terça-feira, janeiro 11, 2022

Erros de Bolsonaro preocupam seus aliados, que estão temendo o crescimento da terceira via

Publicado em 11 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Essa história de terceira via foi um conto de fadas', diz professor da UFRJ sobre cenário político - Brasil 247

Ciro, Moro e Doria são os mais cotados para a terceira via

Hanrrikson de Andrade e Luciana Amaral
Do UOL, em Brasília

Na avaliação de aliados do presidente Jair Bolsonaro, os cenários conturbados nas áreas social, econômica, política e sanitária do país têm potencial para aproximar a população a um nome da chamada “terceira via” — nem Bolsonaro nem Lula.

A maior preocupação entre os apoiadores do presidente é a possibilidade da transferência de votos ao campo da direita mais moderada no primeiro turno — com destaque ao pré-candidato do Podemos, Sergio Moro, ex-juiz federal, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro e um dos principais personagens da Operação Lava Jato.

DIVISÃO NA DIREITA – Nesse caso, eleitores que confiaram em Bolsonaro em 2018, mas que reprovam posições pessoais do governante e/ou estariam insatisfeitos com o clima de polarização, buscariam ser representados por outro nome da direita.

Para políticos ouvidos pela reportagem, os próximos meses revelarão o quanto Moro vai despontar ou naufragar na corrida ao Planalto.

Se o ex-juiz federal crescer demais e, ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), roubar votos antes concentrados em Bolsonaro, tal desenho pode até mesmo favorecer uma eventual vitória de Lula no primeiro turno, embora acreditem que a possibilidade seja remota.

SEGUNDO TURNO – O que deixa os aliados do atual presidente um pouco mais tranquilos é a aposta de que, num segundo turno entre Bolsonaro e Lula, em tese, dificilmente quem votou em Moro votaria no petista, que teve a prisão ordenada pelo então juiz antes das eleições de 2018.

Um parlamentar chegou a classificar os eventuais votos de Moro a serem transferidos para Bolsonaro num hipotético segundo turno como “colchão de proteção” e “poupança”.

Contudo, os aliados de Bolsonaro não descartam que haja uma migração de votos para Lula por parte do eleitorado que, mesmo discordando de condutas do PT no passado, estaria disposto a “perdoar” o ex-presidente por rejeitar ainda mais as posturas de Bolsonaro, especialmente na pandemia. Em todo caso, resta esperar saber o que falará mais alto: se o antipetismo ou o antibolsonarismo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Interessante e importante a análise dos repórteres do Portal UOL. Mostra que a eleição está longe de ser decidida. Sabe-se que a candidatura de Bolsonaro não está obtendo a resposta esperada, enquanto Lula da Silva permanece estacionário. Essa conjuntura favorece o crescimento de uma opção da terceira via (leia-se: Sérgio Moro, Ciro Gomes ou João Doria, não necessariamente nesta ordem). Dória e Moro já concordaram em se unir em torno do candidato alternativo que tiver mais chance. Só falta Ciro Gomes entrar nesse embalo para tornar viável e altamente competitiva a terceira via. Por enquanto, Ciro bate desesperadamente em Moro, buscando votos que não surgem. Espertamente, Moro não reage e segue em frente. Sabe que no futuro pode herdar os votos de Ciro. O jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, revela que o líder do 
grupo Uninter, empresário paranaense Wilson Piclere, maior doador privado de Bolsonaro em 2018, com R$ 800 mil, já pulou do barco. Está ajudando na coordenação de campanha de Moro no Paraná. Bem, este é o quadro atual, mas ainda falta muito tempo. Será uma eleição eletrizante. (C.N.)  

Líderes de PT e MDB confirmam que Kassab faz jogo duro porque quer ser vice de Lula

Publicado em 11 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Lula vai entrar na negociação para aproximar Kassab e Haddad | Lauro Jardim  - O Globo

Estratégia de Kassab é abalar a terceira via e ser vice de Lula

Deu no Painel
Folha

Lideranças do MDB e do PT dizem que Gilberto Kassab, presidente do PSD, está fazendo jogo duro ao declarar que a sigla levará até o final sua candidatura presidencial porque ele mesmo quer ser o vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevistas, porém, o ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) e de Michel Temer (MDB) tem dito que não apoiará o ex-presidente ou qualquer outro concorrente no primeiro turno. Kassab afirma ao Painel que não haverá mudança de rota e que o PSD terá, sim, candidato próprio.

DESPISTE – Em 21 de dezembro, Kassab disse à Folha que já informou a Lula que não o apoiará no 1º turno e reafirmou sua escolha pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG).

“Um partido que se apresenta como moderno e de centro não pode neste momento cometer o equívoco de pender para um lado. Somos centro. Essa diretriz é fruto de muita conversa, com uns querendo pender mais para a esquerda, outros mais para a direita”, disse o dirigente na entrevista.

A líderes partidários que têm perguntado sobre o tema, Kassab tem dito, inclusive, que seria desmoralizador para ele e para o partido se ele desse uma guinada depois de negativas tão categóricas a aliados e em entrevistas.

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ESTA INFORMAÇÃO ERA EXCLUSIVA DA TRIBUNA
Carlos Newton

Agradecemos aos colegas da coluna Painel (Guilherme Seto, Fabio Serapião e Matheus Teixeira), por confirmarem a informação sobre a criativa estratégia de Gilberto Kassab, que desde novembro vem sendo dada pela Tribuna da Internet, sempre com absoluta exclusividade.

No dia 3 de novembro, sob o título “Kassab age como agente infiltrado para destruir a terceira via e beneficiar a polarização”, publicamos artigo sobre as artimanhas do presidente do PSD, que foi o primeiro dirigente partidário a se encontrar com Lula para negociar aliança na eleição, mas depois do encontro passou a dizer que não houve acordo e iria lançar candidato próprio.

Em seguida, Kassab conseguiu cooptar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que era do DEM e aceitou se filiar ao PSD e se declarar candidato à Presidência, para ganhar visibilidade e depois se candidatar ao governo de Minas Gerais, com chances concretas de vitória.

JOGO DUPLO – Neste artigo de 3 de novembro, publicamos a seguinte reflexão: “No meu fraco modo de pensar, a maior ameaça à terceira via hoje parte de Gilberto Kassab, presidente do PSD, inventor da candidatura do senador Rodrigo Pacheco, que já abandonou o DEM e assinou a nova filiação.

Kassab está cansado de saber que Pacheco não tem condições de vencer a eleição, mas seria forte candidato ao governo de Minas, que virou uma espécie de terra de ninguém.

A meu ver, Gilberto Kassab está fazendo um jogo duplo e seu interesse é tumultuar a terceira via, para garantir a vitória de Lula ou Bolsonaro, qualquer um deles lhe servirá como uma luva”.

VICE DE LULA – Depois, em 15 de dezembro, publicamos o seguinte comentário sobre ardilosas declarações do presidente do PSD à revista Carta Capital, dizendo que “o favorito é Lula, e Bolsonaro está em queda livre”. Nosso texto informava o seguinte:

“Muita conversa fiada de Gilberto Kassab, para esconder o que exatamente está pretendendo. Fundador, presidente e dono do PSD, o sonho de Kassab é ser vice de Lula, que já vai para 77 anos, tem saúde precária e continua bebendo em doses industriais. Kassab lançou Rodrigo Pacheco só para lhe dar visibilidade, porque o presidente do Senado sonha em ser governador de Minas e se compara a Juscelino Kubitschek, vejam a que ponto essa gente chega…

O problema é que Lula não quer Kassab de vice, por causa da ficha suja. Seriam dois fichas sujas numa só chapa, e assim não há quem aguente”.

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P.S. –
 Agora os colegas da Folha trazem essa esclarecedora informação, assinalando: “Lideranças do MDB e do PT dizem que Gilberto Kassab, presidente do PSD, está fazendo jogo duro ao declarar que a sigla levará até o final sua candidatura presidencial porque ele mesmo quer ser o vice de Luiz Inácio Lula da Silva”.  E nós aqui, no QG da Tribuna, podemos adiantar que esse sonho de Kassab não se concretizará. Lula precisa desesperadamente de Geraldo Alckmin para conquistar o centro (a maioria silenciosa do eleitorado) e voltar ao Planalto. O problema é que agora Alckmin se tornou favorito para governador de São Paulo, um cargo muito mais importante do que a Vice-Presidência. (C.N.)

Pré-campanha de Lula coleciona erros, mas só agora seus adversários estão percebendo

Publicado em 11 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET | TRF-4 nega recurso que questionava a legalidade de  provas no caso do Instituto Lula

Lula e o PT defendem teses que podem lhe tirar muitos votos

Deu na Coluna do Estadão

Poucos militantes no PT e entre os devotos de Lula têm coragem de admitir, mas, apesar da liderança folgada nas pesquisas, o calejado ex-presidente petista vem cometendo, sim, erros táticos na condução de sua pré-campanha e revelando fragilidades e inconsistências de sua agenda.

Do elogio a ditaduras, passando pelo controle da imprensa, até chegar à mais recente das derrapadas, a revisão da reforma trabalhista dos anos Temer, Lula abre flancos para adversários e assusta aliados e potenciais aliados.

TREINADOR RUIM – Um deles, em conversa com a Coluna, fez uma analogia futebolística, bem ao gosto do ex-presidente, para resumir o quadro: Lula é um treinador das antigas comandando um elenco de nível Série B.

Mesmo sem entrar no mérito da proposta, o “revogaço” das reformas foi considerado um erro estratégico primário para uma pré-campanha: 1) a discussão é inoportuna, prematura; 2) não agrega apoios e só fideliza os que Lula já tem; 3) municia adversários. Um bom marqueteiro não teria deixado isso acontecer.

Em ordem unida, petistas se apressaram em alardear que a escolha de Guido Mantega como porta-voz econômico não significa que o ex-ministro da Fazenda terá voz ativa na campanha. Como se Lula fosse um iniciante e desconhecesse a máxima de que em política gestos são tão importantes quanto atitudes.

EFEITO GLEISI –  Os aliados de fora do PT e os petistas que não são apenas devotos cegos atribuem as derrapagens ao centralismo de Lula e à proximidade dele com Gleisi Hoffmann.

O resultado é que os adversários do PT no centro começaram a sair da inanição: Moro e Doria bateram firme no “revogaço”. “O emprego não voltará ressuscitando leis ultrapassadas”, disse o pré-candidato tucano.

A dificuldade da terceira via nas pesquisas e os retrocessos da dupla Lula e Jair Bolsonaro criaram no empresariado neste início de ano um ambiente propício para alguns “devaneios eleitorais”. O maior deles é o abandono de Bolsonaro, que desistiria da reeleição em busca de imunidade parlamentar. Ainda assim a equação precisaria de uma união do centro em torno de um candidato capaz de evitar a vitória de Lula no primeiro turno. O fato é que até agora o cenário é o mesmo de 2020: Lula e Bolsonaro na frente.

CASO ANVISA – Bolsonaro tomou uma esfrega do contra-almirante Antônio Barra Torres como havia muito tempo não se via no debate público nacional. E o presidente da Anvisa foi o topo entre os assuntos mais comentados no Twitter no final de semana.

Portanto, saiu pela culatra esse tiro da manjada estratégia do presidente Bolsonaro de atacar a Anvisa para desviar o foco de problemas como a inflação, o desemprego e a ausência de um projeto de crescimento para o país.

segunda-feira, janeiro 10, 2022

PERGUNTAS IRRESPONDÍVEIS...




Agora à noite recebi algumas perguntas a respeito do (des)governo Deri do Paloma, perguntas essas difícil de responder.
1 - O prefeito de Jeremoabo retirou os ripões da pista de vaquejada para reformar ou acabar? Faço essa pergunta visto que desde que ele entrou  na casa da viúva, nenhuma manutenção fez.
2 - Será que está se vingando dos vereadores porque não aprovaram para construir naquele local  a escola?
3 - É lamentável,  até areia está sendo retirada da pista, verdadeira destruição.

Nota da redação deste Blog - Responder não tenho procuração do gestor para tal mister, não tenho nem quero, no entanto tentarei analisar.
Caso tenha retirado os ripões sem repor, está demonstrando  incompetência e um ato de vandalismo. além de desprestigiar e humilhar o Secretário de Agricultura.
Caso esteja se vingando dos vereadores, está demonstrando um ato de baixaria e mau-caratismo,  isso porque além de está lapidando o patrimônio público, está prejudicando o município e não os vereadores; além de cometer improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Como Jeremoabo é a terra da impunidade e do já tinha, nada é de se estranhar.

O Cafezinho




Presidente Bolsonaro tem o hábito de usar chapéu de vaqueiro, menor e mais arredondado, em visitas ao Nordeste.

Bolsonaro visitará de novo todos os Estados do Nordeste

Marlen Couto
O Globo

Em meio aos preparativos para a disputa à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro tem apostado em programas e projetos associados ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT para chegar ao eleitorado de menor renda, no qual o pré-candidato rival tem maior vantagem.

Os casos mais recentes envolvem o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), voltados para o acesso ao ensino superior privado e vitrines da gestão petista na área da Educação. Bolsonaro também disputa a paternidade da transposição do Rio São Francisco. O carro-chefe, porém, é o Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família.

SACO DE BONDADES – No fim do ano passado, o presidente editou uma medida provisória que possibilita a renegociação de dívidas do Fies em até 12 anos. Em outro aceno, Bolsonaro liberou o acesso ao ProUni para ex-alunos de escolas privadas que não tiveram bolsa no ensino médio.

A disputa sobre os resultados de marcas dos governos petistas ficou evidente no pronunciamento de fim de ano de Bolsonaro no rádio e na TV. Mirando eleitores do Nordeste, o presidente disse que a transposição do Rio São Francisco “finalmente é uma realidade” e que o governo está “levando mais água para o Nordeste”.

Em outubro do ano passado, Bolsonaro participou de inaugurações da “Jornada das Águas”, que passou por todos os estados do Nordeste. As obras da transposição começaram no governo Lula, lançadas pelo então ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, e atravessaram os mandatos de Dilma Rousseff e Michel Temer.

MEDIDAS SOCIAIS – No pronunciamento de fim de ano, o presidente também citou dados de casas entregues pelo programa Casa Verde e Amarela, que substituiu o Minha Casa Minha Vida, fez questão de dizer que o Auxílio Brasil é um “programa melhor e mais abrangente que o antigo Bolsa Família”e enfatizou o investimento do governo no auxílio emergencial, pago em um período da pandemia.

— O total pago em 2020 (com auxílio emergencial) equivale a mais de 13 anos de gasto com o antigo Bolsa Família — afirmou. O valor do pagamento emergencial, após ação do Congresso, alcançou R$ 600, enquanto o Auxílio Brasil pagará R$ 400 aos beneficiários.

Para a professora de Ciência Política da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Luciana Veiga, a estratégia do presidente reforça que Bolsonaro está preocupado com o eleitorado de menor renda, que tende a ter perfil mais pragmático e focado em temas da economia. Esse grupo, diz a pesquisadora, foi essencial para a vitória de Bolsonaro em 2018, mas tem na memória um cenário econômico mais favorável no governo Lula.

Deputados reagem contra o favorecimento à Prefeitura onde trabalha o irmão de Bolsonaro

 


Com apoiadores, irmão de Bolsonaro posa para fotos: "Estou na onda"

Renato, irmão de Bolsonaro, conseguiu liberar R$ 35 milhões

Bruno Góes
O Globo

Parlamentares da oposição reagiram às ordens de empenho milionárias da União (reserva de dinheiro público para ser gasto) que beneficiaram o município de Miracatu (SP) no final do ano passado, com RS 35 milhões apenas em dezembro. A cidade tem como prefeito Vinicius Brandão (PL), cujo chefe de gabinete é Renato Bolsonaro, irmão do presidente Jair Bolsonaro. O caso foi revelado pelo Globo.

O próprio ministro da Cidadania, João Roma, responsável por uma das pastas que destinaram recursos, admitiu que a atuação de Renato foi determinante. O ministro confirmou que autorizou o repasse depois que tratou do assunto diretamente com o irmão do presidente.

DISSE MOLON — “Fica evidente que a liberação dos recursos, que inclui esses milhões do escandaloso orçamento secreto, foram liberados com agilidade por causa da proximidade com o presidente. É um agir antirrepublicano. Um dos princípios da administração é a impessoalidade. O que fica claro é o oposto: o parentesco com o presidente abre as portas para que recursos públicos sejam alocados, sem critérios claros, técnicos e objetivos” — disse o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ).

Nas redes sociais, outros parlamentares também criticaram a ação do governo e o favorecimento ao irmão de Bolsonaro.

“A mamata não acaba… O município de Miracatu, em São Paulo, recebeu ao menos 10 milhões de reais do orçamento secreto. O “curioso” é que o irmão de Bolsonaro é chefe de gabinete do prefeito da cidade. O lema do governo é mamata pra família do presidente, fome pro povo!” escreveu a líder do PSOL, Talíria Petrone (RJ).

“UM JEITO SUAVE”… – Questionado, o ministro da Cidadania contou que Renato Bolsonaro tem um jeito “suave” e, por isso, teve vontade de ajudar.

“Ele é irmão do presidente, circulou (nas outras pastas) e, talvez até pelo jeito dele, suave, todo mundo tem vontade de ajudar o cara. Dá vontade de ajudar. Mas (ele) não é aquela pessoa que fica vendendo prestígio. Não é dessas criaturas que a gente vê em Brasília a vida toda — destacou João Roma.

Um levantamento feito pelo Globo identificou que o montante foi empenhado (reservado para gasto) entre os dias 17 e 30 de dezembro por meio dos ministérios do Desenvolvimento Regional; Agricultura; Cidadania e Turismo. Segundo o Portal da Transparência, pelo menos R$ 10 milhões são provenientes de emendas de relator do chamado orçamento secreto — instrumento pelo qual um parlamentar destina recursos federais a uma determinada localidade sem que seu nome apareça publicamente.

GASTOS DIVERSOS – Documentos a que a reportagem teve acesso mostram que o dinheiro empenhado no final de 2021 deverá ser gasto na compra de tratores, manutenção de estradas vicinais, melhorias na drenagem das ruas, assim como em outras obras do centro de eventos da cidade.

Reduto da família Bolsonaro, Miracatu se tornou um ponto estratégico para as pretensões eleitorais do clã.

O município é cercado de cidades governadas por prefeitos do PSDB, correligionários do governador de São Paulo, João Doria, pré-candidato à Presidência em 2022 contra Bolsonaro.


DECISÃO: Adesão a programa de parcelamento caracteriza perda do interesse de agir tornando incompatível o prosseguimento da ação

10/01/22 16:29

DECISÃO: Adesão a programa de parcelamento caracteriza perda do interesse de agir tornando incompatível o prosseguimento da ação

A parte autora interpôs apelação da sentença que negou seu pedido para “decretar “a nulidade do ato administrativo que aumentou o valor do metro quadrado do imóvel denominado Área de Balneário, para fins de incidência dos impostos devidos. A União também apelou contra a parte da sentença que impedia o pagamento de honorários de sucumbência para os advogados públicos.

Ao julgar a apelação do dono do imóvel, a relatora, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, considerou que o autor aderiu ao programa de parcelamento proposto pela Procuradoria Regional da Fazenda Nacional e renegociou os débitos discutidos na ação, aí incluídos os honorários.

 “A adesão a parcelamento torna incompatível o prosseguimento da ação em que se discute a legalidade de débito que o próprio contribuinte reconheceu como devido espontaneamente, tendo-se em vista que a adesão não é imposta pelo fisco, mas sim uma faculdade dada à pessoa jurídica que, ao optar pelo programa, sujeita-se às regras nele constantes”, destacou.

Segundo a magistrada, o próprio TRF1 já decidiu nesse sentido. Desta forma, “resta caracterizada a perda superveniente do interesse recursal da parte autora, nos termos do art. 1.000 e parágrafo único do CPC/2015”.

Quanto aos honorários advocatícios, a relatora ressaltou que de acordo com o “Comprovante de Adesão a Negociação”, a verba já foi incluída no cálculo do crédito consolidado.

Por fim, não conheceu da apelação do autor e deu provimento à apelação da União, para reconhecer a constitucionalidade do pagamento dos honorários de sucumbência.

 Processo: 0040695-97.2015.4.01.3300

Data do julgamento: 29/10/2021

Data da publicação: 03/11/2021

 PG

 Assessoria de Comunicação Social

Tribunal Regional Federal da 1ª Região

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