domingo, julho 30, 2023

Ex-governador do DF é condenado ao pagamento de R$ 10 milhões e à perda dos direitos políticos por 12 anos

Sexta-Feira, 28/07/2023 - 21h00

Por Redação

Ex-governador do DF é condenado ao pagamento de R$ 10 milhões e à perda dos direitos políticos por 12 anos
Foto: Agência Brasil

O juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, condenou, na quinta-feira (27), o ex-governador José Roberto Arruda ao pagamento de multa de R$ 10 milhões, em valores atualizados, por improbidade administrativa.

 

A sentença foi expedida em uma das ações judiciais decorrentes da Operação Caixa de Pandora, que levou Arruda à prisão e revelou o maior esquema de corrupção da capital do país. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

Arruda e outros seis réus foram condenados por um esquema de pagamento de propina de pelo menos R$ 1,5 milhão, em 2009, envolvendo contrato de informática da Secretaria de Educação do Distrito Federal com a empresa Info Educacional. Cabe recurso contra a sentença.

 

Carnacchioni condenou Arruda a pagar, em reparação de dano, R$ 1,5 milhão corrigido pela inflação e com mais juros de 1% ao mês, solidariamente com os demais réus. Em valores corrigidos, daria um total de R$ 9 milhões, de forma que cada um dos sete condenados deveria pagar R$ 1,2 milhão.

 

O ex-governador também foi condenado a pagar mais R$ 1,5 milhão. Após a correção, daria R$ 9 milhões. Se a sentença for mantida, a soma da reparação do dano e da multa aplicada a Arruda deve superar os R$ 10 milhões.

 

A sentença condena Arruda à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 12 anos. O ex-governador já havia recebido essa sanção em outro processo oriundo da Caixa de Pandora, que o impediu de concorrer nas eleições de 2022.

 

O juiz também proibiu Arruda de contratar com o poder público ou de receber incentivos fiscais, pelo período de 10 anos.

 

O secretário de Relações Institucionais do governo Arruda, que depois se tornou o delator da Pandora, Durval Barbosa, também foi condenado a pagar a multa solidária entre os réus por reparação do dano provocado pelo esquema ilícito.

 

Os demais condenados são: o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel; o ex-subsecretário de Educação Básica Adailton Barreto Rodrigues; a Info Educacional; o proprietário da Info, Alexandre Tavares de Assis; e o servidor da Secretaria de Educação Mayasa Kondo.

Arma antiaérea é aprendida em Pedrinhas; suspeito é preso com drogas

 29 jul, 2023 19:50 

Arma antiaérea é aprendida em Pedrinhas; suspeito é preso com drogas (Foto: PM-SE)

Equipes do Comando do Policiamento Militar Especializado (CPME), do Batalhão de Polícia de Ações Táticas do Interior (BPati) e do Regimento de Cavalaria Mecanizada de Motopatrulhamento (Getam), realizou uma importante apreensão na zona rural do município de Pedrinhas. A ação policial da tarde deste sábado, 29, e resultou na apreensão de uma metralhadora calibre 7.62 e de uma garrucha calibre 22, além de mais de três quilos de crack. Todo o material ilícito foi encontrado na casa de um homem de 44 anos, localizada no Povoado Mutumbo.

Os militares chegaram até o suspeito depois de receberem informações detalhadas sobre uma entrega de drogas em Pedrinhas. As equipes do CPME e do Getam iniciaram as buscas pelo veículo denunciado ainda na capital e, com o apoio do BPati, chegaram até o infrator minutos depois que ele recebeu a entrega de crack.

Ao tentar fugir da abordagem, o suspeito deixou cair um tablete de crack na entrada da sua residência. Após revista minuciosa no terreno, a Polícia Militar encontrou mais dois tabletes da droga, que estava enterrada, assim como a metralhadora Madsen com 33 munições, arma comumente utilizada por quadrilhas que praticam assaltos a bancos.

A ocorrência foi registrada na Delegacia Regional de Lagarto.

Com informações da PM-SE

INFONT

Seis em cada dez brasileiros com hepatite B não receberam diagnóstico

 

(Foto: Freepik)

O Brasil tem pouco mais de 276 mil pessoas diagnosticadas com hepatite B, segundo dados divulgados no relatório Hepatites Virais 2023. Entretanto, estima-se que exista pelo menos um milhão de pessoas convivendo com o vírus no país. Isso significa que seis em cada dez infectados não conhecem o próprio quadro de saúde e, portanto, não tiveram a chance de receber tratamento. “É fundamental ampliarmos esses diagnósticos”, ressaltou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.

A campanha “Hepatites, descubra se você tem”, lançada neste mês de julho, é um alerta para este público – lembrando que as Hepatites B e C podem não causar sintomas perceptíveis nos primeiros anos após o contágio. O último dia 28 de julho, foi marcado pelo Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais e, por isso, Ministério da Saúde reforça o alerta para alguns sintomas:

Cansaço;
Tontura;
Enjoo e/ou vômitos;
Febre;
Dor abdominal; e
Pele e olhos amarelados.
Entretanto, esses sinais podem ocorrer apenas em uma fase avançada da doença, décadas após o contágio. A melhor maneira de descobrir é procurando uma Unidade Básica de Saúde mais próxima e manifestar o interesse em fazer o teste para a doença.

Compromisso com a eliminação

As hepatites virais fazem parte das chamadas doenças determinadas socialmente, sobre as quais há um compromisso do Brasil para a eliminação nos próximos sete anos. Em relação às hepatites B e C, a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é diagnosticar 90% das pessoas com hepatites virais, tratar 80% das pessoas diagnosticadas, reduzir em 90% novas infecções e em 65% a mortalidade.

Para atingir a meta, o Ministério da Saúde adotou um novo protocolo de tratamento. Dessa forma, o país vai mais que dobrar os atuais 41 mil pacientes em tratamento para Hepatite B, chegando a 100 mil. As mudanças são baseadas em evidências científicas mais atuais e posicionam a política de combate à doença no Brasil como uma das mais avançadas do mundo.

Fonte: MS

INFONET

Minha Casa, Minha Vida: 5 dicas para realizar o sonho da casa própria

 em 30 jul, 2023 9:23

Confira orientações exclusivas para famílias que se enquadram na Faixa 1 do programa (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O sonho da casa própria ficou cada vez mais próximo da realidade com a retomada do Minha Casa, Minha Vida. O objetivo do programa é diminuir o déficit habitacional do país com a contratação de 2 milhões de unidades em todas as faixas até 2026 e, desta forma, oferecer moradia adequada para todos os brasileiros.

O Minha Casa, Minha Vida possui três faixas de enquadramento. Cada uma para um público específico. O CAIXA Notícias preparou um material especial sobre a Faixa 1 com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), que é destinada a famílias de baixa renda. Então, fique ligado nas dicas e se prepare para conquistar sua casa própria.

  • A quem se destina? Se for habitação urbana, o Faixa 1 contempla famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.640. Se a habitação for rural, a renda anual da família não deve ultrapassar R$ 31.680.
  • Como me inscrever no Minha Casa, Minha Vida? Procure o Ente Público, que pode ser a prefeitura ou o estado, ou ainda a Entidade Organizadora da sua cidade e solicite a inscrição no Cadastro Habitacional.
  • A aquisição do imóvel urbano ocorre por meio de parcelamento, em 60 meses, sem juros, com parcela mínima de R$ 80 e máxima de R$ 330,00. Para os imóveis rurais, a participação das famílias será de 1% do valor do contrato, em parcela única, a ser paga no ato da contratação.
  • Se você for beneficiário do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e for contemplado ao programa, já recebe o imóvel quitado e fica isento do pagamento das prestações, sendo vedada a transferência do imóvel pelo período de 60 meses, salvo em caso de liquidação antecipada do contrato.
  • Fique atento aos prazos estabelecidos pelo Ente Público ou Entidade Organizadora. A perda de alguma data pode prejudicar na aquisição do imóvel.

Condições

O Minha Casa, Minha Vida possui algumas condições que podem impedir que o cidadão participe do programa. Entre essas condições, destacamos as seguintes:

– Renda superior ao limite do programa;

– Ser titular de contrato de financiamento imobiliário vigente;

– Ser proprietário, promitente comprador ou titular de direito de aquisição, de arrendamento, de usufruto ou de uso de imóvel residencial, regular, em qualquer parte do País; ou

– Ter recebido, nos últimos dez anos, benefícios similares oriundos de subvenções econômicas concedidas com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) ou provenientes de descontos habitacionais concedidos com recursos do FGTS.

O programa também dispõe de unidades que podem ser adaptadas para Pessoas com Deficiência (PcD) e para pessoas idosas.

Agora, é só colocar as dicas em prática e começar a traçar o seu plano para alcançar a sua casa própria.

Outras informações sobre o Minha Casa, Minha Vida – Faixa I – estão disponíveis no site da CAIXA.

Fonte: Agência Caixa de Notícias

INFONET

Com artrose e idade, a saúde do presidente Lula está despertando novas preocupações

Publicado em 29 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Terno azul, conjunto dourado: o look da posse de Lula, Alckmin, Janja e Lu  - 01/01/2023 - UOL Notícias

Lula se apoia em Janja para diminuir a dor ao caminhar

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

A artrose no quadril que deve levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à mesa de cirurgia, provavelmente em outubro, é o segundo problema de saúde a afetar a agenda do chefe do Executivo em seus sete meses de terceiro mandato. Antes disso, em março, Lula havia adiado por alguns dias uma viagem à China por causa de uma pneumonia.

Aos 77 anos, ele é o presidente mais velho que o país já teve, e sua saúde é motivo de preocupação.

INFILTRAÇÕES – Na manhã do último domingo (dia 23), Lula foi submetido a uma infiltração na região do quadril. Isso significa que um anestésico foi aplicado diretamente na articulação, com o objetivo de amenizar as dores.

Na manhã desta quarta-feira (dia 26), o presidente Lula teve de desmarcar seus compromissos, pois precisou realizar uma nova infiltração no Hospital Sírio Libanês, em Brasília, para aliviar as dores que sente no quadril.

A osteoartrose é caracterizada pelo desgaste das cartilagens articulares, que são os tecidos que revestem a extremidade dos ossos. No caso de Lula, o problema é na articulação do fêmur (o osso da coxa) com o quadril.

VAI OPERAR – Em sua live semanal, nesta terça-feira (25/7) o presidente disse que vai esperar até outubro para fazer a cirurgia porque pretende cumprir compromissos internacionais, como a reunião dos Brics, na África do Sul, em agosto, e o encontro do G-20, na Índia, em setembro. No início deste mês, o desconforto o fez cancelar a participação na festa junina do PT.

O presidente afirmou que quer passar pelo procedimento para aliviar a dor. Ele disse que sente desconforto no osso há tempos, e que isso afeta seu humor. “Você fica uma pessoa chata”, destacou.

Em maio, durante evento em Salvador, Lula declarou que vinha tomando injeções diárias para a dor. “Já não resolve.”

EXAMES EM BRASÍLIA – Em fevereiro deste ano, Lula chegou a realizar exames no Hospital Sírio-Libanês de Brasília, após se queixar de um incômodo na barriga e no quadril – que surgiu depois que o petista voltou para sua rotina de exercícios físicos. As atividades físicas variavam entre caminhadas na esteira, musculação e esportes, como boxe.

O histórico de saúde do presidente inclui hipertensão – uma crise de pressão alta o levou ao hospital em 2010, quando exercia seu segundo mandato – e um tumor na laringe, diagnosticado em 2011. Em 2013, o serviço médico que o acompanhava anunciou a remissão total do câncer.

Na campanha do ano passado, o então candidato chegou a cancelar compromissos por uma leucoplasia na garganta, que prejudicava as pregas vocais. De acordo com boletim médico, foi verificada a ausência de neoplasia, ou seja, não se tratava de tumor maligno. E agora a artrose se agrava e Lula terá mesmo de fazer a operação.

 

Depoimento dá novos detalhes da frustrada operação da facção PCC para matar Moro

Publicado em 29 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Documentos inéditos detalham plano para sequestrar e matar Sergio Moro |  VEJA

Sérgio Moro seria sequestrado e levado para esta chácara

Deu em O Globo

No dia 22 de março deste ano, a Polícia Federal iniciou mais uma operação dentre tantas realizadas pela corporação para desmobilizar ações criminosas. Naquela manhã, os alvos eram um grupo vinculado uma facção paulista, considerada a maior do país, que planejava realizar ataques contra servidores públicos e autoridades. O nome de um dos alvos se destacou: o recém-empossado senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Lava-Jato e ministro da Justiça do governo Bolsonaro. Nove pessoas foram presas.

A ação frustrada da facção pretendia sequestrar Moro e negociar sua liberdade em troca da transferência do chefe da organização Marcos Camacho, o Marcola, da penitenciária de segurança máxima para o sistema prisional de São Paulo.

De acordo com dados da investigação sigilosa, obtidos e publicados pela revista Veja nesta sexta-feira, os bandidos sabiam que as chances da negociação ocorrerem eram mínimas, mas a provável execução do ex-juiz seria entendida como uma demonstração de força e poder da facção.

NO DIA DA ELEIÇÃO – Entre outros detalhes divulgados pela revista, consta o depoimento da proprietária da chácara, Tânia Castro. O espaço seria alugado para servir de cativeiro. A ideia da facção era sequestrar o ex-juiz no dia do segundo turno, 30 de outubro de 2022, assim que ele deixasse a zona eleitoral. O Clube Duque de Caxias, onde votava, ficava a 700 metros de sua residência. Moro estava sem seguranças desde o dia 24 de outubro.

A chácara ficava a 42 quilômetros de uma base de operações montada pelos criminosos num apartamento em Curitiba. De acordo com a proprietária, o espaço normalmente era utilizado para festas e eventos, e uma mulher a procurou em um aplicativo de imóveis e ofereceu pagar dez diárias pelo local.

O pagamento seria em dinheiro vivo, e seria superior com a condição de que ninguém aparecesse no imóvel enquanto ela e seus hóspedes estivessem no local.

SEM CÂMERAS – Tânia explica que no dia seguinte à ocupação pelos criminosos, as câmeras de segurança da chácara haviam sido desligadas, e a central para armazenar as imagens tinha desaparecido.

A proprietária, segundo os documentos, teria pedido para um amigo policial vistoriar a região. Ao chegar, o local já estava vazio, somente com restos de refeição. “Só soube que aquele pessoal era da facção tempos depois, quando um delegado federal me telefonou para pedir que fizesse o reconhecimento de uma das pessoas envolvidas”, relata Tânia.

Moro era rastreado há pelo menos sete meses pelos criminosos, que alugaram um apartamento em Curitiba, no Paraná, próximo a casa do ex-juiz. Durante o período, o grupo rastreou os locais por onde o então candidato e sua família costumavam frequentar, além de hábitos e horários.

VIZINHOS DESCONFIARAM – De acordo com as informações do inquérito, a movimentação de pessoas e carros no apartamento chamou a atenção dos vizinhos, que acionaram a imobiliária. Ao checar a documentação dos inquilinos, a imobiliária encontrou um erro na identidade de um deles: a cidade paranaense de Cascavel aparecia como se fosse no estado de São Paulo. A empresa entrou em contato com os locatórios e ameaçaram chamar a polícia. A facção, então, decidiu abortar o imóvel e a missão.

Em março, quando a operação da PF foi deflagrada, a colunista Malu Gaspar mostrou que as autoridades se basearam no relato de um ex-membro da facção paulista que se converteu em testemunha protegida, depois de ser ameaçado de morte por um de seus líderes. A testemunha disse ao Ministério Público de São Paulo que havia um plano em curso, fornecendo os indícios para desmontar o sequestro.

Entre as informações entregues à PF constavam números de celulares e endereços de e-mail de integrantes da facção criminosa que tiveram o sigilo quebrado e passaram a ser monitorados.

MUITAS PROVAS – Os policiais reuniram cadernos com anotações e a contabilidade da ação, fotos dos criminosos durante a preparação e até imagens produzidas por drones dos locais onde a quadrilha se escondia.

As provas foram incluídas pela juíza Gabriela Hardt, que substituiu Moro na Operação Lava-Jato em 2019, no despacho em que ela determinou a realização da operação. A testemunha forneceu quatro números de telefones aos policiais e também endereços de e-mails.

Segundo a testemunha, o líder do plano era Janeferson Aparecido Mariano Gomes, conhecido na facção como Nefo, Artur ou Dodge. Um dos celulares monitorados é de Aline Paixão, namorada de Janeferson, a quem cabia guardar os códigos usados pela facção para se referir à operação de sequestro (Flamengo), ação (Fluminense) e Moro (Tokio). Nos prints recolhidos pela PF, Aline e Janeferson se chamam de “amor”.CJá o promotor de justiça Lincoln Gakiya já foi citado como “frango japonês”.

EM CINCO ESTADOS – Os suspeitos planejavam homicídios e extorsão mediante sequestro em pelo menos cinco unidades da federação — Distrito Federal, em Roraima, no Paraná, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea.

Em relação a Moro, a retaliação era motivada por mudanças no regime de visitas em presídios implementadas durante sua gestão à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Com Lincoln Gakiya, que compõe o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente, São Paulo, a insatisfação dos criminosos aumentou quando ele solicitou a transferência de Marcola da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau para presídios federais, em 2018.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 A ação mostra como Sérgio Moro, em sua atuação como juiz e ministro, incomodou os criminosos deste país, especialmente a elite política e empresarial envolvida em corrupção e também as principais facções do crime, que mantêm ramos em todo o país. A imprensa amestrada, porém, tem horror a Moro e faz o que pode para denegri-lo. (C.N.)

Importância da delação no caso Marielle escancara hipocrisias contra a Lava Jato

Publicado em 29 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Gilmar Mendes diz que Dallagnol já pode fundar igreja com “chuva de pix”  após cassação – Política – CartaCapital

Desta vez, Gilmar Mendes teve de apoiar a delação

Deltan Dellagnol
Gazeta do Povo

O ministro Gilmar Mendes, em 9 de maio deste ano, disse o seguinte sobre as delações premiadas da Lava Jato: “As pessoas só eram soltas, liberadas, depois de confessarem e fazer acordo. Isso é uma vergonha. E não podemos ter esse tipo de ônus. Coisa de pervertidos. Claramente, se tratava de prática de tortura. Usando o poder de Estado. É disso que se trata”.

Em 7 de fevereiro de 2017, o ministro afirmou: “temos um encontro marcado com essas alongadas prisões em Curitiba”. Havia cerca de dois anos que tinham sido decretadas as prisões e ninguém estava preso há tanto tempo sem condenação, mas, é claro, as condenações não haviam transitado em julgado. Isso demora muitos anos no Brasil quando se tem um bom advogado.

“ELEMENTO DE TORTURA” – Ainda assim, o ministro Gilmar entendia, ou pelo menos assim declarou, que tais prisões “discordam e conflitam com a jurisprudência dessa Corte nesses anos”. Dois anos mais tarde, em 2 de outubro de 2019, o ministro voltou ao assunto, dizendo que se usava “a prisão provisória como elemento de tortura”.

O ministro ecoava a ladainha professada por jornalistas militantes e pelo grupo de advogados “Prerrogativas”, também conhecido como clube da impunidade — aquele do advogado que, num jantar em apoio à candidatura de Lula, soltou a seguinte pérola para criticar a Lava Jato: “Se o crime já aconteceu, de que que adianta punir?”

 Um dos líderes desse grupo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, em entrevista, afirmou que a equivalência entre delação e tortura feita por Gilmar é adequada: “Você fazer a delação com o réu preso é quase um convite para que o sujeito minta, para que o sujeito diga o que você quer que efetivamente ele diga”.

FIM DA DELAÇÃO – Outro integrante do clube, o hoje Secretário Nacional de Justiça do ministro Flávio Dino, Augusto de Arruda Botelho, chegou a defender o fim da delação premiada.

Botelho criticou a delação como imoral e afirmou que “por trás desse réu arrependido está um homem ou mulher que, após longo período de privação ilegal de sua liberdade, física e psicologicamente comprometido (…) faz uma opção não de tese de defesa, mas, sim, de sobrevivência”.

É ensurdecedor o silêncio de todos esses atores diante da delação de Élcio de Queiroz, que incriminou novo comparsa envolvido no homicídio da vereadora Marielle Franco.

NENHUMA CRÍTICA – Élcio estava preso preventivamente desde março de 2019, portanto, há mais de quatro anos. Nenhuma crítica se ouviu à prisão alongada ou à delação nesse contexto por parte da esquerda, de Gilmar, de Marco Aurélio ou de Botelho.

Pelo contrário, o próprio Ministro da Justiça fez uma coletiva para falar de boca cheia da operação policial baseada na delação, ecoada como se fosse uma realização de seu governo, quando não é. Trata-se de um trabalho da polícia, de Estado, e não de governo.

Outra hipocrisia, diga-se, é o silêncio nesse ponto daqueles que criticavam a Lava Jato por suposto midiatismo, diante de um Ministro político fazendo uma coletiva sobre um trabalho técnico que ele não fez e do qual sequer participou.

ABUSOS DE PODER – Essas hipocrisias se somam a muitas outras, como a conivência ou apoio a abusos de poder escancarados, como por exemplo a prisão de Anderson Torres por quatro meses sem acusação, a busca e apreensão realizada sobre supostos agressores do ministro Moraes em foro incompetente e contra crimes de menor potencial ofensivo e a prisão e acusação sem individualização das condutas e provas dos envolvidos no 8 de janeiro.

A celebração de resultados investigativos alcançados por meio da delação premiada mais uma vez revela que vários “juristas”, autodesignados “garantistas”, nunca se opuseram de verdade aos meios empregados pela Lava Jato, mas sim aos resultados alcançados. O problema não eram os meios e sim os alvos. Nunca se tratou de uma luta por direitos.

São “garantistas de ocasião”. Criticavam abusos imaginários da Lava Jato, construídos mediante narrativas, e agora silenciam diante de abusos reais escancarados. A depender da ocasião e do interesse em jogo, levantam as bandeiras do garantismo. A depender da ocasião e da conveniência, silenciam ou se revelam punitivistas arrochados.  Quando se trata de atacar a Lava Jato, por exemplo, o garantismo vira punitivismo e arbítrio.

DINO EM AÇÃO – Nesta mesma semana, o ministro Flávio Dino mandou a Polícia Federal investigar os acordos da Lava Jato, sem qualquer indicativo de crime ou desvio. Se for instaurado inquérito, como parece que vai, a perseguição política ficará ainda mais escrachada. A Polícia só pode agir quando há indícios de um fato em tese criminoso. Qual o fato em tese criminoso? Qual o crime previsto no Código Penal? Não há.

Olhando para tudo isso, a mensagem é: delação pode, mas não de político corrupto. E isso não é só para delação: é para prisão, é para condenação, é para todo tipo de responsabilização. E tem uma segunda mensagem: se contra corrupto poderoso vale-nada, contra quem ameaça poderosos com a lei, aí a regra é invertida, aí vale-tudo. Vale até negar, inventar ou torcer o Direito e usar a máquina do Estado para caçar, cancelar e punir.

Não temos mais Estado de Direito no Brasil. Há um Estado de Poderosos, de Donos do Poder, de Donos do Brasil. Debaixo de Lula e do atual STF, nestes tempos sombrios, o Direito se tornou um mero instrumento do poder, com a conivência de um Senado acovardado. Erguendo a bandeira da democracia, os Donos do Poder no Brasil erodem, corroem e atacam, de dentro, a própria democracia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais um excelente artigo, enviado por Gilberto Clementino. Mostra as contradições dos “juristas garantistas”, que se tornaram a base aliada dos corruptos, para lhes garantir a impunidade. (C.N.)


Democracia? Tanto faz… Nada de novo sobre brasileiros indiferentes à política

Publicado em 29 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Charges sobre democracia - 07/08/2020 - Política ...

Charge do Benett (Folha)

Maria Hermínia Tavares
Folha

Com o sombrio título “A recessão democrática na América Latina”, o Latinobarómetro acaba de publicar seu informe de 2023. A cada ano, desde 1995, o instituto chileno, dirigido pela economista Marta Lagos, toma o pulso político da opinião pública em 18 países da região. A ideia é aferir as atitudes em relação à democracia, suas instituições e aos governos que dão ou deixam de dar vida a seus princípios e regras.

Trata-se de um acervo precioso que proporciona uma visão comparada de como evoluíram as percepções dos cidadãos de cada país nas três décadas do grande experimento democrático fora dos Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental.

INSATISFAÇÃO GERAL – A pesquisa confirma esperadas variações por países. Mas, na média, aponta declínio do apreço pela democracia, em quaisquer circunstâncias; insatisfação com seu funcionamento no país do entrevistado; aumento da indiferença pela forma do regime. Também mostra a percepção de que os partidos funcionam mal, podendo ser dispensados sem grande prejuízo para o sistema.

Os resultados para o Brasil dão o que pensar. Depois de uma queda muito significativa do apoio à democracia, entre 2017 e 2020, a proporção daqueles que a consideram sempre melhor do que as alternativas voltou ao nível anterior. É relativamente baixo e estável — em torno dos 30%.

Também ficou do mesmo tamanho a minoria dos cerca de 15% que acham que uma ditadura, em certas circunstâncias, pode ser uma boa solução. O maior contingente continua formado pelos brasileiros para os quais dá tudo no mesmo. E não chegam a 1/3 os satisfeitos com a maneira como sistema opera no país. Sete em cada 10 acreditam que os partidos políticos deixam a desejar.

EM TRÊS DÉCADAS – Nada de novo na existência de um número expressivo de brasileiros relativamente indiferentes quanto ao tipo de regime político, descontentes com seu funcionamento e descrentes dos partidos: repete-se com pouca variação ao longo das três décadas em que o Latinobarómetro faz essa medição.

Mudou para melhor no auge do otimismo com relação ao governo do PT, em 2010-2011, e despencou sob o governo Temer e o desastre que se lhe seguiu nas urnas de 2018. É notável que a disputa política renhida, a polarização ideológica e a agitação febril das redes dos tempos de Bolsonaro tenham mexido apenas circunstancialmente com aquelas atitudes básicas que parecem enraizadas nas mentes e corações dos brasileiros.

Como ontem, a democracia há de funcionar no país com poucos democratas convictos e muitos cidadãos indiferentes e desconfiados de suas instituições. Grande é, assim, a responsabilidade das lideranças.


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