terça-feira, julho 11, 2023

O conluio juntamente com o prefeito está agindo fora da lei ao pagar gratificação ilegal a quem é detentor de Cargo Comissionado.

 Não é possível a acumulação da remuneração de cargo em comissão com gratificação por função de confiança ou com outras instituídas em razão de condições excepcionais de serviço.

A orientação é do Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), em resposta a consulta formulada por João Carlos Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Guarapuava (Centro-Sul). A consulta questionou sobre a possibilidade de pagamento de gratificação por encargos especiais, a qualquer título, para servidores puramente comissionados ou para servidor efetivo ocupante de cargo em comissão.

O parecer jurídico que instrui a consulta opinou pela possibilidade de pagamento, desde que haja previsão legal, pois a gratificação consiste em vantagem acrescida ao vencimento do servidor em razão do exercício de uma determinada função ou de condições excepcionais de trabalho previstas em lei; e o dispositivo da lei municipal de Guarapuava que prevê o seu pagamento (artigo 96 da Lei n° 61/2006) não faz distinção entre efetivos e comissionados, mencionando apenas o termo servidor.

A Supervisão de Jurisprudência e Biblioteca (SJB) do TCE-PR relacionou precedentes do Tribunal a respeito da matéria, relativos a decisões do Tribunal Pleno expressas nos acórdãos nº 1701/07, nº 1144/12, nº 212/2013 e nº 3133/2015.

A Coordenadoria de Fiscalização de Atos de Pessoal (Cofap) afirmou que não é possível o pagamento de gratificações de natureza salarial, como adicional por tempo de serviço e encargos especiais para participação em comissões, para servidores públicos comissionados, salvo se o ocupante do cargo em comissão for servidor de carreira que tenha optado por receber a remuneração de seu cargo efetivo. O Ministério Público de Contas (MPC) concordou com a unidade técnica.

 

Decisão

O relator do processo, conselheiro Ivan Bonilha, afirmou que, de acordo com os precedentes citados pela SJB, o posicionamento do TCE-PR tem sido pela impossibilidade de acumulação de gratificação com a remuneração do cargo em comissão. Inclusive, por meio do Prejulgado nº 25, o Tribunal Pleno fixou o entendimento relativo a essa impossibilidade, além de vedar o estabelecimento de gratificação por tempo integral e dedicação exclusiva a comissionado.

Bonilha ressaltou que o artigo 37, V, da Constituição Federal estabelece que as funções de confiança somente poderão ser exercidas por servidores efetivos e, assim como os cargos em comissão, destinam-se às atribuições de direção, chefia e assessoramento. Assim, a concessão de gratificação a qualquer título a servidor comissionado, efetivo ou não, acarretaria pagamento em duplicidade, já que o cargo em comissão tem as mesmas atribuições da função de confiança, além de pressupor exercício de encargo diferenciado de natureza especial.

O relator lembrou que as decisões anteriores do Tribunal a respeito do tema foram baseadas na resposta do TCE-PR à consulta referente ao processo nº 199472/05, formulada pelo Município de Centenário do Sul, relativa à vedação de acumulação de cargo em comissão com função gratificada e dedicação exclusiva.  O entendimento fixado pela corte foi de que, por pressupor dedicação exclusiva, os cargos em comissão não podem ser acumulados com outras funções.

O conselheiro destacou, ainda, que  Conselho Nacional de Justiça (CNJ) frisou ser natural atribuir ao servidor público ocupante de cargo de direção, chefia e assessoramento a participação em grupos de trabalho, comissões e outras atividades não necessariamente ligadas às suas atribuições comuns, justamente por tratar-se de profissional com capacidade técnica para o desempenho de tarefas de maior complexidade; e que isso não confere qualquer direito ao servidor comissionado quanto ao recebimento de qualquer outra gratificação além da sua remuneração.

Os conselheiros aprovaram o voto do relator, por unanimidade, na sessão do Tribunal Pleno de 22 de março. O Acórdão 671/18 foi publicado em 6 de abril, na edição nº 1.799 do Diário Eletrônico do TCE-PR, veiculado no portal www.tce.pr.gov.br.

 

Serviço

Processo :

577361/16

Acórdão nº

671/18 - Tribunal Pleno

Assunto:

Consulta

Entidade:

Câmara Municipal de Guarapuava

Interessado:

João Carlos Gonçalves

Relator:

Conselheiro Ivan Lelis Bonilha

Autor: Diretoria de Comunicação SocialFonte: TCE/PR

Nota da redação deste Blog - O rombo que está sendo cometido  pelo prefeito de Jeremoabo para agraciar a Secretária de Educação e outros seus protegidos, só mesmo uma potente enchedeira para tapar o buraco.

Cabe aos vereadores da oposição já que os da situação além de omissos são também agardaciados, efetuar um levantamento e tomara as providências cab´beis já que sopostamente trata-se de crime de responsabilidadea, improbidade administrativa e peculato.

Além do caso acima mencionado, reprosduzirei mais para ficar vem coprovado o ato ilicito que está implantado na administração Deri do Paloma.

Servidor comissionado pode receber gratificação?

Os cargos comissionados são providos mediante livre nomeação da autoridade competente, a qual também poderá exonerar o ocupante do cargo a qualquer tempo. Estes cargos destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento, podendo ser ocupados por pessoa estranha aos quadros do serviço público.

Em razão da natureza destes cargos, as atividades exercidas pelo detentor do cargo comissionado pressupõem um encargo diferenciado de serviços, de natureza singular e especial. Ademais, as funções exercidas pelo ocupante do referido cargo exigem, normalmente, dedicação exclusiva e tempo integral. Em função dessa natureza, geralmente, os cargos em comissão são remunerados com valores diferenciados que contemplem estas características especiais.

Em virtude das particularidades supramencionadas, alguns Tribunais de Contas consideram que não é possível o pagamento de gratificação a servidores ocupantes destes cargos. O Conselho Nacional de Justiça também possui entendimento semelhante, ao afirmar que “é natural ao servidor público ocupante de cargos de direção, chefia e assessoramento, a atribuição para participação em grupos de trabalho, comissões e outras atividades não necessariamente ligadas às suas atribuições comuns, justamente por tratar-se de profissional com capacidade técnica para o desempenho de tarefas de maior complexidade, o que não implica para o servidor ocupante de cargo de provimento em comissão à percepção de qualquer outra gratificação estipendiária que não seja a sua própria remuneração”.

Por sua vez, o Tribunal de Contas do Paraná foi expresso ao afirmar que é vedado “a acumulação de cargos em comissão e funções comissionadas e o estabelecimento de gratificação por tempo integral e dedicação exclusiva a ocupante de cargo em comissão”. Hora, se a própria natureza do cargo já exige tempo integral e dedicação exclusiva, não se pode admitir o pagamento de verba extra em razão destas características. No mesmo sentido, o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiais decidiu pela impossibilidade de pagamento de adicionais ao vencimento dos ocupantes de cargos em comissão.;
Como o prefeito de Jeremoabo acha-se acima da lei, só nos resta esperaar que os vereadores da oposição no mínimo provoquem o Mnstério Público para estancar essa sangria contra o erário público.

É hora de desmontar os argumentos que sustentam a falsa ameaça do comunismo


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Charge do Wilmar (Arquivo Google)

Maria Hermínia Tavares
Folha

Especular sobre o futuro político de Jair Bolsonaro é exercício fútil. Mais proveitoso é tratar de entender as variadas aspirações dos cerca de 30% dos brasileiros que, segundo o Datafolha, continuam a acreditar que o seu governo beneficiou o país. Eles seguirão por aqui seja qual for o destino de quem foi banido da vida política até 2030 e ainda poderá enfrentar outras penas.

Dessa população faz parte uma amiga que votou em Bolsonaro tanto em 2018 como no ano passado. Ela me abastece regularmente de material que circula em suas redes sociais, servindo-lhe uma dieta reforçada de antipetismo e teorias conspiratórias. Da última vez, enviou artigo recém-publicado na revista Oeste, de certo uma voz estridente da extrema direita na mídia nacional. O texto quer fazer crer nada menos que o Brasil está em vias de se transformar em um “país soviético”.

PARTIDO ÚNICO – Nesse delírio apocalíptico, o conluio entre Lula e o STF (Supremo Tribunal Federal) já teria engendrado “um regime de partido único”, no qual a corrupção viceja e a liberdade de expressão definha, sob o tacão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), “polícia política a serviço do governo”.

Com Shakespeare, se poderia dizer que o palavreado configura “uma história contada por um louco, cheia de som e fúria, significando nada”.

Ainda assim, é no que acreditam 7 em cada 10 partidários do ex-capitão. Pior: metade dos entrevistados pelo Datafolha concorda, no todo ou em parte, que o Brasil corre o risco de se tornar comunista

PRÉ-BOLSONARO – Aqui, a fantasia da comunização do país anda de mãos dadas com a adesão a valores relativos à conduta individual, à família e à religião. Embora devam se combinar em graus variados em diferentes segmentos da sociedade, em conjunto definem um campo político nitidamente reacionário.

Com seus grupos, líderes, redes sociais, editoras e mídia, essa direita de pesadelo se estruturou muito antes que Bolsonaro liderasse esse desaguadouro eleitoral.

Em “Treze”, excelente estudo sobre o ciclo de protestos de um decênio atrás, a socióloga Angela Alonso garimpa suas origens nos conflitos surgidos durante o longo período petista no governo federal.

TEORIA INDESTRUTÍVEL– Talvez não seja possível dissipar de todo a crença em uma ameaça comunista inexistente. Afinal, há quem creia que a Terra é plana. Mas ao menos cabe tentar desmontar — com palavras e sobretudo com atos — os argumentos que sustentam a miragem.

Não há por que deixar aos criadores de fantasmas a suposta defesa da liberdade de expressão e a denúncia hipócrita da corrupção política.

Uma e outra estão a pedir atenção e resposta dos progressistas.

 

Na reforma, Câmara vetou elevação da carga tributária, que era pretendida pelo governo


Como competir com a alta carga tributária no Brasil? – Foco Contábil

Charge do Carlos (Arquivo Google)

Marcus André Melo
Folha

Demorou 30 anos. Sim, o diagnóstico e os remédios não foram muito diferentes dos propostos pela Comissão Executiva da Reforma Fiscal e no “emendão” do governo Collor; na revisão constitucional de 1993; nas PECs apresentadas por FHC e retiradas de pauta após longa tramitação; e mais recentemente em 2003 e 2007, como discuti em coluna.

Sim, contextos adversos colaboraram para o malogro: o impeachment de Collor, o aborto da revisão de 1993 e a crise asiática de 1997. No caso em que ela avançou mais, FHC preferiu a manutenção de um sistema ineficiente que garantia arrecadação a um modelo superior em quadro de grave instabilidade fiscal. Como examinei detalhadamente aqui.

MUITA COMPLEXIDADE – Mais do que em qualquer área, as reformas tributárias tendem a seguir um padrão incremental. Reformas amplas são eventos raros devido à multidimensionalidade, complexidade e elevada aversão ao risco que apresentam. Mas a atual reforma passou em primeiro turno, o que requer uma explicação.

Não há uma maioria global: os vencedores e perdedores variam segundo a “dimensão”; o local de cobrança do imposto de consumo opõe estados produtores e consumidores; o IVA único eliminando os (milhares de) regimes especiais opõe estados (o líder do PT sabotou a proposta na votação do regime automotivo especial, alinhando-se com o governador Ratinho Jr!); a desoneração das exportações divide os exportadores e não exportadores; a distribuição da carga cria clivagem intersetorial entre serviços e indústria; a fusão do ISS/ICMS opõe municípios pequenos e grandes.

DOIS INSTRUMENTOS – A complexidade e incerteza cria forte dissenso entre especialistas e burocracias técnicas. A aversão ao risco é maior aqui dado o risco potencial ser catastrófico politicamente.

A forma canônica para superar estes problemas envolve dois instrumentos: diferir no tempo a implementação das mudanças e criar seguros contra perdas. Mas as promessas aqui não são exatamente críveis porque nem mesmo sua constitucionalização garante “contratos futuros”.

Estão sujeitos a mudanças posteriores e a governança a ser utilizada. (A experiência do Confaz mostra que a regra da unanimidade conferia poder de veto a SP, que agora desaparece).

CONSENSO INÉDITO – A aprovação em primeiro turno reflete o consenso inédito sobre as disfuncionalidades colossais do sistema. Interesses organizados e empresas penduraram progressivamente presentes na árvore de Natal do sistema tributário, que agora está desmoronando.

É inédito o protagonismo do Congresso, de onde surgiu a PEC no governo anterior, fazendo com que pudesse ser negociada como questão suprapartidária, e não do governo.

A barganha congressual ancorou-se no veto da maioria ao aumento da carga, que interessa ao governo e que não prosperou. A ver!

Cartão da Transparência permite fiscalizar as despesas que os parlamentares têm feito

Publicado em 11 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Governo do Estado destaca transparência e rigor na concessão de cartão social – Casa Civil

Esse cartão registra todas as operações dos parlamentares

João Gabriel de Lima
Estadão

Todos deveríamos acompanhar as despesas de deputados e senadores como monitoramos nosso cartão de crédito. Afinal, o dinheiro que eles gastam é o nosso dinheiro. Uma nova ferramenta digital permite que você faça exatamente isso. Você escolhe um ou mais parlamentares e, a cada despesa do gabinete de seu escolhido, recebe um “push” no celular – como se fosse uma despesa do cartão de crédito de um de seus filhos.

A ferramenta, batizada de “Cartão da Transparência”, acaba de ganhar seis “leões” no Festival de Cannes, considerado o Oscar da publicidade mundial – dois de ouro, três de prata e um de bronze. Ela foi desenvolvida pela agência de comunicação AKQA e está hospedada no site Congresso em Foco.

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA – “Essas informações estavam disponíveis no Portal da Transparência, mas era muito difícil acessá-las”, diz Carolina Pinheiro, diretora de criação da AKQA. “Faltava uma tecnologia que as lesse e organizasse – e foi isso que fizemos”, afirma Carolina Pinheiro. A expectativa após o festival é que a iniciativa brasileira inspire outras pelo mundo.

Pelo Cartão da Transparência é possível saber quanto um congressista gasta, por exemplo, em refeições, viagens ou aluguel de carros, despesas que devem ser obrigatoriamente declaradas. Não é possível saber se tais rubricas escondem outras despesas – mas é possível desconfiar se os números são incompatíveis com o preço das coisas na vida real.

Vale novamente a comparação com o cartão de crédito: se aparece um gasto de R$ 4 mil num restaurante, e nos últimos tempos você só comeu no quilo da esquina, é o caso de desconfiar.

E OS OUTROS GASTOS? – Seria possível usar o Cartão da Transparência para acompanhar outras despesas – como, por exemplo, para onde vão os recursos do orçamento? “A ferramenta está sendo constantemente melhorada e atualizada para abranger mais políticos e mais informação para o cidadão”, diz Pinheiro.

“Nós conseguimos trazer para o site, no entanto, apenas as informações que a lei obriga que sejam publicadas. O que levanta a questão: se não podemos saber por lei, não seria o caso de mudar essa lei?”

Numa democracia, todas as informações relativas aos representantes que escolhemos através do voto deveriam ser públicas. Nada mais antidemocrático do que a existência de um “orçamento secreto” – aberração que, sob mil disfarces, a classe política brasileira teima em manter. Cabe aos cidadãos exigir que tais informações sejam públicas e acessíveis. Fiscalizar é um exercício de cidadania, e você pode começar por aqui: www.cartaodatransparencia.com

“Reindustrialização” proposta por Lula, à custa de subsídios, será um grave erro

Publicado em 11 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

DESENVOLVIMENTO GAÚCHO: #Fiergs defende choque de #industrialização | Blog  do Onyx

Charge do Bruno (Arquivo Google)

Deu em O Globo

A política industrial voltou à agenda depois que, nos Estados Unidos, Joe Biden ofereceu incentivos a setores como semicondutores ou energia limpa para competir com a China. No Brasil, o governo Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, sob o mote da “reindustrialização”, ressuscitar subsídios para automóveis, indústria naval e sabe-se lá o quê.

O sufoco das cadeias de suprimento na pandemia é visto como pretexto para reviver a proteção a “campeões nacionais” ou “indústrias estratégicas”. Defensores de políticas industriais costumam justificá-las dizendo que nenhum país se desenvolveu sem adotá-las — e apontam para Estados Unidos, Europa e Ásia.

INTERPRETAÇÃO EQUIVOCADA – Trata-se, porém, de uma interpretação equivocada dos fatos históricos. “A crença em que os países ricos tiveram sucesso por terem protegido a manufatura (…) se revelou uma leitura errada da História”, escreve o economista Douglas Irwin, do Instituto Peterson para Economia Internacional.

Os Estados Unidos, diz ele, se desenvolveram em razão da abertura para imigração, capital e tecnologia e do aumento de produtividade no setor de serviços, não na indústria. Na Europa, o crescimento veio da transição da agricultura. Uma simulação de economistas das universidades da Califórnia, de Michigan e do MIT concluiu que, mesmo em economias abertas com políticas industriais bem formuladas, os ganhos “não chegam a ser transformadores”.

A Coreia do Sul, frequentemente citada como modelo, foi esmiuçada por Irwin num estudo de 2021. O país, diz ele, se tornou uma economia exportadora antes de adotar qualquer incentivo à indústria, em razão da desvalorização da moeda nos anos 1960. “A política industrial só começou (…) entre 1973 e 1979”, diz Irwin. “O crescimento rápido já tinha sido deflagrado.”

EXEMPLO DA CHINA – A China comprova como incentivos a indústrias “estratégicas” costumam dar errado. Um estudo de economistas das universidades Harvard e Cornell concluiu que subsídios chineses à indústria naval — uma das preferidas de Lula —, embora tenham aumentado sua presença no mercado, “criaram distorções significativas e levaram a ociosidade e fragmentação”. Estatais chinesas foram favorecidas, mas não houve benefícios para o resto da economia.

Outro fracasso da política industrial chinesa foi a tentativa de criar um competidor para Boeing e Airbus com a aeronave Comac C919. Mesmo com investimentos de US$ 70 bilhões para desenvolver o projeto, a entrega atrasou cinco anos, e nenhuma autoridade fora da China homologou o novo avião.

CAUSAS DO CRESCIMENTO – “Apesar do êxito na política industrial que desenvolveu sua rede ferroviária doméstica de alta velocidade, a China foi incapaz de reproduzir a conquista na competitiva indústria de aviação”, diz Irwin. O país não enriqueceu pela política industrial, mas pelo aumento de produtividade agrícola, investimento estrangeiro em manufatura e liberdade para o setor privado.

“Só porque Estados Unidos, China ou União Europeia podem se dar ao luxo dos subsídios não significa que outros países devam segui-los”, afirma Irwin.

“Economias em desenvolvimento não podem oferecer subsídios generosos a produtores locais quando seu equilíbrio fiscal é precário e os retornos incertos. Fundos públicos escassos são gastos de modo mais eficaz melhorando a saúde, a educação e ajudando os pobres do que dirigidos a indústrias domésticas.” O recado para o Brasil não poderia ser mais claro.

Por que Trump se mantém como favorito dos republicanos à Presidência dos EUA?

Publicado em 11 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Com Bolsonaro na plateia, Trump critica Biden e faz discurso de candidato

Trump é apenas um cafajeste travestido em líder político

Deu na BBC

Pense um pouco na enrascada em que se meteu Kevin McCarthy, o presidente republicano da Câmara dos Representantes, que fez uma confusão danada ao falar sobre o ex-presidente americano Donald Trump. Na semana passada, McCarthy causou uma tempestade política quando disse em uma entrevista na televisão que não sabia se Trump era o candidato republicano mais forte para a eleição presidencial de 2024.

No dia seguinte, McCarthy voltou atrás e afirmou ao Breitbart News que “Trump está mais forte hoje do que em 2016”. A fala do republicano foi branda, mas a reação dos apoiadores de Trump foi estridente. “McCarthy pisou na bola”, declarou Bryan Lanza, um ex-funcionário do governo Trump que ainda é próximo do ex-presidente. “[McCarthy] não pode se dar ao luxo de ser visto como leniente em relação a Trump ou vai perder seu cargo de presidente da Câmara.”

MUITAS DÚVIDAS – McCarthy não é o único a ter dúvidas em relação a Trump. Muitos na liderança do partido temem que Trump ganhe a disputa interna pela candidatura — mas depois perca a eleição presidencial. Esses críticos acham que Trump tem muitos pontos fracos e adorariam ver uma alternativa — alguém que pudesse ser popular entre os eleitores indecisos dos EUA.

No momento, porém, essa alternativa parece não existir. De fato, a rápida operação para abafar as declarações de McCarthy nos diz muito sobre o controle que Trump exerce sobre seu partido.

Apesar de ter sido indiciado duas vezes, assolado por escândalos e investigações legais em andamento, e esteja enfrentando vários rivais políticos, Trump ainda é o grande favorito para conquistar a candidatura de seu partido à presidência. Uma pesquisa da rede NBC News mostra que na semana passada ele tinha 51% de apoio entre os eleitores republicanos, contra 46% em abril.

PROBLEMAS AJUDAM? – Os problemas de Trump na Justiça estão ajudando, e não prejudicando sua candidatura (por enquanto), porque ele só foi considerado responsável por agressão sexual, por manter documentos confidenciais depois de deixar a Casa Branca, e por supostos pagamentos feitos a uma estrela pornô durante a campanha de 2016.

Nada disso jamais havia acontecido com um ex-presidente. E ele pode ainda vir a ser indiciado por tentar fraudar a eleição no Estado da Geórgia e por seu papel na invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021. São muitos os problemas legais.

Mas quanto mais indiciamentos ele enfrenta, mais Trump consegue convencer seus partidários de que está sendo vítima de uma perseguição política. “As acusações o ajudaram junto à base de eleitores e o ajudaram na arrecadação de fundos”, diz Michael Steele, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano e agora um opositor de Trump.

DIVISÃO DE VOTOS – Os demais candidatos estão dividindo os votos daqueles que são contra Trump. Atualmente, mais de uma dúzia de republicanos estão concorrendo à presidência. Alguns se apresentam como sendo o “substituto de Trump”, outros como “anti-Trump”, enquanto uma parte tenta simplesmente ignorá-lo.

As pesquisas sugerem que cerca de metade dos eleitores republicanos não são totalmente apaixonados pelo ex-presidente, mas por enquanto eles estão dividindo sua lealdade igualmente entre todos os outros candidatos.

Dividir para conquistar foi uma estratégia bem-sucedida de Trump em 2016 — e parece estar funcionando novamente. Mas e Ron DeSantis, governador da Flórida, que deveria ser o grande adversário de Trump?

ESTÁ EM  QUEDA – Até agora, seus números estão caindo, e não subindo. Não é nenhum segredo nos círculos republicanos que DeSantis tem sido visto como um candidato fraco: quanto mais as pessoas o veem na disputa, menos elas gostam dele. Nenhum dos outros candidatos importa”, conclui Steele.

Para ele, só um ato divino tira de Trump a indicação republicana para a Casa Branca. E a disputa tem mais a ver com luta do que com conservadorismo. O Partido Republicano de hoje está procurando alguém que possa lutar por ele em questões culturais, como aborto e direitos de pessoas transgênero, e que não tenha medo de enfrentar nem sequer o establishment republicano.

E não há lutador melhor do que Donald Trump, o homem que enfrentou (e venceu) fisicamente outro bilionário em uma luta livre em 2007. Nenhum candidato chama a atenção e desperta a raiva da multidão como Trump.

ELEIÇÃO PASSADA – É bom lembrar que, nessa mesma fase da campanha eleitoral de 2016, Trump tinha apenas 6% dos votos entre os republicanos. Mas comício após comício, debate após debate, ele foi derrotando seus oponentes. Ele fez isso atacando-os duramente (com palavras que, às vezes, parecem socos) e dizendo aos eleitores que estava tão furioso quanto eles com a situação do país.

Os candidatos rivais continuam esperando que os eleitores das primárias se cansem de todo o caos em torno de Trump ou que seus problemas na Justiça o derrubem nas pesquisas. Mas isso não preocupa a base.

“Ninguém está batendo Trump”, diz Brian Lanza, ex-funcionário de Trump, confiante. “Presumo que todos que ainda estão concorrendo estão fazendo um teste para um cargo no gabinete [na Casa Branca de Trump].”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É incrível que a maior potência do mundo vá partir novamente para uma disputa entre Trump e Biden. Como se sabe, Trump é um elemento desclassificado, sonegador de imposto e que vive envolvido em escândalos de todo tipo. Seu rival Biden, aos 80 anos, já passou do prazo de validade, tropeça e cai em público com frequência e mistura guerra da Ucrânia com guerra no Iraque, chega a da pena. Ainda bem que os Estados Unidos têm um sistema administrativo que funciona no piloto automático, pois a Presidência é um cargo muito mais representativo do que executivo. E o resto é folclore, como diz nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)  

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