| LUIZ CARLOS BARTILOTTI LIMA | Cargo Comissionado | ASSESSOR REGIONAL | 40h |
sábado, junho 05, 2021
O engodo dos 5mil empregos, segundo Moura procure Lula de Dalvinho que é o representante da Natville em Jeremoabo.
Em depoimento de sete horas, acusado de matar médico citou 'sonho premonitório'

Em entrevista concedida à TV Subaé, o delegado Roberto Leal, coordenador de Polícia Civil que está à frente das investigações do assassinato do médico Andrade Santana Lopes, de 32 anos, detalhou informações concedidas pelo colega de profissão da vítima, Geraldo Freitas de Carvalho Júnior, que confessou o crime. Em depoimento, na última quarta-feira (2), Geraldo afirmou que um “sonho premonitório” o fez desconfiar que o colega poderia estar “armando” para ele. A oitiva, de acordo com o delegado, durou cerca de sete horas.
“Inicialmente ele relatou que era amigo de Andrade e não tinha nenhum tipo de desentendimento com ele e que tudo aconteceu porque, no dia do fato, um familiar dele, que é ligado a uma religião esotérica, teria tido uma premonição de que ele seria morto por duas pessoas. Essa pessoa descreveu o sonho, a roupa que seria usada para imobilizá-lo. Ele informa que estava vestido com essa roupa no dia 24 e, por isso, acreditou nesse sonho premonitório. A pessoa descrevia que eram dois homens altos e magros e ele ficou pensando nisso o dia todo”, contou Leal.
De acordo com o entrevistado, Geraldo afirmou que não tinha “intenção” de tirar a vida de Andrade, mas ao chegar ao encontro com amigo, no Rio Jacuípe, para passear de moto aquática, acabou tendo acesso ao celular de Andrade e percebeu uma conversa com um desafeto dele. O corpo de Andrade foi encontrado dias depois do desaparecimento, em um trecho do mesmo rio, amarrado a uma âncora.
“Ele lembrou-se do sonho premonitório e passou a desconfiar de que Andrade poderia estar armando a morte dele. Saíram os dois para o rio, Andrade pilotava a moto aquática. Em determinado momento, ele sacou a arma e colocou na cabeça de Andrade. Em seguida, pediu o celular para confirmar as suspeitas. Em determinado momento, ele relatou que houve esse disparo em virtude de um movimento brusco e, depois do tiro, Andrade acabou caindo no rio.
No depoimento, Geral alegou que tentou dar socorro a Andrade amarrando a corda e a âncora no corpo dele para levar para a beira do rio. Contudo, o corpo se desprendeu e afundou no rio. Essa foi a versão apresentada pelo acusado. Esse sonho foi o motivador da suspeita dele de que Andrade e um desafeto dele estivessem planejando a morte do mesmo”, informou Roberto Leal, conforme reprodução do site Acorda Cidade.
Geraldo Freitas de Carvalho Júnior está preso no Conjunto Penal de Feira de Santana.
Bahia Notícias
Pasquini|Folhapress
por Patrícia Pasquini|Folhapress

Dados do Sivep-Gripe (Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe) contabilizados e analisados pela plataforma SP Covid-19 Info Tracker, mostram que nos meses de março e abril de 2021 foram registradas no país 23.411 novas internações de crianças por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), com confirmação ou suspeita de Covid-19.
Foram 13.011 internações de crianças com idades entre 0 e 14 anos em março e 10.400 em abril, de acordo com a plataforma, criada por pesquisadores da USP e da Unesp com apoio da Fapesp para acompanhar a evolução da pandemia.
Até o dia 17, o mês de maio havia registrado 4.733 internações desse público, atingindo 7.164 novas internações no dia 24 --ou seja, 2.431 novas hospitalizações em sete dias.
"Pouco se discutiu a questão dos casos e internações de crianças porque na primeira onda se falava que elas eram resistentes à Covid-19 e aos casos mais severos", afirma Wallace Casaca, coordenador da plataforma.
"Com o surgimento das variantes, o cenário mudou. É importante abrir esse debate. Em 2021, a pandemia ficou mais letal para jovens e crianças. Além das variantes, houve o reflexo da reabertura das escolas em fevereiro, o que não deveria ter ocorrido."
Se comparados os meses de dezembro de 2019, quando a Covid-19 ainda não havia sido detectada no Brasil, e de 2020, o aumento nas novas internações de crianças por SRAG foi de 618%, passando de 1.062 para 7.626 hospitalizações. Em relação às mortes, a alta foi de 218,18%.
Para Francisco Ivanildo de Oliveira Junior, infectologista e gerente de qualidade do Sabará Hospital Infantil, o aumento no percentual de crianças internadas reflete a explosão de casos de Covid-19 entre a população.
"Durante algum tempo houve uma minimização da gravidade em criança. Covid-19 em criança não é uma gripezinha. A gente sabe, e os números estão aí para mostrar, que pode ter formas graves. Com menos de um ano de idade, a chance de desenvolver forma grave é maior, com comprometimento pulmonar importante e pneumonia", explica.
De janeiro a 24 de maio de 2021, o país registrou 46.717 novas hospitalizações e 886 mortes. O período concentra 60,9% do total de novas internações de crianças e 36,9% das mortes notificadas em 2020.
"Quando você vai estudar e entender por que a criança morre de Covid-19, você vê que tem muito mais determinantes socioeconômicas, a etnia, região onde mora, a dificuldade de acesso ao serviço de saúde e a um atendimento adequado", afirma Oliveira Junior.
Em todo o período, a faixa etária entre zero e quatro anos concentra o maior número de internações (28.361) e mortes (522). Em maio, por exemplo, dos 7.164 registros, 4.448 estão nesse intervalo etário.
"Daqui para a frente, uma coisa que está sendo vista em países com a vacinação mais avançada, a população vacinada adoecerá menos e a infantil começará a ter uma representatividade maior nas estatísticas da doença", diz Oliveira Junior.
Em 2021, o mês com a média mais alta de novas internações foi março (420), seguido por abril (347), fevereiro (327), maio (299) e janeiro (225).
"A Covid-19 também é perigosa para o público infantil. Por exemplo, a SIM-P (Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica) tem em torno de 8% de taxa de mortalidade", explica Marcelo Otsuka, pediatra, infectologista, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia e vice-presidente do departamento de infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.
Caracterizada pelo comprometimento de múltiplos órgãos e sistemas, a SIM-P é uma alteração relacionada a uma resposta imunológica desencadeada pela infecção pelo coronavírus.
A doença pode ocorrer na vigência da infecção, com a presença do vírus, ou semanas após o quadro agudo. Pelo menos 80% das crianças com a síndrome precisam ser internadas em UTI.
Entre os hospitais públicos de referência para a criança na cidade de São Paulo --Hospital Infantil Cândido Fontoura (zona leste), Hospital Infantil Darcy Vargas (zona sul) e Hospital Municipal Menino Jesus (Centro)--, a média diária de internações por Covid-19 confirmada ou suspeita também alcançou índices altos.
No Cândido Fontoura, que é estadual, março, abril e maio de 2021 registraram a maior média diária de hospitalizações --19, 29 e 22. No Darcy Vargas, que também pertence ao estado, o índice ficou na casa dos 7.
A média mais baixa foi do Menino Jesus, gerenciado pela prefeitura de São Paulo com a entidade filantrópica Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês. Caiu de 4 em março para 1 em abril e maio.
Os dados dos três hospitais são da SP Covid-19 Info Tracker com base no Censo Covid.
No Sabará Hospital Infantil, que é privado, de janeiro a 24 de maio de 2021, 98 crianças foram internadas por Covid-19, o equivalente a 15,78% do total de casos positivos atendidos pela instituição (621).
No ano passado inteiro, foram 73 internações --13% dos casos (541). Março e janeiro registraram os maiores números --30 e 26, respectivamente.
A mensagem dos especialistas é de atenção e respeito aos protocolos de proteção contra a infecção pelo coronavírus. "Se os adultos tomarem os cuidados necessários, a chance de a criança pegar [Covid-19] é muito menor", ressalta Otsuka.
"A gente recomenda que a partir dos dois anos de idade a criança já seja treinada pela família a utilizar a máscara para evitar se infectar e fazer o mesmo com outras pessoas", diz Oliveira Junior.
Os especialistas defendem a volta às aulas presenciais, contanto que as escolas estejam estruturadas.
"As escolas devem ser as últimas a fechar, dentro de um processo de lockdown ou qualquer nome que se dê, e as primeiras a reabrir desde que tenham estrutura. Estamos há mais de um ano nesta pandemia. Não é aceitável que as escolas não estejam preparadas. Quando eu falo de escola pública, não estou responsabilizando o diretor. Temos que pensar no gestor público", afirma Oliveira Junior.
"Temos grande probabilidade de nas próximas semanas, no decorrer do mês de junho, de ter um grande aumento de casos. Já percebemos isso nos hospitais, as UTIs estão mais cheias, alguns locais do interior estão em situação grave no ponto de vista de lotação de UTIs. Pode ser que se chegue a um momento em que seja necessário parar novamente. Vamos começar mais uma onda ou um repique partindo de um patamar muito alto. É muito preocupante o que está para acontecer", completa.
Para Otsuka, a volta às aulas de forma presencial pode ter contras.
"É lógico que temos um risco potencial de ter mais infecção, mas os estudos não demonstram isso. Pelo contrário. O prejuízo que as crianças estão apresentando é irremediável, tanto no aprendizado e no desenvolvimento psicomotor. Os pais precisam saber se os protocolos nas escolas estão sendo cumpridos. Agora, se você tem pessoas de potencial risco em casa, as crianças não devem ir. Tudo precisa ser analisado", afirma.
Oliveira Junior faz um alerta em relação à vacinação. Nos países que começaram a vacinar mais cedo, as crianças já estão sendo inseridas no processo de imunização.
"Aqui nós só vamos conseguir controlar a situação de forma duradoura e efetiva quando ampliarmos a vacinação. Não vejo outra saída. A participação da criança será importante dentro do processo de imunidade coletiva. Se eu não vaciná-la, o vírus continuará circulando na população pediátrica."
Bahia Notícias
Sobre o caso Pazuello, diz Rodrigo Maia que “Brasil está virando uma Venezuela de direita”
Publicado em 4 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Maia diz que há uma tentativa clara de enfraquecer as instituições
Anne Warth
Estadão
O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi presidente da Câmara por quase cinco anos, afirma que o País vive o risco do autoritarismo, numa situação semelhante à da Venezuela nos anos de Hugo Chávez. Ele avalia que a subserviência demonstrada pelo Exército ao presidente Jair Bolsonaro no episódio envolvendo o general Eduardo Pazuello enfraquecerá ainda mais a democracia brasileira. E acrescenta que o mercado não pode aceitar migalhas na aprovação de projetos econômicos e fechar os olhos para a escalada do autoritarismo.
“Muitos dos que defendem a democracia liberal precisam olhar essa tentativa permanente do governo de impor uma agenda autoritária ao Legislativo e ao Judiciário, de intervenção permanente nas Forças Armadas, de apoio a atos antidemocráticos. Precisamos parar de acreditar que há composição com alguém que não quer composição com as instituições democráticas”, disse, em entrevista ao Estadão/Broadcast.
Em que sentido o Brasil se aproxima da Venezuela chavista?
Lá, há uma tentativa de intervenção clara no processo eleitoral, no Judiciário, nas Forças Armadas, com participação maior depois da tentativa de golpe em 2002, intervenção nas empresas de petróleo. Tudo isso acontece aqui também. Há uma organização de milícias, desconectando as polícias militares dos comandos estaduais e dos governadores. Um ataque permanente à imprensa. Tivemos uma tentativa de interferência nas pautas do Congresso em 2019 e 2020, que de forma nenhuma aceitamos. Com a eleição de candidatos apoiados pelo governo na Câmara e no Senado, vemos uma tentativa de avanço de uma agenda atrasada de flexibilizar o licenciamento ambiental, mineração em terras indígenas, homeschooling (ensino doméstico). Ataques permanentes a mim, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), à imprensa, de testar limites. Se não tivermos uma atitude de liderança como a que teve Winston Churchill (primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial), se deixarmos as coisas acontecerem como deixou a sociedade venezuelana, vamos para o mesmo caminho. Chávez fez uma mudança constitucional que abriu caminho para interferência no Judiciário e na imprensa. O Brasil está virando uma Venezuela.
De que forma o Congresso pode reagir a essa intervenção nas Forças Armadas?
É preciso dar uma resposta clara ao que aconteceu ontem com a falta de punição a Pazuello. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que impede militares da ativa de ocupar cargos políticos no governo, seria uma demonstração clara da sociedade de que não aceita mais intervenção do presidente nas Forças Armadas e de que quem está na administração pública precisa ir para a reserva. Partidos que hoje integram a base do governo, como PSDB, DEM, MBD, PSL, precisam compreender que não se pode misturar a base governista e a base democrática.
Quem no Brasil pode fazer esse papel de liderança que Churchill teve?
Muitos no Brasil têm esse olhar, essa resistência e perseverança. Temos que cobrar dos democratas uma economia de mercado, movida pela força do setor privado, com instituições democráticas e um olhar social, como o da chanceler Angela Merkel na Alemanha. Pequenos ganhos não serão ganhos se a nossa democracia estiver em jogo, se não houver defesa das instituições democráticas e do meio ambiente. Churchill ficou isolado, quase caiu, todo o entorno de seu governo defendia um acordo com o nazismo, como se o nazismo não fosse avançar sobre o Reino Unido em seguida. Churchill fez um discurso histórico, ganhou o apoio da monarquia, recuperou o do partido e a história mudou dali para frente. Líderes autoritários podem ser vencidos e eu acho que é nisso que precisamos focar.
Não poderia haver um composição política?
Muitos dos que defendem a democracia liberal precisam olhar essa tentativa permanente do governo de impor uma agenda autoritária ao Legislativo e ao Judiciário, de intervenção permanente nas Forças Armadas, de apoio a atos antidemocráticos. Precisamos parar de acreditar que há composição com alguém que não quer composição com as instituições democráticas. É preciso ter coragem para falar, e eu tenho falado, sofrido ameaças, assim como a minha família, e em nenhum momento recuei como brasileiro e deputado. Se não houver imposição de um limite, Bolsonaro vai avançar, e isso tira a força da nossa democracia. Há uma grande diferença entre Bolsonaro e os políticos forjados no enfrentamento da ditadura, e infelizmente não há como compatibilizar o pensamento do governo e o dos que defendem a democracia.
Qual o papel dos partidos de centro nesse cenário?
Está na hora de o centro democrático parar de defender candidaturas individuais e construir um processo democrático, por meio do se conquiste o apoio do eleitor para conseguir, de forma democrática, tirar o presidente do segundo turno. Essa seria uma enorme vitória para a democracia brasileira em 2022. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem muitos defeitos, mas nunca avançou sobre a democracia. Se temos quatro ou cinco candidatos no centro, eles precisam se unir e criar uma agenda, um fato novo, reafirmar seus valores democráticos e a defesa de uma economia liberal, de redução das desigualdades. É preciso parar de olhar projetos individuais e focar em um projeto coletivo. Temos hoje duas candidaturas, Bolsonaro e Lula, e o nosso campo não vai conseguir criar uma candidatura com chance de vitória se todos não se unirem num único campo, formado por políticos experientes e jovens, por um projeto de Brasil em que as pessoas voltem a ter esperança.
Como conquistar o eleitor bolsonarista e atraí-lo para o centro?
O grande erro das eleições de 2016 nos Estados Unidos e da candidatura de Hillary Clinton foi desqualificar os eleitores de seu adversário. Nós temos responsabilidade sobre isso também. Temos que dialogar e mostrar os erros do governo. Há muitos que votaram em Bolsonaro por exclusão, em busca de uma alternativa a Lula. Precisamos agora de uma alternativa que não seja votar em Lula para tirar o Bolsonaro. Para isso, precisamos de um projeto de redução de desigualdades, de recuperação da esperança, para aqueles que não conseguiram educação de qualidade e a ascensão econômica e social que esperavam e que por isso votaram em Bolsonaro, e que no passado votaram em Lula.
Procuradoria tem 5 dias para dar parecer sobre pedido de afastamento e prisão de Ricardo Salles

Charge do Miguel Paiva (DCM)
Rayssa Motta
Estadão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre a possibilidade de afastamento e prisão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por obstrução de Justiça na Operação Akuanduba, que fez buscas contra ele há duas semanas. O prazo para resposta é de cinco dias.
Moraes despachou após receber notícia de fato, formalizada por uma advogada, indicando que Salles teria ocultado seu celular e alterado o número de telefone no curso das investigações, como revelou o jornal O Globo, o que demandaria medidas cautelares para resguardar o andamento do inquérito. Ele vai ouvir a PGR antes de decidir sobre o pedido.
OBSTRUÇÃO DA JUSTIÇA – “[A advogada] alega que, ao ocultar seu celular e mudar o número de telefone no curso das investigações (conforme noticiado no Jornal Nacional), delas tendo ciência, o noticiado, que como Ministro tem dever legal de cumprir ordens judicias de outros Poderes, incorreu, em tese, em tipos penais e de improbidade administrativa, visando obstruir a aplicação da lei penal e embaraçando a investigação de organização criminosa transnacional. Requer, assim, “seja decretado o afastamento cautelar do Ministro Ricardo Salles e sua prisão em flagrante, pois continua descumprindo a ordem do STF; subsidiariamente, sua prisão preventiva, por estar ameaçando a colheita de provas e a aplicação da lei penal”. É o breve relato. Abra-se vista à Procuradoria-Geral da República para manifestação”, diz um trecho do despacho assinado nesta sexta-feira, 4.
A investigação da Polícia Federal que atingiu o ministro do Meio Ambiente apura indícios de favorecimento de empresas na exportação ilegal de madeira. Salles também é alvo de um segundo inquérito, conduzido pela ministra Cármen Lúcia, sob suspeita de obstruir a maior investigação ambiental da Polícia Federal em favor de quadrilhas de madeireiros. Ele nega irregularidades.
PEDIDO DO MINISTRO – A Moraes, Salles chegou a pedir para prestar depoimento diretamente ao procurador-geral da República, Augusto Aras, na investigação da PF.
O ministro do Supremo não viu impedimento em eventual interrogatório feito pela Procuradoria e não pelo procurador-geral, mas observou que a Polícia Federal vai colher o depoimento ‘no decorrer da investigação e a seu critério, na medida em que for necessária à elucidação dos fatos investigados’.
Caso do general Pazuello reacende debate sobre veto a militares da ativa no governo
Publicado em 5 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Fernandes (Charge Online)
Hellen Leite
Correio Braziliense
A decisão tomada pelo Exército nesta quinta-feira (3/6) de não punir o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por participar de uma manifestação pró-governo reacendeu o debate sobre militares da ativa em cargos de natureza civil na administração pública.
Logo após o veredito do Alto Comando do Exército, o deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a decisão deveria acelerar a discussão da PEC que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública. “Cada vez tenho maior convicção: estamos vivendo um chavismo de direita”, comentou.
FALTAM LIMITES – A autora da PEC, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), disse que existe a sensação de que não se sabe mais onde termina o governo e onde começa o Exército. “É o que pode acontecer de pior para esta Instituição e as demais Forças Armadas”, disse.
A decisão também foi criticada pelo vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM). “O Exército não decidiu arquivar a denúncia contra Pazuello. O Exército decidiu que agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender. Isso não será bom para uma instituição que tem o respeito do povo brasileiro”, escreveu Marcelo Ramos no Twitter.
A presença de militares da ativa no governo tem sido alvo de críticas até mesmo dentro das Forças Armadas. No ano passado, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, defendeu que militares da ativa do governo passem para a reserva.
VÍNCULO VISUAL -Segundo ele, pelo número de militares e pelo posto que ocupam, a sociedade acaba “confundindo” e achando que há fusão de “imagem institucional e governamental”.
“Fica um vínculo até visual, porque ontem (o militar) estava em traje civil servindo ao governo e hoje está de uniforme comandando um alto escalão qualquer”, disse o general durante a live “Direitos Já! Fórum pela Democracia”.
Santos Cruz comparou a situação dos militares com a do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que precisou pedir demissão da carreira de juiz para integrar o governo. “No meio militar você tem pessoas da ativa à disposição do governo. Ele continua na ativa. É muito melhor passar para a reserva.”
Bolsonaro perde votos no rumo das urnas e amplia espaço na rota das armas
Publicado em 5 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge de Montanaro (folha.uol.com.br/r)
Pedro do Coutto
O poder em toda história do planeta, e lá se vão vários séculos, tem que ser obrigatoriamente ocupado. Nos tempos modernos, incluindo os dois mil anos de Cristianismo, ficou gravado eternamente que para chegar a ele, o poder, só existem dois caminhos: as urnas ou as armas.
A mais recente pesquisa do Datafolha revelou um declínio da popularidade de Bolsonaro, frisando inclusive que se as eleições fossem hoje perderia para Lula da Silva. No entanto, o recuo de Bolsonaro no caminho do voto está sendo substituído pela estrada das armas, que também representa a perspectiva de novo arbítrio levando à porta de uma ditadura.
SEM PUNIÇÃO – É o que revela o quadro nacional depois da decisão do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, de não propor nenhuma punição, por mais branda que fosse, ao general Eduardo Pazuello. Nem uma advertência sequer. Portanto, abriu-se o precedente: militares da ativa podem participar de atos políticos.
A população brasileira sentiu um golpe muito forte contra o futuro democrático do país a curto prazo. Se assim não fosse, não haveria necessidade do Alto Comando do Exército endossar o relato do general Paulo Sérgio Nogueira.
A candidatura de Luís Inácio Lula da Silva surgiu de uma engenharia política buscando alguém capaz de derrotar Jair Bolsonaro na reeleição, pois ele, comparecendo às manifestações que pedem a volta da ditadura e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, coloca em risco a própria democracia.
SÉRIO SINTOMA – Dessa forma, a decisão do Exército, por pressão direta de Bolsonaro, de engolir a atuação de Pazuello, representa um sério sintoma de que, se perder nas urnas, Bolsonaro poderá recorrer às armas. Essa hipótese está bem configurada e ficou mais clara ainda com o episódio que envolveu o ex-ministro da Saúde. Daí porque o presidente da República insiste tanto em substituir as urnas eletrônicas pelo voto impresso.
Não que o voto impresso seja mais seguro do que a urna eletrônica. Pelo contrário. Mas o voto impresso permite, conforme já escrevi neste site, proporcionar uma oportunidade de preenchimento dos votos em branco. Aconteceu tal hipótese nas eleições de 1982 para governador do Rio de Janeiro. Outra coisa: se Bolsonaro vier a ser reeleito, não tenham dúvidas, leitores, de que ele partirá para um processo extremamente ditatorial.
Basta analisar o comportamento político do chefe do Executivo. Em 2020, ele iniciou a campanha para 2022. Portanto, deseja dar continuidade e, se possível, perpetuar sua presença no plano alto do Planalto. A informação está colocada e se dirige a todo o eleitorado e à população brasileira em geral. Os sintomas do início de junho conduzem a uma visão dramática do que poderá acontecer.
JOGO DE EMPURRA – Reportagem de Marcelo Rocha, Folha de São Paulo, desta sexta-feira, revela que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou ter recebido madeireiros no seu gabinete a pedido do ministro Luis Eduardo Ramos, com quem, aliás, já se atritou. O ministro Ramos, por seu turno, diz que apenas encaminhou a solicitação dos empresários acusados a Salles. Como se percebe, um equívoco atrás do outro. Luis Eduardo Ramos diz que apenas encaminhou e Salles diz que apenas recebeu as pessoas.
Enretanto, entre receber empresários e agir para anular a apreensão de 200 mil metros cúbicos de troncos e árvores, arrancadas da floresta, surge uma distância muito grande, pois ficou nítido que o ministro Salles tentou legitimar o gigantestco ato ilegal. Não tinha nada que justificasse a sua ida ao local da apreensão. Ficou muitíssimo abalada a sua administração.
DESEMPREGO NO PAÍS – Fernanda Brigatti e Leonardo Vieceli, Folha de São Paulo, destacam o fato negativo a respeito do desemprego no país e a busca de novos postos de trabalho. Acentuam que o Brasil tem recorde de trabalhadores desempregados há mais de dois anos.
Portanto, fica difícil aceitar a explicação do presidente da República de que o seu governo reduziu em 950 mil pessoas o número de desempregados no Brasil.
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