sexta-feira, julho 04, 2025

Ricos x Pobres: para combater a pobreza é preciso desconcentrar a renda

 

Ricos x Pobres: para combater a pobreza é preciso desconcentrar a renda
A disputa entre ricos e pobres voltou ao debate nacional quando, ao reagir à interferência indevida do Congresso, o governo Lula ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o decreto do IOF e veio a público, em entrevistas e posts nas redes sociais, argumentando que este é um imposto que atinge principalmente os mais ricos (verdade) e a melhor opção para cumprir o arcabouço fiscal sem cortar gastos sociais (discutível). 

Em entrevistas, o presidente Lula endureceu o tom contra o Congresso, centrando o discurso no direito constitucional do governo de alterar a alíquota do IOF, o que evoluiu para apelo por “justiça tributária” nas falas de ministros como Fernando Haddad e Rui Costa. Nas redes sociais, a militância encabeçada pelo deputado Guilherme Boulos puxou o mote dos ricos x pobres ao lado da tag #CongressoInimigodoPovo.

A movimentação escalou com a divulgação da foto de Lula exibindo um cartaz pedindo a taxação dos super ricos durante as comemorações da Independência da Bahia, repostada nas redes de petistas e membros do governo, inclusive na do presidente. Ato contínuo, a imprensa passou a acusar o governo de usar a tática do “nós contra eles”, de “antecipar a disputa eleitoral” e de fomentar a “polarização”.

Para além das colunas, onde cabem opiniões e análises, a crítica foi incorporada como viés no noticiário, com reportagens explicando o caso como se a intenção do Congresso fosse apenas barrar o aumento da carga tributária “já excessiva” – e não proteger determinados setores, chantagear pela liberação das emendas parlamentares (sob escrutínio do ministro do STF, Flávio Dino) e enfraquecer o governo eleitoralmente.  

Como todos sabem, não há como entregar resultados – fator determinante da popularidade de um governo e, portanto, de seu capital político para as eleições –, com o orçamento monopolizado pelo Congresso, corroído por isenções e subsídios fiscais e sugado por super salários. Distorções que os parlamentares não pretendem corrigir, muito pelo contrário, o que não mereceu destaque no noticiário.  

A direita obviamente se aproveitou das lacunas de informação e seguiu espalhando fake news – cansei de explicar nas redes e para pessoas do meu cotidiano que o IOF não afeta o pix, por exemplo. Já o Congresso posou de vítima e acusou o governo de radicalização e de romper o diálogo, como se isso tivesse acontecido de forma unilateral, o que também foi engolido sem questionamento pela imprensa. 

Não consigo imaginar outra saída para o governo conseguir executar seus projetos sem buscar mobilizar a população – ao menos aquela parcela que historicamente vota no PT – através de sua bandeira mais duradoura: a de um governo que tem os mais pobres como prioridade.
 E aí, não tem como escapar – não há como reduzir a desigualdade sem distribuir renda em um país em que 1% da população tem rendimento médio mensal 39,2 vezes maior do que os 40% mais pobres.
O atual modelo de desenvolvimento global, do qual o Congresso e a imprensa são árduos defensores, tem concentrado riqueza na mesma medida em que aprofunda a pobreza, como comprovou um relatório divulgado pela Oxfam, ONG internacional especializada no estudo das desigualdades, coincidentemente no mesmo dia em que o Congresso derrubou o decreto do IOF. 

De acordo com o documento, nos últimos dez anos o 1% da população que compõe a elite global acumulou 33,9 trilhões de dólares, enquanto quase metade do mundo (3,7 bilhões de pessoas) vive na pobreza. Mais: o valor concentrado nas mãos dos super ricos seria suficiente para acabar com a pobreza 22 vezes – informação que viralizou nas redes sociais. É esse o placar da disputa entre ricos e pobres. 

Como disse o diretor executivo da Oxfam, Amitabh Behar, não há como falar em pobres sem falar em ricos. “Essa concentração de riqueza está sufocando os esforços para acabar com a pobreza”, explicou. Ou seja, estamos enxugando gelo.

A taxação dos super ricos é uma das propostas da Oxfam para reduzir a desigualdade, o que, aliás, tem o apoio de boa parte da população mundial: uma pesquisa realizada por essa ONG em parceria com o Greenpeace em 13 países – entre eles Brasil, Estados Unidos, África do Sul e França – mostrou que 9 em cada 10 entrevistados apoiam a taxação dos mais ricos para financiar serviços públicos – outra recomendação da Oxfam para reduzir a desigualdade – e ações contra as mudanças climáticas, que já afetam desproporcionalmente os mais pobres. 

Se quiser contribuir para o debate democrático, a imprensa tem que enfrentar com clareza a questão ricos x pobres e cobrar do governo e do Congresso mais iniciativas em direção à igualdade, em vez de fingir que os ricos não têm responsabilidade sobre a pobreza ou circunscrever a questão à disputa eleitoral. 

Até o momento, com honrosas exceções, também o jornalismo está perdendo o jogo.


Marina Amaral
Diretora Executiva da Agência Pública
marina@apublica.org 

Globo sai em defesa de Motta e ricaços em "reportagem" vergonhosa e ridícula no Jornal Nacional

 

Globo sai em defesa de Motta e ricaços em "reportagem" vergonhosa e ridícula no Jornal Nacional

JN escala Armínio Fraga, que clama pelo congelamento do salário mínimo, para defender Motta e ricaços. Em editorial, clã Marinho diz que é "absurdo taxar super ricos". Veja critica Lula por ser "pai dos pobres".

William Bonner e Renata Vasconcellos; a "reportagem" no Jornal Nacional; e a capa da Veja.Créditos: Rede X JN / Reprodução TV Globo e Veja
Escrito en POLÍTICA el 

A campanha pela taxação dos super ricos, que ganhou corpo nas redes sociais após a tentativa de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) desencadearem o golpe dos ricaços para "sangrar" Lula até as eleições de 2026, expôs a relação promíscua das famílias que comandam a mídia liberal com a Faria Lima, o Centrão e a ultradireita neofascista de Jair Bolsonaro (PL) na pauta econômica e na defesa dos 433 mil milionários do país, segundo dados do banco suíço UBS.

LEIA TAMBÉM:
Motta usou grupo Esfera, que faz lobby para ricaços, para vazar recado a Lula pelo Jornal Nacional
Estadão defende ‘solução’ Armínio Fraga: congelar salário mínimo e pobres com vida miserável

Em "reportagem" vergonhosa e ridícula na noite desta quinta-feira (3), o clã Marinho usou o Jornal Nacional para defender Motta e os ricaços, que segundo a Globo se tornaram vítimas "dos ataques nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial, após a derrubada do aumento do IOF pelo Congresso no dia 25 de junho".

Após Renata Vasconcellos atrelar o início dos ataques ao PT, como sempre, pela publicação de vídeos feitos com inteligência artificial "falando em cobrar mais dos super-ricos" e "defender justiça tributária", o JN sacou o economista Armínio Fraga, histórico representante do neoliberalismo no Brasil - que recentemente defendeu congelar o salário mínimo por seis anos para reduzir o "gasto público" -, para dizer que "segundo economistas, o aumento de IOF não representa justiça tributária".

Em seguida, o JN passa a defender Motta, "um dos mais atacados", e divulgou o vídeo publicado nas redes sociais pelo presidente da Câmara se vitimizando do "nós contra eles".

A Globo ainda escancarou a relação com o neofascismo ao convocar os bolsonaristas Rogério Marinho (PL-RN) e Zucco (PL-RS) - autor do PL inconstitucional que derrubou as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - para defender os ricaços dos "ataques" do PT nas redes.

"A mesma mão que afaga, apedreja. É o presidente Lula e o PT que vão às redes sociais desqualificar e transferir responsabilidades ao Congresso", disse o líder de Bolsonaro no Senado.

“O que o Partido dos Trabalhadores, o PT, está fazendo nas redes sociais é muito grave", choramingou o líder na Câmara acusando, de forma surreal, o governo de "radicalismo" e dizendo que "o Brasil precisa de paz, de equilíbrio, de responsabilidade, e não de um governo que instiga confronto social".

Por fim, o clã Marinho expõe sua real preocupação com o avanço do debate sobre os endinheirados no Brasil e escala  "o cientista político Carlos Pereira" para defender a "higidez das contas públicas" - entenda-se corte de gastos nas políticas sociais - e falar dos impactos que o tema terá nas eleições de 2026.

"Não adianta o presidente Lula transferir essa responsabilidade e dizer: ‘Não, é o Congresso que não está me deixando fazer isso’, porque, para o eleitor, o eleitor sempre vai perceber o Executivo como o responsável por essas políticas”, diz o cientista político.

https://revistaforum.com.br/politica/2025/7/4/globo-sai-em-defesa-de-motta-ricaos-em-reportagem-vergonhosa-ridicula-no-jornal-nacional-182742.html


Zambelli envia defesa à Câmara pede acareação com hacker Delgatti


Zambelli continua foragida, mas resolveu se defender

Gabriela Boechat
da CNN

Os advogados da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) apresentaram nesta quarta-feira (2) a defesa no processo que pode levar à perda de seu mandato. O documento foi entregue à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e conta com um pedido de acareação entre a deputada e o hacker Walter Delgatti, condenado junto com ela.

“O Walter Delgatti, que é o famoso hacker, foi chamado pela Polícia Federal de mentiroso contumaz, mudou seu depoimento pelo menos 6 vezes, então é isso que a gente coloca e pede acareação aqui na CCJ”, afirmou advogado de Carla Zambelli, Fábio Pagnozzi.

CINCO TESTEMUNHAS – Segundo a defesa, cinco testemunhas já foram indicadas para depor na comissão. Os nomes ainda precisam ser aprovados pelo relator, que não foi definido.

São elas o próprio hacker Walter Delgatti Netto; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; o perito técnico Michel Spiero; o delegado da PF (Polícia Federal) Flávio Vietez Reis; e o responsável pelos relatórios técnicos no caso, Felipe Monteiro.

Segundo a defesa, Zambelli foi alvo de cerceamento e deve ter direito a novo julgamento, desta vez pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

10 ANOS DE PRISÃO – A deputada foi condenada pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A decisão também determina a perda do mandato. O trânsito em julgado já foi reconhecido, ou seja, não cabem mais recursos. Zambelli está foragida na Itália.

No início de junho, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviou a decisão do STF à Comissão de Constituição e Justiça. Pelo regimento da Câmara, depois de passar pela CCJ, a perda de mandato precisa ser aprovada por maioria simples no plenário, ou seja, ao menos 257 votos favoráveis.

TRAMITAÇÃO – Com a defesa protocolada, a comissão poderá realizar diligências e, depois disso, terá cinco sessões para analisar o parecer, que pode recomendar a cassação ou o arquivamento do caso.

Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) afirmou nesta quarta (2) que o partido vai apoiar Zambelli. “Não abandonamos nossos soldados, por mais feridos que estejam”, disse em entrevista coletiva.

Segundo ele, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, orientou a bancada a votar pela manutenção do mandato da deputada. “Toda a direita raiz está junta. Vamos conversar com os líderes [de outros partidos] e vamos estar ao lado de Zambelli. Vamos lutar pelo mandato de uma mulher, a mais votada”, citou.



Projeto da Anistia será aprovado pela Câmara em ritmo de urgência


Anistia ampla tem amparo legal, mas Supremo pode derrubar

Bolsonaristas acham que a anistia pode salvar o mito

Bela Megale
O Globo

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou à coluna que Hugo Motta (Republicanos-PB) se comprometeu a colocar em pauta o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. O texto vem sendo trabalhado de forma sigilosa pelo presidente da Câmara e Jair Bolsonaro, segundo Sóstenes.

Entre integrantes do governo Lula, a avaliação é que, se Motta colocar a anistia para votar poucas semanas depois da derrota do IOF, o clima vai azedar de vez.

DECLARAÇÃO DE GUERRA — “Uma atitude como essa será vista como uma declaração de guerra” — resumiu um ministro do Palácio do Planalto.

Mesmo com a crise deflagrada pela derrubada do IOF seguida da judicialização do tema pela Advocacia-Geral da União (AGU), integrantes do governo vem fazendo gestos a Hugo Motta.

O deputado vinha se queixando que o governo não reconhecia as pautas boas para o Executivo que foram aprovadas no Congresso. Mas nesta quarta-feira, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi às redes sociais reconhecer o ato do Congresso pela aprovação da Medida Provisória que autoriza o uso de até R$ 15 bilhões do Fundo Social do pré-sal para habitação popular e que permite ao governo leiloar óleo e gás excedente.

BOLSONARO FORA – O projeto de anistia que vem sendo costurado pelo presidente da Câmara não incluiu benefícios a Jair Bolsonaro, que está com o julgamento da trama golpista em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde o começo de junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) promete a aliados que o projeto será pautado em tempo recorde na Câmara e no Senado.

Integrantes do PL afirmam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também está envolvido nas negociações da anistia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Cabe aqui um acréscimo à importante informação de Bela Megale (que pelo nome não se perca, diria Helio Fernandes). Propositadamente, o projeto não inclui anistia a Bolsonaro, mas é evidente que algum deputado aliado vai propor a inclusão, que é o desejo da maioria dos parlamentares, como é mais do que sabido nos bastidores do Congresso, devido às pesquisas que já foram feitas em entrevistas aos deputados e senadores. Ou seja, a anistia será aprovada, mas Bolsonaro continua inelegível, devido às duas condenações no TSE, em processos separados – um, referente à reunião com embaixadores, e o outro, sobre usar o 7 de setembro para fazer campanha eleitoral, junto com o general Braga Netto, também condenado. (C.N.)


Crédito mais caro no Plano Safra pode agravar crise financeira do agronegócio

 

 


Para especialistas, impacto das novas condições de financiamento se soma ao cenário de reformas e exige reestruturação profunda das operações rurais


 


As condições anunciadas no Plano Safra 2025/2026, que trazem juros mais altos para o crédito rural, acenderam o alerta entre produtores e entidades do setor. O crédito está se tornando inacessível para uma parcela significativa dos agricultores — realidade que deve se agravar com a manutenção da taxa Selic em patamar elevado e a complexidade da atual transição fiscal.


 


Na avaliação de Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico, especialista em planejamento sucessório e proteção patrimonial e Diretor Geral de Operações na Evoinc, o problema vai além do custo imediato do financiamento. “Grande parte do agronegócio brasileiro opera alavancado. Quando temos uma taxa de juros real tão alta, o produtor que depende de crédito, mesmo com condições melhores que a média, ainda enfrenta um custo financeiro extremamente elevado”, afirma.


 


Para ele, o impacto não se restringe ao momento atual. “O aumento do custo financeiro, num período de transição tributária, é muito mais sensível. Estamos diante da implementação da reforma do consumo, mas também da expectativa por mudanças no imposto de renda, no Código Civil e nas regras de transmissão de patrimônio. Tudo isso afeta diretamente o custo operacional e a atratividade do investimento no Brasil, o que pode pressionar ainda mais os juros”, explica.


 


Segundo Baggio, a combinação entre crédito caro e reformas estruturais pode comprometer especialmente produtores que não estiverem preparados. “A reforma tributária vai penalizar quem opera com alto grau de alavancagem, o que é o caso da maioria dos agentes do agro. O modelo de split payment, por exemplo, exigirá uma reformulação do negócio — com revisão de contratos, fluxo de caixa, prazos de recebimento e pagamento. Não basta uma assessoria jurídica convencional: é necessário um planejamento multidisciplinar”, alerta.


 


O especialista reforça que o agronegócio já vinha enfrentando desafios financeiros nos últimos anos, mas o momento atual é mais crítico. “Nunca a lógica financeira da atividade teve um peso tão grande do ponto de vista tributário. A sobrevivência dos produtores, sobretudo dos médios e grandes, dependerá da capacidade de se desvincular do custo do dinheiro e operar de forma mais eficiente. O risco de descapitalização é real”, conclui.


 


A visão é compartilhada por Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, administrador de empresas pela FGV e advogado tributarista formado pela USP/SP. Para ele, o novo Plano Safra escancara os efeitos da política fiscal adotada pelo governo federal. “A recente redução no volume de recursos do Plano Safra, acompanhada do aumento da respectiva taxa de juros, torna ainda mais evidentes os efeitos catastróficos da temerária política fiscal do atual governo. Os visíveis problemas de caixa limitam ainda mais a capacidade de investimento de um setor fundamental da economia, gerando desemprego, inflação e reduzindo a arrecadação futura. Vai se desenhando assim um ciclo vicioso rumo à recessão econômica”, afirma.


 


Garcia alerta ainda que, se houver reversão da atual isenção de IOF sobre o crédito rural, o impacto pode ser ainda maior, “pois aumenta o custo de captação”, conclui.


 


Fontes:


Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico, especialista em Planejamento Sucessório e Proteção Patrimonial e Diretor Geral de Operações na Evoinc.


 


Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, Administrador de Empresas pela FGVe, advogado Tributarista pela USP/SP.


 


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Luís Garcia

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Luiz Felipe Baggio

 


Informações à imprensa


Sobre a M2 Comunicação Jurídica


A M2 Comunicação Jurídica é uma agência especializada nos segmentos econômico e do Direito. Contamos com diversas fontes que atuam em âmbito nacional e internacional, com ampla vivência nos mais diversos assuntos que afetam a economia, sociedade e as relações empresariais


Atendimento geral à imprensa: (11) 4040-3666


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Para especialistas, impacto das novas condições de financiamento se soma ao cenário de reformas e exige reestruturação profunda das operações rurais

 

As condições anunciadas no Plano Safra 2025/2026, que trazem juros mais altos para o crédito rural, acenderam o alerta entre produtores e entidades do setor. O crédito está se tornando inacessível para uma parcela significativa dos agricultores — realidade que deve se agravar com a manutenção da taxa Selic em patamar elevado e a complexidade da atual transição fiscal.

 

Na avaliação de Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico, especialista em planejamento sucessório e proteção patrimonial e Diretor Geral de Operações na Evoinc, o problema vai além do custo imediato do financiamento. “Grande parte do agronegócio brasileiro opera alavancado. Quando temos uma taxa de juros real tão alta, o produtor que depende de crédito, mesmo com condições melhores que a média, ainda enfrenta um custo financeiro extremamente elevado”, afirma.

 

Para ele, o impacto não se restringe ao momento atual. “O aumento do custo financeiro, num período de transição tributária, é muito mais sensível. Estamos diante da implementação da reforma do consumo, mas também da expectativa por mudanças no imposto de renda, no Código Civil e nas regras de transmissão de patrimônio. Tudo isso afeta diretamente o custo operacional e a atratividade do investimento no Brasil, o que pode pressionar ainda mais os juros”, explica.

 

Segundo Baggio, a combinação entre crédito caro e reformas estruturais pode comprometer especialmente produtores que não estiverem preparados. “A reforma tributária vai penalizar quem opera com alto grau de alavancagem, o que é o caso da maioria dos agentes do agro. O modelo de split payment, por exemplo, exigirá uma reformulação do negócio — com revisão de contratos, fluxo de caixa, prazos de recebimento e pagamento. Não basta uma assessoria jurídica convencional: é necessário um planejamento multidisciplinar”, alerta.

 

O especialista reforça que o agronegócio já vinha enfrentando desafios financeiros nos últimos anos, mas o momento atual é mais crítico. “Nunca a lógica financeira da atividade teve um peso tão grande do ponto de vista tributário. A sobrevivência dos produtores, sobretudo dos médios e grandes, dependerá da capacidade de se desvincular do custo do dinheiro e operar de forma mais eficiente. O risco de descapitalização é real”, conclui.

 

A visão é compartilhada por Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, administrador de empresas pela FGV e advogado tributarista formado pela USP/SP. Para ele, o novo Plano Safra escancara os efeitos da política fiscal adotada pelo governo federal. “A recente redução no volume de recursos do Plano Safra, acompanhada do aumento da respectiva taxa de juros, torna ainda mais evidentes os efeitos catastróficos da temerária política fiscal do atual governo. Os visíveis problemas de caixa limitam ainda mais a capacidade de investimento de um setor fundamental da economia, gerando desemprego, inflação e reduzindo a arrecadação futura. Vai se desenhando assim um ciclo vicioso rumo à recessão econômica”, afirma.

 

Garcia alerta ainda que, se houver reversão da atual isenção de IOF sobre o crédito rural, o impacto pode ser ainda maior, “pois aumenta o custo de captação”, conclui.

 

Fontes:

Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico, especialista em Planejamento Sucessório e Proteção Patrimonial e Diretor Geral de Operações na Evoinc.

 

Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, Administrador de Empresas pela FGVe, advogado Tributarista pela USP/SP.

 

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Artigo Crítico: A Hipocrisia Jurídica da Câmara de Vereadores de Jeremoabo

 Artigo Crítico: A Hipocrisia Jurídica da Câmara de Vereadores de Jeremoabo

Em tempos de vigilância popular e crescente clamor por ética na política, causa indignação o comportamento incoerente do presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, que agora tenta justificar o injustificável escorando-se em parecer jurídico. O povo não é tolo, tampouco tem memória curta, como alguns ainda insistem em acreditar.

A tentativa de utilizar parecer jurídico como escudo em momentos convenientes escancara a hipocrisia de uma gestão legislativa que só respeita a legalidade quando lhe é conveniente ou traz algum benefício próprio. A população está atenta e bem se lembra do lamentável episódio que envolveu o procurador jurídico da própria Câmara, quando este, em consonância com sua consciência e responsabilidade técnica, emitiu parecer contrário à criação da Secretaria de Cultura por desmembramento da Secretaria de Educação — por considerar o projeto inconstitucional.

O que se viu, então, foi um espetáculo de desrespeito institucional. O parecer, fruto do trabalho técnico e da competência de um servidor legalmente habilitado, foi simplesmente ignorado e jogado na lata do lixo. A maioria dos vereadores, em nítida manobra política, optou por aprovar um projeto sabidamente viciado, atropelando a legalidade e a Constituição, apenas para atender interesses que em nada representavam o bem comum.

Essa seletividade no uso de pareceres jurídicos escancara o uso político e pessoal das instituições, enfraquecendo a credibilidade da própria Câmara perante a sociedade. Afinal, por que o parecer jurídico é válido hoje, quando convém a determinados interesses, mas foi descartado ontem, quando contrariava os desejos do grupo dominante?

A resposta é clara: há uma instrumentalização do direito, uma tentativa de manipular a legalidade conforme o vento político sopra. Esse tipo de postura não apenas desrespeita os profissionais da área jurídica, mas agride frontalmente os princípios democráticos e a moralidade administrativa.

É hora de dizer basta! O povo de Jeremoabo está atento, informado e cansado de ser subestimado. A população exige coerência, respeito às leis e às instituições, e, principalmente, transparência nas ações do poder legislativo. Que os vereadores e seu presidente reflitam: o mandato é um instrumento de representação do povo — não de conveniência pessoal.

A história registra. E o povo, ao contrário do que pensam, não esquece.

Jeremoabo e sua Verdadeira Emancipação: A História Não se Muda ao Sabor da Insensatez

 Jeremoabo e sua Verdadeira Emancipação: A História Não se Muda ao Sabor da Insensatez

Ainda bem que, apesar das investidas insensatas de alguns poucos, a data da emancipação política de Jeremoabo continuará sendo comemorada no dia 06 de julho, como manda a verdade histórica e o respeito à memória dos grandes vultos que ajudaram a erguer este município sertanejo.

Não é meia dúzia de “gatos pingados”, sem compromisso com os registros oficiais, que conseguirão apagar ou reescrever a trajetória de um povo. Jeremoabo não foi achada em um balaio qualquer para se permitir alterar sua história sem base legal, sem fundamento histórico, e muito menos sem a anuência do seu povo.

Breve Retorno às Origens

A história de Jeremoabo é rica e ancestral. Antes mesmo da chegada dos colonizadores, a região era habitada por povos indígenas — os muongurus e cariacás, descendentes diretos dos tupinambás. Por volta do século XVII, uma religiosa fundou um aldeamento em torno de uma ermida dedicada à Nossa Senhora de Brotas, marco do início da catequese indígena promovida pelos padres João de Barros e Jacob Roland.

A presença de Garcia D'Ávila, o senhor da Casa da Torre, teve papel relevante (e controverso) no desbravamento do sertão baiano, expandindo seus domínios por meio da pecuária e da captura de indígenas. Sua ação, porém, conflitou diretamente com os missionários jesuítas, contrários à escravização dos nativos. Em uma das mais simbólicas represálias da época, Geremoabo foi incendiada por Garcia D’Ávila, reconstruída depois sob a pressão do governo colonial ou do próprio Papa.

Com o tempo, a localidade foi se reorganizando e progredindo. Em 1718, por Alvará Régio de 11 de abril, foi criada a freguesia de São João Batista de Jeremoabo do Sertão de Cima. Mais tarde, em 1831, foi elevada à condição de vila, recebendo o nome de Vila de São João Batista de Jeremoabo — momento considerado o verdadeiro início da emancipação política. E foi em 06 de julho de 1925 que Jeremoabo alcançou o status de cidade, firmando de vez seu lugar entre os municípios autônomos da Bahia.

A Força da Memória Coletiva

A palavra Jeremoabo, de origem indígena, significa “plantação de abóboras” — um reflexo da fertilidade das terras e da cultura dos povos originários. Essa mesma fertilidade se manifesta hoje no orgulho de sua população e na resistência contra qualquer tentativa de desrespeitar o passado.

Não se pode mudar a história por conveniência, vaidade política ou ignorância documental. As datas simbólicas não são números soltos no tempo: são pilares da identidade de um povo. Mudar o 06 de julho é tentar romper com um elo de quase um século de celebrações, registros, reconhecimentos e memórias.

Em Defesa da Verdade

A data 06 de julho foi reconhecida por historiadores, jornalistas, autoridades e documentos oficiais como a legítima celebração da emancipação política de Jeremoabo. Qualquer tentativa de alterar isso sem fundamentos sérios é um desrespeito à história, ao povo e à memória daqueles que deram sua vida e trabalho por este chão.

Que o bom senso continue a prevalecer sobre a insensatez. Que a história seja celebrada com respeito. E que Jeremoabo siga firme, lembrando sempre de onde veio — para saber exatamente onde quer chegar.

Viva Jeremoabo! Viva o 06 de julho! Viva a história que não se apaga!

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