terça-feira, julho 22, 2025

Por que a esposa de Moraes será atingida pelas sanções de Trump?

Publicado em 22 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Viviane Barci defende importantes causas no Supremo

Paulo Cappelli
Metrópoles

O governo de Donald Trump suspenderá o visto de Alexandre de Moraes e da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do STF. Os Estados Unidos colocaram uma lupa sobre as atividades da cônjuge de Moraes por avaliar que, por comandar o escritório de advocacia Barci de Moraes, ela seria impulsionada pela atuação do magistrado no Supremo.

Além da perda do visto, a Casa Branca avança para aplicar punições com impacto financeiro a Viviane por acreditar que a maior parte da renda do casal seria composta pela atuação da advogada.

Washington também estuda impor tais sanções a outros ministros da Corte cujas mulheres exercem a advocacia. Atualmente, as esposas de Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes atuam no meio jurídico.

DIZ O GOVERNO – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nessa sexta-feira (18/7), por meio da rede social X, a revogação do visto de Moraes e de “aliados na Corte”.

“A caça às bruxas política do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos. Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados na corte, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, afirmou Rubio.

Ministros da Corte ouvidos pela coluna afirmam que não modificarão sua forma de atuar por conta da pressão norte-americana.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Notem a gravidade do assunto levantado por Paulo Capelli. Ao incluir nas sanções as mulheres advogadas, o governo dos Estados Unidos está dando uma lição ao Brasil, lembrando-nos que aqui também existem leis que impõem suspeição, impedimento e restrições aos operadores do Direito. Mas quem se interessa? O lance desses ministros é apenas faturar. Simplesmente isso. (C.N.)

Eduardo denuncia que Moraes bloqueou suas contas bancárias


Trump não vai recuar, diz Eduardo Bolsonaro à CNN | CNN Brasil

Eduardo aponta a perseguição que sofre de Trump

Deu no 247

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar nesta terça-feira (22) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de suas contas bancárias no Brasil. Segundo revelou o Metrópoles, o bloqueio foi percebido pelo parlamentar ao tentar realizar duas transferências via Pix nesta segunda-feira (21). Eduardo afirma que a decisão é “arbitrária e criminosa”.

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro classificou a medida como abusiva. “Moraes age em interesse próprio. Moraes usa as instituições para tentar se blindar. Moraes se vale de decisões ilegais para se proteger das consequências dos seus crimes. Como todo ditador”, escreveu o deputado.

INVESTIGAÇÃO – As medidas contra Eduardo fazem parte de uma investigação em curso no Supremo Tribunal Federal, conduzida pela Polícia Federal, que apura sua atuação nos Estados Unidos.

No despacho, Moraes cita os crimes investigados, que envolvem Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O ministro afirma que o deputado teria atuado de forma reiterada para incentivar que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo membros do STF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), alegando perseguição política.

– “Esta é só mais uma demonstração de abuso de poder e confirma tudo o que tenho denunciado em Washington e para autoridades de todo o mundo”, afirmou Eduardo.

Ele também declarou que não pretende recuar diante das decisões judiciais: “Eu me preparei para este momento”.

“Só irei descansar quando Alexandre Moraes for punido. Só irei sossegar quando o seu impeachment for aprovado pelo Senado, porque essa é a única solução para o Brasil. Moraes é o maior problema do país”, completou o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.

As investidas de Trump e a erosão da imagem dos EUA no mundo

Publicado em 22 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Nem Trump fecha ou cala o STF

 Publicado em 21/07/2025 às 17:49

Alterado em 21/07/2025 às 17:49


Em outubro de 2018, depois de ser eleito deputado federal com mais de 1,7 milhão de votos (PSL-SP) Eduardo Bolsonaro disse, numa palestra, que bastava "um soldado e um cabo" para fechar o STF. O tempo passou e nos quatro anos do governo (?) de seu pai, e mais os dois anos e meio do governo Lula, o filho 03 percebeu que o Supremo Tribunal Federal, hoje presidido por Luís Roberto Barroso, e o Poder Judiciário são mais resilientes do que supunha.

Licenciado desde março deste ano do mandato federal pelo PL-SP, para atuar nos Estados Unidos contra o julgamento do Supremo Tribunal Federal que tem como réus, liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, os envolvidos na tentativa de golpe militar que culminou no 8 de janeiro de 2023, ele conseguiu que o governo Trump embaralhasse as cartas e fizesse chantagem contra o Brasil, condicionando a não imposição de 50% de tarifas nas exportações aos EUA (alegando déficit comercial inexistente) à suspensão das ações contra Bolsonaro no STF.

Diante do tiro no pé, que colocou o setor exportador para o mercado americano como refém de uma chantagem, com forte condenação da opinião pública, que refluiu na recuperação do apoio ao governo Lula, não contente com a intervenção americana na soberania brasileira, no Poder Judiciário, o deputado instou o Departamento de Estado a fazer sanções contra oito dos 11 ministros do STF e mais o Procurador Geral da República, Paulo Gonet, autor da denúncia contra o ex-presidente e seus 33 aliados, em julgamento no STF.

A rigor, o Departamento de Estado cassou os passaportes dos oito ministros e familiares, assim como o do PGR e família. Todos não poderão ir aos EUA, mas o julgamento seguirá naturalmente, após o recesso do Judiciário. Atacar o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no Supremo, era o objetivo inicial de Eduardo Bolsonaro. O tirambaço do tarifaço atingiu o Brasil.

Mas a vingança pessoal contra Alexandre de Moraes e os ministros da Suprema Corte que o clã Bolsonaro não julga aliado (além dos dois ministros nomeados por Bolsonaro, Nunes Marques e André Mendonça, foi considerado simpático à família o ministro Luís Fux, que integra o quinteto julgador do golpe) - todos sancionados pelo Departamento de Estado -, não parou por aí.

Em rede social nos EUA, declarou: “O tempo todo a gente tem que expor o nível de várzea que é o Moraes com a caneta do STF. O ideal seria ele fora do STF. Trabalharei para isso também, tá (sic), Moraes? Então, quando a gente fala que o visto foi só o começo, é porque o nosso objetivo será te tirar da Corte. Você não é digno de estar no topo do Poder Judiciário. E eu tô (sic) disposto a me sacrificar para levar essa ação adiante”, disse Eduardo. “O couro é duro, a guerra não acabou. Vai vir mais sacrifício aí pela frente. Eu sei disso, mas eu tô (sic) disposto a ir até as últimas consequências. Será que o Barroso tá (sic)?”, assinalou. Mas foi diante de Moraes que o pai pediu desculpas no STF, chamou os bolsonaristas acampados diante de quartéis de “malucos” e o convidou para ser seu “vice em 2026”...

Focus reduz saldo comercial em US$ 9 bilhões

O resultado do contencioso criado pelos Estados Unidos, por pressão de Eduardo Bolsonaro e o economista Paulo Figueiredo, neto do último ditador brasileiro, o general João Batista Figueiredo, já pode ser sentido na projeção do saldo da balança comercial na Pesquisa Focus, colhida até sexta-feira no mercado financeiro e divulgada hoje pelo Banco Central.

Trump anunciou o tarifaço contra o Brasil dia 9 de julho. Na pesquisa Focus apurada em 27 de junho, a previsão do saldo das exportações sobre as importações era de US$ 74 bilhões. Na semana seguinte a previsão baixou para US$ 70 bilhões e se reduziu a US$ 69,50 bilhões na mediana das respostas até a última sexta-feira. Mas o agravamento da situação dia 18, com a colocação de tornozeleira eletrônica no ex-presidente Bolsonaro (as sanções contra Moraes e os ministros do STF só foi conhecida após o fechamento da pesquisa) a mediano das respostas dos últimos dias úteis teve redução expressiva, para US$ 65 bilhões. E a baixa tende a superar os US$ 9 bilhões.

O mercado, pressentindo que pode haver oferta de produtos não exportados para os EUA para o consumo interno, reduziu, mais uma vez, a projeção do IPCA de dezembro, de 5,17% para 5,10% e 5,07% na mediana dos últimos cinco dias úteis. A expectativa para a cotação do dólar em dezembro ficou estável em R$ 5,65, mas caiu para R$ 5,63 na mediana dos últimos cinco dias.

Hoje, numa jornada quase geral de baixa do dólar ante as principais moedas, a moeda americana era negociada a R$ 5,5545, com baixa de 0,43, às 13:50 (horário do Brasil). O Ouro subia 1,52%, o barril do petróleo tipo Brent para entrega em setembro caí 0,60%, o Contrato C de Café para entrega em setembro tinha baixa de 3,94% na Nymex, o contrato de açúcar (com o mercado tumultuado pelas pressões de Trump contra o xarope de milho da CocaCola) tinha queda de 2,62%. Já o suco de laranja subia 2,59%

https://www.jb.com.br/colunistas/o-outro-lado-da-moeda/2025/07/1056270-nem-trump-fecha-ou-cala-o-stf.html

Trump atenta contra a soberania do Brasil em transtorno delirante, afirmam ex-ministros da Justiça

 Foto: Daniel Torok/Divulgação Casa Branca

O presidente dos EUA, Donald Trump21 de julho de 2025 | 17:15

Trump atenta contra a soberania do Brasil em transtorno delirante, afirmam ex-ministros da Justiça

brasil

Nove ex-ministros da Justiça e da Segurança Pública que participaram de diferentes governos brasileiros divulgaram uma carta em que manifestam repúdio pelas decisões tomadas recentemente pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, como o tarifaço e a proibição da entrada nos Estados Unidos do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de parentes e de “seus aliados” na corte.

No documento, eles afirmam que as ações do republicano são “uma afronta inadmissível à nossa soberania, bem fruto do transtorno delirante do atual governo norte-americano” —leia, abaixo, a íntegra do texto.

A carta é assinada por Milton Seligmann, José Carlos Dias, Miguel Reale Júnior e Nelson Jobim, que atuaram nas gestões de Fernando Henrique Cardoso, Tarso Genro, que fez parte da equipe do segundo mandato de Lula, Eugênio Aragão e José Eduardo Cardozo, do governo de Dilma Rousseff, além de Torquato Jardim e Raul Jungmann (Segurança Pública), que foram ministros de Michel Temer.

Para eles, além de se intrometerem em um julgamento “no qual se assegura a ampla defesa e o contraditório”, o governo norte-americano promove perseguição a oito ministros do STF ao cassar os vistos deles e de seus parentes.

A proibição da entrada dos ministros nos EUA foi anunciada na sexta passada (18) pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em rede social. Na postagem, ele disse que o Supremo faz uma “caça às bruxas política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e viola direitos fundamentais não só dos brasileiros, mas também de americanos.

Também afirmou que o presidente Trump já tinha deixado claro que iria agir contra estrangeiros responsáveis por “censura”.

Anteriormente, ao anunciar a sobretaxa de 50% ao Brasil, o presidente americano já tinha afirmado que a medida seria imposta, em parte, devido aos “ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e aos direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos”.

Na carta, os ex-ministros dizem que os Estados Unidos “haviam diminuído a arrogância de se colocarem como superiores a todos os demais países”, mas afirmam que “esta prepotência retorna, acentuadamente, no novo mandato do presidente Trump e ameaça a paz, a convivência entre países, o multilateralismo e a efetividade do auxílio às populações vulneráveis ao redor do mundo”.

Eles também se solidarizam com o STF e os seus ministros, “vítimas de indevida coação que visa a constrangê-los na sua liberdade de decisão e a retaliar a coragem e a independência de contrariar interesses de grandes empresas norte-americanas”.

Leia a íntegra do texto:

“O Governo dos Estados Unidos da América e seu presidente, autoritariamente, se arvoraram em apreciar o trabalho jurisdicional de nossa Corte Suprema, o STF, chegando a considerar que Ação Penal, relativa a crimes contra o Estado Democrático de Direito, constituiria uma “caça às bruxas”.

Seria apenas risível esta pretensão de Trump e dos Estados Unidos da América de interferir no julgamento, submetido ao devido processo legal, sendo réus agentes políticos e um ex-presidente, que agiram contra a democracia, se não se revelasse uma afronta inadmissível à nossa soberania, bem fruto do transtorno delirante do atual governo norte-americano.

Se não bastasse a intromissão em julgamento, no qual se assegura a ampla defesa e o contraditório, o governo norte-americano promoveu perseguição a oito ministros do STF, cassando seus vistos, cassação extensiva aos seus parentes.

Há alguns anos, os Estados Unidos da América haviam diminuído a arrogância de se colocarem como superiores a todos os demais países. Esta prepotência retorna, acentuadamente, no novo mandato do presidente Trump e ameaça a paz, a convivência entre países, o multilateralismo e a efetividade do auxílio às populações vulneráveis ao redor do mundo.

Manifestamos, então, na condição de ex-ministros da Justiça, nosso repúdio a esta intervenção abusiva e nossa solidariedade ao STF e aos seus ministros, vítimas de indevida coação que visa a constrangê-los na sua liberdade de decisão e a retaliar a coragem e a independência de contrariar interesses de grandes empresas norte-americanas.

Em defesa da soberania do Brasil, apresentamos nossa profunda solidariedade ao STF e aos seus membros”.

Assinam:
Eugênio Aragão
José Carlos Dias
José Eduardo Cardozo
Miguel Reale Júnior
Milton Seligmann
Nelson Jobim
Raul Jungmann
Tarso Genro
Torquato Jardim

Mônica Bergamo/Folhapresspolitica livre

TRE anula cassação e mantém prefeito e vice de Maragogipe nos cargos

 Foto: Divulgação

O vice-prefeito de Maragogipe, Adhemar Novaes (PP), e o prefeito Valnicio Armede21 de julho de 2025 | 22:09

TRE anula cassação e mantém prefeito e vice de Maragogipe nos cargos

interior

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu nesta segunda-feira (21), por unanimidade, anular a cassação dos mandatos do prefeito de Maragogipe, Valnicio Armede (PP), e do vice-prefeito Adhemar Novaes (PP). A decisão reformou sentença de primeiro grau que havia declarado ambos inelegíveis por oito anos por abuso de poder político e econômico.

O julgamento ocorreu de forma virtual e foi presidido pelo desembargador, Abelardo Paulo da Matta. O relator do recurso, desembargador Danilo Costa Luiz, votou pelo provimento do pedido da defesa e foi acompanhado por todos os demais membros da Corte. O Ministério Público Eleitoral, por meio do procurador regional Samir Nachef, também havia se manifestado favorável à manutenção dos mandatos.

A decisão do TRE reverte sentença do juiz eleitoral, José Ayres de Souza Nascimento Junior, da 118ª Zona Eleitoral (Cachoeira), proferida em abril deste ano. A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) apontava irregularidades na nomeação de servidores durante o período eleitoral, alegando que a prefeitura teria promovido 978 contratações em 2024, ano do pleito, totalizando mais que o dobro do quadro funcional entre 2020 e 2024 — passando de 1.419 para 3.056 servidores.

Segundo o processo, as contratações teriam ultrapassado o limite permitido pela legislação, que veda admissões nos três meses que antecedem as eleições. A acusação sustentava que a prática configurava abuso de poder com fins eleitorais.

Durante o julgamento, o relator do recurso destacou a ausência de provas consistentes de que as contratações tiveram objetivo eleitoreiro. O desembargador Moacyr Pita Lima também apontou a fragilidade dos elementos apresentados nos autos. Para os magistrados, não houve comprovação suficiente de que a expansão do quadro de servidores tenha influenciado diretamente o resultado do pleito municipal.

O advogado de defesa Tiago Ayrres fez sustentação oral no julgamento, mas os argumentos decisivos foram os apresentados no parecer do MPF e no voto do relator. Com a decisão, Valnicio Armede e Adhemar Novaes seguem à frente da administração municipal e recuperam sua elegibilidade.

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