domingo, outubro 19, 2025

Jornalistas independentes enfrenta intimidação por denunciar crimes de autoridades no DF.

 


Nota da Redação Deste Blog -   A Nova Censura: Quando Denunciar Vira Crime e a Imprensa Paga o Preço da Verdade



Por José Montalvão – Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, proprietário do Blog DeDeMontalvão – Matrícula ABI C-002025

Enquanto em Jeremoabo o jornalismo independente luta para sobreviver, o ato de denunciar improbidades e abuso de função pública se transformou numa temeridade. A inversão de valores chegou ao ponto de que o repórter é quem paga a conta — não pelo que disse, mas pelo que o acusado imaginou que ele quis dizer. Querem implantar uma nova modalidade de censura: o comércio das indenizações, em que o poder e o dinheiro se unem para calar a voz de quem ousa questionar a ilegalidade.

A lógica perversa é simples: denunciar virou ofensa, fiscalizar virou afronta, e informar tornou-se um crime. O sistema, que deveria proteger o cidadão e a verdade, agora serve para blindar corruptos e intimidar jornalistas. O que está em curso é uma tentativa de institucionalizar o medo, travestido de processo judicial.

Esse cenário não se restringe à realidade local. Em Brasília, o coração político do país, a situação não é diferente. Jornalistas independentes vivem sob constante ameaça, enfrentando processos, retaliações e constrangimentos apenas por cumprirem o papel de informar. Em um caso emblemático, um delegado e um agente da Polícia Civil perseguem um jornalista que teve a ousadia de noticiar a condenação do próprio delegado. É o Estado utilizando seu aparato para intimidar quem denuncia os abusos do poder.

A liberdade de imprensa, consagrada pela Constituição Federal como pilar da democracia e instrumento essencial de fiscalização, está sendo corroída de forma silenciosa. Quando o repórter passa a ser o réu, e o corrupto o ofendido, a balança da Justiça se desequilibra perigosamente.

É neste ambiente de medo que se tenta silenciar os poucos que ainda ousam dar nome aos bois, apontar irregularidades e cobrar responsabilidade. Mas é justamente nesses momentos que o papel da imprensa independente se torna ainda mais necessário. Ela é a última trincheira entre o abuso e a impunidade, entre a verdade e a versão fabricada pelos poderosos.

Enquanto grandes veículos se calam ou se curvam ao poder político e econômico, os pequenos blogs e comunicadores locais seguem firmes, mesmo com parcos recursos, fazendo o que os gigantes muitas vezes não têm coragem de fazer: expor o que está errado.

Denunciar irregularidades, hoje, é um ato de coragem e resistência. A imprensa independente não precisa de aplausos, mas de respeito e proteção — porque sem ela, a corrupção se eterniza, a verdade se apaga e a democracia se torna apenas uma palavra bonita em discursos oficiais.

“Quando o poder teme a palavra, é sinal de que a verdade está próxima.”

Em Jeremoabo, essa realidade se manifesta de forma cruel. Blogs e comunicadores independentes que ousam questionar os "poderes"  sofrem processos, ameaças e tentativas de censura, como se o direito de informar fosse privilégio de poucos. Querem calar as vozes livres para manter o silêncio conveniente das irregularidades. Mas a verdade tem um poder que nenhuma multa, sentença ou intimidação pode apagar. Por mais que tentem sufocar a imprensa livre, sempre haverá quem escreva, denuncie e lute em nome da transparência e da justiça.



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