domingo, junho 06, 2021

Documento interno da PMPE compromete toda a cadeia de comando da instituição na ação que deixou duas pessoas cegas no Recife. Ex-Comandante Geral é citado três vezes como ordenador da ação. Governador, em entrevistas, atribui culpa a policiais subalternos

 Posted: 05 Jun 2021 01:29 PM PDT

https://www.blogdanoeliabrito.com/

Foto: ARTHUR SOUZA/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


 "Este oficial recebeu novamente uma ligação do Coordenador do COPOM (Maj PM XXX), informando que a determinação do Comandante Geral da PMPE era dispersar todos os manifestantes que estavam presentes naquele local. Assim, a Tropa de CHOQUE fez o deslocamento em direção aos manifestantes para tentar com a ação de presença dispersá-los, porém sem êxito, pois os manifestantes começaram a arremessar pedras e paus contra o policiamento, que para resguardar a integridade do efetivo", reporta documento interno da PM obtido pelo Blog da Noelia Brito.

Documento interno do Comando Geral da Polícia Militar de Pernambuco, em poder do Blog da Noelia Brito, revela que um dos oficiais de campo que atuaram na repressão à manifestação contra Bolsonaro, no dia 29 de maio, ao relatar as ocorrências daquele dia, ao Subcomandante do BPCHOQUE, informou ter recebido ordens dos superiores hierárquicos para dispersar a manifestação.

Dirigindo-se ao superior hierárquico, no Documento denominado "Comunicação de Intervenção CDC", lançado no SEI do Governo de Pernambuco, ainda no dia 29 de maio, dia da ocorrência, o oficial informa o seguinte: "recebi ligação telefônica por volta das 10h20mim do Comandante do Batalhão de Choque (XXX), o qual me informou que por determinação do Sr. Coronel PM (XXX), Diretor Adjunto da DIRESP, os pelotões Alfa e Bravo deveriam ficar a postos para acionamento, pois já havia a determinação do Exmº Sr. Comandante Geral da PMPE para fazer deslocamento para a Praça do Derby entrar em contato com o Comandante do policiamento local e realizar a dispersão de uma manifestação de militantes com aproximadamente 300 (trezentas) pessoas, que estavam em flagrante descumprimento ao Decreto Estadual sobre a COVID-19."

Em seguida o oficial reporta que "Após instantes ao exposto acima, recebemos a determinação do acionamento da Tropa de CHOQUE pelo Comandante do Batalhão, ratificando para este oficial as ordens recebidas de escalões superiores para a dispersão (Diretor Adjunto da Diresp)."

E prossegue: "Ao chegar com a Tropa de CHOQUE na praça do Derby, entrei em contato o Maj PM (XXX), via telefone, onde fui informado por ele, que a determinação do Comando Geral da PMPE era para fazer a dispersão da manifestação em virtude da aglomeração que poderia alastrar ainda mais a Pandemia que assola nosso Estado, contudo já havia o deslocamento de grande parte dos militantes em passeata em direção à Av. Conde da Boa Vista, não sendo necessário a intervenção naquele momento, da Tropa de CHOQUE para a dispersão devido ao deslocamento dos manifestantes."

"Por volta das 11h30 o Cap PM (XXX) (Oficial de Supervisão) chegou ao local e incorporou na Tropa de CHOQUE, neste mesmo momento, recebi uma ligação do Maj PM (XXX), Coordenador do COPOM, me informando que a determinação do Comandante Geral da PMPE era para que: se os manifestantes avançassem em direção à Praça do Diário, era para a Tropa de CHOQUE realizar a dispersão via CDC, usando os meios dispostos", relata, ainda, o mesmo oficial.

 Ainda segundo o relato: "12. Diante disto, como já havia a Ordem de Dispersão por parte do Comando Geral da PMPE e a Tropa de CHOQUE já estava sendo hostilizada sofrendo agressões injustificadas, iniciou-se o processo de dispersão os manifestantes agressores do local, com utilização escalonada de força dos materiais de menor potencial ofensivo e com as técnicas e táticas de controle de distúrbios civis (CDC)".

 "Este oficial recebeu novamente uma ligação do Coordenador do COPOM (Maj PM XXX), informando que a determinação do Comandante Geral da PMPE era dispersar todos os manifestantes que estavam presentes naquele local. Assim, a Tropa de CHOQUE fez o deslocamento em direção aos manifestantes para tentar com a ação de presença dispersá-los, porém sem êxito, pois os manifestantes começaram a arremessar pedras e paus contra o policiamento, que para resguardar a integridade do efetivo", reporta.

"Destarte, fizemos o deslocamento paralelo aos manifestantes e chegamos na Praça do Diário por volta das 11h10. No local, a Tropa de CHOQUE foi posta na Av. Guararapes, por ser um local de fácil dispersão para os manifestantes (em caso de intervenção) e por ser mais seguro para os transeuntes que passavam no local. 8. Por volta das 11h30 o Cap PM XXX (Oficial de Supervisão) chegou ao local e incorporou na Tropa de CHOQUE, neste mesmo momento, recebi uma ligação do Maj PM XXX, Coordenador do COPOM, me informando que a determinação do Comandante Geral da PMPE era para que: se os manifestantes avançassem em direção à Praça do Diário, era para a Tropa de CHOQUE realizar a dispersão via CDC, usando os meios dispostos", revela o relatório.

Os nomes dos oficiais de patentes inferiores foram suprimidos para atender pedido de nossa fonte, já que a finalidade da divulgação é demonstrar que as versões dando conta de que não houve ordem superior para a dispersão e de que a ação teria sido iniciativa pessoal desses oficiais é, no mínimo, questionável. 

A versão de que a dispersão teria sido iniciativa pessoal dos policiais em campo tem sido sustentada pelo governador Paulo Câmara e pelo ex-secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, em entrevistas. Sobre o caso, o ex-comandante geral da PMPE ainda não se pronunciou.

Experiente advogado, com trânsito no ambiente policial, ouvido pelo Blog da Noelia Brito, asseverou que será inevitável o chamamento do Cel Vanildo Maranhão ao seio da investigação. Como testemunha ou investigado. "Aposto nessa última hipótese", disse ele. 

Com a palavra o governador Paulo Câmara, o ex-secretário Antônio de Pádua e o ex-comandante geral da PM, coronel Vanildo Maranhão.

 

 





Doria deu um exemplo de fraqueza ao permitir e depois proibir jogos da Copa América

Publicado em 5 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que disse que vai vetar projeto aprovado pela Alesp que autoriza venda de bebida nos estádios paulistas

João Doria é a imagem da indecisão, já não sabe se vai ou se fica 

J.R.Guzzo
Estadão

De duas uma: ou a decisão inicial do governador João Doria de aceitar a disputa de jogos da Copa América em São Paulo estava certa ou estava errada. Não há, realmente, uma terceira possibilidade. Se estava certa, não há motivo para proibir os jogos agora – e fazer exatamente o contrário do que ele havia decidido. Se estava errada, por que o governador não pensou no que estava dizendo antes de mudar, cinco minutos depois, o que tinha acabado de resolver?

Errar é humano, claro, e voltar atrás nos erros é uma excelente virtude. Mas no caso da Copa América em São Paulo o governador conseguiu o oposto: arrependeu-se de ter feito um acerto e optou pelo erro. Conseguiu o mais difícil, que era separar com sucesso o joio do trigo – mas, imediatamente em seguida, jogou fora o trigo para ficar com o joio.

QUESTÃO DE LÓGICA – Doria, num primeiro momento, fez a única coisa que deveria ter feito: não tem nenhum sentido, disse ele, proibir os jogos da Copa América em São Paulo, com estádios fechados, enquanto se permite com a maior tranquilidade do mundo que sejam disputados os jogos do Campeonato Brasileiro. Parabéns.

Mas, no Brasil de hoje, as “autoridades locais” não gostam de acertar – e quanto por acaso acertam, voltam para trás, correndo, e caem de novo na sua vidinha de sempre. Resumo da ópera, neste caso: enquanto Brasil e Argentina, por exemplo, jogam em Goiânia, ou qualquer outro lugar onde o exercício da lógica continua legal, Corinthians e Chapecoense jogam em São Paulo. Pelo que deu para entender da decisão final de Doria, o primeiro jogo é um “mau exemplo”. Já o segundo ninguém saberia dizer o que é.

PROIBIÇÃO DE TUDO – O governador, mais uma vez, deixou o Estado de São Paulo ser governado não por quem foi eleito para executar essa tarefa – ele mesmo – mas pelo comitê de “cientistas” que administra a covid. Cedeu, na verdade, à confederação nacional pela proibição de tudo, por tempo indeterminado, e de preferência até o Dia do Juízo Final.

Ela é reforçada, no caso, pelo coletivo dos comentaristas de futebol, que há mais de um ano está recebendo remuneração sem sair de casa e, ao mesmo tempo, não quer que haja jogos – ainda que o público não possa entrar nos estádios. (Com público, então, acham que o futebol seria genocídio direto na veia.)

A covid, com o tempo e a vacinação em massa, dá sinais de que pode estar cedendo. É de se esperar, em troca, um esforço permanente para resistir à melhoria –  e manter tudo igual nos comissariados que mandam no país sem terem recebido um único voto, nas CPIs da vida e no mundo do “home office”.

Alto Comando do Exército deu aval à decisão sobre Pazuello, para evitar uma crise ainda maior

Publicado em 6 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Justificativa de Pazuello sobre recusa de vacinas da Pfizer revoltou pessoas em rede social(foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Nas redes sociais Pazuello se tornou um dos brasileiros mais odiados

Felipe Frazão
Estadão

A decisão do comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, de livrar de punição o general da ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, por participar de manifestação favorável ao presidente Jair Bolsonaro recebeu o respaldo de integrantes da alta cúpula da Força Terrestre. Para eles, Paulo Sérgio tentou estancar o que poderia ser uma crise maior e resultar na segunda troca de comando em dois meses.

O gesto de subserviência do Exército ao desejo do presidente, porém, despertou preocupações de que o comando possa ceder novamente em outros tipos de pressões de Bolsonaro.

FICOU SEM SAÍDA – A opção por isentar Pazuello é individual e exclusiva do comandante do Exército. O general Paulo Sérgio, porém, consultou o Alto Comando antes, num sinal de busca de consenso e respaldo. Embora não fosse unanimidade entre os generais de quatro estrelas, a decisão não foi nem será contestada pela cúpula verde-oliva.

Segundo um oficial, “o silêncio é fruto da disciplina” que eles desejam preservar e ajudar a recuperar a instituição de um grande dano de imagem. Os generais estão desconfortáveis com o desfecho permissivo, mas ponderam que o comandante ficou sem saída e “qualquer solução seria ruim”.

O Exército comunicou oficialmente o arquivamento do caso, mas pouco explicou acerca do entendimento do comandante-geral. E nem cogita fazê-lo, segundo oficiais consultados pela reportagem. Generais que despacham no Forte Caxias, no entanto, explicaram, sob anonimato, algumas das razões para o desfecho do caso.

ESCALADA DA CRISE – Uma das justificativas é que aplicar uma punição a Pazuello soaria como reprimenda ao presidente, o comandante supremo das Forças Armadas. Pazuello não tinha registro de transgressões anteriores e estava ao lado de Bolsonaro, o que poderia ser interpretado, numa versão bastante controversa mesmo entre militares, como autorização para se manifestar.

Segundo auxiliares diretos, Paulo Sérgio teria servido como uma espécie de anteparo à iminente escalada de crise. Se punisse Pazuello, a contragosto do presidente, correria o risco de ser desautorizado e ter de entregar o cargo, abrindo espaço para Bolsonaro nomear alguém ainda mais obediente, no estilo Pazuello, em seu lugar.

Na prática, o comandante atendeu Bolsonaro, que não queria ver seu novo secretário de Estudos Estratégicos advertido ou repreendido. A decisão surpreendeu oficiais no Quartel-General, pois havia uma inclinação a punir, aplicando o Estatuto dos Militares e o Regimento Disciplinar do Exército. “Há vitórias e vitórias”, disse um general da ativa.

CONSTRANGIMENTO – Apesar da sensação de derrota e do clima de constrangimento geral, oficiais que despacham no Forte Caxias descartam a possibilidade de renúncias no Alto Comando. A próxima reunião, prevista para ocorrer entre 21 e 25 de junho, discutirá promoções já programadas no generalato, o que vai acarretar em alterações na composição da cúpula verde-oliva.

General intendente de três estrelas, topo da carreira, Pazuello já era considerado um “caso perdido”, por quem não valeria a pena o risco de ampliar a crise com o Palácio do Planalto. Agora, há no QG a expectativa que ele se dedique de vez à política e afaste-se do Exército, onde estava sem função específica desde março, quando foi demitido do ministério. Nas palavras de um oficial de alta patente, Pazuello não reunia mais “condições mínimas” de voltar a posições de comando perante a tropa.

Ex-secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, o general de Exército da reserva Maynard de Santa Rosa considerou a decisão adequada. Para ele, o “incidente” foi provocado por Bolsonaro.

ARMAÇÃO DE BOLSONARO – “Não é justo transferir para o Exército a responsabilidade de julgar um incidente de natureza política insignificante para a Instituição. O Pazuello é um militar em final de carreira, que foi empregado em cargo político e não representa a Força. O incidente foi provocado pelo presidente da República, provavelmente, por ser do seu interesse”, disse Santa Rosa.

“Houve um ataque frontal à disciplina e à hierarquia, princípios fundamentais à profissão militar. Mais um movimento coerente com a conduta do presidente da República e com seu projeto pessoal de poder. A cada dia ele avança mais um passo na erosão das instituições”, afirmou o envergonhado general de Exército da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo. “A união de todos os militares com seus comandantes continua sendo a grande arma para não deixar a política partidária, a politicagem e o populismo entrarem nos quartéis.”

A GRANDE DÚVIDA – O desfecho do caso fez lideranças políticas questionarem se as Forças Armadas teriam aderido de vez ao governo Jair Bolsonaro e até que ponto os militares de alta patente estariam dispostos a ceder às vontades de seu comandante-em-chefe.

A dúvida se impôs pelo fato de o Exército ter deixado passar uma transgressão disciplinar praticada em público, fartamente documentada, e para a qual existe proibição expressa nas normas militares, rompendo com os pilares de disciplina e hierarquia.

Essas questões também rondam a cabeça de oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A grande preocupação é o que fazer em casos futuros de indisciplina. Com a proximidade das eleições e o acirramento da polarização política, almirantes dão como certo que haverá novas participações de militares em atos de viés político, a favor e contra o presidente. Há preocupação com dificuldade de punir transgressões similares no futuro, pelo “precedente Pazuello”, e abrir rachas nas bases aéreas, distritos navais e divisões de exército.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente matéria. Discute o que realmente interessa: até que ponto a impunidade de Pazuello significa que as Forças Armadas apoiarão Bolsonaro numa tentativa de golpe de Estado? A pergunta é relevante, porque a eleição de 2022 já está perdida por Bolsonaro, seja para Lula da Silva ou para a terceira via. (C.N.)

Criada com fins militares, a internet fortalece a democracia e impede que o Brasil seja uma nova ditadura

Publicado em 6 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Resultado de imagem para censura na internet charges

Charge do Jota, reproduzida do Google

Charge do Jota, reproduzida do Google

Carlos Newton

A internet é uma benção para a Humanidade, significa a consagração da cidadania. Foi criada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no final dos anos 60, e se tornou essa força libertária incomparável, incontrolável e incomensurável. Temos de agradecer esse avanço à famosa Guerra Fria, que felizmente voltou à moda, devido ao avanço socioeconômico da China de Xi Jinping e ao renascimento da Rússia de Vladimir Putin.

No mundo, a hegemonia de uma nação é sempre sinistra, é preciso haver equilíbrio de forças políticas. Aliás, este é o grande segredo da vida – o equilíbrio.

DEPARTAMENTO DE DEFESA – Quem deu a partida no projeto da internet foi o Departamento de Defesa dos EUA. A proposta inicial, idealizada pela Arpa (Advanced Research and Projects Agency), era financiada pela Nasa e pelo Pentágono. O objetivo era criar uma rede que fosse capaz de armazenar dados e resistir a uma destruição parcial – caso houvesse, por exemplo, um ataque nuclear russo.

Após anos de pesquisas e testes, a Arpanet (rede da Arpa) entrou em operação em 1969, interligando quatro instituições da Costa Oeste – as universidades de Los Angeles, Santa Bárbara e Utah, e o Instituto de Pesquisa de Stanford.

AVANÇO DEMOCRÁTICO – Menos de 50 anos depois, a internet já dominava o mundo e estava destinada a conduzir a um aperfeiçoamento absurdo do sistema democrático. Em consequência, todos os regimes ditatoriais estão com seus dias contados, porque não conseguirão controlar nem conter a web indefinidamente.

Outro resultado inevitável será a purificação do capitalismo, pressionado pela necessidade de avanço da justiça social. É só uma questão de tempo.

Retrocessos de conquistas sociais, como o fenômeno hoje vivido no Brasil, são apenas episódicos, pontos fora da curva do mundo moderno, que inexoravelmente caminha para a universalização do Estado de Bem-Estar Social, já em adiantada fase de consolidação nos países nórdicos que adotam o socialismo democrático – Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Islândia.

UM MUNDO MELHOR – Pensadores pós-modernos, como o francês Thomas Piketty e o britânico Paul Mason, vislumbram esse aperfeiçoamento da democracia que conduzirá a humanidade a um mundo muito melhor no final deste século, embora a civilização sempre se desenvolva mediante avanços e recuos. Na verdade, o importante é que haja mais conquistas do que retrocessos. Apenas isso.

Apesar de a internet ser essencialmente libertária, ainda é muito rara a existência de espaços abertos ao livre debate. A quase totalidade dos sites e blogs tem vinculações claras, sempre defendem interesses específicos e boicotam abertamente as teses contrárias.

Aqui mesmo na Tribuna da Internet enfrenta-se o problema do sectarismo político-ideológico. Não há respeito às opiniões alheias, comentaristas se ofendem e até se ameaçam, alguns ficam tão agastados que desistem de participar da troca de ideias, preferem se afastar, embora continuem a ler o blog.

###
P.S. –
 Para avaliar a importância da internet, basta imaginar o que seria do Brasil nas mãos de um déspota como Jair Bolsonaro, que chefia uma família lombrosiana, de criminosos natos, e que conta com o apoio das Forças Armadas e das Forças Auxiliares, como PMs e Bombeiros. Ora, se não houvesse internet para desmentir as fake news dessa gente e os militares brasileiros fossem menos preparados, este país já estaria mergulhado numa nova ditadura, com toda certeza. Ou você ainda tem alguma dúvida? (C.N.)

Crise brasileira avança e agora inclui até o futebol, com a polêmica sobre a Copa América

Publicado em 6 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Jogadores manifestaram-se contra a realização da Copa América

Pedro do Coutto

A crise brasileira está explodindo por todos os lados, deixando um rastro extremamente negativo para a população e também para o governo Bolsonaro diante de mais de 200 milhões de habitantes. Suas etapas vão se desenrolando numa sequência impressionante que vai da pandemia, passa pelo Exército, chega à energia elétrica e, em mais uma salto, envolve até o futebol.

No futebol, os jogadores da seleção e o técnico Tite manifestaram-se contra a realização da Copa América que começaria ainda este mês sem que o treinador e os atletas fossem sequer consultados. O treinador e os atletas voltaram-se em massa contra o presidente da CBF, Rogério Caboclo, que se apressou em aceitar que o país fosse sede desta taça após as negativas da Colômbia e da Argentina. A Colômbia por viver um momento institucional profundamente crítico e a Argentina por considerar o grave problema da Covid-19 e os efeitos que poderia produzir em Buenos Aires e outras cidades do país.

ACUSAÇÕES – No meio da tempestade ainda surgem, reportagem de Bruno Marinho, O Globo deste sábado, acusações contra o dirigente da CBF por assédio sexual a funcionárias da entidade, sobretudo a uma que tornou público o seu protesto diante do sórdido comportamento de Caboclo.

Por outro lado, Júlia Lindner e André de Souza, também O Globo, apontam a existência de um gabinete paralelo ligado à Saúde, mas independente do próprio Ministério, onde são traçadas normas, inclusive por médicos, defendendo a cloroquina e se opondo às restrições levantadas por cientistas ao que se deu o nome de tratamento precoce.

Só faltava essa: alguém assume o Ministério da Saúde, como é o caso agora do médico Marcelo Queiroga, mas tem o seu posicionamento rejeitado pelo gabinete da cloroquina. A contaminação atinge mais de 60 mil pessoas por dia, transformando-se numa corrente que ameaça todas as pessoas no Brasil.

DOIS GABINETES – A taxa de mortalidade passa de 2 mil pessoas a cada 24 horas. Como tenho focalizado, o ministro Marcelo Queiroga não consegue pisar no freio, o que seria o mínimo a se exigir de um ministro da Saúde. Mas é preciso se levar em conta que, segundo a reportagem, não existe uma só vontade no campo crítico da Covid-19. Existem dois gabinetes que se chocam e disputam de forma extremamente negativa a questão do coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro dá mais ouvidos, pelo que se deduz, ao gabinete paralelo porque a cloroquina já foi distribuída em larga escala pelo país depois de ser adquirida pelo governo. Para o gabinete do Ministério da Saúde, foi dinheiro jogado fora.

No setor de energia elétrica, reservatórios muito baixos e preços muito altos das tarifas em decorrência do uso de termelétricas. As tarifas não são apenas as domiciliares, elas se estendem à indústria, aos serviços e  a todos os demais setores que não podem funcionar sem ela.

MEIO AMBIENTE –  Além disso, não podemos esquecer o que está ocorrendo no Ministério do Meio Ambiente. Toneladas de troncos de árvores retirados ilegalmente aguardam destinação após o choque entre o ministro Ricardo Salles e o ex-superintendente da Polícia Federal na região Amazônica Alexandre Saraiva.

A madeira espera a sua liberação, como defende Salles, ou a sua apreensão, como defendeu Saraiva. Deve-se destacar que a descoberta da ilegalidade foi uma decorrência de denúncia. Mas a luta pela comercialização normal colocou Salles numa posição de incrível desgaste. E ele ainda continua no Ministério.

Focalizando este panorama conjunto, encontramo-nos numa etapa singular da história brasileira, pois nunca tantos foram acusados de tantas ilegalidades ao mesmo tempo, compactuadas pelas ações de uns e omissões de outros. As omissões são tão destrutivas quanto as próprias ações que levam à devastação do verde da Amazônia. Enfim, estamos diante de uma crise que se agrava a cada dia.

CONGELAMENTO DOS SALÁRIOS –  Enquanto isso, o governo adia indefinidamente o estabelecimento de um programa nacional que teria que se situar no plano da emergência, mas que deveria se estender ao plano da urgência social porque além de todos esses fatores definidos, ainda por cima temos o congelamento dos salários e as taxas inflacionárias reais, inclusive os cálculos do IBGE que a mim parecem reduzir os impactos que os diversos segmentos da população estão sendo atingidos, produzindo uma anarquia generalizada.

A hierarquia e o regulamento disciplinar do Exército também são focalizados pela lente da opinião pública. Tem-se a ideia de que o barco do governo enfrenta uma tempestade que desaba sobre o país como um todo.  O governo passa por uma fase de desorganização praticamente total. Acima disso tudo, existe ainda a perspectiva do treinador Tite demitir-se na noite de terça-feira, logo após o jogo com o Paraguai.

sábado, junho 05, 2021

: AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL - AIJE - Entenda a Ação que a candidata Anabel ingressou contra o prefeito Deri e seu vice.

.

Publiquei esse vídeo aula para que os senhores entendam o que está acontecendo com o andamento do processo existente na Justiça Eleitoral de Jeremoabo, principalmente para os aculturados que pensam que quem está no poder pode fazer tudo, esquecem que a Lei existe, que deve ser aplicada com todo rigor.
Esse vídeo também torna mais fácil entender o que Marcelo do Sindicato escreveu abaixo.

É DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA ACREDITARMOS NA JUSTIÇA EM DETRIMENTO DA IMPUNIDADE !!!!

Por Marcelo do Sindicarto
Ainda há muito o que se discutir a respeito da situação jurídica do prefeito de Jeremoabo/BA, o Sr. ( Deri do Paloma PP) no âmbito da (Justiça Eleitoral), em decorrência de o mesmo ter se utilizado de meios ilegais e antirrepublicanos para se reeleger no último processo eleitoral.
No dia de ontem a (Justiça Eleitoral) local, cumprindo ao que determina o princípio do "devido processo legal" notificou o atual gestor para que, no prazo de 5 dias úteis o mesmo apresente a sua defesa, na ação de inelegibilidade, propositada pelo seu partido adversário, o (PSD) em face do mesmo.
Um dos casos de maior destaque e relevância denunciado pelos seus opositores está o caso (Natville). No meu ponto de vista; um absurdo, um evidente desafio a "LEI", o anúncio de um empreendimento que, fora ofertado ao povo carente de nosso município, sete ou oito dias antes das eleições que consagraram a reeleição do prefeito (Deri), fato que ficou relativamente explícito que, foi apenas para persuadir os eleitores e obter-lhes o voto através da promessa de empregos.
O caso (Natville) corrobora a prática de crime eleitoral, previsto na lei 9.504/97 mais precisamente no seu art. 41-A que, diz o seguinte :
- Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedado por esta lei, a candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive sob pena de multa de cinquenta mil ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da lei complementar n° 64 de 18 de maio de 1990. ( Incluído pela Lei n° 9.840, de 28/9/1999).
Entre o caso (Natville foram também denunciados a (Justiça Eleitoral) em face do denunciado citado acima, outros itens gravíssimos que, no meu ponto de vista são comprometedores e, podem ocasionar ao denunciado fortes dores de cabeça que são eles:
- Servidores trabalhando na campanha dos investigados em horário de expediente; cessão de bem público móvel para uso particular de candidato; cessão se material construção de obra pública para uso particular de eleitor; nomeação de servidores em período vedado; entrega de exames de covid-19 com resultado falsificado a pessoas que sabe-se ser eleitoras da adversária, dias antes das eleições para impedi-las de votar; isenção fiscal a NATVILLI; capitação ilícita de sufrágios entre outras vedações que foram descumpridas.
A denúncia foi devidamente acompanhada de provas e, endereçada à justiça competente para julga-la de forma imparcial, resguardada no princípio constitucional do devido processo legal e da ampla defesa, garantindo à segurança jurídica e, o respeito a Constituição Federal como também as leis infraconstitucionais.

Apenas um hospital com leitos públicos tem vaga de UTI para Covid-19

https://infonet.com.br/wp-content/uploads/2021/06/card-ses-covid19-050621.jpg 

Planalto acredita em complô da Seleção brasileira contra Bolsonaro para inviabilizar a Copa América

Publicado em 5 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge - JCaesar

Charge do JCaesar (Arquivo Google)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A tensão aumentou muito no Palácio do Planalto ante a possibilidade de a Copa América se tornar um fiasco. Assessores do presidente Jair Bolsonaro já levantam a possibilidade de jogadores da Seleção Brasileira, em especial, os que atuam na Europa, estarem atuando nos bastidores para convencer outros times a acompanharem a decisão do grupo brasileiro de boicotar a competição.

“Vemos um complô em andamento”, diz um assessor próximo de Bolsonaro. Para ele, estão tentando manchar a imagem do presidente, que “assumiu o ônus” de aceitar a realização da Copa América no Brasil depois de o torneio ser rejeitado pela Colômbia e pela Argentina. “Virou uma guerra política”, acrescenta.

CUSTO POLÍTICO – No entorno do presidente, admite-se que o boicote à Copa América terá um custo político enorme para Bolsonaro, que bancou a realização do evento no Brasil mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. O país caminha rapidamente para 500 mil mortes pela covid-19 — somente os Estados Unidos têm mais vítimas da doença.

A ordem do presidente da República é para que não haja recuo no seu propósito de realização da Copa América no Brasil, pois o assunto virou uma “questão de honra”. O início dos jogos está marcado para o próximo dia 13. No Planalto, ainda há a torcida para que os jogadores da Seleção e a equipe técnica chefiada por Tite sejam enquadrados pela CBF.

“Não se pode esquecer que a remuneração da Seleção por jogar a Copa América é muito alta. O prêmio pela vitória no torneio também é compensador. Certamente, os jogadores sabem bem disso”, diz outro integrante do Planalto. “Vamos ver o que fala mais alto, o bolso ou a posição política”, frisa.

 

 

 

Ciente de que Bolsonaro pode ser submetido a um vexame mundial, o Planalto corre para tentar evitar o boicote da Seleção Brasileira à Copa América. “Os jogadores não podem desafiar o presidente”, assinala, revoltado, o mesmo integrante do Planalto.

 

 

Em destaque

Tarcísio se curva a Bolsonaro e afirma: “Meu interesse é ficar em São Paulo”

Publicado em 29 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Tarcísio atende a Jair Bolsonaro e vai disputar s...

Mais visitadas