segunda-feira, julho 28, 2025

Senadores articulam nova manifestação de empresários dos EUA pedindo adiamento de tarifas do Brasil

 Foto: Divulgação/Nelsinho Trad

Comitiva de senadores brasileiros em reunião na Embaixada do Brasil em Washington28 de julho de 2025 | 19:16

Senadores articulam nova manifestação de empresários dos EUA pedindo adiamento de tarifas do Brasil

economia

O grupo de senadores brasileiros que está nos Estados Unidos nesta semana articula uma nova manifestação de empresários para pedir o adiamento das tarifas de 50% sobre produtos importados, previstas para entrar em vigor na sexta (1º).

Segundo o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que preside a comitiva de oito parlamentares, o assunto foi debatido durante reunião com representantes de diversos setores da economia nesta segunda-feira (28) em Washington.

A ideia é que a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, onde ocorreu o encontro entre senadores e empresários americanos, faça uma carta direcionada a autoridades dos EUA solicitando uma extensão ao prazo.

“Saiu uma sugestão de um manifesto, uma carta, solicitando a prorrogação desse caso, até porque a classe empresarial precisa de previsibilidade para poder se adequar, principalmente no caso de produtos perecíveis”, disse Trad, que também preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, a jornalistas.

“A gente sabe que isso é difícil [estender o prazo], mas o não nós já temos, vamos correr atrás do sim”, disse.

Em 15 de julho, a Câmara do Comércio americana, maior associação empresarial do país, já havia tratado publicamente do tema. Em nota assinada com a Amcham (Câmara Americana de Comércio no Brasil), fez um apelo pela negociação em torno das sobretaxas para evitar sua implementação em 1º de agosto. O órgão diz que 6.500 pequenas empresas seriam impactadas nos EUA.

“A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos”, afirmou a câmara.

Participaram da reunião desta segunda empresas que representam os setores petroleiro e de energia, farmacêutico, agro químico, siderúrgico, transporte e tecnologia.

Estão na lista das que se reuniram com os senadores: Cargill, Caterpilar, DHL, Exxon Mobil, Gilead Sciences, IBM, Johnson & Jonhson, Kimberly-Clark, Merck, Novelis, S&P Global, Shell Usa, The Dow Chemical, Company, TSEA e Vantive.

Segundo o senador Carlos Viana (Podemos-MG), também foi solicitada à Câmara de Comércio que ajude a intermediar uma conversa entre o presidente Donald Trump e Lula (PT) para avançar na negociação das tarifas.

A comitiva de senadores é presidida por Trad e formada por oito senadores, sendo dois ex-ministros de Jair Bolsonaro: Tereza Cristina (Agricultura) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

O grupo ainda tem o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), Carlos Viana (Podemos-MG), Rogério Carvalho (PT-SE), Esperidião Amin (PP-SC), e Fernando Farias (MDB-AL).

Mais cedo, os senadores tiveram reunião com integrantes do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

Leia também: Em Washington, Jaques Wagner diz acreditar não ser possível expandir prazo de tarifas

Julia Chaib/Folhapress

No eixo São Paulo/Brasília, um negócio que cheira mal envolve a Multilaser

Publicado em 28 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Vicente Limongi Netto

A Multilaser foi a grande vencedora do edital que o FNDE publicou em maio, para contratação de equipamentos eletrônicos que serão instalados em escolas públicas de todo o país. Uma contratação de R$ 153,5 milhões. Que traz de volta a questão sobre o Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Sr. Renato Feder, que é sócio da empresa e parente de outros sócios. 

O FNDE e a Sra. Leilane Mendes Barradas, a responsável pela publicação e execução do edital, precisam responder se o Sr. Renato Feder poderá fazer a contratação dos produtos de sua própria empresa.

Há também um outro problema, que pode ser mais grave – a Multilaser venceu o edital mesmo sem ter fornecido todas as certidões exigidas para a participação no certame. Inclusive a certidão que comprova o cumprimento das exigências de reserva de cargos para pessoa pessoas com deficiência.

DESPREZÍVEL – Bêbado e irresponsável, o juiz aposentado Fernando Augusto Fontes Rodrigues Junior, 61 anos, atropelou e matou, uma ciclista.  A tragédia causada pelo infame magistrado foi na cidade de Araçatuba, São Paulo. O patife saia da boate com uma mulher. Dentro do carro ela ficou nua, no colo dele. Foi quando o veículo começou a andar e atingiu a ciclista, Thais Bonatti. O asno pagou fiança de 40 mil reais e foi solto.

Mais um episódio degradante que vai para as estatísticas humilhantes dos cidadãos que não têm recursos para lutar pela justiça isenta. Brasileiros sem melhores chances de vida são presos e espancados por roubar mercado para dar algo de comer aos filhos. Outro é morto pelos seguranças porque roubou um chocolate.

O juiz calhorda e cretino Fernando Augusto é membro de uma justiça vergonhosa e ultrajante que protege marginais abonados e engomados. 

TRISTEZA EM CAMPO – Algo ruim entre o cerebral meia Ganso e o técnico Renato Gaúcho. É imperdoável Ganso ficar na reserva, estando em boa fase física, como está no momento.

A inteligência de atleta com as qualidades técnicas de Ganso supera a correria. Com Ganso em campo, o ânimo dos jogadores muda para melhor. O Fluminense desabando no brasileirão. A reação precisa ser urgente. Quarta já reinicia outra batalha, a Copa do Brasil.

Num ponto Renato Gaúcho tem razão: o Fluminense continua sendo prejudicado pela arbitragem e pelo Var. É o fim da picada. O Fluminense e o torcedores merecem e exigem respeito. 

GAZA AGONIZA – Mãos estendidas. Trêmulas. Quase esmagadas entre o sol avassalador. Nuvens parecem descer comovidas. A poeira, o choro entre empurrões e gritos. Latas, baldes, panelas misturam-se com vozes miúdas de rostos sujos e aflitos.

Crianças compõem o cenário dantesco da fome em Gaza. A sinfonia da dor, da sede, do desespero e da fome reflete a intolerância dos adultos. Quase impossível não entregar a alma ao desânimo, diante de tanta brutalidade. 

Nova Lei de Licitações: Mais Fiscalização e Responsabilidade na Gestão Pública

 

Nova Lei de Licitações: Mais Fiscalização e Responsabilidade na Gestão Pública

 A nova legislação trouxe uma nova vida e uma melhor estrutura para a fiscalização na administração pública, distribuindo responsabilidades e exigindo maior rigor no acompanhamento dos contratos.

Agora, a fiscalização dos prestadores de serviços é uma tarefa formalmente designada a um ou mais fiscais do contrato, que são representantes da administração pública. Esses fiscais são a linha de frente, responsáveis por acompanhar e fiscalizar a execução do contrato, garantindo que o serviço seja entregue exatamente conforme o estabelecido no acordo.


Detalhes Essenciais da Nova Fiscalização

A Lei nº 14.133/2021 detalha a atuação e as responsabilidades na fiscalização:

  • Fiscal do Contrato: É o agente público formalmente designado para a fiscalização direta. Ele deve estar atento a cada etapa da execução.

  • Acompanhamento e Registro: O fiscal tem o dever de acompanhar de perto o contrato, registrando todas as ocorrências – sejam elas positivas ou negativas – em relatórios detalhados. Ele também deve tomar as medidas necessárias para assegurar o cumprimento integral do que foi acordado.

  • Responsabilidade Ampliada: A nova lei reforça significativamente a responsabilidade dos agentes públicos envolvidos na fiscalização. Isso significa que há sanções claras para casos de negligência ou omissão, incentivando uma atuação mais proativa e comprometida.

  • Transparência e Controle Social: A legislação também incentiva a transparência, disponibilizando informações sobre os contratos em plataformas como o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). Essa medida permite o controle social, ou seja, a participação da própria população e de órgãos de controle externo na vigilância dos gastos públicos.

  • Gestor do Contrato: Além do fiscal, a lei prevê a figura do gestor do contrato. Enquanto o fiscal acompanha o dia a dia, o gestor é responsável por uma visão mais ampla, gerenciando o contrato e garantindo que todas as obrigações sejam cumpridas.

  • Apoio Técnico: Mesmo sendo o responsável direto, o fiscal pode contar com apoio técnico especializado para auxiliar na análise e verificação da execução, especialmente em contratos mais complexos que exigem conhecimentos específicos.

Em suma, a nova Lei de Licitações não apenas redefine, mas intensifica a fiscalização, tornando-a um processo mais robusto e com responsabilidades bem delineadas. Não é mais apenas uma questão da "vontade do prefeito", mas um sistema com múltiplos atores e mecanismos para garantir a boa aplicação dos recursos públicos.



Inteligência do Exército fez o documento que previa prisão de ministros do STF, diz ‘kid preto’

Foto: Reprodução/Exército Brasileiro
O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima era oficial de inteligência da 6ª Divisão do Exército, no Rio Grande do Sul28 de julho de 2025 | 16:15

Inteligência do Exército fez o documento que previa prisão de ministros do STF, diz ‘kid preto’

brasil

O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima afirmou nesta segunda-feira (28) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o documento encontrado pela Polícia Federal que previa a prisão de ministros da corte foi produzido em um trabalho da inteligência da 6ª Divisão do Exército, em Porto Alegre (RS).

O militar era um oficial de inteligência da organização militar. Ele disse que precisava pensar em cenários de utilização do Exército caso fosse identificada uma fraude nas eleições presidenciais de 2022.

“Se amanhã sair um relatório ou um pronunciamento falando ‘atenção, teve fraude sim’, eu não posso deixar meu comandante ser surpreendido. Eu tenho que ter alguma coisa para que a gente comece a discutir com o Estado-Maior”, disse Ferreira Lima.

O documento foi encontrado em um dos pen drives apreendidos com o tenente-coronel durante busca e apreensão no último ano. Ele se chamava “Desenho Op Luneta” e tinha como objetivo “restabelecer a lei e a ordem por meio da retomada da legalidade e da segurança jurídica e da estabilidade institucional”.

Uma das metas estabelecidas no documento era “neutralizar a capacidade de atuação do Min AM”, em referência a Alexandre de Moraes. Ele falava ainda em “realizar a prisão preventiva dos juízes supremos considerados geradores de instabilidade”.

O Desenho Operacional Luneta previa ainda a criação de gabinetes de crise central e nos estados e o apoio na realização de novas eleições presidenciais.

Ferreira Lima disse que o documento não foi interpretado da forma correta pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo o militar, era função dele na estrutura de inteligência do Exército avaliar cenários e pensar em soluções.

“Se não considerar a premissa básica [de identificação de fraude], não tem como a pessoa entender que estou falando em mandado de prisão, mandados coercitivos”, disse.

O militar também destacou que não despachou o documento com seus superiores, abandonou-o e passou a ter outros focos após ordens do chefe da área de inteligência do Exército no Rio Grande do Sul.

A denúncia da PGR diz que o documento deixa “claro que as diversas frentes de atuação da organização foram fruto de planejamento prévio, que antecipavam desde os ataques ao processo eleitoral até a concretização do golpe de Estado”.

Ferreira Lima descarta a versão da Procuradoria. Ele disse ao Supremo que o documento era um estudo de cenário prospectivo previsto em manuais de instrução do Exército. O objetivo que ele dizia ter era de usar o planejamento de forma institucional —e não por vias clandestinas, com militares revoltados com a eleição de Lula.

“É um cenário totalmente hipotético. Ele não fala em eliminar ninguém, ele é amparado por normas legais”, disse. Ferreira Lima ressaltou que o documento precisaria ser validado por um general para se transformar em uma “diretriz de planejamento se ele achasse isso relevante de alguma forma”.

“Eu não estava fazendo nada oculto. Surgiu de uma conversa com meu comandante, eu falei que iria fazer esse cenário. Quando fui apresentar para ele, a prioridade já era outra. Ele mandou eu abandonar isso. Nem abriu o computador e mudou o foco para a possibilidade de talvez tirar os manifestantes [de frente do quartel de Porto Alegre]”, acrescentou.

Hélio Ferreira Lima é um militar com formação em Forças Especiais e integra o grupo de “kids pretos” alvos da denúncia da PGR sobre a trama golpista. Ele virou alvo da Polícia Federal em 2024 após os investigadores encontrarem mensagens interpretadas como golpistas entre o tenente-coronel e Mauro Cid.

Ele foi um dos oficiais do Exército que se encontraram com o ex-ministro Walter Braga Netto no apartamento do general, em 12 de novembro de 2022. Ferreira Lima, porém, negou que a conversa tivesse conteúdo golpista.

O tenente-coronel é réu no núcleo militar da trama golpista. Além dele, nove outros acusados prestam depoimentos ao STF nesta segunda-feira. São eles Bernardo Romão Correa Neto (coronel), Estevam Theophilo (general da reserva), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere (tenente-coronel) e Wladimir Matos Soares (policial federal).

Cézar Feitoza/Folhapress

Politica livre 

Delegada é diplomada vereadora de Vitória da Conquista após TRE anular votos do Avante; posse será na sexta-feira

 Foto: Divulgação

A delegada Gabriela Garrido, do Partido Verde (PV), foi diplomada vereadora na última sexta-feira (26)28 de julho de 2025 | 16:30

Delegada é diplomada vereadora de Vitória da Conquista após TRE anular votos do Avante; posse será na sexta-feira

exclusivas

Diplomada na última sexta-feira (26) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), a delegada Gabriela Garrido, do Partido Verde (PV), tomará posse na próxima sexta-feira (1º) na Câmara Municipal de Vitória da Conquista.

A dança das cadeiras na Câmara de Vereadores do sudoeste da Bahia foi motivada pela cassação do vereador Natan da Carroceria (Avante), que teve o mandato cassado pelo TRE por acusação de fraude na cota de gênero nas eleições de 2024.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o Avante utilizou-se de candidatas “laranja”, ou seja, fictícias, na eleição de 2024 para preencher a cota mínima de 30% de gênero exigida por lei. Com isso, a Corte anulou todos os votos recebidos pelo partido, resultando na perda do mandato do edil. Com a decisão, a primeira suplente pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB) foi beneficiada. Ela obteve 2.301 votos no pleito eleitoral.

A posse de Gabriela Garrido, na próxima sexta-feira, deve ocorrer antes da sessão ordinária que irá marcar o retorno dos trabalhos da Casa Legislativa para o segundo semestre de 2025.

O Avante afirmou, em nota, que irá acatar a decisão da Justiça Eleitoral. Já o vereador cassado, Natan da Carroceria, aguarda recurso que será julgado nesta terça-feira (29) pelo TRE. Ele também avalia recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Carine Andrade/Política Livre

Crise do jornalismo deixou terreno fértil para a erosão da democracia


Saiba como explorar imagens e charges na prova de redação do vestibular |  Guia do Estudante

Charge do Laerte (Folha)

Rodrigo Lara Mesquita
Folha

Derrocada da relevância social do jornalismo e explosão da cacofonia gerada pela internet nas últimas décadas, fatos intimamente interligados, nos levaram a uma crise civilizacional da qual temos sido reféns passivos. Esse cenário de terra arrasada, que beneficia poucas e poderosas empresas, virou um solo propício para a desinformação e o surgimento de políticos autoritários em todo o mundo. Restaurar os valores democráticos exigirá resposta enérgica para reimaginar o jornalismo e as plataformas digitas.

Estamos imersos em uma crise histórica de longa duração. Os pilares que sustentaram a democracia liberal do século 20 —representação política, jornalismo profissional, instituições reguladoras, pactos de coesão social— sofrem um processo de desestruturação progressiva.

SURGE  INTERNET – A explosão informacional trazida pela internet não produziu mais esclarecimento; ampliou o ruído, fragmentou consensos e corroeu formas tradicionais de mediação. O jornalismo, paralisado em sua arrogância institucional, não soube compreender a emergência do novo ambiente em rede.

As plataformas digitais, ao contrário, não hesitaram: capturaram rapidamente o centro da esfera pública, reconfigurando as formas de circulação de informação, opinião e afeto.

Embora a literatura crítica internacional acumule diagnósticos relevantes sobre a colonização algorítmica e o declínio das instituições intermediárias, é notável — e preocupante — o silêncio generalizado, inclusive no jornalismo, sobre a verdadeira dimensão dessa crise. Esta talvez seja a mais grave omissão pública do nosso tempo.

INCAPAZ DE LIDAR – O que proponho aqui não é apenas um diagnóstico, mas um esforço deliberado de nomear essa dissolução como uma crise estrutural e civilizacional, com a qual o jornalismo tradicional se mostrou, até aqui, incapaz de lidar.

Não relato apenas uma experiência pessoal, mas a trajetória de uma geração que acreditou na função pública do jornalismo e assistiu, perplexa, ao seu esvaziamento como mediador qualificado da opinião pública.

Minha trajetória —do Jornal da Tarde e da Agência Estado à criação da Broadcast e ao diálogo com o MIT Media Lab— revela que o caminho não está na nostalgia nem na resistência passiva, mas na reinvenção ativa do jornalismo como infraestrutura pública de articulação social.

TEMPO SOCIAL – Na virada do milênio, ao mergulhar nas pesquisas do Media Lab, compreendi que não vivíamos apenas uma revolução tecnológica, mas uma profunda e irreversível transformação epistemológica.

Foi Harold Innis, autor de “O Viés da Comunicação” e pai da Escola de Toronto, quem melhor formulou esta chave interpretativa: a forma como uma sociedade se comunica determina sua estrutura de poder.

Ao estudar a transição dos impérios orais para os escritos, dos registros em pedra à imprensa de massa, mostrou como o tempo social é moldado pelos meios de registro e transmissão da informação.

MEIO E MENSAGEM – Mais que isso: o meio técnico dominante molda o próprio ambiente social, delimitando as possibilidades de organização política, econômica e cultural. Marshall McLuhan, seu discípulo mais conhecido, levou essa ideia adiante. Ao afirmar que “o meio é a mensagem”, deslocou o foco do conteúdo para a forma da mediação. Televisão, rádio, jornal —cada meio conforma uma sensibilidade e uma lógica de organização social.

Hoje, a internet, com sua capacidade de retroalimentação em tempo real, constitui um novo sistema nervoso coletivo: um ambiente cognitivo global estruturado por tecnologias que transcendem fronteiras e operam em ritmo contínuo. Mas, pela primeira vez na história, essa infraestrutura técnica está concentrada nas mãos de poucos atores privados, sem mediação pública e sem projeto democrático correspondente.

Mesmo em crise, os jornais ainda exercem influência simbólica —citados por autoridades, lidos por formadores de opinião, referenciados por outras mídias. Mas é uma influência terminal, sem futuro, se não houver reconfiguração estrutural.

PAPEL DE MEDIADOR – O jornalismo precisa deixar de ser apenas um produtor de conteúdos e retomar seu papel como arquitetura informacional: organizador de fluxos, mediador de sentidos, articulador de redes. No século 20, os jornais foram centros de gravidade de comunidades, catalisadores de sociabilidades e pactos sociais. A travessia para o século 21 exige que reaprendam a desempenhar essa função em ambiente digital.

Essa função foi esvaziada não pela obsolescência de sua missão, mas pela incapacidade institucional de compreender e ocupar o novo ambiente em rede.

A internet, concebida nas décadas de 1960 e 1970 como uma infraestrutura descentralizada e resistente ao controle, foi rapidamente capturada por interesses corporativos. Google, Facebook, Amazon e outras empresas surgidas em garagens ocuparam o vácuo deixado por um jornalismo preso à lógica do broadcast, enquanto o mundo passava a se estruturar segundo uma nova lógica em rede.

Salvador: feirão de seminovos oferece veículos para todos os gostos com pagamento a partir de novembro

 Salvador: feirão de seminovos oferece veículos para todos os gostos com pagamento a partir de novembro

"Duelo dos Seminovos” acontece entre sexta (1º) e domingo (3) no estacionamento do Assaí da Avenida Paralela com plantão do Bradesco e parcelamento em até 60 meses

Fotos: Cleiton Ramos/ Pé Quente Comunicação

A 27ª edição do "Duelo dos Seminovos" acontece neste final de semana em Salvador e promete ser mais uma grande oportunidade de negócios para clientes e lojistas. O evento promovido pela Associação Oficial de Revendedores de Veículos do Estado da Bahia (Assoveba) será realizado na sexta (1º), sábado (2) e domingo (3) no estacionamento do Assaí da Avenida Paralela com mais de 1.500 unidades disponíveis, desde os modelos de entrada à categoria premium, e preços variando entre R$ 25.900 e R$ 242.900. 

Os organizadores afirmam que os clientes podem escolher o melhor dia e horário para avaliar com calma a compra do novo veículo, que pode ser levado para casa com a garantia de qualidade das revendedoras filiadas à Assoveba.

Segundo a entidade, outro grande diferencial da compra de um seminovo no feirão está no parcelamento. O Bradesco, financeira oficial do evento, vai manter equipes de plantão para aprovação de crédito imediata, mesmo no fim de semana. Conforme o perfil do cliente, é possível parcelar a compra em até 60 meses, pagando a entrada apenas em novembro.

De acordo com o presidente da Assoveba, Ari Pinheiro Junior, a meta é superar as vendas da última edição ocorrida em Salvador, realizada em abril, quando foram vendidos 334 veículos em três dias. "O Duelo dos Seminovos já caiu nas graças dos baianos, por ser muito mais do que um feirão de carros, motos e utilitários e se consolidar como ponto de encontro para a família. Muitos chegam sem a certeza do quê e como comprar e saem felizes da vida com o acolhimento das equipes de venda e o entretenimento oferecido durante os dias de evento", afirma o dirigente da Assoveba.

O levantamento mais recente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) aponta que a Honda CG-150 (2.803), VW Gol (1.942) e Fiat Strada (1.929) são os veículos seminovos mais vendidos no Nordeste. O estudo se refere ao mês de junho de 2025. 

Para Cleiton Ramos, gestor da Pé-Quente Comunicação e um dos organizadores do “Duelo dos Seminovos”, a diversidade de produtos disponíveis e a certeza de levar para casa uma unidade em condições confiáveis fazem do feirão um grande sucesso. “Após anos de experiência, temos a satisfação de reencontrar muitas famílias que aguardam a realização do ‘Duelo dos Seminovos’ para trocar de veículo, porque entendem que o evento reúne as melhores condições para uma aquisição segura, sendo bom para clientes e lojistas”, ressalta o empresário.

...

SERVIÇO:

O quê: Feirão “Duelo dos Seminovos 27”

Quando: sexta (1º), sábado (2) e domingo (3)

Onde: Estacionamento do Assaí da Avenida Paralela

Entrada: Gratuita

Mais informações: assoveba.com.br ou @assoveba

Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

Em destaque

Julgamento no TSE faz Alessandro Vieira passar de caçador a caça

Julgamento no TSE faz Alessandro Vieira passar de caçador a caça Senador se declarou pardo em 2022 e usou dinheiro do Fundo Partidário desti...

Mais visitadas