quarta-feira, janeiro 12, 2022

Brasil teve 10,06% de inflação em 2021, a maior em seis anos




Impulsionado por alta de combustíveis, energia e alimentos, índice ficou bem acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central e superou expectativas de analistas.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), encerrou 2021 com uma variação acumulada de 10,06% em 12 meses, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11/01).

É a maior inflação registrada desde 2015, quando o índice fechou o ano a 10,67%. E ficou bem acima dos 4,52% que haviam sido registrados em 2020.

Superando em muito a meta estabelecida pelo Banco Central, de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, a inflação também ficou acima do esperado por analistas.

Em dezembro, os preços aumentaram 0,73% em relação ao mês anterior, o que significa uma leve desaceleração em relação a novembro, quando a variação mensal havia sido de 0,95%.

Itens que mais subiram

O resultado de 2021 como um todo foi influenciado principalmente pelo grupo transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) e o maior impacto (4,19 pontos percentuais) no acumulado do ano. Na sequência vieram habitação (13,05%) e alimentação e bebidas (7,94%).

A alta nos transportes está ligada sobretudo ao preço dos combustíveis, que aumentaram em todos os meses do ano com exceção de abril e dezembro. No acumulado do ano, o preço da gasolina subiu 7,49%, e o do etanol, 62,23%. O IBGE também destacou o aumento de 17,59% nos valores de passagens aéreas.

Na categoria habitação, o principal fator que contribuiu para a alta foi a energia elétrica, cujos preços saltaram 21,21% em meio à crise hídrica e problemas de geração de energia.

Apesar da forte alta registrada em 2021, influenciada por seca e geadas, a alta de alimentos e bebidas foi menor que a do ano anterior (14,09%). Na alimentação no domicílio, os itens que tiveram maior alta foram o café moído (50,24%), a mandioca (48,08%) e o açúcar refinado (47,87%).

Deutsche Welle

Jair Bolsonaro já não encanta mais os militares




Bolsonaro com os comandantes militares

Blog da Denise, do Correio Braziliense, afirma que Presidente começou relação com militares em 2022 com o pé esquerdo

"Militares reconhecem que há insatisfação no alto escalão" com o governo Bolsonaro. A informação é da jornalista Denise Rothenburg, publicada hoje no Correio Braziliense.

Segundo Rothenburg, 'em conversas reservadas', militares afirmam que "a carta de [Antônio] Barra Torres [presidente da Anvisa, cobrando de Bolsonaro provas contra acusação de corrupção] ajuda a equilibrar a imagem dos militares depois da subserviência com que agia Eduardo Pazuello no cargo de ministro da Saúde".

Ainda segundo o Blog da Denise, "Jair Bolsonaro abriu o ano com o pé esquerdo no meio militar. Nestes primeiros dias de 2022, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio, e o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, que é da Marinha, mandaram, cada qual à sua maneira, um duro recado ao presidente Jair Bolsonaro."

E explica: "Paulo Sérgio mandou os militares tomarem vacina e parar de espalhar notícias falsas sobre imunizantes. A carta do diretor da Anvisa, amplamente divulgada no fim de semana, foi a mais dura manifestação de um funcionário de Estado ao presidente da República: agora, ou Bolsonaro manda investigar Barra Torres e a Anvisa, ou se retrata por ter levantado suspeitas sobre o que estaria por trás da insistência por vacinas contra a covid. O presidente, entretanto, não fará nem uma coisa nem outra".

A insatisfação dos militares com o governo, porém, afirma Denise Rothenbur, "não chega ao ponto de migrar para o outro extremo do espectro político. Num segundo turno entre Lula e Bolsonaro, muitos hoje insatisfeitos com o atual presidente da República ficam com Bolsonaro".

Estadão / Estado de Minas

Governo reduz para sete dias isolamento de pessoas com covid




Período, que antes era de 10 dias, pode ser encurtado ainda mais se, ao quinto dia, paciente apresentar um teste PCR ou de antígeno negativo para o coronavírus.

O Ministério da Saúde anunciou no começo da noite desta segunda-feira (10/01) a redução de dez para sete dias no período recomendado de isolamento para infectados com covid-19 que apresentem sintomas leves e moderados.

A nova recomendação foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista coletiva.

Caso não haja mais sintomas no sétimo dia, a pessoa pode sair do isolamento. No entanto, existe a possibilidade de encurtar ainda mais esse período. Se ao final do quinto dia o paciente não tiver sintomas respiratórios, febre e estiver há mais de 24 horas sem usar antitérmicos, poderá realizar um teste de covid-19, PCR ou antígeno. Se o resultado for negativo, a pessoa estará liberada do isolamento. Se o exame der positivo, ela deve permanecer em quarentena até o 10º dia.

Para quem chegar ao sétimo dia ainda com sintomas, a recomendação é manter o isolamento, no mínimo, até o décimo dia e sair apenas quando os sintomas acabarem.

Além disso, mesmo com o teste negativo após o quinto dia, a recomendação é que o paciente não frequente lugares muito movimentados, use máscara, mantenha o distanciamento e evite contato com pessoas vulneráveis ou com comorbidades até o 10º dia.

Estados Unidos e Reino Unido

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, o Ministério da Saúde usou como parâmetro as medidas de isolamento aplicadas nos Estados Unidos (cinco dias, caso não haja mais sintomas) e no Reino Unido (sete dias, comprovado o fim da infecção com um teste negativo).

Na avaliação de Queiroga, a vacinação no Brasil tem avançado a ponto do governo reduzir o período de isolamento.

"Como o Brasil tem avançado muito na campanha de vacinação, em relação ao número de doses de reforço, a população das grandes metrópoles está muito vacinada, podemos vislumbrar um cenário aqui no Brasil mais parecido com o que acontece em países como Reino Unido", destacou o ministro.

Além disso, o governo tem se baseado no número de óbitos, que não têm aumentado na mesma proporção da contaminação pela variante ômicron.

"A ômicron tem causado um número muito maior de casos, mas felizmente não há correspondência com o número de óbitos", ressaltou Queiroga.

Voos afetados

O grande número de casos de covid-19 impulsionados para variante ômicron, juntamente com a disseminação da influenza, fez companhias aéreas brasileiras cancelarem centenas de voos devido à falta de tripulação e pessoal em terra, já que grande parte dos funcionários teve que cumprir isolamento por ter contraído covid-19 ou ter tido contato com pessoas contaminadas. 

Nos Estados Unidos, os sistemas de saúde estão enfrentando escassez de mão de obra.Por isso, alguns hospitais estão permitindo que profissionais da saúde trabalhem mesmo se testarem positivo para covid-19. 

Deutsche Welle

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Daniel Ortega assume quarto mandato consecutivo na Nicarágua




No poder desde 2007 e criticado por perseguir adversários, Ortega terá a esposa como vice-presidente pela segunda vez. No mesmo dia da posse, EUA e UE anunciam novas sanções contra o regime do país.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, tomou posse nesta segunda-feira (10/01) para exercer seu quarto mandato consecutivo à frente da Presidência do país. No total, essa será a quinta gestão de Ortega, que também liderou o país nos anos 1980. É também a segunda que ele conta com a esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente. 

Um dos líderes mais longevos da América Latina e que é regularmente criticado pelo estilo autoritário e por perseguir adversários políticos, Ortega comanda a Nicarágua ininterruptamente desde 2007. Somado o período em que comandou o país nos anos 1980, ele já acumula mais de 25 anos no poder da nação empobrecida da América Central.

No mesmo dia da posse oficial, o líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional foi alvo de sanções dos Estados Unidos e da União Europeia. O bloco de 27 países anunciou que vai estabelecer proibições de altos funcionários da Nicarágua de viajar à UE e congelar os bens deles que estiverem sob jurisdição de qualquer um dos países-membros.

Já os Estados Unidos anunciaram, por meio do Departamento do Tesouro do país, que impôs sanções a seis funcionários nicaraguenses com ligações com o regime de Ortega e de Murillo.

Críticas à eleição de Ortega

Quando Ortega foi novamente eleito, em novembro, o presidente dos EUA, Joe Biden, havia chamado o pleito de "farsa". Na ocasião, as eleições na Nicarágua foram duramente criticadas pela comunidade internacional. A votação também foi criticada pela União Europeia e por grupos internacionais de defesa dos direitos humanos, que descreveram o pleito como uma votação de fachada.

Sete eventuais adversários que poderiam ter representado um sério desafio à reeleição de Ortega foram presos, juntamente com 32 opositores, após uma onda de repressão iniciada pelo governo em junho contra a oposição. Ortega concorreu contra cinco outros candidatos que críticos chamaram de fantoches do regime. 

Nos meses anteriores à eleição na Nicarágua, observadores latino-americanos e internacionais haviam expressado preocupação relativa à repressão de adversários políticos de Ortega, jornalistas e empresários.

No dia da eleição, observadores da UE e da Organização dos Estados Americanos (OEA) foram proibidos de acompanhar o processo eleitoral. Jornalistas estrangeiros também não puderam entrar na Nicarágua.

Quais foram as sanções impostas à Nicarágua?

As sanções internacionais têm como alvo dois dos filhos adultos de Ortega, além da força policial e do órgão eleitoral do país.

Segundo declaração do Conselho Europeu, o filho e a filha de Ortega, que atuam como consultores presidenciais, estão entre sete pessoas visadas por Bruxelas por "sérias violações dos direitos humanos" e "enfraquecer a democracia".

O Secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse em comunicado que, "em conjunto com democracias da comunidade internacional, os Estados Unidos vão continuar apontando para os abusos que estão sendo cometidos pelo regime Ortega-Murillo, e vão implementar ferramentas diplomáticas e econômicas para apoiar a restauração da democracia e o respeito aos direitos humanos na Nicarágua".

Pouco após a eleição, os EUA baniram Ortega e Murillo de entrarem no país.

'Vice-presidente Rosario Murillo é esposa do mandatário da Nicarágua, Daniel Ortega'

As pessoas visadas por sanções americanas incluem o chefe do Estado-maior do Exército, o ministro da Defesa da Nicarágua e os presidentes da fornecedora de telecomunicações Telcor e da empresa estatal de mineração Eniminas.

Segundo o Tesouro americano, todas as participações e propriedades das pessoas citadas serão bloqueadas nos EUA. O Departamento de Estado americano, segundo Blinken, também afirmou estar tomando providência para impor restrições de vistos a 116 pessoas acusadas de enfraquecer a democracia na Nicarágua. A medida deverá afetar alguns prefeitos, promotores e membros da polícia, funcionários do sistema carcerário e oficiais militares, impedindo-os de entrar nos Estados Unidos.

"Os Estados Unidos e nossos parceiros estão enviando uma mensagem clara ao presidente Ortega, à vice-presidente Murillo e ao seu círculo íntimo, de que continuamos ao lado do povo da Nicarágua em seus pedidos pela libertação imediata desses presos políticos e de um retorno à democracia", diz comunicado do Tesouro americano.

Mais de 40 opositores, jornalistas e críticos do governo foram detidos entre junho e dezembro de 2021 no país, incluindo os sete potenciais rivais de Ortega nas eleições de novembro.

A este grupo, somam-se outras 120 pessoas que estão presas por participar de protestos em 2018, cuja repressão deixou 355 mortos e mais de cem mil exilados, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Longa gestão à frente

Ortega, que está no poder desde janeiro de 2007, foi empossado para governar até 2027. Ao longo do discurso proferido diante do chefe da Assembleia Nacional, Gustavo Porras, Ortega chegou a alfinetar os Estados Unidos e UE devido às sanções impostas a ele e a instituições na Nicarágua.

A posse ocorreu em cerimônia oficial na Praça da Revolução de Manágua, na presença dos presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel; Venezuela, Nicolás Maduro; e Honduras, Juan Orlando Hernández; além de representantes internacionais de China, Irã e Rússia, entre outros.

O ex-guerrilheiro sandinista de 76 anos, que governa a Nicarágua sem contrapesos desde 2012, completa 15 anos consecutivos no poder, depois de liderar uma junta governamental de 1979 a 1985 e de presidir pela primeira vez o país de 1985 a 1990.

Ortega poderá permanecer no poder até janeiro de 2027 e ficar 20 anos consecutivos no poder, um caso sem precedentes na história recente da Nicarágua e da América Latina.

Deutsche Welle

Boris Johnson teria promovido festa durante confinamento




Secretário do primeiro-ministro britânico enviou e-mail em maio de 2020 para cerca de 100 funcionários convidando para confraternização na residência oficial do governo. Mensagem veio à tona agora, causando alvoroço.

Após uma nova revelação embaraçosa feita pela imprensa do Reino Unido, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, poderá ser investigado devido a uma festa em Downing Street, residência oficial do governo, em maio de 2020, em pleno confinamento para conter a disseminação da covid-19.

De acordo com a emissora ITV, na época, o secretário particular do primeiro-ministro, Martin Reynolds, enviou um e-mail para cerca de 100 funcionários convidando-os para, "depois de um período incrivelmente atarefado", a "aproveitar o bom tempo" tomando bebidas "com distanciamento social" nos jardins da residência oficial do chefe do governo. "Juntem-se a nós a partir das 18h e tragam as próprias bebidas", indicava a mensagem.

A Polícia Metropolitana confirmou na noite de segunda-feira "estar em contato" com o governo sobre este assunto, que pode ser objeto de uma investigação por violação das regras de saúde pública.

Segundo vários meios de comunicação, a festa contou com a presença de cerca de 40 pessoas, entre elas Johnson e a esposa, Carrie. Na época, as interações sociais eram fortemente limitadas no Reino Unido.

Em maio de 2020, segundo regras impostas pelo próprio governo britânico, bares e restaurantes estavam fechados e só era possível encontrar uma pessoa de outro agregado familiar em local público ao ar livre, e com a condição de distanciamento de dois metros.

Golpe na imagem de Johnson

A nova revelação é mais um golpe na imagem de Johnson. No mês passado, uma foto publicada pelo jornal The Guardian provocou críticas à conduta pessoal do primeiro-ministro durante a pandemia. A imagem mostra Johnson reunido com funcionários do governo britânico em Downing Street, degustando pizza, queijos, vinho e outras bebidas, também em maio de 2020. Além disso, Johnson ta,bém tem que lidar com a notícia de uma festa de Natal organizada em dezembro de 2020 por funcionários do governo britânico. As revelações deram origem à abertura de um inquérito interno que a mídia batizou de "partygate".

Quando a foto foi divulgada, o governo se defendeu afirmando que as regras tinham sido respeitadas e que o encontro era justificado porque se realizara em local de trabalho. Agora, porém, o e-mail que veio a público deixa claro que a festa em questão se tratou de mera socialização.

"Posso entender que as pessoas estejam chateadas e irritadas com estas alegações", afirmou nesta terça-feira (11/01) o secretário de Estado da Saúde, Ed Argar, à estação SkyNews. Ele disse que um inquérito interno em curso vai "determinar os fatos por trás destas alegações".

Críticas da oposição e da mídia

O líder do Partido Trabalhista, a principal força da oposição, Keir Starmer, urgiu o primeiro-ministro a assumir responsabilidades.

"Boris Johnson, suas manobras e distrações são absurdas. Não só sabia das festas em Downing Street, como também as frequentava. Pare de mentir ao povo britânico. Está hora de finalmente ser honesto", afirmou.

A oposição também acusou Johnson de mentir ao parlamento e ao público. "Isso se encaixa no padrão de esconder a verdade e depois começar a mentir quando as coisas forem divulgadas", disse a política trabalhista Emily Thornberry à BBC.

O parlamentar da oposição Ed Miliband questionou na emissora SkyNews se Johnson ainda seria capaz de liderar o país durante a pandemia. "Como ele pode fazer as pessoas seguirem os conselhos de saúde do governo quando ele mesmo quebra as regras tão descaradamente?", perguntou Miliband.

A mídia britânica também reagiu ao caso. "Esta é a pior exposição que o primeiro-ministro já experimentou [...]. Não há explicação. Não há como se distanciar", disse o jornal The Guardian, citando um membro do gabinete. "Sua única salvação seria se o público não se importasse mais".

"Basta, Boris! Acabe com esse Party-Gate agora", escreveu o Daily Express, que geralmente apoia o governo conservador.

Deutsche Welle

Apocalypse Now!




Por Pedro Valls Feu Rosa* (foto)

Quem não se lembra do filme “Apocalypse Now”, um clássico dirigido por Francis Ford Coppola retratando a Guerra do Vietnã? Nela, o exército norte-americano lutou ferozmente durante dez longos anos, perdendo 58.198 soldados. Enquanto isso, só no ano de 2003, o pacífico Brasil perdeu 51.043 filhos assassinados pelas suas ruas.

Há também a Segunda Guerra Mundial, reputada o maior conflito da história. Nesta guerra, que durou uns cinco anos, os Estados Unidos perderam 291.557 soldados em combate. Enquanto isso, entre 2002 e 2006, 243.232 brasileiros morreram assassinados em nossas cidades.

E que dizermos da Primeira Guerra Mundial? Em uns quatro anos de conflito, 53.402 soldados norte-americanos foram mortos em combate. Enquanto isso, só no ano de 2005, a população brasileira assistiu a 47.578 homicídios!

Verifiquei quantos soldados norte-americanos morreram em combate na Guerra do México, Guerra Hispano-Americana, I Guerra Mundial, II Guerra Mundial, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo, Guerra do Iraque e Guerra do Afeganistão. Cheguei a 666.056 baixas ao término de uns 34 anos de batalhas terríveis. Enquanto isso, em apenas 16 anos (1990 a 2006), 697.668 civis brasileiros morreram assassinados no Brasil.

Constatei algo assustador: o Exército dos EUA, em guerra, perde uma média de 53,67 soldados por dia. Já o Brasil, em paz, perde 119,46 habitantes assassinados por dia – mais do que o dobro!

Descobri que nos cerca de cinco anos da Segunda Guerra Mundial, a pior de todos os tempos, o número de soldados mortos em combate dos exércitos da Bélgica, Bulgária, Canadá, Tchecoslováquia, Dinamarca, Grécia, Holanda, Noruega, Austrália, Índia, Nova Zelândia e África do Sul somados foi de 166.914. Nós não precisamos de cinco anos de guerra para tanto – só entre 2000 e 2003 assassinamos 193.925 compatriotas!

Durante aqueles cinco anos de guerra a França, invadida pelos nazistas, perdeu 201.568 soldados. A Itália, sob Mussolini, 149.496. E o Brasil, durante cinco anos de paz e sossego (2001 a 2005), viu serem brutalmente assassinados 244.471 civis.

Escrevi as linhas acima em 2009. Mês passado li nos jornais que o Brasil registrou mais mortes violentas entre 2011 e 2015 que a Síria, um país em guerra. Que vergonha, instituições brasileiras! Que vergonha!

*Pedro Valls Feu Rosa é desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Diário do Poder

Bolsonaro se desanima e avisa que nenhuma reforma será aprovada em 2022

 




Presidente afirmou que gostaria que a reforma administrativa avançasse, mas disse que parlamentares deixam de aprovar textos polêmicos em anos eleitorais

O presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou, nessa segunda-feira (10/1), que acredita ser improvável que alguma das principais reformas econômicas que tramitam no Congresso Nacional sejam aprovadas este ano.

Em entrevista à "Jovem Pan", o presidente afirmou que gostaria que a reforma administrativa avançasse, mas disse que os parlamentares deixam de aprovar reformas polêmicas em anos eleitorais pois não desejam pagar o preço da aprovação de textos polêmicos.

"A gente gostaria que a reforma administrativa avançasse. Mas eu tenho 7 mandatos de deputado federal e nesses anos que têm eleição para presidente, senadores e deputado, são anos difíceis, não tem negociação. O parlamentar no final das contas vê onde vai pagar o preço daquele voto contrário ou favorável a tal proposta", afirmou o presidente.

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa precisaria de, no mínimo, 308 votos favoráveis, em dois turnos, para ser aprovada na Câmara dos Deputados. Depois, vai ao Senado, onde precisa ter, no mínimo, 49 votos, também em dois turnos, para, então, ser promulgada.

O governo também vivia a expectativa pela aprovação da reforma tributária, já enviada para o Congresso. Outra reforma parada é a do Imposto de Renda, travada no Senado.

Bolsonaro diz que em ano eleitoral muitas coisas são deixadas de lado em nome da boa imagem dos parlamentares.

"Agora, é isso aí, é ano eleitoral, pouquíssima coisa anda. A gente espera que o que esteja no parlamento no momento, já tenha aprovado em uma das duas casas, prossiga. Novas propostas eu acho muito difícil. Agora, a economia eu acho que vai, podia ir melhor com algumas reformas, mas eu acho que terminaremos o corrente ano com números positivos para o nosso PIB", diz.

Estadão / Estado de Minas

Análise: moído por almirante, Bolsonaro deveria se retratar ou renunciar de vergonha




No Brasil, especialmente neste desgoverno miserável, escândalos e vexames políticos se sucedem como a noite e o dia. Mal termina um, e lá vem o outro. Às vezes, não respeitam nem mesmo as 24 horas do relógio e eclodem em um mesmo turno.

Para piorar, por aqui, tudo passa. Mesmo que demore, passa. Vejam Lula — o meliante de São Bernardo — e seu bando, o PT. Criaram o mensalão e mesmo assim ficaram no Poder durante anos, após o esquema de compra de votos ser descoberto.

Daí, veio a Dona Doida — Dilma Rousseff — e nos brindou com o petrolão. Mas, tudo certo! Foi reeleita. Hoje, apesar de tudo o que fizeram de mal ao país, o lulopetismo segue firme e favorito para retomar o poder em 2023, depois da hecatombe bolsonarista.

Bolsonero

Jair Bolsonaro — o verdugo do Planalto — é uma fábrica de escândalos, vexames e ‘merdas’ ambulante. De vez em quando, as fezes biológicas não saem, é verdade, e o idiota tem de desemtupir no hospital, mas as faladas… ôxe! Essas não cessam nunca.

Dias atrás, em mais um de seus virulentos e falsos ataques contra as vacinas, o amigão do Queiroz acusou, veladamente, a Anvisa de corrupção. Indignado, seu presidente, um militar reformado, o Almirante Barra Torres, publicamente desafiou Bolsonaro a provar.

Numa carta direta, clara e cristalina, de forma brilhante, o presidente da Anvisa desnudou o ser (asqueroso), o pensamento (tosco) e a conduta (abjeta) que identificam o presidente da República. Uma humilhação pública raras vezes vistas na história.

Cartas

Aliás, cartas se tornaram um instrumento de tortura para Bolsonaro. Primeiro, foi a carta de “arrego”, de rendição à sanha golpista, escrita por Michel Temer e assinada pelo maridão da “Micheque”, em que o mesmo rastejou aos pés do Ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Agora, vem essa maravilha do presidente da Anvisa. Um pá de cal definitiva sobre a cabeça oca e imoral do patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias. O idiota irá pensar duas vezes, daqui em diante, antes de acusar levianamente alguém.

Bolsonaro, se tivesse um pingo de vergonha na cara — e não tem! —, pediria desculpas ao militar pela acusação infundada. No limite, faria como os orientais, após vexames públicos, e (politicamente) cometeria suicídio; renunciaria. De novo: seria preciso vergonha.

Mas, na lama em que chafurdam os bolsonaristas, nada é tão grave que não tratem como brincadeirinha de verão. Ou melhor: nenhum escândalo é tão grave que não o tratem como tratam suas rachadinhas e seus amigos milicianos.

Correio Braziliense / Daynews

Bundestag só aceitará deputados vacinados e testados




Parlamento alemão fecha cerco a entrada de deputados não vacinados no plenário. Parlamentares de ultradireita próximos de grupos negacionistas criticam novas medidas.

A partir desta quarta-feira (12/01), os deputados alemães só poderão acessar os edifícios do Bundestag, o Parlamento alemão, se comprovarem a regra 2G plus. Isso significa que só será autorizado a comparecer ao plenário quem tiver tomado as duas doses da vacina contra covid-19 (geimpft) ou quem estiver recuperado da doença e já tiver recebido uma dose do imunizante (genesen). Além disso, em ambos os casos, será obrigatório apresentar um teste negativo de coronavírus recente.

Só estará livre de apresentar um teste negativo quem tiver recebido a dose de reforço. Também será exigido o uso de máscaras PFF2 no interior do prédio - simples máscaras cirúrgicas não serão mais aceitas. Elas podem ser retiradas para discursos no plenário. 

As novas regras foram informadas aos parlamentares em carta do diretor do Bundestag, Lorenz Müller. A base legal para os novos regulamentos é uma ordem geral do presidente do Bundestag, Bärbel Bas.

Lorenz explicou que o crescente número de casos de covid-19 na Alemanha e a disseminação da variante ômicron também representam um "risco crescente de infecção" para os membros do Parlamento. "É por isso que as medidas para proteger a funcionalidade do Bundestag devem ser expandidas ainda mais", escreveu na carta aos deputados.

Críticas da ultradireita

Os membros que não cumprirem as normas só poderão assistir às sessões plenárias a partir da galeria dos visitantes. Mesmo para isso, porém, terão que apresentar um teste negativo recente. Autotestes feitos em casa, vendidos nas farmácias ou supermercados, não serão aceitos.

Nos últimos meses, vários parlamentares dopartido de ultradireita Alternativa para Alemanha (AfD) que criticavam as vacinas só puderam acompanhar as sessões da tribuna dos visitantes devido aos regulamentos, que agora são ainda mais restritivos. 

"Vemos com as restrições cada vez mais novas e cada vez mais amplas no Bundestag alemão que o mandato livre dos deputados é restrito", criticou a líder da AfD, Alice Weidel.  Para ela, as medidas são "desproporcionais", motivo pelo qual o partido "considera tomar medidas legais".

As novas regras significam que "grande parte dos parlamentares da AfD estão excluídos de atuar no plenário", criticou o assessor jurídico da legenda, Stephan Brandner.

"Esta ordem carece de qualquer proporcionalidade e equivale a uma vacinação obrigatória ou mesmo exclusão deliberada de deputados", acrescentou.

De acordo com Brandner, sob o disfarce do coronavírus, as pessoas foram mais uma vez "restringidas em seus direitos".

Nos últimos meses, a AfD tem mantido relações próximas com grupos negacionistas da pandemia e muitos casos deputados da legenda tomaram parte em protestos contra medidas de restrição.

Casos em alta na Alemanha

O Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental para o controle e prevenção de doenças, relatou novamente nesta terça-feira um aumento na incidência nacional de casos de covid-19 em sete dias.

Atualmente, são 387,9 infectados a cada 100.000 habitantes em uma semana – no dia anterior, eram 375,7. Há uma semana, a incidência nacional era de 239,9.

As autoridades de saúde da Alemanha relataram nesta terça-feira 45.690 novas infecções por coronavírus e 322 mortes em 24 horas.

No total, o país já registra oficialmente 7.581.381 casos de covid-19 e 114.351 devido à doença desde o começo da pandemia.

Deutsche Welle

Capitólio cabloco - Editorial




Forças Armadas se previnem contra o risco de Bolsonaro querer emular Trump se perder a eleição

No dia 6 passado, completou-se um ano do infame episódio em que manifestantes incitados pelo então presidente Donald Trump invadiram o Capitólio em Washington, o mais sagrado templo da democracia norte-americana.

Além do rastro de destruição e das cinco mortes ocorridas, o episódio gerou uma ampla investigação para localizar e punir seus perpetradores. No futuro, Trump pode vir a engrossar a lista.

O que faziam os bárbaros? Buscavam inviabilizar a sessão do Congresso que ratificaria a vitória do democrata Joe Biden sobre o republicano, no novembro anterior.

Além de toda a retórica incendiária de que o pleito havia sido fraudado, refutada de ação em ação, Trump montou um palanque em frente à Casa Branca e reuniu suas hordas para criticar até seu vice, Mike Pence, presente à sessão.

A sedição proposta virou um roteiro para o bolsonarismo, um filhote bastardo do trumpismo. O presidente do Brasil nunca escondeu sua admiração pelo americano, disse sem provas que a eleição nos EUA havia sido roubada e que o Capitólio poderia se repetir aqui.

Parte significativa do entorno que ajudou a gestar Trump, a começar pelo ex-assessor Steve Bannon, é frequentadora dos ambientes reais e virtuais do clã presidencial —o filho Eduardo estava em Washington no dia da invasão.

Como a cruzada de Jair Bolsonaro contra a urna eletrônica e a crise institucional levada ao paroxismo no 7 de Setembro provam, não terá sido por falta de aviso se o país tiver de enfrentar uma turbulência análoga à americana neste 2022.

Se Bolsonaro parece mais domesticado após ter aderido ao centrão para salvar seu governo, é ocioso dizer que sua posição frágil em pesquisas sugere uma radicalização no decorrer da campanha.

Até as Forças Armadas, que o presidente vê como um de seus esteios, já perceberam isso. Como mostrou esta Folha, o Exército decidiu adiantar o cronograma de todos seus 67 exercícios militares do ano.

Eles deverão acabar até setembro, liberando a tropa para eventualidades a seguir. Generais minimizam o risco de uma versão cabocla do Capitólio e falam mais em risco de confrontos na polarização, mas o fantasma está posto.

Ele pode se materializar de várias formas, como numa negativa do presidente de intervir em um conflito estadual, já que o emprego dos fardados é sua prerrogativa. Isso poderia levar a uma judicialização inédita da questão, com consequências institucionais funestas.

Após passarem três anos negando aventuras golpistas do chefe cujo governo ajudaram a montar, é alvissareira a sinalização militar. Espera-se que ela se mantenha firme e na linha da constitucionalidade.

Folha de São Paulo

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