domingo, maio 10, 2026

STF DETERMINA USO DE TORNOZELEIRA ELETRÔNICA PARA IRMÃO DE CIRO NOGUEIRA

 

                                   Foto Divulgação

Matheus Souza


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de medidas cautelares contra o presidente nacional do Partido Progressistas, senador do Piauí Ciro Nogueira (PP), e seu irmão, o empresário Raimundo Nogueira Lima. As determinações ocorrem no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostos esquemas de corrupção e vantagens indevidas ligados ao “Caso Master”.

De acordo com a decisão, obtida pelo portal Poder360, o senador Ciro Nogueira está terminantemente proibido de manter contato com os demais investigados no inquérito. Já para seu irmão, Raimundo Nogueira, as restrições são ainda mais severas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o território nacional.

A decisão de Mendonça detalha que Raimundo Nogueira deve seguir regras rigorosas de monitoramento. Além do uso do equipamento eletrônico, ele está proibido de acessar as sedes e escritórios das empresas investigadas e deve manter uma distância mínima de 50 metros de outros envolvidos no caso.

O empresário também teve o seu passaporte retido, ficando impedido de realizar viagens internacionais. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), Raimundo integraria uma estrutura empresarial que teria facilitado o recebimento de vantagens econômicas e patrimoniais em favor do senador.

A PF sustenta que uma empresa administrada por ele adquiriu participação societária com “expressivo deságio”, em uma operação avaliada como parte do suposto “propinoduto” investigado.

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Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria a execuções penais no STF; leia a íntegra da decisão

 Para o ministro, a medida preserva a segurança jurídica até STF julgue ações contra norma

Por JB JURÍDICO
redacao@jb.com.br

Publicado em 09/05/2026 às 14:25

Alterado em 09/05/2026 às 15:21

                                   Ministro Alexandre de Moraes Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) a execuções penais de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 até que o Plenário julgue o mérito das ações diretas de inconstitucionalidade que questionam a norma.

Em decisões assinadas neste sábado (9) nos autos das Execuções Penais (EPs) 41, 134, 100, 102, 43, 52, 61 e 72, ao despachar sobre pedidos de aplicação da nova lei às condenações, o ministro explicou que, por segurança jurídica, a norma ainda não deve ser aplicada.


Abra o Link e Leia Matéria Completa:

https://www.jb.com.br/brasil/justica/2026/05/1059569-moraes-suspende-aplicacao-da-lei-da-dosimetria-a-execucoes-penais-no-stf-leia-a-integra-da-decisao.html



Flávio Bolsonaro lança irmão Carlos, ex-vereador do Rio, ao Senado por Santa Catarina

 

Flávio Bolsonaro lança irmão Carlos, ex-vereador do Rio, ao Senado por Santa Catarina

Pré-candidato a presidente fez evento político em Florianópolis, neste sábado, que confirmou irmão e Carol de Toni como pré-candidatos do PL ao Senado

Por Vinícius Valfré/Estadão

10/05/2026 às 08:40

Foto: Reprodução/YouTube

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Flávio participou de ato em Santa Catarina que lançou a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado

O senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou do lançamento de pré-candidaturas de seu grupo político neste sábado, 9, em Santa Catarina. O evento político confirmou que o PL vai concorrer às duas vagas abertas ao Senado com a deputada federal Carol de Toni e com o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que transferiu o domicílio eleitoral para o Estado do Sul.

A chapa “puro sangue” de candidatos do PL ao Senado encerra uma disputa que causou desentendimentos entre políticos da direita em Santa Catarina. Antes da mudança de Carlos, os candidatos do grupo seriam De Toni e o senador Esperidião Amin (PP-SC), que vai tentar a reeleição.

Com a decisão, Amin se afastou do governador Jorginho Mello (PL) e se alinhou a João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó que vai concorrer ao governo do estado.

“Quero lembrar que esta eleição vai ter dois turnos. E eu não vi ninguém, até hoje, dizer que não acredita que o João Rodrigues, chegando ao segundo turno, não ganhe a eleição”, afirmou o senador do PP em um ato político, na sexta-feira, 8.

No ato com Flávio, Carlos e De Toni trocaram elogios e afagos e indicaram que estão trabalhando juntos para serem os dois senadores eleitos por Santa Catarina nas eleições de outubro.

“Obrigado por toda consideração e simpatia que você tem por mim. Você é fundamental para que tudo isso aqui esteja acontecendo”, disse o ex-vereador. “Se Deus quiser, estaremos juntos nesse desafio de fazer o que tem que ser feito no Senado”, afirmou a deputada.

A mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro faz parte de uma estratégia da família para tentar uma eleição facilitada para o filho de Jair Bolsonaro e, com isso, ampliar o número de cadeiras que a direita controla no Senado. No Rio, a disputa é mais acirrada e o grupo tem o ex-governador Cláudio Castro (PL) na disputa.

No discurso, o senador Flávio Bolsonaro fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o Partido dos Trabalhadores ficará na “insignificância” a partir do ano que vem.

O senador também citou o pai. Disse que a “missão” de Jair Bolsonaro ainda não acabou e que o ex-presidente “subirá a rampa do Planalto” em 2027.

Flávio se contradiz e fala em governo de oito anos

Em discurso a apoiadores na sexta-feira, em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro sugeriu que, se eleito, pode tentar um governo de oito anos, com dois mandatos.

Ao fazer comentários sobre como pretendia deixar o País ao fim do governo, disse que isso poderia acontecer “seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos”.

O tom do senador contradiz manifestações anteriores dele mesmo, que vinha sinalizando que pretendia exercer apenas um mandato de presidente, se eleito.

Em março, ele chegou protocolar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que proíbe a reeleição para o cargo de presidente da República. O texto diz que a emenda entraria em vigor na data de sua promulgação e se aplicaria ao presidente vencedor das eleições de 2026.

Flávio passou a falar sobre não reeleição para tentar apoio do centro a seu projeto de candidatura. O pai dele, Jair Bolsonaro, usou o mesmo expediente em 2018 ao defender o fim da reeleição. Quatro anos depois, ele concorreu por mais um mandato e foi derrotado por Lula.

Politica Livre


Kassio assumirá presidência do TSE para comandar eleições de 2026; veja histórico da corte

 

Kassio assumirá presidência do TSE para comandar eleições de 2026; veja histórico da corte

Tribunal foi marcado por gestões com diferentes focos nos últimos dez anos

Por Alana Morzelli/Folhapress

10/05/2026 às 07:40

Foto: Alejandro Zambrana/TSE

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Ministro Kassio Nunes Marques assume como novo presidente do TSE na terça-feira (12)

Escolhido em abril, em votação simbólica, Kassio Nunes Marques assume como novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na terça-feira (12).

A definição segue o sistema de rodízio por antiguidade entre os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). André Mendonça será o vice-presidente.

O tribunal é composto por, no mínimo, sete ministros: três do STF, dois do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois advogados (juristas). A presidência e a vice-presidência são ocupadas por integrantes do STF, com mandatos de dois anos.

O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira e tem como principais atribuições organizar, supervisionar e garantir a legitimidade das eleições no país.

Entre suas funções estão o registro de partidos e candidaturas, a fiscalização da propaganda eleitoral e das contas de campanha, a administração do processo de votação e apuração dos votos, além do julgamento de questões e recursos eleitorais. O tribunal também é responsável por editar normas que orientam as eleições e assegurar o cumprimento da legislação eleitoral e da Constituição.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a corte tem sido marcada por gestões com diferentes focos, que vão de reformas administrativas a respostas a crises institucionais.

Gilmar Mendes (2016-2018)

O ministro Gilmar Mendes assumiu o TSE em maio de 2016, foi a primeira presidência depois da reforma eleitoral de 2015. A mudança reduziu o tempo das campanhas eleitorais e, ao encurtar o calendário eleitoral, diminuiu também o prazo da Justiça Eleitoral para analisar os registros de candidatura.

Maior transparência na análise das contas eleitorais de partidários marcou o período no cargo.

Segundo Fernando Neisser, advogado e presidente da Comissão Permanente de Estudos em Direito Político e Eleitoral do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), antes da gestão de Gilmar Mendes, existia apenas a análise feita pela própria Justiça Eleitoral, com limitações do ponto de vista do acesso à informação.

O ministro buscou parcerias com a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o Tribunal de Contas da União, criando uma equipe multi-institucional para analisar as contas partidárias, trocando informações com a Receita Federal.

Desde então, a Justiça Eleitoral tem acesso ao Banco de Dados Nacional de Emissão de Notas Fiscais Eletrônicas.

"Se, por exemplo, uma campanha imprimiu um material numa gráfica e não declarou, mas a gráfica fez a nota fiscal, automaticamente a agência eleitoral --expressão é usada para se referir à estrutura responsável por organizar e fiscalizar as eleições-- sabe a informação", explica Neisser.

Luiz Fux (2018)

Luiz Fux assumiu a presidência do TSE em fevereiro de 2018, mas ficou apenas seis meses no cargo, porque o mandato no Tribunal Superior Eleitoral já estava próxima do fim quando assumiu a presidência.

No TSE, os ministros têm mandatos temporários. Fux assumiu a presidência em fevereiro de 2018, mas em agosto daquele ano terminava seu segundo ano como ministro efetivo do tribunal e precisou deixar o cargo.

Mesmo durante seu curto período na presidência, o ministro defendeu uma aplicação mais rigorosa da Lei da Ficha Limpa, norma criada para impedir a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados ou envolvidos em práticas como corrupção, abuso de poder e conduta desonesta.

Em 2018, no julgamento do registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente foi barrado com base na Lei da Ficha Limpa após condenação em segunda instância.

Fux também defendia a ampliação do alcance da lei, afirmando que ela deveria ser interpretada de forma mais rígida para fortalecer a moralidade e a transparência nas eleições.

O objetivo era evitar que candidatos com histórico de irregularidades disputassem cargos públicos enquanto recorriam na Justiça.

Rosa Weber (2018-2020)

Em agosto de 2018, a ministra Rosa Weber assumiu a presidência. Seu principal marco foi a organização da produção das resoluções do TSE, normas que regulamentam as regras do processo eleitoral com base na legislação vigente. Antes da gestão de Weber, eram criadas resoluções para cada tema eleitoral a cada dois anos, a respeito de campanha eleitoral, registro de candidaturas e fiscalização.

A ministra implantou a ideia das resoluções permanentes. Com isso, as resoluções criadas durante a gestão passaram a ser fixas. Foi ela quem criou a "resolução das resoluções", com audiências públicas e coleta de opiniões e sugestões da sociedade civil, o que gerou transparência sobre as mudanças de resolução do tribunal.

Além disso, de acordo com Guilherme Gonçalves, fundador do Iprade (Instituto Paranaense de Direito Eleitoral), a passagem de Weber ampliou a cota de gênero para além das candidaturas.

A ministra defendeu a reserva de recursos públicos para garantir que, no mínimo, 30% fossem destinados a candidatas mulheres.

Luís Roberto Barroso (2020-2022)

Luís Roberto Barroso assumiu o TSE em um momento de grande crise de confiança, causada por ataques que vinham desde 2018 à confiabilidade do sistema de votação. O principal foco de sua passagem pela presidência foi a transformação na comunicação com a sociedade.

Segundo Neisser, Barroso trouxe grandes nomes da mídia, como o apresentador de televisão Luciano Huck, para realizarem campanhas para a justiça eleitoral. Foi firmada parceria com bigtechs como Google, Meta, TikTok e X (Twitter na época). O tribunal criou memorandos de entendimentos, assinados com as plataformas para facilitar a troca de informações.

Tendo que realizar uma eleição na pandemia, o ministro foi o responsável pela logística de distribuição gratuita de equipamentos de proteção como máscaras e álcool gel.

Edson Fachin (2022)

O ministro Luiz Edson Fachin assumiu a presidência em meio ao debate do novo código eleitoral, ainda na Câmara dos Deputados, sob relatoria da então deputada Margareth Coelho (PP-PI). Fachin foi o responsável por convidar acadêmicos, advogados, professores, Ministério Público e servidores da justiça eleitoral para a criação de grupos de trabalho dentro do TSE.

Durante um ano, esses grupos de trabalho analisaram as normas eleitorais em busca de falhas, contradições e necessidades de atualização.

"Esse grande projeto que chamou SNE, Sistematização de Normas Eleitorais, produziu relatórios muito sólidos e isso foi discutido com o Congresso, resultado em muitas contribuições incorporadas ao Código Eleitoral", explica Neisser.

Uma das contribuições do SNE incorporadas às discussões do novo Código Eleitoral foi a consolidação e padronização das regras sobre propaganda eleitoral na internet.

O trabalho buscou reunir normas que estavam dispersas em diferentes resoluções e leis, propondo critérios mais claros para impulsionamento de conteúdo, identificação de publicidade eleitoral e responsabilização por divulgação de desinformação durante as campanhas.

Alexandre de Moraes (2022 - 2024)

Segundo Guilherme Gonçalves, fundador do Iprade (Instituto Paranaense de Direito Eleitoral), o ministro Alexandre de Moraes marcou sua gestão pelo enfrentamento de pautas relativas ao poder de uso das redes sociais e da internet, e o combate às fake news eleitoral digital.

A passagem de Moraes foi mais rígida com as derrubadas de conteúdos e com a aplicação de multas mais duras. O foco do ministro foi de preservação institucional.

Outro caso marcante da gestão do ministro foi durante o segundo turno das eleições de 2022, quando o então presidente do TSE determinou uma ação imediata contra possíveis interferências da Polícia Rodoviária Federal no deslocamento de eleitores, após operações da corporação terem sido registradas em diversos estados com abordagens a ônibus e veículos no dia da votação.

O caso gerou preocupação sobre a neutralidade do processo eleitoral, e o TSE ordenou a suspensão dessas ações para garantir o direito de voto e a normalidade do pleito. A intervenção foi feita no âmbito da Justiça Eleitoral.

Cármen Lúcia (2024 - 2026)

Cármen Lúcia conduziu a atualização das resoluções do TSE para as eleições municipais. Neste processo, ONGs, partidos, Ministério Público, OAB e outras entidades foram presencialmente ao tribunal discutir a necessidade de regras para o uso de inteligência artificial, entre outros temas.

Seu foco foi devolver o TSE a uma posição mais distante da disputa política. "Havia críticas em parte da sociedade e em parte do campo político de que o TSE tinha se tornado um personagem importante demais no processo eleitoral, e analogias do tipo juiz do jogo não pode aparecer tanto", diz Neisser.

Ao encerrar sua passagem pela presidência do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia optou por antecipar a transição do comando do tribunal antes do fim do seu período, argumentando que, se permanecesse até o término do mandato, seu sucessor teria pouco tempo —cerca de cem dias— para organizar as eleições gerais.

Em sessão do TSE, ela destacou a importância de garantir uma transição mais longa e estável na presidência do tribunal em um ano eleitoral, de modo a assegurar melhores condições de planejamento e condução do pleito.

Politica Livre

Corregedoria Nacional de Justiça anula criação de penduricalhos e ordena auditorias em tribunais

 

Corregedoria Nacional de Justiça anula criação de penduricalhos e ordena auditorias em tribunais

Decisão do corregedor Mauro Campbell afeta tribunais do Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás

Por Laura Scofield/Folhapress

09/05/2026 às 20:30

Atualizado em 09/05/2026 às 20:32

Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ/Arquivo

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Sede do CNJ, em Brasília

A Corregedoria Nacional de Justiça proibiu pagamentos que excedam o teto salarial do funcionalismo público, anulou a criação de penduricalhos ou pediu investigações em folhas salariais em três tribunais estaduais entre a noite de quinta-feira (7) e o início da tarde de sexta-feira (8).

As decisões foram assinadas pelo ministro corregedor Mauro Campbell e abrangeram os Tribunais de Justiça do Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás.

No Paraná, o corregedor anulou a criação da função de magistrado tutor no âmbito do programa de residência jurídica, de formador, de supervisor de estágio de pós-graduação e graduação.

"A norma em questão, ao instituir gratificações ou encargos para funções de tutoria, formação e supervisão no âmbito da residência jurídica, colide com a essência da tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal", argumenta.

De acordo com o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Estado do Paraná), a criação da função teve sua eficácia suspensa e não haviam sido feitos pagamentos até aquele momento.

Apesar disso, o corregedor argumentou que "a existência de um ato normativo que preveja tais pagamentos, mesmo que paralisado temporariamente, gera insegurança jurídica".

Em relação ao TJ-MS (Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul), o ministro ordenou o envio de todas as folhas de pagamento dos magistrados ativos, inativos e pensionistas sobre o mês de abril deste ano, além do espelho dos pagamentos para maio. A informação subsidiará apuração da Corregedoria.

O TJ-GO (Tribunal de Justiça do Estado de Goiás) foi ordenado a liminar imediatamente o pagamento de todos os magistrados ao teto do funcionalismo, que atualmente é de R$ 46.366,19.

O ministro afirmou que está vedado o repasse de qualquer excedente, sobre qualquer pretexto, "até que seja concluída uma auditoria minuciosa e independente nas folhas de pagamento da corte". A fiscalização deverá abranger, no mínimo, os meses de março e abril e ser feita a partir do compartilhamento integral das bases de dados e contracheques.

Campbell também disse que qualquer movimentação financeira, pagamento de gratificação, indenização ou vantagem pecuniária destinada a servidores ou magistrados deverá ser submetida à autorização prévia da Corregedoria, a fim de resguardar o erário e garantir transparência, e advertiu que a gestão do TJ-GO será analisada a partir da legislação sobre improbidade administrativa.

As decisões do corregedor se alinham a alertas feitos pelos ministros do STF sobre o descumprimento da decisão do tribunal que visou extinguir pagamentos extras para magistratura e o Ministério Público em março.

Na última quarta (6), os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin reiteraram que estão "absolutamente vedados" a criação e o pagamento de penduricalhos que não estejam autorizados pela tese da corte sobre supersalários.

As manifestações foram feitas após diversos órgãos tentarem criar adicionais salariais, mesmo depois do julgamento no STF para barrar parte dos penduricalhos. Ao todo, 14 iniciativas em tribunais e Ministérios Públicos de ao menos oito estados regulamentaram ou discutiram criar penduricalhos depois da decisão.

Dois dias depois, os ministros fizeram um novo alerta e disseram haver drible à decisão da corte, como por meio da reclassificação de comarcas de difícil acesso, que costumam gerar indenizações. Eles também determinaram a proibição do recebimento de valores em mais de um contracheque para garantir transparência.

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