quinta-feira, dezembro 12, 2024

Genial/Quaest: Lula venceria nomes da direita em 2026; Haddad é favorito para substituí-lo

 Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Presidente Lula (PT)12 de dezembro de 2024 | 08:32

Genial/Quaest: Lula venceria nomes da direita em 2026; Haddad é favorito para substituí-lo

brasil

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 12, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é favorito na eleição de 2026, caso opte por concorrer. De acordo com levantamento, o petista venceria o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros nomes da direita em cenários estimulados para o 2º turno da corrida presidencial.

Segundo a pesquisa, Lula venceria Bolsonaro na segunda etapa eleitoral por 51% contra 35%. Já contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula venceria por 52% contra 26%. Em uma disputa contra o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que foi candidato à Prefeitura de São Paulo, o petista venceria por 52% contra 27%. Por fim, contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Lula venceria a disputa por 54% a 20%.

A pesquisa mostrou que 52% acham que Lula não deveria se candidatar à reeleição em 2026, contra 45% que acreditam que o petista deveria disputar o pleito. Em outubro, o número contra a reeleição do presidente era maior. Segundo levantamento anterior, 58% achavam que Lula não deveria se candidatar à reeleição em 2026, contra 40%

A pesquisa foi feita entre os dias 4 a 9 de dezembro, antes da cirurgia às pressas a que Lula foi submetido nesta semana. O procedimento foi realizado após a identificação de uma hemorragia intracraniana, decorrente do acidente domiciliar sofrido pelo chefe do Executivo em outubro.

Caso Lula não concorra em 2026, o nome favorito para ser o candidato do governo, segundo a pesquisa, é o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Assim como o atual chefe do Executivo, Haddad venceria todos os mesmos nomes da direita.

Contra Bolsonaro, Haddad venceria por 42% contra 35%. Em uma disputa contra Tarcísio, o ministro da Fazenda venceria por 44% a 25%. Já contra Marçal, Haddad seria o vitorioso por 42% a 28%. Por fim, contra Caiado, o chefe da Fazenda ganharia o pleito por 45% a 19%.

Já caso Bolsonaro, que hoje está inelegível, não possa mesmo ser candidato em 2026, o nome visto como o mais forte para disputar com Lula é o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Arrependimento

O levantamento também mostrou que, ao fazer uma avaliação geral do segundo ano de governo Lula 3, 10% dos eleitores se arrependem de seu voto. O índice mostra um aumento em relação a dezembro de 2023, quando constavam 6% dos eleitores como arrependidos. Enquanto isso, 84% não se arrependem de seu voto, versus 88% em dezembro de 2023.

A pesquisa contou com 8.598 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de um ponto porcentual e o índice de confiança é de 95%.

Sofia Aguiar / Estadão ConteúdoPoliticaLivre

Justiça Eleitoral investiga fraudes eleitorais em diversas cidades; municípios apresentaram mais eleitores do que habitantes

 

Justiça Eleitoral investiga fraudes eleitorais em diversas cidades; municípios apresentaram mais eleitores do que habitantes
Foto: Antonio Augusto/TSE

A Justiça Eleitoral e a Polícia Federal (PF) deflagraram uma operação para investigar transferências em massa de eleitores em, pelo menos, 82 municípios brasileiros nas eleições municipais de 2024. Em alguns dos casos, a quantidade de eleitores de uma cidade ultrapassava a população.

 

Um levantamento realizado pela Folha de S. Paulo identificou prisões, operações e investigações em andamento nos órgãos públicos. O esquema pode ter tido, inclusive, participação direta na vitória de prefeitos e vereadores no Brasil. Segundo dados do TSE, estes 82 municípios, muitos com menos de 10 mil habitantes, apresentaram um aumento entre 20 e 46% no eleitorado apenas com transferências de títulos. Em 58 municípios, o número de eleitores é maior do que o número de residentes. 

 

As cidades com aumento de, pelo menos, 15% em seu eleitorado são 229. Em Fernão, cidade com pouco mais de 1.700 habitantes no interior de São Paulo, o candidato Bill (PL) foi eleito prefeito com um voto de diferença. O Ministério Público, no entanto, o acusa de transferir, fraudulentamente, mais de 60 eleitores para a cidade.

 

A promotoria tentou barrar a sua posse e a diplomação do candidato chegou a ser suspensa. Em suas redes sociais, Bill alegou ter sido alvo de acusações infundadas. Dias depois, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo cassou a liminar que barrava a sua posse.

 

Somente o estado de Goiás apresentou 19 cidades dentro deste quadro. Nas cidades de Guarinos e Davinópolis, o número de eleitores foi maior do que a população da cidade. O TRE do estado informou sobre as investigações policiais, mas pedidos de revisão do eleitorado foram “negados por falta de evidências”.

 

Em Elesbão Veloso, no interior do Piauí, a população caiu 6% entre os censos de 2010 e 2022, enquanto o eleitorado apresentou um aumento de 8%. A cidade de Divino das Laranjeiras, no sul de Minas Gerais, de pouco mais de 4.000 habitantes, teve uma queda populacional de 15,4% entre os censos, ao mesmo tempo em que apresentou um aumento de 15,6% em seu eleitorado somente entre os pleitos de 2020 e 2024.

 

Em Correntina, no oeste do estado da Bahia, uma juíza eleitoral acionou a Polícia no mês de abril, após duas pessoas tentarem promover uma fraude do gênero.


Presidente do TJ-BA projeta concurso para juízes para cobrir 100 vagas em 2025

 

Presidente do TJ-BA projeta concurso para juízes para cobrir 100 vagas em 2025

Por Camila São José / Leonardo Almeida

Presidente do TJ-BA projeta concurso para juízes para cobrir 100 vagas em 2025

A presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Cynthia Maria Pina Resende, informou ao Bahia Notícias que já foi iniciada as primeiras etapas para o lançamento de um concurso para juiz substituto. Em entrevista realizada pela desembargadora à reportagem, ela afirmou que a previsão é de que ocorra ainda no ano de 2025, tendo 100 vagas disponíveis.

 

Cynthia disse que agora a fase atual é de contratar uma empresa para realizar o concurso do TJ-BA. A desembargadora também adiantou que, apesar das provas serem para juízes substitutos, os magistrados devem ser titularizados.

 

Cynthia Maria Pina Resende | Foto: Camila São José / Bahia Notícias

 

“A comissão de concurso já foi publicada, a comissão de apoio. Já pedimos indicação da OAB-BA, já pedimos indicação do MP-BA, todos já indicaram. Agora vamos passar para a segunda etapa: a contração da empresa que vai dar o concurso. Espero que dê tempo de iniciarmos ainda no primeiro semestre. Não podemos fazer para mais do que 100 vagas pela lei de organização judiciária. Como nós vamos ter movimentações, esses juízes serão todos titularizados ainda no correr do ano e teremos as 100 vagas livres para serem nomeadas”, afirmou Cynthia.

 

O salário de um juiz substituto de carreira gira em torno de R$ 28 mil, fora descontos e benefícios. Um magistrado titular recebe mais de R$ 30 mil.

 

A presidente do TJ-BA também falou comentou sobre os projetos de lei enviados para apreciação da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Dentre as preposições está a criação de novos cargos, o plano de salários dos servidores e organização das secretarias. Segundo a desembargadora, o tribunal aguarda o “sinal verde” do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que teria sinalizado que faria uma avaliação do impacto financeiro dos projetos.

 

“Nós temos cinco projetos que nós enviamos para a Assembleia Legislativa. Mas nós estamos aguardando uma sinalização do governador, porque ele mandou fazer um estudo desses projetos do Impacto financeiro no orçamento e eu espero que isso seja concluído antes do final do ano, antes do início do recesso da Assembleia para que seja votado ainda neste ano”, contou Cynthia.

 

A última sessão da AL-BA em 2024 deve ser realizada na próxima terça-feira (17), quando está planejado uma força-tarefa de apreciações de projetos.

Internação de Lula expõe fragilidades e anomalias nas relações de poder

Publicado em 11 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Ton Molina/Getty Images

Alckmin é um vice-presidente que jamais assume

Bruno Boghossian
Folha

A cirurgia que deve tirar Lula de campo até a próxima semana exibe sintomas agudos de deformações conhecidas do governo e das relações de poder no país. A internação do presidente não oferece um grande risco político imediato, mas expõe anomalias institucionais e fragilidades domésticas da gestão petista.

A concentração da autoridade política nas mãos de Lula é a marca mais cantada deste mandato. Não é uma grande deformação para os padrões do presidencialismo brasileiro, mas essa característica condicionou toda a estrutura do poder a uma dependência acentuada da porta para dentro e da porta para fora.

GASTOS PÚBLICOS – A coincidência da internação com a corrida acelerada para a aprovação do ajuste fiscal mostra o quanto Lula precisa de Lula. Ainda que o presidente esteja disposto a despachar do hospital, o momento politicamente delicado é um lembrete de que parte da influência do petista está ancorada em seus gestos públicos e conversas reservadas em Brasília.

Nenhum ministro de Lula teve disposição ou força para adoçar o remédio amargo da contenção de gastos em dois setores cruciais para a deglutição do pacote: a base social do governo e o PT.

Até aqui, o presidente não puxou para seu colo o desgaste das medidas, mas auxiliares avaliavam que só ele teria condições de cumprir a missão. No hospital, seu alcance fica limitado por alguns dias.

DISTORÇÃO NÍTIDA – Dentro dos palácios, a distorção é ainda mais nítida. Horas antes da internação, o próprio Lula precisou endossar um acordo de liberação de emendas para tentar destravar a votação do pacote num Congresso que nunca considerou suficiente a palavra de ministros destacados pelo petista.

A aberração política aparece na forma de uma chantagem que só funciona quando é apresentada diretamente ao presidente.

O tamanho dos eventuais prejuízos da ausência parcial de Lula ainda será medido. Os possíveis efeitos de curto prazo na operação política do governo, porém, são mais palpáveis do que as precoces especulações sobre 2026 e a sucessão do petista. Considerada a previsão dos médicos de uma boa recuperação, tudo indica que essa questão também dependerá mais do próprio Lula do que de outros personagens.


Se prever o presente já é difícil, imaginem prever o futuro…

Charge do Jean Galvão

Marcus André Melo
Folha

Dante, em “A Divina Comédia”, colocou os adivinhadores no Oitavo Círculo do Inferno, com a cabeça torcida, voltada para as costas, com as lágrimas molhando as nádegas, de maneira que não conseguem olhar para a frente. Essa é a punição por alegarem saber o futuro que estaria ao alcance apenas de Deus.

“Predição é muito difícil. Especialmente se for sobre o futuro”, a frase é de um dos criadores da física quântica, Niels Bohr.

PRESENTE E FUTURO – Estimar um modelo com base em um conjunto de dados/variáveis do passado é uma coisa. É como prever o presente. Mas prever resultados futuros (“out of sample”) é muito mais complexo, exigindo suposições sobre o papel de fatores ainda desconhecidos. Muitas previsões são muito complexas; outras simplesmente impossíveis.

Previsões por cientista políticos e economistas têm algo em comum: estão ancoradas em expectativas sobre expectativas.

A metáfora de Keynes sobre um hipotético concurso cujos participantes deveriam escolher —com base nas fotografias de centenas de candidato(a)s— os mais atraentes, e serem premiados pela previsão correta quanto ao vencedor é clássica; ela permite uma distinção entre a preferência do analista e a dos demais, cuja agregação determinará o resultado final.

POLARIZAÇÃO – Apostar no que desejamos que aconteça é fonte permanente de autoengano. Mas é o mais comum. No contexto atual da polarização as predições confundem-se com torcida partidária e politicamente tribal.

A metáfora captura outra distinção: não se trata apenas da opinião pura e simples doS participantes, mas da percepção que têm sobre a avaliação que a média das pessoas farão.

A premiação é para quem acertar o vencedor, e todos farão o cálculo com base em expectativas do conjunto de participantes. A analogia aqui é com a bolsa: o que um indivíduo pensa sobre o valor de uma ação não importa, mas, sim, o que os demais pensam a respeito; ou mais importante, que previsões fazem sobre a avaliação média do mercado sobre a ação.

E A ELEIÇÃO? – O mesmo vale para o voto. Tanto o comparecimento quando o voto em si são função de expectativas sobre os resultados eleitorais.

Fenômenos de enorme importância política, como a Primavera Árabe, a queda do Muro de Berlim e a eleição de Trump, não foram antecipados por nenhum analista. Muitos destes eventos raros (no jargão, a “cauda longa”) caracterizam-se por processos que se aceleram e eclodem subitamente.

Timur Kuran identificou “cascatas informacionais” que deflagram efeitos manadas e que não são observáveis pelos analistas por que os atores sociais falsificam suas preferências.

AS PREVISÕES – De repente milhões de apoiadores de uma causa aparecem do nada. Ou se recusam a responder a pesquisas de opinião, introduzindo vieses.

Fazer previsões oscila entre hubris e charlatanismo, mas elas são inevitáveis e devem ser vistas como chutes fundamentados.

No Oitavo Círculo, os Adivinhos têm por companhia Sedutores, Aduladores, Simoníacos, Corruptos, Hipócritas, Ladrões do sagrado, Maus conselheiros, Semeadores da discórdia, Alquimistas. Muitos deles Dante Alighieri identifica pelo nome: são personagens reais da política fiorentina e da história. Penso em quão longa seria a lista dos personagens da nossa divina comédia cotidiana.

“Oposição a Lula está dividida em quatro facções de direita”


Partido de Kassab apoiará Lula e Tarcísio; sobrevivente, | Política

Gilberto Kassab representa a “direita pragmática”

Deu na CNN

O cenário político brasileiro passou por uma significativa transformação após as recentes eleições municipais, segundo análise do cientista político Carlos Melo, professor do Insper. Em entrevista à CNN Brasil, Melo destacou a fragmentação da direita, identificando quatro vertentes distintas que emergiram do processo eleitoral.

De acordo com o especialista, o protagonismo da direita, antes centralizado na figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, diluiu-se ao longo do processo eleitoral.

QUATRO CORRENTES – ‘No meu entender, saíram desse processo quatro direitas’, afirmou Melo, delineando as seguintes correntes:

1. Direita extremista: Representada por Jair Bolsonaro e seus seguidores mais fervorosos.

2. Direita ‘ANCAP’ (anarco-capitalista): Onde se posicionam figuras como Pablo Marçal.

3. Direita patrimonialista: Associada ao tradicional ‘Centrão’.

4. ‘Pessedismo ressuscitado’: Uma vertente mais pragmática, personificada por Gilberto Kassab e o atual PSD, que o especialista descreve como ‘a alma do velho PSD no corpo do atual PSD’.

PRAGMATISMO – Melo ressaltou que esta última vertente, personificada por Kassab, se caracteriza por não se identificar explicitamente como direita, esquerda ou centro, adotando uma postura altamente pragmática.

O cientista político também abordou a situação do atual governo, destacando sua ‘capacidade de competir’. No entanto, ele pontuou uma incerteza crucial: ‘Precisamos saber se será o presidente Lula candidato ou não. Está em aberto, hoje eu diria para você que seria, mas enfim, a gente vai precisar esperar o tempo passar’.

Esta análise sugere um cenário político em evolução, com potenciais implicações significativas para as eleições presidenciais de 2026. A fragmentação da oposição pode representar tanto desafios quanto oportunidades para os diversos atores políticos, enquanto o quadro eleitoral continua a se delinear nos próximos anos.


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