quarta-feira, agosto 20, 2025

Mário Negromonte Jr. diz que está “fora” da federação entre PP e União Brasil; na Bahia, comando fica com grupo de ACM Neto

 Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/Arquivo

O presidente do PP na Bahia, deputado federal Mário Negromonte Júnior19 de agosto de 2025 | 21:40

Mário Negromonte Jr. diz que está “fora” da federação entre PP e União Brasil; na Bahia, comando fica com grupo de ACM Neto

exclusivas

Presidente do PP na Bahia, o deputado federal Mário Negromonte Júnior disse na noite desta terça-feira (19), em conversa com este Política Livre, que está fora da federação formada entre o partido e o União Brasil. Na Bahia, o “casamento”, com duração mínima de quatro anos, será comandado por aliados do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).

A federação, batizada de União Progressista, realizou a primeira convenção na tarde de hoje, em Brasília. Mário Júnior se ausentou. Antes, os dois partidos realizaram, pela manhã, convenções em separado, nas quais aprovaram a aliança. Na ocasião, o PP também confirmou a manutenção do senador Ciro Nogueira (PI) como presidente nacional da sigla – neste caso, o comandante da legenda na Bahia esteve presente e se posicionou a favor.

“Não fui na convenção e nem farei parte da federação. Não estarei nesta composição. Todos sabem que fui contra desde o início. Agora, vou ouvir minhas bases e tomar uma decisão (sobre o futuro). Vou seguir trabalhando para fortalecer o PP, que é o meu partido. Mas estou fora da direção dessa federação”, declarou Mário Júnior ao site.

Questionado o motivo de ter apoiado a recondução de Ciro Nogueira, que foi o maior defensor da federação dentro do PP, Mário Júnior disse que respeita o trabalho do senador, que, no entanto, “defende umas coisas e eu defendo outras”.

O deputado baiano também defendeu que o PP mantenha os cargos que possui no governo Lula – Mário Júnior apoia o presidente Lula (PT) desde o pleito de 2022. “Essa posição é a mesma, inclusive, do ministro (do Esporte) André Fufuca (deputado federal licenciado pepista). Queremos autonomia”.

Na Bahia, Mário Júnior evitou cravar o apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas pregou que o PP tenha independência para definir os rumos da legenda em 2026 no Estado. “Sempre tivermos essa autonomia e independência na Bahia. Esperamos que isso continue. Sabemos que uma parcela do partido, a exemplo dos deputados estaduais e a maioria dos prefeitos, deseja caminhar com o governo”, lembrou o parlamentar, que articula para emplacar a esposa, a procuradora Camila Vasquez, como conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Indagado se pode sair do PP se não tiver a independência desejada, Mário Júnior ressaltou que “nada está descartado”, mas ponderou que nunca foi filiado a outro partido. “Ouvirei minhas bases, os correligionários, os amigos, a família, o meu pai (o ex-conselheiro do TCM e ex-deputado Mário Negromonte) para tomar uma decisão conjuntamente sobre o futuro”, concluiu.

Segundo informações vindas de Brasília, a federação na Bahia deve ser comandada pelo atual presidente do União Brasil no Estado, o deputado federal Paulo Azi. Entretanto, o deputado federal Arthur Maia (União) também pleiteia o posto.

Leia tambémPP e União selam aliança com palmas a Bolsonaro, fala de Tarcísio e pressão por saída do governo

Política Livre

Mercantilização da filosofia e derivados já se tornou um processo sem volta


Frases filosóficas de grandes pensadores e seus significados - SignificadosLuiz Felipe Pondé
Folha

Somos mesmo uma raça de desesperados, como diz o filósofo e sociólogo alemão Max Horkheimer no seu “Eclipse da Razão”. Fazemos qualquer negócio para aliviar esse desespero. Este se constitui numa das maiores commodities para a produção de conteúdo no mundo, sejam livros, cursos, palestras, programas de TV, engajamento em mídias sociais, políticas públicas, marketing, enfim, não sobra nada.

O campo da cultura que sempre cuidou desse desespero estrutural foi a religião. Grande parte das raízes das religiões repousa na solidão cósmica decorrente desse desespero —ou vice-versa. Freud já havia identificado no seu “Futuro de uma Ilusão” que a fonte da religião é o desamparo. Desespero, solidão, desamparo, medo, os motores dinâmicos e estruturais da alma. O resto é migalha e poeira.

DEUS E SOLIDÃO – A solidão cósmica alimenta quase tudo na história da cultura e da religião. Ter um Deus, deuses ou demônios —melhor um deus cruel do que a pura contingência— tem se mostrado essencial para nós, desde a pré-história. Ao longo do século 19 muitos desistiram desses deuses e passaram a adorar a história, a política, a ciência e, mais recentemente, os hormônios. Deram com os burros n’água. Acreditar em Deus ainda é mais elegante.

O mundo contemporâneo tem preguiça do transcendente. A fúria pela eficácia e por resultados matou o Deus transcendente. Agora, ou Deus é meu assessor de sucesso e meu consultor nas horas em que esse desespero estrutural vem à tona e inunda a minha ama ou o demito.

Essa morte de Deus o filósofo e filólogo Friedrich Nietzsche não podia ver claramente, porque a dinâmica da boçalidade moderna ainda não estava plenamente instalada em nossa alma. Deus hoje é um dos nossos “colaboradores”. Desde a cruz, Jesus Cristo deve ser meu “coach”.

SÉCULO 21 – Com o final do século 20 e adentrando já a antessala do coração do século 21, cada vez fica mais claro que não haverá lugar para uma filosofia —e derivados, porque todo o conhecimento é uma derivação da arte filosófica— que não seja de cepa autoajuda ou motivacional.

O “homem psicológico” de Philip Rieff se transformou no homem motivacional. A “cultura do narcisismo” de Christopher Lasch se vestiu com o manto da autoajuda. E não há saída para esse cataclisma da inteligência, porque a única outra opção de cultura do pensamento é o lixo da esquerda.

A política não salva nada, quando funciona, apenas consegue evitar a erupção vulcânica que é a psicose estrutural do sapiens.

SEM VOLTA – A mercantilização da filosofia e derivados é um processo sem volta porque todo mundo tem que agradar ao público para pagar boletos. E a vida intelectual fora do mercado é um ninho de ratos. E, no mercado, a vida intelectual é um enxame de hienas e chacais, como diria o príncipe de Salinas do livro “O Leopardo”, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, acerca da revolução social moderna.

Apesar de a análise da commoditização do pensamento ser consistente e indiscutível, para além dela, ou melhor, antes dela, persiste o desespero como substância da condição humana. Da religião ao discurso motivacional, não saímos da mesma rota do medo, do desamparo, da solidão.

Por isso eu disse aqui que o desespero dinâmico e estrutural da condição humana no século 21 se tornará uma commodity, assim como a saúde mental. Daí que a tendência dos profissionais da saúde mental é ou assimilarem a “política como a verdadeira clínica” — e se fazerem uns chatos ideológicos — ou se tornarem profissionais da cultura motivacional, mesmo que sob o manto de um discurso que imita a ciência, que, por sua vez, não escapará desse vaticínio.

NOVA RELIGIÃO – O coração da “nova religião motivacional”, na qual Jesus se transforma num “colaborador na gestão da vida”, é a promessa de felicidade aqui e agora. Dane-se a vida eterna. Lembre a preguiça da transcendência. A felicidade eterna deve ser aqui e agora ou estou fora. A tendência à direita desse processo é inevitável porque há, essencialmente, um caráter empresarial nessa religião do mercado religioso. O empreendedorismo da fé veio para ficar.

Somos seres medicantes do acolhimento. Sempre fomos. A questão a se pensar é se haverá sobrevivência para a atividade originada na filosofia quando o filósofo, e seus derivados, devem pensar para agradar, engajar, seduzir, fidelizar, sendo todas categorias da ciência do marketing. Com a passagem das gerações e a vocação natural das novas à fé no marketing, alguma forma de inteligência sobreviverá?

Quando olho à minha volta, tenho dúvidas. A fúria da felicidade nos destrói a todos. Ninguém precisa da inteligência artificial para silenciar a inteligência.

 

Governo Trump rebate ato de Dino no STF e chama Moraes de ‘tóxico’


Entenda a decisão de Flávio Dino que suspende efeitos da Lei Magnistky no Brasil

Dino pensou ter blindado Moraes, mas não deu certo

Jamil Chade
do UOL

Numa mensagem nas redes sociais, o Departamento de Estado norte-americano rebateu uma decisão adotada nesta segunda-feira pelo STF e alertou que “Alexandre de Mores é toxico para todas as empresas e indivíduos legítimos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”.

“Nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar as sanções dos Estados Unidos ou poupar alguém das graves consequências de violá-las”, afirmou o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.

“Os cidadãos americanos estão proibidos de realizar transações com ele e os não cidadãos americanos devem agir com cautela: aqueles que fornecem apoio material a violadores dos direitos humanos correm o risco de sofrer sanções”, completou.

DECIDIU DINO… – Mais cedo, o ministro Flávio Dino determinou que brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras tomadas por atos que tenham sido realizados no Brasil. Ele não cita Moraes e nem a Lei Magnitsky, que foi adotada contra o ministro.

Mas sua decisão equivocada foi vista como um recado aos americanos e uma tentativa de impedir que as decisões de Washington possam ser aplicadas no Brasil.

No início do mês, Moraes foi alvo da Lei Magnitsky, criada nos EUA para congelar os bens e vistos de violadores de direitos humanos. O governo Trump alega que o ministro brasileiro deve ser alvo da sanção por sua atuação contra as plataformas digitais nos EUA e contra Jair Bolsonaro. Entre as ações está a punição a qualquer banco que mantenha contas ou transações financeiras do ministro.

SEM EFEITO? – Dino, porém, usou um pedido do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) contra a iniciativa de municípios brasileiros de recorrer à Justiça de outros países. Isso seria uma resposta às ações de cidades afetadas por desastres, como Mariana.

Ao tentar blindar Moraes, o ministro do STF afirmou que essas ordens de governos estrangeiros não têm efeito no Brasil. Salvo se forem homologadas pelo Supremo.

Segundo ele, “leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a: a) pessoas naturais por atos em território brasileiro; b) relações jurídicas aqui celebradas; c) bens aqui situados, depositados, guardados; e d) empresas que aqui atuem”.

ERRO FATAL – Segundo a decisão de Dino, “decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil mediante a devida homologação”.

O ministro ainda alerta que qualquer violação “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro”.

Mas foi um erro fatal de Dino, porque não muda nada nem resolve o problema de quem já foi atingido pela Lei Magnitsky, como Alexandre de Moraes e o próprio Flávio Dino.

Mercantilização d  

Entenda a decisão de Flávio Dino que suspende efeitos da Lei Magnistky no Brasil

Dino pensou ter blindado Moraes, mas não deu certo

Jamil Chade
do UOL

Numa mensagem nas redes sociais, o Departamento de Estado norte-americano rebateu uma decisão adotada nesta segunda-feira pelo STF e alertou que “Alexandre de Mores é toxico para todas as empresas e indivíduos legítimos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”.

“Nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar as sanções dos Estados Unidos ou poupar alguém das graves consequências de violá-las”, afirmou o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.

“Os cidadãos americanos estão proibidos de realizar transações com ele e os não cidadãos americanos devem agir com cautela: aqueles que fornecem apoio material a violadores dos direitos humanos correm o risco de sofrer sanções”, completou.

DECIDIU DINO… – Mais cedo, o ministro Flávio Dino determinou que brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras tomadas por atos que tenham sido realizados no Brasil. Ele não cita Moraes e nem a Lei Magnitsky, que foi adotada contra o ministro.

Mas sua decisão equivocada foi vista como um recado aos americanos e uma tentativa de impedir que as decisões de Washington possam ser aplicadas no Brasil.

No início do mês, Moraes foi alvo da Lei Magnitsky, criada nos EUA para congelar os bens e vistos de violadores de direitos humanos. O governo Trump alega que o ministro brasileiro deve ser alvo da sanção por sua atuação contra as plataformas digitais nos EUA e contra Jair Bolsonaro. Entre as ações está a punição a qualquer banco que mantenha contas ou transações financeiras do ministro.

SEM EFEITO? – Dino, porém, usou um pedido do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) contra a iniciativa de municípios brasileiros de recorrer à Justiça de outros países. Isso seria uma resposta às ações de cidades afetadas por desastres, como Mariana.

Ao tentar blindar Moraes, o ministro do STF afirmou que essas ordens de governos estrangeiros não têm efeito no Brasil. Salvo se forem homologadas pelo Supremo.

Segundo ele, “leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a: a) pessoas naturais por atos em território brasileiro; b) relações jurídicas aqui celebradas; c) bens aqui situados, depositados, guardados; e d) empresas que aqui atuem”.

ERRO FATAL – Segundo a decisão de Dino, “decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil mediante a devida homologação”.

O ministro ainda alerta que qualquer violação “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro”.

Mas foi um erro fatal de Dino, porque não muda nada nem resolve o problema de quem já foi atingido pela Lei Magnitsky, como Alexandre de Moraes e o próprio Flávio Dino.

Nota da redação deste Blog - Veja isso:

Atenção MPSE, Procon e MEC! UNIP: venda casada e diploma após 6 meses

 em 20 ago, 2025 3:25

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
          “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alunos e familiares de formandos da Universidade Paulista – UNIP, unidade de Aracaju, pediram socorro para tornar de conhecimento público a postura grave da universidade em Sergipe. As autoridades sergipanas – principalmente as fiscalizadoras – saberão agora da conduta adotada da UNIP em Aracaju, pela forma que vem tratando os acadêmicos do curso de Enfermagem ao concluírem a graduação, especificamente em relação à futura colação de grau das turmas e entrega do diploma.

A universidade, ao invés de cumprir seu dever legal de garantir o regular andamento da solenidade oficial, informou que não participará do evento e não enviará representante institucional, sob a justificativa de que os alunos não contrataram a empresa indicada pela própria UNIP para organizar a cerimônia. É importante destacar que mesmo sendo a empresa indicada pela instituição, todos os custos são de responsabilidade dos alunos.

Gravemente, foi também informado aos formandos que os professores da instituição estão impedidos de participar da colação de grau, exclusivamente pelo fato de o evento não ter sido contratado junto à empresa de eventos indicada pela universidade. Essa postura, além de punitiva e discriminatória, compromete o caráter solene e simbólico do momento, prejudicando a presença de docentes que foram parte fundamental da formação dos alunos.

A colação de grau é ato acadêmico oficial, cuja realização exige a presença de representante legal da instituição, independentemente de quem organize ou custeie o evento. Assim, a postura da UNIP, ao condicionar a participação institucional e docentes à contratação de um serviço terceirizado específico, configura prática abusiva e pode se enquadrar como “venda casada”, vedada pelo artigo 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor, além de afrontar normas do Ministério da Educação.

O prejuízo aos formandos se agrava diante da informação de que os diplomas somente serão emitidos em no mínimo, seis meses após a conclusão do curso, o que impede que muitos egressos ingressem imediatamente no mercado de trabalho, causando danos profissionais e financeiros significativos.

Por todo o exposto, É NECESSÁRIA A IMEDIATA intervenção dos órgãos competentes, como o Ministério Público, Procon e Ministério da Educação, para garantir que a Universidade Paulista -UNIP, unidade de Aracaju (SE), cumpra seu dever legal de realizar a entrega tempestiva dos diplomas, preservando o direito e a dignidade dos estudantes.

Pode isso Arnaldo? Presidente OAB/SE dizer que demora no TRF-5 para julgar recurso em defesa da eleição direta “frustra a expectativa da classe”? Já que a demora é prejudicial, faça a eleição da forma como sempre foi totalmente direta e legal sem questionamentos na justiça Ontem, 19, mais uma vez estava do Tribunal Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife/PE, o processo que pede o retorno da eleição direta para a lista sêxtupla que definirá o novo desembargador do TJSE através do quinto constitucional. E mais uma vez foi pedido vistas por um dos votantes. Até aí nada de novo, mas o presidente da OAB/SE, Danniel Costa, de imediato, disse que a situação “é prejudicial e frustra a expectativa da classe por u desfecho célere e justo”. E se o desfecho não for como ele deseja? Se o TRF-5 atender ao pedido do advogado Aurélio Belém e pedir que a escolha do novo desembargador seja pela lista sêxtupla eleita diretamente como sempre foi? Ele será célere para cumprir a decisão? É esperar e cobrar a coerência.

Novela do Quinto Constitucional: entre a vaidade e a responsabilidade. Por Fausto Leite. “Mais uma vez, a advocacia sergipana assiste a um espetáculo embaraçoso em torno do Quinto Constitucional. O julgamento no TRF5 foi adiado novamente, e o presidente da OAB/SE, Danniel Costa, correu para os microfones no mesmo dia, acusando “interesses alheios” como se fosse o guardião da moralidade. Mas esqueceu de admitir o detalhe central: o atraso nasce da própria teimosia dele em bancar regras tão questionáveis quanto frágeis, que não resistiriam a um semestre de faculdade. É a velha arte de apontar o dedo para fora quando o problema está no espelho”. Aqui todo artigo:https://faustoleite.com.br/novela-do-quinto-constitucional-entre-a-vaidade-e-a-responsabilidade/


https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/atencao-mpse-procon-e-mec-unip-aju-venda-casada-e-diploma-apos-6-meses/

Falso financiamento lidera casos na Delegacia de Defesa do Consumidor

  Em apenas 4 meses de funcionamento, unidade especializada registrou 14 inquéritos com indiciamento por crimes contra relações de consumo.

(Foto: SSP)

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica (Decon) instaurou 14 inquéritos policiais contra fraudes e práticas abusivas em torno das relações de consumo em Sergipe. A informação foi divulgada pela Secretária de Segurança Pública (SSP) nesta terça-feira, 19.

Segundo o órgão, todos os procedimentos resultaram em indiciamentos, inclusive com robustez de provas colhidas pelas equipes da Decon. Entre os casos mais registrados na unidade, está o golpe do financiamento, em que o consumidor, acreditando que irá receber o bem em um prazo de até cinco dias, acaba adquirindo uma carta de consórcio. Ao todo, mais de três empresas foram localizadas por realizar esta prática.

Conforme a delegada Georlize Teles, titular da Decon, no âmbito das investigações em torno da prática do falso financiamento, a unidade policial já realizou, em Aracaju, uma operação para cumprimento de decisões judiciais de busca e apreensão. “Essa operação foi desencadeada com a finalidade de colher elementos que instruíssem o procedimento policial. Diversas vítimas apareceram para comunicar o crime, e identificamos que são várias empresas cometendo essa prática aqui na capital”, ressaltou.

Outros crimes recorrentes

Além dos casos ligados ao falso financiamento, Georlize Teles elencou ainda ocorrências de propaganda enganosa e a venda de produtos inservíveis ao consumo humano. “Então, outras denúncias chegam até nós, e toda a notícia-crime que chega à Decon é apurada. Ao todo, somamos 14 inquéritos já instaurados pela Decon e estamos com mais investigações em curso aqui na unidade policial”, evidenciou a delegada.

Vendas on-line

Ainda no âmbito das ações desenvolvidas pela Decon, estão situações envolvendo golpes cometidos com o uso das redes sociais — como por exemplo, preços muito abaixo daqueles praticados no mercado. “O golpe pelas redes sociais é muito mais elaborado, e eu tenho orientado aos consumidores que preços muito abaixo precisam de uma atenção maior. Não compre na pressa e observe todos os detalhes”, orientou Georlize Teles.

Denúncias

Para a continuidade do trabalho desenvolvido pela unidade policial na proteção do consumidor, é essencial que os casos sejam denunciados à Decom, por meio do registro do boletim de ocorrência – a unidade fica localizada na rua Divina Pastora, nº 1.134, no bairro Getúlio Vargas, na região central de Aracaju.

Além da comunicação formal das ocorrências de crimes contra o consumidor, outras informações que possam subsidiar as apurações policiais também podem ser fornecidas à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica pelo Disque-Denúncia, no telefone 181.

Com informações da SSP

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Prefeitura e MPE firmam acordo que prevê regras para eventos na Orla

 O objetivo é equilibrar a promoção de atividades culturais e turísticas com o bem-estar dos moradores da região.

O objetivo é equilibrar a promoção de atividades culturais e turísticas com o bem-estar dos moradores da região (Foto: PMA)

A Prefeitura de Aracaju e o Ministério Público de Sergipe (MP/SE) firmaram nesta segunda-feira, 18, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece regras para o controle da poluição sonora em eventos realizados na Orla da Atalaia. O objetivo é equilibrar a promoção de atividades culturais e turísticas com o bem-estar dos moradores da região.

O acordo foi assinado pela prefeita Emília Corrêa (PL) e pelo presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj, responsável pela fiscalização das novas regras.

Pelo TAC, os eventos na Orla poderão ocorrer até 1h da manhã de domingo a quinta-feira, e até 3h nas sextas, sábados e vésperas de feriado, com duração máxima de 12 horas de uso de som. Não haverá restrição para o horário de início. Esses critérios valem até o fim de 2025 e serão reavaliados em fevereiro de 2026, podendo sofrer ajustes.

 Limite de dois eventos por mês em cada espaço da Orla, como a Praça de Eventos, Espaço dos Arcos, estacionamentos do Havaizinho e da Cinelândia, Arena de Shows e demais áreas entre a Cinelândia e a Orla Zé Peixe;

– A posição do palco e das caixas de som deverá seguir avaliação técnica de engenheiro, com a proibição de direcionar som para áreas residenciais, salvo exceções autorizadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema);

– A partir de maio de 2026, haverá fiscalização sonora obrigatória da Sema em todos os eventos.

O descumprimento das normas poderá gerar multa diária de R$ 5 mil e suspensão de eventos. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.

Durante a solenidade de assinatura, a prefeita destacou o caráter consensual e institucional do acordo. Já a promotora de Justiça Ana Paula Machado frisou que o TAC foi construído em diálogo com o setor produtivo, buscando garantir o respeito à legislação e à qualidade de vida da população.

por João Paulo Schneider 

Com informações da PMA

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Nota da redação deste Blig ´

O Exemplo de Aracaju e o Silêncio em Jeremoabo: O Desafio da Poluição Sonora

Enquanto algumas cidades buscam soluções inteligentes e equilibradas para seus problemas, outras parecem ignorar o óbvio. Na segunda-feira, 18 de agosto, a Prefeitura de Aracaju e o Ministério Público de Sergipe (MP/SE) firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para controlar a poluição sonora na Orla da Atalaia. O objetivo é claro: equilibrar a realização de eventos culturais e turísticos com o bem-estar dos moradores, garantindo que o lazer de uns não se torne um transtorno para outros.

O TAC de Aracaju é um exemplo de como o diálogo entre o poder público e os órgãos fiscalizadores pode resultar em ações concretas e benéficas para a população. A medida demonstra um compromisso com a qualidade de vida e com o respeito às leis, estabelecendo regras claras para o uso do espaço público.

Enquanto isso, em Jeremoabo, a realidade é bem diferente. A poluição sonora grassa a revelia na praça do Forró e em outros pontos da cidade, sem que ninguém tome providências. A falta de fiscalização e de regulamentação permite que o som alto prejudique o descanso dos moradores, afete a saúde e cause um incômodo generalizado.

O contraste entre as duas cidades é gritante. Enquanto Aracaju age para solucionar um problema crônico, Jeremoabo permanece em silêncio. A inércia da gestão pública e a falta de ação dos órgãos de controle em Jeremoabo demonstram um descaso com a população e com o direito de cada um ao sossego.



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