
Em uma simulação bipolar, Bolsonaro tenta consertar o que está quebrado
Guilherme Mazui
G1
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Um dia após discursar em ato que pedia intervenção militar, o presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta segunda-feira, dia 20, o Supremo e o Congresso “abertos e transparentes”.
Bolsonaro deu a declaração na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada. Ele parou para falar com jornalistas sobre temas como a crise do coronavírus e sobre a participação no ato deste domingo.
FECHAMENTO DO STF – Nesse momento, um dos apoiadores do presidente, que acompanham a saída dele do palácio todas as manhãs, gritou uma frase a favor do fechamento do Supremo. Bolsonaro advertiu o apoiador: “Sem essa conversa de fechar. Aqui não tem que fechar nada, dá licença aí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição brasileira. E aqui é minha casa, é a tua casa. Então, peço por favor que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente”, afirmou Bolsonaro
O presidente afirmou ainda que a pauta do ato do domingo era a volta ao trabalho e a ida do povo para a rua. Bolsonaro defende o relaxamento das medidas de isolamento social contra o coronavírus “O povo na rua, dia do Exército, volta ao trabalho. É isso”, disse.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro não muda a sua estratégia. Diante de milhares de pessoas fala uma coisa, rubrica um discurso de apoio a um protesto que tinha estampado em diversas faixas e ratificado pelos brados incessantes pela intervenção militar, e um dia depois nega tudo. Não tem credibilidade. Joga álcool para os incendiários brincarem e depois lava as mãos. Não é a primeira vez que em uma simulação de bipolaridade tenta consertar o que está quebrado. Enche a boca para dizer que é o presidente, o dono do poder (?), mas não age como tal. Em um período em que a população precisa de soluções para uma pandemia, em que o mundo todo parou, Bolsonaro faz questão de sair pela tangente, insuflar ainda mais uma multidão que parece viver à parte da realidade. Enquanto muitos lutam pela vida nos hospitais tentando sobreviver à doença, outros tantos se esfregam e se aglomeram torcendo para que a crise piore ainda mais. Contra a falta de sanidade, não vai ter argumento que resolva. (Marcelo Copelli)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro não muda a sua estratégia. Diante de milhares de pessoas fala uma coisa, rubrica um discurso de apoio a um protesto que tinha estampado em diversas faixas e ratificado pelos brados incessantes pela intervenção militar, e um dia depois nega tudo. Não tem credibilidade. Joga álcool para os incendiários brincarem e depois lava as mãos. Não é a primeira vez que em uma simulação de bipolaridade tenta consertar o que está quebrado. Enche a boca para dizer que é o presidente, o dono do poder (?), mas não age como tal. Em um período em que a população precisa de soluções para uma pandemia, em que o mundo todo parou, Bolsonaro faz questão de sair pela tangente, insuflar ainda mais uma multidão que parece viver à parte da realidade. Enquanto muitos lutam pela vida nos hospitais tentando sobreviver à doença, outros tantos se esfregam e se aglomeram torcendo para que a crise piore ainda mais. Contra a falta de sanidade, não vai ter argumento que resolva. (Marcelo Copelli)