sábado, outubro 26, 2024

MotoFest 2024: Da Celebração ao Fracasso, Um Evento Marcado pela Decadência e Politização

 

Foto Divulgação  - WhatasApp



O MotoFest 2024 em Jeremoabo foi alvo de duras críticas, refletindo uma decadência em comparação com edições anteriores. O evento, que já foi uma referência no calendário local, perdeu a essência, se transformando em uma ocasião que parecia mais uma despedida simbólica do candidato Matheus, cujo voo político foi curto e não conseguiu empolgar a população. O evento deixou de ser uma celebração autêntica da cultura motociclística para se tornar, aos olhos dos críticos, uma reunião de agradecimentos a figuras políticas desgastadas, como Tistinha e Alessandra. Esses agradecimentos indicam uma tentativa de reforçar laços políticos e distribuir favores, em vez de proporcionar uma experiência genuína aos participantes.

As críticas destacam a falta de elementos que costumavam dar vida ao MotoFest. Não houve stands de camisas, artesanato ou produtos que conectassem os participantes com o evento. A música, ao invés de refletir a tradição do motociclismo, foi dominada por gêneros como arrocha, pisadinha e sertanejo, que não ressoam com o espírito de uma festa de motos. Isso reflete uma desconexão da organização com a natureza do evento, além de uma possível falta de investimento na seleção de atrações.

A queda no número de participantes e a escolha de grupos musicais sem expressão sugerem uma falta de planejamento ou interesse em revitalizar o evento. O MotoFest, que antes era visto como um espaço para fomentar o turismo e a cultura local, agora é percebido como uma extensão de um projeto político decadente. Essa politização excessiva afasta os entusiastas e dilui a autenticidade, transformando a festa em um palco de agradecimentos e discursos que pouco dizem aos verdadeiros amantes do motociclismo.

As críticas dos frequentadores apontam para a necessidade de uma reestruturação, caso o evento tenha alguma chance de recuperar seu prestígio em futuras edições. Se continuar sendo instrumentalizado como um evento de campanha política, o MotoFest corre o risco de se tornar irrelevante. É necessário que a organização retome o foco no motociclismo, na cultura e no lazer, revitalizando a essência que o evento um dia teve, ou os próximos anos serão mais uma repetição do fracasso de 2024.

Foto Divulgação - 

Nota da Redação deste BlogO pós-evento do Jere Moto Fest Show 2024 foi marcado por uma verdadeira ressaca, com consequências que evidenciam falhas graves na organização e na infraestrutura. A ausência de sanitários químicos foi um dos pontos mais criticados, resultando em ruas com mau cheiro e condições precárias de higiene, prejudicando a experiência dos moradores e visitantes. O problema foi agravado pela falta de iluminação pública adequada, deixando as ruas escuras e contribuindo para um ambiente pouco seguro e acolhedor.

A redução significativa no número de motociclistas e frequentadores reforça a percepção de que o evento perdeu sua relevância e atratividade. Além disso, os relatos de casas com paredes mijadas e preservativos jogados nas calçadas destacam a falta de planejamento em relação à limpeza e segurança pública, o que contribuiu para a sensação de abandono e desorganização.

Essas falhas revelam uma gestão desatenta às necessidades básicas para garantir um evento de qualidade e respeitoso com a comunidade local. Para que o Moto Fest volte a ser um evento positivo para Jeremoabo, será necessário um planejamento mais criterioso, que considere desde a infraestrutura básica até a seleção de atrações, respeitando tanto os participantes quanto os moradores da cidade.

sexta-feira, outubro 25, 2024

Ex-chefe de gabinete diz que Trump se enquadra na definição de “fascista”

 Publicado em 25 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Pedro do Coutto                                    

Kelly trabalhou com Trump entre 2017 e 2019

Se confirmada a versão de John Kelly sobre as declarações que Donald Trump teria feito, reconhecendo medidas de Adolph Hitler, a candidatura do ex-presidente terá desabado, pois Hitler é o maior assassino da História e a figura mais repugnante na memória dos tempos. John Kelly foi chefe de Gabinete de Trump e, portanto, tem condições de falar sobre ele. Os jornais não publicaram o fato, com exceção da Folha de S.Paulo. Mas, nos Estados Unidos a versão foi destacada pelo Washington Post.

John Kelly afirmpu que Trump se enquadra na definição de “fascista” e prefere uma “abordagem de ditador”. General reformado dos Fuzileiros Navais, Kelly trabalhou com Trump entre 2017 e 2019 e, em entrevista ao The New York Times, destacou que o ex-presidente admirava líderes autoritários, mencionando especificamente Adolf Hitler, e expressava o desejo de ter generais semelhantes aos do regime nazista.

EXTREMA DIREITA – “É claro que o ex-presidente está na área da extrema direita, é claro que ele é um autoritário, ele admira pessoas que são ditadores, ele mesmo disse isso. Então, sem dúvida, ele se enquadra na definição geral de um fascista, com certeza”, declarou.

Além disso, o general manifestou preocupações sobre o caráter e aptidão de Trump para o cargo, apesar de concordar com algumas de suas políticas. Kelly enfatizou que a falta de entendimento do ex-presidente sobre a Constituição e sua “conduta imprópria” o “tornavam inadequado” para o ofício. Ele também confirmou relatos de que Trump fez comentários depreciativos sobre veteranos de guerra e os que morreram em combate, classificando-os como “perdedores” e “otários”.

A versão de John Kelly poderá fazer com que Kamala Harris receba não só os votos da comunidade judaica, mas de todas as pessoas para as quais a liberdade é essencial. As pesquisas indicam um equilíbrio entre Harris e Trump. Mas depois desta declaração, o panorama muda sensivelmente. E com razão, pois como se pode reconhecer qualquer qualidade num ditador tão cruel?

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Tarcísio está caindo pela “meia direita”, mas não deve abandonar a “extrema”

Publicado em 25 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Kassab será secretário e homem-forte de Tarcísio em SP - 25/11/2022 - Poder  - Folha

Tarcísio tornou-se um político hábil, com poder de adaptação

Marcos Augusto Gonçalves
Folha

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem se projetado como nome da direita no cenário político-eleitoral. À frente do estado mais pesado da União, está bem amparado pelo escolado Gilberto Kassab, secretário de Governo e vitorioso das eleições municipais.

Tarcísio. ex-ministro de Bolsonaro, que teve passagem pelos governos Dilma e Temer, tem se deslocado simbolicamente para a meia direita, mas não deixa de jogar pela extrema. Conhece a posição.

SEGURANÇA – Um dos sinais, entre outros, de que continua a trafegar sem embaraço por esse corredor é o desempenho da segurança pública.

Levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz para esta Folha traduz a atuação policial em números. Para dar uma panorâmica, basta dizer que nos primeiros oito meses deste ano, 441 pessoas foram mortas no estado por agentes das forças de segurança em serviço, contra 247 no ano passado no mesmo intervalo. Isso representa uma alta de 78%.

Não se trata aqui de minimizar os ataques do crime organizado contra policiais e a necessidade de resposta firme do estado –que, aliás, como todos os demais no Brasil, juntamente com o governo federal, não consegue deter as facções que dominam presídios e se infiltram cada vez mais nas instituições.

MUITOS MORTOS – O governador estreou no ano passado com a Operação Escudo, encerrada com 28 mortos. Uma outra investida, a Operação Verão, terminou em abril deste ano com saldo de 36 vítimas fatais.

A matança é cercada de justificadas suspeitas de abusos e pisoteamento da lei. Mas o que importa? Numa sociedade cindida pela desigualdade socioeconômica e racial, matar suspeitos que poderiam ser presos é considerado por muitos normal, se não desejável.

O Sou da Paz fez um recorte racial das vítimas que apontou seu viés antinegros. Nada de novo, na verdade. Não seria surpresa se nessa tragédia histórica gatilhos da polícia também tenham sido apertados por pretos e pardos. É dramático.

DIFERENÇAS SOCIAIS – Inimigo das câmeras corporais, adepto de escolas cívico-militares, martelador enérgico de leilões de privatização, Tarcísio é padrinho da candidatura do prefeito Ricardo Nunes, que alistou, por indicação do ex-capitão, um ex-policial da Rota para vice.

Mello Araújo já disse que a abordagem em bairros de classe média branca da capital tem de ser diferente daquela nas periferias.

Assisti faz pouco a série Cidade Deus, mais um spin off do grande filme. Por mais que se saiba e por mais que se trate de uma ficção é instrutiva a reconstituição da estupidez e da completa falta de racionalidade no modo como as pessoas negras e pobres são tratadas pela polícia, pelas assim chamadas autoridades de segurança, pelo poder instituído, pelo Estado.

SEM DISFARCES – A herança escravocrata está aí, viva, sem disfarces, sem nem sequer tentativa de disfarce.

Sim, isso não é apenas uma questão de governos de esquerda ou direita. São Paulo, contudo, ao longo de alguns períodos, foi capaz de implantar políticas públicas para tentar reduzir o padrão de barbárie, tornar a polícia mais técnica e ao menos levantar uma discussão sobre a segurança como serviço público universal prestado à sociedade.

Algum resultado foi obtido, como mostraram indicadores. A escalada sob Tarcísio revela o abandono dessas questões e a adoção da letalidade como método.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Detalhe importante nessa questão. As estatísticas sobre violência policial são feitas de forma equivocada. Usam o sistema direto, com base no número de mortos. Para ser mais precisa, a estatística deveria correlacionar o número de operações. Se a polícia passou a fazer maior número de operações, é certo que o total de vítimas aumentará. Portanto, a estatística correta, que nunca foi feita, deveria ser baseada em “mortos por operação”. (C.N.)

O que vai acontecer com Pablo Marçal? Ele conseguirá ser candidato em 2026?

Publicado em 25 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Marçal agora promete que ficará 4 anos na Prefeitura de SP se eleito

Marçal cometeu um erro gravíssimo e ainda não se explicou

André Marsiglia
Poder360

Antes de responder a estas perguntas, vale uma anterior: o que aconteceu com Pablo Marçal (PRTB) para que divulgasse o laudo falso contra Guilherme Boulos (PSOl)? Como ninguém de sua equipe foi capaz de conter a estratégia suicida, ignorando que havia pela frente todo o segundo turno e, por trás, os olhos dos tribunais eleitorais?

Mesmo que a campanha não acreditasse em êxito na eleição municipal, Marçal poderia ser visto como alternativa para uma direita órfã de Jair Bolsonaro (PL), inelegível para as eleições presidenciais de 2026.

DIREITOS POLÍTICOS – Se Marçal e sua campanha não conseguiram pensar nisso, certamente seus adversários pensarão, levando às últimas consequências o desejo de que perca seus direitos políticos e seja descartado das próximas eleições.

Mesmo que Marçal não tenha produzido o laudo, ou seja, que não tenha cometido o crime de falsificação, o TSE tem o entendimento de que a divulgação de informação falsa por redes sociais constitui o ilícito de “uso indevido dos meios de comunicação”.

O artigo 22 da Lei de Inelegibilidade (LC 64/90), historicamente, servia para coibir conglomerados de mídia de privilegiar seus candidatos preferidos, dando-lhes mais espaço e oportunidades, impactando no resultado das eleições.

“INTERPRETAÇÕES” – De uns anos para cá, o TSE passou a entender que a propagação de “desinformação” e “inverdades” nas mídias sociais caracteriza uso indevido dos meios de comunicação. Inicialmente, os julgados miravam disparos em massa de mensagens de aplicativos.

Em seguida, o TSE começou a entender que falas de candidatos interpretadas como ataques ao processo eleitoral ou à democracia também se enquadravam. E foi assim que o deputado Fernando Francischini teve seu mandato cassado, em 2021, e Bolsonaro foi tornado inelegível, em 2023.

No caso de Bolsonaro, a questão é ainda mais controversa, pois foi entendido que suas declarações impactaram no resultado de eleição que ele não ganhou, o que obviamente é uma contradição.

PROVAS INDIRETAS – No relatório de julgamento, constaram dois vídeos que tiveram 589 mil e 587 mil visualizações no Facebook e no Instagram, respectivamente.

Mesmo havendo 156 milhões de eleitores aptos a votar, a Corte entendeu ter havido impacto significativo nas eleições. Por aí, percebe-se que a condenação à inelegibilidade por uso indevido de meios de comunicação depende de critérios nada técnicos e é geralmente tomada com enorme exagero pelo TSE, abrindo um campo imenso para que afaste Marçal das eleições de 2026.

O que o levou a divulgar o laudo, não sabemos. Mas sabemos o que vai acontecer com ele daqui para frente: será mais um da direita expulso de campo.

PRATOS DO DIA – Os juízes não podem acreditar que os eleitores não sabem o que fazer com seu voto, e que seja sua função oferecer a eles um cardápio apenas com os pratos que entendem adequados.

Se o Judiciário não confia no cidadão, torna-se difícil exigir que o cidadão confie no Judiciário. A democracia plena pressupõe confiança mútua entre a sociedade e instituições.

O tumulto causado por decisões agressivas não é menor nem melhor que o provocado por candidatos agressivos.


BRICS é cada vez mais um instrumento de ascensão mundial do poder chinês


How China and Russia Have Helped Foment Coups and the Growing  Militarization of Politics | Council on Foreign Relations

Xi Jinping e Putin tem muitos objetivos em comum

Maria Hermínia Tavares
Folha

A reunião do BRICS+ em Kazan, na Rússia, significa coisas diferentes para cada um dos participantes. É o primeiro encontro para o Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, cuja inclusão explica o acréscimo do símbolo + ao acrônimo do grupo original.

Para o autocrata Putin é ocasião de mostrar que não está politicamente só, embora não possa pôr os pés nos países, como o Brasil, que reconhecem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI), o qual o condenou por crimes contra a humanidade perpetrados na Ucrânia. Já para a China trata-se de mais um tijolo na construção de um amplo suporte para sua liderança internacional em confronto com o Ocidente democrático.

GRANDE DESAFIO – Para o Brasil, que assume a presidência do bloco por um ano, trata-se de mostrar com clareza sua posição em face das mudanças da ordem política mundial – um desafio e tanto.

Com limitados recursos de poder para influir sozinho nas decisões mundiais, de há muito Brasília advoga a reforma dos organismos multilaterais para torná-los mais acessíveis às nações em desenvolvimento, reduzindo a iniquidade da ordem global afiançada pelos Estados Unidos.

Voltado para esse alvo, sempre buscou aliados e formou coalizões. Participar da criação do BRICS, em 2009, decorreu dessa postura reformista.

OUTRA REALIDADE – Mas as circunstâncias mudaram. O que, desde o início, era assimetria de dinamismo econômico entre a China e os demais países do bloco, transformou-se em clara desigualdade de poder no seu interior. Nesse processo, foi adaptando seu propósito inicial aos desígnios do sócio majoritário.

Impossível ignorar que dificilmente o BRICS+ — e mais ainda o BRICS++ que se anuncia com o ingresso de novos membros patrocinados pela China — possa ser outra coisa além de instrumento da nova potência em ascensão.

Por outro lado, uma foto oficial da reunião de Kazan decerto mostrará que a maioria dos membros desse clube em franca expansão faz parte de outro colegiado informal que a jornalista polonesa Anne Applebaum denominou “Autocracia S.A.”, no livro em que descreve as redes tecidas mundialmente por ditadores como Putin, Xi Jinpin e outros menos famosos.

DITADURAS -À exceção do Brasil e – apesar dos pesares ­– da Índia e da África do Sul, onde a democracia continua em pé, todos os membros do BRICS+, bem como os novos aspirantes, são países sob governo autoritário.

O critério democrático não rege a política externa de nenhuma nação; o regime político não impede o comércio entre países; não determina inversões externas, muito menos o convívio nas organizações multilaterais. De mais a mais, democracias sobrevivem graças à fortaleza de suas instituições e à vigilância cívica de suas sociedades. Mas a pressão internacional também ajuda. E não há dúvida de que o fortalecimento das autocracias no mundo cria ambiente mais adverso à garantia das liberdades em cada país. Assim, reforçar um bloco onde predominam as ditaduras não é isento de consequências.

Participar dos BRICS+ ao tempo em que marca sua autonomia ante a China e seu compromisso com a defesa dos valores e instituições da democracia que o Ocidente criou vai exigir do Brasil muita imaginação diplomática.

‘Jabutis’ de Joesley e Suarez avançam no Senado e podem custar R$ 247 bilhões


Rio Grande do Sul reacende discussão sobre transição justa do carvão | eixos

Usinas energéticas movidas a carvão são altamente poluidoras

Raquel Landim
do UOL

“Jabutis” patrocinados pelos empresários Joesley Batista e Carlos Suarez estão avançando no Senado e podem ser aprovados ainda no mês de novembro, onerando em pelo menos R$ 247 bilhões a conta de energia dos consumidores brasileiros até 2050.

Os projetos que interessam aos dois bilionários foram inseridos na Câmara dos Deputados como penduricalhos no projeto de lei que regulamenta a construção de usinas eólicas offshore (no alto mar).

PERTO DA APROVAÇÃO – De volta ao Senado, o projeto está perto de ser votado em fase terminativa e seguir para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo apurou a coluna, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator do projeto, vai conversar com líderes do Senado e com representantes do ministério de Minas e Energia para construir um “acordo possível”. O objetivo é apresentar o relatório na segunda semana de novembro. Se houver entendimento, a votação pode ser rápida.

“Estou me debruçando, falando com os líderes do Senado, da Câmara, do governo e, em meados de novembro, vamos dar um desfecho a esse importante projeto”, disse o senador, referindo-se ao PL das eólicas, num vídeo publicado em suas redes e gravado poucos dias atrás.

JABUTIS CAROS – No total, o PL das eólicas recebeu oito “jabutis” na Câmara que, se mantidos no Senado, podem representar um custo de R$ 658 bilhões até 2050 e um aumento de 11% na conta de energia dos brasileiros, conforme estudo da consultoria PSR.

“A regulamentação das usinas eólicas offshore é muito positiva para incentivar investimentos, mas por conta dos penduricalhos o restante do setor tem pavor desse projeto”, disse à coluna Luiz Fernando Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia.

Conforme fontes do setor elétrico, dois “jabutis” foram feitos sob encomenda para atender as demandas dos irmãos Joesley e Wesley Batista, dono da holding J&F, e de Carlos Suarez, dono da Termogás e conhecido como “rei do gás”.

CONTRATAÇÃO – A emenda que contempla Suarez é a contratação compulsória de 4.250 megawatts de usinas térmicas a gás. O empresário é dono de distribuidoras de gás.

Isso já havia sido incluído num outro “jabuti” na privatização da Eletrobras, mas o governo realizou apenas parte dos leilões para a contratação da usinas e o prazo expirou. Por isso, o lobby voltou com força.

A estimativa de custo desse penduricalho é de R$ 155 bilhões até 2050 – o mais caro entre os oito “jabutis” previstos.

POLUENTES – Já a emenda que atende Joesley Batista é a manutenção da operação e da contratação das usinas a carvão, que são mais poluentes e “sujam” a matriz elétrica brasileira.

O PL inclui entre as usinas que terão o contrato renovado Candiota III, que foi adquirida pela Âmbar, braço de energia da holding dos Batista.

Depois da aquisição da usina, o empresário esteve no município Candiota, no Rio Grande do Sul, anunciando doação de casas ao lado do ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta.

ARGUMENTOS – Procurada, a Âmbar, da J&F enviou uma nota dizendo que “o complexo termoelétrico de Candiota impacta diretamente em mais de 50 mil empregos em toda a cadeia, fornecendo energia segura, confiável a um preço inferior ao de outras fontes de energia” e “que o único impacto do projeto de lei para a empresa é a extensão do contrato dessa usina nas mesmas condições de outras usinas de carvão mineral”

Fontes do setor de carvão dizem que essa é a energia mais confiável do sistema, porque as usinas estão instaladas muito próximas às minas. Também argumentam que há cidades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul que são dependentes do carvão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Parece coincidência, mas não é. Trata-se de lobby mesmo, comandado pelos irmãos Batista, que subiram ao poder junto de Lula e não tiveram pudor em revelar que era (e ainda é) Michel Temer, que dizia: “Tem de manter isso, viu”. São dois irmãos iletrados e grossos, que comandam os bastidores deste país e estão totalmente imunes e impunes. (C.N.)

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