quarta-feira, julho 13, 2011

ROUBA-SE EM 80% DAS PREFEITURAS BRASILEIRAS

EX-CORREGEDOR DO CNJ VÊ CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO

POR QUE OS RICOS NÃO SÃO PRESOS ?


Doutor é quem faz Doutorado

No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor.

A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.

Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo "docentes" e "profissionais" venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos.

Quando coordenador de Curso tive o desprazer de chamar a atenção de (in) docentes que mentiam aos alunos dessa maneira. Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que essa minha esperança não se concretizaria porque nem mesmo eles sabiam escrever.

Pois bem!

Naquela época, a história que se contava era a seguinte: Dona Maria, a Pia, havia "baixado um alvará" pelo qual os advogados portugueses teriam de ser tratados como doutores nas Cortes Brasileiras. Então, por uma "lógica" das mais obtusas, todos os bacharéis do Brasil, magicamente, passaram a ser Doutores. Não é necessária muita inteligência para perceber os erros desse raciocínio. Mas como muita gente pode pensar como um ex-aluno meu, melhor desenvolver o pensamento (dizia meu jovem aluno: "o senhor é Advogado; pra que fazer Doutorado de novo, professor?").

1) Desde já saibamos que Dona Maria, de Pia nada tinha. Era Louca mesmo! E assim era chamada pelo Povo: Dona Maria, a Louca!

2) Em seguida, tenhamos claro que o tão falado alvará jamais existiu. Em 2000, o Senado Federal presenteou-me com mídias digitais contendo a coleção completa dos atos normativos desde a Colônia (mais de quinhentos anos de história normativa). Não se encontra nada sobre advogados, bacharéis, dona Maria, etc. Para quem quiser, a consulta hoje pode ser feita pela Internet.

3) Mas digamos que o tal alvará existisse e que dona Maria não fosse tão louca assim e que o povo fosse simplesmente maledicente. Prestem atenção no que era divulgado: os advogados portugueses deveriam ser tratados como doutores perante as Cortes Brasileiras. Advogados e não quaisquer bacharéis. Portugueses e não quaisquer nacionais. Nas Cortes Brasileiras e só! Se você, portanto, fosse um advogado português em Portugal não seria tratado assim. Se fosse um bacharel (advogado não inscrito no setor competente), ou fosse um juiz ou membro do Ministério Público você não poderia ser tratado assim. E não seria mesmo. Pois os membros da Magistratura e do Ministério Público tinham e têm o tratamento de Excelência (o que muita gente não consegue aprender de jeito nenhum). Os delegados e advogados públicos e privados têm o tratamento de Senhoria. E bacharel, por seu turno, é bacharel; e ponto final!

4) Continuemos. Leiam a Constituição de 1824 e verão que não há "alvará" como ato normativo. E ainda que houvesse, não teria sentido que alguém, com suas capacidades mentais reduzidas (a Pia Senhora), pudesse editar ato jurídico válido. Para piorar: ainda que existisse, com os limites postos ou não, com o advento da República cairiam todos os modos de tratamento em desacordo com o princípio republicano da vedação do privilégio de casta. Na República vale o mérito. E assim ocorreu com muitos tratamentos de natureza nobiliárquica sem qualquer valor a não ser o valor pessoal (como o brasão de nobreza de minha família italiana que guardo por mero capricho porque nada vale além de um cafezinho e isto se somarmos mais dois reais).

A coisa foi tão longe à época que fiz questão de provocar meus adversários insistentemente até que a Ordem dos Advogados do Brasil se pronunciou diversas vezes sobre o tema e encerrou o assunto.

Agora retorna a historieta com ares de renovação, mas com as velhas mentiras de sempre.

Agora o ato é um "decreto". E o "culpado" é Dom Pedro I (IV em Portugal).

Mas o enredo é idêntico. E as palavras se aplicam a ele com perfeição.

Vamos enterrar tudo isso com um só golpe?!

A Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos jurídicos no Brasil, em seu nono artigo diz com todas as letras: "Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bachareis formados. Haverá tambem o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos que devem formar-se, e só os que o obtiverem poderão ser escolhidos para Lentes".

Traduzindo o óbvio. A) Conclusão do curso de cinco anos: Bacharel. B) Cumprimento dos requisitos especificados nos Estatutos: Doutor. C) Obtenção do título de Doutor: candidatura a Lente (hoje Livre-Docente, pré-requisito para ser Professor Titular). Entendamos de vez: os Estatutos são das respectivas Faculdades de Direito existentes naqueles tempos (São Paulo, Olinda e Recife). A Ordem dos Advogados do Brasil só veio a existir com seus Estatutos (que não são acadêmicos) nos anos trinta.

Senhores.

Doutor é apenas quem faz Doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc.

A tradição faz com que nos chamemos de Doutores. Mas isso não torna Doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados.

Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado! Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de trezentos artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no sítio eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado.

Após anos como Advogado, eleito para o Instituto dos Advogados Brasileiros (poucos são), tendo ocupado comissões como a de Reforma do Poder Judiciário e de Direito Comunitário e após presidir a Associação Americana de Juristas, resolvi ingressar no Ministério Público da União para atuar especialmente junto à proteção dos Direitos Fundamentais dos Trabalhadores públicos e privados e na defesa dos interesses de toda a Sociedade. E assim o fiz: passei em quarto lugar nacional, terceiro lugar para a região Sul/Sudeste e em primeiro lugar no Estado de São Paulo. Após rápida passagem por Campinas, insisti com o Procurador-Geral em Brasília e fiz questão de vir para Mogi das Cruzes.

Em nossa Procuradoria, Doutor é só quem tem título acadêmico. Lá está estampado na parede para todos verem.

E não teve ninguém que reclamasse; porque, aliás, como disse linhas acima, foi a própria Ordem dos Advogados do Brasil quem assim determinou, conforme as decisões seguintes do Tribunal de Ética e Disciplina: Processos: E-3.652/2008; E-3.221/2005; E-2.573/02; E-2067/99; E-1.815/98.

Em resumo, dizem as decisões acima: não pode e não deve exigir o tratamento de Doutor ou apresentar-se como tal aquele que não possua titulação acadêmica para tanto.

Como eu costumo matar a cobra e matar bem matada, segue endereço oficial na Internet para consulta sobre a Lei Imperial:

www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/Rev_63/Lei_1827.htm

Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então.

PROF. DR. MARÇO ANTÔNIO RIBEIRO TURA , 41 anos, jurista. Membro vitalício do Ministério Público da União. Doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Direito Público e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Visitante da Universidade de São Paulo. Ex-presidente da Associação Americana de Juristas, ex-titular do Instituto dos Advogados Brasileiros e ex-titular da Comissão de Reforma do Poder Judiciário da Ordem dos Advogados do Brasil.
Fonte: jusbrasil

Modelo lulista de crescimento pode estar chegando ao limite, diz 'FT'

Lula

Para jornal, Lula também contou com a sorte para conseguir o sucesso econômico

O modelo de crescimento econômico brasileiro estabelecido no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) pode estar chegando ao seu limite, segundo adverte reportagem publicada nesta quarta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

"Mesmo com o Lulismo sendo enaltecido pela América Latina como uma possível solução para os problemas centenários de desigualdade e crescimento atrofiado no continente, há temores de que ele está chegando ao seu limite no Brasil", afirma o jornal.

O 'lulismo' é definido pela reportagem como o modelo que combinou a concessão de benefícios sociais, aumentos salariais generosos, fácil acesso ao crédito e a manutenção de uma economia estável. "É um modelo ao qual se atribui a retirada de 33 milhões da pobreza durante seus oito anos de governo", diz a reportagem.

O jornal observa que, assim como a China e a Índia, o Brasil cresceu na última década para se tornar uma importante força global, mas assim como os dois países asiáticos, "também mostra sinais de superaquecimento".

A reportagem lista sinais de alerta levantados por analistas, como o risco de uma bolha de crédito, a baixa taxa de investimentos, o fortalecimento do real ou a forte dependência da exportação de commodities a cotações elevadas, mas comenta que há também "vozes mais otimistas que rejeitam tais previsões".

Sucesso inquestionável

Para o jornal, "ninguém questiona o sucesso de Lula", que também contou com a sorte durante seu governo para entregar o país crescendo a 7,5% à sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff.

A reportagem comenta, porém, que "Lula também entregou a Dilma uma economia fragilizada por desequilíbrios", como o crescimento acelerado das importações, financiadas pelo fluxo de divisas gerado pela venda de commodities ao exterior a preços inflados.

Outro problema apontado é o risco de inflação, controlado por meio do aumento das taxas de juros, que por sua vez ajudam a pressionar pela valorização da moeda brasileira, reduzindo a competitividade da indústria nacional.

O jornal observa que "parte da inflação vem do crescimento rápido do crédito, particularmente empréstimos ao consumidor" e comenta que há análises divergentes sobre o risco do estouro de uma bolha de crédito no Brasil.

Segundo a reportagem, economistas sugerem que para compensar a perda de ímpeto do crescimento do crédito ao consumidor, o Brasil "deve aumentar os investimentos em infraestrutura e em educação para aliviar os gargalos em logística e aumentar a produtividade".

Apesar da previsão de investimentos da ordem de bilhões de dólares em infraestrutura por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o jornal diz que "os progressos até agora têm sido lentos".

A reportagem comenta ainda que a melhor maneira de financiar os investimentos é aumentando a eficiência do setor público, que se expandiu durante os dois governos Lula para chegar a um tamanho equivalente ao verificado nas economias avançadas, mas sem o mesmo nível de produtividade.

A necessidade de reformas no sistema de previdência e nas leis trabalhistas, porém, parecem pouco prováveis, segundo o jornal, por causa das dificuldades políticas em controlar uma coalizão governista com dez partidos.

'Milagre intacto'

Apesar de todos os sinais de alerta, o jornal observa que "o milagre econômico brasileiro parece intacto por ora".

"Espera-se um crescimento a respeitáveis 4% neste ano, igualando a média durante os governos de Lula", comenta o jornal.

Para a reportagem, com a perspectiva de receber a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil "raramente teve uma chance melhor de se livrar do clichê de ser 'o país do futuro que será sempre o país do futuro'".

"Mas o governo de Dilma terá antes que mostrar como planeja aumentar o investimento e ao mesmo tempo reduzir a dependência da economia dos preços voláteis das commodities e de consumidores sobrecarregados", diz.

Fonte: BBC Brasil

República “Fedorativa” dos tuiuiús e o mensalão

A ficha começa a ficar menos limpa

Quatro meses depois de o STF derrubar a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições do ano passado, os parlamentares barrados começarão a tomar posse. A primeira será Janete Capiberibe hoje (13). No Senado, porém, os eleitos continuam esperando

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Casa Própria: aproveitem o juro baixo

Luis Augusto Amoedo

Na conjuntura, que já vem de longa data, a taxa de juros no Brasil assusta qualquer pessoa, menos, claro, aos rentistas, aqueles que fazem aplicações financeiras atreladas aos títulos públicos, cujos ganhos, com uma Selic de 12,75% ao ano e que deve subir mais ainda, podendo chegar a 13,25%, são extraordinários.

No entanto, quem deseja comprar um imóvel ou um eletrodoméstico fica com a pulga atrás da orelha, sem saber se o juro que irá pagar poderá levar o cidadão à inadimplência.

No caso do crédito imobiliário ele é o mais baixo quando comparado ao varejo e oscila entre 6% a 12% anual para financiamento de habitação destinada à classe média, a depender do valor do imóvel e das condições de pagamento de quem vai adquirir o imóvel. Leve-se também em consideração a relação que o cliente tem com a instituição financeira, o banco.

Apesar de só agora ter sido aprovado o cadastro positivo, na prática os bancos o praticam e oferecem taxas melhores aos bons clientes.

Quando o financiamento imobiliário desce para as classes mais baixas, os programas habitacionais atendidos pela Caixa Econômica, a exemplo Minha Casa, Minha Vida, praticam juros entre 4% a 5% ao ano. Descontada a inflação, eles chegam até ser negativos.

Como são operações financeiras de longo prazo, o que determina o acerto do financiamento é muito mais a capacidade de pagamento do comprador do imóvel, do que a taxa de juros estabelecida no contrato.

Juro baixo e prazo longo são os principais atrativos para quem procura financiamento imobiliário. As taxas de juros do crédito imobiliário são boas e com prazos de até 30 anos, condição, por exemplo, que não se estabelece no varejo, cujas taxas de juros são estratosféricas.

A explicação para o crédito imobiliário poder oferecer taxas de juros atraentes para compra da casa própria está no fato de que a fonte de recursos, a poupança e o FGTS, é barata para os bancos.

Mas essa situação vai mudar, porque a poupança, a maior fonte de financiamento imobiliário, está secando. Enquanto o financiamento imobiliário cresceu 65% em 2010, a poupança vem aumentando apenas entre 15 e 20% nos últimos anos.

Seria importante o governo e agentes privados incentivar o brasileiro a poupar, através de campanhas publicitárias, como se fez no passado, na época da Casa Forte, Aspeb, por exemplo, e reduzir de 30% para 10% o recolhimento do compulsório em cima da poupança a que os bancos são obrigados. Nos quatro primeiros meses do ano, as retiradas foram superiores aos depósitos em R$ 700 milhões. É dada como certa que haverá esgotamento desse recurso em 2014.

Portanto, o estímulo à poupança é essencial, não só para financiar a casa própria, como para inibir o consumo desenfreado. No varejo a situação é bem diferente. Em abril as taxas de juros praticadas no comércio ficou em média 6,81% ao mês, contra 6,78% em março. Esse resultado coloca o juro no patamar de 120,47%, ao ano.

Um financiamento de R$ 1.500, em 12 parcelas fixas, custaria R$ 2.243. Portanto, R$ 743,40 corresponderia aos juros, ou seja, o custo do crédito. São quase 50% a mais do valor contratado.

Mas quando a compra é efetuada no cartão de crédito e o consumidor não consegue pagar o valor parcelado, os cartões oferecidos por grandes varejistas cobram juros de 122% a 492% ao ano

Luis Augusto Amoedo - Diretor da Brasil Brokers - Empresário-guto@britoeamoedo.com.br

Fonte: Tribuna da Bahia

Avião cai e deixa 16 mortos no Recife

G1

Um avião de pequeno porte caiu na manhã desta quarta-feira (13) no Recife. Segundo o Corpo de Bombeiros de Pernambuco e a assessoria de imprensa da Aeronáutica, 16 pessoas morreram no acidente. A aeronave foi encontrada por volta das 7 horas em um terreno baldio na Avenida Boa Viagem.

A aeronave é um bimotor da empresa Noar Linhas Aéreas que partiu por volta das 6h51 do Recife com destino a Mossoró, com escala em Natal, conforme a Força Aérea Brasileira (FAB). Assim que decolou, o piloto informou à torre de controle que estava em emergência e tentou fazer um pouso forçado em um terreno próximo à praia de Boa Viagem, no Recife.

Testemunhas relataram aos investigadores da FAB no local que o avião explodiu.

A empresa Noar informou que o avião estava em operação há um ano. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, os dois aviões bimotores LET-410 foram comprados novos na República Tcheca. A Noar começou suas operações diárias no Nordeste em 14 de junho de 2010.

Parentes

Segundo a assessoria do Aeroporto Internacional Augusto Severo, localizado em Parnamirim (RN), a 18 quilômetros de Natal, parentes de vítimas começaram a chegar ao aeroporto por volta das 8h e estavam sendo encaminhadas ao auditório da Infraero.


Investigação

A Anac informou por volta das 9h30 que estava apurando informações sobre a situação da empresa Noar e da aeronave.


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) confirmou enviou uma equipe para iniciar as investigações para fins de prevenção. O laudo sobre as causas da queda ainda não tem prazo para ser concluído.

Nota da FAB

"O Comando da Aeronáutica informa que nesta quarta-feira, 13 de julho, às 06:51h (horário de Brasília), uma aeronave bimotor L410 da Empresa Noar Linhas Aéreas decolou do Aeroporto de Recife. Ato contínuo declarou estar em situação de emergência e que tentaria pousar na praia de Boa Viagem.

A aeronave acidentou-se em um terreno baldio entre os bairros de Piedade e Boa Viagem, com totais perdas humanas e materiais.

No plano de voo foi informada a existência de 16 pessoas à bordo. Tal informação foi ratificada pela tripulação quando em contato inicial com a torre de controle, antes da decolagem.

A Aeronáutica iniciou as investigações para apurar os possíveis fatores que contribuíram para o acidente."

A empresa Noair informou que opera há um ano em Pernambuco e que possui duas aeronaves compradas na República Tcheca.

Fonte: Tribuna da Bahia

Desencontros, avanços e recuos

Carlos Chagas

Continuamos assistindo a um festival de desencontros, avanços e recuos do governo e de sua base parlamentar. Afinal, a presidente Dilma Rousseff demitiu com desonra quatro altos funcionários do ministério dos Transportes, e depois, o próprio ministro, para deixar aquele setor da administração federal nas mãos da mesma quadrilha do PR, que o dilapidava? Se não era assim, por que convidou o senador Blairo Maggi para novo ministro? Se estava mesmo determinada a fazer de Paulo Passos o titular do ministério, por que demorou tanto para confirmá-lo?

E o PR, que repudiou a designação interina do secretário-executivo do ministério, como logo depois curvou-se à sua nomeação? Dilma participou ou não a senadores do PR haver-se decidido por Paulo Passos? O palácio do Planalto diz que sim, Blairo Maggi, que não. Mas tem mais: Luiz Antônio Pagot prometeu revelar que autoridades situadasno governo Lula e no PT, acima dele, decidiam a respeito do superfaturamento de obras rodoviárias, mas, depois, desmentiu a intenção. Teria sido pressionado pela cúpula do PR, tendo esta se acertado com a presidente da República? Afinal, houve roubalheira ou não, no ministério dos Transportes? Quem será responsabilizado? Quem vai pagar?

Um adendo: e as empreiteiras, as que contribuíram com altas comissões e propinas para dirigentes do PR, serão identificadas, consideradas inidôneas, perdendo seus contratos?

***
O PARTO DA MONTANHA

Como acontece faz tempo, a montanha gerou um rato. Na administração pública, sempre que alguém se vê caído em desgraça, começa fazendo ameaças. Anuncia que contará tudo o que se passou nos bastidores, acusando autoridades superiores como responsáveis pelas irregularidades causadoras de seu infortúnio. Põe o mundo em polvorosa, sem saber se fala a verdade e se efetivamente dispõe de provas contra seus superiores. No fim, é convencido a calar, sabe-se lá porque variados métodos de persuasão.

Uma única frase de Luiz Antônio Pagot em seu depoimento de ontem, no Senado, condensa essa prática centenária entre nós: “ele nunca me exigiu nem me pediu nada”.

Ele, no caso, é o ministro Paulo Bernardo, que ocupava o Planejamento no governo Lula e há dias foi denunciado por Pagot como quem ditava o comportamento do Dnit, inclusive escolhendo empreiteiras de obras e autorizando superfaturamentos. De repente, a acusação se esvai, o depoente nega tudo o que antes vazou para a imprensa. Alguma coisa terá acontecido, nesse interregno. Entre mortos e feridos salvaram-se todos. Pagot não fez denúncias e a culpa, como sempre, será debitada aos meios de comunicação.

***
VEXAME

Vexame, mesmo, ontem, nessa lambança envolvendo Luiz Antonio Pagot, o PR e o governo, foi a súbita interrupção da transmissão do depoimento do ex-diretor-geral do Dnit nas Comissões de Infra-estrutura e Meio Ambiente do Senado. Quando eram formuladas as primeiras indagações capazes de elucidar denúncias de corrupção no ministério dos Transportes, a TV-Senado entrou com imagens de uma reunião da Comissão de Economia onde se discutiam empréstimos para o governo do Rio de Janeiro. Trocaram Pagot pelo Pezão.

Fica difícil acreditar que tudo não passou da aplicação dos postulados da emissora, dentro da hierarquia de transmissão dos trabalhos das comissões. Obviamente vieram de cima ordens para tirar do ar uma discussão que deixava todo mundo mal, a começar pelo governo.

Adiantou muito pouco, pois a imprensa inteira continuou acompanhando o depoimento de Pagot. Infelizmente, tratou-se de mais uma demonstração de estarem os meios de comunicação estatais e públicos submetidos a forças e a interesses situados além da natureza do jornalismo, que é divulgar os fatos importantes.

***
EM RITMO LENTO

Com todo o respeito, mas acaba de ser encenada outra novela-tartaruga. Há três semanas que os supermercados Pão de Açúcar e Carrefour anunciaram a disposição de se unir numa só empresa, sob os auspícios do BNDES, que entraria com 4 bilhões de reais. Mais do que surpresa, a informação despertou indignação. Por que usar recursos públicos num negócio exclusivamente privado? Apesar da gritaria na imprensa e no Congresso, o governo endossou a fusão das empresas. A chefe da Casa Civil confirmou e apoiou o ingresso dos recursos do BNDES.

Agora vem a presidente Dilma e dá o dito pelo não dito. Quer aquele banco público de desenvolvimento econômico e social fora da operação privada. Uma decisão acertada, mas profundamente lenta. O desgaste é evidente, para o governo.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Fotos do dia

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131 mil receberão atrasados nas agências

Ana Magalhães
do Agora

Brasília -- Os ministérios da Previdência, da Fazenda e a AGU (Advocacia-Geral da União) negociam hoje o pagamento dos atrasados da revisão pelo teto, que são as diferenças dos últimos cinco anos. No total, 131.161 receberão a bolada no país, segundo o Ministério da Previdência.

O governo vai gastar R$ 1,693 bilhão com o pagamento de atrasados. O valor médio que os aposentados receberão é de R$ 11.586. Segundo o presidente do INSS, Mauro Hauschild, o governo tem grana para o pagamento.

Os atrasados serão parcelados, mas o ministério não informou quando sairá a primeira parcela e em quantas prestações.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quarta

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Devedor de IPTU poderá ter imóvel leiloado

Folha de S.Paulo

Devedores de IPTU em São Paulo serão protestados em cartório, poderão ser executados judicialmente e correm o risco de ter os bens penhorados e levados a leilão para quitação do débito.

As medidas integram uma ofensiva lançada pela gestão Gilberto Kassab (PSD) para tentar receber valores não recolhidos por 394,9 mil contribuintes até o final de 2009.

No total, os débitos somam R$ 6,9 bilhões, mais que todo o valor arrecadado com o tributo em 2010 --R$ 4 bilhões.

Segundo o secretário das Finanças, Mauro Ricardo Costa, os protestos também atingirão devedores de outros tributos, como ISS, taxa do lixo, autuações de postura (lixo irregular, barulho etc.) e multas de trânsito. "Vamos começar pelo IPTU. Municípios que adotaram essa iniciativa tiveram retorno de 25% [do débito].

Também tiveram confusão. Em cidades como São Bernardo do Campo e Rio de Janeiro, contribuintes foram à Justiça alegando a inconstitucionalidade da prática. Há decisões recentes contra e a favor.

Os nomes dos devedores já foram inscritos em um cadastro interno, o Cadin --com isso, sofrem restrições, como não poder receber dinheiro ou incentivos da prefeitura.

Antes de levar os devedores a protesto, no entanto, a prefeitura vai enviar boletos com propostas de acordo para 236 mil contribuintes pessoas físicas, que devem menos de R$ 50 mil de IPTU.

Fonte: Agora

INSS paga revisão do teto a 117 mil aposentados

Ana Magalhães
do Agora

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai começar a pagar a revisão pelo teto nos postos em setembro, segundo anunciou ontemoministro da Previdência, Garibaldi Alves.

No total, 117.135 aposentados e pensionistas receberão o benefício reajustado entre os dias 1º e 8 de setembro. O aumento, que terá o valor médio de R$ 240, será calculado sobre o benefício de agosto, pago em setembro.

Os segurados que têm direito ao aumento no posto se aposentaram entre 5 de abril de 1991 e 1º de janeiro de 2004 e tiveram a média salarial limitada ao teto.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quarta,

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