Patriarca Kirill com o presidente russo Vladimir Putin
POR FERNANDA PAÚL
A forte agressão da Rússia contra a Ucrânia teve consequências políticas, econômicas e sociais profundas e irreversíveis no país presidido por Volodymyr Zelensky.
Mas, enquanto as tropas estão lutando em solo ucraniano, um conflito menos visível também está acontecendo no país.
É uma rebelião religiosa que, segundo especialistas, não tem precedentes e que afeta diretamente a muito popular Igreja Ortodoxa Russa, altamente influente em Kiev.
Desde o início da invasão, vários bispos e padres fiéis a essa Igreja expressaram sua rejeição a Kirill, o patriarca de Moscou e máximo representante dessa instituição religiosa.
Muitos crentes ucranianos até mesmo pararam de orar por ele durante os cultos, símbolo mais forte de desobediência no mundo ortodoxo.
Mas por que esses sinais de revolta são importantes? Quão relevantes são eles no contexto da guerra? E por que a Ucrânia é tão crucial para a Igreja Ortodoxa Russa? Entenda aqui.
Kirill, um aliado de Putin
Atualmente, existem duas grandes comunidades ortodoxas na Ucrânia: a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou (UOC-MP) — que está sob a jurisdição da Igreja Ortodoxa Russa (ROC) — e a Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC).
Esta última foi criada em 2018, após se separar de sua contraparte russa depois de mais de 300 anos vinculada a ela, o que representou um passo importante para quebrar a subordinação religiosa à Rússia.
Mas, de acordo com os últimos dados oficiais, a UOC-MP continua a ser a maior do país, com cerca de 12 mil paróquias. A UOC, por sua vez, tem cerca de 7 mil.
Até antes da invasão, isso significava que a Rússia continuava a exercer uma influência substancial no âmbito espiritual ucraniano.
Isso é ainda mais importante considerando que a Ucrânia tem a terceira maior população ortodoxa do mundo (atrás da Rússia e da Etiópia), de acordo com a Pew Research.
Neste país, 8 em cada 10 adultos (78%) se identificam como ortodoxos.
Mas a agressão liderada por Vladimir Putin — que, aliás, destruiu centenas de igrejas com seus ataques aéreos — chegou a abalar o poder da UOC-MP.
O ponto de ruptura foi desencadeado depois que o patriarca de Moscou, Kirill, não condenou as ações militares. Pelo contrário, ele abençoou as tropas russas e, até agora, não pediu um cessar-fogo.
O máximo representante da Igreja Ortodoxa Russa é um antigo aliado de Putin. Em 2012, por exemplo, ele chamou o governo de Putin de “milagre de Deus”.
“O patriarca russo vê a guerra na Ucrânia como uma espécie de guerra cultural entre uma concepção ocidental de vida e uma concepção oriental”, diz Thomas Bremer, professor de teologia ecumênica e pesquisador da Igreja Ortodoxa Russa na Universidade de Münster, na Alemanha.
De acordo com vários estudiosos, Kirill, como Putin, compartilha uma visão de um “Russkiy Mir” (ou “Mundo Russo”) onde ucranianos e russos são um “mesmo povo”.
Sua missão, então, é reuni-los para enfrentar as ameaças que vêm do exterior.
“Kirill forneceu ideias e ideologia a Putin”, afirma Cyril Hovorun, padre ortodoxo ucraniano que ensina eclesiologia, relações internacionais e ecumenismo na Universidade de Estocolmo.
“Pessoalmente, acho que, sem a contribuição da Igreja Ortodoxa Russa, a guerra teria sido impossível porque ela a justifica. Putin tem essa autoconfiança também porque a Igreja o encorajou”, acrescenta.
Rebelião interna
A atitude de Kirill — e de outros líderes religiosos que o apoiam — gerou uma ampla rejeição entre os crentes ucranianos.
Até mesmo o metropolita Onófrio de Kiev — que representa a UOC-MP na Ucrânia — condenou veementemente as ações russas e apelou diretamente a Putin, pedindo o fim imediato da “guerra fratricida”.
Ele também fez um chamado ao próprio Kirill para ajudar a resolver o conflito.
“É uma rebelião interna, uma fragmentação única da Igreja”, diz Hovorun, da Universidade de Estocolmo.
“Kirill parece ignorar por completo todas as mortes, a destruição. Ele não pronunciou uma única palavra em apoio às vítimas ucranianas”, acrescenta o acadêmico.
Isso fez com que várias dioceses na Ucrânia parassem de orar pelo patriarca, o que é um importante ato de desobediência.
“Geralmente, na liturgia, o mais alto hierarca é mencionado, se ora por ele. Mas muitos pararam de fazê-lo. Vi vídeos na internet onde os padres dizem: ‘ele nos decepcionou e não é mais nosso patriarca, não podemos confiar nele'”, diz Thomas Bremer.
“E esse é um passo muito ousado”, acrescenta.
Esta rebelião cruzou as fronteiras ucranianas e desencadeou uma oposição interna sem precedentes a Kirill na própria Igreja Ortodoxa Russa.
Cerca de 300 padres e diáconos russos assinaram recentemente uma carta aberta intitulada “padres russos pela paz”, pedindo um “cessar-fogo imediato”.
“Pensamos com amargura no abismo que nossos filhos e netos na Rússia e na Ucrânia terão que superar para voltar a ser amigos, respeitar e amar uns aos outros novamente”, diz a carta.
“Toda a Igreja Russa está um pouco abalada. Embora muitos apoiem a guerra, há uma crescente dissidência em relação às políticas de seu patriarca”, explica Cyril Horovun.
“E em outros lugares, nas estruturas da Igreja Russa fora da Rússia, algo semelhante também está acontecendo. Nos países bálticos, por exemplo, eles estão tentando se distanciar de Moscou, expressando sua desconfiança do patriarca”, acrescenta.
Por que a Ucrânia é tão importante?
A Ucrânia não é apenas mais um país no mundo para Vladimir Putin ou para a Igreja Ortodoxa Russa.
A visão dominante do nacionalismo russo é que a Ucrânia é uma nação irmã e, além disso, que é o coração da “nação russa”.
Em particular, a capital Kiev tem um significado espiritual muito importante para os ortodoxos.
Em 2019, Kirill comparou Kiev ao significado de Jerusalém para o cristianismo global, de acordo com a agência de notícias russa Tass.
“É isso mesmo. O que Jerusalém significa para o cristianismo, Kiev significa para a ortodoxia russa”, diz Thomas Bremer.
“A Ucrânia é uma parte muito importante da metodologia russa. Para eles, o país faz parte do seu mito fundador”, explica Cyril Horovun.
Por conta disso, Kirill justificou o que os russos chamam de “operação militar especial” na Ucrânia como uma forma de “salvar” aquele país do mundo ocidental e de seus valores.
Em um de seus sermões, o patriarca destacou que uma das razões do conflito é a suposta oposição de seu povo às “paradas gays”.
“A Igreja de Kirill apresenta a Rússia como defensora dos valores tradicionais e familiares contra o Ocidente supostamente decadente e corrupto que apoia o grupo LGBT e todo tipo de distorção ética”, explica Horovun.
“Para eles, o Ocidente é quase como uma encarnação da força do mal. E Putin também tem essa imagem em mente”, acrescenta.
O que pode acontecer?
Várias dioceses dentro da UOC-MP já expressaram sua intenção de independência da Igreja Ortodoxa Russa.
Alguns querem inclusive convocar um conselho de bispos com o objetivo de tomar uma decisão que caminhe para abandonar sua relação histórica com a instituição liderada por Kirill.
No entanto, de acordo com o serviço ucraniano da BBC, há outros que pedem para manter a “cabeça fria”, apontando que é impossível construir uma nova Igreja durante a guerra.
O que está claro é que, após a invasão, haverá um antes e um depois nas relações entre os ortodoxos russos e ucranianos.
“Se os russos ganharem o controle da Ucrânia, o que é possível, eles terão uma igreja na Ucrânia na qual eles não confiam. Haverá bispos que disseram ‘não confio mais em você'”, observa Thomas Bremer.
“Possivelmente, eles terão que mudar o episcopado e muitos dos bispos. E acredito que muitos padres e fiéis não irão mais à igreja porque não têm mais confiança na ortodoxia russa”, conclui.
Porta-voz do Pentágono menciona relatos de dezenas de milhares de reservistas a caminho da região de Donbass, no leste da Ucrânia. Primeiro-ministro britânico e chanceler austríaco visitam Kiev no 45º dia da guerra.
As movimentações no 45º dia de guerra na Ucrânia, neste sábado (09/04), trouxeram novos elementos que apontam para um combate mais prolongado e violento no sul e no leste da Ucrânia.
O Ministério da Defesa britânico informou que as atividades aéreas das Forças Armadas russas irão se intensificar nessas duas regiões da Ucrânia, que já enfrentam continuado bombardeios aéreos.
Segundo a inteligência britânica, o foco das forças russas, que se retiraram do entorno de Kiev após diversas derrotas para forças ucranianas, é no momento a região de Donbass, no leste, e as cidades de Mariupol e Mykolaiv, no sul do país invadido.
Segundo a inteligência britânica, o objetivo de Moscou de estabelecer um corredor por terra entre a Crimeia e a região de Donbass, porém, "segue sendo frustrado" pelas forças ucranianas.
As Forças Armadas da Ucrânia informaram que os combates na região do Donbass seguem ocorrendo, e que a Rússia está tentando no momento dominar as cidades de Rubishne, Nizhne, Popasna e Novobakhmutivka e obter o controle total da cidade de Mariupol, que está cercada há várias semanas.
Na sexta-feira, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse haver relatos de dezenas de milhares reservistas russos sendo enviados para reforçar as unidades próximas à região de Donbass, após Moscou ter perdido muitos militares ao norte de Kiev.
Previsão de combate "sangrento"
Uma autoridade do Ministério da Defesa dos Estados Unidos afirmou na sexta que milhares de militares russos estão sendo mobilizados próximos de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, e na região de Donbass, onde ele prevê uma luta "violenta, muito sangrenta e muito feia".
Segundo o oficial americano, o número de unidades táticas da Rússia na região da cidade russa de Belgorod, próxima à fronteira e de Kharkiv, subiu de 30 para 40 nos últimos dias. A agência de notícias dpa informou que essas unidades têm cada uma de 600 a mil soldados.
Essa autoridade disse haver indicativos de que a Rússia estaria tentando recrutar mais 60 mil soldados para atuarem na guerra.
Segundo o oficial, é provável que haverá longos e intensos combates na região, pelo fato de tanto a Ucrânia como a Rússia conhecerem bem esse território, após anos de conflitos na área. Suas declarações foram publicadas pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que não divulgou seu nome.
Visita de autoridades europeias
Neste sábado, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, fez uma visita supresa a Kiev para se reunir com o presidente ucraniano, Volodomir Zelenski, que mais cedo já havia recebido também o chanceler federal da Áustria, Karl Nehammer.
Johnson demonstrou apoio à Ucrânia contra o que ele chamou de "campanha bárbara da Rússia" e confirmou o envio de "equipamento militar de alta qualidade" no valor de 100 milhões de libras (R$ 611 milhões) para as forças armadas da Ucrânia. O pacote inclui 120 veículos blindados, mísseis antiaéreos Starstreak, 800 mísseis anti-tanque e munições de precisão.
Johnson é o mais recente líder europeu a visitar Kiev neste fim de semana, após a descoberta, há uma semana, de corpos de civis assassinados em cidades das quais os militares russos tinham acabado de se retirar.
Na sexta-feira, estiveram na capital ucraniana a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell.
Envio de armas das Forças Armadas alemãs "no limite"
A ministra alemã da Defesa, Christine Lambrecht, declarou em uma entrevista publicada neste sábado no jornal Augsburger Allgemeine não ver praticamente nenhuma possibilidade de fornecer à Ucrânia mais armas e equipamentos diretamente dos arsenais militares da Alemanha.
Ela disse que, a fim de manter a capacidade de defesa nacional, fornecimentos futuros para o país invadido teriam que partir da própria indústria armamentista. "Para esse fim, estamos nos coordenando continuamente com a Ucrânia. No caso das entregas a partir dos estoques da Bundeswehr [Forças Armadas alemãs], porém, tenho que ser honesta: nós atingimos um limite", afirmou.
Esse posicionamento da ministra da Defesa vem num momento de aumento da pressão sobre Berlim para que apoie materialmente o país sob invasão. Recentemente, Kiev solicitou a transferência de 100 tanques blindados e outros armamentos.
Arrecadação para refugiados e deslocados
Um esforço de arrecadação realizado neste sábado pela organização Global Citizen, pela ONU e pelo governo do Canadá, que contou com celebridades e músicos como Bono, Elton John e Madonna, levantou 9,1 bilhões de euros para apoiar os refugiados e deslocados internos da Ucrânia. O Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento se comprometeu em oferecer mais 1 bilhão de euros para as pessoas que foram forçadas a deixar suas casas, totalizando 10,1 bilhões de euros (R$ 51 bilhões)
O Ministério das Relações Exteriores da Itália também informou que reabrirá a embaixada do país em Kiev após a Páscoa. "Fomos os últimos a sair de Kiev e estaremos entre os primeiros a voltar", afirmou o ministro Luigi Di Maio. "Ao mesmo tempo, precisamos intensificar a pressão diplomática para trazer Putin à mesa de negociações e obter um cessar-fogo."
O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite sugeriu um possível apoio do PSDB ao MDB no Rio Grande do Sul em troca de uma aliança com a pré-candidata do MDB ao Planalto, a senadora Simone Tebet. As informações são da coluna de Guilherme Amado no Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
De acordo com o colunista, Leite se reuniu com Tebet na quarta-feira (6), em Brasília, e na quinta-feira (7) com o coordenador do plano de governo da senadora, o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (MDB).
Porém, a aliança entre Tebet e Leite não pressupõe que um ou outro seja cabeça de chapa, e o ex-governador disse que está aberto tanto a apoiar Tebet quanto a ser apoiado por ela ao Planalto.
Para que o acordo funcione, Leite precisa conquistar o aval do próprio PSDB, já que o pré-candidato do seu partido é o ex-governador de São Paulo João Doria, que venceu as prévias partidárias em novembro.
Nos últimos dias, tem sido amplamente discutida uma condição neurológica que compromete diretamente as funções da linguagem. Ao pesquisar o conceito da palavra ‘afasia’, será fácil encontrar como definição ‘perda parcial ou total da fala ou da compreensão da linguagem, resultante de lesão cerebral’. Como se trata de uma condição gerada por uma doença de base, prevenir-se da afasia significa prevenir doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e todas as demais que possam gerar esse tipo de sequela.
Na capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), oferta em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) consultas clínicas para a população em geral, bem como acompanhamento dos usuários com quadro hipertensivo ou de diabetes, além de realizar os encaminhamentos para a rede especializada, através do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar Siqueira Campos), quando necessário.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as principais doenças que geram a condição de afasia, mas tumores, doenças inflamatórias, sangramentos do sistema nervoso ou doenças degenerativas, a exemplo da doença de Alzheimer, também podem gerar essa condição.
Conforme orienta o neurologista da SMS, Marcos Aurélio Alves, a forma de prevenção depende da causa, e por isso as maneiras de se prevenir estão diretamente ligadas aos cuidados com cada doença.
“Por exemplo, uma pessoa que teve AVC pode ter como causa a hipertensão ou o uso indiscriminado de tabaco, então o mais indicado é que haja um controle de todos os hábitos ou condições que possam acarretar em moléstias cerebrais. Controlar a pressão arterial e a diabetes, o colesterol, não fumar, evitar o sedentarismo”, orienta.
Sintomas
O diagnóstico de afasia é feito pelo neurologista, porém alguns sintomas podem ser notados pelo próprio paciente ou pessoa próxima. Emissão de frases incompletas, sem sentido, trocas de palavras ou ainda a fala de palavras incompreensíveis estão entre os sintomas mais comuns.
“Afasia não é uma doença, é um sintoma que se traduz como uma dificuldade de linguagem. Pode ser uma dificuldade na emissão da fala ou da compreensão. No primeiro caso é chamada afasia motora e o indivíduo escuta, mas não consegue falar. Quando ocorre o contrário, chamamos de afasia de compreensão”, explica o neurologista.
Acesso ao serviço
A busca por uma melhor qualidade de vida resulta na prevenção de diversas doenças, dentre elas as vasculares. Evitar o tabagismo, praticar atividade física regular, manter uma alimentação saudável são hábitos que reduzem as chances de quadros de hipertensão, diabetes e obesidade, assim como os riscos das doenças de base que podem gerar a afasia.
Usuários residentes em Aracaju podem receber o acompanhamento necessário através das Unidades Básicas de Saúde. Para acesso ao serviço, quem ainda não está vinculado a uma UBS de referência, deve se cadastrar na unidade do bairro, apresentando RG, CPF e comprovante de residência de Aracaju.
A partir desse acesso inicial na unidade básica, o usuário passará por consulta médica e avaliação e, a depender do caso, será encaminhado para os programas e serviços necessários, com acesso à dispensação de medicamentos, realização de exames e consultas na rede especializada.
Prograd convoca estudantes para apuração de denúncias de possíveis irregularidades na autodeclaração de pretos ou pardos (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Sergipe (Prograd/UFS) publicou o edital de convocação extraordinária para apuração de denúncias de possíveis irregularidades na autodeclaração de pretos ou pardos. Foram convocados 13 estudantes de oito cursos dos campi de São Cristóvão e Lagarto. Clique aqui para acessar o Edital Nº 14/2022/Prograd.
Os convocados devem se apresentar no dia 18 de abril na Didática 7 do campus de São Cristóvão para participar do procedimento de heteroidenficação complementar, seguindo os horários especificados no edital.
É recomendado que o aluno compareça ao local com os cabelos naturais, sem a utilização de qualquer tipo de maquiagem, óculos, adornos ou acessórios na cabeça. A Comissão de Heteroidentificação complementar considerará única e exclusivamente o critério fenotípico para aferição da condição declarada pelo discente a uma vaga reservada para pretos e pardos.
As análises serão realizadas em locais adequados, sendo levados em consideração todos os aspectos do Protocolo de Biossegurança da UFS para que os alunos compareçam ao local com segurança, não sejam interpelados por outras pessoas e seja assegurado o respeito à dignidade pessoal, o sigilo e a plena segurança das informações.
O resultado do procedimento presencial de heteroidentificação será publicado no site da Prograd até o dia 25 de abril.
Cid Gomes diz que Ciro está negociando com União Brasil
Cristiane Noberto Correio Braziliense
Terceiro melhor colocado nas pesquisas presidenciais, Ciro Gomes (PDT) poderá repetir a manobra petista em sua campanha. Com a desistência “no momento” de Sergio Moro (União ) na corrida ao Palácio do Planalto, a possibilidade de aliança com membros da terceira via fica cada vez mais evidente. O irmão dele, senador Cid Gomes (PDT-CE), sonha com a junção das forças, especialmente com o União Brasil.
“Nós não temos preconceito em governar com partidos que não tenham a mesma ideologia nossa. Somos capazes de publicamente dizer: estou abrindo mão disso aqui que eu defendo para conciliar com a força política tal que tem uma visão diferente disso. Um pragmatismo puro, aberto, transparente dizer ‘eu abro mão dessa questão’. Mas, aí, o União Brasil vai se aliar ao PDT? Eu acho viabilissímo que o maior partido do Brasil tenha um vice-presidente na chapa”, afirmou Cid Gomes.
CIRO JÁ NEGOCIA – Segundo o senador, Ciro já começou a abrir esse diálogo, citando encontros recentes com o presidente do União, Luciano Bivar e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. O pedetista também almoçou na quarta-feira (6/4) com o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
“Eu acho que a gente tem mais amigos em comum com o PSD. Temos boa relação no Ceará, em Minas, no Rio de Janeiro”, disse. Sobre Bivar, o parlamentar afirmou que o admira “porque é uma pessoa de palavra”. “Finalmente, um político pernambucano com palavra”, afirmou a jornalistas nesta quinta-feira (7/4).
De acordo com Cid Gomes, o ideal seria que todos os partidos que ainda não tem definição de candidato e que compreendem um quadro de que, se ficarem parados, só colaborarão para a polarização. Segundo ele, é preciso enxergar a possibilidade de conciliação e abrir mão de propostas em prol da meta do projeto conjunto, ainda que seja algo estrutural.
BUSCAR APOIO – “Nós somos profissionais, Ciro já foi governador do estado, com experiência. Eu acho que é isso que a gente está precisando fazer. Nós estamos dispostos a participar e buscar apoio”, destacou. Cid continuou dizendo que, prova dessa “capacidade de diálogo” são as alianças que têm no Ceará, que, segundo ele, “inclui desde PT, PCdoB até o Republicanos”.
Ao ser questionado sobre os próximos passos de Ciro Gomes nesse sentido, Cid respondeu sobre uma aliança que “tem tudo a ver com o Ciro”. O senador explicou que a senadora Leila Barros (PDT) será pré-candidata ao governo do Distrito Federal pelo partido e está buscando formar aliança com o senador Reguffe (União) e com o senador Izalci Lucas (PSDB) – ambos também postulantes ao Buriti.
AINDA DÁ TEMPO – Mesmo assim, o parlamentar argumentou que o irmão ainda tem tempo para isso. Até mesmo na possível aliança com o candidato escolhido pelas conversas entre MDB, PSDB, Cidadania e União, que pretendem divulgar um nome no dia 18 de maio, não será a palavra final.
“A política usa o calendário. Você vai começar a definir, mas oficializar só no dia 20 de julho. Se você quiser definir uma coisa hoje, não está valendo. Pode ter certeza que boa parte das definições, menos as que já estão, como PT e PL, só lá para frente. Os outros, a meu ver, só lá na frente”, declarou.
Na avaliação do parlamentar, a exceção seria se os outros partidos bancassem seus candidatos. “Eu acho que todos estão se colocando legitimamente e buscam o feedback da população. Óbvio que dá visibilidade”.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Cid Gomes tem razão. As negociações podem ir até o início de agosto, pois o prazo fatal para realizar convenção é no dia 5, e o registro de candidaturas vai até o dia 15. Portanto, ainda vai passar muita água debaixo da ponte da terceira via, a começar pela indicação do candidato de União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania, em 18 de maio. (C.N.)
Médicos proibiram andar a cavalo, mas Bolsonaro não liga
Carlos Newton
Na sexta-feira, ao fazer campanha no Sul do país, o presidente Jair Bolsonaro voltou a descumprir as ordens médicas, montou num cavalo no rodeio de Londrina e deu uma bela circulada na arena, para se exibir, descumprindo as ordens médicas, que recomendam não praticar atividades que forcem o abdômen, como andar de jet-ski, passear de moto e …andar a cavalo.
É sabido que Bolsonaro tem problemas de aderência na rede implantada na parede de seu abdômen. Ele próprio já revelou que terá de se submeter a mais uma delicada cirurgia. Será a quinta operação, que vai durar várias horas, como ocorreu nas anteriores, em anestesia geral e evidente risco de vida.
Mas Bolsonaro não se importa, desrespeita as ordens médicas e se comporta infantilmente, como se não tivesse problemas de saúde.
Após a cavalgada, Bolsonaro mostra que se ressentiu
TUDO PELA REELEIÇÃO – A equipe de sua campanha, chefiada informalmente pelo filho Carlos Bolsonaro, o Carluxo Zero Dois, também não zela pela saúde do presidente-candidato e faz programações nada recomendáveis, como as infactíveis cavalgadas/jegueadas e motociatas.
Mesmo quando fica em Brasília nos fins de semana, são programados passeios de motocicleta, com paradas para pastel com caldo de cana, frango com farofa e tudo o mais.
É triste assistir a essas cenas e comprovar que se trata de uma família nada cristã, porque a mulher atual e os filhos das esposas anteriores (Zero Um, Zero Dois, Zero Três e Zero Quatro) não demonstram a menor preocupação com a saúde de Bolsonaro. Todos – mulher e filhos – são imediatistas e não lembram que, sem Bolsonaro, a família inteira cairá no ostracismo, porque nenhum deles nada representa e nada pode almejar.
### P.S. – Em eterna campanha para a reeleição, Bolsonaro agora está com a mania de dizer que daria a própria vida para garantir a liberdade dos brasileiros. Mas quem acompanha seus atos percebe que na verdade ele prefere arriscar a vida apenas para se reeleger, num comportamento patético, que mistura irresponsabilidade, ignorância, imaturidade e obsessão pelo poder.(C.N.)
Recebi agora à noite uma matéria referindo-se a " imprensa de oposição.", nada irei responder porque a mim não atinge, isso porque não faço imprensa de oposição, mas imprensa livre, independente que não recebe dinheiro de prefeitura para elogiar adminsitração improba; esse Blog é livre não tem patrocinadores.
Pratico o trabalho da mídia responsável por apurar fatos e levar as informações sobre os acontecimentos locais, regioais nacioais e internacionais para as pessoas, de maneira imparcial e ética.
Vou aproveitar da oportinidade para transcrever uma mensagem do companheiro de imprensa Wanderlei, mensagem essa públicada num grupo que faço parte " Inteligência Brasil Imprensa:
" Amigo primeiro lugar devemos se conscientizar e agir como um PROFISSIONAL, o restante é consequência. Ficar puxando saco de político para receber MIXARIA, faz com que a IMPRENSA seja SEMPRE DESMORALIZADA, pois uma grande maioria dos colegas vivem na MISÉRIA. O RADIALISTA E O JORNALISTA É UM PROFISSIONAL COMO QUALQUER OUTRO PROFISSIONAL QUE TENHA REGISTRO PROFISSIONAL, então não podemos vivermos de viver se humilhando a políticos para receber ESMOLA. EM TEMPO: Também defendo uma tese que as entidades que representam os RADIALISTAS e os JORNALISTAs tem uma grande parcela de culpa dessa desmoralização, pois não são atuante como sindicato de representação das categorias.
Os empresários da comunicação, sabem que a CATEGORIA é desunida, então poucos são os que tem registro em carteira de trabalho, principalmente as emissoras do interior de todo Brasil. Um médico é médico no interior ou na capital, e por que os integrantes da imprensa não tem o mesmo respeito?
A IMPRENSA É UM GRANDE PODER, MAS NÃO SABEMOS USAR ESSE PODER PARA UMA VIDA MAIS DIGNA. (Wanderley Barbosa).
Por unanimidade, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou provimento à apelação interposta pela Fundação Universidade Federal do Maranhão (UFMA), contra a sentença que determinou à Universidade providenciar a contratação de uma professora substituta aprovada em processo seletivo, que já havia tido contrário temporário com outro Órgão.
Segundo o relator, desembargador federal João Batista Moreira, foi considerado na sentença que a professora teve vínculo de contrato temporário com outra instituição de ensino, em período inferior a 24 meses, por isso estava sendo impedida de assumir o cargo. Conforme arts. 1º e 9º, III, da Lei 8.745/1993, é vedada a realização de novo contrato temporário antes de ultrapassado o referido prazo do término do contrato anterior, mesmo que a nova contratação seja realizada por entidade distinta, assim impedindo que a contratação temporária seja prolongada no tempo, tornando-se efetiva, violando a regra do concurso público.
O magistrado declarou que, nessas situações, os tribunais pátrios entendem que inexiste risco de continuidade indefinida do contrato temporário, em violação do art. 37, II, da Constituição Federal. Nesse sentido, o TRF1 defende que, o fato de a professora ter tido vínculo de contrato temporário em outra instituição de ensino, no período inferior a dois anos, não atrai o obstáculo previsto no dispositivo legal referenciado, que trata de nova contratação pela mesma entidade.
Em casos análogos, o TRF1 tem decidido que a restrição do art. 9º, III, da Lei 8.745/1993 é aplicável tão somente para cargos idênticos no mesmo Órgão contratante.
Assim, decidiu o Colegiado, à unanimidade, manter a sentença e negar provimento à apelação e à remessa necessária, nos termos do voto do relator.
O senador e presidente da Comissão de Educação no Senado Federal, Marcelo Castro (MDB-PI), disse nesta sexta-feira (8) que "vai acontecer" a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as denúncias sobre os casos de corrupção no MEC (Ministério da Educação).
"Vai ter CPI. Eu acho que poucas vezes nós vimos fatos tão graves que precisam ser melhor esclarecidos. Em qualquer área da administração pública é preciso que os fatos dessa gravidade sejam esclarecidos, agora você imagina isso na área da educação. Educação é o futuro do país, não é demagogia, frase feita, nós não podemos brincar com recursos públicos, especialmente da educação", afirmou Castro em entrevista à CNN Brasil.
O parlamentar também afirmou que "não tem a menor dúvida" que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), irá instalar a CPI na Casa.
Atualmente, a oposição tenta coletar as assinaturas necessárias para instalar a comissão no Senado. Se o pedido for apresentado à cúpula do Senado, cabe a Pacheco autorizar o funcionamento da investigação após leitura no plenário.
"Se a CPI preenche os requisitos, cabe a ele [Pacheco] determinar a abertura. Eu não tenho a menor dúvida, dado o seu conhecimento, procedimento do nosso presidente [Pacheco], que ele determinará, sem nenhuma dúvida, a abertura da Comissão Parlamentar", opinou Castro.
SOB PRESSÃO, PACHECO DIZ QUE CPI PASSA POR SEU CRIVO
Nesta quinta-feira (7), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, atribuiu para si a avaliação de abrir ou não uma CPI para investigar as suspeitas de corrupção na Educação.
"Os critérios de CPI são assinaturas, o fato determinado, orçamento previsto. Então, quando se exige a existência de fato determinado, há um crivo sim da presidência de se entender se aquele fato determinado deve justificar uma CPI ou não", afirmou Pacheco em entrevista a jornalistas no Senado.
A tentativa da oposição causou um impasse no plenário do Senado, na quinta-feira. A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) diz ter sido vítima de uma fraude ao ter seu nome incluído na lista de assinaturas da CPI. "Isso é uma fraude. Quem fez isso tem que ser expulso desta Casa", declarou.
O presidente do Senado anunciou que abrirá uma investigação para investigar o fato e organizar um novo modelo de coleta de assinaturas na Casa. Nesta semana, Pacheco evitou dar apoio à criação da CPI e defendeu "cautela" em instrumentos do Legislativo que possam virar palanque eleitoral.
MINISTRO DO GOVERNO CLASSIFICA PEDIDO DE CPI COMO 'SINAL DE DESESPERO'
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), criticou nesta sexta-feira e classificou como "sinal de desespero" o pedido para a abertura de uma CPI do MEC.
Sem citar o nome do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que deve ser coordenador da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto, Nogueira disse no Twitter que a abertura de uma CPI é uma "tentativa do coordenador da campanha de Lula de atacar o presidente Bolsonaro, em ano eleitoral".
"O pedido da CPI, apenas com disse-me-disse sem provas, só tem um fato determinado: a tentativa do coordenador da campanha de Lula de atacar o presidente Bolsonaro, em ano eleitoral. Só resta a eles o vale tudo. Sinal de desespero", afirmou o ministro de Bolsonaro. O atual chefe do executivo deve se candidatar à reeleição no pleito deste ano.
CPI PLANEJA INVESTIGAR CASO DE PASTORES NO MEC
No mês passado, os nomes dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura tornaram-se infames devido a seu suposto envolvimento em um caso de propinas e corrupção dentro do Ministério de Educação, quando ainda estava sob comando de Milton Ribeiro. As acusações são de que os pastores faziam pedidos de propina a prefeitos que buscavam verbas para a educação em seus municípios.
O agora ex-ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou, em áudio divulgado pela Folha de S.Paulo, o que o governo federal prioriza a liberação de verbas a prefeituras escolhidas por Santos e Moura. Como informou a reportagem do UOL, o áudio também apontava que o próprio presidente Bolsonaro estaria, possivelmente, envolvido nesse caso.
Ribeiro e os pastores são investigados em um inquérito da PF, aberto no último dia 25 por ordem da ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da PGR (Procuradoria-geral da República). As diligências apuram, a princípio, indícios de corrupção passiva, e tráfico de influência.
Ao prestar depoimento, o ex-ministro, que veio a renunciar do cargo uma semana após as denúncias, confirmou que Bolsonaro lhe pediu para receber o pastor Santos, mas negou "tratamento privilegiado" e a existência de um "gabinete paralelo" na pasta.
"O presidente Jair Bolsonaro realmente pediu para que o pastor Gilmar fosse recebido, porém isso não quer dizer que o mesmo gozasse de tratamento diferenciado ou privilegiado na gestão do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] ou MEC, esclarecendo que, como ministro, recebeu inúmeras autoridades, pois ocupava cargo político", disse o ex-ministro, em um trecho do depoimento.
Além disso, a Comissão de Educação ouviu, na última terça (5), cinco prefeitos que relataram pedidos de propina dos pastores. Um deles, de Bonfinópolis (GO), declarou ter sentido "ânsia de vômito" ao ouvir que teria que pagar R$ 15 mil pela liberação de R$ 7 milhões para a construção de uma escola. Outro prefeito, da cidade de Luís Domingues (MA), afirmou que o grupo pediu 1 kg de ouro, além da propina de R$ 15 mil.
Após o período da janela partidária e com a proximidade do pleito deste ano, as disputas eleitorais nos estados começam a ganhar contornos mais nítidos. Dos 16 governadores que tentarão se reeleger em 2022, oito têm afinidade com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e devem oferecer palanque a ele.
De acordo com o que divulgou o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, além de ter garantido espaço em estados com grandes colégios eleitorais, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, o presidente também tem apoio confirmado pelas regiões do país e, mais importante: distribuiu aliados por vários partidos.
Desde o início das articulações pela reeleição, três siglas do Centrão que ganharam cargos no governo nos últimos anos se colocaram no barco de Bolsonaro: o próprio PL, o Republicanos e o PP. Para além dessa tríade, Bolsonaro também captou apoio em siglas que têm adotado certa independência na atual gestão, como MDB, PSD e União Brasil (decorrente da recente fusão entre PSL e DEM).
Políticos que pretendem disputar a reeleição aos cargos que já ocupam não precisam se desincompatibilizar. A legislação eleitoral só exige isso se o posto a ser disputado for diferente do ocupado. Com isso, os postulantes à reeleição contam com a máquina estatal nas mãos e maior exposição pública que os concorrentes.
A programação dos 83 anos do São Pedro de Capela ainda não foi divulgada (Foto: Instagram)
A tradicional Festa do São Pedro de Capela está confirmada para acontecer este ano. A informação foi passada pela prefeita de Capela, Silvany Mamlak, através das redes sociais. A festa foi suspensa presencialmente por dois anos em virtude da pandemia da Covid-19.
Por enquanto, a programação do São Pedro de Capela ainda não foi divulgada, mas é grande a expectativa do público para o anúncio das bandas. “Então, desavexe! Aproveite esse momento para lembrar aos familiares e amigos que a nossa tradicional festa está de volta! Quero todo mundo aqui, hein?! A “laminha do amor” nos espera! Não tenham dúvida: O São Pedro de Capela é o maior do Brasil!”, diz a nota do município.
por Aisla Vasconcelos com informações da Prefeitura de Capela