quinta-feira, outubro 01, 2026

Lula agora propõe reformar o Supremo e limitar mandato de ministros



Viagens de Flávio e Vorcaro coincidem com pagamentos do filme de Bolsonaro


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Religião nas eleições com pitadas de meio ambiente

Religião nas eleições com pitadas de meio ambiente

Não tenho boas pesquisas de opinião para provar o argumento. Tenho uma percepção. Pode ser até mesmo uma crença, uma questão de fé…


Eu acredito que o tema do meio ambiente nos une. Não importa a coloração política ou a religião que você professa; em princípio, estamos irmanados na preocupação com a água que vamos beber, o ar que respiramos e a boa comida em nossos pratos.

A polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida, que agora domina o debate eleitoral, me fez lembrar de um exemplo em que a questão ambiental ajuda a unir mundos diferentes. Existe uma iniciativa inter religiosa para a proteção das florestas. Criada há sete anos por várias organizações não governamentais e a seção de meio ambiente das Nações Unidas, esta aliança tem colocado lado-a-lado pastores, padres, rabinos, pais-de-santo e pajés para discutir a proteção do meio ambiente, em especial da Amazônia.

Quem me contou os resultados desta iniciativa foi seu facilitador no Brasil, Carlos Vicente, engenheiro florestal acreano que por muitos anos foi um dos assessores mais próximos da ex-ministra do Meio Ambiente e atual candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva. Em muitas conferências nas quais nos encontramos, ele me relatou com um brilho nos olhos como estes líderes religiosos aparentemente tão distantes em seu dia a dia convergiam em uma visão sobre a importância de respeitar a vida e a sacralidade da natureza. 

Algo que Carlos destacou foi o profundo impacto que uma visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) causou a um pastor evangélico. A viagem à sede da instituição, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, ocorreu na época em que Bolsonaro e membros de seu governo, como o General Heleno e o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, atacavam o INPE. Os cientistas apenas faziam seu trabalho ao divulgar os dados que mostravam aumento do desmatamento. Depois de entender como funcionavam os sistemas de monitoramento, o pastor defendeu a proteção da Amazônia em um de seus sermões.

“A lembrança do que me contou Carlos Vicente em meio a este turbilhão que mistura Nossa Senhora com eleições me deu um pouco de esperança. Me confirmou algo que eu já havia sentido nas eleições de 2018 e logo no início do governo Bolsonaro, quando houve a crise das queimadas. O tema da Amazônia e do combate ao desmatamento é um caminho de diálogo com indecisos. Em conversas casuais, é difícil encontrar alguém que defenda abertamente derrubadas, poluição e maus-tratos aos animais.

Minha impressão se tornou então mais forte com o que aconteceu em 2019, logo após o fatídico dia 18 de agosto, quando a fumaça das queimadas na Amazônia transformou em noite uma tarde de São Paulo. Aquelas imagens, seguidas por investigações jornalísticas que mostraram uma articulação de produtores rurais para celebrarem um Dia do Fogo, gerou uma mobilização nacional e internacional frente aos descalabros da política anti-ambiental de Bolsonaro. 


Esta pressão da opinião pública fez com que Bolsonaro tivesse que recuar. Lembrem-se que o vice-presidente Hamilton Mourão foi designado para apaziguar os ânimos, fazendo a interlocução com parceiros históricos do Brasil nos investimentos em conservação, como a Alemanha e a Noruega. 


Enquanto o mundo estava cobrando o governo Bolsonaro, a questão ambiental e a Amazônia estavam também no centro da Igreja Católica. O Papa Francisco fez das mudanças climáticas e da proteção à Amazônia uma das principais marcas de seu pontificado. Realizou o primeiro encontro de bispos para propor uma ação conjunta com os povos indígenas, o Sínodo da Amazônia. Estendeu os braços aos melhores cientistas do mundo no tema. Os brasileiros Carlos Nobre, do INPE, e Ima Vieira, do Museu Emílio Goeldi, foram alguns dos que tiveram o ouvido atento de Francisco.


Por isso, não me parece aleatório que Flávio Bolsonaro tenha resolvido atacar a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para achar um culpado ao dano que lhe faz a polêmica da Nossa Senhora. Os bispos sempre estiveram antenados com a questão ambiental e suas campanhas, ao longo dos anos, destacaram temas como o direito à terra, a proteção das terras indígenas e contra a estatização do acesso à água. A CNBB sempre foi uma defensora do meio ambiente como algo primordial na conduta de uma instituição religiosa. 


Durante a presidência de Bolsonaro foram muitos os embates com a CNBB e outras alas da igreja católica, como a Comissão Pastoral da Terra e o Conselho Indigenista Missionário. Estes braços da igreja foram fiéis à sua missão e apontaram os desmantelamentos que estavam sendo promovidos por Bolsonaro. Assim como fez seu pai, Flávio ataca a CNBB pois sabe que ela será uma instituição que não deixará ocultas as maldades planejadas contra os territórios. 

Cientes de seu papel em defender “a Casa Comum”, os bispos da Região Norte 1 da CNBB, que inclui as dioceses do Amazonas e de Roraima, divulgaram no último dia 23 um comunicado para conclamar aos brasileiros que levem em consideração as questões socioambientais no momento do voto. “O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1, nos recorda que na Carta encíclica Laudato Sí, publicada em 2015, Papa Francisco defende que o cuidado com o meio ambiente é inseparável da justiça social, da dignidade humana e da vida em sociedade”, diz um dos trechos da carta aberta. 


Eu arrisco dizer que a Amazônia é tão icônica como uma santa. E não só para os brasileiros: o mundo venera a Amazônia. Infelizmente, e isso não é fake news, há muitos dispostos a destruir essa maravilha da natureza. Divina? Não sei. Aí, vai de cada um.



Um abraço,


Gustavo Faleiros

gustavo.faleiros@apublica.org

Colunista da Agência Pública

 

Kassio vai relatar novo pedido para anular condenação de Bolsonaro

 

Kassio vai relatar novo pedido para anular condenação de Bolsonaro

Por Redação

01/10/2026 às 11:25

Foto: Victor Piemonte/Arquivo/STF

Imagem de Kassio vai relatar novo pedido para anular condenação de Bolsonaro

Kassio Marques

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator de um novo pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os advogados pedem, em caráter liminar, a suspensão da prisão até o julgamento da ação. Nunes Marques ficou responsável pelo caso por já ser relator de uma primeira revisão criminal apresentada pela defesa no início deste ano. A informação é da CNN.

No pedido, a defesa solicita a anulação das decisões que deram origem às investigações no inquérito das fake news e, consequentemente, a invalidação das provas obtidas a partir delas e dos depoimentos colhidos desde maio de 2025. Os advogados também pedem a reabertura da fase de instrução, com prazo considerado adequado para análise dos dados brutos e sem utilização das provas que classificam como ilícitas.

A defesa utiliza como argumento discussões recentes do STF e da Procuradoria-Geral da República no Caso Master, especialmente sobre regras para abertura de investigações e acesso às provas. Os advogados também alegam cerceamento de defesa e apontam supostas falhas na coleta e preservação de dados digitais, incluindo mensagens do aplicativo Signal atribuídas a Mauro Cid e a ausência de arquivos originais de uma extração realizada no celular de Bolsonaro. Segundo a petição, essas circunstâncias impediriam a auditoria adequada das provas e colocariam em dúvida sua integridade.

Politica Livre

Desemprego bate “recorde” de baixa, mas 38,8 milhões seguem na informalidade


Quase 4 em cada 10 trabalhadores estão na informalidade

Débora Oliveira
CNN

O governo chega à semana da eleição com um resultado favorável para apresentar: o desemprego está em 5,3%, a menor taxa para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série do IBGE, em 2012. Mas a mesma pesquisa traz um número que ajuda a explicar por que a melhora do emprego pode não ter o mesmo peso para todos os eleitores. Quase 4 em cada 10 trabalhadores estão na informalidade. E essa diferença importa na reta final da campanha.

Conseguir uma ocupação pode mudar a vida de uma família. Ainda assim, ter trabalho não significa necessariamente receber o suficiente ou saber quanto dinheiro entrará no mês seguinte. É com esse desafio de conseguir renda e ter segurança que a baixa taxa de desemprego se torna limitada na hora de se transformar em satisfação política.

TENDÊNCIA – A informalidade passou de 37,3% no trimestre encerrado em maio para 37,5% no período de junho a agosto. São 38,8 milhões de trabalhadores nessa condição. A oscilação de 0,2 ponto percentual é pequena e consegue apontar uma tendência de piora. A proporção também permanece abaixo da registrada um ano antes. Porém, a preocupação está, principalmente, no tamanho do grupo que continua exposto à instabilidade.

Para quem trabalha sem carteira assinada ou por conta própria, sem um negócio formalizado, a renda pode depender dos serviços que aparecem naquela semana. Se os clientes somem ou uma doença impede o trabalho, desaparece também a principal fonte de sustento. O problema é que o aluguel e as prestações continuam vencendo, mesmo quando o dinheiro não entra.

PROTEÇÃO  – É importante lembrar que nem todo trabalhador informal ganha pouco. Mas, para muitos, a falta de proteção e a imprevisibilidade tornam mais difícil o planejamento para a vida. Na pesquisa, uma pessoa que começou a fazer trabalhos informais pode deixar de ser considerada desempregada. Só que, no cotidiano, ela pode continuar se sentindo insegura sobre como pagará as contas no mês seguinte.

Isso não diminui a melhora do emprego. O país alcançou o recorde de 103,5 milhões de pessoas trabalhando, com aumento de 774 mil em relação ao trimestre encerrado em maio. Construção e indústria foram os destaques. A ocupação cresceu mais do que o conjunto de pessoas trabalhando ou procurando uma vaga. Portanto, a queda do desemprego nesse período não se explica simplesmente pela desistência de procurar trabalho.

Só que para o bolso, o rendimento médio ficou em R$ 3.777, com ganho de poder de compra de 3,7% em relação a um ano antes, mas estável na comparação trimestral. Ou seja, há melhora em relação ao ano passado, mas sem avanço significativo de um trimestre para o outro. E essa média reúne pessoas com rendimentos muito diferentes.

MAIS OPORTUNIDADES – Para o governo, os números fortalecem o argumento de que a economia tem oferecido mais oportunidades. Para a oposição, a informalidade e a insegurança da renda abrem espaço para questionar a qualidade dessa melhora. E as duas leituras são correspondentes, sem que uma anule a outra.

Afinal, quem conseguiu emprego pode reconhecer uma mudança importante. Quem continua entre os 5,8 milhões de desempregados ou depende de serviços esporádicos pode ter outra percepção. Não é possível deduzir o voto a partir dessa pesquisa, mas ela ajuda a entender por que bons indicadores não produzem uma avaliação mais homogênea da economia.

PRESSÃO – Pensando no cenário de juros, também não há garantia de alívio rápido nas prestações. Mais gente trabalhando sustenta as compras das famílias. Se a oferta de produtos e serviços não acompanha essa procura, os preços podem sofrer pressão, exigindo cautela do Banco Central.

A renda média estável recomenda evitar diagnósticos de aceleração generalizada dos salários, mas o desemprego baixo, sozinho, não assegura cortes mais rápidos dos juros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Sinceramente, quem ainda pode continuar acreditando no IBGE, dirigido por um petista manipulador como Marcos Pochmann? O IBGE já foi considerado um dos melhores operadores de estatística do mundo, mas nos últimos anos caiu na vala comum do PT. (C.N.)

Toffoli apoia Mendonça sobre Nossa Senhora, divide o Supremo e irrita ministros


Toffoli foi o magistrado do TSE que mais votou com Mendonça

Bela Megale
O Globo

A sintonia de votos do ministro Dias Toffoli com os do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, no plenário da corte eleitoral tem irritado alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Levantamento ao qual os ministros tiveram acesso mostrou que, no período de fevereiro a agosto de 2026, Dias Toffoli foi o magistrado do TSE que mais votou com Mendonça no plenário da corte. Juntos, ambos foram os magistrados que menos votaram a favor das ações da campanha de Lula.

VOTOS FAVORÁVEIS – Em 21 votações concluídas no plenário do tribunal nesse período, os ministros Mendonça e Toffoli votaram favoravelmente à campanha petista em 12 ocasiões, o que representa cerca de 57% dos casos.

A ala do STF alinhada a Moraes avalia que o envolvimento de Toffoli no caso Master, do qual Mendonça foi relator, teria sido o motivo de aproximação entre ambos. No grupo de Moraes foi levantado o questionamento de que Mendonça não solicitou aprofundamento das investigações sobre Toffoli e Daniel Vorcaro.

Mensagens e documentos da Polícia Federal mostram vínculos que o magistrado teve com o ex-banqueiro, passando por negócios familiares em um resort no Paraná, encontros frequentes e viagens em aeronaves ligadas ao grupo de Vorcaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A bronca toda é porque Toffoli está vulnerável devido ao caso do resort e está evitando votar contra a lei. O ponto alto foi o apoio a Mendonça contra as fake news sobre Nossa Senhora, uma manobra eleitoral verdadeiramente sórdida e nefasta, não há a menor dúvida. Por mais que faça, porém, é claro que Toffoli jamais conseguirá limpar sua barra, como se dizia antigamente. (C.N.)

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