quarta-feira, janeiro 12, 2022

O voto e o povo, o candidato e o presidente, após as promessas eleitorais

Publicado em 12 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro – ótima matéria de Dimitrius Dantas, O Globo de terça-feira, procurou rebater as críticas sobre o seu alinhamento político e disse que os eleitores que o levaram à vitória em 2018 sabiam que ele fazia parte do bloco do Centrão. Não é exata a afirmação. Pelo contrário, Bolsonaro elegeu-se anunciando um posicionamento exatamente contrário à ideologia do Centrão, ou melhor,  à fisiologia do centrão, como algo nocivo ao país e à democracia.

As afirmações de agora colocam em destaque a divergência entre o candidato de 2018 e o presidente da República que assumiu em 2019 e repete a política que condenava no poder. Decepcionada, uma parte substancial de eleitores e eleitoras foram atingidos pela vontade de buscar o voto de volta. Mas é tarde. Urnas agora só as de outubro deste ano.

PROGRAMA IDÊNTICO – O fenômeno de arrependimento não é novo. Ocorreu com Dilma Rousseff ao conquistar o seu segundo mandato nas eleições de 2014. Ela acusou Aécio Neves de ter um programa economicamente liberal e contrário aos interesses populares. Entretanto, reeleita passou a colocar em prática programa absolutamente idêntico. Os eleitores também quiseram buscar o voto de volta. É o risco que envolve o povo e o voto.

O risco dos candidatos , uma vez vitoriosos, assumirem na Presidência o comportamento oposto ao anunciado nas campanhas eleitorais existe. O voto e o povo, por sinal, é título de um livro meu publicado em 1966, o qual focaliza a diferença de comportamento político entre os grupos de renda mais alta e os segmentos de renda menor. Mas essa é outra questão.

CAÇA AOS VOTOS – O fato é que temos que reconhecer que na propaganda política ou partidária, os candidatos têm que dizer aquilo que os eleitores e eleitoras querem ouvir. Afinal de contas, os candidatos estão pedindo votos e não se pode pedir alguma coisa quando na formulação que está solicitando contraria de antemão os que estão sendo solicitados a comparecer às urnas.

É um risco democrático, mas não há o que fazer. O caso, entretanto, é de sensibilidade para com os limites do possível já que a política em si é a arte do possível. Por isso, quando uma promessa é flagrantemente exagerada, os eleitores e eleitoras devem desconfiar.

Conforme escrevi recentemente, não foi o caso do ex-juiz Sergio Moro que recebeu o Ministério da Justiça livre de pressões partidárias, acumulando até no seu esquema de atuação o Coaf, ponto profundamente nevrálgico às articulações entre setores políticos, setores administrativos e setores empresariais. Era poder demais e por isso a promessa durou pouco. Moro deveria ter percebido. Mas não o fez.

ARREPENDIMENTO – O presidente Jair Bolsonaro parece ter se arrependido do veto total que aplicou ao projeto que financiava dívidas tributárias de pequenas e microempresas. É o que revela a reportagem de Daniel Giulliano, O Globo de ontem. Tanto assim, que primeiro Bolsonaro admitiu que o seu veto será derrubado. Um fato inédito.

O autor manifesta-se certo de que o Legislativo vai anulá-lo. Assim mostra que não tinha a menor certeza da repercussão de seu ato. O projeto que o governo tenta agora reviver ou aguardar a quebra do veto, permitia o parcelamento de R$ 50 bilhões de dívidas. A quantia é alta, mas a fração relativa ao orçamento é pequena.

VETO – Bolsonaro diz que não pode responder processo por crime de responsabilidade fiscal, e por isso vetou a matéria. Mas depois de conversar com o ministro Paulo Guedes, admitiu a edição de uma portaria para atender a 75% dos pequenos e microempresários. Surpreende o caminho de uma portaria capaz de mudar partes de uma lei.

Portaria é um ato ministerial, as leis e os decretos têm que ser sancionados pelo presidente da República. Só ele pode assinar decretos e reconhecer leis. O presidente da República não pode editar portarias. Trata-se, conforme disse há pouco, de outra escala na administração.

EXPLICAÇÕES DO BC –  O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, publicou na tarde de segunda-feira, a sexta edição de sua carta anual para explicar porque a inflação de 2021 atingiu praticamente o dobro da meta de 5%. Ele diz que o fenômeno inflacionário é mundial, mas esquece que os reajustes aplicados à Selic, que agora está na escala de 9,25% ao ano, voltaram-se para a expectativa de conter a inflação. A primeira meta inflacionária de 2020 para 2021 era de 3,75 %. Depois a meta passou para 5,2% e acabou em 10,6%.

As teorias no papel são uma coisa. Na prática são outras. O papel aceita tudo, agora as telas do computador também. Mas a realidade prevalece. As perspectivas inflacionárias são elevadas, basta dizer que hoje, quarta-feira, sobem novamente os preços da gasolina e do óleo diesel.

DÍVIDA INTERNA –  Os economistas Bruno Funchal e Jeferson Bittencourt, dois integrantes da equipe do ministro Paulo Guedes, em declarações a Manuel Ventura, O Globo de ontem, citaram a alta da dívida interna brasileira como um freio ao avanço do PIB. Eles manifestaram essa opinião no fórum de debates promovido pelo Instituto Millenium, identificando o crescimento da dívida como contrário à retomada econômica do país.

Frisaram que nos últimos dez anos a dívida interna que era de 62% do PIB chegou e hoje encontra-se na escala de 82%. O Produto Interno Bruto, digo, atinge a escala de R$ 6,6 trilhões. Sobre esses R$ 6,6 trilhões incide a taxa Selic de 9,25% ao ano.  O custo da rolagem do endividamento é de R$ 540 bilhões a cada 12 meses, segundo Funchal e Bittencourt.

Quando se fala em percentagem para termos a dimensão correta tem que especificar sobre que número absoluto incide. Era um dos pontos fundamentais defendidos pelo ministro Roberto Campos, avô do atual presidente do Banco Central.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL  – Daniela Amorim e Vinicius Neder, o Estado de S. Paulo de segunda-feira, destacam a retração verificada nos últimos 10 anos pela produção industrial brasileira. Trata-se, disseram, de uma década perdida, sobretudo porque com a inflação alta, a participação industrial no Produto Interno Bruto encolheu 33% e reduziu 800 mil empregos.  Os dados são do IBGE, comentados por André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.

A retração industrial é uma consequência também, a meu ver, da queda do consumo, já que só se produz aquilo que se comercializa, e é assim absorvido pelo mercado nacional. O Estado de S. Paulo, segunda-feira, publica também reportagem de Adriana Fernandes sobre o pensamento de Bruno Funchal e Jeferson Bittencourt a respeito do endividamento interno do país.

Orçamento secreto: deputado destinou R$ 21 milhões à cidade onde seu primo é prefeito

Publicado em 12 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Em casa. Deputado Aelton Freitas (PL-MG) destinou no ano passado R$ 21 milhões do orçamento secreto à cidade de Iturama, cujo prefeito é seu primo Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Deputado Aelton Freitas alega que tem de “jogar para ganhar”

Patrik Camporez
O Globo

O deputado federal Aelton Freitas, secretário-geral do PL em Minas Gerais, destinou no ano passado R$ 21 milhões à cidade de Iturama (MG), cujo prefeito, Cláudio Tomaz Freitas (PSC), é seu primo. O dinheiro é parte do chamado orçamento secreto, pelo qual o governo direciona verbas a locais indicados por parlamentares sem que eles sejam identificados, e seria usado em obras que beneficiariam propriedade da família do deputado. O caso chegou às mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O montante empenhado — separado para ser gasto futuramente— está previsto para sair dos cofres do Ministério do Desenvolvimento Regional, de acordo com documentos da pasta, para promover a “pavimentação” de ruas, “adequação de vias” e a construção de uma “ponte” no município.

EM BENEFÍCIO PRÓPRIO – Parte dessas intervenções, porém, permitiria o melhor escoamento de águas da chuva de um loteamento e de uma chácara da família de Freitas. O asfaltamento facilitaria o acesso ao local.

O deputado admite que, no seu plano inicial, ele próprio seria “beneficiado”. Procurado pelo Globo, Freitas argumentou, contudo, que a medida só configuraria uma irregularidade caso as obras fossem concretizadas, o que, de acordo com ele, não vai mais acontecer.

— A gente sonhava em fazer o que não foi feito, ponto. Foi no ano passado, e eu ainda falei: “se esse asfalto ligar esse ponto àquele, a gente seria ‘beneficiado’”. Mas já ficou claro que não vai ligar, então a família não será beneficiada — alegou.

FAZENDO UM JOGO – Questionado sobre o que achava de usar dinheiro público para financiar empreitadas que poderiam atender a interesses privados, o parlamentar respondeu: “Quando você faz um jogo você pretende ganhar ou perder? Ou joga por jogar?”

O prefeito de Iturama, localizada no Triângulo Mineiro, a 770 quilômetros de Belo Horizonte, confirma que a destinação da fatia do orçamento secreto ao município foi feita por Aelton Freitas e que o deputado possui propriedades na cidade, mas nega que vá usar o dinheiro para atender aos anseios do político:

— Uma coisa eu te falo: não tem nenhum parlamentar sendo beneficiado com isso aqui. Não existe acordo ou qualquer tipo de conversa nesse sentido. O deputado Aelton, a família dele tem propriedade aqui no município. Mas eu gostaria de falar quando sair o projeto. Com o projeto em mãos, essas inverdades caem.

INVESTIGAÇÃO – O caso em questão foi denunciado à Procuradoria da República de Ituiutaba. De posse do material, o procurador Wesley Alves instaurou um procedimento preliminar sigiloso na sexta-feira passada e remeteu o caso à Procuradoria Geral da República, a quem cabe investigar autoridades com foro privilegiado, como Freitas.

Em seu terceiro mandato na Câmara federal, Aelton Freitas compõe o chamado baixo clero, como é conhecido o grupo de parlamentares de menor expressão, que normalmente está distante das articulações mais importantes da Casa, mas sempre presente na distribuição de verbas públicas.


PT precisa aprender com as lições da História política do país a evitar o “já ganhou”

Publicado em 12 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

CHARGE-Menos do PT | PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira

Charge do Fernando Cabral (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

O fato de liderar as pesquisas com folga, inclusive com perspectiva de até vencer no primeiro turno, não é realidade, apenas suposição, porque as eleições são uma caixinha de surpresas e fatos novos podem implodir tudo. Bem, a História demonstra que não se ganha de vésperas as eleições.

O brigadeiro udenista Eduardo Gomes, na década de 50, estava na frente, quando deu uma declaração polêmica sobre marmiteiros, os adversários manipularam sua fala, usaram na campanha e ele perdeu as eleições.

OUTROS EXEMPLOS – Sandra Cavalcanti, liderava as pesquisas com folga até nove meses antes do pleito, foi atacada por todos os outros candidatos e terminou em quarto, atrás de Moreira Franco e Miro Teixeira na eleição vencida por Leonel Brizola em 1982.

Fernando Henrique Cardoso liderava a campanha para prefeitura de São Paulo, disparado, então cometeu o suicídio político de tirar fotos na mesa do prefeito, isso foi usado por Jânio Quadros, que venceu a eleição e colocou desinfetante na cadeira.

Então, Lula e principalmente a sem juízo deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT, precisam calçar as sandálias da humildade, porque ainda não tem nada garantido na sucessão.

MUITA BESTEIRA – O pré-candidatíssimo Lula tem feito muita besteira na campanha. Apoiar ditadores é inaceitável, seja o carrasco da Nicarágua, o tirano da Venezuela ou o invasor da Ucrânia, Sr. Vladimir Putin, eterno líder da Rússia e amiguinho de Donald Trump.

O Brasil é muito grande para se espelhar nos outros países. Não há saída fora da Democracia. Precisamos unir a nação, dividida pelo ódio bolsonarista, com seu negacionismo contra a ciência, o meio ambiente, as artes e a cultura.

Mas o PT não consegue se unir nem mesmo internamente. Agora, um grupo de influentes passou a criticar a possibilidade do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (sem partido), integrar uma chapa presidencial junto ao ex-presidente Lula.

ABAIXO-ASSINADO – Desde o final de setembro está rolando um abaixo-assinado online, em que manifestantes petistas declaram sua insatisfação com as negociações iniciadas pelo próprio Lula com Alckmin.

O abaixo-assinado recebeu o nome de ‘Manifesto Contra a Chapa Lula Alckmin’ e afirma que o ex-tucano “tem uma longa trajetória de combate às posições nacionais, democráticas, populares e desenvolvimentistas”. O ex-governador também é acusado de ter apoiado o “golpe” contra a então presidente Dilma Rousseff.

Entre os líderes que engrossam o coro contra a chapa Lula-Alckmin, destacam-se Rui Falcão e José Genoino – ambos ex-presidentes do PT. Diante dessa situação, recomenda-se aos petistas menos salto alto e mais humildade, porque o povo não é bobo e a terceira via está na cola dos favoritos.

Pesquisa Genial/Quaest mostra que Lula lidera com folga, mas a eleição está indefinida

Publicado em 12 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

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Primeira pesquisa deste ano traz Lula com 51% das intenções 

Deu no Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto para o Planalto no cenário estimulado e, se a eleição fosse hoje, poderia vencer já no primeiro turno, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 12. O petista teria mais votos que a soma de todos os outros pré-candidatos na disputa.

Se as eleições ocorressem hoje, o petista estaria no limite da margem de erro para vencer no primeiro turno. A soma de todos os adversários do ex-presidente é de 41%. Considerando a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima, Lula teria entre 43% e 47% das intenções de voto.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 23% das intenções de voto. Em seguida, vêm Sérgio Moro (Podemos), com 9%; Ciro Gomes (PDT), com 5%; João Doria (PSDB), com 3%; e Simone Tebet (MDB), com 1%.

MAIORIA INDECISA – Os eleitores que preferem “nem Lula, nem Bolsonaro” são 26%, segundo a pesquisa. No levantamento espontâneo, mais da metade dos entrevistados (maioria absoluta) se disse indecisa: 52%.

No segundo turno, o pré-candidato petista vence em todos os cenários. Já Bolsonaro perde em todos os cenários testados: para Lula, Sérgio Moro e Ciro Gomes.

Repetindo o observado em pesquisas de meses anteriores, a maior parte dos entrevistados respondeu que o principal problema do País é a Economia (37%), seguido de saúde/pandemia (28%) e questões sociais (13%). A corrupção ficou em último lugar, com 9%.

OUTROS CENÁRIOS – Entre os que consideram a corrupção como o maior problema do Brasil, Bolsonaro aparece à frente com 36% dos votos, ante 32% de Lula. O petista vence o chefe do Executivo entre os mais preocupados com questões sociais (55% a 15%), Economia (48% a 20%) e saúde/pandemia (44% a 23%).

O levantamento mostra ainda que 80% dos entrevistados desaprovam a forma como o presidente Bolsonaro está lidando com a inflação. 

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2 mil pessoas presencialmente entre os dias 6 e 9 de janeiro. O levantamento foi registrado junto à Justiça Eleitoral e protocolado sob o número br-00075/2022, no dia 6 de janeiro de 2022.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Ao contrário do que aparenta, em tradução simultânea esse levantamento mostra que a eleição está absolutamente indefinida, porque o principal indicador assim demonstra, com 52% de indecisos na chamada pesquisa espontânea, na qual o entrevistador pergunta “em quem vai votar?”, sem apresentar a lista de candidatos. Depois a gente volta, para analisar esses dados com maior profundidade. (C.N.)

Até com o infortúnio dos outros o prefeito de Jeremoabo usa as redes sociais para autopromover-se

 


CAMPANHA JEREMOABO SOLIDÁRIA.

A prefeitura Municipal de Jeremoabo através de seu gestor Derisvaldo José dos Santos, junto com suas secretarias, realizou a CAMPANHA “JEREMOABO SOLIDÁRIA”, para ajudar famílias desabrigadas pelas chuvas na Bahia!
Dentre as doações de alimentos não perecíveis, água, roupas, cobertores, agasalhos e materiais de limpeza e higiene, a campanha conseguiu abastecer um caminhão de donativos que serão enviados à cidade de Mutuípe.
Mais de 450 famílias foram afetadas pelas chuvas em Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá. A prefeitura decretou situação de emergência e está em busca de recursos, junto aos governos estadual e federal, para ajudar as famílias afetadas.

A cidade de Jeremoabo está fazendo a sua parte. Agradecemos a todos os envolvidos e colaboradores nesta campanha solidária.

Secretaria de Assistência Social
Prefeitura de Jeremoabo - O trabalho continua.



Nota da redação deste Blog - Isso é uma Vergonha!!!


Não sei se por ignorância, má fé ou oportunismo, sei apenas que o prefeito e seu conluio

 deveria ter o mínimo de dignidade e não querer autopromover-se as custas do infortúnio dos nossos irmãos baianos atingido pelas cheias.

Essa cooperação, essa doação,  foi um ato de humanidade de todos os jeremoabenses, e não somente do prefeitos e seus aloprados, como tenta demonstrar através da foto, que até num ato de sofrimento usa o símbolo de partido político  11, numa verdadeira atitude desastrosa e politiqueira, dando uma de " Sinhorzinho Malta.

Que me desculpe Sinhorzinho Malta pela comparação.


Mateus 6
2Por essa razão, quando deres um donativo, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Com toda a certeza vos afirmo que eles já receberam o seu galardão. 3Tu, porém, quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita. 4Para que a tua obra de caridade fique em secreto: e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. A oração modelo









Ciro Nogueira admite que terceira via pode ter chance se houver ‘união’ dos candidatos

Publicado em 12 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Os pontos fracos de Lula para 2022, segundo o ex-lulista Ciro Nogueira |  VEJA

Vice de Bolsonaro deve ser de extrema confiança, diz Nogueira

Daniel Gullino
O Globo

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou nesta terça-feira que a chamada terceira via “poderia até ter uma viabilidade” se houvesse uma união entre os candidatos, mas disse que devido à “fragmentação” nesse campo não vê “nenhuma possibilidade” do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estarem no segundo turno das eleições presidenciais.

A terceira via reúne candidatos que rejeitam tanto Lula quanto Bolsonaro, nomes que lideram todas as pesquisas de intenção de votos. Estão nesse grupo Sergio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB), entre outros pré-candidatos.

FRAGMENTAÇÃO — “Há duas candidaturas já consolidadas, isso dá um certo desespero de candidaturas que não estão se viabilizando para tentar essa situação da terceira via. Terceira via poderia até ter uma viabilidade no nosso país se houvesse uma união, mas com essa fragmentação que acontece hoje e com dois candidatos que têm um piso de um terço do eleitorado, não vejo possibilidade nenhuma de não termos Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula no segundo turno” — disse Nogueira, em entrevista à Jovem Pan News.

Na mesma entrevista, o ministro afirmou que o companheiro de chapa na campanha à reeleição de Bolsonaro precisa ser alguém de “extrema-confiança”:

“Eu defendo que a pessoa que seja escolhida pelo presidente, seja uma pessoa de extrema-confiança, que dê tranquilidade para o presidente e não seja uma pessoa que venha trazer insegurança e conflitos no futuro governo”, assinalou.

GRANDES NOMES – Questionado sobre os nomes dos ministros Walter Braga Netto (Defesa) e Tereza Cristina (Agricultura), cotados para o posto de vice, e do dele próprio, Nogueira afirmou que seus colegas são “grandes nomes”, mas que até hoje não houve convite e que a definição só deve ocorrer dentro de alguns meses.

“Esses nomes que você citou são grandes nomes. Mas até hoje o presidente em momento nenhum ou fez algum convite ou fez sondagem, acho que essa escolha nós iremos fazer lá para o mês de abril”, disse o chefe da Casa Civil, que vai deixar o cargo para concorrer à nova eleição ao Senado, ao governo do Piauí ou à Vice-Presidência.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A declaração de Ciro Nogueira está corretíssima. A terceira via tem chance, mas depende da união dos candidatos alternativos, que somente em março, abril ou maio saberemos se ocorrerá. (C.N.)

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