terça-feira, abril 12, 2022

Braga Netto e Mourão recebem duplo salário que o brigadeiro Eduardo Gomes consideraria imoral

Publicado em 12 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

O doce brigadeiro - ISTOÉ Independente

Eduardo Gomes dividia o salário com os pobres de Petrópolis

Marcelo Godoy
Estadão

“Só na liberdade se criam os valores estáveis para o desenvolvimento e a Justiça social.” O autor da frase foi um dos sobreviventes da revolta que inaugurou há cem anos o tenentismo. Era 5 de julho de 1922, quando o futuro patrono da Aeronáutica saiu com seu rifle ao lado de seus companheiros para enfrentar os legalistas que os cercavam em Copacabana. Eduardo Gomes sobreviveu à fuzilaria. Acabou preso. O brigadeiro teve sua história ligada até ao fim àqueles oficiais que incendiaram a República pensando salvar a Nação, submetida à corrupção das oligarquias.

O brigadeiro não dava entrevistas. Mas lia os jornais meticulosamente. Certa vez, surpreendeu-se com um proclama na imprensa oficial. Anunciava-se o casamento de uma sobrinha sua, Maria Celina Saboia Gomes, morta havia décadas. Quis saber o que era aquilo e chamou a polícia. Descobriu-se que o casamento fora a forma usada por dois dirigentes clandestinos do PCB – José Salles e Marly Vianna – para obter documentos quentes. Não faziam ideia de quem era aquela identidade. Sabiam apenas se tratar de pessoa morta há tempo. Os envolvidos acabaram presos; exceto Salles e Marly.

BEIJO DO PAPA – Eduardo Gomes era católico e tão fervoroso que foi encontrar o papa João Paulo II quando este esteve no Brasil pela primeira vez, em 1980. Recebeu do pontífice um beijo em sua cabeleira branca. O brigadeiro simbolizava a austeridade militar, aquela em que a honra se impõe à legalidade. O patrono da Aeronáutica dividia a metade do salário de marechal do ar com os pobres de Petrópolis, cidade onde nasceu.

A história de Eduardo Gomes é coisa do passado em Brasília. Mas ressurgiu dez meses atrás quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, permitiu aos militares o chamado teto duplex: em vez da regra do teto de salários, que impedia o acúmulo de vencimentos além dos salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Motivo alegado: o militar que vai para a reserva não se aposenta. Ele mantém o vínculo e pode ser revertido para o serviço ativo antes de ser reformado. Por isso, considerava-se o salário de ministro (civil) uma segunda remuneração. Somava-se o vencimento militar e o civil e o que ultrapassava o teto era retido.

DISSE MOURÃO – Com a decisão de Guedes, passou-se a considerar a remuneração na reserva como aposentadoria. O teto então incidiria não mais sobre a soma, mas sobre cada um dos vencimentos – o civil e o militar – separadamente, permitindo que os salários do então ministro Walter Braga Netto e do vice-presidente Hamilton Mourão ultrapassassem o teto de R$ 39,2 mil e chegassem a mais de R$ 60 mil brutos.

 Quando a regra mudou, Mourão disse que era contra e afirmou que estudava doar o extra que receberia para o partido ou para uma instituição. Resumiu assim o problema: “É legal, mas não é ético”.

As palavras do vice-presidente faziam lembrar o exemplo do brigadeiro. Mas como ensinou no século 19 um pensador  alemão muito contestado entre os amigos do vice-presidente: a prática é o único critério da verdade. Sendo assim, o que fez Mourão desde então? A coluna perguntou à Vice-Presidência há cinco dias qual o destino do dinheiro a mais recebido por Mourão desde junho de 2021. Doou a alguma instituição? Entregou os recursos ao partido? Até a noite de ontem não havia resposta.

OUTRO FAVORECIDO – Braga Netto, que deve substituir Mourão como vice na futura chapa de Jair de Bolsonaro, também teve os vencimentos aumentados. Mas não fez nenhuma declaração discordando da medida. Não considerou imoral receber acima do teto o salário de ministro da Defesa de R$ 30.934,70. Como general da reserva, acumulava mais R$ 32.734,85.

Braga Netto silenciou sobre o caso. E quando deixou o ministério para poder se candidatar às eleições de 2022, foi agraciado com um cargo de assessor da Presidência, que ele poderá ocupar por mais três meses, recebendo salário de R$ 16.944,90. É que os assessores só precisam deixar seus cargos 90 dias antes das eleições.

Braga Netto e Mourão deveriam explicar o que consideram ser o moral e o legal. O cientista político Oliveiros Ferreira ensinava que entre os militares esse dilema não existe, pois o que os inspira é a honra. Se algo é imoral, nada feito.

UM OUTRO MOURÃO – Foi justamente para defender a honra e provar que não fora, como membro do Estado Maior do Exército, o autor do Plano Cohen, em 1937, que o então coronel Olímpio Mourão Filho decidiu pedir que fosse submetido a um Conselho de Justificação do Exército.  Tudo para mostrar que não faltara com a verdade e, assim, não era indigno do oficialato.

“Na Força Armada não há essa distinção entre o ‘legal’ e o ‘moral’. A conduta ajusta-se ou não aos padrões militares”, escreveu Oliveiros. Alguém pode pensar que tudo é coisa do passado, que os tempos mudaram. Ou que o brigadeiro sempre foi uma exceção.  Pedro Aurélio de Góis Monteiro sabia disso. Mandou em 10 de novembro de 1937 cercar o regimento de aviação, comandado por Eduardo Gomes. Desconfiava de que não poderia contar com o oficial para o golpe do Estado Novo.

É preciso entender o contexto dos atores desta história. O brigadeiro candidatou-se duas vezes à Presidência. Perdeu em ambas. Não abriu mão do ethos militar. Mourão e Braga Netto deixaram os quartéis e entraram para a política. Os marcos referenciais são outros. E os fatos mostram que os dois se adaptaram ao novo ambiente.


Prefeito atual responde por dívidas de administração anterior

 

SUCESSÃO NA RESPONSABILIDADE


Se a administração municipal anterior deixou dívidas com funcionários, a atual não pode se eximir de pagar os débitos. O entendimento é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, que determinou que o município de Taquaral de Goiás pague salários devidos para servidores municipais. Cabe recurso.

Os desembargadores decidiram, por unanimidade, que a remuneração seja acrescida de correção monetária a partir do vencimento, pois se trata de parcela alimentar, e com juros de mora de 1% ao mês, devidos a partir da citação. O município terá de pagar também as custas processuais e honorários advocatícios.

Em sua defesa, o município sustentou que os créditos reclamados não foram pagos pelo ex-prefeito Edilson Galdino Rocha. Segundo o município, ao se recusar a cumprir as determinações impostas pelo artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, ele agiu por conta própria e, por isso, deve responder civil e criminalmente pelo ato.

Os argumentos não foram acolhidos pelo tribunal. De acordo com o relator, desembargador Felipe Batista Cordeiro, os recorridos têm direito ao recebimento dos salários, "mesmo que prestados em gestão anterior, não sendo escusa plausível o fato de estar tentando o município recuperar receita”.

O relator considerou censurável a atitude do administrador que afasta a responsabilidade da atual administração pública, a pretexto de que o débito foi gerado na administração passada. O desembargador explicou que a função do prefeito é zelar pelo fiel cumprimento das obrigações assumidas pela administração atual e passada. O relator observou ainda que a atitude do atual administrador viola frontalmente os princípios da moralidade, impessoalidade e legalidade.

Veja a íntegra da ementa

"Apelação Cível. Ação de Cobrança. Servidores Públicos Municipais. Salários Atrasados. Procedência. Restando provada a prestação do serviço, pelos servidores públicos ao município há que se manter a sentença que julgou procedente a ação de cobrança, porque o ato de administrar não se condiciona à pessoa do administrador, uma vez que este age em nome da coletividade, que o escolheu como seu representante, a fim de promover o interesse público. Recurso conhecido e improvido".

Apelação Cível 95889-2/188

Revista Consultor Jurídico

Nota da redação deste Blog - Alguns vereadores da situação estão perdendo importante oportunidade de permanecerem calados para não submeterem-se ao rídiculo de falar abobrinhas sem fundamento legal.

São verdadeiros museos que vivem de passados sem lógicas e sem respaldo legal, principalmente querendo imputar a gestores passados por débitos do município.

Seria mais producente,  que orientassem os servidores lesados a ingressarem na justiça requerendo os venncimentos corrigidos, conforme orientação constante dessa matéria.

Enquanto isso, sugiro a tais veradores que por falta de argumentos procurem outro assunto, porque falar de passado não cola, torna-se rídiculo, causa náuseas.


Na defesa da terceira via, Roberto Freire polemiza com eleitores de Moro e de Ciro

Publicado em 12 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Presidente do Cidadania rebate eleitores de Moro e Ciro Gomes

Presidente do Cidadania, Freire defende o candidato único

Deu em O Antagonista

O ex-deputado e ex-ministro Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido que decidiu formar federação com o PSDB, respondeu a provocações no Twitter, após defender pela enésima vez a viabilidade eleitoral de uma Terceira Via.

“Especula-se se a Terceira Via terá candidatura única. Estamos trabalhando para que isso ocorra e vai acontecer. Teremos. As vias de Lula e Bolsonaro estão congestionadas e estão na contramão da história. Vão partir para a baixaria eleitoral, sem discutir o Brasil”, escreveu no Twitte Roberto Freire, que é entusiasta da candidatura única do chamado “centro democrático”,

DIÁLOGO – Um eleitor retrucou: “#MoroOuNada #MoroOuNulo: simples assim. E comigo vão muitos, mas muitos mesmo”.

Freire respondeu: “Para quem pensa no Brasil e busca evitar o retrocesso que significa a reeleição do fascista Bolsonaro ou o retorno do populista Lula, [quem] pregar o absenteísmo em outubro próximo está fazendo gol contra e propositalmente. Um erro. Uma pena”.

Um eleitora de Ciro Gomes (PDT) também provocou Freire: “Esse teatro está ficando feio! O povo não é idiota para votar em um nome jogado para cima. O povo quer alguém com preparo, experiência e com um acervo positivo na política. O Ciro Gomes é o mais viável para essa missão, o resto é teatro. (Desculpe a sinceridade).”

E o dirigente partidário respondeu: “Desculpe, mas no teatro que frequento só entra quem respeitar as pessoas e se dê ao respeito. E, nas nossas representações, temos o cuidado de não falar em nome do povo, mas, sim, escutá-lo, para não cometermos, por arrogância, erros e retrocessos políticos. Com sinceridade sempre.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Freire está no rumo certo. Os adoradores, digo, eleitores, de Moro e Ciro não entendem que só a terceira via só tem chance se todos se unirem em defesa dos interesses nacionais. (C.N.)

Senadores buscam assinaturas, mas já têm plano B se a CPI do MEC não for instalada

Publicado em 12 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Pastores não aparecem para explicar denúncias de propina ao Senado, que prepara CPI do MEC - Brasil 247

Pastores se recusam a ir ao Congresso (Ilustração do 247)

Ana Flor
G1 Brasília

A retirada de três assinaturas do requerimento de criação da CPI do MEC levou senadores que defendem a investigação dos supostos desvios no Ministério da Educação a trabalhar com um “plano B”: transferir a apuração para a Comissão de Educação, permanente e em funcionamento.

A ideia, segundo esses parlamentares, é centrar a agenda do colegiado nos depoimentos de supostos envolvidos nas denúncias – na prática, seria uma espécie de “miniCPI”.

TRÊS DESISTIRAM… – Até sexta-feira (8), o pedido de instalação da CPI, articulado por Randolfe Rodrigues (Rede-AP), já contava com 27 apoios – exatamente o mínimo necessário para validar o documento.

Ao longo do fim de semana, depois de Rose de Freitas (MDB-ES), retiraram as assinaturas os senadores Weverton Rocha (PDT-MA), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Styvenson Valentim (Podemos-AC).

Na última semana, o presidente do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, Marcelo Lopes da Ponte, foi ouvido pela comissão e confirmou ter participado de quatro reuniões com os pastores apontados como pivô do suposto esquema.

SOMENTE AUTORIDADES – Os senadores que pensam nesse plano B reconhecem que uma comissão permanente tem “poder de fogo” menor que uma CPI – não pode, por exemplo, obrigar o comparecimento de testemunhas que não sejam ministros ou autoridades do Executivo federal.

Ainda assim, o grupo acredita que essa seria uma forma de manter na pauta o tema das denúncias, espinhoso para o governo.

Os senadores ainda apostam no plano A e, nos próximos dias, vão tentar recuperar as 27 assinaturas necessárias para protocolar o pedido de CPI e viabilizar a investigação. Nesta terça-feira (12), os parlamentares seguirão na tarefa de tentar novas adesões.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bloquear a CPI é tapar o Sol com uma peneira. A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da República e o Tribunal de Contas da União já estão investigando, e as apurações sempre sofrem vazamentos, especialmente quando há prefeitos – Aleluia, irmão! – que denunciam abertamente o esquema dos pastores. E já aparecem outros escândalos pipocando, como as licitações direcionadas da Codevasf, a estatal que opera o orçamento secreto, embora não haja mais corrupção no governo, segundo o insuspeito Bolsonaro. (C.N.)

Faroeste: Juiz Sérgio Humberto vai para prisão domiciliar por sequelas da Covid-19

por Cláudia Cardozo

Faroeste: Juiz Sérgio Humberto vai para prisão domiciliar por sequelas da Covid-19
Foto: Arquivo Pessoal

Diante do grave quadro de saúde do juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, a  2ª Vara Criminal Especializada de Salvador converteu a prisão preventiva em domiciliar, com entrega do passaporte. O pedido foi feito pela defesa do magistrado, aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por necessitar assistência médica integral após ficar internado em UTI por ter sido contaminado com o coronavírus. O juiz se recusou a tomar a vacina contra a Covid-19 enquanto estava detido em um batalhão da Polícia Militar, em Lauro de Freitas. Ele estava preso desde novembro de 2019

 

Segundo a defesa, o réu estava custodiado em uma cela especial que era incapaz de atender aos parâmetros necessários para sua recuperação, devido às deficiências dos serviços médicos do Batalhão de Polícia Militar do Estado da Bahia. Em janeiro deste ano, antes de ser transferido para a UTI do Hospital Aliança, o juiz ficou sem suporte de oxigênio por oito dias, tendo comprometimento pulmonar de 75%. A defesa também acrescentou que Sérgio Humberto teve perda de massa muscular, e por isso, precisa de auxílio para realização de atividades básicas, sendo transferido para a Clínica Florence, especializada em reabilitação motora e respiratória, em regime de internação. O tratamento foi custeado pelo plano de saúde privado que a família do magistrado continua pagando. 
 

A prisão preventiva do juiz no bojo da ação penal 940, originada na Operação Faroeste, já havia sido convertida em domiciliar diante do quadro de saúde de Sérgio Humberto (veja aqui). Ela não teve efeitos na época, pois havia outra prisão em aberto. O caso analisado pela  2ª Vara Criminal Especializada de Salvador é referente a uma ação desdobrada da investigação da Faroeste, denunciada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Em um parecer, o MP da Bahia se posicionou pela manutenção da prisão preventiva, diante da natureza “dos graves e habituais delitos’’ cometidos por Sérgio Humberto enquanto juiz. O MP acrescentou que o juiz teve alta médica da Clínica Florence no dia 21 de março e que a prisão preventiva tem como objetivo “assegurar a interrupção da continuidade delitiva”, bem como a segurança do trâmite da instrução penal.

 

O MP ainda destacou uma operação controlada de uma advogada delatora, que negociou o pagamento de cartas de soja com o empresário Luiz Carlos São Mateus, preposto de Sérgio Humberto enquanto já estava preso. Através do empresário, o ex-juiz exigiu o pagamento de valores no patamar de R$ 2,2 milhões (saiba mais). O parecer ainda demonstra a existência de uma sociedade empresarial entre o juiz e o empresário no ramo imobiliário. Outro ponto apresentado pelo MP é que haveria ameaças de morte por parte do juiz contra o delator Júlio César Cavalcanti, um dos primeiros operadores do esquema de compra e venda de sentenças, no oeste baiano, investigado na Operação Faroeste. 

 

Apesar dos argumentos do MP-BA, a juíza Virginia Silveira Wanderley dos Santos Vieira, afirmou que “não se pode ignorar a necessidade de permanência do tratamento de saúde do acusado em virtude da contaminação pela Covid-19 e das sequelas dela decorrentes, diante dos documentos juntados aos autos, atendendo a esta situação a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar”. A magistrada também considerou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já homologou o acordo de delação premiada do operador Júlio César Cavalcanti. Desta forma, substituiu a prisão preventiva por domiciliar, com entrega do passaporte “por entender que tais medidas são adequadas e proporcionais ao acautelamento da instrução criminal e à aplicação da lei penal, ao tempo em que se apresentam razoáveis em relação às necessidades relativas à recuperação da saúde do requerente”. 
 

Ao Bahia Notícias, a advogada do juiz, Leressa Dantas, informou que, ao contrário do que consta no parecer do MP, o juiz Sérgio Humberto, ainda não teve alta médica da Clínica Florence e que, apesar de haver uma decisão do ministro Og Fernandes, desde fevereiro deste ano, determinando a prisão domiciliar, em nenhum momento o juiz chegou a ficar custodiado em casa. Ela acrescenta que a saúde do juiz foi agravada pelo tratamento médico recebido no batalhão. “Mais importante agora é o restabelecimento da saúde do Dr. Sérgio, que ficou muito debilitada diante de tudo que ele passou no batalhão de Lauro de Freitas. É muito bom para ele estar com a família, pois ele cumpria era uma prisão cautelar, pois ele não foi condenado ainda. E o que esperamos é que ele restabeleça a saúde e o processo siga o curso normal”.

Bahia Notícias

PGR denuncia Jonga Bacelar por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

PGR denuncia Jonga Bacelar por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Foto: Câmara dos Deputados

O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A PGR acusa o deputado de receber R$ 400 mil em propina, entre 2010 e 2014, para beneficiar o grupo da Odebrecht na Câmara. 

 

Oferecida pela vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo, a denúncia feita ao Supremo Tribunal Federal (STF), diz que o deputado agiu em favor dos interesses da Odebrecht na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção na Petrobras, em 2015, durante a Operação Lava Jato.

 

O deputado também é acusado de favorecer a Odebrecht ao articular a votação da Medida Provisória 558/2012, que corria risco de vencer. O texto mudou os limites de três parques nacionais em Rondônia, o que seria de interesse da construtora. Na região, fica localizada a usina hidrelétrica de Santo António, que teve participação da Odebrecht na sua construção e operação.

 

A Procuradoria diz que o parlamentar mantinha uma ‘relação de confiança’ com executivos do grupo Odebrecht. “Nota-se, portanto, que a relação com o Deputado Federal João Bacelar, dentre outros parlamentares, constituía um ativo estratégico importante da Odebrecht para influenciar a atividade fiscalizadora e legislativa da Câmara dos Deputados em áreas de seu interesse”, diz um trecho da denúncia.

 

A PGR pede que o STF condene o deputado a perder o mandato e a devolver R$ 400 mil aos cofres públicos.

 

Em nota, a defesa de Bacelar se diz ‘perplexa’ com a denúncia e afirma que a acusação é baseada apenas nas afirmações ‘inverídicas’ de delatores. Veja na íntegra o posicionamento divulgado pelo advogado que representa o deputado:

 

“A defesa do Deputado Federal João Carlos Paolilo Bacelar Filho manifesta perplexidade diante da denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, porquanto se trata de acusação lastreada apenas nas inverídicas afirmações de delatores multipremiados, que são veementemente rechaçadas pelo Deputado.

 

A defesa confia que a inepta peça acusatória será rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que não houve prática de qualquer delito pelo Deputado João Carlos Paolilo Bacelar Filho, que sempre pautou sua vida pública pela ética e probidade.”

Bahia Notícias

Apoio do PSD à CPI do MEC vai ficar a cargo do líder do partido, assegura Otto

por Anderson Ramos / Bruno Leite

Apoio do PSD à CPI do MEC vai ficar a cargo do líder do partido, assegura Otto
Foto: Anderson Ramos / Bahia Notícias

O senador Otto Alencar (PSD) foi um dos congressistas que não assinaram o requerimento para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas ilegalidades na destinação de recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). Segundo o baiano, a decisão sobre o apoio vai depender do líder da sua legenda na Casa, Nelson Trad.

 

"Isso tá com o líder do meu partido, Nelson Trad, do Mato Grosso do Sul. Ele é quem vai decidir isso. Ele está verificando. O senador Marcelo Castro (MDB) está fazendo as oitivas com o pessoal do FNDE, o TCU também entrou nisso naquela questão dos ônibus", disse Otto ao Bahia Notícias na manhã desta segunda-feira (12). 

 

O pedido para abertura da comissão é de autoria do amapaense Randolfe Rodrigues (Rede), que afirma, apesar da ausência de assinaturas de membros do PSD, já ter o número necessário de subscrições - que é de 27. 

 

A abertura da CPI dependeria agora da decisão do presidente do Congresso Rodrigo Pacheco (PSD). Caso o chefe do Legislativo se recuse a criar a instância, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá intervir no processo para garantir a investigação.

 

APOIOS DO PSD NA ELEIÇÃO

Embora, na Bahia, o partido esteja na base do governo Rui Costa (PT), em diferentes estados o PSD possui quadros que apoiam políticos aliados ao governo federal e o próprio presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Na eleição, salientou Otto, a sigla deliberou pela independência dos diretórios estaduais para dividirem palanque com qualquer um dos candidatos ao Planalto.

 

"Liberamos os estados e cada um toma a decisão para presidente da República o que achar melhor", destacou o senador, citando a diversidade de cenários: "Paraná é Bolsonaro. Bahia é Lula. Mato Grosso do Sul é Lula. Mato Grosso ainda não definiu ainda. Goiás parece que vai com Bolsonaro. Minas está para decidir ainda porque o candidato fez uma chapa puro sangue". 

Bahia Notícias

Medo de represália desencoraja médicos a denunciarem planos à ANS

 



Para associação médica, número de queixas que chega à agência é baixo

Por Alex Rodrigues 

Das cerca de 100 queixas que profissionais de saúde apresentaram à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2021, por supostos conflitos contratuais com operadoras de convênios médicos, apenas nove resultaram em autos de representação que podem acarretar alguma punição às empresas.

Segundo a própria ANS, quase a totalidade das reclamações dos prestadores de serviços em saúde que aceitam convênios médicos foi arquivada ou porque a operadora de plano de saúde resolveu o problema antes que um auto de infração fosse lavrado, ou porque o processo não avançou devido à falta de informações que corroborassem a denúncia.

“Não fico surpreso com este resultado. Infelizmente, com o passar do tempo, a agência que foi criada para fiscalizar o funcionamento das operadoras passou a atuar em prol das operadoras”, criticou o diretor de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina (APM), Marun David Cury, à Agência Brasil.

De acordo com Cury, o número de reclamações que chegam à agência está muito aquém da real dimensão dos conflitos entre trabalhadores e empresas. Para a ANS, o problema está no receio que os  próprios profissionais de saúde têm de sofrerem algum prejuízo caso se identifiquem.

“Há, sim, casos em que as entidades médicas encaminham as queixas de profissionais que temem sofrer alguma represália caso sejam identificados. São queixas fundamentadas, documentadas, mas, ainda assim, a resposta demora e, na maioria das vezes, não há resultados práticos. Daí o desapontamento dos profissionais e o pequeno número de queixas apresentadas”, acrescentou Cury, explicando que, por razões práticas, nos últimos anos, a APM e outras entidades têm procurado diretamente as operadoras para tentar resolver as queixas de profissionais.

No último dia 31, a APM e a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgaram os resultados de uma pesquisa feita com 3.043 médicos de todo o país que atendem a clientes de planos de saúde.

Oito em cada dez entrevistados afirmaram já ter enfrentado restrições das operadoras ao prescreverem a seus pacientes a realização de exames laboratoriais ou de imagem. Pouco mais da metade (51%) dos respondentes disse já ter enfrentado dificuldades na hora de internar seus clientes e 53% afirmam já ter sofrido pressão para antecipar a alta médica de pacientes internados. Outro problema destes médicos é a glosa, ou seja, quando as operadoras de planos de saúde deixam de pagar por atendimentos já realizados ou medicamentos e materiais fornecidos.

Melhores condutas e práticas

Em nota enviada à Agência Brasil, a ANS garante que sempre incentivou as melhores condutas e práticas para o setor. E lembra que possui um canal de denúncias específico para receber, dos profissionais de saúde, queixas relacionadas a problemas com as operadoras de convênios médicos – mas, legalmente, o profissional precisa se identificar e reunir uma série de documentos que sustentem sua queixa, além de cumprir todos os prazos estabelecidos.  

Sobre os resultados da pesquisa da AMB e da APM, a ANS comentou que as recusas à realização de atendimentos e procedimentos dizem respeito ao “atendimento ao beneficiário [cliente] de planos de saúde”, não sendo possível identificar se houve interferência na autonomia médica. E sobre as glosas, a agência garantiu que, sempre que recebe uma reclamação, notifica a operadora a apresentar sua defesa, analisando a situação dentro do prazo legal.

“A ANS notifica a operadora em busca de uma solução para o problema. Uma parte das denúncias acaba sendo arquivada nessa fase, com sua resolução. Já aquelas que prosseguem sem solução são encaminhadas para outros setores da agência para que sejam analisadas questões assistenciais e econômico-financeiras das operadoras que poderiam motivar tal conduta, isso porque não existe uma infração específica na norma para a conduta”, explicou a agência.

Agência Brasil

Escolas fake: oposição a Bolsonaro reage ao escândalo do MEC




Integrantes da oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PL) criticaram a gestão do presidente após o Estadão divulgar um esquema de "escolas fakes" no Ministério da Educação (MEC). Segundo a reportagem, apesar da falta de recursos para terminar 3,5 mil escolas em construção há anos, a Pasta autorizou obras de outras 2 mil unidades. Ao priorizar novas construções em detrimento das iniciadas, o governo fere leis orçamentárias.

A reportagem ainda mostrou que o esquema de "escolas fake" tem como base o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), controlado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, por meio de um apadrinhado. O fundo precisaria ter R$ 5,9 bilhões para tocar todas as novas escolas contratadas. Com o orçamento atual, isso levaria 51 anos.

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) classificou o esquema como "desespero eleitoral". "O buraco da corrupção no MEC não tem fim e, de novo, quem mais sofre com isso são os estudantes mais pobres. Mais um crime pra conta!", disse.

Em sua rede social, o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) relembrou outras denúncias de corrupção do governo, como o pedido de barras de ouro por um pastor para liberar dinheiro no MEC, o envio de kit robótica para escolas sem água e luz e o esquema de ônibus escolares superfaturados. "O que o governo Bolsonaro está fazendo com o MEC é criminoso!", disse.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que as escolas fakes "são um desrespeito ao povo brasileiro", que espera mais educação para seus filhos. "Esse dinheiro nunca foi empenhado e as escolas não serão construídas. O MEC virou uma zona livre para farra com o dinheiro público e isto é muito triste", declarou.

A abertura de uma CPI para investigar as irregularidades foi defendida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pelos deputados federais Henrique Fontana (PT - RS) e Natália Bonavides (PT-RN).

Randolfe tem coletado assinaturas no Senado para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito com o intuito de investigar denúncias de corrupção no Ministério da Educação. Em entrevista à Rádio Eldorado nesta segunda-feira, 11, o senador afirmou que pretende alcançar 29 assinaturas até a quarta-feira desta semana.

Para a deputada estadual Teresa Leitão (PT), o esquema divulgado pelo Estadão é "puro estelionato eleitoreiro, dinheiro da Educação jogado fora e irresponsabilidade completa".

Estadão / Dinheiro Rural

Bolsonaro sobre aliança com Centrão: cargos foram dados, sim, não vou negar




O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou que ofereceu cargos ao Centrão em troca de apoio político no Congresso. "Para aprovar qualquer coisa, em especial uma PEC, passa por eles. Agora, nosso relacionamento não é como no passado. Alguns cargos foram dados para partidos de centro, sim, não vou negar isso aí. Mas temos filtros", disse o chefe do Executivo em entrevista ao Podcast Irmãos Dias.

Eleito com o discurso da antipolítica apesar de ter sido deputado federal por 28 anos, Bolsonaro agarrou-se de vez ao Centrão no ano passado, levando o senador Ciro Nogueira, cacique do grupo presidente do Progressistas, para o coração do governo. Hoje, Ciro, apontado como corrupto na última sexta-feira por relatório da Polícia Federal, é ministro-chefe da Casa Civil e controla o Orçamento.

Como revelou o Estadão, Ciro Nogueira ainda comanda o FNDE, que autorizou uma licitação de ônibus escolares com preços inflados mesmo após alertas de órgãos técnicos. O pregão só teve os valores reduzidos após a publicação das reportagens.

Na mesma entrevista, Bolsonaro reforçou sua defesa em vetar a lei Paulo Gustavo, que destinava recursos para o setor cultural. "Tem muitas pontes por fazer, não justifica ir dinheiro para a cultura. A cultura é importante? É. Repito, tem a lei Rouanet moralizada para captar recursos", afirmou.

O presidente também reforçou críticas ao ex-ministro Sergio Moro e afirmou que, "quando muito", o antigo aliado terá legenda para disputar a Câmara dos Deputados por São Paulo. O ex-Juiz da Lava Jato trocou o Podemos pelo União Brasil, mas seu novo partido resiste autorizá-lo a disputar a Presidência da República, como Moro gostaria.

Estadão / Dinheiro Rural

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