. Que perguntem ao seu chefe de gabinete, figura especialista em se manter calada e quase nunca atender jornalistas.
MUITAS DÚVIDAS – É plausível Bolsonaro emprestar R$ 40 mil a um sujeito que movimentava milhões, segundo o Coaf? É plausível que esse milionário fizesse o suposto reembolso não de uma vez, mas em uma espécie de carnê das Casas Bahia (dez parcelas)? É plausível o presidente não ter mostrado sequer um extratozinho bancário do suposto empréstimo? É plausível o pagamento ter ido para a mulher sob o argumento de que o marido, que recebia mensalmente R$ 33,7 mil na conta, não ter tempo de movimentar dinheiro? É plausível Bolsonaro não saber o que a filha de Queiroz fazia em seu gabinete? E, em não sabendo, não procurar se informar nem divulgar?
Que me perdoem os corações puros e generosos. Essas explicações podem ser tudo, menos plausíveis.

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