sexta-feira, maio 28, 2021

Conforme avaliação dos leitores deste Blog, já houve tempo o suficiente para que os problemas do Hospital de Jeremoabo fosse melhor administrado.

 

Porque esse controle tão rigoroso de medicações e materiais? Porque são colocadas apenas quantidades tão pequenas para os profissionais trabalharem? E tem que constantemente estarem atrás de medicamento e material fazendo com que os mesmos se desgastem tanto durante um atendimento.
Porque é entregue apenas uma máscara para um profissional ficar as 24 horas sem poder trocar? Tem profissionais que até lavam para não irem para plantão sem a máscara porque a cota dela acabou.
A quantidade de medicação é tão pequena que acaba prejudicando o efetivo tratamento dos pacientes internados. Por exemplo, ficam internados para um tratamento com antibióticos e na vdd ficam sem receber esse tratamento durante dias, e o próprio paciente e acompanhantes não tem conhecimento.

Nota da redação deste Blog - O cidadão que enviou essa denúncia informou que melhor do que esse excesso de controle doentio que já se tornou uma psicose, deveriam controlar o dinheiro do COVID-19 que está sendo desviado para finalidades diferentes, cujo desvio está fazendo falta para aquisição de EPI, testes etc. 
Estamos diante de uma denúncia grave, diante de um ato criminoso, estão pondo em risco vidas, os vereadores tem por obrigação tomar uma providência.
Será que os vereadores tem culpa no cartório e estão com medo de cobrar atitudes e providências por parte do Ministério público?

*Governo adota medidas mais restritivas em 15 municípios do Nordeste do Estado*


Apenas os serviços essenciais devem funcionar em 15 municípios da região Nordeste da Bahia, a partir deste sábado (29). Fica determinada também a restrição de locomoção noturna das 19h às 5h. As medidas, que têm o objetivo de conter a disseminação da Covid-19 na região, foram publicadas em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (28).
As restrições valem até o dia 4 de junho, nos municípios de Adustina, Antas, Banzaê, Cícero Dantas, Cipó, Coronel João Sá, Fátima, Heliópolis, Nova Soure, Novo Triunfo, Olindina, Paripiranga, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal e Sítio do Quinto.
Nesses 15 municípios, fica proibida também a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery) ou em depósitos e distribuidoras, até as 5h de 4 de junho. Restaurantes, bares e congêneres poderão operar somente de portas fechadas, na modalidade de entrega em domicílio (delivery), até as 24h.
Já os estabelecimentos que funcionem como mercados poderão comercializar apenas gêneros alimentícios, bebidas não alcoólicas e produtos de limpeza e higiene, sendo vedada a venda de bebidas alcoólicas. Os estabelecimentos devem isolar seções, corredores e prateleiras nos quais estejam expostos os produtos não enquadrados como gêneros alimentícios ou produtos de limpeza e higiene.
A lotação máxima permitida em cada estabelecimento comercial, de serviços e financeiro, como mercados e afins, bancos e lotéricas, cujo funcionamento esteja autorizado, deverá ser definida em ato editado por cada Município, considerado o tamanho do espaço físico, com o objetivo de evitar aglomerações.
*SAC*
Ficam suspensas também as atividades presenciais nos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual não enquadrados como serviços públicos essenciais, devendo ser adotado o regime de trabalho remoto, de 29 maio até as 5h de 4 de junho. O decreto suspende ainda os atendimentos presenciais do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).
*Eventos proibidos*
Seguem proibidos, nos 15 municípios, os eventos e as atividades, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas. As festas e os shows permanecem suspensos em toda a Bahia.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Militar e da Polícia Civil, apoiará as medidas necessárias adotadas nos Municípios, em conjunto com guardas municipais. Os infratores podem ser autuados nos artigos 268 e 330 do Código Penal.



Foto Divulgação enviada por leitor do ZAP

Nota da redação deste Blog - Enquanto isso em Jeremoabo só mesmo  Jesus na causa, essa é a situação hoje (28.05), nas filas das agências bancárias em Jeremoabo.

No auge da pandemia, filas de banco se tornam foco potencial da Covid-19.

Além das aglomerações não é mantida uma distância de 1,5m a 2m das outras pessoas.

Cadê a fiscalização da Prefeitura de Jeremoabo?
Cadê a Vigilância Sanitária?
 Isso está acontecendo em Jeremoabo porque os cuidados tomados no início da pandemia caíram no esquecimento e especialmente no momento em que a cidade experimenta um período crítico de contaminações, as intermináveis filas se tornaram um ponto crítico para a disseminação do coronavírus.

Infelizmente só resta apelar mesmo para São João Batista, já que a situação em Jeremoabo é a pior possível, sem saúde, sem testes, sem medicamentos, sem médicos nos PSF`s, no entanto sobra desorganização, desrespeito as leis de trânsito, improbidades, malversação para com o dinheiro público, só não está faltando água porque choveu.

CPI CEGUEIRA DO POVO INCRÍVEL!

 https://diariobahia.com.br/cpi-cegueira-do-povo-incrivel/

CPI CEGUEIRA DO POVO INCRÍVEL!

 



CPI CEGUEIRA DO POVO INCRÍVEL!


Antonio Nines de Souza*: “Não tem brasileiro que não tenha conhecimento do descaso presidencial e do Ministério da Saúde”


Mesmo contra uma gama substancial da Câmara e Senado, estamos vendo o andamento da CPI da Covid-19 ao vivo, pela Tv Record, tendo a oportunidade de ouvir e ver, entre os componentes, aqueles beneficiados pelos acordos financeiros e do “toma lá dá cá”, mentirosamente, tentando a todo custo livrar a cara dos comprovados culpados do aumento substancial dos exagerados óbitos ocorridos no país, principalmente, na região amazônica!

Não tem brasileiro no país e no exterior que não tenha conhecimento do descaso presidencial e do Ministério da Saúde, com relação à desprezada atenção à Pfizer no ano passado, oferecendo 70 milhões de doses de vacina, começando as entregas em dezembro de 2020, e o governo não deu a mínima satisfação. Esse fato foi comprovado pelo presidente da Pfizer, através de vasta documentação!

Todos nós estamos cansados de saber, que o presidente nunca foi favorável à vacinação, chegando a falar na TV que quem se vacinasse deveria assinar um documento tirando a responsabilidade do governo. E que ele não se vacinaria, como até hoje não se vacinou, enquanto todos os chefes de estado do mundo inteiro se vacinaram, estimulando suas populações. Sem contar o seu descaso no início da pandemia, dizendo, debochadamente, que era uma “gripezinha”, quando o número de óbitos já era acentuado!

Desobedecendo as determinações científicas, inclusive da Organização Mundial da Saúde, provocou e provoca aglomerações constantes, não usando máscara e, veemente, contra os lockdown para minimizar as contaminações, fato que todos os países utilizam com excelentes resultados!

Absurdamente, comprou uma quantia substancial de “Cloroquina” e, sem base médica e científica, começou a recomendar abusivamente que todos os contagiados fossem curados com uma medicação específica para malária, com possibilidades de causar danos ao coração. Isso, mesmo depois da comprovação “mundial” de que o remédio é nocivo para a Covid-19 e suas variações!

Não podemos deixar de citar a tenebrosa falta de oxigênio, em todo o país, principalmente na região amazônica, que seu ex- ministro Pazuello confirmou na CPI, que se tivesse sido providenciado o oxigênio, teria evitado centenas de mortes. Aliado a isso, uma grande falta de medicamentos, como o super importante “kit de intubação” em todo o país, que inda hoje está faltando em todos os estados!

Os ousados ataques à China, que continuam sendo feitos pelo presidente e seus filhos, têm dificultado a remessa do IFA, produto vital para que a FIOCRUZ e BUTANTAN fabriquem as vacinas!

Lógico que tem muito mais coisas absurdas no comportamento do presidente, que somente se preocupa em se reeleger em 2022, inclusive, para mostrar serviço, vive inaugurando obras que já foram inauguradas, ou quase prontas em outros governos, porém, creio eu que são de conhecimento de todos, com a exclusividade dos seus seguidores fanatizados!

Se, como defesa, disserem que o governo mandou bilhões para os governadores, que sejam feitas fiscalizações rigorosas pelo governo e a Polícia Federal, e que, se encontrarem culpados que desviaram algum dinheiro, que sejam rigorosamente punidos. Mas, até agora, essa possibilidade consta somente como uma desculpa!

A CPI está em andamento, apurando rigorosamente as falhas do governo que, acintosamente, provocou e provoca um grande número de óbitos que poderiam ser minimizados!

Que o povo seja sensato, reflita imparcialmente, não torça os fatos dizendo que é esquerdismo, comunismo, Lulismo, etc., nossas observações não são partidárias, são de um brasileiro que está vendo, claramente, que estamos sendo mal administrados como nosso querido Brasil não merece!

 

*Escritor-Historiador-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

Diário Bahia

Lei com penas mais duras contra crimes cibernéticos é sancionada

 

O projeto altera o Código Penal e cria um agravante, com pena de reclusão de quatro a oito anos, para o crime de furto realizado com aparelhos informáticos

Lei com penas mais duras contra crimes cibernéticos é sancionada


Notícias ao Minuto Brasil

28/05/21 06:01 ‧ HÁ 4 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL

TECH INTERNET




presidente Jair Bolsonaro sancionou o Projeto de Lei nº 4.554/2020, que amplia penas por crimes de furto e estelionato praticados com o uso de dispositivos eletrônicos como celulares, computadores e tablets. O projeto altera o Código Penal e cria um agravante, com pena de reclusão de quatro a oito anos, para o crime de furto realizado com o uso desses aparelhos, estejam ou não conectados à internet, seja com violação de senhas, mecanismos de segurança ou com o uso de programas invasores. O texto foi aprovado no início do mês pelo Congresso Nacional e a sanção será publicada na edição desta sexta-feira (28) do Diário Oficial da União

A lei estabelece que, no crime de invasão de dispositivo informático previsto no Código Penal, tal penalidade passará a ser de reclusão, de um a quatro anos, e multa, aumentando-se a pena de um terço a dois terços se a invasão resultar em prejuízo econômico. Nessa circunstância, a pena aplicável era de detenção de três meses a um ano e multa. 

A medida determina também que, se da invasão resultar a obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas, assim definidas em lei, ou o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido, a pena passará a ser de reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Até então, a pena em vigor neste caso era de reclusão, de seis meses a dois anos, e multa. 

Se o crime for praticado contra idoso ou vulnerável, a pena aumenta de um terço ao dobro, considerando-se o resultado. E, se for praticado com o uso de servidor de informática mantido fora do país, o aumento da pena pode ir de um terço a dois terços.

No crime já existente de invadir aparelhos de informática para obter dados, modificá-los ou destrui-los, o projeto aumenta a pena de detenção de 3 meses a 1 ano para reclusão de 1 a 4 anos. A redação do tipo penal é alterada para definir que há crime mesmo se o usuário não for o titular do aparelho, condição comum no home office.

Com informações da Agência Brasil

https://www.noticiasaominuto.com.br/

Pelo Twitter, Paulo Câmara critica Bolsonaro: "condena à morte e à miséria milhares de pessoas"

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Polícia prende médicos que vendiam atestados para furar fila da vacina

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Ex-prefeito João Paulo, do Recife, é condenado a devolver mais de R$ 18 milhões por pagamentos de serviços não prestados pela consultoria Finatec

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Rejeição a governo Bolsonaro volta a bater recorde e agora chega a 59%, diz pesquisa

Publicado em 28 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Newton Silva (Arquivo Google)

Deu no Estado de Minas 

A rejeição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atingiu seu maior patamar. De acordo com pesquisa do PoderData feita de segunda-feira (24/5) até neste quarta-feira (26/5), a reprovação ao chefe do Executivo chegou aos 59% na última semana de maio, uma alta de 5% em relação com último levantamento, realizado entre os dias 10 e 12 deste mês.

O percentual atual é o maior desde o fim de março, quando a rejeição chegou aos mesmos 59% dos entrevistados. De acordo com os dados, 35% dos entrevistados aprovam o governo do presidente, caindo um ponto percentual com relação à última pesquisa. E 6% não souberam avaliar a atuação da gestão federal, 4% a menos que a pesquisa do início do mês.

APÓS A CPI – Esse levantamento foi o primeiro realizado depois do início dos depoimentos na CPI da Covid, que investiga as ações e omissões do governo federal durante a pandemia.

A pesquisa do PoderData mostrou também que 55% dos entrevistados consideram o governo como ruim ou péssimo. Na última pesquisa, eram 51% dos brasileiros. Por outro lado, 28% apontam que a atuação do presidente Bolsonaro foi ótima ou boa (o mesmo percentual da última pesquisa, enquanto o total de entrevistados que consideram a atuação como regular caiu de 19% para 13%. Ainda há 4% que não souberam avaliar.

Foram 2.500 entrevistas em 462 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Supremo anula a delação de Cabral para Dias Toffoli escapar de ser investigado

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Ao denunciar Toffoli, Cabral inviabilizou sua delação

Pedro Ícaro e João Vitor Tavarez
Correio Braziliense

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para anular o acordo de colaboração premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, com a Polícia Federal. O placar foi de 7 a 4.

O acordo entre Cabral e a Polícia Federal foi homologado em 14 de maio pelo ministro Edson Fachin, apesar de manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR recorreu da decisão, sob alegação de que parte dos valores recebidos pelo colaborador teria sido ocultada, além de questionar a justa causa para a concessão do benefício.

RECEBER BENEFÍCIOS – A divergência refere-se à possibilidade de Sérgio Cabral — condenado a mais de 300 anos de reclusão envolvendo crimes investigados pela Operação Lava Jato — receber benefícios em troca de sua colaboração com o Estado.

A discussão voltou à tona no STF após Cabral denunciar, aos investigadores da Polícia Federal, um pagamento de R$ 4 milhões ao ministro Dias Toffoli, quando ele integrava o Tribunal Superior Eleitoral, pela venda de decisões judiciais favoráveis a dois prefeitos do RJ.

O cerne da discussão é a autonomia da Polícia Federal para fechar acordos de colaboração premiada sem o crivo do Ministério Público Federal (MPF). O STF concedeu tal prerrogativa à PF, em 2018, com placar de 10 a 1. Apesar de a maioria dos ministros votarem contra a delação de Cabral, não há consenso no colegiado acerca do benefício ofertado à PF.

QUEM VOTOU  – Os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Kássio Nunes Marques, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Dias Toffoli votaram para anular a delação do ex-governador do Rio. Fachin, apesar de homologar o acordo de Cabral com a PF, foi contrário ao acordo.

“Sendo assim, como o acordo de colaboração, tal qual o concebo, pressupõe transação e, portanto, disposição de interesse constitucionalmente afeto às atribuições exclusivas do Ministério Público, entendo inconstitucional compreensão que permite às autoridades policiais, em nome do Estado, dispor desses interesses”, escreveu Fachin.

Gilmar Mendes, em sua justificativa, considerou sem efeito a delação de Cabral, mas ao contrário de Fachin, defendeu a reforma da decisão que possibilitou a colaboração premiada do ex-governador.

ALEGOU GILMAR – “O resultado desse processo mostra que as narrativas do colaborador e o seu acordo em si revelaram-se absolutamente imprestáveis para a persecução criminal. As estratégias do colaborador voltadas ao constrangimento dos órgãos de persecução criminal e deste próprio Tribunal tinham como finalidade não a elucidação da verdade material, mas sim a profusão de narrativas falsas como combustível da sua aventura em busca de liberdade a qualquer custo”, comentou Gilmar Mendes.

Já os ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio, Rosa Weber e Carmen Lúcia votaram contra a tentativa da PGR impedir a homologação do acordo de delação.

“Apenas cumpre apreciar os aspectos formais, sem adentrar o conteúdo do acordado. No caso, as formalidades legais, consideradas a espontaneidade, a voluntariedade e a legalidade do ajuste, foram atendidas”, avaliou o decano Marco Aurélio Mello.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, prevaleceu o corporativismo, e os ministros, mais uma vez, livraram a cara do companheiro Dias Toffoli, aquele que recebia R$ 100 mil mensais do escritório de advocacia da própria mulher, Roberta Rangel, sem declarar à Receita Federal. Tente fazer o mesmo e depois me conte. (C.N.)

Convocação de governadores pela CPI aumentará as críticas a Bolsonaro


Charge do Amarildo (agazeta.com.br)

Pedro do Coutto

Julia Chaib e Renato Machado, Folha de São Paulo, e Natália Portinari e João Paulo Saconi, O Globo, em reportagens publicadas nesta quinta-feira, colocam em destaque a decisão da CPI da Covi-19 sobre a convocação de governadores para depor a respeito das ações de enfrentamento à pandemia, fato que invés de reduzir as críticas ao governo Jair Bolsonaro, irão, na realidade, ampliá-las.

Impressionante como a articulação política do Planalto não percebeu este aspecto da questão que considerava os depoimentos de governadores essenciais para deslocar a atenção da opinião pública para situações estaduais e, com isso, descomprimir o governo federal. Nada disso aconteceu. A própria CPI acolheu essa proposta por sentir, é claro, que o panorama da crise causada pela pandemia vai se tornar mais denso em relação à Brasília.

REPASSES – A maioria da CPI tinha vacilado a respeito da proposta do Planalto, porém percebeu que a presença dos governadores depondo iria acentuar a dimensão das investigações, estendendo-as aos repasses feitos pelo ministro Paulo Guedes para os estados. O governo não contava com esse aspecto e, por isso, tentava diluir as responsabilidades, deslocando-as do foco presidencial para os focos estaduais e até municipais. O comando da CPI sentiu que , de fato, a convocação de governadores abrirá mais espaço na imprensa na cobertura das versões daqueles que são chamados a depor.

Quanto aos prefeitos, parece que não haverá a mesma disposição. Afinal, o país tem 5600 municípios e seria uma perda de tempo convocar a maioria deles, impossibilitando os trabalhos de investigações. Já os governadores são 27, dos quais 14 já foram listados. Nessa etapa, vão surgir também as reclamações que governadores estão prontos a fazer contra a orientação do Ministério da Saúde, envolvendo inclusive a remessa de doses da cloroquina. O governo formou uma situação desfavorável e a essa altura deve estar com vontade de não ter feito a proposta.

O caminho agora é favorável aos que investigam as ações do Planalto. Portanto, verifica-se que houve um erro de avaliação no gabinete político da Presidência da República, e que isso aumentará pressões mais abrangentes. Governadores da oposição devem proporcionar bons momentos à CPI, sobretudo ao que refere às perguntas a serem respondidas.

SALLES E O MEIO AMBIENTE – No outro lado da defesa do meio ambiente, os problemas do Planalto são muitos, pois a cada dia surgem novas revelações contrárias ao ministro Ricardo Salles, que foi considerado um ministro de atuação excepcional por Bolsonaro.

Sob esse ângulo, o presidente da República se isolou da opinião predominante no país e até no exterior sobre o atual ministro que deveria ser do Meio Ambiente. As questões envolvendo Ricardo Salles a cada dia contribuem para reduzir a popularidade e aprovação de Bolsonaro, gerando ainda mais obstáculos para a sua pretendida reeleição no próximo ano.


General Mourão esquece o próprio passado e insiste em defender a punição de Pazuello

Publicado em 28 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

O vice-presidente Hamilton Mourão

Mourão infringiu as regras duas vez e não foi punido

Deu em O Globo

Ao falar sobre a possível punição ao general Eduardo Pazuello por ter participado de uma manifestação com o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a aplicação da regra é necessária para evitar que “a anarquia se instaure” nos quartéis.

Mourão minimizou a possibilidade de que o ex-ministro da Saúde escape de uma punição se o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, assim definir. O presidente Jair Bolsonaro, entretanto, pode reverter uma eventual advertência ou punição.

PASSAR PARA A RESERVA – No início da semana, o vice-presidente já tinha sugerido a passagem de Pazuello para a reserva das Forças Armadas. Apesar de ter ocupado um cargo no governo Bolsonaro, Pazuello não passou para a reserva, como foi feito por outros generais do governo.

Mourão também descartou a possibilidade de que o Exército entenda que Pazuello não descumpriu o regulamento disciplinar por ter sido autorizado pelo presidente a participar do ato.

“Esse é um entendimento meio canhestro da coisa, não funciona dessa forma” — disse o vice-presidente.

SEM ANARQUIA — “A regra tem que ser aplicada para se evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças. Assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é. Então cada um tem que permanecer dentro da linha que as Forças Armadas tem que adotar. As Forças Armadas são apartidárias, elas não tem partido. O partido das Forças Armadas é o Brasil” — afirmou Mourão.

É o presidente Jair Bolsonaro que vai decidir o destino de Pazuello com o comandante do Exército e o ministro da Defesa, Braga Netto.

Nesta quinta, o presidente esteve com os dois em agenda em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde afirmou que espera que não seja necessário que as Forças Armadas tenham que agir “dentro das quatro linhas da Constituição Federal”, em referência às medidas de isolamento social promovidas por prefeitos e governadores.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
 O vice-presidente Mourão não tem a menor moral para comentar a situação de Pazuello e defender a punição do general. Deveria ter mais pudor e evitar o assunto. Quando ainda estava na ativa, em 2015 e 2917 agiu de maneira muito pior do que Pazuello, defendendo o torturador e assassino Brilhante Ustra e ameaçando o país com uma nova intervenção militar. Mesmo assim, não foi punido. A memória de Mourão deve estar falhando, digamos assim, em respeito à sua idade. No entanto, sou bem mais velho do que Mourão e lembro muito bem o que ele fez no verão passado, como se diz atualmente. (C.N.)


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