domingo, setembro 12, 2021

Mourão tem ‘agenda paralela’ com políticos da oposição, empresários e embaixadores

Publicado em 12 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Hamilton Mourão

Mourão tornou-se o vice mais atuante desde Aureliano Chaves

André Shalders
Estadão

Com o presidente Jair Bolsonaro em viés de baixa e mais isolado, o general Hamilton Mourão montou uma “agenda paralela” de encontros com adversários do governo no Congresso e intensificou as relações com magistrados, diplomatas e empresários. Ele passou a receber em audiências e turnês de viagens especialmente lideranças de partidos de centro. Uma boa parte desses eventos não foi registrada na agenda oficial.

Em Brasília, os encontros de Mourão ocorrem no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, e no gabinete de trabalho no prédio anexo do Palácio do Planalto. O general recentemente recebeu nomes ligados ao PP, PSDB e MDB e atrai o interesse de conversas com representantes do PSD e do DEM.

MANTÉM-SE NO JOGO – É no espaço independente de interlocução montado na estrutura da Vice-Presidência que Mourão faz pontes com a política e o mercado e se mantém no jogo na reta final do governo, observam interlocutores.

A decisão do general de não ser anulado no cargo, ressaltam, foi tomada no final de julho, quando Bolsonaro disse em entrevista a uma rádio de João Pessoa que vice é como cunhado, você “casa e tem que aturar”. O presidente afirmou ainda que escolheu o militar da reserva para a chapa às pressas.

O vice-presidente Hamilton Mourão não passa recibo e continua recebendo políticos no Palácio do Jaburu e em seu gabinete no Palácio do Planalto.

CANDIDATURA – Há alguns meses, Mourão disse estar cogitando uma candidatura para o Senado pelo Rio Grande do Sul. Mais recentemente, houve especulações sobre uma possível candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro. O prazo para mudar o domicílio eleitoral, hoje em Brasília, termina em abril.

Apesar dos elogios dos emedebistas, Mourão não é unanimidade no Congresso. Para o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), a figura do vice é “uma incógnita” para a maioria dos parlamentares.

“A figura dele cria um cenário diferente, em relação ao impeachment, dos outros. Você, ao ‘impitimar’ a Dilma, sabia quem seria o presidente (…), porque ele (Michel Temer) era da política. Ao ‘impitimar’ o Collor, se sabia quem era o presidente (Itamar Franco). Mas, se sair o Bolsonaro, não se sabe como será o novo presidente”, disse ele.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mourão tem o grande defeito de ser admirador do coronel Brilhante Ustra, o torturador. Mas também tem muitas qualidades, é preciso reconhecer. Eu o conheço pessoalmente, dos tempos em que estava na ativa, e acho que ele pode ser recuperável, desde que entenda que tortura é crime contra a humanidade, a partir da Convenção de Genebra(C.N.)


Bolsonaro recuou porque recebeu um “tranco” do Estado Maior do Exército, acredite se quiser

Publicado em 12 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Iotti: cercadinho | GZH

Charge do Iotti (Gaúcha/Zero Hora)

Carlos Newton

Circulam várias versões sobre o vexaminoso recuo do presidente Jair Bolsonaro, que fez ameaças pesadíssimas no Sete de Setembro, mas teve de pedir arreglo 48 horas depois, quando foi obrigado a cair na real. Uma das versões é do Planalto e elenca uma série de justificativas, que teriam se acumulado, levando o chefe do governo a essa surpreendente recueta, que verdadeiramente ninguém esperava.

Vamos então conferir os diversos fatores elencados pelo chamado núcleo duro do Planalto, que nos últimos tempos está amolecido e praticamente sem rumo, em meio à tempestade que não cessa:

1 ) DebandadaUma das justificativas do Planalto alega que a crise institucional provocada por Bolsonaro, com os repetidos ataques a integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, poderia provocar uma debandada de sua base parlamentar.

2 ) Discurso de FuxO segundo fator teria sido o discurso do presidente do STF, ministro Luiz Fux, no dia seguinte às manifestações golpistas do 7 de Setembro. O ministro disse que a ameaça de descumprir decisões judiciais de Alexandre de Moraes, se confirmada, configura “crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional”.

3 ) CaminhoneirosA paralisação dos caminhoneiros alinhados ao presidente também foi um dos fatores da pressão, mencionados por auxiliares do Planalto, para levar Bolsonaro a redigir a nota.

Esses três argumentos são oferecidos na desesperada tentativa de explicar uma atitude vergonhosa de Bolsonaro, que nem mesmo os filhos 01, 02 e 03 tentaram justificar, apesar de contarem com a ajuda do guru virginiano Olavo de Carvalho, agora morando no Brasil e que a todo momento é consultado.

VERSÃO VERDADEIRA – Os gênios que circundam Bolsonaro no palácio e na família acreditam na velha falácia de que os atos devem ser desprezados, porque só interessa manipular as versões. Ou seja, embora tentem parecer que são terrivelmente evangélicos, não seguem o ensinamento cristalino da Bíblia “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Neste caso do arreglo diante do ministro Alexandre de Moraes, que atendeu ao telefonema de Michel Temer mas exigiu desculpas claras e públicas, nenhuma das versões do Planalto se sustenta.

A explicação verdadeira, que fez ruir o castelo golpista de Bolsonaro, foi o recado transmitido a ele pelo Estado Maior do Exército, que detém o poder moderador neste país altamente surrealista.

FOI UMA SURPRESA – Detalhe importante: Bolsonaro foi surpreendido, porque havia tomado medidas preventivas quanto ao Alto Comando. Lá atrás, em julho de 2019, quando o governo sofreu as primeiras crises com as saídas dos ministros Gustavo Bebianno e Santos Cruz, o presidente começou a estruturar o futuro golpe e convocou para o Ministério o general Luiz Eduardo Ramos, que era chefe do Alto Comando do Exército.

Mais adiante, em fevereiro de 2020, resolveu militarizar o governo para valer e nomeou para a Casa Civil o general Walter Braga Netto, que, por coincidência, também era chefe do Estado Maior.

Com isso, Bolsonaro julgava que estaria blindado e poderia fazer o que bem entendesse, mas não é assim que a banda toca, porque o Exército é muito maior do que seus oficiais-generais. Assim, em março de 2021 o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, recusou-se a agir politicamente nas Forças Armadas e acabou sendo demitido pelo presidente, junto com os três comandantes militares.

ESTOCADA FINAL – Resumindo os fatos (e não as versões): na campanha, Bolsonaro escapou da facada de Adélio Bispo. Três anos depois, acaba de receber nova estocada, desta vez desferida pelo Alto Comando do Exército, que cortou abruptamente seus poderes e lhe mostrou que a função de comandante-em-chefe das Forças Armadas só vale quando ele agir dentro das quatro linhas.

Quando souberam que caminhoneiros de transportadoras estavam fazendo uma greve fake e interrompendo algumas rodovias, a pedido de Bolsonaro, o Alto Comando mandou que ele liberasse “imediatamente” as rodovias. Desorientado, na mesma hora Bolsonaro gravou o áudio e enviou aos falsos grevistas, que nem acreditaram e até resistiram antes de sair de cena. Assim, Bolsonaro esteve perto de ser derrubado, antes da Hora H e do Dia D.

Seu vice Mourão chegou a mandar engomar o terno da posse. Mas Bolsonaro se salvou porque lembrou a frase do general Eduardo Pazuello:  “É simples assim: um manda e o outro obedece”.  

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P.S. 
– A novela não acabou, é claro. Bolsonaro vai continuar com as provocações ao ministro Luís Roberto Barroso, voto impresso etc. Mas nem pensar em golpe militar. O pior é que passou a ser a bola da vez. Em caso de crise, o primeiro e único a ser derrubado será ele. O vice Mourão assumirá o resto do mandato, e vida que segue, como diria o grande João Saldanha, cuja casa em Maricá já foi tombada, junto com as residências de Darcy Ribeiro e de Maysa. (C.N.)

O recuo de Jair Bolsonaro é insuficiente, é preciso também que aprenda a governar

Publicado em 12 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Informe e Crítica: BOLSONARO E A ARTE DE GOVERNARDeu no Estadão

Guiado pelas mãos do ex-presidente Michel Temer, o presidente Jair Bolsonaro fez, na quinta-feira passada, seu mais significativo recuo. A Declaração à Nação, que o presidente divulgou apenas dois dias depois de ter açulado seus seguidores contra o Supremo Tribunal Federal (STF), diz exatamente o oposto do que ele vinha declarando até então.

“Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”, diz a declaração daquele que, no 7 de Setembro, havia chamado de “canalha” o ministro Alexandre de Moraes, do STF. “Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles”, diz a declaração daquele que promoveu uma manifestação multitudinária contra o Supremo e anunciou, aos gritos, que não cumpriria mais nenhuma ordem judicial assinada por Moraes.

NÃO VALE NADA – Como se sabe, a palavra de Bolsonaro não vale nada. No início de agosto, diante de novos ataques de Bolsonaro contra ministros do Supremo, o presidente da Corte, Luiz Fux, cancelou uma reunião prevista entre os chefes dos Três Poderes.

“Diálogo eficiente pressupõe compromisso permanente com as próprias palavras, o que, infelizmente, não temos visto no cenário atual”, disse Luiz Fux na ocasião.

Não existe, portanto, expectativa de que Jair Bolsonaro, cuja carreira é marcada pela truculência, passe de repente a agir de forma civilizada. Na prática, sua Declaração à Nação se presta a tentar fazer os brasileiros esquecerem que ele passou seu mandato se dedicando a criar uma crise atrás da outra, inflamando o País e cometendo crimes de responsabilidade em profusão, tudo isso para esconder sua profunda incompetência.

ESTÍMULO AO CAOS – Na mais recente turbulência inventada por Bolsonaro, o presidente, exercendo sua vocação de líder sindical, estimulou os caminhoneiros a bagunçar o País e, assim, intimidar o Supremo e gerar pretexto para soluções de força.

“Essa greve vai cair diretamente no seu colo”, alertou Michel Temer, com conhecimento de causa: foi em seu governo que uma grande greve de caminhoneiros – apoiada pelo então deputado Bolsonaro – prejudicou imensamente os brasileiros e custou muito caro à economia.

Ou seja, Bolsonaro estimulou forças destrutivas que ameaçavam sair de seu controle e que certamente lhe causariam prejuízo eleitoral, conforme o sábio conselho de Temer.

ALÉM DOS LIMITES – Bolsonaro pode não cumprir nada do que disse na declaração de 9 de setembro, mas o fato é que reconheceu que suas ações extrapolam os limites institucionais – o que poderia lhe custar o cargo.

Antes, pediu o impeachment de Alexandre de Moraes e exigiu que o presidente do Supremo “enquadrasse” o desafeto; agora, afirmando o que deveria ser óbvio, declarou que suas “naturais divergências” com Alexandre de Moraes “devem ser resolvidas por medidas judiciais”, e não no grito.

Dado o imenso contraste com o discurso golpista de Bolsonaro até então, a Declaração à Nação – que, como lembrou Michel Temer, é “um compromisso formal, escrito e assinado com a Nação, um compromisso de moderação” – gerou grande perplexidade nas bases bolsonaristas. O gesto incluiu até uma civilizada conversa telefônica de Bolsonaro com Alexandre de Moraes.

DIÁLOGO E RESPEITO – Num Estado Democrático de Direito, o exercício do poder exige necessariamente diálogo, respeito ao outro, reconhecimento dos erros. Por sua vez, a aposta no conflito gera impasse e paralisia. Resultado do exercício da política e expressão da necessidade de harmonia institucional, a Declaração à Nação é, assim, a perfeita antítese do bolsonarismo. Não se deve estranhar a frustração dos bolsonaristas com o texto.

Mas o gesto de Bolsonaro, em si, é insuficiente. Não basta parar as agressões contra juízes e as difamações contra as eleições. Há um País a ser governado. Existem problemas sérios a serem enfrentados. Talvez aqui esteja o aspecto central de desconfiança em relação a Jair Bolsonaro.

O fim da produção diária de conflitos, se for para valer, é certamente bem-vindo, mas Bolsonaro não foi eleito apenas para ser pacífico, e sim para governar – o que não fez até agora.


Risco institucional permanece e o presidente Bolsonaro pode voltar ao ataque novamente

Publicado em 12 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro poderá buscar um novo caminho para tentar se manter no poder

Pedro do Coutto

Numa entrevista a Fernando Canzian, Folha de S.Paulo de sábado, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga afirmou que, embora acuado no momento, Jair Bolsonaro não vai deixar de atacar a arquitetura democrática até o final de seu governo. Para Arminio Fraga o comportamento do presidente da República cria uma tensão que, do ponto de vista econômico, é absolutamente paralisante.

A opinião de Fraga é extremamente oposta a do ministro Paulo Guedes que, numa palestra a investidores na última sexta-feira, em São Paulo, argumentou que após o choque político registrado no último dia 7 de setembro, o governo retomará o seu projeto de recuperação da economia nacional. A reportagem de Fernanda Trisotto focaliza o encontro de Paulo Guedes no momento em que ele procurou, mais uma vez, acalmar o que chama de “mão do mercado”. Na minha impressão, Paulo Guedes permanece mergulhado na fantasia e procura vender um clima de serenidade que não existe no governo Bolsonaro do qual é o titular da Economia.

IMPASSE CONTINUA – Para Armínio Fraga, o setor de serviços está sendo duramente atingido e ele é responsável pelo maior reflexo na formação do Produto Interno Bruto e no mercado de empregos. O impasse continua. Tenho a impressão de que Michel Temer, convocado pelo próprio Bolsonaro, representa um intervalo no desenvolvimento não só da economia, mas do próprio processo global do país. Dificilmente, a mão de tigre do mercado ficará imobilizada pela trégua que representou o recuo do presidente da República. Esse recuo, de um lado, não constrói confiança, e de outro decepciona os setores radicais da extrema-direita. Com isso, o reflexo eleitoral é inevitável e a perda de densidade política do governo se acentua.

Cada vez mais, por todos os motivos existentes, o presidente Jair Bolsonaro se distancia cada vez mais do projeto de reeleição. Por isso mesmo, conforme a previsão de Armínio Fraga e a previsão geral, ele voltará a atacar as instituições, buscando um novo falso pretexto e um caminho capaz de mantê-lo no poder. Não conseguiu em 7 de setembro; faltou-lhe apoio militar, é claro. Pois se apoio militar ele tivesse na semana que passou, o desfecho do conflito conduziria ao risco de um desabamento democrático.

Vamos aguardar o que poderão revelar as pesquisas do Datafolha ou da XP Investimentos, além do antigo Ibope, hoje  Instituto Paulista de Excelência da Gestão (Ipeg), a respeito das tendências políticas dos eleitores e eleitores.Quanto mais ocorrer o esvaziamento da candidatura de Bolsonaro, maior risco ele representa para o país, para as eleições e para si mesmo.

TERMOS ADITIVOS –  Julia Affonso, Estado de S. Paulo deste sábado, revela a decisão do ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União, anulando o termo aditivo de contrato firmado entre o Ministério da Saúde e a VTCLog que envolvia o fornecimento de insumos médicos para vacinação contra a Covid-19. A matéria acentua que o termo aditivo assinado pelo ex-diretor Ferreira Dias elevou o reajuste do contrato existente de R$ 3,9 milhões para R$ 57,7 milhões.

Essa questão de termos aditivos está exigindo uma revisão em série e de bastante profundidade porque as licitações originais preveem um sistema de reajuste de acordo com os índices inflacionários, mas os já famosos termos aditivos elevam às alturas as percentagens deste reajuste.

VENDAS NO VAREJO –  Leonardo Vieceli, Folha de S. Paulo, com base em dados do IBGE, afirma que o comércio varejista, sobretudo de roupas, avançou 1,2% no mês de julho, registrando uma circulação maior de clientes. Não entendi bem o que seja circulação maior de clientes. Parece que se refira a presença de consumidores nas lojas. Mas a questão não é só essa. É preciso medir se as vendas aumentaram em seu volume físico ou se subiram também ao que se refere às despesas efetuadas pelos consumidores.

Além disso, é preciso considerar que base numérica incide no avanço de 1,2% registrado pelo IBGE. Isso porque se foi sobre uma base de acentuada retração, qualquer avanço relativo pode aparentar envolver um falso impulso de recuperação. O varejo, segundo Leonardo Vieceli, inclui também artigos de higiene, produtos farmacêuticos, eletrodomésticos e setor de calçados.

De qualquer forma, fica a pergunta: como podem as vendas aumentarem se os salários continuam congelados, os juros bancários passam de 20% ao ano e o endividamento da população, como há poucos dias a Folha de S. Paulo revelou, na escala de R$ 424 bilhões ? Só de juros são mais de R$ 80 milhões ao ano. Qual a mágica e qual a lógica que envolve o resultado a que chegou o IBGE nessa questão? Temos que partir do princípio de que a mágica é o oposto da lógica.

As obras do prefeito de Jeremoabo com prazo de validade.


 Inicio o domingo recebendo as costumeiras denúncias oriundas da cidade de Jeremoabo mais precisamente concernente aos (des)governo municipal, dessa vez a baboseira refere-se a obra do canal, onde acredito que nem inaugurada oficialmente foi, no entanto, estamos diante de mais uma obra mal feita e vícios de construção.

Lembro-me muito bem dos comentários e as criticas efetuadas através das redes sociais quando no começo das ditas obras desse canal, onde dentre muitas delas posto a seguinte: " Boa noite amigo, o problema que esse canal antes de cobrir deveria passar por uma reforma por dentro, está embelezando a parte externa e esqueceu da estrutura interna, e o piso também",

É isso mesmo, por fora embelezada, por dentro bichada.

Não é novidade pois já estamos acostumados a conviver com duas Jeremoabo; a real, com todos seus desmandos e improbidades, e a da propaganda paga e enganosa, ou de mentirinha.

Nota da redação deste Blog - Observem a observação de um engenheiro a respeito desse assunto:


Dedé, a extensão é muito grande e parece que não tiveram o cuidado de colocar juntas de dilatação. Considerando o valor da nossa região, as rachaduras irão ocorrer em vários pontos e por elas, começará a degradação da ferragem por oxidação e do concreto pela presença de intempéries provenientes de agentes químicos existentes na natureza".

sábado, setembro 11, 2021

Aliado de Bruno Reis, Kannário cobra liberação de shows após autorização em Sergipe

Aliado de Bruno Reis, Kannário cobra liberação de shows após autorização em Sergipe
Foto: Reprodução / LFTV

Aliado a Bruno Reis (DEM), o deputado federal e cantor Igor Kannário (DEM) cobrou do prefeito de Salvador, e do governador da Bahia, Rui Costa (PT), a liberação de eventos no estado. A ação ocorre após o governo de Sergipe anunciar nesta sexta-feira (10) a liberação para a realização de shows e vaquejadas no com a presença de até 500 pessoas (leia mais aqui).

 

"Já havia feito essa cobrança e acredito que essa medida evidencie ainda mais que já passou da hora dos shows e demais eventos passarem a ser liberados no nosso estado. Hoje temos 29% de taxa de ocupação de UTI adulto no nosso estado, e temos mais de 50% das pessoas vacinadas com a primeira dose e mais de 4 milhões de baianos já com a segunda dose. Além disso, a vacinação na capital já chega a jovens de 16 anos, com a liberação de imunização de pessoas de até 12 anos em todo o estado", afirmou o parlamentar.

 

Ele ainda “cornetou” a gestão municipal após a medida anunciada nesta sexta-feira que liberou o funcionamento das atividades econômicas na cidade sem restrições de horários e diminuiu o distanciamento entre pessoas, cadeiras e mesas para um metro em estabelecimentos como escolas, bares, restaurantes, centros comerciais e outros.

 

"Nossa categoria continua ficando para trás e sem ao menos uma perspectiva de retorno. Não temos uma resposta. Enquanto isso, vemos aglomerações nas praias, nos protestos e até mesmo em bares e estabelecimentos comerciais", reclamou o artista. 

 

"Vamos para a rua. A gente precisa gritar e o intuito é fazer uma manifestação com respeito porque só queremos trabalhar e que liberem nossos eventos", acrescentou.



Nota da redação deste Blog - Soube por diversas pessoas que residem em Jeremoabo, que hoje 11.09,  está sendo realizado  um  show que já superlotou a Praça do Forró . Isso não é novidade já que o decreto do prefeito vale menos do que uma nota de três reais, já que o mesmo é o primeiro a desrespeitar o próprio decreto.

Já que em Jeremoabo o COVID-19  foi erradicado, nada mais justo do que comemorar,. isso porque, o Hospital está capacitado para abrigar e tratar qualquer quantidade de contaminados pelo COVID-10.


g - 

Uma das razões do recuo foi o “temor” do desembarque de aliados, alega o Planalto

Publicado em 11 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

“Não dá para degolar todo mundo”, justificou Jair Bolsonaro

Marianna Holanda , Renato Machado , Mateus Vargas e Julia Chaib
Folha

A escalada na temperatura com partidos aliados teve peso determinante na iniciativa de Jair Bolsonaro (sem partido) de buscar o ex-presidente Michel Temer (MDB) e publicar uma nota para tentar atenuar a crise institucional provocada por ele com os repetidos ataques a integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A “Declaração à Nação”, divulgada na quinta-feira (9), deixou o mandatário em saia-justa com apoiadores que respaldaram as ameaças golpistas no 7 de Setembro. Nesta sexta-feira (10), Bolsonaro buscou se justificar para sua base, afirmou haver cobranças para reações imediatas e “que vá lá e degole todo mundo”, mas defendeu mudanças graduais no Brasil.

DEBANDADA – Segundo assessores do Palácio do Planalto, a quarta-feira (8) pós-feriado e a manhã de quinta deixaram Bolsonaro especialmente preocupado com a possibilidade de afastamento dos partidos que compõem a base no Congresso.

A declaração do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi considerada dura por Bolsonaro. Com a caneta na mão para abrir um dos mais de cem pedidos de afastamento de Bolsonaro, Lira enviou sinais de tentativa de apaziguamento e não usou a palavra “impeachment”, mas elevou o tom de crítica e falou em “basta”.

O presidente da Câmara estava pressionado por líderes partidários, que, ao longo do dia, vinham soltando notas de repúdio. Alguns dirigentes falaram mais abertamente sobre impeachment, como o PSDB.

EVITOU-SE O DESEMBARQUE? – Assim, para auxiliares palacianos, um dos principais efeitos da nota de recuo foi ter tirado o presidente das cordas e evitado o desembarque de legendas do centrão.

Como a Folha mostrou na semana passada, dirigentes de partidos que compõem a base governista no Congresso, como PL, PP, Republicanos, avisaram o Planalto que uma eventual radicalização poderia comprometer a base.

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, avisou das consequências da radicalização de Bolsonaro à ministra Flávia Arruda (Secretaria de Governo). Já o PP, de Ciro Nogueira (Casa Civil), está rachado. Como Bolsonaro subiu o tom nos atos do 7 de Setembro em Brasília e em São Paulo, líderes partidários foram críticos publicamente e reservadamente ao mandatário.

APENAS SOBREVIDA – Para interlocutores de Bolsonaro, a nota garantiu sobrevida ao presidente. Apesar de encerrar a semana com o que os “bombeiros palacianos” consideram uma vitória, Bolsonaro não se comprometeu com nenhum outro gesto de pacificação na conversa com Temer na quinta-feira.

Por enquanto, o recuo é visto como retórico. Segundo integrantes da ala política, o maior desafio será garantir que o chefe do Executivo mantenha as palavras da nota e pare de atacar o STF e o ministro Alexandre de Moraes.

Intermediado pelo ex-presidente, Bolsonaro ligou para Moraes. Segundo interlocutores, a conversa durou poucos minutos, e eles não trataram de assuntos delicados —como os inquéritos que têm Moraes como relator e o presidente e aliados como alvo.

MOTIVAÇÃO JURÍDICA – Na véspera da ligação, Temer perguntou a Moraes se ele poderia intermediar a conversa. Ouviu de Moraes que ele não tem nada contra Bolsonaro pessoalmente e que suas decisões têm apenas motivação jurídica.

Outro fator que pesou para o recuo do presidente foi o discurso do presidente do STF, ministro Luiz Fux, no dia seguinte às manifestações de raiz golpista do 7 de Setembro.

O ministro disse que a ameaça do mandatário de descumprir decisões judiciais de Moraes, se confirmada, configura “crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional”. “Ninguém fechará esta corte. Nós a manteremos de pé, com suor e perseverança”, disse Fux na quarta (8).

COM O MINISTRO – Nesta sexta (10), o ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, se reuniu em São Paulo com Moraes, em um encontro de cerca de quatro horas na casa do magistrado, conforme antecipado pelo jornal O Globo.

Na terça-feira (7), diante de milhares de apoiadores em Brasília e em São Paulo, Bolsonaro fez ameaças golpistas ao STF, elevando a pressão da classe política pela abertura de processo de impeachment.

Dois dias depois, divulgou a nota, cujo rascunho foi de Temer, mas construída com a ajuda dos ministros palacianos Ciro Nogueira e Flávia Arruda, com tom bem diferente do que Bolsonaro vem adotando nos últimos meses.

SEM INTENÇÃO? – “Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, escreveu Bolsonaro.

A declaração fez com que o presidente fosse cobrado por eleitores mais radicais. Nas redes sociais, assessores palacianos com muitos seguidores, como Mosart Aragão, pediam que confiassem em Bolsonaro.

Agora, o presidente está sendo questionado por ter aliviado o discurso golpista, ainda que provisoriamente, e ter pedido a desmobilização de manifestações de caminhoneiros que bloqueiam estradas.

BOLSONARO SE DEFENDE – As críticas motivaram o presidente a dizer a apoiadores nesta sexta-feira que não recuou de nada e que jamais cometeu um erro.

“Alguns querem que vá lá e degole todo mundo. Hoje em dia não existe país isolado, todo mundo está integrado ao mundo”, disse o presidente na frente do Palácio da Alvorada. A declaração foi divulgada por um canal bolsonarista.

Diante da pressão de apoiadores, os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral) e o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, saíram em defesa do presidente nas redes sociais nesta sexta. “No passado, vimos muitos virarem as costas para Jair Bolsonaro em defesa de supostos ‘heróis’. O tempo trouxe a verdade! Tenham paciência, pois, mais uma vez, o tempo irá consolidar a verdade!”, escreveu Ramos no Twitter.

SENSO POLÍTICO? – Já Heleno, em vídeo, reconheceu o desânimo de apoiadores, mas disse que Bolsonaro tem “formidável senso político” e pediu união. “Alguns fatos deixaram muitos de nós desanimados. Isso não pode acontecer”, disse. “Vamos em frente, unidos e confiantes”, afirmou.

“O nosso presidente possui um formidável senso político. Discordei dele algumas vezes e depois descobri que ele tinha razão”, continuou.

O chefe do GSI é considerado um dos conselheiros mais radicais de Bolsonaro hoje. Segundo a Folha apurou, na reunião do Conselho de Governo no dia seguinte ao 7 de Setembro, foi dele uma das falas mais inflamadas.

CAMINHONEIROS – A paralisação dos caminhoneiros alinhados ao presidente também foi um dos fatores de pressão, mencionados por auxiliares, para levar Bolsonaro a redigir a nota.

Na longa reunião com Temer, Bolsonaro ouviu do antecessor que os caminhoneiros poderiam derrubá-lo. O efeito do desabastecimento de combustível, alimentos e remédios é devastador, disse o ex-presidente, que enfrentou a greve de 2018.

Bolsonaro concordou. Segundo interlocutores do presidente, mesmo antes do encontro, ele já demonstrava preocupação, apesar do comportamento errático diante de caminhoneiros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os autores da análise assinalam que se trata da versão do Planalto. Porém, todos sabem que o Planalto não é confiável, muito pelo contrário. Suas versões não servem para nada, porque só divulgam fake news, é uma espécie de “vicio de origem”, como se dizia antigamente. As informações que a TI conseguiu são um pouco diferentes. Depois a gente conta. (C.N.)


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