Alckmin quer participar, mas o sinal está fechado para ele
Clarissa Oliveira Veja
Amigos de longa data do vice-presidente Geraldo Alckmin se dizem decepcionados com o papel que ele vem desempenhando no novo governo. A tese é que Lula apenas prometeu dar protagonismo ao ex-tucano, mas segue lhe atribuindo um papel burocrático, apesar do acúmulo da Vice-Presidência com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Esse quadro, diz um interlocutor do vice, se faz evidente diante da crise de articulação vivida pelo governo no Congresso Nacional. A tese é que Alckmin deveria participar de maneira mais ativa das conversas com outros partidos, em especial aqueles mais ao centro, se Lula quisesse mesmo aproveitar o capital político do antigo adversário.
A culpa, afirmam os mais melindrados, é em grande parte do PT. O partido, diz um alckmista, vem sendo muitíssimo bem sucedido mais uma vez, a dominar espaços e tirar protagonismo de outras forças políticas aliadas a Lula.
### PLANALTO OUVE QUEIXAS DE PSB E PSD Nicholas ShoresVeja
O governo Lula fez nesta quarta-feira reuniões de realinhamento com as bancadas do PSB e do PSD na Câmara — duas do que deve ser uma série de conversas para entender o que causou os reveses com o PL das fake news e o projeto para derrubar trechos de decretos presidenciais.
Sentado à cabeceira da mesa com os deputados, Alexandre Padilha cobrou os partidos da base aliada, cada um titular de três ministérios, pelos votos contra o Planalto no PDL do marco legal do saneamento básico. Também quis garantir que nada parecido vá se repetir na votação do novo arcabouço fiscal, prevista para a semana que vem.
Parte da resposta veio em forma de queixas sobre a demora do governo para nomear indicados das bancadas em cargos federais nos Estados.
MOROSIDADE – Neste momento, até promessas de emendas ao Orçamento ficam em segundo plano em relação à morosidade no atendimento dos pedidos para ocupar órgãos da máquina pública, como Dnit, Incra, Ibama, Codevasf e Dnocs.
Ao menos quanto ao projeto do novo arcabouço fiscal, não deverá haver problema com a base aliada. O líder do PSB, Felipe Carreras, disse na reunião com Padilha que os 14 integrantes da bancada fecharão questão a favor da proposta.
Mas, no contexto mais amplo da relação com o Planalto, as lideranças saíram da conversa insatisfeitas com a resposta vaga de Padilha sobre os cargos federais, sem dizer quando nem como atenderá as reivindicações.
Considerando que o rombo com conserto de peças para veículos da prefeitura de Jeremoabo em comparação a maracutaia com Contratação da Empresa para Tarnsporte Escolar podemos considerar como Princípio da insignificância, que é coisa de poucos milhões, vou me ater a comentar a improbidade cujo valor passa de R$ 8.000.000,00(oito milhões); com isso ratifico que o conserto e fornecimento de peças assistindo o vídeo o leitor poderá entender.
Vamos a contratação da Empresa para Transporte de Alunos, recurso federal apurado pela Polícia Federal:
O prefeito contratou uma empresa cujo proprietário é um servidor público residenet na cidade de Paulo Afonso que recebe um salário de aproximadamente R$ 1.400,00(mil e quatrocentos reais) mensais.
A pergunta é: como esse servidor arranjou dinheiro para fazer a caução?
Onde o servidor arranjou dinheiro para adquirir uma frota de ônibus, abrir um escritório, contratar empregados, inclusíve para manutenção dos veículos
Porém isso é o menos dos males, vejamos o que determina o TCU:
A Lei 8.666/93, proíbe a participação de servidor público, vejamos:
Art.9º – Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários(grifo nosso):
I – o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica;
II – empresa, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto ou controlador, responsável técnico ou subcontratado;
III –servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação(grifo nosso).
Já o estatuto do Servidor Público Federal (Lei 8112/90), diz o seguinte:
Art.117. Ao servidor é proibido:
I – (…)
X – participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio,exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário (grifo nosso); (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008.
Esse é mais um dos casos escabrosos do prefeito de Jeremoabo e seu conluio, no entanto o que não cola nem com Super Bonder é o prorietário da Empresa, ser funcionário público, residir em Paulo Afonso, dar expediente em Paulo Afonso, ter a sede da Empresa em Cícero Dantas na residência de uma familia; ou seja a empresa não tem endereço nenhum, a não ser uma ficção, ou então endereço fantasma.
É por isso que chega milhões para o município de Jeremoabo e até dipirona falta nos postos de Saúde, porém, com a quebra do sigilo bancário e fiscal, irá haver muita delação na Jusitça Federal e muitos vendo o sol nascer quadrado.
Vereador Neguinho de Lié, você falou pouco e disse tudo, Jeremoabo durante toda sua existência nunca teve um prefeito tão corrupto que chegue aos pés do atual gestor Deri do Paloma.
Deixei de perdeu meu tempo assistindo as sessões da Câmara para não escutar as imbecilidades ditas pelos vereadores da situação, falam sem argumentos, sem provas e sem nexo, nem zombar da inteligência do povo de Jeremoabo tem capacidade.
Quanto aos médicos, nenhum profissional da súade irá submeter-se a caprichos de leigos, alguns nem na saúde trabalham, o médico é funcionário do município e não de parentes do prefeito, eis a tazão de não durar médicos em Jeremoabo.
Quando você fala em quadrilha, a sistemática mudou o nome agora é organização criminosa, que supostamente está com toda força malígna implantada na administração municipal de Jeremoabo.
Meu caro radialista Junior de Santinha, acredito que a situação desse cidadão trata-se de um caso patológico, isso porque já partiu para outro caso muito pior, que é a contratação de uma suposta empresa laranja para Transporte Escolar, mais uma reincidência.
Acredito que o prefeito está achando pouca a penalidade que poderá ser agarciado caso seja condenado com pena de até 11 anos.
DESVIO OU APLICAÇÃO DE RENDAS OU VERBAS PÚBLICAS - ART. 1°, INC. III do DECRETO-LEI Nº 201, DE 27 DE FEVEREIRO DE 1967, a pena máxima abstratamente cominada é de 03 (três) anos - Acarreta a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular.
Artigo337-F
- Frustrar ou fraudar, com o intuito de obter para si ou para outrem vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação, o caráter competitivo do processo licitatório: Lei 14.133, de 01/04/2021, art. 178 (acrescenta o artigo). Pena - reclusão, de 4 (quatro) anos a 8 (oito) anos, e multa.
O último empenho de emendas parlamentares feito pelo governo Lula (PT) demonstra que o senador Rogério Carvalho (PT) não anda com essa bola toda pras bandas do Palácio do Planalto. Dos sete congressistas sergipanos contemplados com a liberação de emendas, o petista ficou entre aqueles com valores menores. Enquanto o deputado federal Fábio Reis (PSD) teve empenhados R$ 7,7 milhões, Rogério se contentou com R$ 200 mil. Este montante é bem menor do que os R$ 3,7 milhões liberados para o ex-deputado federal e hoje ministro Márcio Macedo (PT) e os R$ 2 milhões a que teve direito o deputado federal João Daniel (PT). Essa disparidade de valores entre o pessedista Fábio Reis e o senador petista permite suspeitar que o Palácio do Planalto está enxergando Rogério Carvalho como o patinho feio do partido, talvez porque nem sempre ele segue as orientações do PT no Senado Federal. Crendeuspai!
Culto à personalidade
Nos primeiros quatro meses de gestão, o governador Fábio Mitidieri (PSD) tem deixado transparecer que é centralizador por demais. É o fidalgo quem fala sobre os mais variados assuntos da administração, ofuscando os secretários, que sempre aparecem em segundo plano. Segundo as línguas ferinas, esse desejo desmedido de aparecer é comum nos adeptos do culto à personalidade, uma estratégia de propaganda política baseada na exaltação das virtudes do governante. Talvez seja por isso que Mitidieri se sente tão à vontade nos mutirões batizados de “Sergipe é aqui”, promovidos mensalmente pelo Executivo no interior do estado. Marminino!
Petista no estaleiro
Pré-candidato a prefeito da Barra dos Coqueiros, o advogado Danilo Segundo (PT) está no estaleiro. O distinto postou uma foto num leito hospitalar juntamente com uma mensagem aos seus possíveis eleitores: “Vocês serão minhas pernas e minha voz, na Barra dos Coqueiros, até breve companheiros e companheiras!”. A provável candidatura de Danilo tem provocado alvoroço entre lideranças petistas. O senador Rogério Carvalho já disse que nem sob tortura apoia a candidatura do aliado, que vem a ser o genro querido do presidente Lula (PT). Home vôte!
Feminicídios preocupam
A deputada estadual Linda Brasil (Psol) anda preocupada com o crescimento dos casos de feminicídio em Sergipe. Segundo ela, somente esta semana uma mulher foi assassinada e outra ficou gravemente ferida no interior. Linda também lamentou a completa falta de estrutura da Secretaria Estadual de Políticas Públicas para Mulheres. A deputada disse estranhar que o governo mande para a Assembleia Projetos de Lei criando cargos diversos, fazendo remanejamentos de recursos, porém não direciona um tostão furado para a pasta que cuida da política das mulheres. Misericórdia!
Cidadã ilustre
(Foto: China Tom)
Expedita Ferreira Nunes, filha de Lampião e de Maria Bonita, é a mais nova cidadã de Aracaju. Aos 90 anos e residindo na capital sergipana há muito tempo, a ilustre recebeu o título de cidadã em sessão solene realizada na Câmara Municipal. Amigos, familiares e autoridades participaram do evento. Expedita nasceu em Porto da Folha, município localizado no sertão de Sergipe. Quando os pais foram mortos pela Polícia, ela tinha apenas cinco anos de idade. Foi criada por um amigo de Lampião até os oito anos, passando em seguida aos cuidados do tio João Ferreira. Supimpa!
Pagou pelo que disse
A ex-deputada estadual Maria Mendonça (PDT) e a Rádio Capital do Agreste indenizaram o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL), após terem sido condenados por calúnia e difamação. O valor da condenação foi R$ 3 mil, pagos de forma parcelada pela ex-parlamentar e a emissora. O processo foi movido por Valmir em 2020, porque Maria Mendonça disse na Capital do Agreste que o ex-prefeito “é um homem insensível, ingrato, desrespeitoso, sem vergonha, sem caráter e sem dignidade. É um imoral que formou uma gangue para surrupiar o dinheiro do povo”. Cruz, credo!
Bem na fita
E o vereador aracajuano Fabiano Oliveira (PP) festejou o fato de a empresa Maratá aparecer entre as marcas mais escolhidas pelos brasileiros, conforme o anúncio do ranking Brand Footprint, produzido pela Kantar. “Vocês sabem o que é ter uma marca sergipana nesse ranking? O grupo Maratá ocupa o sétimo lugar, ficando acima de marcas nacionais como a Nissin e Colgate? Isso é fruto de muito trabalho e cuidado”, discursou Fabiano. O vereador concluiu parabenizando a diretoria da Maratá por manter quase que na sua totalidade a base industrial plantada em Sergipe. Legal!
Os 100 dias de Jeferson
O presidente da Assembleia, deputado Jeferson Andrade (PSD), está comemorando os 100 dias no comando do Legislativo sergipano. “Foi um período de muito trabalho e resultados positivos alcançados pelo desempenho de todos os integrantes do nosso colegiado”, avaliou. O parlamentar também destacou a intensidade, oportunidade e qualidade dos debates. “Tratamos de assuntos importantes, tivemos várias audiências públicas com temas relevantes, abrimos ainda mais a Casa à participação popular e aprovamos projetos de lei do mais alto interesse da população”, frisou Andrade. Ah, bom!
Muita conversa pra nada
O governador Fábio Mitidieri (PSD) tem se gabado que, em apenas quatro meses, já recebeu quatro vezes os representantes dos professores para discutir as reivindicações da categoria. Muitos educadores não enxergam vantagem nesta atitude do pedessista. Segundo eles, apesar de recebe-los com frequência, o governador concedeu como reajuste salarial uma esmola de 2,5%. Para estes descontentes, menos pior foi o ex-governador Belivaldo Chagas (PSD), que não costumava receber a diretoria do Sindicato, mas deu um reajuste salarial muito superior à ninharia concedida por Mitidieri. Só Jesus na causa!
Deus fora das igrejas
Com as devidas exceções, os pastores e padres que insistem para os fiéis irem às igrejas estão preocupados mesmo é com as finanças do rentável negócio da fé. De olho no dizimo dos incautos, estes falsos profetas pressionam as pessoas a “baterem ponto” nos templos religiosos, como se só lá fosse possível se encontrar com Deus. Portanto, antes de escutar estes embusteiros, é mais saudável para a alma ouvir Gilberto Gil: “Se eu quiser falar com Deus/ Tenho que ficar a sós/ Tenho que apagar a luz/ Tenho que calar a voz/ Tenho que encontrar a paz/ Tenho que folgar os nós…”. Amém!
A ex-deputada estadual Maria Mendonça (PDT) e a Rádio Capital do Agreste indenizaram o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL), após terem sido condenados por calúnia e difamação. O valor da condenação foi R$ 3 mil, pagos de forma parcelada pela ex-parlamentar e a emissora. O processo foi movido por Valmir em 2020, porque Maria Mendonça disse na Capital do Agreste que o ex-prefeito “é um homem insensível, ingrato, desrespeitoso, sem vergonha, sem caráter e sem dignidade. É um imoral que formou uma gangue para surrupiar o dinheiro do povo”. Cruz, credo!
Bem na fita
E o vereador aracajuano Fabiano Oliveira (PP) festejou o fato de a empresa Maratá aparecer entre as marcas mais escolhidas pelos brasileiros, conforme o anúncio do ranking Brand Footprint, produzido pela Kantar. “Vocês sabem o que é ter uma marca sergipana nesse ranking? O grupo Maratá ocupa o sétimo lugar, ficando acima de marcas nacionais como a Nissin e Colgate? Isso é fruto de muito trabalho e cuidado”, discursou Fabiano. O vereador concluiu parabenizando a diretoria da Maratá por manter quase que na sua totalidade a base industrial plantada em Sergipe. Legal!
Os 100 dias de Jeferson
O presidente da Assembleia, deputado Jeferson Andrade (PSD), está comemorando os 100 dias no comando do Legislativo sergipano. “Foi um período de muito trabalho e resultados positivos alcançados pelo desempenho de todos os integrantes do nosso colegiado”, avaliou. O parlamentar também destacou a intensidade, oportunidade e qualidade dos debates. “Tratamos de assuntos importantes, tivemos várias audiências públicas com temas relevantes, abrimos ainda mais a Casa à participação popular e aprovamos projetos de lei do mais alto interesse da população”, frisou Andrade. Ah, bom!
Muita conversa pra nada
O governador Fábio Mitidieri (PSD) tem se gabado que, em apenas quatro meses, já recebeu quatro vezes os representantes dos professores para discutir as reivindicações da categoria. Muitos educadores não enxergam vantagem nesta atitude do pedessista. Segundo eles, apesar de recebe-los com frequência, o governador concedeu como reajuste salarial uma esmola de 2,5%. Para estes descontentes, menos pior foi o ex-governador Belivaldo Chagas (PSD), que não costumava receber a diretoria do Sindicato, mas deu um reajuste salarial muito superior à ninharia concedida por Mitidieri. Só Jesus na causa!
Deus fora das igrejas
Com as devidas exceções, os pastores e padres que insistem para os fiéis irem às igrejas estão preocupados mesmo é com as finanças do rentável negócio da fé. De olho no dizimo dos incautos, estes falsos profetas pressionam as pessoas a “baterem ponto” nos templos religiosos, como se só lá fosse possível se encontrar com Deus. Portanto, antes de escutar estes embusteiros, é mais saudável para a alma ouvir Gilberto Gil: “Se eu quiser falar com Deus/ Tenho que ficar a sós/ Tenho que apagar a luz/ Tenho que calar a voz/ Tenho que encontrar a paz/ Tenho que folgar os nós…”. Amém!
Padilha é culpado pelos erros que o próprio Lula comete
Eliane Cantanhêde Estadão
É tão fácil quanto equivocado atribuir as dificuldades do governo Lula com o Congresso e setores da sociedade apenas à “falta de articulação política”. Sim, falta, e muito, mas isso é só parte do problema, que tem uma explicação muito além: a resistência a um Lula mais petista do que nos dois primeiros mandatos e a uma onda de retrocessos que ele articula desde a posse.
A derrota das alterações do Marco do Saneamento foi por falta de articulação ou porque o decreto era ruim e desagradava a gregos e troianos? Depois de décadas de fracassos do setor público num setor tão vital, o marco inclui a iniciativa privada na solução e foi saudado como avanço. E vem Lula, sem debate, sem consenso, voltar atrás? E por decreto?
MAIS FALASTRÃO – Ao enxugar ao máximo as privatizações, ele também encontra forte resistência contra a da Eletrobrás, debatida durante anos e bem-recebida quando aprovada no Congresso.
O mesmo acontece com as reformas administrativa e da Previdência, a autonomia do Banco Central, a Lei das Estatais, todos considerados ganhos da sociedade e da boa governança e agora ameaçados por esse “novo Lula”, mais falastrão e menos articulador.
Uma coisa é Lula falar em reconstrução, recuperando o rumo da inclusão, diversidade e justiça social e programas que não são só marcas do PT, mas fundamentais num país tão desigual e cruel com seus pobres e miseráveis. Outra é ele querer apagar tudo o que foi feito, inclusive o que foi bem feito, com uma coordenação política precária.
HADDAD GOVERNA – O maior exemplo disso é que, enquanto Lula corre o mundo, o principal articulador político é quem menos se esperava: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem canal direto com Roberto Campos Neto, do BC, Arthur Lira, da Câmara, Rodrigo Pacheco, do Senado, líderes partidários, empresariais e financeiros. Até o MST já foi parar no gabinete do Haddad!
Tem algo errado aí. Haddad já fez o papel dele, de construir e divulgar o projeto de âncora fiscal, e agora a bola está com a coordenação política e com… Lula. Ministro da Fazenda não faz milagre na política. Aliás, nem ministro da própria articulação política. E não adianta jogar a culpa em Alexandre Padilha, parte de uma engrenagem que não está funcionando.
A boa notícia é que, se o Congresso resiste aos retrocessos e manda recados agora por benesses do poder – como fazem PSD, MDB e União Brasil –, a expectativa para a âncora fiscal é favorável, com um consenso de que é necessária, um avanço, não um retrocesso, e isso se reflete na Câmara e no Senado. Lula, porém, precisa olhar mais para dentro do País, parar de atrapalhar, falar menos e começar a ajudar.