terça-feira, agosto 19, 2025

Com a reunião no Alasca, Trump conseguiu fortalecer Putin e enfraquecer a Ucrânia

Publicado em 18 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

After meeting Putin, Trump pivots on need for a ceasefire : NPR

Em matéria de enganação, ninguém supera Trump

Caio Junqueira
da CNN

Nesta sexta-feira (15), o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a condição do líder russo, Vladimir Putin, de pária internacional a líder global. Eles chegaram juntos em uma limusine, sob salvas militares e com direito a tapete vermelho, para uma reunião restrita de três horas. 

Nos dez minutos de declaração que concederam após o encontro a portas fechadas, ficou claro que a guerra da Ucrânia não foi resolvida, mas expôs a nova relação dos Estados Unidos com a Rússia. Com isso, a nova posição de Putin no mundo se consolidou.

PARCERIA  VITAL – Putin e Trump buscam uma aliança econômica entre os dois países, tendo por base parcerias em questões estratégicas como tecnologia e poderio nuclear.

No entanto, o ponto principal é a reconfiguração geoeconômica do mundo, que passaria a ser dividido em áreas de influência controladas pelos dois países e a China, desfazendo de vez a ordem do pós-guerra baseada em regras.

Isso consolidaria uma nova ordem mundial baseada na força e aumentaria o risco de subjugação para quem não se incorporar a ela.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Não houve o menor avanço em relação à guerra na Ucrânia, muito pelo contrário. O que aconteceu foi um retrocesso, com o presidente ucraniano Zelenski dizendo que pode ceder terras à Rússia, em troca da paz. E agora fica claro que o russo Putin sabe que pode contar com Trump, enquanto a China fica sozinha e atônita. E quem é capaz de entender uma maluquice dessas? (C.N.)

Publicado em  3 Comentários | 

Com vários meses de atraso, Congresso instala nesta semana a CPMI do INSS


Alcolumbre e Motta celebram escolha de novo Papa: 'Continuar legado de Francisco', diz presidente da Câmara

Motta e Alcolumbre fizeram de tudo para atrasar a CPMI

Mateus Salomão e Emilly Behnke,
da CNN

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) criada para investigar fraudes ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) será instalada nesta semana. A primeira sessão, ainda sem data marcada, confirmará os nomes do senador Omar Aziz (PSD-AM) na presidência e do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) na relatoria. A criação de colegiado parlamentar para investigar o esquema bilionário de descontos a aposentadorias e pensões foi encampada pela oposição no Congresso Nacional.

Ainda que a criação da CPMI tenha sido formalizada em junho, estava pendente a nomeação dos membros e instalação. A espera chega ao fim nesta semana.

IMPRETERIVELMENTE – O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que há um compromisso entre ele e o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) para que a CPMI seja instalada esta semana “impreterivelmente”.

A nomeação de relator pelo presidente Hugo Motta, da Câmara dos Deputados, cumpriu etapa essencial à instalação. O escolhido foi Ricardo Ayres (Republicanos-PB), nome que atende à expectativa da escolha de um relator com habilidade para lidar com a esquerda e com a direita.

Ayres se comprometeu a conduzir um trabalho técnico, imparcial e transparente. “Nosso compromisso é apurar com rigor todas as denúncias de irregularidades que possam ter prejudicado aposentados e pensionistas, garantindo que os culpados respondam pelo que fizeram e que os direitos de cada beneficiário sejam preservados”, escreveu nas redes sociais após a nomeação.

60 PARLAMENTARES – A comissão será composta por 15 deputados e 15 senadores titulares e igual número de suplentes. Os líderes partidários, entretanto, ainda fecham a lista com os escalados para compor o colegiado. As indicações devem respeitar o princípio da proporcionalidade partidária, ou seja, os maiores blocos e partidos têm direito a mais vagas.

O esquema de descontos ilegais na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas foi revelado em abril após operação da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

No total, as entidades teriam cobrado de aposentados e pensionistas um valor estimado de R$ 6,3 bilhões, entre os anos de 2019 e 2024.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A abertura da CPMI foi anunciada tantas vezes que ninguém acreditava mais. Lula está furioso, porque um dos principais investigados é seu irmão mais velho, conhecido como “Frei Chico”, que é vice-presidente de um dos sindicatos envolvidos no desvio de recursos de aposentados e pensionistas da Previdência Social. E não é a primeira vez que fazem isso. Os petistas parecem que são viciados nessa modalidade de corrupção, que levou há alguns anos levou à cadeia o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, que então era marido de Gleisi Hoffmann(C.N.)

Publicado em  10 Comentários | 

Moraes ao Washington Post: “A investigação do golpe vai seguir até o fim”

Publicado em 18 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

A imagem mostra um homem em primeiro plano, com uma expressão séria, em um evento. Ele está vestido com um terno escuro e uma gravata azul. Ao fundo, há um pano vermelho que serve como cenário. A imagem é focada no homem, enquanto outras pessoas estão desfocadas ao redor, sugerindo que ele está em uma situação de destaque ou atenção.Terrence McCoy e Marina Dias
The Washington Post

O juiz permitiu a si mesmo um momento de relaxamento. Seu amado time de futebol Corinthians estava jogando na televisão. O jogo não estava bom, disse ele, mas era uma distração útil – das sanções dos Estados Unidos contra ele, das provocações de Elon Musk e das tarifas impostas ao Brasil pelo presidente Donald Trump em resposta direta ao seu trabalho.

O breve devaneio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não durou muito. Seu telefone começou a receber várias mensagens. Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente brasileiro que aguarda julgamento no mês que vem sob a acusação de liderar uma conspiração golpista violenta, parecia ter desobedecido a uma ordem de Moraes que o proibia de usar as redes sociais. O juiz agiu imediatamente, ordenando que o político conservador mais popular do País fosse colocado em prisão domiciliar.

REGRAS DE CONDUTA – O episódio, relatado pelo juiz em entrevista exclusiva ao The Washington Post, foi emblemático das regras de conduta de Moraes, que regeram sua carreira marcada por embates de alto risco com políticos e empresários poderosos: nunca ceder. Sempre intensificar.

Como um jovem promotor, ele enfrentou a Prefeitura de São Paulo em uma vasta investigação de corrupção. Como juiz da Suprema Corte do Brasil, ele tem entrado em conflito com Bolsonaro, Musk e outros expoentes da direita global. Agora, seu oponente não é outro senão o presidente dos Estados Unidos.

Descrevendo a relatoria de Moraes na ação penal contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e a campanha do juiz contra a desinformação online como um ataque à liberdade de expressão, Trump voltou toda a força econômica e diplomática dos Estados Unidos contra o Brasil. Ele impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e revogou o visto de Moraes para os Estados Unidos.

LEI MAGNITSKY – No final do mês passado, o Departamento do Tesouro tomou a medida extraordinária de sancioná-lo sob a Lei Magnitsky, que é tradicionalmente usada contra acusados de violações graves dos direitos humanos.

Mas o juiz não se deixou intimidar. “Não há a menor possibilidade de recuar nem um milímetro”, disse Moraes ao The Post em uma rara entrevista de uma hora em seu gabinete. “Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas e quem deve ser condenado será condenado, e quem deve ser absolvido será absolvido.”

Empoderado pela Suprema Corte para investigar ameaças digitais, verbais e físicas contra a ordem democrática do Brasil, Moraes tornou-se uma autoridade nacional e uma figura única no mundo: uma espécie de “xerife da democracia”. Seus decretos abrangentes repercutiram em todo o mundo, em sociedades cada vez mais polarizadas por debates sobre liberdade de expressão, tecnologia e o poder do Estado.

BRIGAS SUCESSIVAS – Ele suspendeu plataformas de mídia social, com destaque para o X (antigo Twitter), o que levou Elon Musk a chamá-lo de “Darth Vader do Brasil”. Ele ordenou a prisão de autoridades e destituiu, por decisão monocrática, o governador de Brasília depois que milhares de apoiadores de Bolsonaro invadiram a capital em 8 de janeiro de 2023. Agora, ao colocar Bolsonaro em prisão domiciliar e bloqueá-lo das redes sociais, ele efetivamente silenciou uma das figuras de direita mais reconhecidas do mundo.

“Estou triste com a deterioração da instituição”, disse Marco Aurélio Mello, que se aposentou do Supremo Tribunal Federal em 2021, após 31 anos. “A história é implacável”, continuou Mello. “Ela acerta as contas mais tarde.”

Aos olhos do governo dos Estados Unidos, Moraes é um vilão global. “Juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal”, afirmou o Secretário do Tesouro, Scott Bessent. “O rosto mundial da censura judicial”, nas palavras do diplomata Christopher Landau, número 2 do Departamento de Estado.

“É agradável passar por isso? É claro que não é agradável”, disse o juiz. Porém, segundo o magistrado, Brasil enfrentava forças poderosas que queriam destruir a democracia, e era seu trabalho impedi-las. ”Enquanto houver necessidade”, continuou, “a investigação continuará”.

AUTOCRACIA – Saboreando café dentro de seu gabinete repleto de livros, Moraes discordou. O Brasil havia sido infectado pela “doença” da autocracia, disse o juiz. E era seu trabalho aplicar a “vacina”. “De maneira alguma recuaremos do que devemos fazer,” afirmou Moraes. “Digo isso com total tranquilidade.”

Aos olhos do governo dos Estados Unidos, Moraes é um vilão global. “Juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal”, afirmou o Secretário do Tesouro, Scott Bessent. “O rosto mundial da censura judicial”, nas palavras do diplomata Christopher Landau, número 2 do Departamento de Estado.

À medida que suas investigações se multiplicavam e se expandiam, e a resistência aumentava online, Moraes enfrentou uma gama mais ampla de oponentes. Primeiro veio Musk, que no ano passado se recusou a cumprir as ordens de Moraes de remover contas do X que, segundo o juiz, ameaçavam a ordem democrática do Brasil. Em fevereiro, ele suspendeu o Rumble, uma plataforma popular entre conservadores que compartilha servidores com o Truth Social, depois que ela resistiu às ordens de remoção.

FORA DE CONTROLE – Os impasses aumentaram a visibilidade global de Moraes – e chamaram a atenção de Trump. A empresa de mídia social do presidente americano processou Moraes no início deste ano em um tribunal federal na Flórida, acusando-o de suprimir os direitos de liberdade de expressão dos usuários nos Estados Unidos.

“Este homem está fora de controle”, disse ao The Post o advogado Martin de Luca, que representa a Rumble e a Trump Media na queixa contra Moraes.

Pressionado sobre se detinha poder demais, Moraes rejeitou a ideia. Ele disse que seus colegas da Suprema Corte revisaram mais de 700 de suas ordens após recursos. “Você sabe quantas eu perdi?”, perguntou. “Nenhuma. E a investigação continuará”.


Quando o jornalista acerta a análise política, sente seu “dever cumprido”

Publicado em 18 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Moraes vota por responsabilizar redes sociais por conteúdo postado | Radioagência Nacional

‘Moraes vota por responsabilizar redes sociais por conteúdo postado

Vicente Limongi Netto

O carrancudo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi taxativo em entrevista ao famoso e respeitado jornal americano Washington Post, a respeito do futuro do réu Jair Bolsonaro, no julgamento na suprema corte, marcado para começar dia 2 de setembro.

Aspas para Moraes: Não existe possibilidade de recuar um milímetro. Faremos o que é certo”. Nessa linha, acredito que leitores atentos e exigentes da nossa Tribuna da Internet, recordam o que escrevi, na coluna do dia 19 de julho: “Moraes não cederá, porque ministro do supremo não erra. Nada indica que ministros do STF cederão aos caprichos de Trump”. “

OUTRAS NOTAS – Este veterano repórter prosseguiu argumentando, no mesmo artigo: “Moraes tem consciência, com base nos autos, contra Bolsonaro e o filho fujão,  que antes de tudo é preciso salientar para fariseus, que a soberania brasileira é intocável e precisa ser respeitada”.

Continuei escrevendo. Desta feita na coluna do dia primeiro de agosto, sempre na brava Tribuna da Internet, abri textualmente: “Trump é o maior e mais poderoso amigo do contra da família Bolsonaro”. Para evitar que as letras do meu teclado fiquem entediadas e chamadas por alguns de presunçosas e cabotinas, destaco o que o senhor jornalista Tales Faria, do valoroso Correio da Manhã, escreveu hoje, apenas hoje, 18 de agosto, tirando da cartola cores de quem descobriu nova vacina que salvará a humanidade: “Trump e Braga Neto prejudicam Bolsonaro”. 

CHEGADA A BRASÍLIA – Alma da Ana Dubeux é abençoada. Jornalista e cronista que atende aos clamores dos leitores. Jornalismo da Dubeux nasceu com a energia dos deuses. Não se abate. Procura oferecer soluções. Clareia questões obscuras. Textos de Ana Dubeux são carregados de emoções. Contribuem com energia positiva para o engrandecimento da profissão. Mesclados com o eterno desejo e esperanças de servir a coletividade.

Há 38 anos Dubeux trocou Pernambuco por Brasília. No coração, o pódio da eterna e marcante exortação do general romano Júlio Cesar: ” Vim, vi e venci”.  No artigo “O arriar das malas em Brasília” (Correio Braziliense – 17/08) a diretora de redação do Correio conta uma pouco da sua fulgurante odisseia, enfatizando, entre outras lembranças, “que jamais vou esquecer o dia que cheguei, porque senti que Brasília era meu novo lugar no mundo”.

Bolsonaristas preveem nova leva de sanções da Lei Magnitsky por Trump


Especialistas apontam chantagem de Trump em sanções contra o Brasil

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Malu Gaspar e Johanns Eller
O Globo

Aliados de Jair Bolsonaro que monitoram com lupa a articulação de retaliações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil, preveem que uma nova leva de sanções da Lei Magnitsky a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) só será deflagrada a partir de setembro. De acordo com esses bolsonaristas, vai depender das sinalizações do Congresso Nacional sobre a discussão de uma anistia aos presos do 8 de janeiro nas próximas duas emanas.

As medidas têm sido costuradas nos EUA pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo, que têm defendido nas redes a necessidade de o “sistema digerir” a ofensiva americana antes de iniciar uma nova leva de restrições. Como antecipamos no blog, Eduardo entregou à Casa Branca nesta semana um dossiê detalhando a repercussão política das sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

HÁ ESPAÇO – O prazo também leva em conta o cronograma do julgamento de Bolsonaro e aliados pela trama golpista contra a posse de Lula, que deve ser concluído no mês que vem. Segundo esse cálculo, há espaço para uma frente de sanções antes ainda de uma eventual condenação do ex-presidente, dada como certa até mesmo entre bolsonaristas.

 Trump classifica o processo como uma “caça às bruxas” e uma “execução política” contra o ex-presidente, e o utiliza como justificativa para o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.

Aliados de Eduardo e Figueiredo afirmaram à equipe do blog que a dupla seguirá acompanhando junto do governo americano as tratativas entre deputados e senadores pela inclusão da anistia na pauta do Congresso – o que, em última instância, poderia livrar Bolsonaro de cumprir pena –, bem como a pressão pela abertura de um processo de impeachment contra Moraes no Senado Federal, e ainda o comportamento de seus colegas nos bastidores do Supremo.

NOVAS SANÇÕES – O objetivo é verificar se a sanção do ministro via Magnitsky será suficiente para isolá-lo ou desgastar suficientemente seu apoio na Corte e no Legislativo. Se isso não ocorrer, novas sanções poderão vir.

Um acordo firmado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) que pôs fim ao motim da oposição na Casa, na semana passada, e foi firmado à revelia do atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), previa que seria dada prioridade na votação da anistia e do projeto que acaba com o foro privilegiado para parlamentares. Motta, porém, desautorizou o acordo em entrevista à GloboNews na última quinta e disse que não poderia validar um acerto do qual não participou.

O presidente da Câmara também jogou outro balde de água fria nas expectativas de bolsonarista ao declarar que não vê clima para uma “anistia ampla, geral e irrestrita”, nos exatos termos utilizados por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, sobretudo “para quem planejou matar pessoas” – uma referência ao plano de assassinato de Moraes, Lula e o então vice eleito Geraldo Alckmin, uma das bases da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os acusados na trama golpista.

SEM IMPEACHMENT – No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem a prerrogativa exclusiva de acatar ou engavetar pedidos de impeachment contra ministros do STF, já declarou que não tem a menor pretensão de colocar o tema em pauta.

A decisão de Moraes, que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro sem consultar a PGR e colegas do STF, no último dia 4, provocou críticas nos bastidores do Tribunal e levou os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes a pedirem que Moraes maneirasse suas decisões. Entretanto, seus aliados na Corte mantêm a defesa incondicional de seus atos, sem indicação de recuo ou desidratação do capital político de Moraes no Supremo.

Em outras palavras, é pouco provável que haja mudanças expressivas no cenário do Congresso e do STF, o que deve abrir caminho para novas retaliações americanas em setembro, caso prevaleça a previsão dos bolsonaristas. Entre os possíveis novos alvos estão Barroso, Gilmar e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

MOTTA E ALCOLUMBRE – Em entrevista à BBC Brasil na última quarta-feira, Eduardo reiterou que Hugo Motta e Davi Alcolumbre podem entrar na mira de Trump, o que ampliou a pressão sobre a cúpula do Congresso.

Não está descartada, porém, a inclusão de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, na lista da Magnitsky antes do prazo fatal de setembro. A eventual sanção dela, que é advogada e sócia de um importante escritório em São Paulo, é encarada nos EUA como um complemento às restrições impostas ao magistrado do Supremo no último dia 30.

Como publicamos no blog, ao punir Moraes, Washington deixou Viviane propositalmente de fora das chamadas sanções Ofac – sigla em inglês para Office of Foreign Assets Control, o Escritório de Controle de Ativos Externos do Departamento do Tesouro.

MARGEM DE MANOBRA – A estratégia, segundo interlocutores de Bolsonaro, seria manter uma margem de manobra para os EUA continuarem escalando as medidas contra o ministro e o próprio STF antes de mirar outros magistrados da Corte e demais autoridades do Judiciário, como Gonet. Além disso, a inclusão de apenas uma autoridade na lista de sancionados teria simplificado o processo. Por ser mulher do ministro, a legislação permite que ela seja implicada indiretamente pelas restrições financeiras, bem como outras pessoas próximas a ele.

A Lei Magnitsky prevê a punição de autoridades estrangeiras violadoras de direitos humanos através de restrições comparadas nos bastidores dos EUA a uma “pena de morte financeira”. Isso porque entre as restrições previstas para as sanções Ofac está a proibição de que empresas americanas realizem qualquer transação ou negociação com os sancionados – o que deverá prejudicar o acesso do ministro a cartões de crédito, bancos e até mesmo companhias aéreas.

A retaliação a um ministro do Supremo é inédita nas relações entre Washington e Brasília. Até a inclusão de Moraes na lista Ofac, a relação de sancionados

e armas.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Tarifas de importação são algo muito sério.
Quando este conceito se mistura a ilações meramente eleitoreiras, a coisa desanda e fica explosiva. A cada dia a situação se agrava, com provocações de lado a lado. Todos reclamam e ninguém tem razão. É duro de aturar.
 (C.N.)

Em destaque

Com volta do recesso, oito bancadas da Câmara ainda não definiram seus líderes

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

Mais visitadas