segunda-feira, abril 06, 2020

Quando os bons se calam, os maus triunfam

Por: Ana Paula Della Giustina

Paula

 “Pensa por ti próprio em vez de seguires a multidão” (Chris Guillebeau).
Ao analisar o momento histórico, social, político e econômico que vivemos, percebo uma apatia sem precedentes. Parecemos cães que rosnam e latem sinalizando desconforto, mas não rompemos com o que nos causa incômodo. Acabamos nos conformando com o pouco que julgamos ou acreditamos possuir.
O conformismo é a arte de se amoldar, de não reagir e receber passivamente as dificuldades.
Inconformismo, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, significa atitude ou comportamento de oposição aos hábitos e normas dominantes numa determinada conjuntura social. Em outras palavras, pessoas positivamente inconformadas são aquelas que estão dispostas a quebrarem padrões que resistem ao desenvolvimento e à inventividade. Essa capacidade de não se acomodar é um diferencial crucial para quem deseja viver além da mediocridade. 
É fácil identificar um conformista. Ele acredita que todas as coisas são obras do destino e que é vítima do destino ou do passado. O conformista sempre tem justificativa e nunca duvida daquilo que o limita; é o rei das desculpas.
Sempre questionei muito acerca da vida, das pessoas, dos sentimentos, das emoções... E sempre houve alguém que me dissesse: “Você pensa demais, pondera demais...”.
A verdade é que nunca deixei de pensar “demais” e, hoje, me pergunto quantos de nós vivemos uma vida de conformismo, acreditando que a situação atual jamais melhorará.
Se olharmos a diversidade de culturas e sociedades em nosso entorno, perceberemos que existe uma “zona de conforto” comum a muitas delas. Ela ocorre quando nos conformamos com tudo o que acontece de normal, anormal e até de ilícito no mundo em que vivemos. Muitas vezes, nos submetemos a um modelo determinado por um grupo da sociedade que dita aos demais cidadãos um padrão de vida que eles julgam que é certo e normal.
Ao nos conformarmos com os padrões do mundo, abrimos mão do nosso senso crítico, de nossa capacidade de pensar e julgar, pois, por ser comum a todos, torna-se um modo de viver mais fácil. Corremos menos riscos, pois ninguém vai rir de você, te achar estranho ou te condenar, pois você é comum.
Questiono-me: “Será possível que estejamos condicionados por uma espécie de seleção cultural que nos condena ao conformismo e a imbecilidade?”.
Este conformismo também é chamado de alienação, pois, conformados, não tomamos atitudes para com o certo ou contra o errado. É uma neutralidade que reprime, amordaça o senso crítico e o transforma em algo chamado de senso comum.
O certo é que, perante qualquer uma das situações, é necessário agirmos. O espírito de mudança deve agir como areia que se insere nas engrenagens: pode obstruir os mecanismos, romper processos e alterar caminhos.
Atribui-se a Martin Luther King uma frase valorosa: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. É perfeita para esse momento! É sob o silêncio conivente dos decentes que alguns dos maiores crimes acabam sendo praticados. Quando os bons se calam, os maus triunfam. (Nossso Grifo).
O que sugiro é que olhemos a nossa volta e repensemos sobre o nosso papel na sociedade, na vida, no seio familiar. Que importância atribuímos aos outros, aos padrões ou a nós mesmos?
Ser inconformado exigirá um preço de quem decide viver nessa dimensão, porém, a recompensa está em ser livre para pensar, ousar e experimentar sempre o novo.
“O objetivo fundamental dos sonhos não é o sucesso, mas nos livrar do fantasma do conformismo” (Augusto Cury).

Nota da redação deste Blog - Caros     leitores, ao adentrar no meu companheiro de décadas, a primeira coisa que encontrei foi esse artigo que resolvi transcrever.
Ontem publiquei uma matéria que me fez refletir, pensar e pesquisar.
Há dias atrás ou mesmo mês, vários leitores tiveram a coragem de trazer ao meu conhecimento que o suposto  " intocável "   havia encontrado uma forma mágica de calar minha boca, de fazer eu deixar de publicar os seus desmandos administrativos.
Mesmo eu não tendo que dar satisfação a ninguém a respeito do meu modo de agir, já que certo ou errado é um problema íntimo meu, de certa forma o grande número de leitores deste Blog sempre mereceram e merecem todo o meu respeito, e queira ao não fica parecendo que aceitei o cala boca.
Considerando que   “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”, resolvi continuar publicando  através de " metáfora".

Em destaque

Quando a religião entra na disputa eleitoral é um sinal de que está tudo errado

Publicado em 30 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Reta final entra numa zona mais delicada Pedro d...

Mais visitadas