sábado, novembro 18, 2023

Barroso diz que STF assegura liberdade de expressão após reclamação sobre condenação de jornalista

 Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso18 de novembro de 2023 | 07:18



Barroso diz que STF assegura liberdade de expressão após reclamação sobre condenação de jornalista

BRASIL

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, diz que a corte sempre assegura a liberdade de expressão, ao se referir à condenação da jornalista Schirlei Alves por uma juíza de Florianópolis (SC) por causa de reportagem sobre um julgamento envolvendo a influenciadora Mariana Ferrer.

“Não sou comentarista de decisões de outros órgãos judiciais, que atuam com independência. Porém, no sistema judicial, existem muitos recursos e mecanismos para remediar eventuais erros judiciários, se e quando eles ocorrerem. E, em matéria de liberdade de expressão, em última instância, sempre haverá o Supremo”, disse Barroso ao Painel.

Na sexta-feira (16), Barroso recebeu um ofício da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) denunciando assédio judicial contra a jornalista.

Ela foi condenada a seis meses de prisão e pagamento de R$ 400 mil por reportagem que fez para o site The Intercept sobre o julgamento de um homem que foi acusado de estuprar Ferrer e acabou absolvido.

A reportagem mostrava imagens do julgamento de 2020 em que a influenciadora foi humilhada pelo advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, defensor do empresário André de Camargo Aranha, acusado pelo estupro.

O veículo usou a expressão “estupro culposo” (sem intenção) para se referir à tese da Promotoria —o termo não foi utilizado no processo— em reportagem assinada pela repórter.

No mesmo dia, o site incluiu uma nota aos leitores em que esclarecia que a expressão foi usada “para resumir o caso e explicá-lo para o público leigo”.

Fábio Zanini, FolhapressPolitica Livre

Lula não precisava ser refém do Centrão, como indicam as nomeações na Codevasf

Publicado em 17 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Politica na Paraíba • A véspera das votações das reformas Lula libera R$  465 milhões para o centrão.

Charge do Fernando (Arquivo Google)

Ricardo Rangel
Veja

O presidente Lula nomeou Gil Cutrim para a diretoria de Estratégias e Finanças da Codevasf, que é o principal veículo de “encaminhamento”, por assim dizer, de verbas do orçamento secreto, alvo de incontáveis denúncias. A diretoria, que tem por função justamente cuidar do dinheiro — seu, meu, nosso — foi criada na semana passada por Lula por meio de um jabuti.

Cutrim, que apoiou abertamente Bolsonaro na última eleição, é um ex-deputado do Centrão. É ligado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do Centrão, e deve o cargo a Elmar Nascimento, do Centrão. O novo chefe de Cutrim na Codevasf é Marcelo Moreira, indicado por Arthur Lira e Ciro Nogueira, ambos do Centrão, ainda no governo Bolsonaro.

TUDO DOMINADO – É impossível contar a quantidade de pessoas ligadas ao Centrão (uma espécie de Partido da Fisiologia Nacional) não só na Codevasf, mas no governo em geral.

Muitos dirão que, se Lula não se entregar ao Centrão, não consegue governar. É um argumento, mas seria o caso de perguntar se Lula está conseguindo de fato governar. Porque a impressão que se tem é de que quem está (des)governando o país é o Centrão.

Também é bom não esquecer que quem optou por comer na mão do Centrão não foi ninguém além do próprio presidente. Lula poderia ter feito uma grande aliança pela democracia um ano antes da eleição e formado um governo de reconstrução em conjunto com o que há de melhor no país. Essa legitimidade lhe teria daria a vitória na eleição por larga margem, um apoio muitíssimo maior no Congresso e constrangeria o Centrão a ter um mínimo de compostura.

DEU CERTO, NO INÍCIO – Mas Lula preferiu fazer uma campanha sozinho, acreditando que os democratas se veriam obrigados a aderir incondicionalmente a ele para evitar o mal maior. A aposta deu certo, mas só valeu até a eleição — na qual venceu por uma margem ínfima.

Depois, como cantou Chico Buarque, ficou (com exceção de Simone Tebet e Marina Silva) “cada qual no seu canto, e em cada canto uma dor”. A despeito disso, Lula continuou, e continua, a radicalizar: atropelou Simone, pressiona Marina, desautoriza Haddad, seu mais importante e sensato ministro.

Lula fez sua cama — e está deitando nela. Não é a primeira vez que ele opta por deitar na cama do Centrão:  fez a mesma coisa em 2002. Parece ter se esquecido que essa opção nos deu o mensalão, o petrolão, a Lava-Jato e lhe valeu uma boa temporada como hóspede forçado da Polícia Federal.


Encerrar os “inquéritos sem prazo para acabar” faria um bem danado ao Supremo

Publicado em 17 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Sem ver, mãe de Moraes também compartilhou fake news contra o filho |  Metrópoles

Moraes conduz inquéritos do fim do mundo, sem ter prazo

Mario Sabino
Metrópoles

Sempre presto muita atenção às falas do ministro Luis Roberto Barroso, presidente do STF. Não só pela sua relevância institucional, mas porque o admiro intelectualmente, embora não esteja de acordo com todas as suas concepções. Em seminário promovido em São Paulo, cujo tema era “O papel do Supremo nas democracias”, Luis Roberto Barroso citou ameaças recebidas pelo tribunal e pela democracia brasileira nos últimos anos.

“Pedido de impeachment por atos jurisdicionais, ameaças de descumprimento de decisões, desfile de tanques na Praça dos Três Poderes, tentativa de volta do voto impresso, alegações falsas de fraude eleitoral, não reconhecimento da vitória, recusa em passar a faixa presidencial, articulação de golpe militar – tabajaras ou não, mas até com decreto – tolerância com acampamentos golpistas e invasão da sede dos três Poderes da República”, elencou o presidente do STF.

SEM INTOLERÂNCIA – Luis Roberto Barroso também diagnosticou, acertadamente, que o pensamento conservador foi capturado pela extrema direita e que é necessário que o centro político o resgate das mãos de uma gente “com discurso de intolerância, misógino, homofóbico e antiembientalista” e “recupere esse espaço e essas pessoas”.

Houve uma fala do presidente do STF, contudo, com a qual não concordo. Ele repudiou a crítica de que o tribunal pratica o ativismo judicial, afirmando que “com frequência, as pessoas chamam de ativistas as decisões que elas não gostam, mas geralmente o que elas não gostam mesmo é da Constituição ou eventualmente da democracia”.

Entre os cidadãos que repudiam o ativismo judicial do STF, há os partidários do autoritarismo, não há como negar. Mas há também partidários do autoritarismo entre os que o aprovam. Essa generalização do ministro é, além de injusta, perigosa. Deslegitima qualquer crítica que possa ser feita ao fato de o STF, muitas vezes, usurpar mesmo o papel do Legislativo, provocado por ações movidas por partidos políticos perdedores no plenário do Congresso.

SUPREMO TAPETÃO – O caso mais recente é o da descriminalização do aborto. O assunto deveria ser exclusivamente da alçada do Legislativo, onde a maioria é contra, mas o PSol resolveu ir para o tapetão.

Na minha opinião, e espero não ser considerado uma voz autoritária, porque gosto da Constituição e gosto eventualmente da democracia, é que o STF não deveria ter recebido a ação em favor da descriminalização do aborto.

O aspecto intrigante é que as pessoas que criticam a Suprema Corte dos Estados Unidos por ter revogado o entendimento que tornou o aborto legal no país inteiro, transferindo a aprovação ou não do procedimento para cada estado americano, são as mesmas que aprovam que o Supremo brasileiro interfira na legislação sobre o tema, em sentido contrário.

ABERTOS “DE OFÍCIO” – Salvo engano, no seminário que contou ainda com outros dois ministros do STF, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, não foi abordado um assunto que considero urgente: o encerramento dos inquéritos sigilosos abertos de ofício pelo tribunal. Acredito que, lá no seu íntimo, o presidente Luis Roberto Barroso também acha que a coisa já foi longe demais.

Como é possível, repita-se o que vem sendo perguntado retoricamente desde 2019, que haja processos, sem data para acabar, nos quais o magistrado é vítima, investigador e julgador e os advogados dos acusados não têm acesso a nada do que corre nos autos?

Esses inquéritos andam propiciando atitudes heterodoxas, digamos assim, de alguns ministros do tribunal, que agora cerceiam o trabalho de advogados.

GRANDE JURISTA – O seminário do qual Luis Roberto Barroso participou teve a presença de um criminalista, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, um dos advogados mais caros e festejados do país. Longe de ser bolsonarista, fã de Lula, ele fez, nas suas próprias palavras, um “desabafo”.

Antonio Cláudio Mariz de Oliveira não se referiu especificamente aos inquéritos, estava falando sobre pedidos de habeas corpus, mas a sua fala vale igualmente para eles. Recomendou o advogado criminalista: “O STF deve voltar às origens de respeitar o advogado ou não teremos a implantação da Justiça e do Judiciário que almejamos”.

Se eu pudesse dar um conselho ao ministro Luis Roberto Barroso, eu diria que ele deveria reunir os seus pares e fixar uma data próxima para o término desses inquéritos sigilosos abertos de ofício. Com eles extintos, o STF voltaria ao seu leito natural, evitando, se não todos, grande parte dos transbordamentos de alguns ministros. Faria um bem danado ao tribunal, presidente Barroso, e levaria muita gente a abdicar da extrema direita e retornar ao centro, como o senhor gostaria.

Nova safra recorde e exportações exibem a importância do agronegócio brasileiro


Tendências e Desafios do Agronegócio em 2022

O mais importante é a produtividade, que está crescendo

Chiara Quintão
Veja

Nem a queda dos preços internacionais das commodities agrícolas nem a valorização do real frente ao dólar serão suficientes para frear o ímpeto do agronegócio brasileiro em 2023. Responsável por algo em torno de 25% do PIB brasileiro, o agronegócio movimenta uma cadeia produtiva que abrange desde insumos, produção e venda até distribuição de alimentos in natura ou processados e responde por 22% dos empregos do país.

Neste ano, o crescimento do setor se dará, principalmente, pela safra recorde de grãos e pelas exportações do agronegócio. O PIB do setor terá uma expansão de 14,8% em 2023, de acordo com estimativa da consultoria econômica MB Associados, que calcula um crescimento de 3% para a economia brasileira no ano.

CRESCE SEM PARAR – “Nos últimos anos, o agronegócio não parou de crescer, enquanto os outros setores encolheram”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, fundador da MB Associados.

“A renda gerada pela agricultura aumentou espetacularmente e extravasou para outros segmentos, por exemplo, mediante gastos de consumo. Só espero que a indústria volte a ter expansão, para que haja mais equilíbrio no crescimento do país.”

Para este ano, o Ministério da Agricultura projeta um aumento de 2,4% no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), chegando a 1,142 trilhão de reais — a agricultura deverá contribuir com 804 bilhões e a pecuária, com 338 bilhões de reais.

NOVO RECORDE – A safra 2022-2023 é estimada em 322,8 milhões de toneladas — um avanço de 18,4% em relação à safra passada, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“A tendência é que os preços, em 2024, estejam menores do que os deste ano, mas ainda superiores ao patamar pré-pandemia”, afirma Roberto Rodrigues, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-ministro da Agricultura. Para ele, o Brasil terá um papel cada vez mais importante não somente para a segurança alimentar, mas também para as questões climática e energética.

No horizonte de dez anos, as projeções para o agronegócio brasileiro são positivas em função das exportações, de acordo com Marcos Jank, professor de agronegócio no Insper e coordenador do centro Insper Agro Global.

PRODUTIVIDADE – “O Brasil responde por 8,4% das exportações mundiais do agronegócio, nas quais tem crescido mais do que os concorrentes”, diz Jank. Segundo ele, o país poderá até ultrapassar os Estados Unidos no embarque de boa parte dos produtos que exporta atualmente.

Os especialistas apostam que o agronegócio brasileiro continuará a ter crescimento muito mais ancorado no aumento da produtividade do que na expansão de áreas ocupadas.

“De hoje até 2035, o Brasil responderá por, no mínimo, 25% do aumento da produção de alimentos no mundo”, prevê Mendonça de Barros.

Argentinos farão uma “escolha de Sofia”, repetindo o Brasil em 2018 e em 2022

 


Ilustração mostrando os candidatos à Presidência da Argentina Javier Milei e Sergio Massa caracterizados como os personagens Frankenstein e Drácula

Ilustração de André Melo (O Globo)

Merval Pereira
O Globo

A Argentina hoje está na mesma situação que o Brasil já esteve. Assim como em 2018, quando aqui surgiu o fenômeno bolsonarista, e Haddad representava o petismo (com Lula na cadeia), repetindo-se o dilema em 2022, na Argentina agora é o peronismo do candidato Sergio Massa, que tem várias facções e está sendo contestado por um outsider completamente fora dos padrões, Javier Milei.

E os eleitores lá farão uma escolha de Sofia no domingo. A situação hoje é mais parecida com 2022, porque a vitória de um ou de outro será muito apertada.

Há pesquisa para todos os gostos. Várias promessas de Milei não podem ser cumpridas e ele já está voltando atrás, como no rompimento com o Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Merval Pereira definiu bem, ao classificar como “Escolha de Sofia”, personagem criada pelo americano William Styron como uma mulher judia que teve de escolher qual de seus filhos ela salvaria no campo de concentração. A situação dos argentinos é sinistra. As duas opções (Massa ou Milei) não merecem ser votadas, porque não têm o que oferecer ao país. (C.N.)

Verbalização na política, feita por Biden, cria uma outra realidade


Tcm-Ba Ex-prefeito Madre de Deus, denúncia da pesada

sexta-feira, novembro 17, 2023

Vereador de Palmeirante é alvo de Ação Civil Pública por uso irregular de veículo oficial em passeio no Pará

Ministério Público do Tocantins busca condenação por improbidade administrativa e pede ressarcimento de valores

 

 

                               A ACP é oriunda da 2ª Promotoria de Justiça de Colinas do Tocantins.

Na última quinta-feira, 16, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) moveu uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa contra o vereador de Palmeirante, Vicente Lopes Coelho. A denúncia alega que o político utilizou indevidamente um veículo oficial da Câmara Municipal em um passeio turístico no estado do Pará.

Conforme informações constantes na denúncia, e corroboradas pela empresa responsável pela travessia entre Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA), a viagem ocorreu na tarde do dia 30 de junho deste ano. Testemunhas afirmam ter presenciado a presença do vereador e seus familiares no veículo oficial durante o passeio. Além dessa data, a empresa apresentou evidências de outras travessias posteriores, todas identificadas pela placa do veículo oficial.

O MPTO, diante dos fatos, buscou um posicionamento do parlamentar Vicente Lopes Coelho, no entanto, não obteve resposta. O presidente da Câmara confirmou a utilização do veículo pelo vereador, mas ressaltou a ausência de documentação sobre o itinerário e a falta de fiscalização por parte do órgão.

A Ação Civil Pública, originada na 2ª Promotoria de Justiça de Colinas do Tocantins, requer a condenação do vereador por ato de improbidade administrativa. A punição inclui a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.

Além disso, a ação solicita o pagamento de multa civil no valor equivalente a quatro vezes o subsídio do vereador, totalizando R$ 16.570,32, e mais R$ 10.000,00 a título de danos morais coletivos.

Cabe ressaltar que em setembro, após receber a denúncia e realizar investigação, o MPTO encaminhou à Câmara Municipal de Palmeirante uma recomendação para que o órgão realize a devida fiscalização do uso de veículos oficiais, com regulamentação e fiscalização adequadas.

Nota da redação deste Blog - É uma temeridade o vereador usar veículo da Câmara indevidamente para passear, fazer visitas ou qualquer outra atividade de interesse pessoal. Isso porque o veículo é um bem público, destinado ao exercício das funções públicas dos vereadores. O uso indevido do veículo configura desvio de finalidade, que é uma das formas de improbidade administrativa.

A improbidade administrativa é um crime previsto na Lei nº 8.429/92, que estabelece penas como a perda do cargo, a suspensão dos direitos políticos, a proibição de contratar com o Poder Público e a multa civil. Além disso, o vereador pode ser condenado a pagar danos morais coletivos, que são valores destinados a reparar danos causados à sociedade.

Portanto, o vereador que usa veículo da Câmara indevidamente corre o risco de responder a processo por improbidade administrativa e de ter que pagar danos morais coletivos. Além disso, a conduta pode prejudicar a imagem da Câmara Municipal e dos demais vereadores.

Aqui estão alguns exemplos de condutas que podem ser consideradas uso indevido de veículo da Câmara:

  • Usar o veículo para fins particulares, como passear, fazer compras ou visitar parentes ou deputados;
  • Usar o veículo para transportar pessoas ou mercadorias sem autorização;
  • Usar o veículo para transportar pessoas ou mercadorias que não estejam relacionadas com o exercício das funções públicas do vereador;
  • Usar o veículo para realizar atividades que não sejam de interesse público.

Os vereadores devem estar atentos às regras que regulamentam o uso de veículos da Câmara Municipal. Essas regras geralmente são estabelecidas pelo Regimento Interno da Câmara ou por resolução específica.

Aproveito para informar que muitas irregularidades estão acontecendo em Jeremoabo impunemente porque os proprios vereadores não denunciam; como exemplo cito que qualquer cidadão que ingressar com uma Ação Popular ninguém irá quebrar o galho nem tão pouco pouco abafar, o infrantor com certeza será penalizado.

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