quarta-feira, março 19, 2025

A classe política é partidária da máxima “Mateus, primeiro os meus”

Adiberto de Souza

em 18 mar, 2025 7:52


 Aprovada há alguns anos pelo Supremo Tribunal Federal, a súmula proibindo o nepotismo no serviço público sempre foi desrespeitada pela maioria dos gestores. De lá pra cá, pouca gente perdeu o emprego por pertencer à família dos governadores ou prefeitos de plantão, que insistem em alegar a competência da digníssima esposa, da filha, da mãe e dos irmãos aboletados em bem pagas sinecuras. Como a legislação permite, a maioria dos gestores nomeia logo a primeira dama como secretária, alegando que não existe ninguém mais competente do que ela para ocupar o cargo. Há ainda o famoso nepotismo cruzado, que vem a ser a troca de parentes entre gestores visando dificultar a fiscalização da malandragem. Em Sergipe, as prefeituras estão cheias de parentes e agregados dos prefeitos. As Câmaras de Vereadores não ficam atrás e por ai vai. Com raras exceções, os políticos professam a máxima “Mateus, primeiro os meus”. Diante dessa malandragem, para moralizar o serviço público no Brasil é preciso muito mais do que uma súmula do Supremo Tribunal Federal. Home vôte!

Política arcaica

As superintendências regionais da Codevasf são alvo político por controlarem recursos direcionados para obras nos estados, em licitações milionárias. Em artigo assinado no site Congresso em Foco, a jornalista Lydia Medeiros escreve que a Codevasf passou a aparecer com frequência associada a denúncias de corrupção. Segundo a articulista, há 21 auditorias no Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo a companhia, com indícios de fraudes.  Por fim, Lydia afirma que na era da inteligência artificial, a Codevasf se tornou um símbolo perene do modo arcaico de se fazer política no Brasil. Misericórdia!

Risco de naufrágio

Políticos e analistas têm alertado para o risco de o elevado número de pré-candidatos ao Senado na canoa governistas possa naufragar a embarcação. Os mais comedidos, porém, acreditam que com o andar da carroça as abóboras se ajeitam, formando um consenso em torno dos dois escolhidos para se candidatar a senador pela banda situacionista. Os pessimistas, contudo, apostam que os interesses pessoais dos pré-candidatos impedirão um acordo político, resultado no racha vivido pelos governistas durante a disputa pela Prefeitura de Aracaju. Será? Creindeuspai!

Pê de picaretagem

Boa parte da classe política continua achando que o povo é bobo. Tomara que nas eleições do próximo ano os eleitores expurguem da vida pública pês indigestos como os de picaretas, pilantras, propineiros, pirata, punguista, etcétera e tal. Estes maus políticos, bandidos por excelência, estão em todos os partidos e vão querer se eleger ou se manter como deputados estaduais, federais e senadores para continuar roubando os recursos da saúde, da educação e da segurança pública. Portanto, cabe ao povo usar o voto como punição e mandar este punhado de patifes plantar batatas. Danôsse!

Aracaju festejada

Políticos de A a Z foram às redes sociais parabenizar Aracaju pelos 170 anos como capital de Sergipe. O governador Fábio Mitidieri (PSD) se disse orgulhoso em ver o quanto a cidade se desenvolveu ao longo dos anos. O ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) lembrou que aos 170 anos, Aracaju segue avançando, com grandes transformações e um futuro promissor. O ministro Márcio Macêdo (PT) afirmou que a cidade é mais que uma capital, “é um abraço acolhedor, um céu sempre azul e um pedaço do Brasil que guarda riquezas imensuráveis”. Por fim, Emília Corrêa (PL) se disse honrada em celebrar os 170 anos de Aracaju “sendo a primeira prefeita dessa cidade com tantas características especiais”. Então, tá!

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