quinta-feira, agosto 19, 2021
Alternância no poder e democracia - Editorial
É da natureza humana o apego ao poder uma vez conquistado. A fim de evitar que esta perniciosa tendência contaminasse as instituições políticas, visando a submetê-las às vontades de um soberano, sociedades que lutaram pela liberdade ao longo da História conceberam uma série de mecanismos que permitissem a alternância entre os detentores do poder de tempos em tempos.
No século 18, Montesquieu, expressão mestre do constitucionalismo moderno, ensinou que, “para que o abuso de poder seja impossível, é necessário que, pela ordem das coisas, o poder faça o poder parar”. Décadas mais tarde, James Madison sintetizaria o pensamento do iluminista francês ao escrever que “é preciso fazer com que a ambição seja neutralizada pela ambição” durante os arranjos para a elaboração da Constituição dos Estados Unidos.
Ao contrário da aristocracia, “o governo dos melhores”, a democracia admite governantes imperfeitos, mas não admite senhores, não admite autocratas. A alternância de poder é, pois, atributo primordial da democracia. Não se pode falar de uma coisa sem a outra. Uma democracia só está amadurecida quando a miríade de interesses coletivos em jogo em dada sociedade é mediada civilizadamente no âmbito das disputas políticas, vale dizer, na luta por espaços de representação na Presidência e no Parlamento regida por normas que todos aceitam como justas e às quais todos se submetem. Isto implica que sejam dadas a cada um daqueles diferentes grupos de interesse as condições – não só meramente formais – para vencer uma eleição e chegar ao poder se assim for a vontade dos eleitores.
Para fluir perfeitamente, no entanto, este pacto social há de ser uma via de mão dupla. Se, por um lado, forças políticas alternativas ao governo de turno devem ter a chance de substituí-lo por meio do voto, por outro, o grupo político ora detentor do poder precisa reconhecer o resultado do pleito em caso de eventual derrota. Caso contrário, será um traidor do mesmo pacto que propiciou sua ascensão ao poder e revelará de forma cabal, por vezes trágica, sua vocação liberticida.
Até pouco tempo atrás, a contestação de resultados de eleições cuja lisura foi inquestionável era um problema restrito às republiquetas. Não mais. Nas duas maiores democracias das Américas, Estados Unidos e Brasil, pôr em xeque a segurança do processo eleitoral se converteu em uma das táticas para manutenção de poder engendradas por populistas como Donald Trump e Jair Bolsonaro, não raro recorrendo à desinformação e às teorias conspirativas.
A bem da verdade, os brasileiros tiveram um aperitivo deste ardil na eleição presidencial de 2014, quando o então candidato Aécio Neves (PSDB) não reconheceu a vitória de Dilma Rousseff (PT), sob a alegação de “desconfianças propagadas nas redes sociais que colocaram em dúvida desde a votação até a totalização dos votos” dados à petista. Um despautério que, até Bolsonaro, parecia ter sido superado.
Apenas dois meses após tomar posse, convém lembrar, Bolsonaro subiu um degrau em sua escadaria de infâmias ao afirmar ter sido vítima de “fraude” em um pleito do qual saíra vencedor. Até hoje repete a cantilena de que teria vencido a disputa no primeiro turno. E até hoje não apresentou uma evidência sequer, por mais tênue que fosse, que corrobore sua perigosa alegação. “Se o presidente da República tiver provas (de fraude na eleição), tem o dever cívico de entregá-la ao Tribunal Superior Eleitoral. Estou com as portas abertas. O resto é retórica política, são palavras que o vento leva”, disse há poucos dias o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso.
No caso americano, o vigor das instituições democráticas foi submetido a um teste de estresse antes inimaginável, mas, ao final, prevaleceram as leis e a vontade dos eleitores. O Brasil tem encontro marcado com esta agitação no ano que vem, caso Bolsonaro não seja reeleito. O que determinará se o movimento será choro de perdedor ou, de fato, uma crise institucional será a força das instituições pátrias.
O Estado de São Paulo
Um presidente aloprado e sua gangue fora da lei
Bolsonaro ameaça ministros do STF com impeachment e apoiador diz que a cobra vai fumar
Por José Nêumanne (foto)
Encurralado por quatro ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um recorde histórico, Jair Bolsonaro postou no sábado 14: “Todos sabem das consequências, internas e externas, de uma ruptura institucional, a qual não provocamos ou desejamos. De há muito, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, extrapolam com atos os limites constitucionais”.
Mentira! Desde 2018 o presidente denuncia as urnas eletrônicas como fraudadas para evitar, com um autogolpe, a derrota em 2022. Após longa leniência das autoridades guardiãs da Constituição, da paz e da ordem públicas, estas exigiram que ele apresente as provas que diz ter. Mas, à exceção da fraude que pratica, tendo prometido combater a corrupção, “mais Brasil e menos Brasília”, e traído tais promessas, nada revelou de relevante.
Ao contrário, seja por tolerância exagerada ou compreensível respeito à vontade popular em decisões eleitorais não alteradas, que venceu seis vezes, o chefe do desgoverno atroz tem sido poupado de merecidas penas. Há dois anos, o ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro denunciou suas reiteradas tentativas de interferir politicamente na Polícia Federal (PF). De lá para cá, fez gato e sapato com a instituição, ao nomear fâmulos da famiglia, Anderson Torres e Paulo Maiurino, para o Ministério da Justiça e a direção da policia judiciária. O delegado Alexandre Saraiva foi afastado do inquérito sobre suspeita de cumplicidade de seu apoiador Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente, mesmo tendo sido este denunciado em venda ilícita de madeira da Amazônia, flagrada não pela PF, mas no destino, os EUA, o que lhe provocou demissão. O inquérito está parado porque o STF ainda não decidiu se o presidente deporá por escrito ou pessoalmente. Lana caprina, portanto.
Bolsonaro ainda compartilhou, por escrito, no aplicativo Whatsapp, manifesto ostensivamente golpista, assinado por um grupo de Facebook chamado “Ativistas direita volver”. O manifesto reza, em vernáculo vulgar: “O Presidente Bolsonaro, no início de agosto, em vídeo gravado, pediu para que o povo brasileiro fosse mais uma vez às ruas, na Avenida Paulista, no dia sete de setembro, dar o último aviso, mas, desta vez, ele reforçou que o ‘contingente’ deveria ser absurdamente gigante, ou seja, o tamanho desta manifestação deverá ser o maior já visto na história do país, a ponto de comprovar e apoiar, inclusive internacionalmente, para que dê a ele e às FFAA, para que, em caso de um bastante provável e necessário contragolpe que terão que implementar em breve, diante do grave avanço do golpe já em curso há tempos e que agora avança de forma muito mais agressiva, perpetrado pelo Poder Judiciário, esquerda e todo um aparato, inclusive internacional, de interesses escusos”. Compartilhar significa participar.
Compartilhou-o simultaneamente à divulgação por seu aliado Roberto Jefferson, dono do Partido Trabalhista Brasileiro – que lhe foi doado por Golbery do Couto e Silva na ditadura –, de um manifesto virulento, ilustrado por uma foto empunhando duas pistolas, ao estilo caubói do Velho Oeste. No mesmo sábado 14 de agosto em que o próprio Bolsonaro anunciou que exigiria as cabeças de Barroso e Moraes ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que ajudou a eleger, um cantor que migrou da Jovem Guarda para o sertanejo convocou, em reunião com empresários ditos do agronegócio, o “antigolpe” para o feriado da Independência: “Nós vamos parar 72 horas. Se não fizer nada, nas próximas 72 horas, ninguém anda no País, não vai ter nem caminhão para trazer feijão para vocês aqui dentro”, disse o artista em reunião em Brasília. Sentado ao lado do presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, Sérgio Reis gabou-se ainda de ter sido remunerado e de haver almoçado com Bolsonaro antes das ameaças.
A impudica e imprudente pretensão golpista do capitão terrorista o inclui na condição de “aloprado”, definição usada por seu mais provável adversário no segundo turno da eleição presidencial de 2022, Lula, quando insultou correligionários que produziram relatório falso para evitar a vitória do senador José Serra ao governo de São Paulo. A pretensão do cantor esbarra em leis que proíbem o impedimento de abastecimento de alimentos e o congelamento de preços de derivados de petróleo. Como Jefferson, Reis e Eduardo Araújo encenam um caso de polícia corriqueiro, que nem exigiria a intervenção do STF ou do TSE.
Em entrevista ao Blog do Nêumanne, no portal do Estadão, o economista Paulo de Tarso Venceslau, o primeiro a denunciar corrupção do PT, observou: “Bolsonaro é um zero à esquerda e não depende de Deus para ficar, mas dos milicos”. E do povo. Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados, resumiu: “Presidente, chega! Chegou a hora de o senhor falar como vai enfrentar 15 milhões de desempregados, 19 milhões com fome, juros crescentes, inflação descontrolada na comida, energia e combustível. Chega dessa graça de criar problemas artificiais para um país cheio de problemas reais”. Basta, xô e tchau!
*jornalista, poeta e escritor
O Estado de São Paulo
Postado há 15 hours ago por Brasil Soberano e Livre
Um miliciano na Presidência da República
Por Joaquim de Carvalho (foto)
Em vez de visitar hospitais e se solidarizar com as famílias vitimadas pela Covid-19, Jair Bolsonaro promove “motociatas”, gastando milhões de reais, que poderiam reforçar os minguados orçamentos das universidades federais.
É verdade que a parvoíce da presidente Dilma Rousseff e a corrupção do PT despertaram na sociedade um justo sentimento de repulsa. Contudo, não era previsível que militares saudosos das benesses da ditadura, com o apoio de certas elites de poucas letras, quisessem ver o país nas mãos de generais linhas-duras.
No entanto, instintivamente, o capitão Bolsonaro previu isto, empunhou a bandeira do combate à corrupção e ousou candidatar-se — logo ele, que foi expulso do Exército como tenente terrorista e passou 27 anos como deputado no baixo clero, envolvendo-se no fenômeno das “rachadinhas” (peculato), comprando imóveis em dinheiro vivo, injuriando colegas deputadas, elogiando torturadores e propondo aumentos salariais para cativar militares.
Começou então a campanha e veio a facada em Juiz de Fora (MG), que comoveu o país e o livrou dos debates e da comparação com candidatos decentes. E ele acabou sendo eleito.
Na época, desconhecia-se a sua folha corrida, e poucos sabiam de suas fortes ligações com as milícias cariocas. Não era, pois, de se esperar que aquele capitão conhecesse figuras qualificadas para formar um ministério. O que ele conseguiu foi congregar uma caterva que ia do obtuso Ernesto Araújo ao bonifrate Eduardo Pazuello, passando por mediocridades como Bento Albuquerque, Abraham Weintraub, Milton Ribeiro, Damares Alves e Fábio Faria.
Não vamos esquecer do falaz Paulo Guedes, com sua voracidade por estatais lucrativas e fundos de pensão de funcionários públicos, e o escroque Ricardo Salles, acusado de enriquecimento ilícito e cumplicidade com os criminosos que estão devastando a Amazônia.
Agora, Bolsonaro está com medo da CPI da Covid e fará tudo para se agarrar ao governo, a fim de escapar da Justiça criminal.
Assim, quer transformar uma instituição de Estado, o Exército, em “seu Exército”, ou milícia particular. Para isso, colocou no Ministério da Defesa o general Braga Netto, que já em sua posse rinchou em tom de ameaça que “é preciso respeitar o ‘projeto’ escolhido pela maioria” — e depois relinchou que “sem voto impresso, não haverá eleição em 2022”.
Cabe perguntar se esse governo tem algum projeto, e se tal projeto inclui a subversão nas Forças Armadas, a morte de 600 mil brasileiros por Covid-19, a devastação da Amazônia e um “orçamento secreto” pior do que o mensalão do PT.
É patente que Bolsonaro aparelhou as instituições para se blindar e proteger seus filhos ladravazes, chamados por ele de 01, 02, 03 e 04. Foi para isso que interferiu na Polícia Federal, transferiu o Coaf do Ministério da Justiça para o Banco Central e rompeu com a tradição da lista tríplice, nomeando —e reconduzindo— o capacho Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República.
Completando a razia nas instituições, ele nomeou o fâmulo Kassio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal e escolheu o pastor André Mendonça para a vaga do ministro Marco Aurélio Mello, que acaba de se aposentar. Não precisou ter notório saber jurídico. Bastou ser “terrivelmente evangélico” e mostrar disposição para anular as irrefutáveis provas contra o ladrão 01, no escândalo das “rachadinhas”.
Até os militares já percebem que o capitão é inepto, mendaz, corrupto e perigoso.
É urgente que o Congresso aprove ao menos um dos mais de cem pedidos de impeachment deste celerado, antes que ele acabe com o que resta do Estado democrático de Direito.
O problema é que o Congresso é majoritariamente composto por biltres iguais a Bolsonaro, a começar pelo réu que preside a Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que comandou um milionário esquema de “rachadinhas” em Alagoas.
E nem falemos dos líderes do governo na Câmara e no Senado, respectivamente Fernando Bezerra (MDB-PE) e Ricardo Barros (PP-PR), acusados de receberem subornos quando foram ministros, respectivamente, de Dilma e Michel Temer (MDB).
Como esses velhacos não honram os seus mandatos, só nos resta esperar que o escândalo da Covaxin derrube o presidente-miliciano.
Folha de São Paulo
Postado há 15 hours ago por Brasil Soberano e Livre
Aracaju anuncia vacinação para jovens de 18 a 21 anos

em 19 ago, 2021 10:31
O Prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, anunciou na manhã desta quinta-feira, 19, uma nova atualização do cronograma de vacinação da capital. Segundo o gestor municipal, o objetivo é vacinar de forma escalonada os jovens entre 18 e 21 anos até a próxima segunda-feira, 23.
Os aracajuanos de 20 ou 21 anos abrem o cronograma de vacinação já nesta sexta-feira, 20.
Veja abaixo como ficará o calendário
20/8: 20 e 21 anos
21/8: 20 e 21 anos
22/8: 18 e 19 anos
23/8: 18 e 19 anos
Locais de vacinação
– Nos drives do Parque da Sementeira e do 28 º Batalhão de Caçadores (ambos com prévio cadastro e código de validação). A vacinação será entre 08h e 19h.
– Pontos fixos (das 08 às 18h)
Shopping RioMar (Coroa do Meio)
Aracaju Parque Shopping (Bairro Industrial)
Estação Cidadania (Bugio)
UNIT (Farolândia)
UNINASSAU (Av. Rio de Janeiro)
por João Paulo Schneider
INFONET
Zeca Pagodinho recebe alta médica e fará tratamento para Covid-19 em casa: 'Se cuidem'
por Bianca Andrade

Foto: Reprodução / Instagram
Zeca Pagodinho recebeu alta médica nesta quinta-feira (19) da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, após seis dias internado com diagnostico positivo de Covid-19 (relembre aqui).
Em suas redes sociais, o artista divulgou um vídeo deixando a unidade e comemorando o teste negativo de Covid-19, após um período de tratamento.
"Pessoal, estou indo embora, terminar o tratamento em casa. Bacana, levei dez no pulmão, dez em tudo. Se cuidem, vacinem-se!", pediu o cantor.
Pacheco acena a Bolsonaro e destrava trâmite da indicação de Mendonça para o STF
por Julia Chaib e Washington Luiz | Folhapress

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Em um aceno ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deu início aos trâmites da indicação de André Mendonça para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Pacheco encaminhou a mensagem presidencial à Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira (18), em ato de ofício. Agora, cabe ao senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que preside a comissão, designar um relator para proferir parecer à indicação.
Governistas já esperavam que o parlamentar fizesse a leitura da mensagem no plenário nesta quinta-feira (19) ou até semana que vem como parte das concessões que cada Poder está fazendo para pacificar as relações em meio a uma crise iniciada com ataques golpistas de Bolsonaro às eleições.
Durante a última sessão do Senado, senadores da base aliada do governo cobraram de Pacheco o andamento da indicação.
"Não há motivos para que esta Casa possa manter ainda por mais tempo o Supremo Tribunal Federal com dez juízes (...) Por que não essa leitura e por que não dar sequência na CCJ?", questionou o senador Carlos Viana (PSD-MG).
Na CCJ, Mendonça deverá enfrentar a resistência de Alcolumbre. Desde que Bolsonaro oficializou o nome do ex-advogado-geral da União para ocupar a vaga deixada por Marco Aurélio Mello, em julho, o ex-presidente do Senado trabalha para que Mendonça não seja aprovado.
Entre as razões para que Alcolumbre segure a inquirição de Mendonça está a preferência por outro nome e o discurso bélico de Bolsonaro.
O anúncio feito por Bolsonaro de que irá pedir o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), reforçou a disposição do presidente da CCJ de manter na gaveta a indicação Mendonça à corte.
A única chance de o clima melhorar para destravar a sabatina de Mendonça, segundo pessoas próximas de Alcolumbre, é se Bolsonaro baixar o tom do discurso, cessar os ataques a parlamentares e ao Supremo e der sinais claros de que não provocará mais fissuras entre os Poderes.
De acordo com aliados, a estratégia do senador é postergar a sabatina pela qual o ex-ministro do governo deverá passar na CCJ e tentar emplacar no seu lugar o procurador-geral Augusto Aras.
A primeira etapa da avaliação do nome de Mendonça será a sabatina na CCJ do Senado. No colegiado, com 27 membros, ele será submetido à votação secreta.
Para aprovação, é necessária maioria simples. Mesmo se for rejeitada, a indicação é submetida ao plenário do Senado, onde necessitará de maioria absoluta (41 dos 81 senadores). A votação também será secreta.
Kassio Nunes Marques, o último indicado ao STF, teve o nome aprovado por 22 votos a 5, na CCJ. No plenário, o placar ficou em 57 a 10.
Nessa quarta, Pacheco e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, deram início ao movimento para tentar amenizar a relação entre Planalto e STF.
Em visita ao presidente da corte, Luiz Fux, eles pediram que a reunião prevista entre os três Poderes seja retomada. O encontro entre o chefe do Executivo, Pacheco e Fux estava previsto para o início do mês, mas foi cancelado pelo ministro.
Na ocasião, Fux afirmou que o mandatário não cumpria a própria palavra e ressaltou que Bolsonaro vinha reiterando os ataques a integrantes da corte, em especial a Barroso e Moraes, e que as ofensas não atingiam apenas os dois, mas todo o tribunal.
O chefe da corte, entretanto, não garantiu que remarcaria o encontro. Aos dois afirmou apenas que irá reavaliar. No encontro com Ciro, Fux disse que vai esperar os desdobramentos da crise.
ENTENDA TRAMITAÇÃO DAS INDICAÇÕES NO SENADO
MINISTRO DO SUPREMO
- A avaliação sobre a nomeação é feita pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Para iniciar o processo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deve ler o comunicado da indicação em plenário
- A principal etapa na comissão é a realização de uma sabatina do candidato pelos congressistas. Concluída a sabatina, a CCJ prepara um parecer sobre a nomeação e envia a análise ao plenário
- A decisão sobre a indicação é feita em uma sessão plenária da Casa. A aprovação do nome só ocorre se for obtida maioria absoluta, ou seja, ao menos 41 dos 81 senadores
- Depois da aprovação pelo Senado, o presidente pode publicar a nomeação e o escolhido pode tomar posse no tribunal
Bahia Notícias
PF deflagra ação contra fraudes em benefícios da previdência em Amargosa e Milagres

Foto: Reprodução / Fenadepol
Seis mandados de prisão e outros seis de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quinta-feira (19) em Amargosa e Milagres, no Vale do Jiquiriçá. Segundo a Polícia Federal (PF), a Operação Apólogo [alusivo à “fábula”, “ficção”] tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que fraudava benefícios previdenciários/assistenciais na Bahia
Ainda segundo a PF, o prejuízo estimado com as fraudes já supera a ordem de R$ 4 milhões. A soma é relativa a cerca de 50 benefícios previdenciários/assistenciais suspeitos. No entanto, acrescenta a corporação, esse número de benefícios irregulares pode aumentar ao longo da apuração. Conforme a apuração, o grupo criminoso (que atuava pelo menos desde 2017) criava pessoas fictícias, mediante documentos falsos, com objetivo de obter benefícios previdenciários/assistenciais fraudulentos.
A maioria desses documentos era em benefícios de prestação continuada – BPC (benefício no valor de um salário mínimo, pago pelo INSS a pessoas com mais de 65 anos e/ou portadores de deficiência).
Os suspeitos vão responder por diversos crimes, dentre eles integrar organização criminosa (art. 2º, § 4º, II da Lei 12.850/2013), estelionato previdenciário (art. 171, §3º do CPB) e falsificação de documento público (art. 297 do CPB).
Além de uso de documento falso (art. 304 do CPB), dentre outros, com penas que, se somadas, podem chegar a mais de 25 anos de prisão.
Bahia Notícias
Lula tem 40% das intenções de voto em 1º turno contra 24% de Bolsonaro
Publicado em 19 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Aroeira (Arquivo do Google)
Pedro do Coutto
Pesquisa da XP Investimento, inclusive com base em dados do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), sobre a sucessão de 2022, se as eleições fossem hoje, revela que Lula da Silva alcançaria no primeiro turno 40% dos votos contra 24% de Bolsonaro e 10 pontos de Ciro Gomes. O resultado da pesquisa teve a sua síntese publicada nas edições do Estado de S. Paulo e do Valor de terça-feira.
Na tarde de ontem, quarta-feira, o economista Filipe Campello me chamou atenção para os números do levantamento, sobretudo porque o universo da XP Investimentos é o de mercado de capitais e de aplicações financeiras envolvendo basicamente empresários e executivos do setor.
ÍNDICES – Hoje, o subeditor deste site, Marcelo Copelli, selecionou os dados, a meu ver mais importantes, do trabalho realizado e das tendências identificadas. Haveria segundo turno e neste Lula alcançaria 51% contra 32 pontos de Jair Bolsonaro. A pesquisa quanto ao primeiro turno incluiu ainda Sérgio Moro, que totalizou 9%, Henrique Mandetta e Eduardo Leite ambos com 4 pontos. A pesquisa realizou mil entrevistas entre 11 e 14 de agosto e tem margem de erro de 3,2 pontos percentuais, para mais e para menos.
Em um segundo cenário pesquisado, em que aparecem o governador de São Paulo, João Doria, o apresentador de TV José Luiz Datena e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a diferença entre Lula e Bolsonaro cai para 9 pontos porcentuais. Neste cenário, Lula registra 37% das intenções de voto, e Bolsonaro 28%. Na sequência, Ciro tem 11%, Mandetta, Doria e Datena aparecem com 5% cada um, e Pacheco com 1%. Nove por cento seria a parcela de brancos e nulos, taxa que se repete desde 1955 em disputas presidenciais.
Um dado da pesquisa que merece destaque é o índice de votos nulos e brancos num segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Lula venceria neste cenário por 51% a 32% e haveria 17% de brancos e nulos, o que ao mesmo tempo significa uma rejeição de certa forma expressiva tanto ao ex-presidente como ao atual chefe do Executivo.
DESGASTE – Num segundo turno, Ciro Gomes bateria Bolsonaro por 44 a 32, Doria por 37 a 35, Mandetta por 38 a 34 e Sergio Moro também derrotaria Bolsonaro por 37 a 30. Como se constata, as tendências eleitorais levantadas pela XP Investimentos confirmam o desgaste do governo que hoje é considerado ruim ou péssimo por 54% dos eleitores e eleitoras.
Do lado oposto, 23% dos eleitores avaliam o atual governo como ótimo ou bom ‒ oscilação descendente de 2 pontos em comparação com julho deste ano. Trata-se do patamar mais baixo registrado por Bolsonaro desde que se mudou para o Palácio da Alvorada, em janeiro de 2019.
O impulso às urnas, portanto, confirma a visão que o eleitorado possui a respeito do desempenho do titular do Planalto. A meu ver, a tendência é irreversível, até porque Bolsonaro nada faz para alterar essa realidade.
CPI quebra sigilo fiscal do líder Ricardo Barros e do advogado Frederick Wassef
Publicado em 19 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

“É covardia deles”, diz Ricardo Barros, investigado pela CPI
Augusto Fernandes
Correio Braziliense
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 aprovou, nesta quinta-feira (19/8), a quebra dos sigilos fiscais de uma série de autoridades, dentre elas o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o presidente Jair Bolsonaro e outros membros da família do chefe do Executivo.
Os requerimentos que pediam mais informações sobre os dados fiscais dos dois foram elaborados pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL).
LIGADOS À PRECISA – Nos pedidos, o parlamentar destacou que Wassef e Barros ” possuem registros de passagens de recursos e/ou relacionamentos comerciais com origem ou destino na empresa Precisa — Comercialização de Medicamentos LTDA., seus sócios, familiares destes e outros investigados por esta CPI”.
A Precisa teria intermediado a compra pelo governo federal da vacina Covaxin, contra a covid-19, que é desenvolvida pela empresa indiana Bharat Biotech. Em fevereiro, o Executivo firmou um acordo para adquirir 20 milhões de doses do imunizante por R$ 1,6 bilhão. Esse contrato, no entanto, acabou sendo cancelado pelo Ministério da Saúde diante das revelações de irregularidades na negociação.
A Precisa, por exemplo, teria adulterado uma documentação sem a anuência da Bharat para atender a uma norma da Lei de Licitação e Contratos que diz que as empresas estrangeiras cujas firmas não existem no Brasil têm de ser representadas legalmente com poderes expressos, para receber citação e responder administrativamente e judicialmente.
TOTAL ILEGALIDADE – De acordo com o memorando de intenção firmado entre a Bharat e a Precisa, no ano passado, a empresa brasileira foi colocada como importadora e distribuidora exclusiva, e não representante exclusiva da Bharat. Consequentemente, se não era representante exclusiva, a Precisa não poderia assinar contratos. Mesmo assim, a Precisa não buscou a Bharat e falsificou a documentação.

Frederick Wassef é advogado da família Bolsonaro
Com a quebra do sigilo fiscal dos dois, a CPI pediu que a Receita Federal envie ao colegiado, em até dois dias, a relação de empresas por meio das quais Barros e Wassef participam “por meio de administração, gerência, sociedades, cotas ou quaisquer outros tipos de participação, inclusive quanto a ocasionais sociedades anônimas, nos últimos cinco anos”.
Na quarta-feira (18), Barros foi incluído por Calheiros na lista de investigados da CPI. Wassef ainda não está nessa condição, mas os parlamentares querem entender se ele também participou de algum esquema fraudulento de aquisição de vacinas contra a covid-19.
Fim do padrão-ouro completa 50 anos, aumentando a desigualdade social no mundo
Publicado em 19 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Ilustração reproduzida do Arquivo Google
Mathias Erdtmann
Há 50 anos, o presidente norte-americano Richard Nixon extinguiu a conversibilidade do Dólar-ouro. Na época, quem tivesse 35 dólares podia requisitar 1 onça (31,1g) de ouro do Tesouro dos Estados Unidos.
Esta conversibilidade incentivava o uso da moeda norte-americana como padrão de troca internacional, mas o governo se viu em uma situação insustentável, com metade de suas reservas de ouro depletadas pelos saques, com a balança fiscal e comercial indicando que o país gastava mais do que produzia, gerando uma saída constante de ouro do Tesouro.
SEM ALTERNATIVAS – Portanto, só havia duas possibilidades: equilibrar as contas ou cessar a conversão e continuar deficitário. Nixon escolheu a segunda opção, e os norte-americanos puderam chutar a lata, como eles dizem, por mais 50 anos.
Neste tempo, o déficit acumulado chegou a 24 trilhões de dólares, e hoje uma onça está cotada a quase US$ 1.800. Esse é o tamanho da inflação.
Essa perda de valor não atinge todos igualmente: os mais ricos, que possuem ativos, ganharam muito, e hoje detém um quinhão de riqueza só visto antes na década de 1920 (desigualdade que gerou “O grande Gatsby” e a crise de 29, reverberando nas Grandes Guerras I e II).
COMPARAÇÕES – Em 1970, quando existia a conversibilidade, um americano médio comprava sua casa com dois anos e meio de salários, a um preço de 700 onças de ouro.
A maravilha da tecnologia (1% ao ano) conseguiu baratear o custo de uma casa para 350 onças de ouro, no entanto, isso equivale agora a 6 anos de salários, na média. Os salários médios se reduziram de 300 onças de ouro ao ano para 60 onças.
Todos sabem que a economia cresceu nos últimos 50 anos, então quem ficou com a fatia do leão? O número de médicos nos EUA avançou basicamente na mesma proporção da população (100%). Já o número de administradores subiu 3.000%. Vê-se que a nomenklatura e as atividades de “gestão” ganham mais que nunca.
RESERVAS ZERADAS – Os países têm as mais diversas histórias de relação com o ouro. O Brasil produz bem (10º maior produtor e 10ª reserva no subsolo, com pouquíssimo trabalho geológico feito), mas não guarda nada (reservas do governo e da população praticamente nulas, aproximadamente 2g por cidadão).
A Alemanha não produz nada e estoca muito (110 gramas por cidadão, metade no estoque do governo, metade em posse privada do cidadão). Somente dois governos no mundo tem reservas de ouro zeradas: Brasil e Canadá.
Brasil já teve uma discussão, lá pelos anos 1900, entre os Imperialistas (pró-agricultura, pró-Padrão-ouro) e o magnífico Ruy Barbosa (pró-industrialização, pró-moeda fiat). Na época o imperialismo venceu e arrastou o país por mais algumas décadas de estagnação.
IMPOSTO OCULTO – Há pontos e contrapontos, a moeda fiat acelera a dinâmica, permite empréstimos “do futuro”, sem lastro, e faz a economia girar. Por outro lado, gera um imposto oculto aos mais pobres (inflação), produzindo desigualdade.
Nestes 50 anos de moeda fiat (sem padrão-ouro) duas gerações se acostumaram ao ponto de acreditar que este sistema é definitivo e eterno, e não buscam opções alternativas, nem veem problema em não se discutir o assunto.
Para o sistema da moeda fiat se manter, é necessário construir mecanismos que anulem a transferência de riqueza dos mais pobres para os mais ricos, sob o risco de acontecer situações ridículas, como 6 pessoas terem riqueza equivalente a 100 milhões de pessoas em um país desenvolvido como os EUA. Inclusive, neste ano, dois destes seis bilionários se lançam em foguetes para ver quem voa mais alto durante alguns minutos.
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