domingo, maio 14, 2023

Lula faz recuos táticos, mas enfrentará dois vespeiros: inflação e preços dos combustíveis

Publicado em 14 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

CHARGE PRECO DO COMBUSTIVEL - CORREIO DO POVO DO PARANA

Charge do William (Correio do Povo/PR)

Eliane Cantanhêde
Estadão

As manchetes e o noticiário em geral deslizam para o escândalo explosivo no futebol, a crise da Light, a crise das grandes varejistas e, claro, as revelações sem fim sobre joias, vacinas, contas e sanha golpista do casal Bolsonaro. Nada disso, porém, tira o foco do presidente Lula, muito menos das preocupações quanto às intenções e ações do governo.

Lula avisou que, na volta da China, iria botar a mão em dois vespeiros, a meta de inflação e os preços dos combustíveis. A mudança da meta ainda corre discretamente nos bastidores, mas a interferência na política de preços da Petrobras será anunciada nesta semana. Segundo o presidente da companhia, Jean Paul Prates, os valores ao consumidor serão “inexoravelmente mais baixos”. Há controvérsias.

NOVA METODOLOGIA – A paridade internacional será trocada por uma cesta de indicadores: produção nacional de petróleo, cotação externa e “perfil do cliente”. Mas… como o Brasil importa até 30% dos combustíveis e o governo não tem poder para determinar o preço nos postos, o risco é a Petrobras perder receita e o consumidor não pagar, “inexoravelmente”, menos.

Ao mesmo tempo em que mantém a decisão de intervir na Petrobras, no BC e na meta de inflação, Lula botou em banho maria os retrocessos em outras áreas e adocicou o tom com o Congresso, assim como, no campo externo, recuou na posição desastrosa pró Rússia e China, contra EUA e Europa, e enviou o embaixador Celso Amorim para conversar com o presidente Volodmir Zelenski em Kiev.

São recuos táticos e não vai se falar por um tempo em mexer nas reformas administrativas e previdenciária nem na Eletrobras, mas isso não quer dizer que Lula desistiu e essas pautas sumiram. A própria ocupação sutil do BC já começou, junto com as discussões sobre meta de inflação e o resto é só questão de oportunidade.

FREIO DE ARRUMAÇÃO – O problema de Lula é falta de articulação política ou resistência a uma série de retrocessos? A postura mais cautelosa é parte do freio de arrumação após a derrota do decreto contra o Marco do Saneamento. Lula viu que estava brincando com fogo e, além de adiar os retrocessos, abriu os cofres. A sobra de R$ 9 bilhões do orçamento secreto da era Bolsonaro está em jogo e mais de R$ 170 milhões em emendas foram liberadas em um só dia. O governo entrou em campo.

O objetivo imediato é aprovar a âncora fiscal, no meio do tiroteio entre PT e “progressistas”, de um lado, e direita e liberais difusos, do outro. Mas o problema de Lula vai muito além.

A percepção positiva do governo diminui e a pressão contra a pauta petista, o STF e o MST cresce a olhos vistos e é hora de recuos táticos, mais palatáveis ao centro – do Congresso e fora dele – que não quer retrocesso, quer avanços e desenvolvimento.

A POLÍTICA E A POLITICAGEM !

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Por: Marcelo do Sindicato

Definir uma coisa da outra é um das artes mais importantes de todos os ramos de estudo. Ao contrário do que se costuma fazer, uma definição deve vir ao final do estudo e nunca do início, visto que o indivíduo só consegue definir algo quando consegue entende o que perfeitamente estudou. 

A palavra política vem do grego. Se relaciona a ‘polis’,  cidade. Segundo Aristóteles — o homem é naturalmente um animal político. De ‘politique’ do  grego foi para ‘polítikós’ (do cidadão), foi para o latim como ‘politicus’ chegou ao francês ‘politique’ que já em 1265 significa ‘’ Ciência dos Estados’’ nas línguas europeias. A política é arte ou ciência da organização das nações ou dos Estados. É a ciência da governança. É o conjunto de normas ou regras de uma determinada instituição. Existem linhas políticas em todas as atividades humanas, inclusive entre o marido e a mulher dentro da menor celular social, a família. Modernamente a concepção política é  corrupto. Anunciou-se como político o ouvinte já torce o nariz. Na verdade é o político que faz com tudo aconteça. Se há cidade, se há o sistema de ruas, bairros, escolas, instituições várias, enfim; cidade, apolis, a mão do político está presente. O político em nosso sistema recebe uma procuração, pelo voto, para representar o povo, o cidadão e a sociedade. Em resumo, são políticos os cidadãos eleitos pelo voto direto do eleitor. Agentes públicos os demais…

O oposto da política é a politicagem. O político tem como obrigação assegurar que a política seja cumprida em favor do cidadão e de todos os elementos que compõem a cidadania. Tem como escopo a prestação de serviços que garantam o bem-estar de toda comunidade, não levando  em conta benefícios pessoais ou particulares ou mesmo de pessoas a ele ligadas por diversos tipos de relacionamentos. Através da politicagem o político faz diversos tipos de conchavos, acordos, alianças, promessas que não tem como cumprir. A politicagem viola princípios legais da administração pública, com práticas de corrupção, nepotismo, contratos de locação de veículos de vereadores amigos na administração pública, linhas fantasmas, fraudes em licitação, locação de (ônibus amarelinhos) do ‘’programa caminho da escola’’ a empresas fictícias, laranjal, esquema de locação de carro de luxo no gabinete do próprio chefe do executivo em de laranja, consultorias fictícias, conchavos, venda de votos no parlamento, negociatas partidárias para garantir posições de destaque e controle de benefícios para ele, seus familiares e até mesmo seus eleitores. A politicagem forma dependência perigosa entre o perder executivo e o legislativo e até do judiciário coobrigando-se mutuamente e gerando fortes laços de corrupção.
Nota da redação deste Blog - Ao comentar Politicagem Marcelo do Sindicato, colocou o dedo na ferida do quem está acontdecendo em Jeremoabo, principalmente no governo Deri do Paloma e seu conluio.

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Lula cada vez mais enfezado, ao invés de apaziguar os ânimos e decolar o governo


Lula diz que Estado terá que 'devolver' e lhe 'pagar prejuízos' causados  por sua prisão

Lula comporta-se como se ainda estivesse em campanha

Merval Pereira
O Globo

O desassombro com que o presidente Lula se referiu aos organizadores do Agrishow de Ribeirão Preto como “fascistas” e “maus-caracteres”, é demonstrativo do seu estado de espírito, enfezado, agressivo e ressentido com “as elites”. É permite que seja chamado de “senil”, como fez um vereador da região.

Quando tinha poder para controlar as crises com sua oratória, ao mesmo tempo que levava a massa para onde queria, tudo ia bem para Lula, que se convenceu de que era “o cara” quando o então presidente Barack Obama assim o aclamou em uma reunião internacional de líderes. Com o surgimento dos escândalos de corrupção, Obama arrependeu-se.

DEU SORTE – O encanto de Lula foi suficiente para terminar o segundo mandato com 80% de aprovação e eleger Dilma presidente da República. Mas, a partir do fracasso de sua criatura, e a escalada da Operação Lava Jato, Lula entrou para o rol dos humanos, e seus defeitos de repente começaram a pesar.

Sua sorte é que o governo Bolsonaro foi tão desastroso que até conseguiu encobrir êxitos que agora aparecem, para desespero do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que faz impulsionamentos em massa pelo WhatsApp para divulgar alguns feitos que ficaram encobertos pela oratória golpista vulgar de seu chefe.

Como Guedes aceitou permanecer no governo até o final, avalizando com seu silêncio os desvios éticos e legais de Bolsonaro, não conseguiu usufruir de alguns sucessos inequívocos, como a redução da desigualdade, o crescimento do emprego, uma política fiscal que visava o equilíbrio, mesmo que o presidente Bolsonaro tenha quebrado várias vezes o teto de gastos com objetivos eleitorais.

ALTA DOS JUROS – A falha de Guedes foi não ter exteriorizado uma desaprovação, preferiu manter-se fiel ao governo. Roberto Campos Neto teve mais sorte com a aprovação em 2021 da independência do Banco Central. Pôde assim aumentar os juros em plena campanha eleitoral sem sofrer pressão do presidente da República, que o havia nomeado. Não se ouviu do então candidato da oposição, o hoje presidente Lula, um pio contra o aumento dos juros naquela ocasião, diferente do que faz hoje. Como se Campos Neto estivesse agindo não dentro de suas atribuições para controlar a inflação, mas como um quinta coluna bolsonarista para prejudicar seu governo.

É a mesma tática usada ao acusar Fernando Henrique de tê-lo deixado uma “herança maldita” quando assumiu em 2003. Não sabia o que o esperava 20 anos depois, embora a “herança maldita” seja sobretudo devido ao desarranjo das estruturas republicanas.

O que Bolsonaro fez de grave foi desmoralizar as instituições nacionais, desde o Supremo até a vacina contra a COVID, governar com o objetivo de golpear a democracia, permanecendo no comando do país através de um autogolpe que tramava desde o primeiro minuto de sua campanha presidencial.

APOIO MILITAR – Hoje está claro que a candidatura Bolsonaro foi urdida por um grupo das Forças Armadas com o objetivo de levá-las novamente ao poder, para reabilitá-las, e exercer o poder sem contestações.

Quando Bolsonaro agradeceu de público ao General Vilas-Boas ter chegado à presidência da República, e prometeu que nunca revelaria o que conversaram durante a campanha, estava dando um recado aos militares, de que havia na sua eleição mais que uma vitória eleitoral, mas a de um pensamento militar que seria recuperado.

Não deu certo, e a sublevação insuflada em 8 de janeiro ajudou a fortalecer a democracia e, sobretudo, a que os verdadeiros militares profissionais reassumissem as rédeas das Forças Armadas.

OS CRIMES DE CID – É sintomático que o caso do Tenente-Coronel Mauro Cid, envolvido em várias das transgressões legais de Bolsonaro, tenha sido compreendido pela cúpula militar como o que realmente foi: crimes que nada têm a ver com os militares.

O presidente do Supremo Tribunal Militar, Tenente-brigadeiro Joseli Parente Camelo, foi peremptório ao afirmar que o caso “nada tem a ver com os militares ou com a Justiça Militar”.

Assim, seria conveniente que Lula colaborasse para o apaziguamento dos ânimos, para que o país possa recuperar sua energia, consumida há anos nessa disputa de “nós contra eles”.


Uso da advocacia brasileira para lavagem de dinheiro preocupa autoridades internacionais

 


Charge: ivancabral.com

Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

Flávio Ferreira
Folha

Uma inspeção internacional sobre os mecanismos de combate à lavagem de dinheiro no Brasil reacendeu a cobrança de autoridades e especialistas pela criação de regras para evitar que escritórios de advocacia sejam usados para esse tipo de crime no país.

Como a proteção ao direito de defesa confere à advocacia a possibilidade de manter sob sigilo as relações com os clientes e as transações realizadas para eles, há criminosos que se aproveitam dessa blindagem para maquiar dinheiro originado em delitos como se fossem valores lícitos.

INSPEÇÃO DO GAFI – A verificação sobre o sistema antilavagem foi realizada no Brasil durante três semanas em março por técnicos do órgão que serve como referência global para o setor, o Gafi (Grupo de Ação Financeira Internacional).

A seção brasileira da Transparência Internacional, por exemplo, manifestou ao grupo de técnicos do órgão a preocupação quanto à falta de adoção de medidas de regulação antilavagem do setor da advocacia privada brasileira.

O grupo do Gafi chegou a pedir à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) uma reunião com o presidente da entidade de classe, Beto Simonetti, mas o encontro não ocorreu. Segundo a assessoria de imprensa da OAB, houve incompatibilidade com a agenda de Simonetti, e então a “entidade se colocou à disposição do Gafi para participar das discussões e dos encontros do grupo, tendo inclusive destacado representante para acompanhar reuniões do colegiado, mas não recebeu retorno do grupo”.

PRÁTICA IMPUNE – Na avaliação anterior realizada pelo Gafi, em 2009, esse tema já havia sido levantado e o Brasil foi criticado no relatório da inspeção por descumprir compromissos internacionais de fazer com que advogados fossem obrigados a comunicar transações financeiras suspeitas às autoridades locais.

Segundo as diretrizes do órgão internacional, a advocacia está entre as atividades e profissões não diretamente ligadas ao mundo financeiro que devem ter regras para combater a circulação ilegal de dinheiro.

Também estão nesse grupo as corretoras de imóveis, os negociadores de metais e pedras preciosas e os cassinos.

TIPOS DE LAVAGEM – No caso dos advogados, as atividades mais preocupantes são a compra e venda de imóveis, negociações que envolvam valores e ativos de clientes e atuações relativas a contas bancárias, constituição e organização de empresas.

Segundo Robinson Fernandes, delegado da Polícia Civil de São Paulo e presidente da comissão anticorrupção e lavagem de dinheiro da Conacate (Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado), que também é avaliador do Gafi fora do Brasil, o órgão exige que os países tenham uma regulamentação para a advocacia em relação a pelo menos essas atividades específicas.

A orientação é a de criar regras para que advogados e escritórios façam comunicações de operações suspeitas a um órgão de fiscalização ou controle de cada país.

SEM VONTADE POLÍTICA – Para os especialistas, no Brasil essas comunicações deverão ser feitas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que é a autoridade central do sistema de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e é vinculado administrativamente ao Banco Central do Brasil.

De acordo com Fernandes, a legislação brasileira antilavagem já permite que a OAB crie as regras para a advocacia, conforme exigido pelos órgãos internacionais.

“O que falta é vontade política da OAB para regulamentar. Por exemplo, o Conselho de Contabilidade já regulamentou para os contadores. A OAB prometeu em 2020 que soltaria uma regulamentação, mas até agora não soltou”, diz o especialista.

SEM TRANSPARÊNCIA – Maíra Martini, líder da área de pesquisa sobre lavagem de dinheiro da sede da Transparência Internacional, na Alemanha, ressalta que o Brasil também desrespeita os princípios de transparência do G20 (grupo das 20 principais economias do mundo) ao não criar regras contra a lavagem de dinheiro por meio de advogados.

Martini diz que o país é um dos poucos do G20 a não adotar a medida, ficando ao lado de Estados Unidos, Austrália e Canadá na lista de nações do grupo que não cumprem a exigência.

Segundo a especialista, “vários casos de corrupção em larga escala dependem da ajuda de advogados, de contadores e de bancos para acontecerem. A ajuda pode ser pela não checagem ou pela ciência e participação no esquema, ou seja, pode ser negligência ou envolvimento efetivo”.

APOIO AO CRIME – “Não regulamentar a profissão significa que se está tornando a vida dos criminosos no Brasil muito mais fácil”, completa.

A pesquisadora disse que teve contatos com representantes da OAB em 2021 e o conselho da entidade chegou a votar um provimento para criar a regulamentação, mas o resultado foi pela rejeição da medida.

A procuradora regional da República em São Paulo Janice Ascari tem experiência de mais de 30 anos no Ministério Público Federal trabalhando em casos de corrupção e lavagem de dinheiro e lembra que, em muitos deles, ocorreu o uso de advogados ou escritórios pelos criminosos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O Brasil sonha em ser aceito na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mas sofre resistência devido à impunidade que garante aos corruptos, como único país do mundo que não prende criminoso condenado em segunda instância. Como se sabe, a decisão foi tomada pelo Supremo em 2019, sob medida para libertar Lula da prisão, um vexame jurídico internacional de primeira linha. Em seguida, o Congresso afrouxou as leis anticorrupção, transformando o Brasil no paraíso do crime. Através do Gafi, a OCDE acompanha esse situação vergonhosa em nosso país. (C.N.)

Um esquema de rachadinha para Michelle Bolsonaro chamar de seu

 

Ex-primeira-dama é suspeita de apropriar-se do salário alheio para pagar despesas pessoais

 atualizado 14/05/2023 11:49

Breno Esaki/Metrópoles

Diálogos exemplares travados pelo tenente coronel Mauro Cid, então ajudante de ordem de Bolsonaro, com Cintia Borba Nogueira e Giselle dos Santos Carneiro de Silva, assessoras de Michelle. Assunto: o pagamento de despesas da primeira-dama.

Michelle usava um cartão de crédito vinculado à conta de Rosimary Cardoso Cordeiro, funcionária do Senado e sua amiga. Cid pagava a fatura do cartão com dinheiro vivo em uma agência do Banco do Brasil dentro do Palácio do Planalto.

De Cintia para Giselle em 30/10/2020 – “Então hoje essa situação do cartão realmente é um pouco preocupante. O que eu sugiro para você. No momento que for despachar com ela, você pode falar com ela assim sutilmente, né? Mas eu acho que você poderia falar assim: dona Michelle, que é que a senhora acha de a gente fazer um cartão para a senhora? Um cartão independente da Caixa. Para evitar que a gente fique na dependência da Rosy. E aí a gente pode controlar melhor as contas. Pode alertá-la do seguinte: que isso pode dar problema futuramente, se algum dia, Deus o livre, a imprensa descobre que ela é dependente da Rose, pode gerar algum problema”.

Giselle informa a Mauro Cid que conversou com uma pessoa próxima a Michelle, de nome Adriana, e que a primeira-dama ficou “pensativa”, mas que continuaria a usar o cartão de Rosimary. Mauro Cid então responde:

“Giselle, mas ainda não é o ideal isso não, tá? (o uso do cartão de Rosimary). O Cordeiro conversou com ela (Michelle), tá, também. E ela ficou com a pulga atrás da orelha mesmo: tá, é? É. É a mesma coisa do Flávio [Bolsonaro, senador]. O problema não é quando! É como deputado, rachadinha, essas coisas”.

“Se ela perguntar para você ou falar alguma coisa ou comentar, é importante ressaltar com ela que é o comprovante que ela tem. É um comprovante de depósito, é comprovante de pagamento. Não é um comprovante dela pagando nem do presidente pagando. Entendeu? É um comprovante que alguém tá pagando. Tanto que a gente saca o dinheiro e dá pra ela pagar ou sei lá quem paga ali. Então não tem como comprovar que esse dinheiro efetivamente sai da conta do presidente.”

“O Ministério Público, quando pegar isso aí, vai fazer a mesma coisa que fez com o Flávio, vai dizer que tem uma assessora de um senador aliado do presidente que está dando rachadinha, tá dando a parte do dinheiro para Michelle”.

Em novo áudio para Giselle, em novembro do ano passado, Mauro Cid comenta ainda a propósito do cartão:

“E isso sem contar a imprensa que quando a imprensa caiu de pau em cima, vai vender essa narrativa. Pode ser que nunca aconteça? Pode. Mas pode ser que amanhã, um mês, um ano ou quando ele terminar o mandato dele, isso venha à tona”.

A troca de áudios indica que o esquema evitava transferências bancárias e fazia pagamentos sempre em dinheiro vivo. Em conversa de 8 de novembro de 2021 com Osmar Crivelatti, militar subordinado a Mauro Cid, Cíntia diz:

“E sobre as flores da Patrícia Abravanel [filha do apresentador de tv Silvio Santos], ela falou que é para o Cid fazer o pagamento. Mas ele tinha me falado na semana passada que quando for esses pagamentos de terceiros, é para a gente pegar o dinheiro com ele e fazer o pagamento por aqui, tá? Então eu vou pedir a ele para sacar esse dinheiro e peço ao Vanderlei para pegar lá para a gente fazer o… Vai ter que ser feito um depósito, né? No número daquela conta que você me passou, tá?”

De Giselle para uma pessoa identificada como Vanderlei – “Boa noite, Vand e Cintía. PD (Primeira-dama) falou, eu perguntei para ela se ela queria transferir Pix, né? Tanto para Bia. Daí, ela falou: não, vamos fazer agora tudo depósito, que, aí pede pro Vanderlei fazer o depósito, a gente consegue o dinheiro e faz o depósito. Só que ela não falou como conseguiu o dinheiro, se o dinheiro está com ela, se a gente pega na AJO. Não falou, tá? Ela falou que assim não fica registrado nada, vamos fazer depósito. Então a gente tem que começar a ter esse hábito do depósito”.

Mauro Cid foi preso no dia 3 de maio durante uma operação que investiga fraude em dados de vacinação contra a Covid-19. Na casa dele, dentro de um cofre, a Polícia Federal encontrou US$ 35 mil (equivalentes a R$ 175 mil) e R$ 16 mil em espécie. Quer mais?

Empresa contratada pela estatal Codevasf, a Cedro do Líbano Comércio de Madeiras e Materiais para Construção fez 12 depósitos na conta de um subordinado de Cid, o sargento Luis Marcos dos Reis. O sargento pagou despesas de Michelle.

https://www.metropoles.com/

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