quarta-feira, maio 10, 2023

Lula nomeia Galípolo para enfraquecer ainda mais Roberto Campos Neto no BC

Publicado em 10 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Galípolo foi nomeado para a Diretoria de Política Monetária do BC

Pedro do Coutto

O presidente Lula da Silva nomeou na tarde de segunda-feira o secretário-executivo de Fernando Haddad na Fazenda, Gabriel Galípolo, para diretor de Política Monetária do Banco Central, área vinculada diretamente à fixação dos juros que o governo contesta, culpando o presidente do Bacen. Lula nomeou também Aílton Santos, servidor de carreira do banco, para a área de fiscalização do BC.

Com isso, nitidamente, o presidente da República e o ministro Fernando Haddad aumentam a pressão contra Roberto Campos Neto que, a meu ver, não tem como deixar de pedir demissão. Lula espera conseguir maioria no Copom e derrubar os juros de 13,75% ao ano (descontada a inflação de 5,7%); juros reais de 8%, os maiores do mundo.

BLINDAGEM – O ciclo das pressões torna-se cada vez mais tenso e impossibilita a posição ocupada por Campos Neto. Ele tem mandato até 2024 e autonomia, porém, a independência não pode blindá-lo num conflito aberto e público com o presidente da República. O tema foi focalizado por Lucas Marchesini , Idiana Tomazelli e Fábio Puppo, Folha de S. Paulo. Por Ivan Martinez-Vargas, Manoel Ventura, Vera Magalhães e Victor da Costa, O Globo. E, no Estado de S. Paulo, por Thaís Barcellos e Francisco Carlos de Assis.

Especialistas no mercado consideram que a nomeação de Galípolo sinaliza que ele sucederá Campos Neto na Presidência do Banco Central. Thaís Barcelos e Francisco Carlos de Assis ressaltam que até 2024, o governo terá oportunidade de nomear mais quatro diretores para o BC: Com isso, passará a ter maioria de votos no Conselho de Política Monetária que fixa os índices da Selic. Mas antes disso, creio, Campos Neto deixará o cargo que ocupa hoje. A questão é que o tema não é só político e de técnicas. É também de caráter que atinge a autoridade.

ELETROBRAS – O presidente Lula da Silva recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra dispositivos da lei que privatizou a Eletrobras, acentuando não ser possível que a União detenha 42% das ações da holding e seu voto na Assembleia Geral de acionistas pese apenas 10%.  Além disso, como tenho escrito, qualquer pessoa física ou empresa pode adquirir ações da Eletrobras por preços da Bovespa e da Bolsa de Nova York.

Mas se o governo deseja comprar papéis da empresa, terá que pagar o triplo do preço. Como se observa, o governo brasileiro está rebaixando a si mesmo no acesso ao mercado  imobiliário e financeiro do país. Isso significa também que uma empresa estrangeira e americanos em Nova York podem comprar ações da Eletrobras por um valor  três vezes menor do que aquele a ser pago pelo Tesouro Nacional se praticar a mesma operação. Direito é uma questão de bom senso. Não há senso algum em tais dispositivos.

No O Globo, reportagem de Vítor da Costa, Manoel Ventura, Renan Monteiro, Bruno Rosa e Geralda Doca destacam o assunto na edição de ontem. Nesta terça-feira, as ações ordinárias da Eletrobras recuaram mais 1,7%, passando a valer R$ 33,3 mil. Com isso, este ano, o recuo é de 20,2%, enquanto as ações preferenciais que têm direito a voto caíram 11,8%.

DESIGUALDADES – O governo está recorrendo contra desigualdades flagrantes que a atual Diretoria da Eletrobras, presidida por Wilson Ferreira Júnior, tenta contestar.  Em matéria de lei, decreto ou portaria, para se debater controvérsias tem que se ler atentamente o texto em questão. A Eletrobras tenta deslocar o tema central do problema dizendo que o objetivo da privatização foi o de expandir investimentos e conter as tarifas de energia cobradas às empresas e aos domicílios. Não é verdade. Os investimentos não aumentaram e as tarifas de energia subiram 5%. E devem subir ainda mais de acordo com previsão da própria holding.

Na tarde de segunda-feira, no programa apresentado por Andréia Sadi, houve comentários considerando impróprios os recursos do Palácio do Planalto contra a Direção da Eletrobras. Infelizmente, os autores das restrições não leram o texto da lei, pois caso contrário identificariam os absurdos que ela contém.

NOVAS MUDANÇAS –  Reportagem de Lauriberto Pompeu, O Globo, revela que está sendo articulada no Plenário da Câmara a retirada da obrigação que as plataformas da internet, como é o caso do Google, pagarem pela utilização de matérias publicadas nos principais jornais do país, a exemplo do Valor, Folha de S. Paulo, O Globo e o Estado de S. Paulo.

Desejam também retirar do projeto do deputado Orlando Silva a punição pelas fake news publicadas nas redes. Dois absurdos completos. Conforme sempre digo, no caso das plataformas, basta aplicar a Lei de Imprensa em pleno vigor; o direito de resposta e a responsabilidade pelas veiculações. A matéria assim encontra-se regulamentada, bastando aplicar a lei que vale para os jornais e para as emissoras de televisão e rádio.

INCLUSÃO –  Em sua brilhante coluna no O Globo, Miriam Leitão analisa pontos do projeto de arcabouço fiscal, focalizando também uma medida adicional adotada pelo ministro Fernando Haddad.

Todo aumento de capital das empresas estatais estará incluído no limite de gastos públicos e, ao que tudo leva crer, possivelmente o desembolso com dividendos sob o ponto de vista da receita, creio, que terá que ser considerada, uma vez que projeto da nova âncora regula os investimentos no limite de 70% do saldo positivo entre receita e despesa.

CONVOCAÇÃO –  Bianca Gomes, O Globo, revela um fato surpreendente. O ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, convocou as centrais sindicais para que elas tornem públicas suas críticas à taxa Selic de 13,75% ao ano. O ministro disse que pediu à União Geral dos Trabalhadores para realizarem o movimento.

A questão é política e trabalhista. Não creio que Márcio França fosse o ministro mais indicado para tomar essa iniciativa. Coisas da política.


Reflexões sobre Lula haver condenado a prisão do “jornalista” Julian Assange

Publicado em 10 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Lula defende Assange: "ele denunciou as falcatruas dos Estados Unidos" -  Brasil 247

Lula declarou que a prisão de Assange é uma “vergonha”

Carlos Marchi

Numa pergunta assaz combinada com o site Diário do Centro do Mundo, Lula condenou a prisão do “jornalista” Julian Assange em Londres. Do nada. Para começar, Assange é um nome inventado. O nome real dele é Julian Paul Hawkins. Assange é codinome.

Para continuar, Assange/Hawkins nunca foi jornalista na vida. Nunquinha, never, jamé, nessuno. Assange fundou o site WikiLeaks em 2006 e, claramente, foi financiado pela Rússia de Putin para atacar e enfraquecer os EUA.

CONTRA OS EUA – Todos os casos rumorosos publicados pelo WikiLeaks foram contra os EUA. Nenhum – eu escrevi NENHUM – foi contra a Rússia.

Começou em 2010, com os documentos sigilosos vazados pela trans Chelsea Manning (na época, Bradley Manning). Documentos sobre o ataque aéreo dos EUA a Bagdá, sobre guerras do Afeganistão e do Iraque e o CableGate.

Nesse ano a Suécia emitiu um mandado de prisão internacional contra Assange por suposto estupro. O jornalista que nunca foi jornalista (viu, Lula?) entregou-se à polícia inglesa em 2010 e foi libertado sob fiança 10 dias depois.

ASILO POLÍTICO – Em 2012, obteve asilo político na embaixada do Equador em Londres, lá ficando até abril de 2019. Nas primárias dos Democratas, em 2016, o WikiLeaks revelou e-mails da candidata Hillary Clinton que detonaram sua candidatura. E facilitaram a vitória de Donald Trump, o candidato in cuore de Vladimir Putin.

Em 2018, o presidente esquerdista do Equador, Lenin Moreno, de saco cheio com Assange/Hawkins, decretou o fim do asilo.

Assange/Hawkins foi então preso pela polícia londrina. Está no xilindró desde então. Continua em vigor o pedido de extradição à Inglaterra, pela divulgação de documentos secretos dos EUA. (Documentos que favoreceram a estratégia de Vladimir Putin e que ajudaram na vitória de Donald Trump).

ALGUMAS PERGUNTAS – Resumindo: esta é a história do “jornalista” que Lula defendeu de forma tão candente, alinhando-se mais uma vez com Putin.

Você que é lulista de coração, responda-me: você se sente confortável defendendo Putin e Trump?

Diga-me, então: quais são as razões objetivas que levam Lula a defender com tanta veemência um aliado de Putin e Trump?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muito importante esse artigo enviado por José Carlos Werneck. O jornalista Carlos Marchi, um dos mais renomados de Brasília, levanta dúvidas procedentes sobre Assange, acusado de espionagem pelos Estados Unidos, que pedem sua extradição. Bem, esta é a opinião dos americanos. Para o resto do mundo, porém, Assange agiu acertadamente ao denunciar os métodos imperialistas dos Estados Unidos, tão nefastos quanto os da Rússia. Quanto à situação jurídica, a acusação que mantém Assange na cadeia chega a ser ridícula. Ele teria mantido relações sexuais consensuais com duas mulheres suecas sem usar camisinha. Elas transaram com ele normalmente, sem camisinha, depois se arrependeram e entraram na Justiça alegando que ele as expos a riscos de doenças (AIDS), embora nenhuma das duas tenha ficado doente. E o juiz sueco condenou-o à prisão. Por isso, Assange nunca mais conheceu a liberdade. A meu ver, defender Assange significa defender as liberdades democráticas, seja ele aliado a Putin ou não. O fato concreto é que a prisão dele por abuso sexual não tem a menor justificativa. (C.N.)

09/05/2023 - O PODER DA COMUNICAÇÃO

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Radialista e futuro candidato a deputado Junior de Santinha, entre a não propaganda institucional na imprensa pelo prefeito de Pedro Alexandre e a  utilização de suas redes sociais de forma irregular, com publicações de atos e ações do governo municipal de Jeremoabo para fins de promoção pessoal, sou mais o prefeito de Pedro Alexandre, pelo menso não está cometendo Improbidade Administrativa as custas do dinheiro suado do povo.

O artigo 37 da Constituição Federal é claro ao expressar que, em observância ao princípio da publicidade, não pode constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos, sob pena de violação do princípio da impessoalidade. 

“É sabido que a popularização das redes sociais como relevante canal de comunicação, exige a presença dos administradores públicos no mundo virtual, de maneira a se conectarem de forma mais acentuada à sociedade, criando assim um maior vínculo. Porém, pelas normas constitucionais que regulamentam a impessoalidade e a publicidade no âmbito da Administração Pública é, máxime, impedir eventual confusão entre o Poder Público e a figura pessoal do gestor”.  

O prefeito de Jeremoabo acobertado pela impunidade pinta e borda em Jeremoabo,  basta observar que as publicações do prefeito nas redes sociais  mostram que a logomarca oficial da prefeitura é utilizada de maneira atrelada ao nome do prefeito, o que caracteriza, ainda que indiretamente, potencial confusão e tentativa de personificação da administração pública na figura pessoal do gestor.

Além disso, o site da prefeitura encontra-se vinculado à rede social do Prefeito, ferindo assim o princípio da impessoalidade em face da indevida combinação entre a figura pessoal da autoridade administrativa e a Administração Pública.  

Insatisfeito com todos esses atos improbos que ferem a Constituição, o prefeito conseguiu espaço na FM-Jeremoabo para apresentar um programa de rádio pago pelo dinheiro do povo, onde contratou um elemento sem o devido concurso público para propagar sua propaganda pessoal, dos secretários e vereadores da situação, apimentando com Fake News; para acabar de esculhambar resolveram usar as redes sociais e o dito programa de rádio para fazer propagada de cantores.

Temos que lamentar a cegueira e surdez da justiça ao não coibir essa afronta a lei e a propria justiça  por todos esses desvios de finalidade e essa corrupção praticada pelo todo poderoso blindado e inimputável prefeito Deri do Paloma. 

É impossível aceitar que esse ser inominável permaneça sangrando os cofres públicos e saia ileso dessa situação nefasta, imoral e ilegal.

Governo tenta, mas oposição descarta acordo para retardar CPMI




Câmeras de Segurança do Planalto mostram o agora ex-ministro do GSI Gonçalves Dias (à esquerda, com jaqueta verde e camiseta azul) e militares orientando vândalos que destruíram as sedes dos Três Poderes
Por Cláudio Humberto

Lideranças do Congresso relatam tentativa do governo de “retardar” o início efetivo da CPMI do 8 de Janeiro, impulsionada após imagens revelarem o ministro do GSI de Lula negligenciando a defesa do Planalto no dia da quebradeira. O palácio procurou os presidentes da Câmara e do Senado para tentar atrasar as indicações de quem vai compor a comissão e até tenta um acordo para as sessões começarem após a votação da regra fiscal. Mas o acordão é rechaçado entre opositores.

Autorizado

Nas contas governistas, a CPMI “pode” começar entre a última semana de maio e a primeira semana de junho, com a regra fiscal já aprovada.

Releitura

À coluna, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) disse que o governo tenta transformar a CPMI em “circo”, como foi com a CPI do Covid.

Translator

Para Valares, não dá para condicionar o início da CPMI à aprovação de “uma mera tradução do Inflation Reduction Act do Joe Biden”.

Temor governista

“Não tem a mínima condição, a oposição não abre mão”, diz o senador Izalci (PSDB-DF) ao lembrar que Lula “sempre quis a postergação”.

Contra censura, Google e Meta devem banir notícias

As gigantes Google (Youtube etc.) e Meta (Facebook, Instagram e Whatsapp) não têm a menor intenção de remunerar a imprensa pelas notícias que reproduzem. Como em outros países, caso prevaleça o Projeto da Censura do Brasil, devem abolir as notícias, como esta coluna alertou domingo. A inglesa BBC informa que o Google repetirá no Brasil a atitude no Canadá, banindo notícias das buscas. Talvez seja a intenção do governo brasileiro: impedir que denúncias cabeludas se espalhem.

Sem final feliz

Gigantes de tecnologia enfrentaram na Austrália e Canadá, nos últimos anos, surtos autoritários semelhantes ao Projeto da Censura brasileiro .

Os sem-remuneração

Na Austrália, as notícias foram abolidas das redes sociais e a esperada “remuneração” ninguém sabe, ninguém viu. O governo teve de recuar.

Sem perigo de dar certo

Ajustando-se à lei australiana, Facebook, Instagram e Whatsapp baniram links de notícias, reduzindo seu alcance. E a decisão acabou revertida.

Que vergonha, AGU

Manobra jurídica a Advocacia Geral da União (AGU), a mando de Lula, irá prejudicar milhares de aposentados, muitos doentes e bem idosos, que aguardam na “revisão da vida toda”, aposentadorias mais dignas.

$$ não é problema

Adail Filho (Rep-AM) é o deputado federal que este ano mais obteve ressarcimento de despesas por meio do “cotão parlamentar”, sem contar salários e oura verbas, segundo a ONG OPS. Torrou mais de R$101 mil.

Justiça como arma

Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, acha Jair Bolsonaro “cafajeste” por haver “defendido tortura”. Porém, “o que está em questão não é o crime de Bolsonaro, mas a utilização da Justiça como arma política”.

Os discriminados

O conselhão de Lula desagradou a bancada evangélica no Congresso. Mesmo com 245 membros, não sobrou espaço para o setor. Mas o conselhão garantiu cadeira para o padre marqueteiro Júlio Lancellotti.

Deu ruim

O Ministério Público foi contra a o nome de Simone Denarium, casada com o governador Denarium (Roraima), para vaga vitalícia no tribunal de contas estadual. O cargo oferece salário de R$35 mil e outras regalias.

Quando quiserem

Rodrigo Pacheco e Arthur Lira terão que explicar a manobra malandra que deu ao governo controle na CPMI do 8 de Janeiro. Sem pressa, Luís Roberto Barroso (STF) nem mesmo fixou prazo para as manifestações.

Vassalagem?

O vereador Carlos Bolsonaro (Rep-RJ) denunciou nesta segunda (8) a retirada pela Apple do aplicativo Bolsonaro.tv da App Store do iPhone e iPad. “Sem qualquer explicação”, disse ele nas redes sociais.

Faltam dólares

O ministro Fernando Viajando Haddad, em viagem ao Japão, levou na bagagem a questão Argentina para a reunião do G7. O país, além da inflação altíssima, está “sem divisas”, diz o ministro. E o Brasil com isso?

Pensando bem…

…ter o cliente certo é melhor que notório saber jurídico.

Diário do Poder

Gilmar e Toffoli criticam Lava Jato no STF: “Tortura” e “pau de arara do século 21”




Dias Toffoli e Gilmar Mendes no STF

Segunda Turma da Suprema Corte derrubou proibição de condenado pela operação de deixar o País

Por Lucas Mendes

Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticaram nesta terça-feira (9) a operação Lava Jato, chamando os métodos de atuação da força-tarefa de “tortura” e “pau de arara do século 21”.

“As pessoas só eram soltas, liberadas, depois de confessarem e fazer acordo. Isso é uma vergonha. E não podemos ter esse tipo de ônus. Coisa de pervertidos. Claramente, se tratava de prática de tortura. Usando o poder de Estado. É disso que se trata”, disse Gilmar.

As falas se deram durante sessão da Segunda Turma da Corte – a primeira com a participação de Toffoli, após seu pedido para deixar a Primeira Turma. Também compõem o colegiado os ministros André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques.

A Turma julgava um recurso do ex-funcionário da Petrobras Sergio Souza Boccaletti, condenado na Operação Lava Jato por corrupção e lavagem dinheiro por pagamento de propina nas obras da Refinaria Abreu e Lima (PE).

A sua defesa apresentou recurso contra decisão anterior da Turma, que havia negado a revogação de uma das medidas cautelares imposta pela 13ª Vara Federal de Curitiba, que proibia Boccaletti de deixar o país.

A cautelar foi imposta pelo então juiz e hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e mantida na sentença proferida pelo juiz Luiz Antonio Bonat, que assumiu a vara.

Ao final do julgamento, a Turma decidiu revogar a cautelar e liberar as viagens para fora do Brasil. O ministro Gilmar Mendes ficou vencido no ponto em que propunha uma decisão mais abrangente. Ele votou para anular todo o processo para todos os acusados da ação e declarar o magistrado do caso parcial. Só Toffoli acompanhou o ministro.

Durante o debate, Gilmar passou a fazer críticas à operação. “O que se fez um Curitiba, nessa chamada República de Curitiba, com a Lava Jato, nós temos que fazer um escrutínio muito severo, muito severo. Porque se trata de algo extremamente severo”, declarou.

“Já disse a colegas do STJ, tem que se perguntar que erros que estão cometendo para admitir gente tão chinfrim, tão desqualificada. E, por isso também, está faltando decidirmos o juiz de garantias. É muito grave para a Justiça esse tipo de vexame”, afirmou.

O ministro Dias Toffoli também fez críticas ao caso. “Houve aqui um tipo de coação para autoincriminação, ao se barganhar prisão com cautelares”, disse.

“O Telegram demonstrou que o que havia ali era, sem dúvida nenhuma, uma indústria de condenações a qualquer custo, a qualquer preço, um pau de arara do século 21”, declarou, em referência às mensagens hackeadas de Moro e dos procuradores do Ministério Público Federal.

CNN

Ex-Comandante do Exército sabia do plano de golpe bolsonarista

 




Foi o que revelaram assessores do governo Jair Bolsonaro em gravações reportadas pela polícia ao Supremo Tribunal Federal. 

Por José Casado 

Em meados de dezembro, dias antes da posse do novo governo, o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes (dir.), conhecia o plano bolsonarista e estava sob pressão para assumir a liderança de um golpe de estado.

Foi o que revelaram assessores do governo Jair Bolsonaro em gravações telefônicas reportadas pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal.

O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro, e o coronel (na reserva) Antonio Élcio Franco Filho, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde e assessor especial na Casa Civil, são personagens da investigação sobre a invasão do STF, do Congresso e do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro.

Eles deixaram o ex-comandante do Exército exposto nas conversas que mantiveram com Ailton Gonçalves Moraes Barros, retratado pela polícia como aliado de Bolsonaro, com laços no crime organizado de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense.

Paraquedista, Barros era capitão e atuava no serviço de Inteligência quando foi expulso do Exército, em 2006, depois de acusado de negociar com traficantes da Rocinha, na zona sul do Rio, a devolução de armas roubadas num quartel da Força em São Cristovam, na zona norte. As armas foram recuperadas.

Nas conversas relatadas pela polícia ao STF há indícios de envolvimento de Freire Gomes, então comandante do Exército, na trama golpista. Parte das gravações foram divulgadas nesta segunda-feira (8) pela repórter Daniela Lima, da CNN.

“Tem que continuar pressionando o Freire Gomes para que ele faça o que tem que fazer” — disse Barros ao tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordene Bolsonaro, na quinta-feira 15 de dezembro.

Dois dias antes, acontecera a diplomação de Lula e seu vice Geraldo Alckmin no TSE, que terminou com episódios de violência e vandalismo no centro de Brasília. Empresários relataram depois à Polícia Militar que alguns dos participantes haviam se hospedado na região hoteleira da capital, com diárias pagas.

Barros prosseguiu na conversa com Mauro Cid: “Nos decretos e nas portarias que tiverem que ser assinadas, tem que ser dada a missão ao comandante da brigada de operações especiais de Goiânia de prender o [juiz do STF] Alexandre de Moraes no domingo [18 de dezembro], na casa dele.” Não se conhecem as respostas do ajudante de ordens de Bolsonaro.

Barros também discutiu o planejamento de um golpe com Antonio Élcio Franco Filho, coronel na reserva desde 2019, assessor na Casa Civil. “É preciso convencer o comandante da Brigada de Operações Especiais de Goiânia a prender o Alexandre de Moraes” — disse. “Vamos organizar, desenvolver, instruir e equipar 1.500 homens.”

Élcio Franco Filho, como é conhecido, comentou sobre a posição do então comandante do Exército: “Essa enrolação vai continuar acontecendo. O Freire não vai [liderar]. Você não vai esperar dele que ele tome à frente nesse assunto, mas ele não pode impedir de receber a ordem [de mobilização para o golpe].”

Especulou sobre a reação do general Freire Gomes às pressões:”Ele tá com medo das consequências, pô. Medo das consequências é o quê? Ele ter insuflado? (…) Ah, deu tudo errado, o presidente foi preso e ele tá sendo chamado a responder (…) Depois que ele me deu a ordem por escrito, eu, comandante da Força, tive que cumprir. Essa é a defesa dele, entendeu?”

Evidências disponíveis sobre aqueles dias de dezembro convergem para uma insurreição estimulada, coordenada e financiada com intenção golpista. O objetivo era reverter o resultado eleitoral, impedir a posse de Lula e Alckmin e garantir a continuidade de Bolsonaro no poder.

Um rascunho de “decreto de estado de defesa no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral” foi encontrado pela polícia entre documentos pessoais na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que está preso.

Entre outras coisas, previa: junta de oito militares, designada pelo Ministério da Defesa, para intervenção na Justiça Eleitoral; quebra do “sigilo de correspondência e de comunicação telemática e telefônica dos membros do TSE, durante o período que compreende o processo eleitoral até a diplomação do presidente e vice-presidente eleitos”; e, também, a prisão de juízes “por crime contra o Estado”.

O Comando do Exército, o Ministério da Defesa e o ex-comandante general Freire Gomes mantiveram-se em silêncio.

*O coronel (na reserva) Antonio Élcio Franco Filho não foi assessor especial na Casa Civil na gestão do general Walter Braga Netto, como publicado aqui anteriormente. Ele serviu no período do ministro Ciro Nogueira.

Revista Veja

Nota do blog Tribuna da Internet - O artigo de José Casado e as revelações de Daniela Lima exibem a trama do golpe de uma forma inquestionável. Assim, é natural que o Comando do Exército, o Ministério da Defesa e o ex-comandante general Freire Gomes estejam se mantendo em silêncio. Mas apenas por enquanto, é claro, porque tudo tem a sua hora. (C.N.)

Mesmo condenado, Trump poderá concorrer à Presidência dos Estados Unidos; entenda




O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Ex-presidente dos EUA foi considerado culpado por abuso sexual e difamação contra a escritora E. Jean Carroll; ele terá que pagar cerca de US$ 5 milhões

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi julgado culpado por abuso sexual e difamação contra a escritora E. Jean Carroll. O veredicto saiu nesta terça-feira (9), determinando que ele terá de pagar cerca de US$ 5 milhões em danos compensatórios e punitivos.

Carroll alega que Trump a estuprou em meados da década de 1990, e depois a difamou anos depois, quando ela tornou as acusações públicas.

Trump, que nega as acusações, não se defendeu e acabou optando por não testemunhar. O ex-presidente disse que Carroll “não fazia seu tipo” e sugeriu que ela estava inventando a história para aumentar as vendas de seu livro.

O empresário deve disputar as eleições presidenciais dos EUA pelo partido Republicano. Acusado em outro processo, que envolve a atriz de filmes adultos Stormy Daniels, ele havia afirmado anteriormente que não abandonaria a disputa.

Entretanto, mesmo com a condenação, Trump ainda pode concorrer à Presidência, é o que explica o professor de direito da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Richard Hasen.

“Nada impede Trump de concorrer enquanto estiver indiciado, ou mesmo condenado”, declarou Hasen.

A Constituição dos Estados Unidos exige apenas três coisas dos candidatos. Eles devem ser:

    Cidadão nato;
    Ter pelo menos 35 anos; 
    Ser residente dos EUA por pelo menos 14 anos.

Outras restrições não se aplicam a Trump

Existem alguns asteriscos tanto na Constituição quanto nas 14ª e 22ª Emendas, nenhum dos quais atualmente se aplica a Trump nos casos considerados mais próximos de uma acusação formal.

Limites de mandatos: A 22ª Emenda proíbe quem já foi presidente duas vezes (o que significa que foi eleito duas vezes ou cumpriu parte do mandato de outra pessoa e depois venceu o seu próprio) de concorrer novamente. Isso não se aplica a Trump já que ele perdeu a eleição de 2020.

Impeachment: Se uma pessoa for impugnada pela Câmara e condenada pelo Senado por crimes graves e contravenções, ela será destituída do cargo e inabilitada para servir novamente. Trump, embora duas vezes impugnado pela Câmara durante sua presidência, também foi duas vezes absolvido pelo Senado.

Desqualificação: A 14ª Emenda inclui uma “cláusula de desqualificação”, escrita especificamente visando ex-soldados confederados.

Com informações de Zachary B. Wolf

CNN

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