sexta-feira, agosto 13, 2021

 

Reuters/Dado Ruvic/ Direitos Reservados

COVID-19: CASOS SOBEM PARA 20,2 MILHÕES E MORTES, PARA 565,7 MIL

Por Redação


Desde ontem, foram registrados mais de 32 mil novos casos da doença

Publicado em 11/08/2021 – 19:44

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

Agência Brasil — A quantidade de pessoas que contraíram covid-19 desde o início da pandemia subiu para 20.245.085. Em 24 horas, desde ontem, foram registrados 32.443 novos casos.

Ainda há 586.505 casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cuja condição de saúde é observada por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves.

A quantidade de pessoas que não resistiram à pandemia subiu para 565.748. Entre ontem e hoje, as autoridades de saúde confirmaram 975 novas mortes por covid-19.

Ainda há 3.504 falecimentos em investigação. O número se deve ao fato de que há casos em que pacientes morrem com suspeita de covid-19 mas ainda há a demanda de testes para confirmar ou não o diagnóstico.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 19.092.832.

As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (11). Os dados dos estados de Goiás e Roraima não foram atualizados, permanecendo aqueles de ontem (10). Estados

No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (141.664), Rio de Janeiro (60.266), Minas Gerais (51.502), Paraná (36.065) e Rio Grande do Sul (33.669). Enquanto Acre (1.805), Roraima (1.902), Amapá (1.931), Tocantins (3.585) e Alagoas (5.923) registraram os menores números de mortes do país.

Edição: Aline Leal


https://www.ocafezinho.com/

MORAES APONTA MAIS DE DEZ CRIMES PRATICADOS POR ROBERTO JEFFERSON

 

MORAES APONTA MAIS DE DEZ CRIMES PRATICADOS POR ROBERTO JEFFERSON

Por Redação


O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a prisão do presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, por ataques contra as instituições republicanas, ameaça a realização das eleições em 2022 e por defender o fechamento do Supremo Tribunal Federal.

No seu despacho, o magistrado da Suprema Corte apontou mais de dez crimes praticados pelo petebista e um dos principais aliados de Jair Bolsonaro.

Advogado de formação, Jefferson passa por cima do Código Penal quando pratica os crimes de preconceito de raça ou de cor e organização criminosa, previstos na Lei de Segurança Nacional e no Código Eleitoral.

Moraes também apontou os crimes de injúria, calúnia e difamação, incitação, apologia ao crime, denunciação caluniosa ou atribuir a um terceiro a prática de ato infracional de que o sabe inocente com finalidade eleitoral.

“As manifestações, discursos de ódio e homofóbicos e a incitação à violência não se dirigiram somente a diversos ministros da corte, chamados pelos mais absurdos nomes, ofendidos pelas mais abjetas declarações”, disse Moraes.

O ministro também citou que os autos do inquérito que investiga as chamadas mikicias digitais “uma possível organização criminosa —da qual, em tese, o representado [Jefferson] faz parte do núcleo político—, que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas”.

Moraes também diz que Roberto Jefferson atua de forma orquestrada, através das páginas oficiais do PTB e no Whatsapp, para atacar as instituições com “o nítido objetivo de tumultuar, dificultar, frustrar ou impedir o processo eleitoral, com ataques institucionais ao Tribunal Superior Eleitoral e ao seu ministro presidente [Luís Roberto Barroso]’.

https://www.ocafezinho.com/

Entenda a decisão sobre a prisão de Roberto Jefferson no inquérito da 'milícia digital'

Entenda a decisão sobre a prisão de Roberto Jefferson no inquérito da 'milícia digital'
Foto: Reprodução / Twitter

O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (13). O mandado é de prisão preventiva e a autorização partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes também determinou o bloqueio de conteúdos postados por Jefferson em redes sociais e apreensão de armas e acesso a mídias de armazenamento.

 

A prisão do ex-deputado ocorre dentro do "inquérito da milícia digital", que dá continuidade ao inquérito dos atos antidemocráticos.

 

Na decisão, Moraes afirma que “identifica-se a vinculação de Roberto Jefferson Monteiro Francisco ao escopo da presente investigação, diante de reiteradas manifestações proferidas por meio de postagens em redes sociais e em entrevistas concedidas, demonstrando aderência voluntária ao mesmo modo de agir da associação especializada ora investigada, focada nos mesmos objetivos: atacar integrantes de instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral brasileiro, reforçar o discurso de polarização e de ódio; e gerar animosidade dentro da própria sociedade brasileira, promovendo o descrédito dos poderes da República”.

 

"Extrai-se dos elementos iniciais compilados na informação policial em anexo a indicação de contumácia (habitualidade) de Roberto Jefferson Monteiro Francisco em praticar crimes que, por seu modo de agir, pela frequência de execução e repetição dos argumentos incidiriam em tipos penais caracterizados como crimes contra a honra, racismo, homofobia e incitação à prática de crimes, bem como o tipo penal decorrente de integrar organização criminosa, convergente com o contexto da apuração já em curso neste inquérito", acrescentou o ministro.

 

Ainda no texto, Moraes cita datas em que Jefferson "incitou, por mais de uma vez, a prática de crimes", como invasão ao Senado Federal, agressão a agentes públicos e políticos, ofendeu a dignidade e o decoro de ministros do STF, senadores, integrantes da CPI da Covid-19 e outras autoridades públicas.

 

O ministro também diz que a representação policial está instruída com várias declarações realizadas por Jefferson, veiculadas, primordialmente, por meio de redes sociais. Ele inclui cinco entrevistas na decisão - Brado Rádio, sediada em Salvador, Aliados do Brasil Oficial, Rádio 94 FM - programa (Rio Grande do Norte) e Jovem Pan News - onde a reiteração das condutas de Roberto Jefferson "revela-se gravíssima, pois atentatória ao Estado Democrático de Direito e às suas Instituições republicanas".

 

O INQUÉRITO
O inquérito foi aberto em julho deste ano, em decisão do ministro Alexandre de Moraes, e investiga o funcionamento e organização de uma milícia digital que direciona ataques à democracia e ministros do Supremo.

 

Moraes afirma que a organização criminosa se dividiria em núcleos de produção, publicação, financiamento e político, com finalidade atentar contra a democracia e o Estado de Direito.

Bahia Notícias

Filho de Tarcísio Meira e nora homenageiam o ator: 'Vamos cuidar da sua Glória'

por Bianca Andrade

Filho de Tarcísio Meira e nora homenageiam o ator: 'Vamos cuidar da sua Glória'
Foto: Reprodução / Instagram

Tarcísio Filho prestou uma singela homenagem ao pai, Tarcísio Meira, que morreu na última quinta-feira (12) em decorrência de complicações da Covid-19.

 

Em poucas palavras, o ator compartilhou um registro do pai no palco em uma espécie de agradecimento ao público no final da peça 'O Camareiro', seu último trabalho antes da pandemia. "Meu pai", escreveu o único herdeiro do casal Tarcísio e Glória.

 

Foto: Reprodução / Facebook

 

Já Mocita Fagundes, nora do veterano, preparou um longo e emocionante texto, saudando o sogro, a quem chamava de lenda. 

 

"Foi amor à primeira vista. E nisso se passaram 12 anos e eu nem percebi. Eu sempre disse que eu e meus filhos fomos adotados “pelo casal real”. Tu fostes absolutamente generoso comigo e com os meus, desde sempre".

 

Foto: Reprodução / Instagram

 

A esposa de Tarcísio Filho, que foi a primeira a falar sobre a internação do casal, revelando que eles foram contaminados por um pequeno descuido (leia aqui), prometeu cuidar de Glória, que recebeu alta médica momentos após a confirmação da morte de Tarcísio.

 

"Tarcisão. Para todos, o artista. O mestre. O grande. Para mim, muito mais que isso. Um sogro, um pai. Só posso te agradecer por tudo! Te encher de amor, como o que me foi dado… e cumprir a promessa que eu te fiz. Nós vamos cuidar da tua Glória. Um grande beijo meu amado. Um dia nos reuniremos novamente."

 

Leia o texto publicado por Mocita na íntegra: 

 

"Nunca vou me esquecer de como eu te conheci… “- Pai, tô levando minha gata aí pra você conhecer… você não tá de pijama né?” Eu tremia toda. Eu ia conhecer o primeiro membro da família do namorado. E era logo o sogro. E afinal… não era qualquer sogro… Era tu - o grande ator, o homem lindo, a “lenda”. Tu tava sentado “no teu mocó”, tava de blusa azul de gola rolê tri elegante… e disse abrindo um sorriso do tamanho do mundo… “- Mas que gaúcha exuberante!”.

Foi amor à primeira vista. E nisso se passaram 12 anos e eu nem percebi. Eu sempre disse que eu e meus filhos fomos adotados “pelo casal real”. Tu fostes absolutamente generoso comigo e com os meus, desde sempre. E eu adorava ouvir tuas histórias. De vida, de cinema, de tv, de fazenda, de amor… Te lembra quando eu sentei aos teus pés - lá em Belém, pra ouvir as histórias do Xingu? E quando tu me mostrava as fotos da lavoura de soja? E o “vestido da sorte” que ganhei de natal? Lindo… pra usar só em reuniões tri importantes de trabalho.

Meus filhos cresceram contigo como referência de avô. E eu só levo comigo as lembranças lindas do tempo que convivi ao teu lado. Fiquei nervosa quando te dirigi … e tu fostes de uma elegância ímpar… Me emocionei quando te vi no teatro… gigante na sua arte.

Tarcisão. Para todos, o artista. O mestre. O grande. Para mim, muito mais que isso. Um sogro, um pai. Só posso te agradecer por tudo! Te encher de amor, como o que me foi dado… e cumprir a promessa que eu te fiz. Nós vamos cuidar da tua Glória. Um grande beijo meu amado. Um dia nos reuniremos novamente."

Bahia Notícias

PGR ignorou prazo de Moraes e só se manifestou sobre Jefferson após prisão


por Camila Mattoso | Folhapress

PGR ignorou prazo de Moraes e só se manifestou sobre Jefferson após prisão
Foto: Reprodução/EBC

Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão de Roberto Jefferson sem a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República).
 

O ministro deu um prazo de 24 horas para o órgão se manifestar a respeito de um pedido da Polícia Federal para prendê-lo, mas não teve resposta.
 

O posicionamento da PGR chegou na noite de quinta (12) após o gabinete da PGR recebeu o aviso de que o mandado de prisão havia sido expedido por Moraes.
 

Na manifestação, a Procuradoria se colocou contra o pedido de prisão.
 

Presidente do PTB e aliado de Jair Bolsonaro, Jefferson é alvo da investigação sobre uma suposta organização criminosa digital voltada a atacar as instituições.
 

O caso foi aberto após o arquivamento, pela própria PGR, do inquérito que investigava a organização dos atos antidemocráticos em 2020.

Bahia Notícias

Barroso responde a Bolsonaro tornando a urna eletrônica mais protegida e confiável

Publicado em 13 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)

José Carlos Werneck

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, anunciou nesta quinta-feira, quatro novas medidas para tornar o processo eleitoral mais transparente e confiável em meio à onda de desconfianças em torno do assunto.

Essas medidas ocorrem dois dias após a derrota do presidente Jair Bolsonaro na votação da Proposta de Emenda à Constituição do voto impresso na Câmara dos Deputados.

BOLSONARO INSISTE – Apesar de ter fracassado ao encampar o discurso contra a urna eletrônica, o presidente continua colocando em xeque a segurança do sistema e a realização de eleições em 2022.

Diante dos constantes ataques que o sistema de votação eletrônico tem sofrido, a Justiça Eleitoral tornará público o acesso a alguns mecanismos de auditabilidade da urna, como a inserção dos programas, a inspeção do código-fonte, o teste de integridade do dispositivo e ainda vai estimular a presença de fiscais independentes no TSE para atestarem a confiança em cada uma das etapas.

Agora cidadãos, partidos políticos, instituições públicas e técnicos interessados no sistema eleitoral brasileiro poderão acompanhar cada etapa de preparação das urnas para a eleição do ano que vem.

SERIA RETROCESSO – “No início da sessão, expliquei às pessoas de boa-fé que o TSE é contra o voto impresso porque ele faria mal à democracia e ao sistema eleitoral. Anunciei providências para aumentar a transparência e o acompanhamento por parte dos partidos e da sociedade”, escreveu o ministro Barroso em uma rede social.

Dentre as medidas anunciadas, o tribunal eleitoral apresentou a possibilidade de partidos políticos, técnicos e especialistas inspecionarem os códigos-fonte (programa instalado na urna que permite a computação do voto e a totalização do resultado) um ano antes da realização das eleições.

Assim, a partir de 1º de outubro deste ano, os interessados poderão comparecer ao tribunal para acompanhar o processo desde o início. Anteriormente, a inspeção só podia ser realizada seis meses antes do pleito.

MAIOR FISCALIZAÇÃO – Outra novidade apresentada pela Justiça Eleitoral na tentativa de despistar os boatos e notícias falsas que envolvem a votação eletrônica é a possibilidade de os partidos políticos participarem como fiscais do processo de inserção dos programas computacionais na urna.

O convite aos dirigentes e filiados partidários tem a intenção de garantir que os envolvidos verifiquem que o software utilizado é o mesmo que foi assinado digitalmente e lacrado.

“A realidade é que os partidos não compareciam, nem indicavam seus técnicos. Assim foi nas Eleições de 2016, nas Eleições de 2018, nas Eleições de 2020: nenhum partido compareceu para fiscalizar. Alguém poderia imaginar que é desídia dos partidos, mas não. Era a confiança que tinham no sistema e, por isso, nem se sentiam obrigados a vir aqui ver como estava sendo feito”, disse o ministro-presidente do TSE.

MAIS AUDITAGEM – O conjunto de medidas inclui também um estudo em desenvolvimento pela Secretaria de Tecnologia do TSE, cujo objetivo é aumentar o número de urnas eletrônicas auditadas às vésperas das eleições no teste de integridade.

O procedimento consiste na escolha de cem urnas aleatoriamente para serem submetidas a uma simulação de votação em que são coletados os votos dos eleitores também em cédulas de papel para contrastar com os registros contidos na urna.

O presidente do TSE frisou que o processo é realizado em ambiente controlado, com uso de câmeras, e que nunca houve divergência entre o resultado das urnas e dos registros em papel.

COMISSÃO FISCALIZADORA – Por fim, o TSE anunciou a criação de uma comissão fiscalizadora formada por instituições públicas e cidadãos que terá o papel de acompanhar dentro do TSE cada etapa da preparação das urnas. O objetivo é que os envolvidos entendam como funciona o processo eleitoral em suas variadas fases de execução.

Como se vê, é sempre bom questionar.,Como dizia ontem um veterano jornalista, num jantar em Brasília:

“Diante de tanta polêmica, salvaram-se todos, e eleições transparentes são o desejo de todos os brasileiros de Bem, que felizmente são a maioria”.


Roberto Jefferson é preso pela PF por insistir em fazer ataques às instituições democráticas

Publicado em 13 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Foto: Divulgação

Jefferson é preso mais uma vez, por determinação de Moraes

Aguirre Talento e Jan Niklas
O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-deputado e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro, e o cumprimento de busca e apreensão contra ele por suposta participação em uma organização criminosa digital montada para ataques à democracia.

A PF cumpriu a prisão por volta das 9h desta sexta-feira, em sua residência no município de Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro.

ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS – O pedido de prisão partiu da Polícia Federal, que detectou a atuação de Jefferson em uma espécie de milícia digital que tem feito ataques aos ministros do Supremo e às instituições. A PF listou diversos vídeos e publicações dele em redes sociais com esses ataques, que fundamentaram o pedido de prisão.

A investigação faz parte do novo inquérito aberto por ordem de Moraes após o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos, para apurar uma organização criminosa digital.

A PF cumpre os mandados na manhã desta sexta-feira, mas não localizou Roberto Jefferson no endereço que constava na investigação. Em seu Twitter, o ex-deputado afirmou que a PF estava na casa de sua ex-mulher. “Vamos ver de onde parte essa canalhice”, afirmou na rede social.

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA – Ao GLOBO, a filha de Jefferson e ex-deputada federal, Cristiane Brasil (PTB-RJ), afirmou que a família é vítima de “perseguição” e criticou a operação realizada na casa de sua mãe.

— Mais uma vez a PF tirou minha mãe da cama, às 6h da manhã, que tem 70 anos, dificuldade de locomoção, batendo na casa errada! Ela e meu pai já estão separados há 20 anos! Somos perseguidos políticos. E meu pai, pelo que sei, não está bem de saúde. Daqui a pouco o Alexandre vai mandar prender os filhos também? — disse Cristiane que já foi presa por supostos desvios em contratos de assistência social no município no Rio.

O ex-deputado, que já foi preso anteriormente por sua condenação no mensalão, hoje é aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e tem veiculado com frequência vídeos com ataques aos ministros do Supremo.

Jefferson faz constantes ofensas ao Supremo

AMEAÇA ÀS ELEIÇÕES – Em um desses vídeos mais recentes, Jefferson ameaça a não realização de eleições no próximo ano caso não seja aprovado o voto impresso, que foi derrotado na Câmara dos Deputados.

— Se não houver voto impresso e contagem pública de votos, não haverá eleição ano que vem — disse.

O inquérito sobre organização criminosa digital contra a democracia apura a articulação entre grupos bolsonaristas nas redes sociais com o objetivo de fazer ataques contra a credibilidade das instituições e até mesmo ameaças às instituições democráticas.

Essa articulação foi detectada pela PF dentro do inquérito dos atos antidemocráticos. Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter pedido arquivamento desse inquérito, Moraes acolheu o arquivamento mas determinou a abertura de uma nova apuração, apontando a existência de indícios da participação de políticos com foro privilegiado nessa organização criminosa.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 –  Roberto Jefferson integra ‘núcleo político para desestabilizar instituições republicanas’, disse Moraes na decisão de prisão. Antes de operação da PF, Roberto Jefferson sugeriu que protestos transformariam ministros do STF em ‘urubu com chicória’. (C.N.)


Nove inquéritos contra Bolsonaro no STF e no TSE impedem redução de tensão no curto prazo


Presidente Jair Bolsonaro durante live nas redes sociais - 12/08/2021

Na live de quinta, Bolsonaro chamou Barroso de “tapado”

Camila Mattoso
Painel da Folha

As investigações em andamento na Polícia Federal por ordem do TSE e do STF são obstáculos para Jair Bolsonaro colocar em prática a promessa de diminuir a pressão no enfrentamento com ministros por causa do voto impresso.

O presidente da República começou a quinta-feira (dia 12) falando em diminuir o tom e encerrou o dia na tradicional live chamando o ministro Luís Roberto Barroso de tapado e perguntando se Alexandre Moraes quer intimidá-lo com as abertura de apurações.

INVESTIGAÇÕES – A mudança de humor em poucas horas se deu pela abertura de dois inquéritos por decisão de Moraes e a tomada de depoimento do ministro Anderson Torres (Justiça) e do militar Eduardo Gomes da Silva pelo corregedor-geral do TSE, Luis Felipe Salomão.

Além de ouvir os dois, Salomão autorizou a PF a seguir com a investigação e ouvir todos envolvidos na live, como antecipou o Painel.

Nas próximas semanas, deverão ser ouvidos todos os envolvidos na live e nos ataques ao sistema de urnas eletrônicas.

Como mostrou a coluna, outra linha de investigação no inquérito do TSE é sobre o uso da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) Para fins políticos.

A PF também conduz ao menos mais três investigações que miram Bolsonaro e seus apoaidores: o inquérito das fake news, a apuração sobre organização criminosa derivado dos atos antidemocráticos e a denúncia de possível interferência na corporação feito por Sergio Moro ao pedir demissão do governo.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Até agora, são quatro inquéritos no Tribunal Superior Eleitoral e cinco no Supremo, todos indiciando Bolsonaro. A nota do Painel esqueceu de mencionar um, relatado por Cármen Lúcia, que está sentada em cima – o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para blindar os crimes do senado Flávio Bolsonaro, em conluio com o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e com a advogada carioca Luciana Pires, que defende o filho Zero Um. Se isso ocorresse na matriz USA, todo mundo já estava em cana, e o presidente sofreria impeachment, antes de também cumprir pena. O crime é de conspiração contra a Justiça. Mas aqui na Filial Brazil, ninguém se interessa. (C.N.)

Você sabia que o empregado público que vir se aposentar será afastado do seu trabalho? Entenda

 

Você sabia que o empregado público que vir se aposentar será afastado do seu trabalho? Entenda

Após a Reforma da Previdência de 2019, algumas regras de aposentadoria para servidores públicos federais foram alteradas. Empregados públicos não podem permanecer com seus vínculos ativos após a concessão de suas aposentadorias pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Foi incluso do § 14 ao artigo 37 da Constituição Federal, que torna imperativo o rompimento do vínculo de emprego com estatais após a aposentação, nesses termos: 

  • 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019). 

Empregados públicos que tiveram aposentadorias concedidas antes da Reforma da Previdência não são afetados pela regra.

*Com informações, Previdenciarist

13 A Blitzkrieg de Arthur Lira

 

AUG



Autoritarismo legislativo faz definhar o direito de oposição democrática

Por Conrado Hübner Mendes* (foto)

O cinismo político não dispensa um jargão. Uma das palavras na ponta da língua do cínico político é “modernização”. Quando ele propõe reformas sob o signo da modernização e se cala sobre as objeções, pode-se apostar no caráter antimoderno do projeto. Tem sido essa a agenda de Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados: reformas marcadas pelo autoritarismo do procedimento e regressividade da substância.

Em maio, a Câmara aprovou mudança no regimento para minimizar o apelidado “kit obstrução”. Lira explicou: “A modernização do regimento interno vai qualificar o debate e aumentar —ao invés de diminuir— o tempo de discussão das matérias”.

“Kit obstrução” é um disfemismo do jargão parlamentar, um eufemismo invertido que, em vez de suavizar termo incômodo, serve para depreciar e distorcer o conceito que o termo carrega. Assim como seu primo, o “kit gay”, o kit obstrução foi estratégia retórica bem-sucedida para estigmatizar direitos procedimentais da oposição e das minorias. Por meio desses direitos, podia-se desacelerar o passo e estender participação e deliberação da sociedade.

A reforma regimental “modernizante” foi “quase um golpe interno”, segundo João Feres Júnior, do Observatório do Legislativo Brasileiro. Concentrou poderes nas mãos do presidente da casa e facilitou a blitzkrieg legislativa em curso.

Essa tempestade atordoante de projetos de lei almeja liquidar ativos constitucionais do país, aqueles objetivos que a Constituição de 1988 tenta perseguir: direitos das crianças, das futuras gerações e de povos tradicionais, proteção do meio ambiente e redução da vulnerabilidade numa sociedade plural e tolerante. Quanto mais projetos simultâneos e em maior velocidade, menor a oportunidade para debate extramuros e aperfeiçoamento.

Democracias buscam equilibrar vontade da maioria e direitos das minorias. Isso se faz por meio de diversos dispositivos, como as declarações de direitos e controle judicial de constitucionalidade, por exemplo. O STF, nesse esquema, operaria essa força contramajoritária. Mas não é a única.

Outra força importante está no próprio Poder Legislativo: não só deve representar, na proporcionalidade possível, as minorias e maiorias sociais, como também deve oferecer espaço para que essas minorias tenham voz relevante e capacidade de influenciar decisões.

O elemento contramajoritário se internaliza, assim, no próprio procedimento parlamentar. E o que se perde em velocidade pode-se ganhar em qualidade e legitimidade.

Lira segue o mote de Eduardo Cunha, que conduziu uma das gestões mais destrutivas na presidência da Casa: “É só deixar que a maioria seja exercida, e não a minoria”.

Já se filiava à sensibilidade de Jair Bolsonaro: “Temos de legislar para a maioria, e não para a minoria. A minoria tem de se curvar, e ponto final”. Ironicamente, a falta do “kit” impediu parlamentares bolsonaristas de adiar a decisão sobre voto impresso, dias atrás.

Sob esse regime de cesarismo legislativo, tramitam na Câmara projetos de enorme gravidade constitucional. Exemplos são inumeráveis: autorizar contratação de jovens sem vínculo trabalhista, férias ou 13°; a pretexto de combater terrorismo, facilitar prisões arbitrárias, repressão das liberdades de expressão, associação e reunião.

A pretexto do direito dos pais sobre a educação dos filhos, projeto permite que crianças larguem ensino escolar (homeschooling); outro impede que redes sociais combatam fake news; outro ainda dificulta, por critério arbitrário (marco temporal), a demarcação de terra indígena; outro premia o roubo de terra pública (grilagem).

No campo da qualidade da competição democrática e das políticas de Estado, debate-se reforma eleitoral que cria o distritão e a volta das coligações eleitorais; reforma administrativa que, a pretexto de melhorar a qualidade do serviço público, facilita a desprofissionalização e inviabiliza administração autônoma e responsável; transformação radical das relações entre Executivo e Legislativo pelo semipresidencialismo.

Lira deseja empurrar tudo isso, e muito mais, tão rápido quanto possível. Sem que tenhamos tempo de entender o que está passando.

*Professor de direito constitucional da USP, é doutor em direito e ciência política e embaixador científico da Fundação Alexander von Humboldt.

Folha de São Paulo

Em destaque

Com volta do recesso, oito bancadas da Câmara ainda não definiram seus líderes

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

Mais visitadas