quinta-feira, julho 17, 2025

PF apura vínculos de ministros do STJ com empresário investigado por corrupção no Judiciário

 Foto: Gustavo Lima/Arquivo/STJ

Sede do STJ17 de julho de 2025 | 10:01

PF apura vínculos de ministros do STJ com empresário investigado por corrupção no Judiciário

brasil

A investigação da Polícia Federal sobre venda de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou indícios da existência de vínculos de um dos empresários investigados, Haroldo Augusto Filho, com ao menos dois ministros do tribunal.

As informações foram obtidas na análise dos celulares e documentos apreendidos nas primeiras fases da Operação Sisamnes. No celular do empresário, foram encontrados diálogos com parentes de ministros e citações a essas autoridades, conforme informações obtidas com exclusividade pelo Estadão.

Uma das descobertas foi que o ministro João Otávio de Noronha, ex-presidente do tribunal, usou uma aeronave privada disponibilizada pelo empresário para viajar de Brasília a Cuiabá, em abril de 2024. A viagem foi para participar de um evento jurídico organizado pela seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil e patrocinado pela Fource, empresa de Haroldo Augusto.

A PF também identificou diálogos entre Haroldo e a advogada Catarina Buzzi, filha do ministro Marco Buzzi. O ministro ainda participou de eventos jurídicos em Cuiabá patrocinados pela Fource. No dia de um desses eventos, Haroldo conversou com um interlocutor sobre a organização de jantar para um ministro. Apesar de não citar o nome de Buzzi, o empresário afirmou na conversa ser amigo da filha desse ministro.

As informações tramitam sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Os ministros citados não são formalmente investigados. A PF ainda analisa se as citações aos ministros, em conjunto com outras provas colhidas, constituem indícios de irregularidades ou se tratavam apenas de tentativas do empresário para se aproximar das autoridades públicas. Eles negam ter proximidade com o empresário (veja mais abaixo).

Haroldo Filho foi um dos alvos de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro do ano passado com autorização do STF. Ele é um dos sócios da Fource, consultoria de Mato Grosso especializada em comprar empresas em situação de crise, como recuperação judicial ou enfrentando disputas de terras. Procurado pela reportagem, ele não se manifestou.

As informações levantadas pela Polícia Federal até agora indicam que a Fource não aparece diretamente nos processos judiciais de seu interesse. A investigação aponta que a empresa compra o que está sob litígio e atua nos bastidores desses processos.

No STJ, uma das suspeitas é que a Fource tem atuado em um processo que tramita na relatoria do ministro Marco Buzzi e envolve uma disputa fundiária em Mato Grosso. A Fource não consta como parte, mas um dos advogados que trabalha para a empresa ingressou formalmente nos autos.
A parte representada nos bastidores pela Fource apresentou uma ação judicial na primeira instância alegando ser dona de um terreno cujo antigo proprietário havia morrido. A Justiça de Mato Grosso entendeu que a prova dessa propriedade se baseava em um contrato falsificado após a morte dele. Em setembro de 2022, o ministro Marco Buzzi proferiu uma liminar favorável, mandando anular todas as decisões das instâncias inferiores. O processo ainda vai ser julgado na Quarta Turma, presidida por Noronha. São justamente os dois ministros com os quais o empresário Haroldo buscou aproximação.

A PF já concluiu um dos inquéritos envolvendo Haroldo e apontou que ele comprou decisões judiciais de dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso envolvendo litígios sobre a posse de terras. Agora, a PF investiga se Haroldo também tentou comprar decisões no STJ.

Como funcionava o esquema

A suspeita inicial detectada pela investigação foi que, para executar esses atos de corrupção, ele usou os serviços do advogado Roberto Zampieri e do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.
Assassinado em dezembro de 2023 em Cuiabá, Zampieri se tornou o pivô dessa investigação sobre venda de decisões judiciais. O seu celular foi apreendido para a investigação sobre os motivos do crime, mas os diálogos encontrados no aparelho indicaram também diversas suspeitas de corrupção de magistrados. Por isso, o material foi enviado para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e usado para abertura de investigação da Polícia Federal no ano passado.

Andreson atuava como lobista junto aos gabinetes de ministros do STJ. Nos diálogos, ele compartilha minutas antecipadas de decisões de ministros e diz ter influência no tribunal. As conversas entre os dois citam interesse de Zampieri em processos que passaram pelos gabinetes de Buzzi e Noronha. Em um dos casos, por exemplo, Andreson enviou a Zampieri uma minuta de decisão que seria proferida por Noronha durante seu período na presidência do STJ, mas essa decisão nunca chegou a ser efetivada. A defesa do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi procurada, mas não se manifestou.

Com base nessas provas, a PF abriu um inquérito para apurar se eles corromperam assessores dos gabinetes de quatro ministros: Isabel Gallotti, Nancy Andrighi, Og Fernandes e Moura Ribeiro. Na ocasião, o STJ afastou os servidores investigados e disse ter tomado providências para apurar os fatos. De acordo com a assessoria do tribunal, os processos administrativos ainda estão em andamento e não há prazo para conclusão.

Até aquele momento, a PF não havia encontrado nenhum indício direto de relacionamento dos personagens investigados com ministros ou parentes de ministros. Esses vínculos só foram detectados mais recentemente, com a análise das provas apreendidas com o empresário Haroldo Augusto Filho.

Ministro se declarou suspeito em inquérito

A OAB de Mato Grosso organizou, entre os dias 10 e 12 de abril de 2024, um evento sobre falências e recuperação judicial. Uma das empresas patrocinadoras era a Fource. O ministro do STJ João Otávio Noronha foi um dos convidados –outros ministros da Corte também foram chamados para o evento.

Documentos da empresa Fource indicaram que Noronha voou a Cuiabá, na ocasião, em uma aeronave particular cedida por Haroldo. A PF também detectou diálogos de Haroldo com uma filha do ministro, a advogada Anna Carolina Noronha, que ainda estão sob análise.

Questionado, Noronha afirmou que já conhecia o empresário Haroldo Augusto Filho porque ele havia comparecido ao seu gabinete em Brasília para um despacho com um advogado, mas disse que a aeronave foi disponibilizada pela organização do evento.

“Não fui só eu. Teve um evento da OAB, a OAB colocou um avião para nos levar e nos trazer. Eu sequer sabia que ele era dono de avião, embora já conhecesse o Haroldo, que já tinha despachado com alguém lá no STJ. Eu simplesmente entrei no avião, fui para Mato Grosso, fiz a palestra e voltei no outro dia, nada mais. E por indicação da OAB, que nos convidou, nos levou e arrumou tudo isso”, afirmou ao Estadão. A presidente da OAB de Mato Grosso, Gisela Cardoso, disse desconhecer a informação.

Noronha afirmou que foi acompanhado por outros ministros na viagem, mas disse não se recordar de quais. Ele afirmou não ter relação de amizade com Haroldo, mas disse que se declarou suspeito para conduzir o inquérito sobre a venda de decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso por ter realizado esse voo no avião do empresário.

“Esse processo do Haroldo foi originalmente distribuído a mim e eu me dei por suspeito, exatamente porque eu tinha feito essa viagem”, disse Noronha.

Uma foto interceptada pela PF no WhatsApp de Haroldo, enviada a um interlocutor, mostra o interior da aeronave.

Nos celulares de Haroldo e de Roberto Zampieri, a PF localizou diálogos com Catarina Buzzi, filha do ministro Marco Buzzi. Uma das conversas indica a existência de um encontro entre os três.
No dia 7 de outubro de 2022, às 16h48, Catarina enviou uma mensagem a Roberto Zampieri: “Dr. Roberto! Tomei a liberdade de pedir seu número ao Haroldo. Agora está na agenda. Foi um prazer reencontrá-lo. Catarina Buzzi”. O advogado respondeu: “Boa tarde Catarina. O prazer é todo meu. Obrigado”.

Mais cedo nesse mesmo dia, Zampieri havia perguntado a Haroldo: “Oi. Como se chama a filha do ministro?”. O empresário respondeu: “Catarina”.

A advogada Catarina Buzzi afirmou que Haroldo nunca lhe pediu para interceder junto ao ministro e disse que não atua em nenhum caso da relatoria dele.

Meses antes desse diálogo, o ministro Marco Buzzi viajou a Cuiabá. Ele foi participar de um outro evento da OAB sobre recuperação judicial, em 13 de maio de 2022. Nesse período, Haroldo conversou com Zampieri sobre a organização de um jantar para um ministro.

No final de semana anterior à viagem do ministro, Haroldo avisou a Zampieri que a data do encontro ainda estava sendo fechada porque dependeria de uma votação no STJ. “O jantar vai ser quinta ou sexta, tá? Por causa da votação no STJ. Aí eu vou te confirmar hoje se vai ser quinta ou sexta”, afirmou por mensagem de áudio.

Na noite de quinta-feira, na véspera da palestra de Marco Buzzi em Cuiabá, Zampieri perguntou a Haroldo se o jantar havia sido cancelado.

“O jantar não vai ter não né?”. Haroldo respondeu: “Não vai. Ministro vai voltar mesmo dia”. Depois, o empresário disse a Zampieri que poderia marcar um encontro com o ministro em Brasília. “Vamos marcar um em Brasília”, afirmou. Zampieri respondeu: “Se conseguir seria bem legal. Acho difícil, mas tenta”. Diante da incredulidade de Zampieri, Haroldo respondeu que tinha relações com a família do ministro. “Com o ministro?? Sou amigo da mãe, da filha. Consegue sim”, disse a Zampieri.

Procurado, o ministro Buzzi disse que não teve nenhum registro de agenda com o empresário Haroldo Augusto Filho e afirmou que foi convidado formalmente pela OAB de Mato Grosso para participar do evento. Disse ainda que viajou a Cuiabá por meio de um voo comercial da empresa Azul, cujas passagens foram custeadas pela instituição.

Aguirre Talento/Estadão Conteúdo

PF encontra dinheiro no sapato do primo do deputado Elmar Nascimento

 Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Sede da PF em Brasília17 de julho de 2025 | 11:01

PF encontra dinheiro no sapato do primo do deputado Elmar Nascimento

bahia

Durante a quinta fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17), a Polícia Federal encontrou maços de dinheiro escondidos dentro de um sapato na residência do vereador Francisco Nascimento, de Campo Formoso (BA). Ele é primo do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), e ambos estão entre os investigados por suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos. A informação é de Natália Portinari, do UOL.

Essa não é a primeira vez que Francisco é alvo da PF. No ano passado, durante outra etapa da mesma operação, ele jogou R$ 220 mil em dinheiro pela janela, em uma sacola, pouco antes de ser preso.

A nova fase da Overclean cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em cidades da Bahia, Pernambuco e no Distrito Federal. O foco é o desvio de emendas parlamentares, especialmente no município de Campo Formoso, que aparece como núcleo central do esquema investigado.

Entre os alvos dos mandados estão o prefeito de Campo Formoso, Elmo Nascimento (União-BA), irmão do deputado Elmar; o vereador Francisco Nascimento; o ex-assessor parlamentar Amaury Albuquerque Nascimento; e Marcelo Moreira, ex-presidente da Codevasf.

Reações erráticas de Tarcísio o prenderam a uma bizarra armadilha


Tarcísio se reúne com encarregado dos EUA para falar do tarifaço |  Metrópoles

Tarcísio quis ajudar Bolsonaro e acabou se complicando

Dora Kramer
Folha

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) perdeu uma boa oportunidade de exibir credenciais condizentes com o posto de presidente do Brasil.

Ele não passou no teste de se mostrar ao país apto à função e pode ter prejudicado o plano de reeleição em São Paulo ao se render a conveniências de um grupo político em detrimento do interesse nacional.

COMO MILITANTE  – Reagiu como militante de um nicho, não atinou para as consequências da chantagem de Donald Trump e paga o preço por ter se posicionado distante da pretendida condição de estadista.

Quando percebeu o erro, o dano estava feito. Inclusive porque ao calibrar o discurso de apoio a Trump o fez de modo atarantado, pedindo ao Supremo Tribunal Federal autorização para Jair Bolsonaro (PL) ir a Washington negociar recuo no tarifaço e correr a Brasília para uma reunião cenográfica com o encarregado de negócios da embaixada americana.

Tarcísio de Freitas agora tenta aparecer como mediador do confronto, afastando a questão política —cerne da manifestação do celerado do Norte— para dar contornos técnicos ao embate. Diz que o momento “é complicado” e prega que “todos se deem as mãos” para resolver o problema.

CULPA DE QUEM? – A referida complicação foi criada por Bolsonaro, a quem o governador presta reiterada reverência em busca dos votos do inelegível. Do lado de quem confere ao ex-presidente o papel de chefe tampouco as coisas ficaram fáceis para ele.

Os bolsonaretes não gostaram de ver Tarcísio mudando o rumo da prosa. Rechaçam a ideia de tê-lo em posição de destaque na condução da crise, exigem dele dureza nos ataques ao governo e ao STF, além de apoio na cobrança por aprovação da anistia no Congresso.

O governador está entre a cruz do bolsonarismo, já enroscado no golpe atarantado e agora atrapalhado no enrosco das tarifas, e a caldeirinha do eleitorado, atento aos reais propósitos dos pretendentes a presidente. É aquela situação difícil também conhecida como camisa de 11 varas, da qual será trabalhoso Tarcísio se desvencilhar.


Repúdio ao tarifaço de Trump une empresários dos EUA e Brasil

Publicado em 17 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Julgamento de Candidaturas Fictícias em Jeremoabo é Novamente Adiado pelo TRE-BA

 

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DA BAHIA

SECRETARIA JUDICIÁRIA 


 


 


 

CERTIDÃO DE JULGAMENTO


 


 

RECURSO ELEITORAL - 0600425-35.2024.6.05.0051

ORIGEM: Jeremoabo - BAHIA

JULGADO EM: 16/07/2025

RELATOR(A): PEDRO ROGERIO CASTRO GODINHO

PRESIDENTE DA SESSÃO:  ABELARDO PAULO DA MATTA NETO

PROCURADOR REGIONAL ELEITORAL:  SAMIR CABUS NACHEF JUNIOR

SECRETÁRIO(A): MARTA GAVAZZA

 


DECISÃO

 

Adiado para prosseguir julgamento na sessão de 21/07/2025.

 

Composição: ABELARDO DA MATTA, MAURICIO KERTZMAN SZPORER, PEDRO ROGÉRIO CASTRO GODINHO, MOACYR PITTA LIMA FILHO, MAÍZIA SEAL CARVALHO, DANILO COSTA LUIZ E RICARDO BORGES MARACAJÁ PEREIRA.

 

              Por ser verdade, firmo a presente.

              Salvador, 16 de julho de 2025.

 

Marta Gavazza
SECRETÁRIA JUDICIÁRIA

 Nota da Redação deste Blog Julgamento de Candidaturas Fictícias em Jeremoabo é Novamente Adiado pelo TRE-BA

A novela em torno das supostas candidaturas fictícias nas eleições municipais de 2024 em Jeremoabo ganhou mais um capítulo de suspense. O julgamento, que era aguardado com grande expectativa para hoje, foi novamente adiado, e agora tem data marcada para prosseguir na sessão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em 21 de julho de 2025.

Essa nova postergação mantém em compasso de espera todos os envolvidos – vereadores, partidos e a própria comunidade de Jeremoabo. O recurso, que questiona a lisura do processo eleitoral com base em alegações de fraude na cota de gênero, tem potencial para alterar significativamente a configuração da Câmara Municipal.

Enquanto a Justiça Eleitoral segue seu rito, a tensão persiste. A expectativa é que, na próxima sessão, o TRE-BA possa, finalmente, dar uma resposta definitiva a essa questão que tanto intriga e mobiliza o cenário político local. A decisão será crucial para reafirmar a transparência e a legitimidade das eleições em Jeremoabo.


Será que a próxima data trará, enfim, uma resolução para o caso das candidaturas fictícias em Jeremoabo?

Lula usa redes para responder a investigação do Pix pelos EUA: ‘É nosso, my friend’

 Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

O presidente Lula (PT)16 de julho de 2025 | 17:20

Lula usa redes para responder a investigação do Pix pelos EUA: ‘É nosso, my friend’

brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais nesta quarta-feira, 16, para se posicionar contra a inclusão do Pix no rol das investigações do governo dos Estados Unidos sobre práticas comerciais do Brasil. Em postagem feita pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o Planalto mandou o seguinte recado aos americanos: “O Pix é nosso, my friend”.

Na legenda da publicação, a Secom afirmou que o sistema de transações está causando um “ciúme danado”. “Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema Seguro, Sigiloso e Sem taxas”, diz a postagem.

Endossando o discurso adotado por Lula desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a taxação de 50% sobre produtos brasileiros, a postagem da Secom afirma que o Brasil é “soberano”.

“Só que o Brasil é o quê? Soberano. E tem muito orgulho dos mais de 175 milhões de usuários do Pix, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Nada de mexer com o que tá funcionando, ok?”, diz a legenda da publicação.

O Pix não foi mencionado nominalmente no documento sobre a investigação aberta pelos Estados Unidos, cuja publicação foi feita na noite desta terça-feira, 15. Mas o texto cita, entre outros pontos, “diversas práticas injustas” brasileiras que buscam garantir vantagens ao “sistema de pagamentos eletrônico desenvolvido pelo governo”.

Pessoas da área observam uma ação de lobby das grandes bandeiras de cartões que disputam espaço com o Pix. No entanto, a avaliação é de que não há espaço para que a investigação avance.

Gabriel de Sousa/EstadãoPolitica Livre

Esposa de Rui Costa suspende uso de logomarca por prefeitura baiana em decisão no TCM

 Foto: Divulgação

Aline Peixoto16 de julho de 2025 | 17:54

Esposa de Rui Costa suspende uso de logomarca por prefeitura baiana em decisão no TCM

exclusivas

Na sessão desta quarta-feira (16), os conselheiros que compõem a 2ª Câmara julgadora do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia deferiram o pedido de medida cautelar com o objetivo de suspender imediatamente a utilização do brasão/logomarca atualmente adotado pela Prefeitura Municipal de Barro Alto, sob gestão de Evilázio Joaquim de Oliveira.

A conselheira Aline Peixoto, relatora do processo, justificou sua decisão com base na Lei Orgânica do município de Barro Alto, que – no seu artigo 2º – reconhece expressamente o antigo brasão como símbolo oficial da cidade, cuja alteração exige deliberação legislativa específica.

Em sua defesa, o prefeito sustentou a legalidade da nova logomarca, citando a inexistência de legislação complementar que estabeleça a descrição, forma ou uso obrigatório do brasão anteriormente utilizado. Ainda, argumentou que o brasão utilizado anteriormente teria sido instituído de maneira irregular pelo ex-prefeito, sem respaldo legislativo, com cores que remetem a partido político.

Sobre a ausência de lei municipal formalizando os símbolos oficiais à época da promulgação da Lei Orgânica do município, a conselheira relatora entendeu que o uso reiterado e contínuo ao longo dos anos conferiu-lhe legitimidade e valor simbólico de brasão oficial perante a coletividade, passando a integrar a identidade institucional do município.

E por isso determinou a suspensão da utilização da nova logomarca nas redes sociais, veículos oficiais, obras e documentos públicos, até que eventual proposta de alteração seja regularmente submetida, discutida e aprovada pelo Poder Legislativo. Cabe recurso da decisão.

Política Livre

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