sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Deputado baiano estava presente na reunião em que FHC pediu boicote às medidas anticrise propostas por Lula

Isso já não é política. Isso é boicote ao Brasil.O deputado federal baiano João Almeida (PSDB) estava presente na reunião de deputados tucanos com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na última terça-feira (10) em São Paulo. Segundo reportagem da Agência Reuters, a pauta era sobre a sucessão presidencial. Os tucanos estão preocupados com o crescimento de Dilma Roussef."Os deputados saíram da casa de FHC também com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional", afirma a jornalista Carmen Munari, na reportagem da Reuters. Agora, é oficial o que já se conjecturava. Estavam presentes ao encontro os seguintes deputados do PSDB: Julio Semeghini (SP), Walter Feldman (SP), Paulo Renato Souza (SP), Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), Ricardo Tripoli (SP), Vanderlei Macris (SP), Fernando Chucre (SP), Carlos Brandão (MA) e João Almeida (BA).A "recomendação" do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é para que os deputados tucanos trabalhem para que a crise econômica mundial arraste o Brasil e o leve ao fundo do poço, como aconteceu na gestão dele. O que é isso: quanto pior, melhor? Mesquinhez? Irresponsabilidade? Tiro no pé?Inviabilizar a adoção de medidas do governo Lula para combater a crise, é um crime contra o país. E agora, a menos que o ex-presidente dê alguma explicação para o teor de sua "recomendação", a impressão que fica será a de que ele quer sabotar o país para seu grupo político voltar ao poder.
Fonte: Bahia de Fato

Além de corruptíssimo, torturador selvagem

Por: Helio Fernnades

O caso espantoso, assombroso e escandaloso do deputado (ainda?) Edmar Moreira transforma em URGENTÍSSIMA a reforma partidária. Há anos luto por isso, relacionando 10 itens importantíssimos, que jamais são analisados, estudados, constatados, colocados em ação.
Esse Edmar Moreira não poderia ter um mandato, está no terceiro. Não deveria pertencer a nenhum partido, já coleciona seis. Está para ser expulso do DEM, mas anuncia que se filiará ao sétimo, seja qual for.
Deveria estar cassado por corrupção, entrou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para evitar a EXPULSÃO do DEM. A decisão do DEM e a do TSE devem ocorrer simultaneamente. E não pode nem há mesmo dúvida: as duas conclusões serão contra Edmar Moreira.
Mas o DEM também ficou em situação difícil. Reconheçamos, em parte, por causa da falta de uma legislação que reforce os partidos, consolidando a representatividade. Edmar Moreira, no DEM ou nos outros cinco partidos nos quais esteve, significa o que, é eleito por quem?
Entrou no TSE com alegação de PERSEGUIÇÃO do DEM contra ele. Examinemos as PERSEGUIÇÕES "que vem sofrendo" e que o levaram a tentar manter o mandato como PERSEGUIDO. Nos outros cinco partidos, também saiu por PERSEGUIÇÃO?
Vejamos os fatos, que na interpretação do próprio Edmar Moreira constituem o dossiê da PERSEGUIÇÃO, que levou ao mais alto tribunal eleitoral.
1 - Garante que construiu o castelo de mau gosto de 1982 a 1990, quando ainda não era deputado. Custou 20 milhões (da época? E de que moeda?), ele mesmo afirmou. O mau gosto custa caro e demora para se transformar em alguma coisa visível.
2 - Afirmou que DOOU a propriedade aos filhos. É lógico, claro e evidente que poderia fazer a DOAÇÃO, palavra da qual a Comissão de Desestatização (governo FHC) usou e abusou. Contra o povo brasileiro.
3 - Mas para DOAR aos filhos, teria que ser dono do castelo. E a melhor prova disso seria a inclusão da propriedade nos bens declarados à Receita. Como jamais declarou, DOOU o que não tinha, não existia, nem os 15 ou 20 mil habitantes da cidade reparavam.
4 - Como a corrupção está mais do que provada e não há o mínimo fato que o transforme de PERSEGUIDOR em PERSEGUIDO, passemos para a nova acusação, também provadíssima: a de TORTURADOR. E utilizando uma das maiores formas de torturas, que no DOI-CODI martirizou tanta gente.
5 - Esse tipo de tortura, que no DOI-CODI diziam que começara na Inglaterra (ouvi isso várias vezes, lá mesmo), era selvagemente "criativa", não tocava no corpo das vítimas, o objetivo era levá-las à loucura.
6 - Essa tortura consistia do seguinte. Uma cela mais ou menos de 3 por 4. Em determinado momento, apagavam todas as luzes, ligavam sirenes num tom tão alto que era impossível resistir. Ficava assim por um tempo indefinido e indefinível para as vítimas. Ai desligavam as sirenes, mantinham a escuridão.
7 - Num tempo impossível de localizar para os presos, voltavam as sirenes alarmantes, a escuridão era a mesma. Em matéria de alimentação, faziam o seguinte: ficavam 36 ou 48 horas sem comida, serviam alguma coisa. 15 minutos depois, serviam novamente, os presos perdiam completamente a noção do tempo. Nenhum carrasco entrava na cela.
8 - Tipo de tortura copiado por esse Edmar Moreira, quando tenente da Polícia Militar. O escalão de baixo é sempre muito mais cruel do que o escalão de cima, sobre isso nenhuma dúvida.
9 - Numa ditadura, são raros os que não torturam. Não é apenas o coronel Ulstra. Vejam quantos se suicidaram depois da carnificina que praticaram.
10 - Não quero dar nomes de torturados, ouvia seus gritos desesperados, era para ficarem mesmo desesperados, o homem não nasceu para ser torturado. (Todas as vezes que fui levado para o DOI-CODI, estava apavorado. O homem que diz que NÃO TEM MEDO DE NADA, é um mentiroso. O homem tem medo, mas resiste. Eu sabia que "ELES" também estavam com medo, não deixava que percebessem o meu.)
PS - Esse Edmar Moreira tem que ser afastado da vida pública. Até hoje lembro de um ministro, excelsa figura (e sua mulher), de um coronel que lutava pela comunidade, que passaram por essa realidade.
PS 2 - Como disse, alguns estão vivos, não quero que relembrem de público o que não podem esquecer na privacidade. O TSE tem que entregar esse Edmar Moreira, para ser julgado POR CRIMES DE TORTURA, QUE NÃO PRESCREVEM.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Presos provisórios podem ser libertados por decisão monocrática

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou ontem uma decisão que poderá tornar mais rápida a libertação de presos que ainda não têm uma condenação definitiva. Os integrantes do STF decidiram que a partir de agora as ações pedindo as libertações poderão ser julgadas individualmente pelo ministro relator. Não será mais necessário que o processo seja analisado pelos outros integrantes do tribunal no plenário ou em uma das turmas do Supremo.
A decisão foi tomada depois que os ministros resolveram determinar a libertação de cinco presos que ainda não foram condenados definitivamente pela Justiça. Na semana passada, o plenário do STF decidiu que os acusados e até condenados têm o direito de recorrer em liberdade até que sejam esgotadas todas as possibilidades de recurso.
Na votação de ontem, quando foi proposto que os pedidos poderiam ser analisados individualmente, o ministro Marco Aurélio manifestou-se contra a novidade. "Não devemos colocar o julgador em uma camisa de força, compelindo-o a julgar de determinada forma", disse.
Além dos pedidos de libertação de presos que ainda não foram condenados definitivamente pela Justiça, o STF resolveu que os ministros relatores poderão decidir individualmente pedidos de habeas corpus que envolvam prisão civil por causa de dívida e direito de acesso dos advogados a inquéritos. Esses dois assuntos foram decididos recentemente pelo plenário do Supremo.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Suíça questiona versão de brasileira

GENEBRA - O primeiro relatório da polícia de Zurique sobre o ataque contra a brasileira Paula Oliveira, divulgado ontem, diz que as "circunstâncias dos ferimentos não estão claras" e não confirma que Paula foi vítima de violência xenófoba. Indignada, a família criticou a polícia, chamando o relatório de "hipócrita". Em Brasília, o chanceler Celso Amorim exigiu "rigor" das autoridades na apuração do caso e convocou o embaixador suíço para uma reunião.
Paula teria sofrido um ataque na noite de segunda-feira numa estação de trem na periferia de Zurique. Ela se apresentou à polícia com cortes em todo corpo, alguns formando a sigla SVP, iniciais do Partido do Povo Suíço, de extrema direita. Paula, uma advogada que trabalhava numa multinacional, diz ter sido atacada por três skinheads. Ela estava grávida de gêmeas e teria abortado por causa dos ataques. Para um dos principais nomes do SVP, Oskar Freysinger, "não se pode excluir a possibilidade de autoflagelação". "Se essas pessoas são de fato do partido, serão expulsas, mas primeiro precisamos saber se tudo isso de fato ocorreu", disse.
A polícia de Zurique adotou o tom de cautela e informou que "investiga em todas as direções". No comunicado, evitou classificar a agressão como um ataque racista e não mencionou que alguns dos cortes no corpo da brasileira formavam a sigla do SVP.
O relatório policial também afirma que os ferimentos foram "superficiais" e não confirma as "implicações médicas" do suposto ataque. "A brasileira explicou que sofreu o aborto no banheiro da estação", diz o texto. Sem suspeitos, a polícia apela para que testemunhas se apresentem. Segundo a agência de notícias Associated Press, um homem teria ligado para a delegacia de Zurique na segunda-feira para dizer que uma mulher "precisava de ajuda" na estação de trem.
O pai da vítima, Paulo Oliveira, reagiu com indignação à desconfiança da polícia suíça. "Querem transformar a vítima em culpada. Isso é tática de milícia nazista", disse. "As circunstâncias não estão claras porque a polícia não está investigando."
Para a Comissão Federal contra o Racismo da Suíça, a polícia tem o costume de não dar a devida importância a ataques de extremistas contra estrangeiros. Segundo a diretora da Comissão, Doris Ansgt, o problema é um "reflexo dos sentimentos da sociedade suíça": "O público não se importa com as vítimas dos extremistas."
Ontem, Paula foi interrogada mais uma vez. A família, porém, só aceitou receber os policiais na presença da cônsul do Brasil em Zurique, Vitória Clever. Vitória se reuniu com várias autoridades, cobrando uma apuração detalhada do caso. "Recebi uma ligação do chanceler Celso Amorim. Ele está preocupado", afirmou.
A chancelaria suíça também foi chamada a intervir. "O vice-embaixador da Suíça no Brasil esteve no Itamaraty hoje e para dar informações sobre as investigações. Temos confiança de que a polícia irá esclarecer os fatos", afirmou George Farago, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores suíço.
Paula foi autorizada pelo hospital a voltar para casa na noite de quarta-feira, mas ontem à tarde foi internada mais uma vez. O hospital decidiu fazer testes de doenças sexualmente transmissíveis ou outras que pudessem ter sido passadas pelos cortes.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Para Berzoini, oposição cria denúncias por não ter o que dizer

SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, minimizou ontem a decisão do DEM de pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigue os gastos do governo no encontro organizado com prefeitos esta semana. Um dia após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também ter acusado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de antecipar a campanha eleitoral, Berzoini afirmou que DEM e PSDB adotam esse discurso por "falta do que dizer".
"Isso tudo é só fumaça para tentar criar junto ao setor de jornais a impressão de que o presidente faz uso indevido da máquina", afirmou Berzoini. "É uma tentativa de judicializar a eleição", completou.
Ao comentar especificamente o pedido do DEM, Berzoini disse acreditar que o assunto não será levado adiante pelo tribunal. "Não tem a menor procedência essa reclamação", prosseguiu o deputado.
Berzoini devolveu as acusações ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), também cotado para concorrer ao Planalto em 2010. Ao insistir que o encontro com prefeitos teve por objetivo tratar de uma agenda administrativa e não eleitoral, ele emendou: "Se fosse assim, nós teríamos de fazer uma lista de todos os eventos que o governador Serra anda fazendo por aí", concluiu.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Lula ignora críticas e "rasga" elogios a Dilma em Pernambuco

ESCADA (Pernambuco) - Indiferente às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - que quarta-feira o acusou de "antecipar a campanha eleitoral" - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve o tom pró-Dilma em seu discurso, ontem, durante uma visita às obras de duplicação da BR-101, no município de Escada, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, sua terra natal. Descontraído, o petista rasgou elogios à atuação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e atribuiu a ela "a responsabilidade pelo sonho da duplicação tornar-se realidade". Sob os aplausos de cerca de 300 pessoas prometeu voltar em dezembro, com a ministra, para inaugurar a obra.
A ministra Dilma - que participou de toda a agenda de Lula no Estado e estará presente novamente hoje durante o lançamento de um programa da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, em Recife - foi o alvo principal de todos os pronunciamentos feitos durante a visita. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foi ainda mais incisivo e afirmou que "sem Dilma, a BR-101 não teria saído do papel".
Descontraído, o presidente Lula chegou a pedir uma cadeira ao cerimonial para que ele e Dilma pudessem subir para ver o público. Duas cadeiras plásticas foram entregues, mas após a intervenção de alguns assessores o presidente desistiu de subir. Bem-humorada, a ministra acenou para os presentes, distribuiu sorrisos e posou para fotos com operários e populares que conseguiram furar o bloqueio da segurança.
A ministra encerrou seu rápido discurso mandando "abraços para todos". O figurino adotado pela ministra chamou a atenção curiosos e políticos aliados. Dilma trocou o salto alto por um confortável e elegante par de tênis marrom.
Após o encerramento do ato, Dilma acabou se atrasando para subir em um trator onde o presidente Lula acompanhou uma demonstração da aplicação de uma camada de asfalto. Ficou presa atendendo ao pedido de um grupo de operários que queriam fotos e autógrafos. Alertada por assessores, a ministra se apressou. Lula a aguardava para a foto oficial, ao lado do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB).
Na saída, populares que assistiram ao evento comentavam sobre a "amiga do Lula". "Eu voto no Lula para o resto da minha vida. Se não nele, vai ser em quem ele disser. Se ele diz que a Ilma (sic) é competente, é porque ela é", afirmou a lavradora Severina Aguiar, 45, sem perceber a troca no nome da ministra Dilma.
O trecho que visitado pela comitiva presidencial corresponde ao 7º lote das obras de restauração e duplicação da BR 101, entre os Estados de Pernambuco e Alagoas. A extensão da obra é de 43,9 km. O empreendimento - financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) - está orçado em mais de R$ 291 milhões e deverá ser concluído até dezembro de 2009. Atualmente, as obras empregam mais de quatro mil pessoas na região.
Crise
Assim como tem feito em praticamente todos os seus pronunciamentos, Lula voltou a afirmar que "o Brasil está preparado para enfrentar a crise financeira internacional". Numa brincadeira com o público presente, o petista afirmou que "reza mais pelo Obama do que para si mesmo", numa referência à torcida para que o recém eleito presidente norte-americano consiga adotar medidas eficazes contra a crise.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Carnaval deixa João e Wagner em lados opostos

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
Um novo “round” foi instalado entre o prefeito João Henrique (PMDB) e o governador Jaques Wagner (PT), que desde as eleições municipais, onde seus partidos ficaram frente à frente e o PT foi derrotado, vem se desentendendo. A polêmica agora gira em torno dos investimentos para o Carnaval 2009. Se, por um lado, João Henrique afirma que o governo estadual não está colaborando “à altura” com o executivo municipal para a realização da maior festa popular do planeta, o governador rebate de forma enfática e assegura que está investindo nada menos que R$ 45 milhões na festa, R$ 5 milhões a mais do que foi aplicado no ano passado. “Encontramos um modelo péssimo de gerenciamento do Carnaval, extremamente deficiente. A infraestrutura que a prefeitura monta para o carnaval acontecer custa em torno de R$ 30 milhões. Quando o meu antecessor administrava a cidade, o governo do Estado bancava tudo. Desde que eu assumi, nenhum governo do Estado me ajudou”, disparou o prefeito em entrevista concedida durante o encontro dos prefeitos com o presidente Lula (PT). Segundo ele, “não tive essa benevolência de nenhum dos dois governadores. Nem o do DEM e nem o atual do PT, com quem eu até tenho boas relações administrativas, mas que o modelo é absurdo”, criticou. “A gente deixa de pagar a merenda escolar, os remédios dos postos de saúde, para pagar as despesas do carnaval. Tenha paciência. Minha folha de pessoal do mês é R$ 40 milhões. Então um carnaval pra mim é quase uma folha de pagamento por mês”, comparou o prefeito. O peemedebista ainda alegou que a crise internacional dificultou o fechamento de parcerias com patrocinadores para a festa. Dos R$ 30 milhões previstos em gastos, o Consórcio Tudo - OCP, coordenado pelo publicitário Nizan Guanaes, segundo o prefeito, que durante o encontro marcou conversas com os donos das empresas aéreas Gol e TAM, e com o Bradesco, foi conseguido apenas R$ 6 milhões. Wagner, por sua vez, em entrevista ontem pela manhã no Hotel Pestana, onde falou sobre os investimentos do governo no carnaval, disse não acreditar que o prefeito tenha se queixado da falta de apoio da administração estadual à festa. “Pode ser até que o prefeito quisesse mais, mas eu só queria lembrar que fizemos, conforme demonstramos aqui hoje, mais do que foi feito no ano passado e acho que a nossa parte está feita”, rebateu o governador, referindo-se ao fato de que o governo elevou de R$ 40 milhões, no ano passado, para R$ 45 milhões os investimentos na festa este ano. “Ele (o prefeito) sabe - aliás, ele agradeceu - que só a cota que demos diretamente para a Prefeitura através da Saltur (empresa de turismo de Salvador) para o carnaval foi de R$ 3 milhões”, declarou o governador, ressaltando que, dos R$ 45 milhões investidos, R$ 9 milhões ou R$ 10 milhões serão destinados para afoxés, blocos afros e bairros. (Por Fernanda Chagas)
Pesquisa aponta 72% de aprovação para governo
Em entrevista ao site Bahia Já, após o lançamento das ações conjuntas do Governo visando o Carnaval no Estado da Bahia, no Hotel Pestana, ontem pela manhã, o governador Jaques Wagner comentou a última pesquisa de avaliação do desempenho do seu governo com aprovação de 72% considerado 42% de ótimo/bom e 30% de regular positivo. Para os baianos ouvidos pelo Instituto Campus 15% consideram o governo ruim/péssimo e/ou não souberam responder. “ Vejo os números com bastante otimismo porque revelam um crescimento frequente considerando março de 2007/ março de 2009”, situou o governador destacando alguns aspectos que a pesquisa considerou bastante positivos: destaques para o caráter democrático do governo, aquele que mais cuida dos negros e mulheres, da altabetização, e de programas básicos como o Água para Todos. A pesquisa é recente e o governador disse que, após o Carnaval, entrará em campo com outra avaliação. Disse, ainda, que embora a pesquisa tenha sido recente, final de 2008, algumas obras realizadas na capital - Complexo Viário 2 de Julho e o Estádio de Pituaçu - não estiveram inseridas no contexto, porque ainda não tinham sido desfrutadas pela população. O governador também falou sobre a perda de arrecadação do ICMS nos últimos meses de dezembro de 2008 e janeiro de 2009, quando a crise financeira global começou a afetar a economia brasileira e a Bahia em particular. Para Wagner, o problema é preocupante, mas, nada que apavore ou assuste o governo. Salvo, evidente, se houver um aprofundamento da crise com uma perda de 30%, por exemplo. Disse que, analisando-se mês a mês a postura do ICMS com comparativos de 2007, findou 2008 com 13% de arrecadação a mais. E que, embora tenha ocorrido uma perda (algo em torno de 6.5%) em dezembro, último houve uma compensação devido a esse balanço positivo anual. Já sobre janeiro 2009 diz que o resultado foi melhor do que dezembro, com empate nominal. Sobre o impacto na folha de pessoal e encargos diante dos projetos que foram aprovados pela Assembléia Legislativa durante a convocação Extraordinária, com reorganização de carreiras, planos de cargos, reclassificação funcional e salarial de servidores, diz que tudo foi calculado pela Administração e pela Sefaz, não havendo qualquer tipo de risco. O único temor de Wagner é um aprofundamento da crise mundial, o que ele não acredita, pois, medidas estão sendo tomadas pelos governos em várias partes do mundo, em especial, no Brasil. (Por Evandro Matos)
Lula critica opositores das obras de transposição do rio S. Francisco
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem os opositores das obras de transposição do rio São Francisco. O projeto recebeu críticas de políticos e artistas, como a atriz Letícia Sabatella. “Só pode ser contra quem nunca carregou um pote de água na cabeça, quem não sabe o que é chegar em um açude e ficar separando os caramujos para levar água barrenta”, disse. Lula visitou hoje obras da ferrovia Nova Transnordestina, que ligará os municípios pernambucanos de Salgueiro a Trindade. O presidente afirmou que 2009 será o ano “mais delicado e o mais perigoso”. Em seguida, Lula disse que, para gerar empregos, todas as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que puderem ser contratadas com ritmo de trabalho de 24 horas por dia serão. “Todas as obras do PAC que puderem ser contratadas para trabalhar 24 horas por dia nós vamos contratar, para contratar três turnos, para contratar mais trabalhadores, de preferência as pessoas da cidade, da localidade”, disse. Antes da cerimônia, o presidente Lula sobrevoou obras da Nova Transnordestina e visitou a frente de trabalho da BR-101. A Transnordestina terá cerca de 1,7 mil quilômetros construídos, mais 550 de remodelação, entre Porto Real do Colégio (AL) e Suape (PE). A ferrovia, que integra o PAC, terá capacidade de movimentar cerca de 30 mil toneladas de cargas por ano.
PDT pretende se fortalecer com o apoio dos movimentos sociais
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) promoveu um importante Seminário durante todo o dia de ontem no Hotel Portobello, em Ondina, quando discutiu vários temas relacionados ao seu futuro. Além de buscar fortalecer a legenda junto aos movimentos sociais, que nos últimos anos houve uma letargia por conta da morte de seu maior líder Leonel Brizola, os pedetistas agora pretendem retomar esses caminhos através da nuclearização do partido e a criação das coordenadorias regionais. Para que isso aconteça, a direção do PDT pretende usar a Universidade Aberta Leonel Brizola para promover o conhecimento e capacitar novos quadros em todo o país. Além de confirmar a educação e o trabalhismo como as duas principais bandeiras a serem defendidas pelo partido, o legado de Getúlio Vargas, João Goulart, Darcy Ribeiro e Leonel Brizola, principalmente, continuarão fazendo parte das marcas do partido para a identificação com as massas e a sua história de lutas. “Precisamos inundar o país de consciências esclarecidas”, disse Leonardo Zumpichiatti, diretor executivo da Universidade Aberta Leonel Brizola e um dos debatedores do Seminário, parafraseando o líder gaúcho. Entre eufóricos e queixosos, os militantes e simpatizantes do PDT se abriram para as executivas municipal, estadual e nacional quando lhes foi dada a oportunidade de falar. “Às vezes a cúpula atrapalha a ação das bases”, queixou-se o professor Francisco Santana, confessando-se preso ao partido pela sua história. “Eu sei nadar. Se o PDT afundar, eu vou para a praia porque os outros barcos que estão aí não me servem”, filosofou. O militante Antônio Jaques também se queixou e pediu que a militância fosse mais ouvida doravante. Outro que se queixou foi o ex-deputado e ex-prefeito dos municipios de Ibipeba e Irecê, Beto Lélis.
João Durval quer reformas urgentes
A reforma política e a reforma tributária são os temas que o Congresso deve abraçar em 2009. A opinião é do senador João Durval (PDT-BA), que espera um Congresso com menos polêmica e mais efetividade no trabalho de legislar. Para ele a complexidade e a polêmica em torno desses dois assuntos obrigam os parlamentares a avançar na discussão o mais rapidamente possível. “A sociedade reclama uma definição nas relações políticas, partidárias e até na forma de escolher os representantes do povo. E nós, parlamentares, temos a obrigação de apresentar um projeto político absolutamente claro, ético e cidadão”, afirma o senador baiano. Sobre a reforma tributária João Durval reconhece que a dificuldade é ainda maior. “Os cobradores de impostos, União, Estados e Municípios querem uma reforma que aumente a arrecadação e os pagadores, empresas e cidadãos pretendem que a carga tributária seja reduzida”, explica. Para ele “a maior dificuldade é justamente criar uma legislação equilibrada em que os dois lados saiam ganhando. “A importância desses dois temas e a polêmica que ambos encerram é que nos faz defender a sua urgência”, diz João Durval. Para ele o Congresso enfrenta e enfrentará dificuldades cada vez maiores para resolver os impasses em torno desses dois temas. “Todos nós sabemos que as duas casas, Câmara e Senado precisam conversar muito, discutir e amadurecer as soluções. No meio de tudo isso, ainda temos as medidas provisórias, utilizadas de forma exagerada pelo Executivo, que trancam a pauta e freiam as discussões que nascem no próprio Congresso. Também temos que encontrar solução para as MPs”, comenta. “A boa notícia é que neste começo de ano nós percebemos uma disposição renovada, de líderes importantes, especialmente aqui no Senado Federal, para mudar esse estado de coisas. Essa disposição pode fazer com que as reformas que consideramos tão importantes sejam tocadas e, finalmente, avancem para o bem dos cidadãos”, disse.
Fonte: Tribuna da Bahia

TSE confirma cassação do deputado federal Juvenil Alves

Redação CORREIO
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou na noite desta quinta (12), em decisão unânime, a cassação do mandato do deputado federal Juvenil Alves (PRTB-MG), por ter fraudado sua prestação de contas da campanha eleitoral de 2006. Foi mantida a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de MInas Gerais ( TRE-MG,) que em abril de 2008 cassou o diploma do deputado.
Segundo o relator do recurso, ministro Joaquim Barbosa, ficou comprovada a existência de caixa dois na campanha de Alves por meio de correspondência eletrônica.
Juvenil Alves teve suas contas de campanha desaprovadas pelo TRE-MG em dezembro de 2007. Eleito pelo PT e atualmente no PRTB, o deputado foi cassado por abuso na captação de recursos e gasto ilícito em sua campanha eleitoral.
A decisão do TSE será encaminhada à Mesa da Câmara dos Deputados, e Alves terá de deixar o cargo assim que o acórdão for publicado no Diário da Justiça, a não ser que consiga uma liminar no próprio TSE.
Alves foi o deputado federal com maior votação entre os eleitos pelo PT em Minas Gerais no pleito de 2006, com 110.651 votos. Ele chegou a ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2006, quando foi investigado em operação conjunta do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Federal.
(Com informações da Agência Brasil)/Correio da Bahia

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

UMA BRASILEIRA NO PRIMEIRO MUNDO – PRIMEIRO MUNDO?

Laerte Braga

A suíça não é necessariamente um país, muito menos nação. É um aglomerado de interesses mesquinhos e coberta com a lona da neutralidade hipócrita de robôs que caminham pelas ruas a despeito das belas paisagens que por lá existem. Suíço não sente, faz contas. Suíço não se envolve, mas guarda toda a sujeira possível em seus bancos e ainda garante segurança absoluta. A primeira reação da polícia suíça à agressão sofrida pela advogada brasileira Paula Oliveira por jovens nazistas chamados de skinheads foi tentar rotular a moça como prostituta. Não é, mas mesmo que fosse. Trabalha para uma empresa no amontoado de “negócios” que chamam de suíça e tem condição regular segundo as leis dos bancos que governam o que chamam de país. Há dias um deputado italiano, ettore pirovano, declarou no parlamento de seu país que os brasileiros não são conhecidos “pela fama dos seus juristas, mas por suas dançarinas”. Imagina que juristas brasileiros sejam como gilmar mendes. É o que conhece e avaliou pelo relato do seu embaixador no Brasil. O tal que entrou pela porta dos fundos de gilmar e saiu pelos fundos também. Com certeza deixou fundos, gilmar não opera se não for assim. Tucano nenhum opera se não for assim. gilmar é dançarina. Gosta que os clientes coloquem notas de dólares no entre-seios do sutiã dos hábeas corpus e decisões determinadas pelos controladores do stf dantas incorporation ltd. Que diferença faria se Paula de Oliveira fosse prostituta como pretendeu rotular a polícia do amontoado de bancos chamado suíça? Seria “menos gente” por isso? Atenuaria a boçalidade de doentes mentais que tatuam suásticas e agora o sucedâneo, estrelas de davi em suas cabeças? Justificaria a barbárie contra a moça? A decisão do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim de exigir providências duras, enérgicas e severas dos blocos de gelo que operam os bancos que chamam de país mostra um Brasil diferente daquele servil e covarde, fascinado com esse negócio de europa – um continente em extinção – . Quando policiais britânicos assassinaram o brasileiro Jean Charles numa estação do metrô em londres a primeira alegação foi que Jean estava ilegal naquela colônia norte-americana, a grã bretanha. Isso muda o que? A natureza do fato, um assassinato? Ao longo dos séculos desde que portugueses aportaram por aqui e espanhóis, ingleses e franceses no resto da América, temos sido sistematicamente saqueados por países europeus. O que mudou após a suposta independência de países como o Brasil foi a forma como os colonizadores saqueiam. Se os eua conseguiram se transformar numa potência e inverteram o jogo, hoje colonizam o antigo colonizador isso é outra história, até porque aprenderam foi a receita e substituem os antigos colonizadores por aqui. Acostumamo-nos a ser dóceis e servis no fascínio por paris. Claro que é uma cidade fascinante. Óbvio que a História é um processo. É hora de sermos adultos. Passamos dos 500 anos. Somos jovens. Mas há um conceito que nos diferencia de suíços. Somos nação, ou ainda somos nação, apesar da barra da tijuca, da fiesp/daslu, dos agnelli ditando ordens. Os suíços não. São queijos de ótima qualidade, chocolate idem, relógios já nem tanto e bancos. Organizações criminosas. À época da II Grande Guerra cantava-se uma paródia que dizia que oliveira salazar, ditador fascista de portugal, mandou cobrir o país com uma lona e escrever e cima – “portugal mudou-se” – . A tal da neutralidade que não tem nada de neutra. Skinheads existem em São Paulo, um país vizinho que fala a mesma língua e é controlado pelo condomínio fiesp/daslu/tucano/dem. Na capital paulista ainda existe um jornal que acha que D. Pedro I governa o Brasil e José Bonifácio é uma espécie de primeiro-ministro. Já estamos na quinta ou sexta geração de andradas, historicamente os maiores chapas brancas do Brasil. Há quem diga que chegaram com d. joão VI, no duro mesmo vieram com cabral. É hora de varrer com essa gente também. São os que pretendem manter o Brasil servil, submisso, produtor de matérias primas e aceitando passivamente que a polícia de uma organização criminosa – bancos – chamada suíça, rotule uma brasileira de prostituta e tente justificar assim a violência característica e típica do modelo que exportam. Um modelo prostituído. O mesmo que leva um jovem preso pela Polícia Federal por tráfico de drogas a declarar que “faço isso para manter o meu padrão de vida”. Trinta milhões de brasileiros pegaram o telefone e ligaram para a globo. Para que? Votar pagando para eliminar um dos ocupantes de um bordel televisivo. É uma das formas de manter o Brasil colônia e por essas e outras é que a polícia dos bancos que chamam de suíça rotula Paula de Oliveira. Não há necessidade de enviar tropas. Basta entrar pelos fundos no gabinete do ministro presidente da suposta suprema corte, deixar fundos sem ser visto, exportar o modelo fashion de queijos cujo charme são buracos (são deliciosos, lógico, mas fazemos igual). A decisão do ministro Amorim, um chanceler à altura do desafio de enfrentar bancos e empresas chamados de país, de exigir respeito a um País de gente chamado Brasil, a despeito da globo e dos colonizadores (suíços, italianos, americanos, ingleses, franceses, o que for) serve para mostrar que aqui nem todos se chamam gilmar mendes, ou josé serra, ou fhc, ou aécio. E nem todo mundo se deixa levar pelo conto dos heróis de pedro bial, o rufião do bbb. E até porque os skinheads daqui são cópias dos skinheads de lá. Filhos do modelo prostituído e prostituidor dos bancos que chamam de suíça. E quejandos. Não é por acaso que esse trem de agências bancárias que chamam de suíça fica perto da itália e por lá pontifique um novo duce, silvio berlusconi. Nem por acaso que aqui esteja para ser julgado um processo de extradição envolvendo um refugiado político, Cesare Battisti. E que o parlamento europeu (votaram menos de dez por cento dos deputados, mas a globo não falou isso, é deles) queira que o Brasil o entregue a sanha dos skinheads travestidos de senhores do mundo. Não são mais. A realidade hoje é só acordarmos e enxergar que não precisamos deles para nada. Mas eles não serão nada mais depressa do que vão sendo, se reagirmos acabando tanto com os saques de piratas agnelli (vale) ou dos associados aqui. Aprenderão a respeitar todas as nossas Paulas.

As conversas "de pai para filho"

Postado por Luiz Weis
Com a saída de cena – ou pelo menos do proscenio – do castelão Edmar Moreira, fica desimpedido o caminho para a imprensa pôr no devido lugar, na cabeça do noticiário político, o(s) caso(s) do presidente do Senado, José Sarney.
Eis um personagem incomparavelmente mais importante, com histórias incomparavelmente mais sérias, que o deputado do pefelê mineiro que entrou para a crônica dos costumes políticos nacionais menos, talvez, por sua folha corrida, do que por se confessar portador do “vício insanável da amizade” na atividade parlamentar.
No sábado, 7, cinco dias depois de se eleger pela terceira vez em 14 anos para o comando do Senado, Sarney apareceu numa matéria exclusiva do repórter Felipe Recondo, do Estado, no papel de interlocutor de uma conversa telefônica de abril do ano passado. Do outro lado da linha, o seu filho Fernando, conhecido homem de negócios do Maranhão, cujos telefonemas a Polícia Federal vinha gravando com autorização da Justiça na Operação Boi Barrica.
Contra Fernando corria em sigilo na Primeira Vara Criminal de São Luís um processo em que ele figura como suspeito de fazer, por intermédio de uma de suas empresas, uma doação ilegal milionária no segundo turno da eleição maranhense de 2006. [As investigações da PF sobre as movimentações do clã Sarney vão além disso.]
Na conversa vazada para o repórter do Estadão, Sarney père et filstrocam figurinhas sobre o assunto. Às folhas tantas, depois que o primeiro diz ao outro que não tinha novidade sobre a existência do tal processo – “aquele meu negócio”, nas palavras de Fernando –, este informa que já teve notícia a respeito “do Banco da Amazônia”.
Ao que o pai responde de primeira: “É, né. Da Abin?” E ouve do filho: “Também.”
O resto é o resto.
Do telefonema não dá para deduzir se a Agência Brasileira de Inteligência teve a iniciativa de bisbilhotar um “negócio” de interesse dos Sarney para alertar o filho do homem de que algo se armava contra ele na Justiça, ou se foi um deles que pediu ao serviço que desse uma espionada no caso, no que teria sido prontamente atendido.
Não estivesse o recém-eleito 2º vice-presidente da Câmara, Edmar Moreira, escarrapachado no espaço nobre das páginas políticas, a história seria a principal do setor naquele sábado. Não só por causa da suspeita de que a Abin aprontou novamente, mas pelo provável exemplo de privatização de uma repartição do Estado a que não estaria alheio o grão “dinossauro” da política nacional, como a edição desta semana da revista britânica Economist se refere ao tetrapresidente (uma vez da República, três do Senado).
A leitura dos jornais de domingo foi, a esse respeito, agridoce. O Estado saiu com uma suite morna – “Caso Sarney deve ativar tese de controle externo da Abin –“, numa página dominada por texto e foto do escândalo do “dono de castelo”. [Os colegas, em geral, parecem achar que “castelão” quer dizer apenas castelo grande, quando quer dizer também dono de castelo.]
Mas de onde menos se esperava – da Folha, cujos laços insanáveis de amizade com o seu colunista cativo José Sarney são arquiconhecidos –, veio a revelação, obtida do mesmo grampo pelos repórteres Leonardo Souza e Felipe Seligman, de que “Sarney usou jornal e TV” para atacar a tchurma do desafeto da família, o governador Jackson Lago [que derrotou Roseana, a senadora filha do cacique maranhense, na eleição de 2006].
Os jornalistas Luiz Antonio Magalhães, já no domingo, Alberto Dines e Luciano Martins Costa, no dia seguinte, escreveram no Observatório da Imprensa o suficiente sobre a cena de coronelismo eletrônico explícito captada pelo grampo da Polícia Federal no telefone de Fernando Sarney – e a afinal surpreendente decisão da Folha de dar a matéria.
Mas e de agora em diante? Por ser quem é o patriarca da família Sarney e pelo conjunto da obra, como diriam os seus inimigos, a imprensa tem uma pauta “natural” para encarar. Amostra disso é a matéria “PF suspeita que esquema atuou no governo Roseana”, no Estado da segunda-feira, também do repórter Felipe Recondo, falando em possível “lavagem de dinheiro, fraude em licitação e desvio de recursos públicos” no período em que a senadora esteve no poder no Maranhão, entre 1998 e 2002.
Com perdão pela platitude, quanto mais espaçoso o figurão, maior a obrigação da mídia de revolver o comportamento dele e dos seus.
Esta semana, por sinal, o Maranhão estará na ordem do dia. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve terminar o julgamento do processo de cassação do governador Jackson Lago, iniciado em fins de 2008. Se a maioria votar com o relator Eros Grau, ele será destituído – e substituído pela senadora Roseana Sarney.
Uma história e tanto – que começa, mas evidentemente não termina no Maranhão
Mas o leitor que não corra a apostar o seu último centavo na dispoisção da mídia em aprofundar o seu olhar até aqui de relance no reino encantado dos Sarney. Nesta terça-feira, os espaços são para o velho oligarca minimizar o grampo do Estado a uma simples conversa "de pai para filho, que não tem absolutamente nada". Abin? "Não me lembro de ter falado em Abin."
Ele ainda se deu ares de estranhar a publicação das reportagens na semana em que voltou a presidir o Senado. Já no papel de crítico de mídia, disse que a matéria da Economist que chamou a sua eleição de "vitória do semifeudalismo" era "ruim para ela", por ter sido "de agressão pessoal, inclusive com muitas inverdades e até factuais".
Fonte: Observatório da Imprensa

Sobre lagartixas e dinossauros

Por Alberto Dines

Por que foi tão fácil liquidar a fatura com o deputado-corregedor Edmar Moreira (DEM-MG)? Em menos de uma semana, o ilustre desconhecido do baixo clero ficou conhecido nacionalmente como "Aos amigos tudo"; além disso, perdeu o cargo de corregedor, perdeu o de 2º vice-presidente da Câmara, vai perder a legenda (Democrata) e ainda corre o risco de perder o mandato.
A explicação para a vertiginosa velocidade padrão Primeiro Mundo está no seguinte cronograma: eleito na segunda-feira (2/2), Edmar Moreira fez as estapafúrdias declarações sobre o "vício insanável da amizade" na terça, O Globo deu chamada na primeira página da quarta-feira, no dia seguinte publicou (ainda na primeira página) a foto do castelo medieval e, na sexta-feira (6/2), o homem estava liquidado.
O Globo foi o autor da façanha. Parabéns efusivos. Mas sem a entrada da TV, Edmar Moreira e seus asseclas não teriam desistido tão facilmente. A TV Globo foi decisiva mas a imagem do castelo falava sozinha.
"Vontade editorial"
Pergunta que não quer calar: o imortal senador José Sarney (PMBB-AP) será abatido com a mesma determinação e facilidade?
A eleição para presidir o Senado (a terceira que ele ganha, em 14 anos) ocorreu na fatídica segunda-feira (2/2), até repercutiu no exterior (foi chamado de "dinossauro" pela mais importante revista de informações do mundo, The Economist), e no domingo (8/2) sofreu um abalo inédito: a Folha de S. Paulo, jornal onde escreve uma coluna semanal há quase duas décadas, publicou a transcrição de um grampo da Polícia Federal que flagrou o senador dando instruções ao filho Fernando, encarregado de gerir o império midiático da família, sobre como enfrentar o adversário Jackson Lago na TV Mirante.
Sarney era até aquele dia um intocável – não propriamente um pária indiano, mas um privilegiado marajá acima de qualquer suspeita ou denúncia. Mas a Folha não poderia recusar o generoso material oferecido pela Polícia Federal envolvendo uma das figuras mais importantes da República. Se o fizesse seria excluída do rodízio de distribuição de "primícias".
A Folha tem sido a campeã na luta contra o "coronelismo eletrônico" (a mafiosa distribuição de concessões de radiodifusão a parlamentares). E esta conversa entre os dois Sarney é talvez a prova mais contundente do "vício das concessões" que avilta o Congresso: o presidente do Congresso assume-se como dono da emissora e a utiliza em benefício dos seus interesses políticos.
A matéria da Folha provocou um certo frisson nos bastidores das redações: será que o jornalão vai, finalmente, obedecer ao que preconiza o seu manual e livrar-se de um dos colaboradores que mais comprometem a sua imagem?
A edição da Folha no dia seguinte (segunda, 9/2), foi decepcionante: nem uma linha sobre o grampo da PF, como se o jornal nada tivesse noticiado na véspera. O Estado de S.Paulo entrou no assunto com alguma vontade (pág. A-8), dificilmente agüentará sozinho. O Globo ficou de fora. Idem, a TV Globo.
Conclusão: Sarney não é Edmar Moreira. As semelhanças são apenas simbólicas. O império feudal do dinossauro maranhense não tem castelos e sem imagens espetaculares um caso desses fica difícil de explicar para o telespectador médio. A não ser quando há uma "vontade editorial" (expressão usada pelo ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva). Em 2002, quando a PF estourou uma empresa da sua filha e genro em São Luis (MA), as fotos da montanha de dinheiro tiveram efeito limitado – Roseana Sarney saiu do páreo presidencial, mas o caso foi encaminhado à justiça maranhense. Foram inocentados.
Bola-de-neve
Para abalar Sarney só um tsunami de grandes proporções. Sarney é um poderoso chefão, o capo da mídia brasileira. Além de afiliado da Rede Globo é o queridinho dos demais grupos de mídia eletrônica e dos respectivos coronéis interioranos. Foi ele, na condição de presidente da República, com a ajuda entusiasmada de Antonio Carlos Magalhães, seu ministro das Comunicações, quem começou a farta distribuição de concessões de radiodifusão a parlamentares. A pedido das grandes empresas de mídia, sobretudo eletrônicas, Sarney segurou ao longo de 14 anos a criação do Conselho de Comunicação Social. E quando o Conselho foi criado à sua revelia, deu um jeito para fechá-lo dois anos depois.
Sarney abalou-se com a matéria da Economist por vaidade. A imagem de dinossauro estraga a sua figura enfatiotada pelos jaquetões, confronta a imagem que tem de si mesmo. Além disso, não pode esquecer que a sua força começa no próprio quintal, por isso não pode dar trégua ao bando adversário.
Se a reportagem da Economist focalizasse com destaque o império midiático de Sarney ou a vergonhosa questão das concessões, a bola-de-neve poderia enfim rolar. No sexto parágrafo de uma matéria de oito, a aberração fica amenizada.
Edmar Moreira foi esmagado porque é apenas uma lagartixa. Sarney é um dinossauro. Vai sobreviver porque não é único.
Fonte: Observatório da Imprensa

A azia de Lula e a má digestão da imprensa brasileira

O jornalista Mair Pena Neto (ex-Globo, ex-JB, ex-Agência Estado), da Reuters, em artigo no site Direto da Redação sob o título "Da azia à má digestão" comenta a rancorosa reação da imprensa à declaração do presidente Lula, segundo a qual não lê jornais porque eles lhe dão azia. Uns tentaram desqualificar a ironia. Nenhum se propôs a refletir. Afinal, mesmo sem ler jornais, o presidente navega com aprovação de 80% da populaçao. Obama afirma que o Brasil é um líder mundial. A pesquisa Latinobarômetro aponta Lula como o iberoamericano mais bem avaliado, à frente de rei Juan Carlos. O Banco Mundial já colocou Lula entre os grandes líderes do mundo.É um equívoco tentar desqualificar o presidente Lula. A imprensa brasileira não tolera crítica. Mas, se o presidente não lê jornais e é considerado ainda assim um líder importante, alguma coisa está errada, não com o presidente, mas, com a imprensa. A azia de Lula provocou uma má digestão na imprensa, que acabou vomitando suas críticas habituais.
LEIA NA ÍNTEGRA
Fonte: Bahia de Fato

Ato da Frente Contra o Aumento na Câmara de Vereadores da Capital

Tem que fazer movimentos é em Jeremoabo/Bahia, onde os prefeitos irresponsavelmente tratam a coisa pública como se fosse uma bodega ou mesmo um postíbulo desorganizado, não tem dinheiro para pagar o funcionalismo que ficou empenhado em RESTOS A (não) PAGAR, mas tem dinheiro para dar aumento a SECRETÁRIOS, o que seria justo se o dono da prefeitura saldasse os débitos anteriores do funcionalismo, o que também não deveria acontecer por parte do ex, que a seu modo pagou apenas aos mais iguais.

Décadas de atraso

Marcelo Copelli


Já dizia Rui Barbosa, "a justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta". No Brasil, o Judiciário ainda se mostra de pés e mãos atados, sem a mínima disposição em dar um tom ágil e verdadeiramente competente às demandas. Dos Juizados Especiais aos grandes casos que provocam comoção nacional, a Justiça brasileira peca pela morosidade, pelo excesso de recursos, pela dificuldade da efetivação da sentença, entre outros.
Ontem, após 20 anos do naufrágio do Bateau Mouche, os sócios da empresa tiveram o pedido negado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao recorrerem de decisão que os condenou ao pagamento de pensão à família de vítima do naufrágio que deixou 55 pessoas mortas. A notícia carrega intrínsecos anos de atraso e um gosto amargo de revolta.
Décadas se passaram, a Justiça responsabilizou os donos da empresa, mas de recurso em recurso, usando de todas as medidas protelatórias, empurram a expectativa das famílias das vítimas para o buraco. A situação vexatória de processos semelhantes que se arrastam anos a fio é discutida diariamente nos quatro cantos do País. E cadê solução? O jogo do "empurra", a burocracia e os trâmites deixam tudo de perna para o ar. Quem consegue caminhar assim?
Fonte: Tribuna da Imprensa

Logo, a revogação da Lei Áurea

Carlos Chagas

BRASÍLIA - Continua valendo a máxima utilizada há décadas por mestre Hélio Fernandes: no Brasil, o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera. Sem mecanismos e, em especial, sem vontade política para impedir a cascata de demissões em massa que assola o País desde novembro, o governo deixa escapar para a imprensa a disposição de facilitar acordos coletivos capazes de reduzir jornadas de trabalho e salários. Tem horas que o palácio do Planalto sustenta ser da exclusiva atribuição de patrões e empregados o diálogo e as decisões sobre suas relações. De vez em quando, porém, muda de camisa e reivindica o papel de agente regulador dos entendimentos. O problema é que sempre atua, o governo, em favor da guilhotina, jamais do pescoço, isto é, cedendo sempre às imposições do capital contra o trabalho.
Por que estimular a redução de salários e da jornada diária ou semanal se fica evidente a maldade de obrigar um trabalhador a sobreviver com menos do que a merreca recebida no mês anterior? E o que adianta reduzir as horas de trabalho se a sombra do desemprego atinge sua própria atividade atual, quanto mais o sonho de usar o tempo livre em outro emprego?
Mas tem mais. Desde que a crise começou, apenas o ministro do Trabalho levantou-se em defesa da obrigação de bancos e grandes empresas comprometerem-se a não demitir, quando usufruem planos e programas de doação de bilhões de reais do Tesouro a título de recuperação de seus próprios erros e de sua ambição desmedida - causas do caos que hoje domina a economia. Sobre essa contrapartida, nem uma palavra oficial, a não ser que se considere como tal o pito passado em Carlos Lupi pelo presidente Lula.
Do jeito que as coisas vão, logo o governo dito dos trabalhadores mostrar-se-á simpático também a outras propostas em gestação adiantada nas cúpulas do empresariado: a extinção do décimo-terceiro salário, das férias remuneradas e das indenizações por demissão sem justa causa. Logo chegarão à revogação da Lei Áurea.
Para boi dormir
Ninguém entendeu a iniciativa dos ministros José Múcio e Tarso Genro de entregar aos presidentes da Câmara e do Senado sete propostas de projeto de lei e uma de emenda constitucional estabelecendo a reforma política fatiada. Primeiro porque já tramitam ou dormem nas gavetas do Congresso iniciativas parecidas. Depois porque batem na mesma tecla, de obter a extinção dos pequenos partidos e de favorecer as cúpulas partidárias. Tome-se a votação apenas nas siglas, nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador. O eleitor não votaria mais no seu candidato preferido, mas no partido. Os caciques preparariam as listas, obviamente que se colocando nos primeiros lugares, garantindo a vitória até sem fazer campanha, enquanto a renovação ganharia a estratosfera. Os jovens, os mais novos, aqueles sem tradição partidária iriam para o fim da fila, ou seja, ainda contribuiriam com seus votos para a eleição dos velhos.
Na proposta oficial sobressaem outras aberrações, como a cláusula de barreira e o financiamento público das campanhas. Em vez de estabelecer punições imediatas para quem se utilizar do poder econômico para eleger-se, sugerem a distribuição de recursos públicos para os candidatos através dos dirigentes partidários. Será aquela divisão que o leão fez da carcaça da zebra entre seus amigos, a hiena e a raposa. A maior parte, ou até a parte inteira, para ele. Acresce que num período de crise onde recursos públicos são destinados para salvar bancos e empresas falidas, onde falta dinheiro para escolas, hospitais e estradas, como justificar sua existência para a eleição de políticos? Mais um argumento, apenas: o financiamento público impedirá gastos por debaixo do pano?
Pobres prefeitos
Qual o saldo da reunião de quase 4 mil prefeitos em Brasília, ontem e anteontem? Os que não conheciam, conheceram a capital federal. Os que jamais usaram terno e gravata obrigaram-se a tanto. Os que ainda não haviam visto o presidente Lula ao vivo deliciaram-se, mesmo de longe, com os improvisos do companheiro-mor e suas diatribes permanentes contra a imprensa. Ainda tiveram direito a ver de perto a mãe do PAC, Dilma Rousseff, mesmo em certos períodos sonolenta e desinteressada.
É claro que os prefeitos também souberam que as dívidas de seus municípios com o INSS serão esticadas por vinte anos e que as obras do PAC continuarão, mesmo à custa de batons e de manicures.
Valeu a pena terem os alcaides enfrentado filas de até três horas para ingressar no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, expostos a um sol de rachar entremeado com chuvas para ninguém botar defeito? Poderiam ter tomado conhecimento dessas boas novas pelos jornais, o rádio ou a televisão. De qualquer forma, chegando a partir de hoje em suas cidades, não haverá um só que deixe de alardear aos eleitores haver trocado impressões com o presidente Lula e seus ministros, sendo que o chefe do governo até perguntou pela saúde de dona Maria e seus pimpolhos, não deixando de cumprimentá-lo pela já iniciada recuperação do posto de saúde.
Dupla dinâmica
Importa menos saber quem é o Batman e quem é o Robin, mas a verdade é que José Sarney e Michel Temer agem como nova dupla dinâmica na defesa das prerrogativas parlamentares. Acertaram trocar informações e ideias permanentes sobre a pauta diária dos trabalhos em cada casa do Congresso. Mais ainda, selecionarão o que deve ser votado na Câmara e no Senado, prioritariamente, para evitar a superposição de tarefas. Lutarão também contra o inimigo maior, as medidas provisórias, ignorando-se apenas se elas vestem o fraque do Pinguim ou a fantasia do Charada. Pode ser que dê certo, mas desde que tenham aposentado o Alfred, pois corre em Brasília que ele mudou de lado e, para substituir a Batcaverna, construiu um castelo de 36 suítes, oito torres, vinte salas de jantar e piscina com cascata...
Fonte: Tribuna da Imprensa

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