quinta-feira, março 20, 2025

Pós-Carnaval tem aumento de 80,4% nos casos de Covid no Brasil

 Foto: Myke Sena/Arquivo/Agência Câmara

Pós-Carnaval tem aumento de 80,4% nos casos de Covid no Brasil20 de março de 2025 | 08:31

Pós-Carnaval tem aumento de 80,4% nos casos de Covid no Brasil

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Os casos de Covid registrados no Brasil aumentaram 80,4% nos dias seguintes ao Carnaval deste ano.

Segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela plataforma SP Covid-19 Info Tracker, na semana epidemiológica que compreende o período de 23 de fevereiro a 1º de março de 2025 (sábado de Carnaval, primeiro dia oficial de festa) foram confirmados 6.354 casos no país. Já na semana epidemiológica seguinte, encerrada em 8 de março, o número de casos saltou para 11.467. Os dados são provisórios, já que casos em investigação ainda podem ser confirmados.

Essa alta também foi observada nos anos passados. No pós-Carnaval de 2024 foi registrado um aumento de 53,2% no número de infecções por Covid no país (de 45.177 casos para 69.234 após a folia). Em 2023 a alta foi de 82%, passando de 34.092 para 62.055 no pós-Carnaval.

“Os dados dos últimos anos evidenciam um padrão recorrente de aumento de casos de Covid nas semanas seguintes ao Carnaval, o que reforça a previsibilidade desse fenômeno e a necessidade de medidas para minimizar os impactos da disseminação do vírus após grandes eventos de mobilização social”, afirma o pesquisador Wallace Casaca, coordenador da plataforma SP Covid-19 Info Tracker.

“Torna-se ainda mais necessária a adoção de medidas preventivas como vacinação, testagem e a redução do contato com pessoas sintomáticas, especialmente entre os grupos de risco”, completa o pesquisador.

Para Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, a alta de casos não deve se prolongar.

“Nós já entendemos que a Covid tem se comportado, de certa forma, de maneira previsível e com uma imunidade suficiente para impedir disseminações com consequências clínicas mais importantes”, diz o médico. “A imunidade vacinal e a de infecções pregressas”, explica.

O infectologista faz um alerta e lembra que idosos, imunossuprimidos e pacientes com doenças crônicas são grupos vulneráveis a complicações e mortes pela doença.

“Ainda não entrou no inconsciente coletivo que a vacina da Covid agora é periódica, igual à vacina da gripe. Os grupos prioritários, independentemente do número de doses já recebidas, precisam se vacinar. E as pessoas efetivamente não têm feito isso”, afirma Araújo.

“Muita gente tem Covid sem nem saber que tem a doença, porque não testa. Temos que lembrar que a Covid é muito mais do que uma infecção respiratória. Estamos aprendendo as consequências a longo prazo e em outros órgãos e sistemas do nosso corpo, além do sistema respiratório. Continuo com a mesma opinião: nunca é um bom negócio ter Covid”, finaliza o infectologista.

A infecção pelo coronavírus pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves, moderados ou graves. Os mais comuns são febre, calafrios, tosse, fadiga, dispneia, mialgia, dor de cabeça e de garganta, congestão nasal ou coriza. Também podem ocorrer sintomas gastrointestinais como náusea, vômito e diarreia, além de perda de olfato e paladar.

Patrícia Pasquini/Folhapress

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