quinta-feira, setembro 09, 2021

“Fuja do país”, parece dizer Arthur Lira ao capital estrangeiro, que imediatamente obedece

Publicado em 9 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Arthur César de Lira: "Teve um Errinho Ali, Básico, né?"

Arthur Lira preferiu passar panos quentes em Jair Bolsonaro

Ricardo Kertzman
Estado de Minas

O Brasil é o país dentre as maiores economias do mundo que apresenta o pior resultado econômico durante a pandemia. Bem como o real, a moeda que mais de desvalorizou.

Nossa economia não se recupera; o desemprego atinge níveis recordes, com mais de 15 milhões de pais e mães de família sem ocupação e renda; a inflação explodiu, sobretudo a de alimentos e de combustíveis, e a fome voltou a assombrar 40% da nossa população.

FUNDO DO POÇO – Tanto desastre assim conta com nome e sobrenome como culpado: Jair Bolsonaro. E também, sejamos justos, alguns sócios, como o próprio coronavírus e um certo Arthur Lira. O trio conduz o Brasil para o “infinito e além” do fundo do poço.

A única autoridade com poder e influência política que se acovardou diante da pregação golpista criminosa de 7 de setembro foi Lira. Aliás, não se acovardou, não. Simplesmente se omitiu. Até porque, sabemos todos, Bolsonaro, como pato manco, só lhe traz mais alguns bilhões de reais.

Fux, o presidente do STF, proferiu um correto e contundente discurso contra o golpismo e a vagabundagem presidenciais. Pacheco, o presidente do Senado, ainda que mais sútil e resumido, também. E o mesmo se viu das demais autoridades Brasil afora.

CARTÃO DE VISITAS – A quarta-feira de cinzas, após o incêndio bolsonarista, apresentou o cartão de visitas do que está por vir: o dólar disparou para R$ 5,30 e a bolsa caiu mais 4%. Eis o resultado do ataque fascista de ontem e do endosso velado do presidente do Congresso Nacional.

Assim, Arthur Lira dá de ombros para a democracia, acena com o sinal verde para Bolsonaro continuar com suas arruaças e manda o seguinte recado aos investidores estrangeiros: “Go away”! Caiam fora! E eles entenderam.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Realmente, Arthur Lira teve uma bela oportunidade para enquadrar o presidente e ajudar a acalmar a situação, mas seu posicionamento flácido acabou por dar força a Bolsonaro, que vai seguir atacando o Supremo(C.N.)


Piada do Ano! Caminhoneiros da “greve fake” não reclamam do altíssimo preço do óleo

diesel

Caminhoneiros que apoiam o governo Jair Bolsonaro fazem protesto em frente ao Congresso Nacional. Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

Caminhões da falsa greve são modernos, de última geração

Dimitrius Dantas e Jussara Soares
O Globo

Após serem recebidos por Jair Bolsonaro nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, caminhoneiros afirmaram que não vão se desmobilizar. Segundo um representante do grupo, na reunião, o presidente não pediu que eles cessassem a paralisação. Eles aguardam serem recebidos pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e negam que a alta do preço dos combustíveis seja um dos motivos do protesto.

Os atos entraram no segundo dia com menos força. Segundo o boletim divulgado hoje à tarde pelo Ministério da Infraestrutura,  foram registradas manifestações em rodovias federais de 13 estados. No entanto, não há registro de interdições, de acordo com a pasta.

GREVISTAS NO PLANALTO – Havia a expectativa que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, desse uma declaração, após a reunião de Bolsonaro com os caminhoneiros que começou ainda na manhã.  Entretanto, os caminhoneiros surgiram no saguão no Palácio do Planalto acompanhados dos deputados bolsonaristas Carla Zambelli (PSL-SP), Major Vitor Hugo (PSL-GO) e Bibo Nunes (PSL-RS).

“A gente está aqui manifestando, representando um segmento da sociedade brasileira. A gente estabeleceu uma pauta de entrega de um documento ao senador Rodrigo Pacheco e até o momento não tivemos êxito nisso. Permanecemos no aguardo de ser recebido pelo mesmo. E talvez existam algumas questões sobre quanto tempo vai durar: estamos aguardando sermos recebidos pelo Senador Rodrigo Pacheco. Até que isso seja realizado estamos mobilizados em todo o Brasil” — disse Francisco Dalmora Burgardt, o Chicão Caminhoneiro.

CANDIDATO DERROTADO – Francisco Burgardt foi candidato a vereador nas eleições de 2020 em Canoinhas, Santa Catarina, pelo PRTB. Burgardt também é um dos manifestantes listados em um pedido de habeas corpus protocolado na madrugada desta quinta-feira no Superior Tribunal de Justiça para evitar que apoiadores de Bolsonaro não sejam retirados da Esplanada dos Ministérios.

No habeas corpus, os manifestantes indicam que agenda que desejam encaminhar ao senador Rodrigo Pacheco inclui o desarquivamento e encaminhamento de todos os pedidos de impeachment de ministros do STF e a instauração de um processo de cassação do mandado do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O grupo se mobilizou em apoio ao governo nos atos de 7 de setembro, que tiveram caráter antidemocrático — havia uma série de faixas e cartazes defendendo o fechamento do Congresso, a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma intervenção militar, todas pautas sem previsão da constitucional. Muitos caminhões foram vistos em Brasília e, na véspera do ato, veículos furaram o bloqueio na Esplanada dos Ministérios e invadiram o local.

DIESEL NÃO É PROBLEMA – Apesar da alta de combustível que afeta diretamente a categoria, eles afirmam que o tema não está na pauta de reivindicação deles.

“Não temos nada com relação a preço de combustível nesse momento. Estamos mobilizados pelos direitos de liberdade, de expressão, de manifestação. O povo está sendo impedido de se posicionar em muitas questões e precisamos que isso mude, que a Constituição seja respeitada de forma integral” — disse Chicão.

Outro representante do movimento, Cleomar Araújo também disse que a pauta do grupo é demonstrar a insatisfação com o Judiciário e repetiu o discurso promovido pelo presidente Jair Bolsonaro de que o STF estaria descumprindo a Constituição.

IMPEACHMENT DE MORAES -“A nossa pauta nunca foi com o presidente, sempre foi STF via Senado. Que o Senado teria a obrigação de atender e tentar resolver a nossa questão. A insatisfação do povo brasileiro com o Judiciário seria isso. O único poder político foi o Executivo que nos abriu as portas para entender o que estava acontecendo e o porque disso. Porque tem alguns elos inclusive da imprensa que estão dizendo que nossa pauta é contra o presidente” — disse outro porta-voz do grupo, Cleomar José.

Até o momento, segundo o Ministério da Infraestrutura, são registrados pontos de concentração em 13 estados, mas não há mais registros de interdições na malha rodoviária nacional.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Greve é coisa de trabalhador, que defende melhores condições de vida. Esta greve fake é coisa de patrão, dono de transportadora. Chama-se “lockout”, palavra que não tem similar em português e significa greve de patrão, em tradução simultânea. Uma atitude deplorável, mentirosa e antidemocrática. No caso dos caminhoneiros, o maior problema é a alta do diesel, porém, nessa falsa greve, eles estão pouco ligando para a alta do diesel. (C.N.)

Se não existir democracia, liberdade é apenas um privilégio da minoria que detém o poder

Publicado em 9 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Trump perdoa Steve Bannon e outros aliados | Notícias internacionais e  análises | DW | 20.01.2021

Steve Bannon manipula liberdade para justificar ditadura

Demétrio Magnoli
O Globo

Uma semana antes do 7 de Setembro, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) publicou o manifesto do bolsonarismo. A Fiesp e a Febraban ensaiaram o discurso da democracia, curiosamente definida como “harmonia entre os Poderes”. Em contraponto, a Fiemg intitulou sua declaração com a senha de combate da extrema direita: Manifesto pela Liberdade.

Há um centro de comando único do bolsonarismo, uma espécie de Comitê Central que esculpe seus discursos. O texto da Fiemg não foi escrito em Belo Horizonte, mas no Planalto.

NOVA PADRONIZAÇÃO – Na hora em que o manifesto vinha a público, as bandeiras dos atos bolsonaristas do Sete de Setembro sofriam uma padronização, organizando-se em torno da senha principal. Tudo — os ataques ao STF, as injúrias contra governadores e parlamentares, a contestação das urnas eletrônicas — seria recoberto por uma mão de tinta fresca que exibirá a palavra liberdade.

“Assistimos a uma sequência de posicionamentos do Poder Judiciário que acabam por tangenciar, de forma perigosa, o cerceamento à liberdade de expressão no país”, escrevem os industriais mineiros para condenar o inquérito das fake news — e, de passagem, oferecer um apoio implícito ao pedido de impeachment do juiz Alexandre de Moraes. Liberdade, desdobrada em “liberdade de expressão” e “liberdades individuais”, eis a mensagem.

ESTILO BRAGA NETTO – A senha emerge, igualmente, em textos assinados pelo ministro da Defesa, Braga Netto, um expoente da agitação bolsonarista entre os militares.

Na nota de repúdio às declarações do senador Omar Aziz (7 de julho), o general proclama que “as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”. Pouco depois, em nota de desmentido de ameaças de golpe (22 de julho), ele expressa o compromisso das Forças Armadas com “a manutenção da democracia e da liberdade do povo brasileiro”.

Detalhe: a Constituição atribui às Forças Armadas as missões de “defesa da Pátria”, “garantia dos poderes constitucionais” e, por iniciativa de um deles, proteção “da lei e da ordem”. A “liberdade do povo brasileiro” é uma invenção (in)constitucional de Braga Netto — ou melhor, dos mestres ideológicos que o controlam.

MERCADORIA IMPORTADA – A extrema direita brasileira é uma ideia fora de lugar, uma mercadoria importada, a imitação sem disfarce de um discurso elaborado nos EUA ao longo de mais de dois séculos. Lá, a noção de liberdade foi moldada em oposição aos conceitos de democracia e igualdade perante a lei.

A “liberdade dos estados” funcionou como oposição à existência de uma Constituição nacional, depois como alicerce do sistema escravista e, finalmente, como moldura das leis de segregação racial.

Hoje, reciclada, a reivindicação fundamenta as legislações destinadas a restringir o acesso às urnas em estados controlados pelos republicanos.

NOVA DIREITA – A alt-right, nova direita americana, dirigida pelo antigo assessor de Trump, Steve Bannon, subordinou a direita cristã tradicional a um caldo ideológico que mescla ideias libertárias e preconceitos nativistas. O comércio desregulado de armas foi abrigado sob a “liberdade individual”.

 A “liberdade de expressão” converteu-se em passaporte para a difamação em redes sociais ou a conclamação à violência contra as instituições democráticas. A invasão do Capitólio, experimento libertário da alt-right, tornou-se um modelo para a ação estratégica da direita bolsonarista no Brasil.

Liberdade, essa noção elástica, redefiniu o discurso do movimento antivacina nos EUA.

EFEITOS DANOSOS – As alegações anacrônicas de que as vacinas geram moléstias (autismo!) não desapareceram, mas foram envelopadas na exigência da “liberdade de escolha” ou, no caso da imunização infantil, da “liberdade das famílias”.

Sob o impacto das campanhas libertárias, dois quintos dos americanos continuam sem receber nenhuma dose das vacinas anti-Covid, e o sarampo reapareceu em surtos localizados.

Fora da democracia, liberdade é privilégio de uma minoria que tem poder. Os arautos brasileiros da “liberdade” são os saudosistas da ditadura militar que hoje acalentam o sonho de um golpe contra as liberdades democráticas.

MP de Bolsonaro sobre redes sociais foi editada para blindar o “Gabinete do Ódio’

Publicado em 9 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Gabinete do ódio | Humor Político – Rir pra não chorar

Charge do Nani (Nanihumor.com)

Bernardo Mello Franco
O Globo

Jair Bolsonaro atuou em causa própria ao editar a medida provisória que dificulta a remoção de fake news e discurso de ódio postados nas redes sociais. Em julho, o YouTube apagou vídeos em que o presidente fazia campanha contra o uso de máscaras e defendia a adoção da cloroquina contra a Covid.

A plataforma afirmou que os vídeos violavam suas políticas para frear a desinformação na pandemia. Se a MP já estivesse em vigor, as mentiras de Bolsonaro continuariam no ar.

GABINETE DO ÓDIO – A canetada também protege o chamado gabinete do ódio, que abastece canais governistas com propaganda contra as instituições democráticas.

A internet não é uma terra sem lei. Pelas regras do Marco Civil, as redes sociais podem apagar publicações que causam riscos e infringem seus termos de uso.

Nesta segunda-feira, a Secretaria de Comunicação Social afirmou que a medida provisória protege a “liberdade de expressão” e reforça “direitos e garantias dos usuários da rede”.  Na verdade, o que Bolsonaro reforçou foi a blindagem das milícias digitais. Se não for derrubada, a MP servirá como um salvo-conduto para mentir e difamar nas redes. Agora e na campanha de 2022.

AMEAÇAS A MORAES – O deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) usou a manifestação de 7 de Setembro no Rio para fazer novas ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

 

Do alto de um trio elétrico no Posto Cinco, em Copacabana, o bolsonarista chamou o ministro de “canalha” e disse que pretende retirá-lo da Corte.

— Nós não vamos parar enquanto não tirarmos aquele canalha do STF. Alexandre de Moraes, você não é Deus! Ministro Alexandre de Moraes, acabou para você! — disse o deputado, aos gritos.

PODEM VIR QUENTE – Dublê de deputado e pastor evangélico, Otoni de Paula também desafiou os outros integrantes do Supremo. “Ministros do STF: podem vir quente que o Brasil está fervendo” — provocou.

Em agosto, Otoni foi alvo de buscas da Polícia Federal autorizadas por Moraes. Ele é investigado no inquérito que apura a organização de atos antidemocráticos.

No ato desta terça, o deputado usava uma camiseta com os nomes dos bolsonaristas Roberto Jefferson e Daniel Silveira, ambos presos por ordem do STF. Otoni já foi condenado a pagar R$ 70 mil por outros ataques a Alexandre de Moraes.


Competência e honestidade não é mérito para assumir cargo público na prefeitura de Jeremoabo

Non omne quod licet honestum est
Numa tradução livre: nem tudo o que é legal é honesto.

Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas também entre o honesto e o desonesto. Por considerações de direito e de moral, o ato administrativo não terá que obedecer somente à lei jurídica, mas também à lei ética da própria instituição, porque nem tudo que é legal é honesto, conforme já proclamavam os romanos – 'non omne quod licet honestum est'. A moral comum, remata Hauriou, é imposta ao homem para sua conduta externa; a moral administrativa é imposta ao agente público para a sua conduta interna, segundo as exigências da instituição a que serve, e a finalidade de sua ação: o bem comum.(...)¨


Com o julgamento hoje 09.09 no  TCM-BA onde por unanimidade aquela Corte  condenou o prefeito a pagar multa e demitir ocupantes de Secretarias amparados no nepotismo, apenas o Dr. Luizinho foi considerado apto para o cargo  de Secretário de Saúde, onde também só passou poucos tempo, saltando fora do barco para não macular a sua honrada folha de cargos exercidos na administração pública, tanto na Bahia quanto em Sergipe..

Dr. Luizinho durante o curto período que tentou fazer algo em benefício do povo de Jeremoabo ao assumir a Secretária de Saúde na gestão do atual prefeito, não passou de um estranho no ninho, por isso mesmo que caiu fora  em tempo.

A sua experiência, honestidade, humanidade, conhecimento em gestão pública, seus diplomas e títulos, de nada adiantou, isso não interessa para o gestor, na sua mente o que importa é o nepotismo, tudo em família, primeiro os meus, segundo os meus, e se sobrar algumas migalhas,  os demais.

Enquanto isso, o povo mais humilde e carente é quem sofre, a exemplo de quem se desloca para Salvador em tratamento fora de domicilio, a politicagem com distribuição de exames, a falta de medicamentos, o atendimento desrespeitoso e desumano e etc.

QUAIS SÃO OS ATOS DE IMPROBIDADE QUE A LEI PREVÊ

São vários os atos previstos na referida norma.

No entanto, a lei os aglutinou em três grupos, a saber:

  1. Atos que geram enriquecimento ilícito – art. 9º
  2. Atos que geram lesão ao erário – art. 10
  3. Atos que atentam contra os princípios da administração pública – art. 11

Desses três, o mais fácil de se identificar é o ato que atenta contra os princípios (art. 11), pois ele possui uma característica que o difere do grupo: não há dinheiro envolvido. Pode conferir no art. 11 e você não vai encontrar nada que remeta a valores, bens, ou qualquer coisa que remeta a dinheiro.

Diferenciar os dois primeiros – enriquecimento ilícito e lesão ao erário – é que é o segredo. 

AUTOR: PROF. IGOR MOREIRA


Após ataques, Barroso chama Bolsonaro de farsante e o associa a governantes autoritários


por Matheus Caldas

Após ataques, Barroso chama Bolsonaro de farsante e o associa a governantes autoritários
Foto: Reprodução / Revista Fórum

Após ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso, que preside a Corte eleitoral, se pronunciou nesta quinta-feira (9) contra as críticas externadas pelo chefe de Estado, especialmente as feitas na última terça-feira (7), em manifestação na Av. Paulista, pelo 7 de Setembro.

 

Barroso citou ditaduras e governos autoritários ao longo da história e sentenciou: “é neste clube que não queremos entrar”. “Quando o fracasso bate à porta, porque esse é o destino do populismo, é preciso encontrar culpados, bodes expiatórios. O populismo vive de arrumar inimigos para justificar seu fiasco. Pode ser o comunismo, a imprensa e os tribunais”, declarou, sem se dirigir ao presidente da República.

 

O chefe do TSE, após o discurso inicial, se voltou nominalmente a Bolsonaro e respondeu, ponto a ponto, acusações feitas pelo presidente. Nesta etapa do discurso, Barroso chegou a classificar o chefe de Estado como “farsante”. “É tudo retórica vazia contra pessoas que trabalham sério e com amor ao Brasil, como somos todos nós aqui. Retórica vazia. Política de palanque. Hoje em dia, salvo os fanáticos, que são cegos pelo radicalismo, e os mercenários, que são cegos pela monetização da mentira, todas as pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nesta história”, disse.

 

Ele criticou a incessante tentativa de Bolsonaro de descredibilizar as instituições e, em especial, a urna eletrônica. “Contagem pública manual de votos é como abandonar o computador e regredir não à maquina de escrever, mas a caneta tinteiro. Seria o retorno ao tempo da fraude e da manipulação. Se tentam invadir o Congresso e o Supremo, imaginem-se o que não fariam com as sessões eleitorais”, avisou. 

 

Para o ministro, as dúvidas acerca do processo eleitoral advêm de informações falsas sistematicamente compartilhadas por Bolsonaro e seus apoiadores. “Assim que pararem de circular as mentiras, as dúvidas dissiparão”, afirmou.

 

Barroso ainda sugeriu que os ataques de Bolsonaro servem, também, para encobrir o que considera o “fracasso” do governo. “Não podemos permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico social e moral que estamos vivendo. A democracia tem lugar para conservadores, liberais e progressistas. O que nos une na diferença é o respeito a Constituição, aos valores comuns que compartilhamos e que estão nela inscritos. A democracia só não tem lugar para quem pretenda destruí-la”, criticou. 

 

“Quando este debate é contaminado por discursos de ódio, campanhas de desinformação e teorias conspiratórias infundadas, a democracia é aviltada”, acrescentou

 

Barroso é um dos grandes alvos de Bolsonaro dentro do STF. O outro é Alexandre de Moraes, a quem o presidente da República frequentemente faz ameaças (leia mais aqui).  

 

Bolsonaro, inclusive, chegou a chamar Barroso de “filho da puta”, numa fala que foi flagrada e transmitida nas redes sociais do próprio presidente do Brasil (leia mais aqui). 

Bahia Notícias

Presidente de associação de caminhoneiros diz que motoristas foram usados por agronegócio

por Francis Juliano

Presidente de associação de caminhoneiros diz que motoristas foram usados por agronegócio
Foto: Reprodução / Aepet

Entidade que representa caminhoneiros de todo o país, a Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB) avalia que as paralisações de motoristas entre esta quarta-feira (8) e quinta-feira (9) não servem à categoria.

 

Para o presidente da entidade, José Roberto Stringasci, os motoristas foram usados como “bois de piranha” para satisfazer o real beneficiário, os empresários do agronegócio. Os últimos acontecimentos, segundo ele, lembram o que ocorreu em 2018, quando o país sofreu uma crise de desabastecimento.

 

“A gente tem visto novamente que eles estão usando o motorista autônomo como boi de piranha. Quem está por trás disso é seu Antônio Galvan [investigado por apoiar manifestações antidemocráticas] junto com meia dúzia de motoristas, como Odilon Fonseca e Zé Trovão”, declarou ao Bahia Notícias.

 

De acordo com Stringasci, a maioria dos condutores não aderiu ao proposto pelos articuladores da paralisação. “Noventa por cento da categoria não aprova isso. Essa coisa de matar e arrancar ministro do STF. Não aprova”, reiterou.

 

Stringasci declarou que a pressão do agronegócio tem a ver com a não aprovação de um projeto [Ferrogrão] pelo Supremo Tribunal Federal, que beneficiaria os grandes empresários. “Em 2018, eles deviam 200 milhões de reais. Só que agora devem uns 40 bilhões de reais ao governo federal, e eles querem uma anistia. Só que agora em maio desse ano, o STF derrubou o projeto Ferrogrão. De lá para cá, o agronegócio virou patriota”, ironizou.

Bahia Notícias

Associação de delegados diz que PGR quer 'intimidar' investigadores da PF com inquérito

Associação de delegados diz que PGR quer 'intimidar' investigadores da PF com inquérito
Imagem ilustrativa | Foto: José Cruz / Agência Brasil

A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota, nesta quinta-feira (9), em que repudia a iniciativa da Procuradoria-Geral da República de solicitar instauração de inquérito por abuso de autoridade e quebra de sigilo funcional contra o delegado Filipe Leal.

 

O pedido de apuração da PGR ocorreu após divulgação que Leal pretendia investir atos do atual diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, no inquérito sobre suposta interferência de Jair Bolsonaro na corporação.

 

O delegado foi afastado da investigação pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por incluir a gestão de Maiurino no caso.

 

Para a ADPF, "o afastamento de um delegado da condução de um inquérito por parte do STF em razão de discordância acerca da linha investigativa já era, por si só, algo bastante absurdo". "Divergências entre os atores da persecução penal são da natureza da interpretação do Direito".

 

"A Procuradoria-Geral da República agora busca intimidar todos os delegados de polícia com essa prática abusiva de requisitar instauração de inquérito contra a autoridade policial que presidia a apuração", afirmam os delegados na nota.

 

Ainda no comunicado, a a ADPF diz que "a divergência de entendimento jurídico nunca deve ser objeto de punição, sob pena de ferir a autonomia investigativa e de inviabilizar na prática a complexa atividade de apuração de crimes".

 

Sobre a quebra de sigilo funcional por Leal, associação de delegados afirma que o STF, em maio de 2020, havia determinado que a apuração tramitasse "em regime de ampla publicidade". 

 

"Os fatos preocupam os delegados, mas quem realmente perde é a Polícia Federal, a sociedade e, em especial, a credibilidade de um órgão da importância da Procuradoria-Geral da República", finaliza a nota.

Bahia Notícias

Barra do Mendes: Vereador acusado de compra de voto pode ter mandato cassado

por Francis Juliano

Barra do Mendes: Vereador acusado de compra de voto pode ter mandato cassado
Foto: Reprodução / Facebook Câmara de Barra do Mendes

Um vereador de Barra do Mendes, no Centro Norte, responde a um processo de abuso de poder econômico e pode ter o mandato cassado. Nesta sexta-feira (10), começam as oitivas do processo que julga se Miguel Alves de Araújo (PSD), conhecido como “Miguel da Canarina”, cometeu abuso.

 

Nas vésperas da última eleição, Miguel da Canarina chegou a ser preso por suspeita de compra de votos. Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral, na tarde do dia 14 de novembro do ano passado, o então candidato foi flagrado oferecendo bens e vantagens para possíveis eleitores no povoado de Canarina.

 

Na ocasião, uma guarnição da Polícia Militar encontrou no carro do postulante itens como cheque no valor de R$ 900 pertencente à prefeitura da cidade, além de recibos e autorização de exames, boletos de pagamento, anotações de material de construção, entre outros.

 

Atualmente, Miguel da Canarina não só continua como vereador como também é tesoureiro da Câmara Municipal.


Nota da redação deste Blog - Mesmo com toda lentidão da justiça, um dia quem desrespeita e agride  a legislação eleitoral  dia será julgado.

Estou cansado de escutar um  bando de " idiota" sem nenhum fundamento, falar que se o Precatório sair, o atual prefeito colocará na prefeitura seu vice-prefeito tranquilo.

Pergunto: será?

E a AIJE como irá ficar?

Enquanto não for julgada  o prefeito e seu vice continuará na pendura,

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