quarta-feira, abril 14, 2021

A mitomania se torna método e estilo de governo, no padrão de Jair Bolsonaro


Dia da Mentira - Dia do BolsonaroEduardo Affonso  O Globo    /    Charge do Beto (Humor Político)

No começo de 2020, o presidente da República sugeriu aos jornalistas: “Sigam o exemplo do governo; adotem o lema João 8:32”. O versículo (“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”) tinha aparecido, um ano antes (em grego, com legenda em português), no discurso de posse de um agora ex-ministro. A patacoada toda, que incluía citações em latim e tupi, girava em torno de um mito: “O presidente Bolsonaro está libertando o Brasil, por meio da verdade”.

Só faltou ser criado, como em “1984”, um Ministério da Verdade para garantir que, de 2019 em diante, houvesse o primado de um tipo particular de mentira: a que se quer validar, por obra da alquimia da repetição.

(“Mentem / de corpo e alma, completamente. / E mentem de maneira tão pungente / que acho que mentem sinceramente.”)

— Convoco cada um dos congressistas para me ajudarem [sic] na missão de restaurar e de reerguer nossa pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica, disse o presidente que se empenharia em boicotar o combate à corrupção, flertar com a irresponsabilidade fiscal e praticar o servilismo ideológico (a persistir alguma dúvida, Donald Trump deverá ser consultado).

— Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão, disse o presidente que mais investiu na intolerância e no aprofundamento do fosso cavado por um antecessor.

(“Mentem e calam. Mas suas frases / falam. E desfilam de tal modo nuas / que mesmo um cego pode ver /a verdade em trapos pelas ruas.” )

— Somos incansáveis na luta contra o coronavírus, disse o presidente que ainda não se cansou de negar ou minimizar a pandemia.

— Solidarizo-me com todos aqueles que tiveram perdas em sua família, disse o presidente que não é coveiro. O que compraria “qualquer vacina” aprovada pela Anvisa (“da China, nós não compraremos”).

— Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, disse o presidente que comemora golpe de Estado, sonha com atos institucionais, suspira por um estado de sítio. (“Mas não se chega à verdade / pela mentira, nem à democracia /pela ditadura.”)

— Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou o Estado ineficiente e corrupto, gabou-se o presidente que militarizou o poder e acaba de barganhar parte dele com a ala mais fisiológica do Congresso, que mais tem contribuído para a ineficiência e a corrupção do Estado.

(“Mentem como a careca / mente ao pente, / mentem como a dentadura / mente ao dente, / mentem como a carroça / à besta em frente.”)

Mentiras e feiquenils (melhor aportuguesar; já são de casa) fazem parte do kit desinformação, com as bravatas, as ameaças, os “se colar, colou”. “O presidente está libertando o Brasil, por meio da verdade” é novilíngua, parte da mitomania que sustenta o mito.

(…) mente, mente, mente. / E de tanto mentir tão brava/mente / constroem um país / de mentira /—diária/mente”. (Affonso Romano de Sant’Anna, mais atual que em 1980).

Militares deram força para eleger Bolsonaro e agora vão assistir ao impeachment dele


DITADURA NO DNA – Contra o Vento

Charge do Duke (Jornal O Tempo)

Carlos Newton

Com o passar do tempo e as consequentes inconfidências provocadas pela vaidade dos participantes, vai ficando cada vez mais claro que os militares foram decisivos para eleger Jair Bolsonaro, depois ajudaram-no a montar seu governo, foram beneficiados com generosos aumentos salariais e preservação de privilégios previdenciários, mas agora, quando está comprovado que deu tudo errado e o presidente paramilitar é um estrupício, a cúpula das Forças Armadas simplesmente tenta se livrar da responsabilidade.

Pode-se dizer, sem medo de errar, que Bolsonaro não conseguiria vencer a eleição se não houvesse o atentado a faca e se os militares não tivessem apoiado abertamente sua candidatura, levando muitos civis a também votar nele.

DEU TUDO ERRADO – Desde o início, ficou evidente que o governo não daria certo, devido à interferência dos três filhos trapalhões e do ridículo guru virginiano Olavo de Carvalho. O temperamento de Bolsonaro também não ajudava, porque ele se transformou num misto de vaidade e ignorância. Meteu na cabeça que era comandante-em-chefe da Forças Armadas para o que der e vier, sem entender que isso só ocorre em situações especiais, previstas na Constituição.

Essas contradições não tinham grande peso nos Altos-Comandos, porque o presidente agradou aos militares o máximo que podia, mantendo seus privilégios previdenciários, elevando soldos e gratificações, autorizando renovação de equipamentos, um verdadeiro festival, além de contratar cerca de 6 mil oficiais da ativa e da reserva, dobrando seus salários generosamente.

Agora, não há mais benesses a receber e os militares enfim se compenetraram de que Bolsonaro não tem a menor condição de ser presidente.

“FICARÁ ENTRE NÓS” – Não adianta tentar fugir da responsabilidade. No início do governo, ao dar posse ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, Bolsonaro se dirigiu ao comandante do Exército e agradeceu: “General Villas Bôas, o que já conversamos ficará entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”.

Villa Bôas realmente foi decisivo para eleger Bolsonaro. Em 3 de abril de 2018, véspera do julgamento do habeas corpus para soltar Lula da Silva, o comandante publicou em sua conta no Twitter: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”

Depois, em entrevista à Folha, confirmou que pretendia “intervir” caso o Supremo concedesse o recurso. “Temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo. É melhor prevenir do que remediar”, justificou.

OLHAR DE PAISAGEM – A crise não é só a pandemia. O país vive em caos permanente, por causa do governo Bolsonaro, e os generais fazem cara de paisagem, como se diz hoje em dia.

Fingem que nada têm a ver com os dramas nacionais, deixam a Petrobras ser fatiada criminosamente, todos os problemas são apenas dos civis, porque os militares se tornaram mais uma classe privilegiada, que vem se somar aos magistrados, parlamentares e membros da elite da nomenklatura. O resto que se dane.

Agora, o pesadelo vai acabar. A decisão da ministra Cármen Lúcia, nesta terça-feira, levará o Supremo a votar a abertura de processo contra Bolsonaro, por genocídio de indígenas. Se o pedido for aprovado, o procurador-geral Augusto Aras terá de concretizar a denúncia e Bolsonaro será processado pelo Supremo, que o afastará do cargo por 180 dias, conforme está determinado na Constituição.

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P.S. – É claro que os “juristas” do Planalto vão apresentar outra interpretação, alegando que o afastamento do presidente terá de ser autorizado pela Câmara, mas o Supremo logo esclarecerá o assunto. O vice Hamilton Mourão nem precisa encomendar o terno da posse, porque não haverá cerimônia, a
 transmissão é automática.. (C.N.)

Rodrigo Maia diz que a CPI vai abrir caminho para impeachment de Bolsonaro


TRIBUNA DA INTERNET | Impasse na Câmara impede avanço de PEC que legaliza prisão em segunda instância

Charge do Paixão (Charge Online)

Ingrid Soares e Israel Medeiros
Correio Braziliense

Caso o presidente Jair Bolsonaro sancione o Orçamento da União deste ano da forma como está, pode ficar inelegível. O alerta é do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que, enquanto esteve à frente das Câmara não se furtava em antagonizar com o chefe do Palácio do Planalto. Da mesma forma, jamais poupou crítica ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para ele “vaidoso”, “pouco aplicado” e em busca de protagonismo. Mas, apesar das diferenças, concorda que é preciso respeitar o teto de gastos.

Maia salienta que, enquanto presidiu a Casa, não percebeu clima para o impeachment de Bolsonaro, mas tais condições podem vir com a CPI da Covid, Aliás, sobre a pandemia, o deputado é enfático: o presidente não mudará sua postura em relação à crise sanitária, apesar da criação do comitê de acompanhamento da pandemia.

Qual sua opinião sobre a possibilidade de desmembramento do Ministério da Economia?
Esta é uma decisão que cabe ao presidente.

Como fica a credibilidade de Guedes com o mercado financeiro?
Já acabou a credibilidade dos dois.

Como diferencia os problemas que o senhor teve com o Ministério da Economia dos problemas entre a pasta e o Centrão? Qual é o problema no momento? Os deputados ou Guedes e equipe?
Paulo Guedes é vaidoso e não aceita outra pessoa no protagonismo da agenda. Além disso, é pouco aplicado e promete coisas que não pode entregar. Apesar disso, eu nunca deixei de defender o que acredito, mesmo que, muitas vezes, isso o tenha fortalecido. Acho um erro o Congresso pressionar o governo pelo Orçamento com tantos problemas. Tem que ter responsabilidade com o respeito às leis.

Como avalia esse embate do Orçamento?
Bolsonaro pode incorrer em crime de responsabilidade fiscal ou ficar inelegível. É muito grave sancionar.

Qual seria a saída para mais esse desgaste?
Precisa cumprir a Constituição e as leis.

Como avalia a relação entre o presidente e o Centrão? A tendência desse relacionamento é ir por água abaixo?
O Centrão tem uma forma de atuação diferente. Sempre coloca muita pressão no governo.

Como analisa a nova crise aberta entre o Executivo e o Judiciário por causa da CPI da Covid?
O presidente sempre testa o limite das instituições. Felizmente, tem sido derrotado.

Em algum momento, o senhor pensou em aceitar algum pedido de impeachment contra Bolsonaro?
Não, não existia ambiente.

E acha que hoje há motivos suficientes para abrir processo de impeachment?
Há, sim, um caminho, que poderá ser confirmado pela CPI.

O país contabiliza mais de 350 mil mortes por covid-19. Acha que a criação do comitê de combate dos Três Poderes à doença surtirá efeito?
Infelizmente, o presidente não respeita o próprio comitê.

O presidente continua defendendo tratamento precoce e contra o lockdown…
Nada vai mudar. 

Ao ameaçar ‘dar porrada’ no senador Randolfe, o presidente se mostrou despreparado e desequilibrado


Disposição de Bolsonaro é incompatível com o cargo que ocupa

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro revelou encontrar-se completamente descontrolado, pois tornou público, na gravação divulgada pelo senador Jorge Kajuru, estar disposto a uma luta física com o senador Randolfe Rodrigues, autor do requerimento de criação da CPI da Covid-19 para investigar a atuação do Ministério da Saúde no combate à pandemia.

O presidente da República em sã consciência não poderia desafiar ninguém para uma briga de rua, sobretudo porque tal disposição é incompatível com o cargo que ele ocupa. Bolsonaro revelou também estar fora da razão lógica quando investe contra o Supremo e pediu a Kajuru que consiga abrir um processo de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso.

PLACAR – O ataque de Bolsonaro a Barroso só pode levar o Supremo a acompanhar integralmente a liminar que determinou a instalação da CPI no Senado. Dos 11 ministros, a meu ver, o placar da votação marcada para hoje deverá ser de 10 votos a um em favor do despacho de Barroso.

Isso porque, provavelmente, o ministro Nunes Marques votará em contrário, em face de seu relacionamento com o Planalto. Entretanto, se votar assim, Nunes Marques terá criado para si um ambiente difícil na Corte Suprema do país. Mas essa é outra questão.

CANDIDATURA – Pessoalmente, tenho dúvida se Bolsonaro será até candidato, pois dificilmente, no grau de exacerbação em que se encontra e em consequência dos erros que comete em série, ele poderá completar o seu mandato.  Nenhuma atmosfera de tensão permanente deve se prolongar ao longo de 20 meses. Uma ruptura ocorrerá muito antes deste prazo se esgotar.

A confusão que se criou em torno do Orçamento e das emendas dos senadores e deputados está ganhando cada vez mais corpo, dificultando uma solução sobre o problema.

GUEDES ESTÁ PERDIDO – O ministro Paulo Guedes, parece perdido no meio da onda. Preocupado com a questão do teto das verbas, está tentando conseguir, sem sucesso, uma saída para um problema insolúvel. Os deputados e senadores não abrirão mão de suas emendas, está claro. O teto da Lei de Orçamento é apenas uma visão teórica das finanças do país.  

Não adianta utilizar cálculos matemáticos para recursos financeiros que não existem. Com teto ou sem teto, o fato é que a balburdia se generalizou no Planalto. O próprio Guedes encontra-se às tontas em seu conflito com os presidentes do Senador e da Câmara, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.

RENDA PER CAPITA – Enquanto isso, reportagem de Eduardo Cucolo, Folha de São Paulo, revela que o Brasil caiu sensivelmente em matéria de renda per capita no mundo. No momento, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, o nosso país encontra-se na posição 85 de um total de 130 nações.

A renda per capita é o resultado da divisão do PIB (R$ 6,6 trilhões) pelo número de habitantes, cerca de 210 milhões de brasileiros e brasileiras. A renda per capita do Brasil só pode cair, pois a população não para de crescer na base de 1% ao ano, enquanto o PIB, de acordo com o mesmo FMI, recuou 3% no ano passado.  

A renda per capita não representa a questão da distribuição de renda. Esta segunda face é a mais complicada do problema em função do congelamento dos salários e da subida dos preços. Não há nenhuma hipótese de que com os salários congelados, a distribuição de renda avance. E sem salários também, o consumo não pode crescer.

PETROBRAS – Matéria de Bruno Rosa, O Globo de terça-feira, assinala que na reunião de acionistas da Petrobras realizada na última segunda-feira, o indicado de Bolsonaro à Presidência, general Silva e Luna, teve 42% dos votos contrários e 58% dos votos favoráveis. A informação é também de Lauro Jardim em sua coluna no O Globo. Vejam só: a União, principal acionista da Petrobras, claro votou em Silva Luna que substituiu Roberto Castello Branco, no que foi acompanhada pelo BNDES.

O maior acionista privado da estatal, o banqueiro Juca Abdalla não participou do processo de votação, enquanto os representantes do Fundo de Pensão e Aposentadoria Complementar do Banco do Brasil e da Caixa Econômica e da Previ se abstiveram.

O resultado não deixa de ser uma derrota para o governo, uma vez que nunca houve uma abstenção e uma rejeição no que se refere à eleição do presidente da estatal nesse nível de 42%. Também, digo, nunca houve um presidente da República como Jair Bolsonaro.

DERROTA NO SENADO – O senador Rodrigo Pacheco revelou no fim da tarde de ontem sua decisão quanto à CPI requerida pelo senador Randolfe Rodrigues para investigar a atuação do Ministério da Saúde no enfrentamento à pandemia.

Cumpriu exatamente o despacho do ministro Barroso, do STF, e apenas acrescentou que a CPI também poderá apurar eventuais irregularidades em estados e municípios, conforme proposta do senador Eduardo Girão, desde que “limitado às fiscalizações de recursos da União repassados aos demais entes federados para combate da pandemia”.

 Assim, Rodrigo Pacheco rejeitou a possibilidade de a CPI ouvir governadores e prefeitos, como desejava o presidente Jair Bolsonaro. O desfecho deverá ser mantido na tarde de hoje pelo Pleno do STF. Bolsonaro está acumulando derrotas em série e perdendo a própria capacidade política de seu governo.

Na sessão da Câmara de vereadores ontem (13.04), o edil Neguilnho de Lié ensinou a secretária de saúde, que " vida é mais importante do que dinheiro".

 Na sessão de ontem o que chamou-me atenção foi a observação do vereador Neguinho de Lié a respeito do dinheiro depositado no Banco que não está sendo usado para salvar vidas, quando a Secretária de Saúde sempre querendo justificar o injustificável alegava o futuro, e num desses futuros tentou justificar com compras de vacinas aderida pelo município.

Em primeiro lugar quero dizer que o futuro a Deus pertence, portanto, é obrigação do gestor trabalhar no hoje e não guardando dinheiro prevendo o que irá acontecer no futuro,e o povo adoecendo e morrendo. 

Justificar que está poupando dinheiro prevendo compra de vacinas e expondo vidas não justifica, já que " os custos para a formação legal do consórcio público serão pagos pela FNP.

Porém para que o povo de Jeremoabo entenda, transcrevo as palavras do  presidente da FNP " afirmou que a primeira opção é usar recursos do governo federal para compra de vacinas, mas transferências de verbas por organismos internacionais, participação da iniciativa privada ou mesmo a compra via cota dos municípios serão discutidas.

"Temos a palavra do ministro de que não faltaria dinheiro para a compra de vacinas. Se conseguirmos os recursos do governo federal, todas vão para o Programa Nacional de Imunização (PNI). Se não, os municípios que entrarem com cota de participação receberão doses proporcionais ao investimento que fizeram", disse Donizette.

terça-feira, abril 13, 2021

Ministra pede que STF julgue queixa contra Bolsonaro e abre caminho do impeachment

Publicado em 13 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge da Pryscila (Arquivo Google)

Renato Souza
Correio Braziliense

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que seja levado ao plenário da Corte uma queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro pela acusação de genocídio dos povos indígenas durante a pandemia de covid-19.

Os ministros devem avaliar se a Procuradoria Geral da República (PGR) deve abrir inquérito para investigar o caso.

VETO PRESIDENCIAL – De acordo com o pedido protocolado no Supremo, o presidente vetou um trecho da lei de assistência aos povos indígenas que previa o fornecimento de água potável e insumos médicos as comunidades tradicionais em meio ao avanço da covid-19 no país. A queixa-crime também acusa o presidente de genocídio por se omitir das ações de combate à pandemia em relação a população em geral.

A Procuradoria-Geral da República inicialmente se manifestou contra a abertura de investigação. Na avaliação do procurador-geral Augusto Aras, o presidente agiu de acordo com a Constituição ao vetar o envio de insumos médicos aos indígenas, pois não havia recurso destinado para custear a compra do material.

“DEVER DO JUDICIÁRIO” – Na ação, o advogado André Barros, representado pelo defensor Max Telesca, pede que o presidente seja investigado e punido por atuar pela disseminação do vírus em território nacional.

“O presidente da República buscou, de maneira concreta, que a população saísse às ruas, como de fato saiu, para que contraísse rapidamente a doença, sob a falsa informação da imunização de rebanho”, disse o defensor.

Sustentou ainda que é dever do Poder Judiciário atuar para punir os mal feitos. “Se o STF acatar o arquivamento, serão fechadas as portas do Judiciário para a apuração deste genocídio contra o povo brasileiro”, aponta a petição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A reportagem está equivocada, por falha na informação transmitida ao excelente repórter Renato Souza, da Editoria de Política do Correio Braziliense. A informação certa é a seguinte: os ministros do Supremo vão decidir se a Procuradoria Geral da República deve apresentar denúncia para que o presidente seja processado. Se a decisão for favorável, Aras terá de concretizar a denúncia e Bolsonaro será processado pelo Supremo, que o afastará do cargo por 180 dias, conforme está determinado na Constituição. Os “juristas” do Planalto vão apresentar outra interpretação, é claro, dizendo que a Câmara terá de autorizar o afastamento, e isso vai dar uma briga muito boa. Na minha visão jurídica, o impeachment de Bolsonaro acaba de começar, mas ainda não contaram a ele(C.N.)

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