sábado, maio 29, 2021

“The Economist” mostra Bolsonaro sob cerco e dedicado à velha política clientelista

Publicado em 29 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Economist já prevê o fim do bolsonarismo

A revista critica a volta de Bolsonaro à velha política

Deu no The Economist
(Estadão)

Há muitas maneiras de descrever a compra de apoio na política brasileira, incluindo “toma lá, da cá”, “troca de favores” e “velha política”. Em 2018, durante sua campanha, Jair Bolsonaro usou esses e outros insultos, muito mais rudes, para desqualificar seus colegas políticos, especialmente do PT, que governou o Brasil de 2003 a 2016 e foi marcado por dois grandes escândalos de corrupção. Como presidente, Bolsonaro prometeu avançar com sua agenda sem distribuir cargos nem emendas.

O primeiro sinal de que Bolsonaro havia desistido de sua “nova política” veio em meados de 2020, quando ele formou uma aliança com um bloco de partidos dedicados somente ao interesse próprio, conhecido como Centrão, para conseguir se proteger de pedidos de impeachment, que já somam 117 no Congresso.

CUSTA CARO – O apoio do Centrão nunca é gratuito. Uma recente investigação do jornal O Estado de S.Paulo mostrou que, em 2020, o governo distribuiu mais de R$ 20 bilhões por meio de emendas de relator, o parlamentar que cuida da elaboração do orçamento no Congresso.

Pelo menos R$ 3 bilhões foram encaminhados por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) atendendo a indicações de parlamentares para obras públicas e compras de máquinas e equipamentos agrícolas – aquisições previstas com preços, em alguns casos, acima da tabela de referência do MDR.

O escândalo, que a imprensa chamou de “tratoraço”, é a mais evidente prova até agora da participação de Bolsonaro na política clientelista.

EM MEIO À CPI – A situação se desdobra juntamente com um desastre de relações públicas ainda maior: uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga como o governo lidou com a pandemia.

As duas crises demonstram como Bolsonaro tem se enfraquecido cada vez mais e como o Congresso, conhecido pelo oportunismo endêmico, usou essa vulnerabilidade do presidente para se fortalecer. “Quanto mais frágil o presidente, mais ele tem de pagar por esse apoio”, explica Sylvio Costa, do site de notícias Congresso em Foco.

O sistema político brasileiro, conhecido como “presidencialismo de coalizão”, é um híbrido entre o modelo presidencialista dos EUA e um parlamentarismo à moda europeia. O presidente comanda políticas públicas e determina o orçamento, mas não consegue fazer muita coisa sem o Congresso, onde seus partidos raramente detêm maioria.

TROCA DE FAVORES – A maior parte dos cerca de 30 partidos brasileiros não possui plataformas ideológicas; eles apoiam o presidente em troca de favores. Isso beneficia projetos que conquistam votos, como pavimentação de estradas ou reformas de escolas, em detrimento de planejamentos a longo prazo, diz Élida Pinto, professora de finanças públicas da FGV.

Em 1994, seis parlamentares perderam os cargos como resultado de um escândalo de compra de votos envolvendo ONGs falsas. Em 2005, um deputado do Centrão admitiu que o PT pagava R$ 30 mil por mês a parlamentares em troca de apoio no Legislativo. (Cassado, ele agora é aliado de Bolsonaro.)

Em 2014, a Lava Jato revelou um vasto esquema de propinas entre construtoras, partidos e a Petrobrás. Em resposta a protestos, o Congresso aprovou uma série de emendas constitucionais destinadas a reduzir a corrupção sem incomodar os congressistas.

EMENDAS IMPOSITIVAS – A maioria das ementas se tornou uma dotação automática (não designada pelo presidente) para que os legisladores gastassem em seus redutos eleitorais. Era necessário seguir novas regras, como apresentar recibo. Mas essas restrições dificultaram a formação de coalizões.

Quando a presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment, em 2016, a razão técnica foi ter maquiado o déficit orçamentário do Brasil; mas isso ocorreu por causa das dificuldades dela em controlar um Congresso cada vez mais rebelde. Ela expandiu seu gabinete para 39 ministérios na tentativa de acomodar políticos com cargos, mas a recessão em 2014-16 limitou o alcance deste plano.

Bolsonaro está passando por algo parecido. O Brasil teve uma das piores crises de covid-19 do mundo, com mais de 450 mil mortos. Sua estratégia de minimizar a pandemia pareceu funcionar em 2020, quando um terço dos brasileiros recebeu auxílio emergencial. Mas, este ano, a segunda onda da doença coincidiu com uma alta na inflação, a lentidão na vacinação e uma redução nos benefícios oferecidos pelo governo.

APOIO EM QUEDA – A aprovação de Bolsonaro caiu de 40% para menos de 30%. O presidente da Câmara, Arthur Lira, única pessoa que pode abrir um processo de impeachment, fez um alerta falando em “amargos remédios políticos”.

Mas um impeachment é improvável, em parte porque Bolsonaro reinventou na prática a compra de apoio político no fim de 2019. A maioria dos novos recursos orçamentários foi destinada a legisladores que votaram em Rodrigo Pacheco, escolha de Lira e do Centrão para a presidência do Senado.

Documentos nos sites do governo mostram o destino de apenas cerca de R$ 1 bilhão dos R$ 3 bilhões gastos pelo MDR. O relator do orçamento, Domingos Neto, destinou R$ 110 milhões a uma cidade de 59 mil habitantes da qual sua mãe é prefeita. O ministério aceitou pagar R$ 500 mil por tratores com preço regular de R$ 200 mil. As autoridades insistem que não houve irregularidade.

CPI AO VIVO – Uma ameaça maior à popularidade de Bolsonaro é a CPI, que começou os depoimentos no Senado este mês. As sessões diárias são transmitidas ao vivo na TV, criando uma macabra história oral do desastre brasileiro na pandemia. Dois ex-ministros da Saúde disseram que a estratégia inicial do governo apostava na imunidade de rebanho e na hidroxicloroquina, remédio para a malária promovido por Donald Trump.

Um executivo da Pfizer disse que o governo ignorou seis ofertas de venda de vacinas ao Brasil. O então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, general que também estava no comando quando acabou o suprimento de oxigênio em Manaus, tentou fugir do depoimento alegando suspeita de estar com covid.

Bolsonaro “está se tornando prisioneiro da própria impopularidade”, diz Alessandro Molon, líder da oposição na Câmara.

AUMENTA A REJEIÇÃO – As pesquisas mais recentes mostram queda no apoio ao presidente em quase todos os segmentos do eleitorado, incluindo entre seus defensores mais convictos, como os evangélicos. É provável que seu principal rival nas eleições de 2022 seja Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente petista cuja popularidade aumentou recentemente.

Uma pesquisa de intenção de voto indica que, caso o segundo turno fosse realizado já, 55% dos votos ficaria com ele, enquanto Bolsonaro receberia 32% (o restante do eleitorado disse que não votaria em nenhum dos dois).

Quando os brasileiros veem europeus e americanos sendo vacinados, percebem que “nosso presidente é uma caricatura”, diz Ciro Gomes, que também quer se candidatar.

A ECONOMIA AJUDA – Bolsonaro pode se recuperar antes da eleição. A vacinação está avançando, enfim, e a economia apresenta desempenho melhor do que se temia.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, insistiu para que o Congresso aprove as reformas tributária e administrativa. Ele diz que, com, isso, recursos seriam liberados para uso em programas que rendem votos.

Mas os legisladores também querem sua parte. “O Centrão não é leal”, alerta Rebeca Lucena, da consultoria BMJ. “Se o navio estiver afundando, eles vão mudar de barco.”


Ministro passa sabão na Petrobras por se ausentar de julgamento bilionário no STJ


Herman Benjamin pede vista em processo inédito no STJ | VEJA

Herman Benjamin é um magistrado de verdade

Josias de Souza
Portal UOL

“Onde está a Petrobras?”, indagou o ministro Herman Benjamin nesta terça-feira (25), durante sessão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça. Julgava-se um processo em que a estatal reivindica indenização por danos morais causados por empreiteiras que assaltaram seus cofres no escândalo da Lava Jato.

Relator da causa, Benjamin indignou-se com “a ausência e o silêncio sepulcral” da Petrobras. Há no mundo gente cansada de amor, de ódio, de política, de religião. Mas se há algo que ainda não se viu é gente cansada de dinheiro. Portanto, convém à Petrobras não confundir certos advogados com advogados certos.

DESCASO DA ESTATAL – Benjamin passou, por assim dizer, um sabão na maior estatal do país. Realçou que, dos processos que conhece, este é “o mais importante”, pois busca “reparação” pelos “danos” e “ataques” praticados pela “maior rede de corrupção privada que já ocorreu e foi descoberta no nosso país.”

O sumiço da Petrobras tornou-se vistoso porque estava sendo julgado justamente um recurso da estatal.

“É uma sociedade de economia mista”, enfatizou Benjamin. “Tem dinheiro de todos nós, brasileiros. Mas tem acionistas privados. E, no processo mais importante da Operação Lava Jato, em que ela própria é recorrente, hoje não se ouviu a sustentação oral da Petrobras! …É um fato grave!”

LITISCONSORTE ATIVA – Originalmente, o processo por improbidade administrativa foi movido pela União contra as empreiteiras. A Petrobras pegou carona na causa. Entrou como litisconsorte ativa, como são chamados tecnicamente os litigantes que podem migrar do banco do carona para o volante caso o autor morra ou desista da ação.

Para voltar a transacionar com o Estado, as empreiteiras foram celebrando com a União acordos de leniência, espécie de delação para pessoas jurídicas. Excluída, a Petrobras manteve em pé o pleito de ser indenizada pelos prejuízos que a roubalheira causou à sua imagem. A despeito da irritação com a ausência dos advogados da estatal, o ministro Herman Benjamin votou contra a extinção do processo.

PEDIDO DE VISTA – O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Og Fernandes. Prevalecendo o voto do relator, a Petrobras continuará guerreando para obter indenização mesmo das empreiteiras que já celebraram acordos de leniência. Não será difícil demonstrar os danos.

Eles são muito palpáveis, por exemplo, num acordo que a Petrobras viu-se compelida a firmar nos Estados Unidos para se livrar de uma ação de classe, a chamada “class action”, movida por fundos de investidores americanos que amargaram prejuízos com a perda de valor dos papeis da estatal brasileira.

A Petrobras teve de desembolsar quase US$ 3 bilhões. Se seus advogados resolverem suar o paletó, comparecendo aos tribunais, a Petrobras talvez consiga demonstrar que foi graças ao assalto das empreiteiras que a imagem da companhia ruiu, puxando para baixo na época a cotação do seu papelório.

DIZIA ROBERTO CAMPOS – Avô de Roberto Campos Neto, atual presidente do Banco Central, o economista Roberto Campos dizia que a diferença entre a empresa privada e a empresa pública é que aquela é controlada pelo governo, e esta por ninguém.

Se a Lava Jato serviu para alguma coisa foi para demonstrar que o governo não controla as empresas privadas, é desgovernado por elas. E a Petrobras parece decidida a demonstrar que seus cofres continuam sendo terra de ninguém. Ou da Mãe Joana, veneranda senhora.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Li esta importante nota na coluna do Josias de Souza na quarta-feira e até agora não vi (pelo menos, não percebi) nenhuma repercussão do assunto. Será que a omissão da Petrobras não representa uma tomada de posição do governo sobre a Lava Jato, abandonando a velha promessa de enfrentar a corrupção? Ou será a maneira “novo normal” de administrar da Petrobras, mesmo com todo o circo do general presidente? Ou, ainda, será o julgamento apenas uma mera formalidade de menor importância? (Duarte Bertolini)


General Pazuello usa um argumento absurdo em sua resposta ao Exército


Pazuello joga fora toda a sua reputação construída no Exército

Pedro do Coutto

Reportagem de Bela Megale e Daniel Giulino, O Globo desta sexta-feira, focaliza a manifestação do general Eduardo Pazuello em sua defesa encaminhada ao Exército no procedimento aberto para apurar a sua presença na manifestação no Rio de Janeiro, no último domingo, ao lado de Jair Bolsonaro, afirmando que o evento não teve caráter político ou partidário porque, acentuou, o presidente da República não se encontra filiado a partido algum.

A justificativa é totalmente absurda e não atende à análise do Comando do Exército ao tentar separar o caráter político do caráter partidário. Na minha opinião, o caráter político não depende de filiação partidária, portanto não cabe essa explicação. Os atos políticos independem de sentido eleitoral. Porém, no caso, o sentido de campanha política está exposto e a justificativa de Pazuello não resiste a menor análise.

APOIO DE BOLSONARO – De outro lado, em transmissão pelas redes sociais da última quinta-feira, Bolsonaro corroborou com o argumento de Pazuello. A situação assim se complica ainda mais, na medida em que o general Paulo Sérgio Nogueira será obrigado a se pronunciar não apenas quanto à presença de Pazuello no palanque ao lado de Bolsonaro, mas também estará atingido por uma afirmação sem pé nem cabeça.

O general Paulo Sérgio Nogueira está diante de uma situação sensível: rejeitar a explicação de Pazuello ou aceitá-la, comprometendo a si mesmo e ao regulamento disciplinar do Exército. O problema assim continua se desenvolvendo agora com repercussão nos meios militares. Afinal de contas, o próprio Pazuello já havia informado que se equivocou. Mas agora desiste da sua posição anterior e envereda pelo caminho da fantasia.

AUXÍLIO EMERGENCIAL –  No café da manhã de quinta-feira com um grupo de empresários em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o auxílio de emergência é uma arma que o governo dispõe. Citou “arma que nós temos e que pode ser renovada se a pandemia se mantiver no ritmo atual”.

O ministro se refere possivelmente a um instrumento de ação política e ao mesmo tempo um ato administrativo também com o mesmo efeito. Caso contrário, Paulo Guedes não teria se referido ao auxílio emergencial como uma arma de ação em favor do governo. Ele pode até estar certo, mas deixa assinalado tacitamente a sua vontade de partir para uma ação governamental que lhe permita algum êxito em matéria de popularidade. Paulo Guedes agora deseja utilizar o abono como peça de ação até partidária.

POPULARIDADE EM QUEDA – A interrupção do abono afetou também a popularidade de Bolsonaro. A questão econômica, mas que também tem um reflexo político muito grande, está no fato dos preços continuarem subindo, caso agora da energia elétrica enquanto os salários estão estagnados.

É um desafio social que os assalariados têm que enfrentar em condição de amplo prejuízo porque as empresas do governo reajustam os preços, no caso da Eletrobras, e os trabalhadores e trabalhadoras, além dos servidores públicos, ficam presos a uma impossibilidade que está se fazendo sentir. Assim é impossível resolver qualquer problema, seja ele econômico, social ou político.

ISENÇÃO NA AMAZÔNIA – Na Folha de São Paulo, Bernardo Caram e Thiago Resende, destacam a declaração do ministro Paulo Guedes de que está sugerindo ao presidente da República uma isenção fiscal para que empresas se instalem na Amazônia, criando assim um pólo de empreendimentos sustentáveis.

O ministro apresentou a ideia de conceder isenção de Imposto de Renda por 20 anos a empresas que se instalarem no local. Para ele, o Brasil precisa ampliar a atuação no mercado de carbono. As afirmações de Paulo Guedes foram feitas para responder às críticas que apontam para falta de manutenção no meio ambiente. O ministro acrescentou que uma árvore vale mais viva do que morta.

DESMATAMENTO – A reportagem acrescenta, com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que no mês de abril deste ano registrou-se o maior período de desmatamento na região.

A proposta do ministro da economia parece inspirada na Zona Franca de Manaus, mas com uma diferença. A Zona Franca de Manaus referia-se à comercialização de produtos industrializados, agora Paulo Guedes propõe a instalação de empresas na região. Sem frisar qual o objetivo, no fundo, o caminho da industrialização da floresta significa abrir uma estrada ainda maior para o desmatamento.

sexta-feira, maio 28, 2021

Comandante do Exército está no pior dos mundos: ou perde o cargo, ou perde a autoridade

Publicado em 28 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

General Nogueira está caminhando na corda bamba

Eliane Cantanhêde
Estadão

Por que o presidente Jair Bolsonaro saiu ontem de Brasília, voou quase 3 mil quilômetros e se meteu no meio da Amazônia para inaugurar uma pontezinha de madeira, de menos de 20 metros? Simples. Para continuar seduzindo os militares e tentar fazer com o novo comandante do Exército, general Paulo Sérgio, o que fez com o também general Eduardo Pazuello: cooptá-lo, para manipulá-lo. Mas Paulo Sérgio não é Pazuello.

A ponte Rodrigo e Cibele fica na BR 307, liga São Gabriel da Cachoeira (AM) à Comunidade Indígena Balaio e foi feita pela Engenharia do Exército. Bom pretexto para o encontro de Bolsonaro com Paulo Sérgio e o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, com direito a fotos e ao teatro de que vai tudo às mil maravilhas entre o presidente e as Forças Armadas. Não é assim.

PRAZO VENCIDO – Enquanto Bolsonaro se encontrava com o comandante e o ministro, bem longe da capital, vencia o prazo de 72 horas para que Pazuello se defendesse no Comando do Exército sobre sua presença num ato evidentemente político com o presidente, no Rio, domingo passado. O Estatuto Militar e o Regimento Disciplinar do Exército proíbem militares da ativa, caso de Pazuello, em atos políticos.

Quem tem poder monocrático no caso Pazuello é Paulo Sérgio, que tem sete dias para decidir e está no pior dos mundos: ou pune, correndo o risco de ser desautorizado por Bolsonaro e obrigado a se demitir; ou não pune e perde o respeito e a autoridade. Como ele estava ontem confraternizando com o presidente, suspeita-se que possa estar sendo convencido a optar por mera advertência. Não será fácil.

Ao defender punição, “para evitar a anarquia”, o vice Hamilton Mourão reflete um sentimento generalizado entre militares, que temem um estouro da boiada não mais no Meio Ambiente, mas nas Forças Armadas. Se um general pode subir em trio elétrico, todo mundo pode. Com uma agravante: no ano que vem tem eleição, pode virar uma farra…

VACINA CHINESA – Depois de proibir a compra da “vacina chinesa do Doria”, Bolsonaro foi ao hospital adular Pazuello, que estava com covid e caiu na lábia. Agora, o presidente age preventivamente, já aplainando terreno para evitar uma sentença dura contra Pazuello ou para vetá-la depois. Nesse caso, Paulo Sérgio vai se conformar com uma visitinha e uma adulação? Vai aderir ao “um manda, outro obedece”?

Como parte do script, Bolsonaro fez sua live semanal, ontem, no Pelotão Especial de Fronteira de Maturacá, usando uma antena do sistema de comunicação por satélites do Exército. E dormiu lá com a turma, manipulando egos e vaidades, para reduzir o mal-estar e a ansiedade para a nova crise com as Forças Armadas.

NÃO É MONOBLOCO – O strike na cúpula militar, com a demissão do ministro da Defesa e dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, já demoliu a falácia, ou a impressão, de que as Forças Armadas são um monobloco e esse monobloco está inteiro com Bolsonaro. Ficou claro que não é assim.

Não satisfeito em dividir os militares, até então unidos e disciplinados, mesmo nos governos Lula e Dilma Rousseff, Bolsonaro aprofundou o incômodo com as imagens inacreditáveis do general Pazuello no seu palanque político. Crise renovada, ou piorada, Bolsonaro passa de incendiário a bombeiro, tentando seduzir os militares com falso prestígio, tapinhas nas costas, confraternizações.

Paulo Sérgio cai nessa? É a pergunta que não quer calar em comandos, quartéis e lares militares, onde cala fundo o alerta do general Fernando Azevedo e Silva ao ser demitido da Defesa: é fundamental preservar as Forças Armadas como instituições de Estado, não de governos que vêm e vão. Nunca antes, pós-redemocratização do País, um presidente fez tão mal às Forças Armadas como Jair Bolsonaro.

E agora José, cadê o cimento?

Obra na Gestão Deri do Paloma

Obra na gestão Anabel
..


Passaram muitos anos perguntando a ex-prefeita Anabel cadê o cimento?
 Porém a lei do retorno, não demorou, desmascarou um engodo eleitoreiro onde jogaram o dinheiro do povo no esgoto da improbidade, onde camuflaram uma obra que não existiu, os vereadores da oposição estão na obrigação de analisarem as Notas Fiscais e saber quantos sacos de cimento informaram que foram gastos nessa aberração, nessa imoralidade.

Isso é uma esculhambação, não é cimento nem tão pouco cal, isso é querer zombar da inteligência do povo, são verdadeiros artistas.

A mentira tem as pernas curtas, e com poucos meses está sendo desmascarando um suposto esquema de fraude na pavimentação,  os vereadores estão na obrigação de Ingressar com uma Ação Civil Pública solicitando a devolução de todo esse dinheiro.

Aracaju vacinará população de 58 e 59 anos a partir de segunda, 31

em 28 maio, 2021 17:00 

(Foto: André Moreira)

A Prefeitura de Aracaju avançará na campanha de vacinação contra a covid-19 e vacinará pessoas de 58 e 59 anos, sem comorbidades, a partir de segunda-feira, 31. Ao mesmo tempo, a gestão ampliará a imunização de professores e profissionais do transporte público para aqueles que tenham acima de 18 anos. O novo calendário municipal, divulgado pelo prefeito Edvaldo Nogueira Nogueira, através das redes sociais, nesta sexta-feira, 28, também dará continuidade à vacinação das pessoas com deficiência permanente grave, alcançando a população de 57 anos deste público. Também serão incluídos os trabalhadores do transporte aéreo.

“Com muita satisfação, avançaremos na vacinação de todos os cidadãos por faixa etária. É uma vitória da proposta que a Frente Nacional de Prefeitos, da qual sou presidente, apresentou ao Ministério da Saúde. Assim, na próxima semana, todos os aracajuanos com 58 e 59 anos já receberão a primeira dose da vacina contra a covid-19. Também vamos incluir novas faixas etárias dos trabalhadores da Educação e concluiremos os motoristas e cobradores. Além disso, pessoas com deficiência permanente grave, sem BPC, de 57 e 58 anos, já podem se vacinar”, afirmou Edvaldo.

A vacinação dos trabalhadores do transporte aéreo já teve início nesta sexta-feira, 28, e prossegue até o domingo, dia 30. Este grupo está recebendo a primeira dose da imunização no auditório da Escola Presidente Vargas, no bairro Siqueira Campos.

Vacinação 58 e 59 anos

A vacinação do novo grupo começará pela população de 59 anos na segunda-feira, 31. Neste dia, recebem a primeira dose do imunizante aqueles que nasceram nos meses de janeiro a abril. Na terça-feira, 1º, será a vez dos nascidos entre maio e agosto. Na quarta-feira, 2, serão imunizados os que nasceram entre setembro e dezembro.

Já na quinta-feira, 3, começam a receber a vacinação os aracajuanos de 58 anos, nascidos de janeiro a março. Na sexta-feira, 4, avançará para os cidadãos nascidos entre abril e junho, e no sábado, 5, para aqueles que aniversariam entre julho e setembro. Por fim, no domingo, 6, serão imunizados aqueles que nasceram entre outubro e dezembro.

Para organizar o fluxo e evitar aglomerações, a Secretaria da Saúde de Aracaju disponiblizará 10 pontos fixos para este público. São eles: UBS João Augusto Barreto (bairro Japãozinho); UBS Augusto Franco (bairro Farolândia); UBS Santa Terezinha (Zona de Expansão); UBS Marx de Carvalho (bairro Ponto Novo); UBS Adel Nunes (bairro América); CRAS João de Oliveira Sobral (bairro Santos Dumont); UBS Manoel de Souza Pereira (bairro Jabotiana); UBS Hugo Gurgel (bairro Coroa do Meio); UBS Cândida Alves (rua São João); e UBS Edézio Vieira de Melo (bairro Siqueira Campos). Para receber a 1ª dose nestes locais, é necessário apresentar documento de identificação com foto e comprovante de residência.

Também será possível receber a vacina no drive-thru, instalado no Parque da Sementeira, após cadastramento no portal “VacinAju” e liberação do código autorizativo.
Pessoas com Deficiência Permanente

A vacinação das pessoas com deficiência permanente grave (auditiva, visual, motora e mental), sem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também foi ampliada. Agora, aqueles que se encaixam neste grupo e estão na faixa etária de 57 e 58 anos já podem se vacinar. É obrigatória a apresentação de relatório médico comprovando a deficiência. Este grupo pode se vacinar no drive-thru (o cadastro é feito no Portal da Vacina) ou nos 10 pontos fixos que estão vacinando a população em geral de 58 e 59 anos.

Professores e rodoviários

Já entre os profissionais da Educação, poderão receber a vacina aqueles que atuam em creches, pré-escolas e no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, com idade acima de 18 anos. Pelo cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal da Saúde, a vacinação desses profissionais ocorrerá de forma escalonada. De segunda-feira, 31, até quarta-feira, 2, serão vacinados os trabalhadores de 35 a 39 anos. Na segunda os nascidos entre janeiro e abril; na terça os que nasceram entre maio e agosto, e na quarta os nascidos entre setembro e dezembro.

Na quinta- feira, 3, será a vez dos trabalhadores de 30 a 34 anos que nasceram entre janeiro e junho, e na sexta-feira, 4, serão vacinados os educadores destas faixas etárias nascidos entre julho a dezembro. Já no sábado e domingo, dias 5 e 6, recebem a primeira dose os profissionais de 18 a 29 anos – no sábado os nascidos entre janeiro e junho, e no domingo os que nasceram entre julho e dezembro.

O mesmo esquema será adotado para os profissionais do transporte coletivo. Na segunda-feira, 31, serão vacinados os motoristas e cobradores de 35 a 39 anos que nasceram entre janeiro e junho, e terça-feira, 1º os nascidos entre julho e dezembro. Já na quarta-feira, 2, recebem a 1ª dose os trabalhadores de 30 a 34 anos, e, para finalizar, na quinta-feira, 3, os rodoviários de 18 a 29 anos.

Para este grupo, é necessário realizar cadastramento no portal “VacinAju” para emissão do código autorizativo. Também é preciso apresentar comprovante de vínculo com a instituição ou empresa na qual trabalha, RG, CPF e comprovante de residência. Com o código validado em mãos, os trabalhadores da Educação e do transporte público poderão se dirigir aos seguintes pontos: UBS Francisco Fonseca (bairro 18 do Forte); UBS Oswaldo de Souza (bairro Getúlio Vargas); UBS José Calumby (bairro Bugio); UBS Amélia Leite (bairro Suíssa); e Colégio CCPA (bairro Grageru).

150 mil vacinados

A Prefeitura de Aracaju vacinou 150.127 pessoas até esta quinta-feira, 27, o que representa 22,57% da população total do município e 29,21% dos residentes em Aracaju acima dos 18 anos. Até aqui, já foram imunizados idosos, profissionais de Saúde, pessoas com Síndrome de Down e Autismo, pessoas com comorbidades, profissionais de segurança pública, agentes de limpeza, pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sistema prisional, além dos profissionais da Educação e motoristas e cobradores do transporte público.

Fonte: AAN

Coronavac é eficaz contra variantes do coronavírus, diz estudo chinês


por Ana Bottallo | Folhapress

Coronavac é eficaz contra variantes do coronavírus, diz estudo chinês
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

A Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, é eficaz contra a maioria das variantes do coronavírus Sars-CoV-2 conhecidas e com potencial de maior preocupação, diz estudo conduzido na China.
 

Os anticorpos produzidos pela vacina foram capazes de bloquear igualmente a ação da forma ancestral do vírus chinesa e das variantes D614G (a primeira mutação a surgir do vírus), B.1.1.7 (britânica) e B.1.429 (californiana). No caso das variantes P.1 (de Manaus), B.1.351 (sul-africana) e B.1.526 (nova-iorquina), a vacina se mostrou eficaz, mas foram produzidos menos anticorpos neutralizantes, de um quarto a um quinto dos que foram detectados para as outras cepas.
 

O estudo foi publicado na forma de correspondência -um artigo breve, porém revisado por pares- na última edição da Lancet, uma das mais prestigiosas revistas científicas, na última quinta (27).
 

No Brasil, a Coronavac é produzida em uma parceria da empresa com o Instituto Butantan, em São Paulo, e ela responde por cerca de 6 em cada 10 doses de imunizante aplicadas no Brasil.
 

Para avaliar a medida de proteção conferida pelo fármaco, os pesquisadores colheram amostras de sangue de 93 profissionais de saúde saudáveis antes e depois de serem imunizados com as duas doses da Coronavac. As amostras do soro (porção do sangue contendo os anticorpos) foram testadas contra pseudovírus (réplicas artificiais do vírus) contendo as mutações de cada uma das formas do patógeno.
 

Como era de esperado, o sangue pré-vacinação não apresentou nenhum anticorpo neutralizante contra o Sars-CoV-2. Já entre as amostras dos indivíduos imunizados, 76% continham anticorpos capazes de neutralizar o vírus "selvagem" (ancestral).
 

Essa taxa, no entanto, caiu consideravelmente quando testado contra três das variantes, a P.1 (só 34% das amostras neutralizaram essa variante), nova-iorquina (26%) e sul-africana (5%). Segundo os autores, isso se deve à mutação E484K, comum a essas três variantes, que são conhecidas por reduzir significativamente a ação de anticorpos neutralizantes específicos contra essas variedades.
 

No entanto, é importante destacar que os anticorpos neutralizantes são apenas uma forma de proteção conferida por vacinas, e outras, como a imunidade celular, podem também atuar. Os autores afirmam que, assim como as vacinas de mRNA (RNA mensageiro, caso de Pfizer e Moderna), as vacinas de vírus inativado têm sido eficazes em proteger contra as formas do vírus em circulação, incluindo as VOCs (variantes que causam preocupação).
 

Quanto à variante P.1, embora a Coronavac tenha produzido menos anticorpos capazes de neutralizá-la, a proteção ainda assim se confirmou. Outros estudos, incluindo um desenvolvido por pesquisadores do Instituto Butantan, mostraram um potencial da vacina em proteger contra a variante de Manaus.
 

Outras vacinas em uso também apresentaram redução na capacidade de neutralização in vitro contra formas do vírus, mas, em estudos de eficácia na vida real (efetividade), todas as vacinas têm se mostrado eficazes em reduzir casos graves e óbitos da Covid, incluindo na África do Sul, onde a B.1.351 é predominante.
 

Como o estudo foi feito em laboratório, é importante continuar monitorando a ação das vacinas na população, especialmente nas regiões onde formas do vírus contendo a mutação E484K, como o Brasil, para avaliar a proteção da vacina.
 

Em Serrana, cidade do interior de São Paulo, um estudo conduzido pelo Instituto Butantan com o objetivo de avaliar a eficácia da Coronavac contra a variante P.1 já foi concluído. Os resultados devem ser apresentados nos próximos dias, segundo o diretor do instituto, Dimas Covas

Bahia Notícias

Feira: Principal suspeito pela morte de médico era amigo e colega de trabalho da vítima


Feira: Principal suspeito pela morte de médico era amigo e colega de trabalho da vítima
Foto: Reprodução / Aldo Matos - Acorda Cidade

O homem preso na tarde desta sexta-feira (28) em Feira de Santana, considerado o principal suspeito pela morte do médico Andrade Lopes Santana (relembre aqui aqui), era amigo da vítima de acordo com a polícia. O acusado, que também é médico, teve a prisão temporária decretada por 30 dias pela juíza titular da Vara do Júri de Feira de Santana após os investigadores suspeitarem do envolvimento dele.

 

Em entrevista ao site Acorda Cidade, o coordenador de Polícia Civil da 1ª Coorpin de Feira de Santana, delegado Roberto Leal, relatou que logo após o início às investigações sobre o desaparecimento do médico, a polícia percebeu que as informações prestadas pelo amigo da vítima, que chegou a receber os familiares de Andrade, não condiziam com os fatos.

 

“Inicialmente, no dia do desaparecimento e no dia seguinte, quando um colega de trabalho do médico compareceu à delegacia de polícia informando sobre o desaparecimento, as investigações foram iniciadas pela 1ª Coorpin e também pela Furtos e Roubos, e de imediato começou-se a perceber que as alegações prestadas pelo colega não estavam relacionadas corretamente com o que foi angariado durante as investigações preliminares. As investigações continuaram, e no dia 27, chegou-se a uma testemunha, que acabou relatando algumas informações que apontam para a participação dessa pessoa com o crime”, disse.

 

Ainda de acordo com o delegado, também no dia 27, as equipes de inteligência chegaram a um estabelecimento comercial onde se verificou que o acusado tinha comprado uma âncora, a mesma que foi encontrada amarrada ao corpo do médico (relembre). “Até o momento não conseguimos apontar corretamente a motivação para o fato. Em relação à venda da moto aquática, está descartada, principalmente pelos depoimentos coletados de amigos e outros colegas de Andrade, de que ele não veio a Feira de Santana para negociação desse Jet Sky. Ele veio justamente resolver uma pendência junto ao Exército para aquisição de uma arma de fogo”, relatou.

 

As investigações esperam concluir se o homicídio foi cometido pelo amigo da vítima, se ele teve auxílio de uma outra pessoa, ou se o crime foi cometido por um terceiro a mando do acusado. "Essas investigações estão sendo realizadas e é necessário que se mantenha sigilo pra não prejudicar o inquérito policial. A prisão temporária foi por homicídio qualificado, crime hediondo. A vítima e o autor eram amigos próximos e colegas de trabalho e haviam agendado um encontro para desfrutar de um momento de lazer no Rio Jacuípe, quando iriam andar de Jet Sky. Vamos aprofundar as investigações para saber se o médico chegou ou não ao local”, disse.

 

O suspeito foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica para exame de corpo delito. Ao retornar do DPT, ficará custodiado no Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho e, na segunda-feira, deverá ser levado ao presídio regional de Feira de Santana.

Bahia Noticias

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