quinta-feira, abril 14, 2022

Bolsonaro comenta o inquérito sobre o filho Renan: “Há muito tempo está longe de mim”


Polícia Federal marca depoimento de Jair Renan para quinta-feira - Notícias - R7 Brasília

Jair Renan atua como lobista e prestou um longo depoimento

Guilherme Mazui
G1 Brasília

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta quarta-feira (13) o caso do filho Jair Renan, que, na semana passada, prestou três horas de depoimento à Polícia Federal, em Brasília. O filho “Zero Quatro” é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e de tráfico de influência. Bolsonaro disse que “ninguém conhece” o rapaz e que “há muito tempo está longe” do jovem.

Jair Renan é o quarto dos cinco filhos do presidente (quatro homens e uma menina). O empresário é filho de Bolsonaro com Ana Cristina Valle. No ano passado, causou repercussão no meio político a mudança de Jair Renan e da mãe para uma mansão avaliada em R$ 3,2 milhões em um bairro nobre da capital federal.

O inquérito foi aberto em março do ano passado, a pedido do Ministério Público Federal, com base em uma denúncia apresentada por parlamentares de oposição ao governo.

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA – A PF investiga se Jair Renan atuou, em novembro de 2020, para que a empresa Gramazini, do ramo de mineração e construção, conseguisse duas reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para falar sobre um projeto de construção de casas populares. A PF apura se a conduta configurou tráfico de influência.

À época da abertura das investigações, a empresa do filho de Bolsonaro (Bolsonaro Jr Eventos e Mídia) postou uma foto de duas peças de mármore, que decoram o escritório, e marcou a Gramazini.

NINGUÉM CONHECE ELE – “O moleque tem 24 anos agora, acho que ninguém conhece ele. Vive com a mãe. Há muito tempo está longe de mim, mas recebo ele de vez em quando aqui. Tem a vida dele, não vou dizer está certo ou se está errado, mas peço a Deus que o proteja. Mas isso é o tempo todo, é 24h por dia”, disse o presidente.

A Bolsonaro Jr Eventos e Mídia foi criada no fim de 2020. A festa de inauguração da empresa, que teve cobertura de fotos e vídeos feita de graça por uma produtora que prestava serviços para o governo federal, contou com a participação de um dos sócios da Gramazini.

Além disso, um parceiro comercial do filho do presidente, Allan Lucena, que dividia o escritório com ele, disse que ganhou um valioso carro elétrico da empresa Neon Motors, ligada a Gramazini, como revelou o jornal “O Globo”.

VÍDEO REVELADOR – Em um vídeo, Allan Lucena aparece saindo do carro que, segundo ele, foi doado pelas empresas “Gramazine e grupo WK”.

À época da abertura do inquérito, o Ministério do Desenvolvimento Regional disse que as reuniões foram marcadas a pedido de Jair Fonseca, um assessor especial do presidente da República.

Jair Renan Bolsonaro e o parceiro comercial dele, Allan Lucena, participaram pessoalmente das duas reuniões no ministério, ao lado de empresários — um deles da Gramazini — em novembro do ano passado. Em um dos encontros, o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) estava presente. Na agenda pública, só o nome do assessor da Presidência aparece — não há menções ao filho do presidente ou aos empresários.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro cometeu um engano. Seu filho Jair Renan não mora com a mãe, Ana Cristina Valle, aquela envolvida em rachadinhas e que fazia negócios imobiliários em dinheiro vivo. Na verdade, o jovem empresário mora sozinho, na mansão de Brasília, onde se tornou bem-sucedido lobista.

Sua mãe está na Noruega, onde se casou com o carpinteiro Jan Raymond Hansen e os dois vivem numa casa de 600 metros quadrados, avaliada em R$ 7 milhões, e ela é dona de 50% do imóvel, segundo a revista Fórum. Gente fina é outra coisa, como dizia Ibrahim Sued. (C.N.)


Caciques do MDB acham que manter candidatura de Simone Tebet prejudica o partido

Publicado em 14 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Após jantar, senador do PT diz que Lula respeita candidatura de Tebet | VEJA

Depois do jantar, Lula tirou fotos com os caciques do MDB

Vicente Limongi Netto

No jantar para Lula, segunda-feira, na casa do emedebista cearense Eunicio Oliveira, em Brasília, o nome da senadora Simone Tebet foi servido em bandejas de prata. De frituras em banho maria. Nessa linha, dia 9, na Tribuna da Internet, analisei a frágil candidatura da senadora. Não tem jeito dela decolar. Hoje, os sábios analistas não falam de outra coisa.

Coitado do forte MDB, colecionador de memoráveis conquistas democráticas, atolado na rinha presidencial com Simone Tebet. Quadro ruim para o partido de grandes conquistas. Caciques do MDB esperam que o fraco desempenho da senadora não prejudique os candidatos da agremiação nas eleições municipais.

SEM CONSENSO – Sobre a medonha terceira via, salientei na ocasião que será difícil, quase impossível, os cardeais da terceira via chegarem finalmente a um nome de consenso. Palavra ardilosa que vem tirando o sono de dezenas de políticos.

Na política existe também, em alta escala, o chumbo trocado. Há quem prefira a vingança servida ao gosto do freguês. Simone traiu Renan Calheiros, em cima da hora, sem nenhum pudor, no plenário, bandeando-se para Davi Alcolumbre, nas eleições para a presidência do Senado.

O pérfido senador do Amapá é aquele que cunhou a candente proposta, revelada pela “Veja”, para as funcionárias fantasmas que mantinha no gabinete, “você me ajuda, eu te ajudo”.  

NOVIDADES NA ACADEMIA – O povo vibrou com o eterno craque da pena, Machado de Assis.  Os corações das almas musicais e teatrais estão glorificados, com Gilberto Gil e Fernanda Montenegro na Academia Brasileira de Letras.

As gabolas e precavidas filhotas da dupla, Fernanda Torres e Preta Gil, já tiraram as medidas dos fardões.

Para a vaga de Lygia Fagundes Teles, os portões da Casa de Machado de Assis permanecem escancarados para ídolos do cancioneiro, artistas, atletas e famosos. É o frescor da vida emocionada. Da eterna juventude em flor, lustrando e energizando a academia. Saudando novos membros. Com ventos de ternura. 

OUTROS IMORTAIS – Figuras amadas serão bem vindas. Como Alcione, Zezé de Camargo, Viviane Araújo, Mion,  Faustão, Neguinho da Beija-Flor, Glória Pires, Fábio Junior, Juliette,  Luciano Hulk, Tiririca, Ivete Sangalo, Juju, Pablo Vittar,  MC Dricki, Motinha, Gabigol,  Boninho,  Martinho da Vila, Silvio Santos,  Bochecha, Fafá de Belém, Ludmilla, Thiago Lafet, Daniel, Sabrina Sato, Galvão Bueno, Patrícia Kuot,  Datena, Raul Gil, Tite, Crioulo,  Chitãozinho e Xororó, Ferrugem,  Casagrande, Patricia Poeta, Cafu, Serginho Groisman,  Diogo Nogueira, Ratinho, Milton Neves,  Rodrigo Faro, Iza, Eliana,  Arnaldo Cesar Coelho, Felipão,  Renato Aragão, Ana Maria Braga, Fátima Bernardes, Willian Bonner, Ancelmo Gois e Gil do Vigor.

Alguns acadêmicos esperam o segundo turno das eleições presidenciais para homenagear o candidato vencedor.  O convite foi providenciado. Com o desenho do fardão com uma ferradura.                                     

BBB-22 E CBF – A turba infame de preconceituosos, homofóbicos, machistas e racistas, tirou do Big Brother Brasil 22 a guerreira Linn da Quebrada. Ultrajante e repugnante. Com direito a infeliz, tolo, patético, desnecessário, injustificável e inacreditável comentário do apresentador Tadeu Schmidt, segundo o qual a presença de Linna no jogo “venceu o preconceito”.

O BBB-22 segue para o final tropeçando e se desmanchando. O mais fraco, medonho e insosso de todas as edições. A ordem é liquidar e afastar as meninas do final. Deixando todas as glórias para o quinteto de marrentos, santinhos de pau oco e debochados marmanjos. Com o cretino e dissimulado reizinho Arthur dando as cartas. 

Por fim, um registro: o novo presidente da CBF, o baiano Ednaldo Rodrigues, promete novos tempos com trabalho, união, isenção e profissionalismo na entidade. Ednaldo comandará a CBF até 2026.

Coelhinho da Páscoa chegou mais cedo ao Senado, para impedir a criação da CPI do MEC

Publicado em 14 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Coelheita do Mal | Humor Político – Rir pra não chorar

Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Bernardo Mello Franco
O Globo

O coelhinho da Páscoa chegou mais cedo a Brasília. Às vésperas do feriado, o governo montou uma força-tarefa para melar a investigação do escândalo no MEC. Tocados pelo espírito cristão, três senadores retiraram suas assinaturas pela criação de uma CPI. A quarta inovou: disse que o jamegão não era dela.

O caso de Rose de Freitas é o mais curioso. Na semana passada, a emedebista foi recebida por dois ministros de Jair Bolsonaro. Na quarta-feira, esteve com Ciro Nogueira e Célio Faria Júnior. Na quinta, voltou a se encontrar com o chefe da Secretaria de Governo.

ALEGOU SER FRAUDE – A última reunião no Planalto terminou às 13h20. Quatro horas depois, Rose subiu à tribuna do Senado e disse nunca ter apoiado a CPI. Ela alegou ter sido vítima de fraude, embora sua assinatura eletrônica apareça em ofício enviado à Secretaria-Geral da Mesa.

Como o MDB não é para amadores, Rose marcou presença no jantar oferecido ao ex-presidente Lula na segunda-feira. Ontem ela recuperou o furor investigatório e apoiou a criação de uma CPI sobre obras de gestões petistas. O objetivo da manobra é óbvio: chantagear a oposição e blindar a quadrilha do MEC.

O senador Weverton Rocha, do PDT, alegou motivos religiosos para desistir da CPI original. Disse que desejava evitar a “criminalização” dos evangélicos. O pedetista conhece bem os personagens do escândalo. Em março, gravou vídeo ao lado do pastor Gilmar Santos, acusado de cobrar propina para acelerar a liberação de verbas destinadas a escolas e creches.

MUDOU DE LADO – Oriovisto Guimarães, do Podemos, foi eleito na onda da Lava-Jato. Agora ajuda a abafar uma investigação de corrupção e tráfico de influência. No sábado, ele alegou que a CPI serviria de “palanque eleitoral”. Para evitar o contratempo, decidiu a ajudar o governo a enterrar as denúncias.

O terceiro a retirar a assinatura foi Styvenson Valentim, também do Podemos. O senador é um personagem típico da chamada nova política. Capitão da PM, ganhou fama ao caçar motoristas embriagados nas ruas de Natal. O porte físico lhe rendeu o apelido de Robocop da Lei Seca e o mandato de oito anos em Brasília.

Na quinta passada, quando ainda apoiava a criação da CPI, Styvenson disse não estar entre os “privilegiados” que recebem verbas do governo. “Estou no limbo aqui, boiando, sem recurso nenhum”, choramingou. No dia seguinte, deu-se o milagre: o Planalto liberou R$ 287 mil para uma emenda do Robocop.

Weintraub diz que pediu a Bolsonaro para não entregar o FNDE ao Centrão, mas ele insistiu

Publicado em 14 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Senadores defendem general Luiz Eduardo Ramos, atacado por Ricardo Salles —  Senado Notícias

Ramos (com Alcolumbre) entregou o governo ao Centrão

Weslley Galzo
Estadão

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que, quando estava no cargo, recebeu ordem direta do presidente Jair Bolsonaro para entregar o controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Centrão. Em entrevista à CNN Brasil, Weintraub disse que tentou protelar a entrega, mas teve que ceder.

O FNDE está no epicentro das denúncias de cobrança de propina por pastores, realização de licitação de ônibus escolares com indicação de preços inflados e destinação de recursos para ‘escolas fakes’, como mostrou o Estadão.

DISSE BOLSONARO – “Meu chefe, ele falou: ‘você vai ter que entregar o FNDE para o Centrão’. Falei: ‘presidente, não faça isso’”, disse o ex-ministro na entrevista. Em resposta, Weintraub disse que Bolsonaro justificou: “Preciso”.

O presidente do FNDE, Marcelo Ponte, foi chefe de gabinete do atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, um dos líderes no Centrão. E o Ministério da Educação vive seis escândalos simultâneos no governo Bolsonaro.

O ex-ministro atribuiu a adesão do Centrão ao governo federal a plano traçado pelo então ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, atual secretário-geral da Presidência da República.

BRAGA NÃO QUIS – “Fiquei adiando o máximo que podia (a entrega ao Centrão). Subi as regras de governança do processo decisório do FNDE. Tentei fazer um board para um FNDE não se reportasse só ao ministro da Educação, se reportasse também ao da Economia e da Casa Civil que era o Braga Netto. Mas o Braga Netto não quis. Aí chegou o general Ramos, que começou com essa estratégia, que considero muito equivocada, de colocar o Centrão para dentro do governo”, disse o ex-ministro.

“Ele (Ramos) começou a trazer essa turma para dentro, e convenceu o presidente, e a partir daí a gente foi expulso, os conservadores foram expulsos”.

PESSOAS ERRADAS – Na entrevista à CNN, Weintraub, que se lançou candidato ao governo de São Paulo, disse não acredita que o presidente Jair Bolsonaro esteja envolvido em irregularidades cometidas no FNDE, mas disse que o fundo está ocupado por “pessoas erradas”.

“Não acho que o presidente está envolvido nisso, mas ele deixou entrar gente errada dentro do governo. E essas pessoas erradas, que aprontaram no passado, acho que tem uma probabilidade alta de terem aprontado de novo”, afirmou o ex-ministro da Educação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Abraham Weintraub tem muitos defeitos, mas também exibe qualidades, especialmente o fato de se expressar de forma sincera e objetiva. Quem poderia imaginar que a entrega do governo ao Centrão foi arquitetada por um general? Com toda certeza, já não se fazem generais como antigamente. (C.N.)

No Rio de Janeiro, 92% temem diariamente um assalto na rua; em São Paulo, são 89%

Publicado em 14 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Violência contra a população não tem dia e nem hora marcada

Pedro do Coutto

A pesquisa sobre a sensação de pânico que tomou conta das populações do Rio e da cidade de São Paulo está realmente encurralando a sociedade, levando-a a sentir medo até da sombra das árvores e das pessoas que nas filas dos ônibus ou dos metrôs se aproximam para embarcar. A pesquisa é do Datafolha, publicada na edição de terça-feira da Folha de S. Paulo, reportagem excelente de Fernanda Mena.

O medo não se restringe ao assalto na rua, melhor dizendo, nas calçadas. Ele se estende ao temor da violência de ser assassinado que envolve 83% da população carioca e outros 83% dos moradores da capital paulista. Relativamente ao medo de ser atingido por uma bala perdida, também sensação diária, preocupa 82% dos cariocas e 76% dos paulistanos.

TRISTES ESTATÍSTICAS – Sofrer um sequestro é uma preocupação para 71% dos cariocas e 76% dos paulistas. O medo de sofrer um assalto na residência envolve 67% dos cariocas e 75% dos paulistas. Quanto ao medo de ser assaltado no sinal de trânsito, ele atinge 90% dos cariocas e 88% dos paulistas.

O levantamento mostra claramente a situação de insegurança das duas principais cidades do país. Todos os dias, aliás, assistimos casos em sequência de violência. A questão é de polícia, mas é também mais profunda. Ela vem de uma favelização crescente e de um déficit de moradias muito grande que afeta intensamente as cidades do Rio e de São Paulo.

Há causas sociais também. Os programas concentraram a renda e com isso os custos de habitação da casa própria tornaram-se sonhos de uma noite de verão. Falta saneamento, planejamento e atenção do poder público.

CONCETRAÇÃO DE RENDA – Aumentar os preços e reduzir os salários, como faz o atual governo, por exemplo, só agrava o problema social e com isso o da violência. Não quer dizer que a violência só tenha causas sociais, mas também por causa dessa concentração de renda e falta de preocupação com as classes mais afetadas economicamente.

O problema parece não ter solução, pois quando se reforça o policiamento, esse não é acompanhado de ações sociais efetivas que atingem os direitos legítimos das comunidades pobres. Prosseguindo a política de concentração de renda, o problema só vai se agravar e as classes dirigentes sabem disso. Mas não querem enfrentar o problema salarial que no fundo é a única forma possível de distribuição de renda. Já perdemos muito tempo e temos que partir em busca do tempo perdido.

Como se observa na campanha partidária na televisão, diversas legendas se apresentam cada uma mais conservadora do que o outra. Portanto, no fundo, desejam conservar a situação atual e não reformá-la.

TEBET E O MDB – No O Globo de ontem, Bernardo Mello, Bruno Góis e Camila Zarur publicaram reportagem com grande destaque, focalizando o jantar em Brasília que o ex-senador Eunício Oliveira ofereceu ao ex-presidente Lula, reunindo diversos senadores do MDB, líderes do partido e deputados federais. Vários senadores compareceram. Simone Tebet não foi convidada.

Portanto, conforme escrevi ontem, o MDB dividiu-se entre o apoio a Lula e à manutenção da candidatura de Tebet. Mas essa divisão inviabiliza a senadora por Mato Grosso do Sul. Enquanto Lula tem 42% no Datafolha, Simone Tebet oscila entre 1% a 2%. Está evidente que o jantar foi apenas uma primeira etapa de um processo de adesão do partido à candidatura da chapa Lula-Alckmin.

NOVO ATAQUE –  O presidente Jair Bolsonaro sentiu o golpe eleitoral contido no jantar de Brasília a Lula da Silva. Tanto assim – matéria de Matheus Vargas, Folha de S. Paulo de terça-feira – que atacou o ministro Alexandre de Moraes dizendo que ele está alinhado com Lula da Silva, pois toma providências com o governo, mas nada fez ou faz sobre as declarações de Lula incentivando eleitores e eleitoras a pressionarem os parlamentares das legendas bolsonaristas em suas residências.  

“Acredito que, mais cedo ou mais tarde, chegaremos a um bom termo nessa questão. Pessoas que estão extrapolando serão colocadas em seu devido lugar”, acentuou Bolsonaro. Como se vê, mais uma nova ameaça está no ar.

quarta-feira, abril 13, 2022

PT entra na Justiça contra campanha antecipada em outdoors que atacam Lula

PT entra na Justiça contra campanha antecipada em outdoors que atacam Lula
Foto: Reprodução

O Partido dos Trabalhadores (PT), por meio de sua assessoria jurídica, entrou nesta terça (12) com três novas representações eleitorais contra campanha antecipada reincidente e de difamação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o partido, trata-se de outdoors com conteúdos difamatórios que ferem o disposto no artigo 37, § 2º, II, da Lei n. 9.504/97, e no artigo 26 da Resolução-TSE n. 23.610/2019: é proibida a propaganda eleitoral mediante outdoors, seja no período pré-campanha ou durante o período eleitoral.

 

Ainda conforme o PT, uma das representações trata de três outdoors na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, que exibem imagens de Lula com os dizeres: “Nós aqui odiamos este ladrão comunista. Fora maldito”. A mensagem é assinada pelo “Grupo Amigos da Rua Sergipe – Responsável: José Luis de Oliveira”.

 

A outra evidencia outdoors em Rondonópolis, no Mato Grosso, e denuncia o “Movimento Conservador de Rondonópolis” que teria admitido ter instalado o outdoor e o publicou em suas redes sociais convidando seguidores para um suposto evento de inauguração. A peça do grupo, administrado por Thiago Mota Lima, diz: “Rondonópolis – MT Aqui esse bandido é reconhecido como ‘O Traidor da Pátria’ Fora… Maldito!”.

 

Já a terceira representação apresentada pelo PT junto ao TSE, é sobre o patrocínio de outdoors em Imperatriz, no Maranhão, com os dizeres: “Esse traidor da pátria não é bem-vindo. Fora, maldito!”, e é assinado pelo grupo “Unidos pela Pátria”.

 

Segundo os advogados Eugênio Aragão e Cristiano Zanin, que assinam as representações, “se um possível candidato ou pré-candidato utiliza artefatos publicitários em período anterior ao permitido pela legislação para promoção de sua candidatura, está burlando as normas eleitorais por se valer de mais tempo para se promover, o que significa também uso de mais recursos financeiros para promover a futura candidatura ou, ainda, realizar propaganda negativa contra outro possível adversário, o que motiva a proibição da propaganda eleitoral antecipada, seja em prol de algum candidato, seja em desfavor de outro”.

 

Com as ações, o PT requer a retirada dos outdoors pelos seus responsávei


Bahia Notícias

Encontro de Lula com a alta cúpula do MDB mostra que a velha política continua imbatível

Publicado em 13 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Lula é recebido em jantar por caciques do MDB. No cardápio, eleições 2022

Lula ganhou uma estatueta de presente e posou para foto

José Carlos Werneck

O encontro de Lula, nesta segunda-feira, com a alta cúpula do MDB, foi muito importante em termos de aliança política e afastou definitivamente quaisquer possíveis “temores” que alguns setores do empresariado nutriam em relação à sua candidatura.

Com Geraldo Alckmin como companheiro de chapa e o apoio dos caciques do MDB, a candidatura do ex-presidente é considerada, em termos de engenharia política, como imbatível.

ENORME ENTUSIASMO – Lula foi recebido com enorme entusiasmo por José Sarney, Renan Calheiros, o sorridente anfitrião Eunício Oliveira e coroados nomes da política nacional, presentes ao badalado encontro.

Foi um evento político grandioso, no qual Lula recebeu e distribuiu afagos, em meio a muitos risos e brindes à vitória. O cardápio foi primoroso e as sobremesas requintadas. Nada de pão com leite condensado.

Como se vê, o “perigo vermelho” acabou… Tudo será como antes! A elite está com Lula, constata-se.

TEBET DESCARTADA – No encontro, a candidatura da senadora Simone Tebet, considerada pelas velhas raposas como totalmente sem competitividade, foi jogada para escanteio. E a candidatura de Moro foi alvo de muitas piadas.

O ex-presidente mostra que não é nenhuma ameaça às classes dominantes e excelentemente favorecidas. A velha política continua imbatível! Vitória praticamente garantida, comentava-se no encontro. Um conviva mais entusiasmado chegou a afirmar: “Podemos levar no primeiro turno”

Mas ainda falta combinar com os eleitores…


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