domingo, julho 19, 2009

A personalidade megalômana do Senhor Feudal do Maranhão

Sarney não é Dreyfus e Émile Zola já morreu

UM POUCO DA REGIÃO

Na tarde de ontem meu irmão (Dedé Montalvão) me passou e-mail informando que Evaldo Carvalho, ex-prefeito de Pedro Alexandre, dera notícia do falecimento de José Justino e o enterro que será realizado na tarde de hoje, 19.07, domingo. José Justino a quem me referia como Cel. Justino era uma pessoa extremamente agradável com várias estórias muito engraçadas. Foi eleito por vários mandatos como Prefeito de Cel. João Sá e manteve sua liderança política dos anos 60 até que seu filho Adelmo concorreu ao cargo de Prefeito em reeleição e perdeu para Romualdo que por sua vez se elegeu por dois mandatos consecutivos e encerrou seu último mandato agora em 2008.
José de Justino que era meu cliente por herança por já ser cliente há anos de meu pai João Isaias Montalvão certa feita conversava comigo sobre os rumos da sucessão em Cel. João Sá e antevia os acontecimentos até o ano de 2008. Ele exercia o mandato e como havia impedimento para sua reeleição e para o lançamento de seu filho Adelmo ele me disse que lançaria seu compadre Romualdo que depois seria sucedido por ele Justino e que depois passaria o cargo para Romualdo que passaria para seu filho e depois Romualdo e depois Justino, esquecendo-se o cel. Justino que na política há sempre o racha. Depois de eleito, Romualdo encerrou o ciclo de Justino e agora nas últimas eleições elegeu o sucessor.
Tem um cidadão amigo comum de Justino e meu em Cel. João Sá que saíra do grupo de Justino e se alinhou aos adversários para concorrer ao cargo de Vereador. No curso da campanha Justino estava na minha casa em Jeremoabo e eu perguntei a ele como ia nosso amigo na campanha. Ele me respondeu: Dr. ele não tem mais de 33 votos. Abertas as urnas resultado do amigo, 33 votos.
Lembrando a expressão “liderança política”, lembro-me dos três últimos coronéis do sertão baiano que foram João Sá, em Jeremoabo, Petronilio (Cel. Petra) em Glória e João Maria, em Pedro Alexandre. Em Jeremoabo tínhamos ainda os coronéis Jesuino e Antonio Lourenço, coadjuvantes de João Sá. Os coronéis nas localidades de influência mantinham pulso forte e verdadeiros feudos com imposição de vontades.
Com a morte dos coronéis se encerrou um ciclo do Nordeste da Bahia e as lideranças sobreviventes tiveram os coronéis como padrinhos, Carvalho Sá em Jeremoabo, filho de Cel. João Sá, Eraldo e Evaldo Carvalho, em Pedro Alexandre.
Como vivemos em Paulo Afonso há de se falar sobre lideranças locais.
Creio que dos líderes políticos quem mais se aproximou no formato político dos coronéis foi Adauto Pereira, advogado, tribuno, já falecido. Abel Barbosa ainda vive e não teve prática política coronelistas por diversos fatores. Luís de Deus depois de eleito em 1988 instaurou uma verdadeira dinastia ao eleger seguidamente seus familiares como Prefeito, Anilton e Paulo de Deus, seguindo-se a tentativa de eleger mais um parente como Prefeito e um filho como vice-prefeito, sendo à vontade obstada pela eleição de Raimundo Caíres, retornada com a eleição de Anilton, enquanto exercia e exerce o cargo de Deputado Estadual, contudo os tempos dos coronéis já são passados.
Cel. João Sá dentre todos foi o mais destacado e exerceu influência marcante em todos os Municípios da 10ª Região Administrativa do Estado chegando a presidir a Assembléia Legislativa e a exercer temporariamente o Governo do Estado, enquanto Presidente da Casa Legislativa Estadual. Junto com o cel. Jesuino controlava mais de 80% do território de Jeremoabo. Quando Pedro Batista se estabeleceu em Santa Brígida, então distrito de Jeremoabo, obteve para isso autorização de João Sá sob condições preestabelecidas.
Lembrar-se-á que faleceu no mês em curso Mário Lima que era natural de Glória. Mário Lima era um homem de esquerda, participou da fundação do 1º Sindicato dos petroleiros, exerceu cargos políticos e o Presidente Lula o tinha em alta conta. Sem dúvida foi um dos homens mais influentes na história recente da República.
NOTA. Vou analisar o programa do DEM, “Agenda Família” , lançado recentemente pelo DEM em Paulo Afonso como um bem valioso. Depois de curtas informações obtidas com a imprensa local vejo que a partir do “Bolsa Família” do Presidente Lula o programa do DEM busca obter informações para levantar as necessidades das famílias carentes. Aparentemente o Programa é discurso eleitoreiro que “vai do nada para coisa nenhuma.”
FRASE DA SEMANA. “não sei se o universo é infinito”. Só sei que o número de imbecis é infinito.” Einstein
Paulo Afonso, 19 de julho de 2009.
Fernando Montalvão.
montalvao.adv@hotmail.com

No terreno da galhofa

Dora Kramer


Nada menos educativo e mais impreciso que a comparação de nefastos conchavos políticos a rodadas festivas de fatias de pizza. Dizer que isso ou aquilo “acaba em pizza”, além de lugar comum de significado gasto e péssimo gosto, não faz jus à dimensão da questão em si: a impunidade com ares de celebração da esperteza e de suposta tradução da alma brasileira.
Daí o valor pedagógico da reação das entidades que representam os pizzaiolos profissionais, pela primeira vez na longa trajetória de consolidação da medonha metáfora, contra o paralelo entre a atividade deles e o exercício da desfaçatez, principalmente por parte de agentes públicos.
E que não se atribua ao presidente Luiz Inácio da Silva agora essa culpa. Ele apenas seguiu o padrão do desafio proposto: “Vai haver pizza temperada com pré-sal no Senado?” Sem parar para pensar, como é de seu hábito, o presidente como todo mundo assistiu ao último conchavo que deu a Renan Calheiros o direito de continuar no Senado e ainda voltar a comandar uma tropa de fiéis soldados e não teve dúvida: confirmou a possibilidade e lembrou que os senadores são “bons pizzaiolos”.
Suas excelências reagiram no mesmo diapasão e, indignadas, responderam em uníssono que pode ser resumido a algo como “pizzaiolo é quem me diz”. E a partir daí estava a República a discutir onde se produz a melhor pizza na capital federal: no Planalto ou no Congresso. Com direito a pedido oficial de voto de censura ao presidente da República que passa a fazer companhia a outras solicitações semelhantes, tal como o repúdio a Hugo Chávez por ter chamado o Senado brasileiro de “papagaio” de George W. Bush.
Pois precisou a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade e o Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares protocolarem um pedido oficial de desculpas do presidente Lula e do senador Cristovam Buarque, para que se expusesse o ridículo da coisa.
Cristovam discursou “profundamente ofendido” de ser chamado de pizzaiolo e os pizzaiolos ficaram ainda mais indignados por terem sido comparados aos senadores. Segundo a nota da entidade, os dois, o presidente e o senador, “cometeram um grave erro” que, se não for reparado, será motivo de convocação de uma assembleia da categoria para discutir “as medidas a serem tomadas”.
Afinal, pontua o ofício, “nós temos obrigação moral e constitucional de defender a nossa classe”. Até a noite de sexta-feira, Lula e Cristovam ainda não haviam tomado uma posição a respeito e o presidente do sindicato esperava pedido público de escusas antes de decidir o “próximo passo”. Uma comédia, não fosse uma tragédia.
Vai ou racha
O apelo à “conciliação” entre as forças políticas, feito pelo presidente da Câmara, Michel Temer, como forma de resolver a crise do Senado, apazigua, mas não soluciona. A crise nas proporções atuais é resultado exatamente do longo período de vigência do excesso da complacência coletiva e da vocação apaziguadora do Congresso.
Sem ruptura radical com o passado, ainda que com regras de transição negociadas, o Parlamento continuará a andar em descompasso com a sociedade. Fecha um capítulo agora, mas não dá um desfecho para a história.
Tortuosas
Quando o deputado Ciro Gomes diz que se Aécio Neves for candidato do PSDB isso “descomprime gravemente a necessidade estratégica” de ele disputar a Presidência da República, entende-se que Ciro entraria no embate com a função de bater em José Serra.
Sendo um aliado do presidente Lula, a “necessidade estratégica” atenderia aos ditames do campo governista. Logo, depreende-se que, com Aécio candidato, o governo não veria necessidade de contar com um combatente tão aguerrido. Ou Ciro estaria querendo dizer que, no caso, seria um aliado do candidato da oposição?
Ou, por outra, estaria afirmando que há chance de aceitar a sugestão do presidente Lula e disputar o governo de São Paulo com Serra, que, desistindo da Presidência, concorreria à reeleição? Se para Ciro Gomes a batalha presidencial já seria complicada concorrendo com o PT e o PSDB, a disputa com Serra no terreno do adversário que além de tudo é governador seria – para efeito de análise de possibilidades – uma guerra perdida.
Contas
De olho comprido na vaga de vice na chapa da ministra Dilma Rousseff, a cúpula do PMDB torce para Ciro Gomes concorrer ao governo de São Paulo e faz contas otimistas. Diz que ele sozinho teria algo em torno de 12% dos votos. Com mais outros tantos na casa dos dois dígitos garantidos pelo eleitorado fiel ao PT, já seria garantia certa de segundo turno.
Fonte: Gazeta do Povo

Veja quanto pagar ao INSS para elevar benefício

Carolina Rangeldo Agora
Muitos trabalhadores querem aumentar o valor das contribuições ao INSS na reta final antes do pedido de aposentadoria para obter um benefício maior.
Para isso, alguns procuram um emprego com salário maior. Outros aumentam o valor da contribuição como autônomo.
Mas, antes de optar pelo aumento da contribuição, é preciso avaliar se esse investimento irá compensar no valor final do benefício. O Agoratraz uma tabela com simulações de como fica o valor do benefício se o segurado aumentar agora o valor da contribuição e mantê-la até a data da aposentadoria.
A tabela, elaborada pelo consultor previdenciário Marco Anflor, operador do site www.assessorprevidenciario.com.br, considera trabalhadores que sempre contribuíram por um, dois, três ou quatro salários mínimos. Consultando a tabela, o segurado identifica qual será o valor do benefício quando ele se aposentar em 2011, 2014 ou 2019, segundo o aumento nas contribuições que ele escolher.
Um trabalhador, por exemplo, que sempre pagou pelo mínimo (hoje, R$ 37,20 por mês para quem é registrado) e quer se aposentar em 2011, somente receberá mais que R$ 465 (o valor atual do mínimo) se contribuir sobre seis salários mínimos, o que dá hoje um recolhimento mensal de R$ 306,90 --ou seja, R$ 269,70 a mais de contribuição por mês durante dois anos. Nesse caso, ele receberá aposentadoria de R$ 492,90.
Porém, se esse mesmo trabalhador completar o tempo mínimo de contribuição em 2014, poderá receber um benefício de R$ 911,40, se começar a pagar desde já R$ 306,90 de INSS.
Em 2019, esse trabalhador poderá se aposentar com um benefício de R$ 1.608,90, porém, terá contribuído sobre seis mínimos por dez anos.
Segundo Anflor, em geral, vale a pena pagar mais INSS quando o trabalhador decide contribuir sobre mais de cinco salários mínimos. "Mas cada segurado deve avaliar se compensa", diz.
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Fonte: Agora

Gestão Roseana alugou prédio da Fundação Sarney por R$ 600 mil

Folhapress
O governo do Maranhão pagou cerca de R$ 600 mil à Fundação José Sarney para alugar sua sede, o Convento das Mercês, durante a primeira gestão de Roseana Sarney (1995-2002). O prédio histórico foi doado pelo Estado à fundação em 1990.
O local foi alugado para sediar a mostra dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, realizada entre novembro de 2000 e julho de 2001.
A Folha questionou o governo do Maranhão sobre o aluguel e os motivos da escolha da sede da fundação para a realização do evento.
"As contas foram aprovadas e estão disponíveis no TCE", respondeu, por e-mail, o secretário de Comunicação Social do Estado, Sérgio Macedo.
Roseana é filha de José Sarney, fundador e presidente vitalício da fundação.
A mostra dos 500 anos do Descobrimento do Brasil foi organizada pela Brasil Connects. O conselho da empresa é presidido por Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos e amigo de Sarney. Três meses depois, os dois viajaram juntos para Veneza.
Segundo relatório de 2005 da Corregedoria do Estado, a contrapartida do governo estadual para a realização da mostra dos 500 anos estava prevista inicialmente em R$ 2,87 milhões, mas chegou a mais de R$ 4,3 milhões.
Por conta disso, a Corregedoria acusou Roseana Sarney de improbidade administrativa. O processo foi remetido à Procuradoria Geral da República, que o enviou para o Ministério Público Estadual. A Promotoria do Maranhão disse não haver nenhum processo sobre o assunto.
Segundo o estatuto da fundação, a receita para manter a instituição pode vir --além de doações, subvenções e legados-- do "saldo da receita de suas atividades, quando determinar o Conselho Curador".
Ainda de acordo com o documento, o diretor da fundação tem o poder de permitir a utilização onerosa ou gratuita das instalações da fundação para "cerimônias ou atividades cívicas ou culturais".
Casamentos
O Convento das Mercês abrigou nos últimos anos festas de casamento e encontros partidários. Em 2003, por exemplo, o PP (Partido Progressista) pagou R$ 4.500 para realizar um "encontro do partido" no local. O PMDB também realizou uma convenção partidária.
Desde 1990, Sarney assina termos de delegação de poderes para o advogado José Carlos Sousa e Silva. Segundo a assessoria de Sarney, seu vínculo com a fundação é o de um patrono. "Nesse papel, ele tem defendido os interesses da FJS, sem que isso signifique responsabilidade administrativa."
Procurado três vezes, o presidente da fundação José Sarney, José Carlos Sousa Silva, disse que já havia dado todas as explicações: "Isso tudo é preconceito contra nordestinos".
Lei estadual de 2005 determinou a reintegração do Convento das Mercês ao governo do Maranhão.
Em um documento assinado pelo próprio Sarney em novembro de 2005, ele solicita à Mesa Diretora do Senado que ingresse "o mais breve possível" com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) no STF contra a lei. O STF concedeu uma liminar que garantiu a permanência da fundação no prédio, mas a Adin ainda não foi julgada no plenário.
Fonte: Tribuna da Bahia

Presidência de Sarney não chega ao final, diz Jarbas

Folhapress
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou que a presidência de José Sarney (PMDB-AP) não chega ao final, informa o blog do Josias.
"Ele se desconectou da realidade. Acha que as denúncias chovem no molhado. Acredita que, por ter sido presidente da República, está acima de tudo. Mas não há ambiente para a continuidade dele no comando da Casa. A presidência de Sarney não chega ao final", disse.
Em entrevista que concedera em fevereiro, Jarbas havia afirmado que Sarney transformaria o Senado em um "grande Maranhão". Após cinco meses, o senador acha que a realidade ultrapassou as suas previsões: "As coisas que afloraram são mais espantosas do que eu imaginava".
Segundo o blog, dissidente do PMDB, Jarbas acha que José Sarney e Renan Calheiros (AL), manda-chuvas de seu partido, estão "debochando do Senado e do país". Ele acha que a gestão do atual presidente do Senado "será abreviada por estrangulamento".
Fonte: Tribuna da Bahia

Clínicas odontológicas na capital se recusam a atender pacientes com HIV

Alexandre Lyrio Redação CORREIO
Ligações telefônicas gravadas confirmam o preconceito. O atendimento a portadores do vírus HIV em clínicas odontológicas de Salvador é mais complicado do que se imagina.
'Por favor, vocês atendem pacientes com Aids?' A pergunta parece simples, mas a resposta muitas vezes é seguida de rejeição. 'Não, senhor... ' Sem que se identificasse, o CORREIO gravou conversas com 60 clínicas odontológicas particulares nos diversos bairros da capital baiana. Em 17, recebeu negativa para atendimento de soropositivos.
A amostra corresponde a mais de 28% do total. A maioria das unidades se diz despreparada e insegura para realizar a tarefa. A situação não é diferente em postos de saúde. Uma pesquisa realizada no final de 2008 mostra que mais de 80% dos dentistas do serviço municipal se declaram despreparados para atender pacientes com Aids, como se os casos merecessem atenção diferenciada.
Não merecem, atesta o serviço de odontologia do Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap), órgão da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) referência em doenças infecto-contagiosas. O serviço se encontra “inchado” por conta das negativas de clínicas particulares e unidades públicas de saúde bucal.
Tanto que a rejeição dos profissionais aos portadores de HIV não chega a ser uma surpresa para o Cedap. É para lá que as clínicas e postos de saúde aconselham que esses pacientes se encaminhem.
O problema revela o medo e a desinformação, injustificáveis entre profissionais de saúde. Tecnicamente, o estigma que o HIV provoca entre os odontologistas não tem argumento plausível. “Aids não tem cara. Os cuidados devem ser para todos. Temos que partir do princípio que todo paciente é potencialmente infectante”, argumenta o coordenador do serviço de odontologia do Cedap, o dentista Samir Dahia.
“Quando rejeitados, os pacientes HIV acabam batendo à nossa porta. Além de lotar a assistência, a própria negativa cria um trauma no paciente”. Em 2009 está completando 25 anos que o primeiro caso de HIV foi identificado na Bahia.
A essa altura, diz o dentista, não haveria motivo para que o medo da contaminação supere a obrigação de se realizar o atendimento num consultório odontológico. Até porque, se respeitadas as normas de segurança, os riscos de infecção são mínimos.
Consultado pelo CORREIO, o Conselho Regional de Odontologia da Bahia (Croba) confirmou a obrigação das clínicas em atender qualquer paciente. No mínimo, revela o conselho, elas ferem o código de ética da profissão. “Se eles não podem atender pessoas com HIV, não podem atender ninguém”, atesta a conselheira Marilene Sant´Ana.
InfraçãoO conselho de ética do Croba deve avaliar caso a caso as clínicas denunciadas. Pelo código, que regula direitos e deveres dos profissionais, configura-se infração ética (Art. 7º) “discrminar ser humano de qualquer forma ou sob qualquer pretexto”. Por isso, a conselheira avisa. “Todo e qualquer espaço precisa ter condições adequadas de trabalho e respeito às normas”.
Ao mesmo tempo que os dentistas não podem se recusar a marcar a consulta, o portador do vírus da Aids também não precisa revelar sua condição ao chegar a um consultório. “O dentista é que deve manter o alto padrão de atendimento, respeitando as regras de biosegurança que eliminam o risco da contaminação e melhoram a qualidade de atendimento para todos os pacientes, independentemente da questão sorológica”, acrescentou.
As organizações que lutam contra a Aids lamentaram a postura das clínicas. O fato de se tratar de profissionais da área de saúde redobrou a indignação do Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (Gapa-Bahia).
“É esse o quadro depois de 25 anos de epidemia.Não se justifica que pessoas que conhecem os riscos ajam dessa forma. O vírus do preconceito se dissemina mais rápido que o da Aids”, avalia o coordenador geral do Gapa, Harley Henriques, baseando-se em dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) para seus argumentos.
Segundo a OMS, nove entre dez pessoas infectadas pelo HIV não sabem que são portadores do vírus. “Isso quer dizer que, enquanto eles não atendem um paciente que diz ter o vírus da Aids, podem estar aceitando outros nove com a doença. É inacreditável”, explica o coordenador do Gapa.
Soropositivo não consegue tratamento Portador do vírus HIV, “Francisco” (nome fictício), 44 anos, precisava realizar uma restauração dentária. O CORREIO acompanhou uma de suas tentativas de marcar a consulta e descobriu que, em parte das clínicas, impera o preconceito.
Auxiliar administrativo, procurou a Cliso Clínica de Saúde Oral da Bahia, localizada em Brotas. Sem plano de saúde, o pagamento seria particular. Antes de expor sua condição de soropositivo (ele não é dos que omitem a sorologia), foi-lhe oferecido horário para as 9h do dia seguinte. Mas, quando abriu o jogo, tudo tomou outro rumo.
“A nossa administração não permite marcar a consulta, senhor”. O paciente ainda tentou retrucar. “Por que motivo?”. “Não sabemos”. Francisco não insistiu mais. Mesmo acostumado a situações como essa, ficou visivelmente abatido.
Contactada pelo CORREIO, a dentista responsável pela clínica, Dra. Maria Lucia Luz, usou o argumento da falta de estrutura. “Não temos condições. A nossa clínica é simples”.
Questionada sobre possíveis pacientes que não anunciem a sorologia ou que simplesmente não saibam que têm Aids, a resposta beira o absurdo. “Aqui trabalhamos confiando em Deus. Rezo muito para que nossos pacientes avisem”.
Mesmo por telefone, foi possível perceber que era com constrangimento que algumas atendentes, e até dentistas, viam a possibilidade de receber um paciente HIV. Mas, pior do que o mal-estar, só quando ele era seguido da resposta lacônica: “Não, infelizmente, não atendemos”.
As negativas vinham junto com justificativas vazias, como se as clínicas quisessem se livrar de um “problema”. Fica a pergunta: será que elas estão preparadas para evitar a transmissão de doenças?
'Para atendê-lo, precisaríamos separar a manhã inteira pra você. Os materiais também teriam que ser separados. Não valeria a pena. A desculpa é de uma atendente da Clidep Clínica Dentária, na Avenida ACM, após consultar o dentista responsável. É complicado, né? Atendemos pessoas aqui com outras doenças e pode ser perigoso pra você'.
Depois de também consultar o dentista responsável, a Clidente Clínica Dentária, localizada na Avenida Antônio Carlos Magalhães, foi taxativa. 'Não temos uma estrutura adequada'. Mas para se livrar do “fardo”, o mais comum é mesmo a indicação de locais considerados mais “apropriados”, como fez a Clínica Fábio L. Almeida. 'No Creaids (hoje é o Cedep), eles têm material específico. É mais seguro'.
O mesmo fez a Denteclin, na Avenida Manoel Dias da Silva. 'Procure o Gapa (Grupo de Apoio e Prevenção à Aids). Eles vão te encaminhar'. A Comedi Clínica Odontológica, em Nazaré, também indicou. 'Na Ufba tem atendimento só pra isso'.
Apesar do nome sugestivo, a Clínica Vida Humana, na Antonio Carlos Magalhães, discriminou. 'De jeito nenhum'. A Clínica Maxi Dente, na Centenário, chegou ao cúmulo. Admitiu não ter o principal aparelho de desinfecção. 'Não usamos a autoclave. Não temos estrutura'.
Parte das clínicas não apresentou qualquer justificativa. Caso da Cliopi Clínica Odontológica Preventiva Itaigara, que tem como responsável a Dra.Luana Moreira. Sem dizer o porque, simplesmente informou que não atende.
Outra constatação. É total a desinformação de quem faz o primeiro atendimento. Pelo menos 15 atendentes disseram não saber informar se poderiam marcar consulta para pacientes com Aids.
Um total de 12 clínicas garantiu o atendimento, mas com alguma restrição. A Clínica Sorriso, localizada no Largo do Tanque, condicionou. 'Precisamos ver o estado do paciente'. A Clínica Patrícia Alves, na Avenida Sete de Setembro, avisou. 'É preciso fazer uma série de exames antes'.
Bom que se reconheça. A maioria das clínicas não colocou qualquer empecilho para atender paciente HIV. Algumas até se sentiram ofendidas com a pergunta, como a atendente da Clínica de Prevenção Odontológica, na Avenida Sete de Setembro. 'Não temos discriminação. Minha irmã tem HIV e se trata aqui sem qualquer problema'. Resposta semelhante deu a Clínica Odontológica Gastro Dente, localizada na Avenida Garibaldi. 'A Aids não está na cara de ninguém. É claro que avisar antes é melhor, mas temos condições de atender qualquer um'.
A dentista responsável pela Clínica Odontológica Caroline Rose, em Brotas, criticou os colegas que recusam pacientes HIV. 'Fique sabendo: eles são obrigados a atender'. Já a dentista Cássia Almeida explicou. 'Não tem problema. Não importa o paciente, a esterilização é a mesma'.
82% dos dentistas inseguros “A sua unidade está preparada, equipada, pra atender ao paciente com HIV/Aids?”. A pergunta foi feita entre julho e dezembro de 2008 a 118 dos 269 dentistas da rede pública municipal. A resposta foi surpreendente. Um total de 82,4% dos profissionais que trabalham em postos de saúde respondeu que não estão preparados.
Os dados estão numa pesquisa do dentista Samir Dahia (números no topo das páginas), que deverá ser publicada até o fim do ano. Dahia resolveu realizar a pesquisa quando percebeu que a procura ao Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap), onde coordena o serviço de odontologia, extrapolou o esperado.
“O atendimento ‘inchou’ demais. Ao indagar os pacientes, tive uma surpresa. Até as unidades públicas rejeitavam atendimento”. O dentista observa que o Cedap é um centro de referência voltado para casos de complexidade média e alta. “Mandam pra cá simples obturações”.
Na pesquisa, os problemas de biosegurança foram apontados por 94,8% dos profissionais entrevistados como uma das causas para o despreparo. Já a falta do protocolo de acidentes perfuro cortantes foi citado por 56,5% dos dentistas.
A própria subcoordenadora de saúde bucal da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Cecília Bião, admite que alguns profissionais têm resistência em atender o paciente HIV, segundo ela, sem motivo. A subcoordenadora garante que todos os postos de saúde são equipados com aparelhos de esterilização e equipamentos de segurança individual. “Se eles acham que estão se protegendo ao negar atendimento, se enganam”.
Atendimento negadoClínica Maxi Dente - Av. Centenário Clínica Odontomédica - Av. Garibaldi Clínica Odontológica de Roma - Roma Clínica Odonto Laser - Av. ACM Cliopi Clínica Preventiva Itaigara - Av. ACM
Clios Clínica Odontológica São Caetano
Cliso Clínica de Saúde Oral da Bahia - Brotas
Comedi Clínica Odontológica - Nazaré
Clínica Vida Humana - Av. ACM
Denteclin - Av. Manoel Dias da Silva
Clínica Fábio Almeida - Itapuã
Clínica Dr. Eduardo S. Filho - Sete Portas
Clidente Clínica Especializada - Nazaré
Clidep Clínica Dentária - Av. ACM
Clínica Odontológica Maria Goreth - Liberdade
Clínica Odontológica da Politécnica - Av. 7 de Setembro
Clínica Dentária do Cabula - Cabula
60 clínicas odontológicas particulares de Salvador foram contactadas por telefone pelo CORREIO. As ligações foram feitas durante uma semana, entre os dias 8 e 15 de julho.
17 estabelecimentos se negaram a atender pacientes com Aids. Ao lado, a lista das clínicasque, pelosmais diversos motivos, fecharam as portas para os soropositivos.
(notícia publicada na edição impressa do dia 19/07/2009 do CORREIO)
Fonte: Correio da Bahia

Micheletti rejeita proposta de governo de coalização para amenizar crise em Honduras

Redação CORREIO
Apesar de o presidente deposto, Manuel Zelaya, ter se mostrada favorável a proposta de um governo da coalizão para solucionar a crise política em Honduras, o governo de Roberto Micheletti rejeitou de imediato a sugestão.
'Não vamos, por nenhum ponto, realizar nenhum acordo sem respeito a nossas instituições e sem respeito à Constituição da República', afirmou Vilma Morales, ex-presidente da Suprema Corte de Justiça e integrante da comissão de Micheletti no diálogo que acontece na Costa Rica.
Morales disse em conversa com uma emissora local que é preciso 'ir discutindo ponto a ponto' e 'é preciso analisar' tudo o que a proposta de Árias significa. 'Há diversos temas que são parte desse diálogo, como a antecipação das eleições e o retorno do presidente Zelaya', exemplificou.
Segundo ela, algumas reivindicações envolvem instituições do Estado hondurenho e, portanto, precisam de consultas com elas. Vilma Morales esclareceu ainda que segue 'em curso o diálogo' e que 'não há nenhum acordo sobre nenhum dos pontos', ao dizer que, após um recesso, a reunião com Arias e os representantes de Zelaya será retomada ainda neste sábado.
A mulher do líder deposto, Xiomara Castro, e uma filha do casal lideraram neste sábado uma concentração em Tegucigalpa, em que anunciaram que o presidente deposto estará em 'poucas horas' em Honduras, enquanto grupos opositores marcharam em Tocoa, nordeste do país.
'Em poucas horas estará aqui', disse, sem dar maiores detalhes, Xiomara à agência EFE, após ser recebida entre aplausos e palavras de ordem por manifestantes que bloquearam uma estrada do sul da capital hondurenha. Micheletti tem dito que Zelaya sera preso e enfrentará processos se retornar ao país.
PropostasArias propôs a restituição de Zelaya ao poder até o final do período constitucional para o qual foi eleito, no dia 27 de janeiro; a antecipação das eleições de 29 de novembro para o último domingo de outubro e uma anistia para crimes políticos, segundo cópia de um discurso às delegações entregue à imprensa.
A 'renúncia expressa' do líder deposto a instalar uma quarta urna nas eleições de novembro próximo, assim como qualquer consulta popular não autorizada pela Constituição, é outro dos pontos.
A mudança do comando das Forças Armadas hondurenhas do Poder Executivo para o Supremo Tribunal Eleitoral um mês antes das eleições, 'para garantir a transparência e a normalidade', também foi exposto pelo mediador.
A última ideia de Arias é a confirmação de uma comissão de verificação composta por hondurenhos notáveis e membros de organismos internacionais, que vigie o cumprimento dos acordos e supervisione o correto retorno à ordem constitucional no país.
De acordo com Arias se os pontos forem aprovados pelas partes e cumpridos em curto prazo, a Costa Rica 'se compromete a empregar todas as vias diplomáticas para tramitar o retorno imediato de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA) e o levantamento das sanções impostas por outros Governos e organismos'.
Arias destacou que esta é uma oportunidade histórica para Honduras se transformar no primeiro país do mundo a reverter um golpe de Estado por vontade das próprias partes envolvidas.
MediaçãoO processo de mediação conduzido por Arias começou em 9 de julho, mas foi alvo de críticas de líderes da esquerda latino-americana como os presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da Nicarágua, Daniel Ortega. Zelaya criou as bases para o encontro deste sábado, que ocorre San José, antecipando que consideraria a mediação um fracasso a menos que Micheletti concordasse em deixar a presidência.
Zelaya disse na sexta-feira (17) do exílio na Nicáragua que retornaria a Honduras 'de um jeito ou de outro', independentemente dos resultados das negociações.
Micheletti, por sua vez, disse que a volta do presidente deposto ao poder é inegociável. Ele admitiu que poderia deixar a presidência, com a condição de que Zelaya não reassuma o posto de presidente.
A despeito do discurso agressivo de ambas as partes, Arias lançou um sinal de esperança nos esforços de mediação. 'Eu acredito que tem havido uma flexibilização em relação às posições iniciais', disse.
GolpeOs militares derrubaram Zelaya acusando-o de violar a constituição do país por tentar estender seu mandato presidencial. Micheletti tem dito que Zelaya será preso e enfrentará processos se retornar ao país.
(com informações de agências internacionais)/Correio da Bahia

Senado fez trem da alegria secreto

Agencia Estado
Um novo escândalo bate à porta do Senado. Depois dos atos secretos, surge agora o "trem da alegria" secreto. Uma decisão guardada até hoje sob sigilo transformou 82 estagiários da poderosa gráfica em servidores públicos federais em 1992, quatro anos depois da promulgação da Constituição, que proíbe, desde 1988, nomeações sem concurso público.Na época, Agaciel Maia era o diretor executivo do chamado Centro Gráfico. A manobra ocorreu três anos antes de ele assumir a diretoria-geral, cargo que deixou em março. Dezessete anos depois, esses funcionários cresceram profissionalmente, muitos viraram chefes, outros foram trabalhar em gabinetes de senadores e alguns até já se aposentaram. O Estado teve acesso a essa relação de servidores. Alguns aceitaram conversar, sob condição de anonimato, e confirmaram a efetivação em 1992.A reportagem localizou ainda nos arquivos do Senado um ofício (sem número), assinado pelo então presidente e hoje deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) no dia 1º de novembro de 1991, autorizando Agaciel a efetivar esses estagiários a partir de janeiro seguinte. Benevides diz não se lembrar da medida. Na sexta à tarde, a reportagem procurou Agaciel Maia, mas ele não atendeu aos telefonemas. Um recado foi deixado, mas nenhuma resposta foi dada até o fechamento da edição. Essa transformação de vaga de estágio em cargo efetivo permaneceu até hoje nas gavetas do Senado. Sua descoberta ocorreu na sexta-feira e causou espanto no primeiro escalão administrativo. A revelação é fruto de investigação interna aberta depois que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), levantou a suspeita da tribuna no dia 6. "Há denúncias de nomeações ilegais que teriam sido praticadas pelo então diretor da gráfica", disse o tucano, que apresentou naquele dia um requerimento à Primeira Secretaria, pedindo explicações. A resposta será entregue ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), até terça-feira e confirmará que 82 estagiários foram transformados em servidores públicos em janeiro de 1992. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde

Câncer no órgão genital mutila cerca de mil homens a cada ano

João Eça / A TARDE

O urologista Walter Porto explica a importância da prevenção

Ainda está para nascer o homem que não entraria em desespero ao receber a seguinte notícia de um médico: “Você está com câncer de pênis e ‘ele’ terá de ser amputado”. Muitos podem achar a ideia absurda, impossível de acontecer.
Talvez pensar dessa forma seja a maneira mais cômoda que a mente dos homens encontra para se proteger dos medos e dos fantasmas que surgem quando eles imaginam ter de encarar uma situação semelhante. Os números alertam que os marmanjos adeptos da crença da inatingibilidade masculina têm de revisar os conceitos, urgentemente.
Para potencializar a luta contra o câncer de pênis, a SBU irá realizar uma campanha nacional, desta segunda-feira, 20, até o próximo domingo, 26, cujo tema é Prevenir é fácil. Jogue limpo com seu amigo. O garoto-propaganda da campanha será Arthur Antunes Coimbra, o Zico, ex-jogador de futebol.
Homens que fumam ou são contaminados repetidas vezes por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) estão mais expostos a esse câncer. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, cerca de mil homens têm o pênis amputado, anualmente, em decorrência do câncer no órgão genital. Grande parte desses casos ocorre com pacientes das regiões Norte ou Nordeste do Brasil, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A depender da gravidade, a amputação pode ser total ou parcial. “A prevenção contra o câncer de pênis é simples. É feita com informação, água e sabão. A principal causa da doença é a falta de hábitos básicos de higiene”, sustenta Wagner Porto, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – Seção Bahia. Ele explica que os homens devem sempre lavar o órgão sexual, principalmente após a masturbação e as relações sexuais. v“Durante o banho, basta usar qualquer sabonete comum. A maneira correta de fazer a limpeza é expor o prepúcio – pele que protege a glande (cabeça) – de forma que permita a lavagem de toda a região, evitando o acúmulo do sebo conhecido como esmegma, que tem forte ação cancerígena”, detalha.Riscos - Além dos riscos de amputação da genitália masculina, os tumores podem se espalhar (metástase) e provocar a retirada de outras partes do corpo, como as pernas, bolsa escrotal, testículos, além de causar graves traumas psicológicos. O urologista Wagner Porto afirma que a doença tem tratamento. A cura, segundo ele, é praticamente assegurada se o câncer for descoberto ainda no início, daí a necessidade de ir ao urologista uma vez por ano, pelo menos, ou sempre que detectar qualquer lesão, ferida ou inflamação no pênis. “No estágio inicial, as lesões são superficiais e não estão enraizadas. Nesses casos, a postectomia (ou circuncisão) – nome dado à cirurgia para retirada da fimose – já resolve o problema. Nos estágios mais avançados, o procedimento já não é suficiente e o tratamento terá de ser feito com pomadas, radioterapia, quimioterapia ou amputação”.
Fonte: A Tarde

Salvador tem 11 roubos de carro por dia

Marjorie Moura l A TARDE
Fernando Amorim/Agência A TARDE

Estacionamento da delegacia especializada recebe um grande número de carros recuperados todos os dia
“Mesmo tendo recebido o dinheiro do seguro e comprado outro carro, ainda viro para olhar quando um Palio azul-escuro passa por mim na rua”, diz a auditora fiscal Déa Erlens, três meses depois que dois ladrões a assaltaram armados e levaram o carro dela, na Rua dos Maçons, Pituba. O veículo nunca foi encontrado.
A auditora é uma das 2.051 vítimas deste tipo de crime em Salvador no primeiro semestre deste ano – média de 11 veículos roubados por dia, segundo dados do Centro de Documentação e Estatística Policial, da Secretaria da Segurança Pública (Cedep-SSP).
Apesar de os dados revelarem uma queda da ordem de 12% de roubos, em relação ao mesmo período do ano passado (no primeiro semestre de 2008 foram 2.343 ocorrências), a redução ainda é tímida em relação ao salto ocorrido entre 2007 e 2008, quando os casos pularam da cifra de 1.331 para 2.343 roubos – uma alta da ordem de 76%.
E os números registrados pela Central de Telecomunicações da Polícia (Centel) este mês apontam para um quadro que chama a atenção para a ousadia dos criminosos: entre o dia 1º do mês e a sexta-feira, 17, A TARDE monitorou junto ao órgão que 114 motoristas foram assaltados – média superior a seis roubos diários. Somente no dia 8, foram 18, nos dia 2 e 7, ocorreram 17 assaltos e, no dia 10, 16 motoristas foram vítimas dos ladrões.
Os casos de furtos de veículos (nos quais os criminosos levam o carro ou o arrombam, para se apoderar de objetos ou equipamentos, na ausência do proprietário) totalizaram, ainda no primeiro semestre de 2009, 789 ocorrências (média superior a quatro a cada dia).
Sem investigação – Nos depoimentos de diversas vítimas ouvidas pela equipe de reportagem, é possível verificar que nos locais onde foram assaltadas é comum já terem ocorrido roubos de outros veículos sem que a ação desses bandidos seja detida.
Déa Erlens foi assaltada quando ia buscar a filha na casa de amigos, no Sábado de Aleluia, por volta das 18h30. Ela reduziu a velocidade num cruzamento da Av. Paulo VI quando teve o braço seguro pelo bandido. Obrigada a descer na Rua dos Maçons, ficou no calçada, sem saber o que fazer, até avisar familiares.
“Quando chegamos à delegacia, soubemos que dois carros tinham sido roubados naquele mesmo trecho, às 14h45 e às 17 horas. Por que eles não colocaram policiais ali antes de me roubarem?”, indagou a vítima.
De classificados na mão, o casal Marcos e Tânia* resolvia as últimas pendências de documentos na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos. Mas, o jornal era para procurar um novo apartamento.
“Moramos há muitos anos na Rua Oito de Dezembro, na Graça, e este é nosso segundo carro roubado. Na nossa rua, roubo de carros é constante. O primeiro, um Peugeot, sumiu depois que os ladrões nos sequestraram e deixaram no Barbalho”, disse Marcos. “O seguro pagou outro carro, mas a sensação ruim não passa. Agora, foi com nossa filha, que dirigia o carro novo que compramos e que foi roubado no mesmo lugar. O veículo foi deixado na Estação da Lapa sem danos, mas agora não dá mais. Vamos mudar para outro lugar”, ele declarou.
Glória* teve o Fiat Palio Weekend roubado no dia 1º de julho, ao sair do Banco do Brasil, em Pituaçu, transversal da orla, onde, soube depois, assaltos são comuns. No mesmo dia, à noite, os ladrões invadiram com o carro dela uma casa em São Cristóvão, perseguidos pela polícia. Dois fugiram e um morreu. A dona do carro só foi avisada pela seguradora alguns dias depois.
Fonte: A Tarde

Nota de pesar pelo falecimento do ex-prefeito de Cel João Sá, José Justino

O Blog dedemontalvao, comunica com enorme pesar o falecimento do primeiro prefeito de Cel. João Sá José Justino, ocorrido ontem.
Que Deus conforte toda a família Artilheiro
Para quem não o conheceu, transcrevo abaixo a seguinte matéria:

História Política

A nossa história política ainda é muito jovem com apenas 46 anos, iniciada em 28 de julho de 1962. O primeiro prefeito foi José Justino, eleito em um plebiscito em 1962, derrotando o seu rival Paulo de André. Por um longo tempo, essa figura foi marcante no cenário político joãosaense, sendo líder político e mantendo-se no poder por 38 anos.José Justino, no auge de sua carreira política, sempre conseguiu eleger seu sucessor e, principalmente, revezando-se entre as pessoas que apresentava para sucedê-lo na administração do nosso município, foi prefeito por 04 vezes: de 1963 a 1967, 1970 a 1973, 1977 a 1981 e 1989 a 1992, quando teve sua última administração como prefeito deste município. Grande líder político, deve sempre ser lembrado como aquele que participou ativamente na construção da nossa história, construindo o alicerce para que nós fóssemos o povo que somos hoje.Os demais prefeitos de Coronel João foram: José Pereira de Andrade de 1967 a 1970; Valdomiro Pereira da Conceição de 1973 a 1976, sendo este o prefeito mais jovem de nossa história, eleito com apenas 26 anos; Antonio José dos Santos de 1982 a 1988; José Romualdo Souza Costa de 1993 a 1996; e José Adelmo dos Santos, filho de Justino, de 1997 a 2000. Esses nomes foram apresentados pelo líder político, José Justino dos Santos, para sucedê-lo na administração do nosso município.Cada prefeito que passou pela nossa história deixou sua contrubuição e, principalmente, fez aquilo que estava ao seu alcance na época em que administraram o nosso município, com os recursos dos quais dispunham. Porém, as obras mais importantes, tais como: água encanada, saneamento básico, o ensino médio, dando um salto mais elevado na educação, e um posto médico melhor estruturado, vieram apartir da gestão do prefeito José Romualdo (1993-1996), depois tivemos construção de várias escolas na zona rural e na sede, pavimentação da BA-391 que vai até Lagoa de Dentro, Concurso Público para efetivação dos funcionários municipais, na gestão do então prefeito José Adelmo dos Santos (1997-2000).Em 2000, o atual prefeito José Romualdo se desligou do grupo que dominava a política joãosaense formando um novo grupo e, principalmente, contando com o apoio da população, encabeçou uma campanha que no final foi vitoriosa, tornando-se prefeito e escrevendo um novo capítulo na nossa história. Em 2004, consolidou sua força na campanha para a reeleição, entrando para a história joãosaense como o primeiro prefeito reeleito, dispontando como a mais nova liderança política de Coronel João Sá.Nesse trajeto histórico-político de Coronel João Sá, devemos muito a todas essas figuras aqui citadas e, essencialmente, José Justino dos Santos, o grande líder político da nossa história. Contudo, porém, não nos esqueçamos de que o povo é principal personagem, pois como em toda a história, este é quem de fato escreve o desfecho, mostrando-se supremo e fazendo valer a sua vontade. Portanto, nossa estrada continuará a ser percorrida e nela o povo vai deixar a sua marca. Em 2008 o então prefeito Romualdo apoia o canditato Carlinhos Sobral o qual vence as eleições.
Fonte: Portal Cel. João Sa

sábado, julho 18, 2009

Motorista que provocou a morte do índio pataxó está foragida

Redação CORREIO
A polícia identificou a motorista que provocou o acidente que causou a morte de um índio pataxó em Porto Seguro na manhã deste sábado (18). A acusada é Lorimar de Souza, 44 anos, mulher do secretário de Agricultura do município no sul do estado. O delegado titular de Porto Seguro garantiu que vai pedir a prisão preventiva de Lorimar ainda esta noite.
De acordo com a polícia, o carro dirigido por Lorimar bateu na moto pilotada pelo índio pataxó Manoel Reis Mariano de Oliveira, 44 anos. Com o impacto, a moto pegou fogo e o índio morreu no local.
Lorimar foi atendida pelo Samu e levada para o hospital Luís Eduardo Magalhães, na cidade, mas nem chegou a dar entrada porque uma pessoa já esperava por ela no hospital e as duas fugiram evitando o flagrante. De acordo com a perícia feita no veículo, após o acidente, havia uma garrafa de bebida pela metade e um copo dentro do carro. A acusada teria se recusado a fazer o teste do bafômetro.
O enterro do índio pataxó que era casado e tinha seis filhos está marcado para o domingo (19), na Aldeia Pataxó, em Coroa Vermelha. Ele era pescador e tinha ido a Porto Seguro comprar peixe para revender em Coroa Vermelha.
(com informações do jornal BA TV)
Veja também:Corpo do índio ainda aguarda liberação no IML de Porto SeguroÍndio morre após colisão com carro da esposa de secretário
Fonte: Correio da Bahia

Oposição escolhe os próximos alvos

Denise Rothenburg
Com tantos flancos para atacar na CPI da Petrobras, a oposição se prepara para começar por um alvo que os senadores adversários do Planalto consideram mais fácil: a área de comunicação da empresa e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), onde os holofotes estão voltados para dois diretores, podendo chegar a três. O primeiro deles é o diretor-geral, o ex-deputado Haroldo Lima (PCdoB-BA), que terá que responder sobre o pagamento de R$ 178 milhões a usineiros, cujos recursos foram liberados a toque de caixa pelo governo. O segundo é Vitor Martins, envolvido em denúncias sobre desvio de recursos de royalties.
Agora, com o foco de luz dirigido à Fundação Sarney por conta da crise pela qual atravessa o Senado, os oposicionistas pensam em mirar seus esforços ainda para tentar colocar na mira outro diretor da ANP, Alan Kardec Dualibe, maranhanse, genro do advogado José Carlos Souza e Silva, que preside a Fundação Sarney. "Não é possível que uma pessoa seja chamada apenas por ter se casado com a filha de outra", diz o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que é senador pelo PMDB.
A convocação de Alan Kardec, avisam os peemedebistas, não vai "colar", uma vez que a fundação recebeu recursos da Petrobras, e não da ANP. Os caciques peemedebistas afirmam em conversas reservadas que, se os oposicionistas pensam em atingir Sarney, não será pela convocação do genro de um advogado no Maranhão - nem do próprio advogado - que vão conseguir. A ação política na CPI tem que ter limites, avaliam os governistas.
Fundação Sarney Ciente dessa dificuldade, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), recordista de pedidos a serem analisados na CPI, se restringiu a requerer à Fundação José Sarney todas as cópias relativas à prestação de contas de serviços feitos com recursos da Petrobras e não incluiu nenhum pedido de convocação de pessoas vinculadas à instituição, nem mesmo do primeiro escalão da Petrobras ou da ANP.
Até agora, da ANP, Álvaro Dias só pediu documentos. Da Petrobras, a única convocação que ele deseja no primeiro momento é a de Wilson Santa Rosa, gerente-executivo de comunicação da empresa. O objetivo é juntar informações para, na hora de chamar o primeiro escalão, ter o que perguntar. No caso de Santa Rosa, o senador tucano acredita ter munição suficiente. Até porque, durante as investigações do caso que ficou conhecido como o "escândalo dos aloprados", aquele que envolveu a suposta fabricação de dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo, José Serra, foram detectadas ligações de Hamilton Lacerda, coordenador da campanha petista, a Santa Rosa e, deste, para fornecedores da empresa. Até agora, se depender do ânimo dos oposicionistas, Santa Rosa é quem estreará na cadeira de depoentes da CPI.
Fonte: Estado de Minas (MG)

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