quarta-feira, novembro 06, 2024

Putin não planeja parabenizar Trump e aguardará algumas ações concretas


Russian President Vladimir Putin attends a meeting with CEO of Rostec state corporation Sergei Chemezov in Moscow, Russia, December 28, 2023. Sputnik/Gavriil Grigorov/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.

Putin vai esperar para saber a real intenção de Trump no poder

Anna Chernova e Lauren Kent
da CNN

O presidente russo, Vladimir Putin, não tem planos de parabenizar antecipadamente o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse o porta-voz do Kremlin.

“Não vamos esquecer que estamos falando de um país hostil que está direta e indiretamente envolvido na guerra contra nosso estado”, afirmou Dmitry Peskov.

MONITORANDO – O porta-voz do Kremlin declarou que a Rússia está monitorando cuidadosamente as informações sobre a eleição dos EUA e é improvável que faça uma avaliação oficial até ver “palavras e ações concretas”.

“Ainda há algo a fazer, considerando que o atual presidente dos EUA permanecerá no cargo por quase mais um mês e meio”, disse Peskov nesta quarta-feira (6).

Peskov destacou “declarações significativas” de Trump, incluindo o que o Kremlin se referiu como “seu desejo de acabar com as políticas em andamento de estender guerras antigas e começar novas”.

NO SALÃO OVAL – À medida que ele se prepara para entrar, ou quando já entrou no Salão Oval, reconhecemos que às vezes as declarações assumem um tom diferente. Portanto, estamos analisando tudo cuidadosamente, observando e tiraremos conclusões com base em palavras e ações específicas”, disse Peskov.

“Nós dissemos repetidamente que os EUA estão em posição de ajudar a pôr fim ao conflito. Claro, isso não pode ser alcançado da noite para o dia.”

Quando perguntado se Trump poderia ficar ofendido pela falta de parabéns de Putin, o porta-voz do Kremlin acrescentou: “É praticamente impossível que as relações piorem ainda mais. As relações estão atualmente em seu ponto histórico mais baixo.”


ABI pede a Lula rompimento de relações com o Estado de Israel

 

ABI pede a Lula rompimento de relações com o Estado de Israel


06/11/2024


A ABI enviou uma Carta Aberta ao Presidente Lula, assinada pelo presidente Octávio Costa e pelo presidente do Conselho Delberativo, Marcos Gomes, pedindo o rompimento de relações diplomáticas com o Estado de Israel.

Veja a íntegra da Carta

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Excelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,

Considerando…

  1. …notícias divulgadas em todo o mundo sobre os ataques do Exército israelense de ocupação da Palestina a residências coletivas de jornalistas, para além de redações de agências de notícias, que já resultaram em mais de 180 jornalistas assassinados;
  2. …que esses ataques, sob o enganoso pretexto de uma “legítima defesa”, visam, na realidade, a evitar a circulação de imagens e informações sobre o genocídio em curso contra a população civil de Gaza e da Cisjordânia, onde já morreram mais de 40 mil pessoas, incluindo mulheres e crianças;
  3. …que as mesmas práticas se estenderam recentemente ao Líbano, à Síria, ao Iêmen e ao Irã, criando todas as condições para generalizar o conflito, com a mal dissimulada intenção de torná-lo intercontinental, com consequências inimagináveis;
  4. …a tradição pacifista do Brasil no cenário internacional e as iniciativas tomadas por Vossa Excelência na busca pela paz,

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que há 116 anos se destaca pela defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, propõe que o governo do Brasil, que também tem sido ofendido e desqualificado pelo regime de Benjamim Netanyahu, promova o imediato rompimento de relações com o Estado de Israel.

No entendimento da ABI, esse rompimento deve perdurar até que o governo de Israel reconheça uma Palestina livre e soberana e cumpra as decisões e advertências de instituições globais – como a ONU -, que têm sido sistematicamente desprezadas pelo regime de Netanyahu.

Confiamos no seu total empenho em favor da paz mundial.

Atenciosamente

Octávio Costa                                 Marcos Gomes

Presidente                     Presidente do Conselho Deliberativo

Lula parabeniza Trump, defende diálogo e fala em trabalho conjunto

 Foto: Paulo Pinto/Arquivo/Agência Brasil

O presidente Lula06 de novembro de 2024 | 09:19

Lula parabeniza Trump, defende diálogo e fala em trabalho conjunto

mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou, nesta quarta-feira (6), Donald Trump pela vitória nos Estados Unidos e desejou sorte ao novo governo. A declaração foi feita nas redes sociais, após a confirmação de que o republicano foi eleito o novo presidente americano.

“Meus parabéns ao presidente Donald Trump pela vitória eleitoral e retorno à presidência dos EUA. A democracia é a voz do povo e ela deve ser sempre respeitada. O mundo precisa de diálogo e trabalho conjunto para termos mais paz, desenvolvimento e prosperidade. Desejo sorte e sucesso ao novo governo”, afirmou.

O governo Lula é próximo da gestão Joe Biden, e, na sexta-feira passada (1), Lula chegou a declarar apoio à adversária de Trump, Kamala Harris. Ele disse que sua vitória seria “mais segura” para a democracia e citou os ataques ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando Trump incitou seus apoiadores a invadir o Congresso no dia que a Casa certificava a vitória de Biden.

“Agora temos o ódio destilado todo santo dia, as mentiras, não apenas nos EUA, na Europa, na América Latina, vários países do mundo. É o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”, afirmou na ocasião. “Como sou amante da democracia, acho coisa mais sagrada que nós humanos conseguimos construir para bem governar o nosso país, obviamente estou torcendo para Kamala ganhar as eleições.”

Marianna Holanda/FolhapressPoliticaLivre

Todas as pesquisas falharam, desta vez não sobrou um só acerto

Publicado em 6 de novembro de 2024 por Tribuna da Internet


É a economia, estúpido!, que elege Trump e remodela a política dos EUA

Publicado em 6 de novembro de 2024 por Tribuna da Internet

Donald Trump discursa de trás de vídeo blindado durante comício na Pensilvânia

Vitória fácil de Trump desmoraliza o setor de pesquisas eleitorais

Flávia Barbosa
O Globo

À medida que a madrugada avançava, a eleição presidencial dos EUA foi ficando mais parecida com a de 2016, vencida por Donald Trump contra Hillary Clinton, do que com a de 2020, em que o republicano perdeu a reeleição para Joe Biden. Às 3h, os sinais eram inequívocos. Pouco depois das 4h, confirmou-se o que, desde o início da noite, se desenhava: com a vitória na Pensilvânia, o ex-presidente que dominou o Partido Republicano e radicalizou a política americana, com sua retórica incendiária, divisiva, misógina e xenófoba, voltará à Casa Branca.

E não será um retorno qualquer. Será retumbante. Entre os cenários absolutamente plausíveis para a corrida eleitoral deste ano, sempre houve a possibilidade do chamado landslide_ quando um candidato vence de lavada, especialmente carregando todos ou a maioria dos estados-pêndulo. Donald Trump já venceu 3 dos 7 estados decisivos e lidera nos outros 4, e pode claramente vencê-los todos.

ESMAGANDO – E mais: ele lidera o voto popular por mais de 5 milhões de votos, algo que um republicano não conseguia desde George W. Bush, duas décadas atrás. Seu partido obteve a maioria do Senado e tem grandes chances de obter a maioria na Câmara. Sua performance em cada estado é melhor em 2024 do que em 2020, com avanços de até 10 pontos percentuais em condados-chave. Barba, cabelo, bigode.

Como isso é possível? Muito resume-se ao mais famoso ensinamento político do genial estrategista democrata James Carville: “É a economia, estúpido!”.

Não era segredo para ninguém que a economia era o principal tema a mobilizar os eleitores.

TUDO ERRADO – A insatisfação com o custo de vida, a inflação acima do patamar histórico, a sensação de que as contas não fecham e de que o futuro será pior era gritante entre os americanos, que desaprovam por 56% a 41% a presidência de Joe Biden; e 59% desaprovam sua forma de conduzir a economia.

Para 63% da população, os EUA rumam na direção errada. A lembrança é de uma vida mais confortável sob Donald Trump _ considerado mais apto para lidar com a economia do que Kamala Harris, por uma margem de 6 pontos percentuais.

Isso mesmo com a economia americana sob Joe Biden ter tido uma excelente performance em baixar a inflação herdada da pandemia, em gerar empregos, em perdoar dívidas estudantis, em reduzir o preço dos planos de saúde… Mas simplesmente ninguém sente. E percepção é tudo.

MALDIÇÃO – Kamala Harris simplesmente não conseguiu fugir da maldição da Bidenomics. Afinal, ela é vice-presidente de Biden e parte do pacote. Quanto mais o mapa eleitoral foi sendo preenchido ao longo da noite e da madrugada, mais claro ficava o impacto do bolso nas decisões dos eleitores.

Sistematicamente, áreas mais atingidas pela inflação, preços de aluguel, alimentos, energia e gasolina cobravam votos de Kamala mesmo em regiões onde ela vencia com folga – suas margens, porém, encolheram em relação à votação de Biden, em estado após estado: Virgínia, Geórgia, Pensilvânia, Michigan, Wisconsin, Carolina do Norte.

A economia também serviu de combustível ao engajamento republicano e ao comparecimento às urnas. A identificação de eleitores com o Partido Republicano superou o alinhamento democrata pela primeira vez em décadas. Isso foi acompanhado do registro de mais eleitores republicanos.

VOTAÇÃO ANTECIPADA – Não à toa, os números de votação antecipada dos republicanos foram estrondosos. E o chamado turnout acompanhou, ontem, no dia derradeiro.

Não é a única mudança que a vitória de Trump catalisou nos EUA. De carona na insatisfação com a economia, com a falta de oportunidade, a dificuldade de avançar na escolaridade, notadamente mais forte entre os homens, o ex-presidente conseguiu em 2024 avançar nos votos de latinos, negros e mais jovens, um trio demográfico historicamente fiel aos democratas. Por largas margens. Este avanço se junta a outro observado já em 2016 e 2020, sobre trabalhadores brancos sem diploma universitário.

Juntos, esses movimentos cristalizam uma reconfiguração do voto nos EUA, com uma nova coalizão vencedora e radicalizada. Os “deixados para trás” pela globalização, o avanço tecnológico, o elevado custo de estudar parecem superar agora a coalizão que se alinhava em torno de pautas progressistas concretas: mulheres, latinos, negros.

POPULISMO – Parece que os EUA estão trocando uma coalizão popular por uma populista.

Este realinhamento empurrará ainda mais o Partido Republicano e a direita americana ao extremo, ou seja, a Trump. E forçará os democratas a redesenharem seu projeto de país e a redescobrirem o caminho para comunicá-lo.

Os EUA nunca mais serão os mesmos. Trump já mudou para sempre a América. E os próximos 4 anos podem mudar ainda mais, com reflexos nos quatro cantos do planeta.


Mais uma Derrota dos Inconformados Perante o STF: Aceite que Dói Menos

 

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A recente tentativa do prefeito de Jeremoabo e seu conluio de , de contestar o resultado eleitoral que favoreceu Tista de Deda parece ter sofrido mais um revés no Judiciário. Argumentos políticos e jurídicos, até então apresentados, não foram suficientes para reverter o quadro já consolidado nas urnas pelo eleitorado de Jeremoabo, que escolheu democraticamente Tista como seu novo prefeito. A manifestação popular, portanto, foi clara e incontestável, e a vontade do povo de Jeremoabo parece ter sido "julgada e sacramentada", encerrando quaisquer dúvidas sobre o resultado eleitoral.

O argumento do prefeito eleito João Batista Melo de Carvalho está centrado em uma alegação de inobservância, por parte da relatora de um Agravo Interno (AI n. 8054575-64.2024.8.05.0000), da decisão cautelar proferida pelo ministro Gilmar Mendes no âmbito da ADI 6.678. Ele sustenta que as sanções que lhe foram impostas, incluindo a suspensão dos direitos políticos por três anos em ação civil pública por improbidade administrativa, seriam desproporcionais, conforme o entendimento manifestado pelo ministro na decisão mencionada.

No entanto, ao analisar a referida ADI, Gilmar Mendes de fato reconheceu que penalidades como a suspensão de direitos políticos deveriam observar a proporcionalidade, especialmente em casos de atos culposos que ferem princípios administrativos, mas sem dano direto ao erário. Contudo, no caso específico de Jeremoabo, os tribunais mantiveram a penalidade, sinalizando que as condutas imputadas não atendem ao critério de desproporcionalidade alegado pelo sobrinho do ex-prefeito.

Assim, com base na fundamentação jurídica vigente e na escolha consolidada nas urnas, a população de Jeremoabo segue respaldada em sua decisão de confiar o futuro do município a Tista de Deda. O Judiciário, ao que parece, reconhece a validade do processo e das sanções aplicadas, sinalizando que tentativas de contestação já não encontram suporte na interpretação mais recente da Lei de Improbidade Administrativa.

Nota da redação deste BlogA insistência dos opositores do prefeito eleito de Jeremoabo, Tista de Deda, encontra mais uma vez resistência nos tribunais. Com a decisão recente do STF, fica evidente que, diante dos fatos e das leis, os recursos para reverter o resultado eleitoral perdem força. Assim, aceitar a escolha popular expressa nas urnas parece ser o único caminho para aqueles que ainda se recusam a aceitar a derrota.

Um mundo entre a vida sórdida de Trump e o velho império de Kamala


Candidatos à Presidência dos EUA, Donald Trump e Kamala Harris, se cumprimentam em debate na Pensilvânia

Trump e Kamala são dois candidatos que deixam a desejar

Vinicius Torres Freire

Democratas do mundo inteiro torcem em desespero pela vitória de Kamala Harris. Se eleita, a candidata do Partido Democrata não vai reverter esta onda longa de degradação social e política, fora do controle até do poder de um império mais benevolente. Mas manteria no poder o establishment imperial mais comedido e racional, de resto com 10% de desconto social, o Partido Democrata e seus aliados na finança, na universidade ou na ciência em geral e em boa parte das “big” (“techs”, “pharma” e outros gigantes tecno).

De certo modo, é coalizão que vem desde Bill Clinton (1992-2001), em especial desde Barack Obama (2009-2017), com qualificações.

O QUE VEM – As consequências de Donald Trump são incertas, até se ele perder. Haveria guerra jurídica e tumulto na rua? Vitorioso, vai implementar seu programa? Plutocratas menos lunáticos do entorno de Trump dizem que não; pode haver revolta política; talvez o Congresso barre o pior.

O plano de Trump tende a acabar com o que resta da ordem mundial que os EUA comandaram desde 1945 e com uma ideia de governo que, na sua versão moderna, tem bem mais de um século.

Os aumentos de impostos de importação (“tarifas”) acelerariam a fragmentação econômica global, além de agravar perigosamente o conflito com a China. Bloqueios de comércio alteram também fluxos de investimento; reorganizam ou reforçam blocos políticos e econômicos. Teriam consequências imediatas: preços e juros maiores, comércio menor, menos atividade econômica.

DRIBLAR RESTRIÇÕES – Haveria tentativas de driblar as restrições, como já acontece com as tarifas de Trump 1 (e políticas de vários governos dos EUA). Parceiros, vizinhos e aliados da China tornam-se veículos ou intermediários do capital e da produção chinesas. O pequeno Vietnã ora tem o terceiro maior saldo comercial com os EUA (US$ 105 bilhões, em 2023; o déficit com a China, o maior, é de US$ 279 bilhões). A

 fim de fazer valer sua vontade, Trump viria a impor outras sanções contra países da conexão comercial ou de investimentos chineses e contra outros dribles?

Trump quer que países da Otan e do Leste da Ásia paguem a conta da proteção militar americana. Criaria problemas na endividada e lerda Europa e pânico em Taiwan, para começar. Mais importante, sem dinheiro e armas americanas, qual seria a atitude diplomática e econômica de tais países e blocos?

MOEDA MUNDIAL – Um exemplo menor. A conversa sobre a substituição do dólar subiu de tom com o confisco de reservas da Rússia e o banimento do país das redes financeiras ocidentais, entre outros rearranjos. A perda de peso do dólar ainda é pequena; o poder da moeda está longe de depender só de política. Mas as coisas se movem.

Trump quer trocar a burocracia, o governo racional, o serviço público de Estado, por um séquito. Ameaça meter a mão até no Banco Central, o que teria consequências para o financiamento da explosiva dívida americana e para taxas de juros mundiais, para nem mencionar a insegurança que causaria nos donos do dinheiro grosso, que estacionam seus haveres nos EUA.

O republicano quer dar cabo da transição ambiental; por tabela, ameaçaria compromissos do resto do mundo. A fim de deportar milhões de imigrantes ilegais (o que teria efeito econômico sério), criaria campos de concentração e um grupamento policial-militar de caça e intervenções? Os EUA têm Guantánamo, recorde-se.


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