terça-feira, junho 22, 2021

No país da impunidade, um em cada quatro senadores é alvo de ação por improbidade


Charge do Glauco (Arquivo Google)

Bruno Ribeiro, Marcelo Godoy e Tulio Kruse
Estadão

Levantamento do Estadão em tribunais de todo o País mostra que 21 dos 81 senadores (25,9%) que vão analisar as mudanças na Lei de Improbidade Administrativa respondem a ações em razão de contratos firmados quando eram prefeitos ou governadores. A alteração da lei pode favorecê-los, caso se decida pela retroatividade da mudança, tese apoiada por advogados.

Ao todo, a reportagem encontrou 37 senadores que respondem a ações penais e ou por improbidade – um deles chegou a ser condenado a 2 anos e 8 meses de prisão por peculato, mas a pena estava prescrita. O levantamento foi feito nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

ISENÇÃO DE CULPA – Entre as alterações na Lei de Improbidade já aprovadas pela Câmara dos Deputados está a que acaba com a modalidade culposa. Atualmente, um governante pode responder por improbidade por ter agido com descuido, imprudência ou imperícia. Pela alteração, a culpa não será mais admitida, ainda que grave. Será preciso provar o dolo, a intenção do gestor de provocar o dano aos cofres públicos.

O novo projeto ainda estabelece um prazo máximo de 180 dias, prorrogados pelo mesmo período, para que o inquérito civil público, usado pelo Ministério Público para apurar os casos de improbidade, seja concluído. Promotores e procuradores consideram o prazo exíguo em casos complexos, que dependem de perícias, cooperação internacional e análise de quebras de sigilo.

 “Do jeito que está, a lei passará a se chamar Lei da Impunidade Administrativa. É assim que eu e meus colegas estamos chamando esse projeto”, disse o promotor Sílvio Antônio Marques, especialista na legislação.

CAÇADOR DO MALUF – Marques trabalha há 25 anos na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de São Paulo e foi o responsável pela apuração que localizou as contas bancárias do ex-prefeito Paulo Maluf, na Ilha de Jersey, no Reino Unido. “Os dados demoraram três anos para chegar”, observou.

Segundo a procuradora regional da República Samantha Chantal Dobrowolski, algumas alterações na lei, como o prazo de um ano para a conclusão do inquérito civil, parecem “claramente visar que não funcione”. Para ela e para seus colegas, não era necessário retirar da lei a punição por culpa, mas especificar de que se tratava da culpa grave, conforme já definido pelo STJ.

A procuradora regional disse que pontos polêmicos foram incluídos na Câmara sem que houvesse debate. Segundo ela, há, no entanto, avanços, como a possibilidade de acordo judicial.

HOUVE EXAGEROS – “No passado, houve muito erro. A lei é punitiva e inclui desde a possibilidade de punir o desvio de uma rama de papel até grandes desvios. Conforme o lugar, promotores não faziam o juízo de significância. E houve exageros lá atrás, nos anos 1990. O que existe, às vezes, é um problema de ‘timing’, como entrar com ação em época eleitoral. O preconceito contra a lei vem dessa época.”

Para o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo (USP), a aprovação da proposta na Câmara, com apoio do governo, demonstra abandono do compromisso com o combate à corrupção, “proposta fundamental” da campanha de Jair Bolsonaro em 2018. “É totalmente contra qualquer critério ético que figuras de responsabilidade pública possam influir em mudanças de regras em leis que, em certo sentido, vão beneficiá-los.”

Moisés disse que o placar da votação na Câmara, que uniu setores da oposição a bolsonaristas e ao Centrão, indica desafios para os dois campos na próxima campanha eleitoral, pois, para ele, o tema da corrupção ainda pode influenciar o debate em 2022. “A corrupção era vista pela maioria dos entrevistados de pesquisas de opinião como o principal problema do País.”

EM CAUSA PRÓPRIA – Já Roberto Dias, professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pondera que há o risco de senadores legislarem em causa própria na alteração da lei, mas ressalta que o exercício do mandato é uma prerrogativa protegida pela Constituição. Ele acredita que a legislação poderia ter regras mais equilibradas para evitar condenações graves por erros de gestão.

“Obviamente a lei foi um avanço para o combate à corrupção, mas de fato a legislação vigente tem algumas previsões extremamente genéricas”, disse o professor, que defende mudanças na lei desde que o combate à corrupção não seja prejudicado. “O que não pode é afastar da gestão pública profissionais de qualidade: quem vai querer se submeter a um risco desse, comprometer a carreira e o patrimônio por um ato que entendia correto?”

A nova lei estabelece prazo de 8 anos a partir do ato para a prescrição da improbidade – hoje é de 5 anos após o político deixar o cargo. E aumenta de 8 para 14 anos a inelegibilidade do condenado por enriquecimento ilícito.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se vocês acham que a situação está ruim no Senado, vou logo avisando que na Câmara é ainda pior.  (C.N.)


PT comemora filiação da filha de Olavo de Carvalho, que será candidata a deputada

Publicado em 22 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Heloísa Carvalho

Heloisa é professora e diz que sempre votou na esquerda

Amanda Oliveira
Correio Braziliense

Heloisa de Carvalho, filha do escritor e guru dos bolsonaristas Olavo de Carvalho, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). A informação foi divulgada, nesta segunda-feira (21/5), nas redes sociais. Membros do partido, como o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e o ativista William De Lucca, comemoraram a novidade, festejada nas redes sociais petistas.

Em uma publicação no Twitter, a professora snunciou o recebimento da primeira dose da vacina contra a covid-19 e disse que está se filiando ao psrtido: “Hoje virei tudo o q os bolsolavetes odeiam: uma jacaroa petista. #VivaoSus #ForaBolsonaroGenocida”.

CRÍTICAS – Heloisa defende um posicionamento político contrário ao de Olavo de Carvalho e, em diversas ocasiões, faz duras críticas ao pai. Em resposta a algumas reações negativas, ela diz que sua relação com o partido é antiga.

“Pelo amor esquerdista falando q sou infiltrada, cavalo de Tróia, meu relacionamento com a esquerda é mais antigo q o de muitos de vcs, e desde meia 18 anos só voto e faço campanha para esquerdista. Pelo amor quanto recalque e dor de cotovelo”.

Apesar de não ter anunciado oficialmente, correm boatos de que, nas próximas eleições, ela se candidate ao cargo de deputada pelo Estado de São Paulo. A reportagem aguarda retorno de Heloísa. 


Governo comprou vacina indiana Covaxin por preço 1.000% mais alto do que o estimado pelo fabricante

Publicado em 22 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

A Covaxin era a vacina mais barata, porém de repente…

Julia Affonso
Estadão

Documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela própria fabricante. Telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi de agosto do ano passado, ao qual o Estadão teve acesso, informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose).

Em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia “custaria menos do que uma garrafa de água”. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) – a mais cara das seis vacinas compradas até agora.

BOLSONARO MANDOU – A ordem para a aquisição da vacina partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro. A negociação durou cerca de três meses, um prazo bem mais curto que o de outros acordos.

No caso da Pfizer, foram quase onze meses, período em qual o preço oferecido não se alterou (US$ 10 por dose). Mesmo mais barato que a vacina indiana, o custo do produto da farmacêutica americana foi usado como argumento pelo governo Bolsonaro para atrasar a contratação, só fechada em março deste ano.

Diferentemente dos demais imunizantes, negociados diretamente com seus fabricantes (no País ou no exterior), a compra da Covaxin pelo Brasil foi intermediada pela Precisa Medicamentos. A empresa virou alvo da CPI da Covid, que na semana passada autorizou a quebra dos sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário de um de seus sócios, Francisco Maximiano. O depoimento do empresário na comissão está marcado para amanhã.

SEM JUSTIFICATIVA – Os senadores querem entender o motivo de o contrato para a compra da Covaxin ter sido intermediado pela Precisa, que em agosto foi alvo do Ministério Público do Distrito Federal sob acusação de fraude na venda de testes rápidos para covid-19. Na ocasião, a cúpula da Secretaria de Saúde do governo do DF foi denunciada sob acusação de ter favorecido a empresa em um contrato de R$ 21 milhões.

A Precisa tem como sócia uma outra empresa já conhecida por irregularidades envolvendo o Ministério da Saúde – a Global Gestão em Saúde S. A. Ela é alvo de ação na Justiça Federal do DF por ter recebido R$ 20 milhões da pasta para fornecer remédios que nunca foram entregues.

O negócio foi feito em 2017, quando o ministério era chefiado pelo atual líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), do Centrão. Passados mais de três anos, o ministério diz que ainda negocia o ressarcimento.

PRESSÕES ANORMAIS – Em depoimento ao Ministério Público, um servidor do Ministério da Saúde aponta “pressões anormais” para a aquisição da Covaxin. O funcionário relatou ter recebido “mensagens de texto, e-mails, telefonemas, pedidos de reuniões” fora de seu horário de expediente, em sábados e domingos. Esse depoimento está em poder da CPI.

O servidor assegurou que esse tipo de postura não ocorreu em relação a outras vacinas. O coordenador-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde do Ministério da Saúde, Alex Lial Marinho, foi apontado como o responsável pela pressão.

O interesse do Brasil na Covaxin foi registrado formalmente em carta de Bolsonaro ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em 8 de janeiro. Na ocasião, o brasileiro informou ter incluído a vacina no Plano Nacional de Imunização.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
São fortes indícios de corrupção que atingem diretamente o então ministro-general Pazuello, o especialista em Logística(C.N.)  

Barroso diz que Bolsonaro tem o dever de exibir as provas de fraudes eleitorais que diz ter

Publicado em 22 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Reprodução do Arquivo Google)

Deu no Estadão

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, disse em entrevista à TV CNN que o presidente Jair Bolsonaro tem o “dever cívico” de entregar à Corte as provas que diz ter de que houve fraude nas eleições de 2018.

Na quinta-feira passada, Bolsonaro tornou a levantar dúvidas sobre a lisura do pleito que venceu e também a do segundo turno da eleição de 2014, que, segundo o presidente, foi vencida de fato pelo tucano Aécio Neves, e não pela petista Dilma Rousseff.

DISSE BOLSONARO – “Mais que desconfio, eu tenho convicção de que realmente tem fraude. As informações que nós tivemos aqui, talvez a gente venha a disponibilizar um dia, é que em 2014 o Aécio ganhou as eleições, em 2018 eu ganhei no primeiro turno”, declarou o presidente.

Ao dizer que Bolsonaro tem o “dever cívico” de entregar à Justiça Eleitoral as provas das tais fraudes, como vem prometendo fazer desde 2020, o ministro Barroso recordou qual é a principal obrigação de todos os cidadãos numa democracia: a de fazer o possível para preservar as instituições democráticas.

Como o voto dos cidadãos é, em si mesmo, pilar dessas instituições, pois lhes confere legitimidade democrática, nada é mais importante do que assegurar que essa expressão da vontade cidadã seja autêntica, e não fraudada.

ESTÁ EM FALTA  – Por isso, se Bolsonaro de fato tem provas de que houve adulteração nas votações, deveria tê-las apresentado à Justiça Eleitoral assim que as recebeu. Era o que faria qualquer cidadão consciente de seus deveres para com a sociedade, como salientou corretamente o ministro Barroso.

Se Bolsonaro até agora não o fez, das duas, uma: ou não tem prova nenhuma ou ignora quais são seus deveres cívicos. Qualquer dessas hipóteses é terrível em se tratando do presidente da República.

Mas Bolsonaro descumpre outros deveres cívicos. Se todos os cidadãos têm de agir no sentido de preservar os bens coletivos, como se exige numa República, é lícito esperar que, durante uma pandemia, todos colaborem o máximo que puderem para reduzir o contágio. Afinal, a saúde é um bem coletivo por definição. Esse imperativo é ainda maior em se tratando do presidente da República, pois é dele que deve partir o exemplo.

TUDO AO CONTRÁRIO – Como se sabe, Bolsonaro atua dia e noite para desmobilizar os esforços da sociedade para conter a pandemia de covid-19. Depois de sabotar vacinas, promover aglomerações e atacar governadores que determinam medidas de distanciamento social, o presidente deu agora de fazer campanha contra o uso de máscara, método reconhecidamente eficiente para diminuir o risco de contaminação.

Pior: na quinta-feira, praticamente estimulou os brasileiros a se deixarem contaminar pelo coronavírus. “Todos os que contraíram o vírus estão vacinados, até de forma mais eficaz que a própria vacina, porque você pegou o vírus pra valer. Quem pegou o vírus está imunizado”, disse Bolsonaro, contrariando toda a literatura científica a respeito da pandemia e, de quebra, colocando em dúvida a eficácia das vacinas.

Ao fazê-lo, o presidente estimula seus governados a ignorarem os deveres cívicos, incentivando cada brasileiro a agir conforme seus interesses pessoais em detrimento da saúde de todos – exatamente como faz desde sempre o próprio Bolsonaro.

PEQUENOS BOLSONAROS – O presidente alimenta o devaneio de transformar o Brasil num país de pequenos Bolsonaros, gente para quem os únicos deveres cívicos são os deveres familiares. Nessa distopia, egoísmo é virtude e solidariedade, crime. Instaura-se o cada um por si.

O caos resultante dessa perversão moral é precisamente o que busca Bolsonaro em seus delírios golpistas. Deseja um país em que nada é confiável, nem as vacinas nem as urnas.

No mesmo pronunciamento em que duvidou da eficácia das vacinas, o presidente elaborou uma mirabolante teoria segundo a qual o Supremo Tribunal Federal mandou soltar Lula da Silva para fazê-lo presidente, e insinuou que a Justiça Eleitoral impede o “voto auditável” justamente para facilitar a fraude em favor do petista. E previu que esse desfecho pode “criar uma convulsão no Brasil”, obviamente provocada por ele mesmo. É dever cívico dos cidadãos conscientes impedi-lo.

Condenação de agente da ditadura em São Paulo tem significado apenas simbólico

Publicado em 22 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Nani (nanihumor.com)

Cleide Carvalho
O Globo

Pela primeira vez no Brasil, a Justiça condenou um agente do governo por crimes cometidos durante a ditadura militar. O juiz Sílvio César Arouk Gemaque, da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou o delegado aposentado do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops) Carlos Alberto Augusto a 2 anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto, por sequestro e cárcere privado.

O delegado foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo sequestro de Edgar de Aquino Duarte, desaparecido desde 1971, que atuava como corretor da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

PODE RECORRER – Duarte havia sido expulso da Marinha em 1964 e não tinha mais vínculo com grupos de oposição à ditadura desde 1968, quando retornou do exílio. A sentença é de primeira instância e o ex-delegado poderá recorrer em liberdade.

— A condenação é um marco no Brasil, que é considerado um pária por ser o único país a não ter condenado agentes da ditadura por crime contra a humanidade, que não prescrevem e não são passíveis de anistia. É uma decisão que envolve não só o passado, mas o presente e o futuro por reforçar garantias de que esses crimes não mais ocorrerão — afirma o procurador Andrey Mendonça, autor da denúncia.

Mais de 50 ações por crimes ocorridos durante a ditadura já foram apresentadas à Justiça brasileira, mas a maioria das denúncias foi rejeitada ou está paralisada na Justiça Federal, tendo como justificativa a Lei da Anistia, que foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

NORMAS INTERNACIONAIS – Segundo Mendonça, a sentença contra o delegado aposentado do Deops, pela primeira vez, segue as normas e decisões internacionais que obrigam o Brasil a investigar e punir quem tenha atuado no extermínio de opositores políticos entre 1964 e 1985.

Em 2018, a Corte Internamericana de Direitos Humanos obrigou o país a investigar e punir os culpados pela morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em São Paulo em 1975.

Em 2010, a Corte responsabilizou o governo brasileiro pelo desaparecimento de 70 pessoas durante a Guerrilha do Araguaia, descumprindo a obrigação de punir os responsáveis e omitir informações aos parentes das vítimas, que ainda hoje não localizaram os corpos.

USTRA E SINGILLO – No processo envolvendo o desaparecimento de Duarte também foram denunciados o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e o ex-delegado Alcides Singillo. Eles foram retirados da ação após morrerem — em 2015 e 2019, respectivamente.

Segundo testemunhas, ele já não atuava como militante político. Ex-fuzileiro naval, ele foi expulso da Marinha em 1964, em decorrência do Ato Institucional nº 1, e viveu no exílio, em países como México e Cuba, onde se casou antes de retornar ao Brasil.

Ele entrou no radar do Deops devido a depoimento do Cabo Anselmo, que foi colega dele na Marinha. Anselmo, que se tornou agente infiltrado da repressão, chegou a se hospedar no apartamento de Duarte e temia que ele se tornasse uma ameaça à sua colaboração com os militares. Caso reencontrassem, poderiam desconfiar da soltura de Anselmo e comentar sobre a suspeita com outras pessoas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É importante que sejam processados e conhecidos esses agentes da ditadura, para que seus nomes sejam manchados para sempre. Mas as condenações não têm o menor valor e Brilhante Ustra continua a ser considerado um herói por Bolsonaro e Mourão, que louvam um passado tenebroso que o Brasil tenta sepultar. (C.N.)

Com a palavra os vereadores de Jeremoabo, ilicitudes tem que ser apuradas sob pena de prevaricação!!!

 


Os vereadores de Jeremoabo receberam diárias para apurar denúncias de sublocação da Casa de Apoio em  em Salvador..

Os vereadores da situação na primeira sessão falaram que a casa em que os pacientes estão sendo hospedados de forma supostamente ilegal e imoral, é grande, confortável e outras propagandas gratuitas  e inoportunas.

O prefeito usa o Instagram  GOVJEREMOABO mantido com o dinheiro do povo, dinheiro público para fazer propaganda que nada tem haver com o município, a não sem hospedar os pacientes encaminhados pela Secretaria de Saúde de maneira clandestina, também supostamente imoral e ilegal.

Apenas os vereadores da oposição por diversas vezes estão usando a tribuna para denunciar o péssimo atendimento, o abandono dos pacientes que segundo eles até fome passam,  sem direito a abrigo, já que muitos tem como assento a calçada em frente a " Casa de Apoio", porém no que diz respeito a legalidade ou não, permanecem calados.

A pergunta que a ONG e o povo quer saber é: qual a providência quanto a essa suposta fraude os vereadores irão tomar?

Será que os vereadores já procuraram se inteirar do contrato, para saber se ele permite sublocação?

Será que os vereadores desconhecem que essa omissão também é caracterizada como PREVARICAÇÃO, que tanto eles quanto o prefeito poderão responder por crime de responsabilidade e improbidade administrativa? 

Nota da redação deste Blog - Em primeiro lugar quero avisar que essas prováveis ilegalidades não irão sofrer solução de continuidade, não se tornará  natimorto.

Em segundo lugar informo que esses recursos são federais, portanto, é caso para o Ministério Público Federal e a Polícia Federal apurar

É bom que os vereadores saibam que no Contrato 004/2020 na  Cláusula terceira está pactuado  o fornecimento de 7.200 (sete mil e duzentos)diárias quantidade essa que a depender da necessidade poderá aumentar ou diminuir.

Aproveito também para alertar ao vereador Sidney que também é operador do direito a respeito das seguintes anormalidades:

1 - É importante observar que a sublocação deve ser expressamente autorizada, por escrito, pelo locador, conforme diz a Lei 8.245/91 (Lei do Inquilinato):

Art. 13. A cessão da locação, a sublocação e o empréstimo do imóvel, total ou parcialmente, dependem do consentimento prévio e escrito do locador.


2 - O atual contrato está infringindo a Constituição Federal quanto ao Art. 37 principalmente quando fala em publicidade; já que  no Aditivo acima omitiram o valor; no dia 31.12.2020 quando o contrato foi assinado o prefeito além de decretar suspensão do expediente era véspera de Ano Novo; mais grave ainda, essa assinatura é nula. 

E para encerrar, esse termo aditivo está fora da Lei, o período da gestão Deri do Paloma estava encerrado, teria que fazer outra Licitação, os servidores contratados e comissionados tinham sido demitidos através Decreto do próprio prefeito.



Promessa de empregos, de 4000 já reduziram para 200,






Nota da redação deste Blog - Vamos aguardar que pelos menos algum dia quando chegar a funcionar, criem a quantidade de empregos semelhantes a União dos Palmares em Alagoas; lá com todo incentivo do governador Renan Filho, criaram 60(sessenta empregos.
Levando em consideração que já reduziram para 200(duzentos), ficará mais próximo de atingir os (60) sessenta.

CPI da Covid reage a Nise Yamaguchi e senadores citam ‘pagamentos com dinheiro vivo’...

https://www.cartacapital.com.br/politica/cpi-da-covid-reage-a-nise-yamaguchi-e-senadores-citam-pagamentos-com-dinheiro-vivo/?fbclid=IwAR0yNEcFmbXRPWTzf0W7sE2odUWYc6Zv7FK0bydvXibLLih3Qj6ioNsY10c 

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