segunda-feira, setembro 28, 2020

Prefeito e vice-prefeito de Agrestina são presos durante operação da Polícia Federal

 

Por G1 Caruaru

 


Polícia Federal deflagra operação na prefeitura de Agrestina
00:00/10:17

Polícia Federal deflagra operação na prefeitura de Agrestina

O prefeito de Agrestina, Thiago Nunes, do partido MDB, e o vice-prefeito, Zito da Barra (MDB), foram presos durante uma operação da Polícia Federal. A apreensão aconteceu na casa de Thiago Nunes na manhã desta quinta-feira (10). Em seguida, os políticos foram levados para a Delegacia da PF em Caruaru, para prestar esclarecimentos. O vice-prefeito se sentiu mal e foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Cofre da casa do prefeito de Agrestina — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Cofre da casa do prefeito de Agrestina — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Por meio da assessoria, os advogados dos políticos disseram que Thiago Nunes e Zito da Barra foram apenas prestar esclarecimentos para polícia, e que não houve prisão.

De acordo com a Polícia Federal, os outros três presos dentro da terceira fase da Operação Pescaria são um funcionário da prefeitura de Agrestina, e dois empresários que estavam envolvidos no esquema criminoso. Os nomes não serão revelados. Uma quantia de R$ 110 mil foi encontrada dentro de um cofre na casa de um dos suspeitos.


Casa do prefeito de Agrestina — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Casa do prefeito de Agrestina — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A PF está cumprindo mandado de busca e apreensão de documentos na Prefeitura de Agrestina, no Agreste de Pernambuco. Essa é a terceira fase da Operação Pescaria, com o propósito de dar continuidade às ações repressivas iniciadas no ano de 2018 para desarticular uma Organização Criminosa especializada no desvio de recursos públicos.

As duas fases que antecederam a Operação Pescaria 3 foram deflagradas respectivamente em fevereiro e março de 2019. Os crimes investigados na atual fase da operação são de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A defesa do prefeito Thiago Nunes emitiu uma nota dizendo que não vai comentar o caso em detalhes. "O escritório Rigueira, Amorim, Caribé, Caúla & Leitão, que patrocina a defesa do prefeito de Agrestina/PE, Thiago Nunes, informa que ainda não obteve acesso aos autos da investigação em trâmite perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Por este motivo, reserva-se a não se pronunciar, por enquanto, sobre o caso em específico, antecipando apenas que entende a prisão preventiva do prefeito como medida desproporcional, já que o prefeito nunca havia sido intimado para prestar qualquer esclarecimento no interesse da investigação".

https://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2020/09/10/prefeito-e-vice-prefeito-de-agrestina-sao-presos-durante-operacao-da-policia-federal.ghtml

Não se chega a lugar algum com a estratégia de colocar no presidente Bolsonaro a culpa de tudo


Tribuna do Norte - Comportamento de Bolsonaro perante a mídia é tema da  charge de Brum

Charge do Brum (Tribuna do Norte)

J. R. Guzzo
Estadão

É um dos fenômenos mais curiosos que a vida pública brasileira tem para apresentar no presente momento. A vida passa, o mundo gira, o homem trabalha para montar uma colônia em Marte – e o Brasil, com seus 220 milhões de habitantes, 33 partidos diferentes e cerca de 65 mil cargos públicos preenchidos por meio de eleições livres, tem hoje um político só: o presidente Jair Bolsonaro.

Não é que esteja isolado – é que não se fala de ninguém mais, e com isso ele acabou ficando sem concorrentes, ou sem concorrentes realmente capazes de concorrer a alguma coisa.

É ATENÇÃO DEMAIS – Nenhum presidente da República, por mais importante que seja, e por mais pecados que cometa ou méritos que possa ter, merece tanta atenção desse jeito. Mas aí é que está: é o que temos no momento. Bolsonaro, mais Bolsonaro e só Bolsonaro.

O presidente deve a sua posição de Rei da Cocada Preta exclusivamente ao conjunto da obra de seus adversários políticos de todas as naturezas; foram eles, e ninguém mais, que o colocaram lá. É simples. Há mais de dois anos, antes mesmo de Bolsonaro entrar no Palácio do Planalto, concentram toda a sua energia, a sua atividade mental e o seu tempo em falar mal dele; não mudam de ideia e não mudam de assunto.

É algo parecido ao que os clínicos de psiquiatria chamariam de “comportamento obsessivo”. Tudo bem, mas o resultado desse estilo de ação política é que não existe no momento ninguém dizendo à população o que, na prática, iria fazer de diferente do que o governo Bolsonaro tem feito desde a sua posse.

SEM CONCORRENTES – Há um candidato de verdade para substituí-lo nas próximas eleições presidenciais? Isso aí, então, nem pensar. Se os adversários colocam 100% dos seus esforços em dizer que o presidente é um horror, mas não têm nenhuma sugestão coerente sobre o que fazer a respeito, o que sobra, na vida política real, é Bolsonaro.

Não adianta nada, como a oposição faz o tempo todo, ficar dizendo: “Qualquer um, menos Bolsonaro”. É indispensável que esse “um” apareça; se não aparecer, ele continua jogando a partida sem a presença do outro time no campo.

Também não se chega a lugar nenhum com a estratégia de colocar no presidente a culpa de tudo. Os 170 mil mortos da covid-19? Foi Bolsonaro quem matou. Incêndio no Pantanal? Desmatamento da Amazônia? Desemprego? Agrotóxicos? Culpa dele.

ANTES ERA O MALUF – É como nos tempos em que tudo, do ovo frito ao sistema solar, era “obra de Maluf” – quanto mais se fala, menos as pessoas realmente acreditam no que está sendo falado. O fato é que nunca o presidente apanhou tanto como hoje, e nunca a sua aprovação popular esteve tão alta – 40% dos brasileiros acham que o seu governo é ótimo ou bom, segundo a última pesquisa do Ibope. Pesquisas de opinião, como as salsichas, são coisas de conteúdo duvidoso; mas se são levadas a sério quando falam mal, a mesma regra deve valer quando falam bem.

Algo deve estar errado com o Brasil quando os grandes personagens do noticiário político são o senador Alcolumbre, o ministro Dias Toffoli e o apresentador de tevê Luciano Huck – ou quando a maior esperança dos adversários de Bolsonaro é que o STF invente uma gambiarra qualquer para resolver a sua vida.

HÁ ALGO DE ERRADO – Não pode ser normal, ao mesmo tempo, que o nome mais citado como alternativa para o País seja um ex-presidente que foi condenado, e cumpriu pena de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro – em três instâncias e por nove magistrados diferentes, fora que tem outra condenação no lombo, já em segunda instância, e mais uma penca de processos pela frente.

Quem quer um Brasil sem Bolsonaro tem de fazer melhor do que isso. Se não fizerem, as coisas vão continuar como estão.

Um ano à frente da PGR, Aras marca a sua gestão pela forte sintonia com governo Bolsonaro

 

Procuradoria se alinhou ao governo em mais de 30 vezes

Matheus Teixeira e Marcelo Rocha
Folha

O procurador-geral da República, Augusto Aras, completou neste sábado, dia 26 um ano à frente da PGR (Procuradoria-Geral da República) com uma gestão marcada pelo alinhamento ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Indicado fora da lista tríplice eleita pelos integrantes do MPF (Ministério Público Federal), Aras fez jus à desconfiança em torno da escolha de seu nome pelo chefe do Executivo e demonstrou sintonia com o Palácio do Planalto em diversos momentos.

O procurador-geral tem mantido boa relação com o presidente da República, o que pavimenta o caminho para ser reconduzido ao cargo daqui um ano. Por outro lado, ele tem se mantido afastado da categoria. Bolsonaro já chegou a afirmar que Aras “entra fortemente” na disputa por uma vaga ao STF (Supremo Tribunal Federal), caso ele possa indicar um terceiro nome à Corte em um eventual segundo mandato no Palácio do Planalto (2023-2026).

ALINHAMENTO – Entre manifestações encaminhadas ao STF e medidas adotadas pela própria PGR, a Procuradoria se alinhou ao governo em mais de 30 vezes. Na contramão desse número, em apenas uma oportunidade Aras apresentou uma ação constitucional contra ato do presidente Jair Bolsonaro.

Isso ocorreu quando o Executivo editou a medida provisória que instituiu o contrato de trabalho Verde e Amarelo e a PGR pediu a invalidação de dois trechos do texto assinado por Bolsonaro. Essa foi a única iniciativa do procurador de provocar o Supremo contra uma decisão do presidente da República.

A PGR, porém, é obrigada a se manifestar na maioria dos ações que chegam ao STF, independentemente de quem é o autor do processo. Nesses casos, o procurador-geral se manifestou algumas vezes contra a atuação do Executivo. Isso ocorreu, por exemplo, na ação em que o governo da Bahia pediu para o STF fixar a competência do estado em adotar medidas complementares às da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para controlar o coronavírus em aeroportos.

APROXIMAÇÃO – Aras chegou ao topo da estrutura do Ministério Público pelas mãos do ex-deputado federal Alberto Fraga, que é amigo de Bolsonaro e fez a aproximação entre os dois. Embora reconheçam resultados, como a retomada dos acordos de delação premiada, integrantes da PGR consultados pela Folha criticaram os métodos de Aras, seja pelo alinhamento ao Palácio do Planalto ou pelos ataques à Lava Jato.

A atuação do procurador-geral o isolou internamente, mas lhe garantiu apoio do governo, da cúpula do Congresso e da ala do STF crítica à Operação Lava Jato. Apesar do alinhamento em momentos importantes, Aras conteve parte das críticas ao promover uma ofensiva contra a parcela da militância bolsonarista que mobilizou manifestações que pediam o fechamento do Congresso e do Supremo.

O procurador-geral pediu abertura de inquérito para investigar os responsáveis pelos atos antidemocráticos e desencadeou, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, operação policial contra o núcleo da estrutura organizacional do Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro quer criar.

INQUÉRITO DAS FAKE NEWS – Outro ponto de alinhamento entre Aras e o Supremo, e que desagradou setores do bolsonarismo, ocorreu na defesa do inquérito das fake news, que apura a disseminação de notícias falsas e ameaças contra integrantes da corte. Sua antecessora, Raquel Dodge, havia defendido o arquivamento do caso.

A apuração foi instaurada de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, sem pedido da PGR. A medida irritou integrantes do Ministério Público, que viram na decisão uma violação às regras processuais de que a Justiça só pode atuar quando provocada. Aras, no entanto, mudou a posição da Procuradoria sobre o tema. Ele exigiu que a investigação siga uma série de parâmetros, mas se posicionou favorável à continuidade das apurações. No fim, a tese prevaleceu e, um ano e dois meses depois de ser instaurado, o plenário do STF validou a instauração do inquérito.

Em outro movimento que incomodou Bolsonaro, Aras solicitou a abertura de inquérito para apurar a veracidade das acusações feitas por Sergio Moro contra o chefe do Executivo ao pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

VÍDEO DE REUNIÃO – Apesar da impressão inicial negativa, a atuação dele no caso tem agradado o Palácio do Planalto. Nos principais capítulos da briga entre Moro e Bolsonaro desencadeada após o ex-juiz da Lava Jato deixar o governo, Aras se posicionou em favor da visão do governo. O procurador-geral defendeu que o levantamento do sigilo do vídeo de reunião ministerial fosse restrito às partes que interessavam à investigação do STF. O ex-ministro Sergio Moro afirmou que durante este encontro, ocorrido no final de abril, Bolsonaro ameaçou interferir na polícia.

O procurador-geral da República alertou para o risco de as investigações servirem, “de forma oportunista, como palanque eleitoral precoce das eleições de 2022”, caso todo o conteúdo da reunião fosse divulgado. E surpreendeu ao colocar Moro como investigado. O relator do caso, ministro Celso de Mello, determinou que fosse liberada a maior parte da reunião, exceto trechos que tratavam de outros países.

Quanto ao formato do depoimento de Bolsonaro neste inquérito, ocorreu o mesmo: Aras defendeu que o presidente possa optar por ser interrogado por escrito, mesma linha da defesa de Bolsonaro. Celso de Mello determinou que fosse presencial —o Supremo decidirá o formato agora de forma colegiada.

PARENTES E ALIADOS – Aras também tomou decisões e emitiu pareceres em benefícios de parentes e aliados de Bolsonaro. A PGR opinou, por exemplo, pelo não cabimento de uma reclamação ajuizada no STF pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que investiga o esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A Promotoria recorreu de decisão do Tribunal de Justiça que deu foro privilegiado ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ).

O tribunal fluminense decidiu enviar ao Órgão Especial da Corte o inquérito contra o filho do presidente Bolsonaro porque as irregularidades teriam ocorrido durante o exercício do mandato dele como deputado estadual. Na manifestação da PGR enviada ao STF, a PGR explorou aspectos formais para defender sua rejeição, como o entendimento de que a reclamação constitucional, meio utilizado pelo MP do Rio, não é o instrumento adequado para a contestação.

Além disso, a PGR mirou governadores que foram eleitos com a ajuda de Bolsonaro, mas que passaram a divergir dele após assumirem os mandatos. O que mais sofreu com a atuação da Procuradoria foi Wilson Witzel (PSC), que se afastou do governo após Bolsonaro se irritar com declarações do chefe do Executivo fluminense de que desejava disputar a presidência da República em 2022.

LAVA JATO –  Em outro ponto de alinhamento a Bolsonaro, Aras intensificou a ação para enfraquecer a Lava Jato após Moro deixar o governo. Em julho deste ano, ele pediu ao STF para ter acesso a todos os arquivos da operação e afirmou que a força-tarefa era uma “caixa de segredos”. Adversários de Aras na PGR também criticam o método usado por Aras para responder às cobranças internas sobre como agir contra os exageros de integrantes e familiares do governo.

Contra o ministro Augusto Heleno, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Aras abriu um procedimento preliminar para apurar sua conduta após o auxiliar do presidente declarar que eventual ordem de apreensão do celular de Bolsonaro poderia ter “consequências imprevisíveis”.

CRÍTICAS –  Ele fez o mesmo com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), após o filho do presidente afirmar em uma transmissão na internet que não era mais uma questão “de se, mas sim de quando isso vai ocorrer” uma ruptura institucional. As críticas ocorrem porque o procedimento preliminar, geralmente, não tem grandes consequências nem dispõe das mesmas ferramentas de investigação do que a instauração de um inquérito.

A PGR afirma que Augusto Aras buscou se pautar por uma “gestão descentralizada e sem personalismos, com apreço pela independência de atuação e pela serenidade no exercício do cargo, e com o respeito devido às instituições da República”.

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POSIÇÕES DE ARAS QUE AGRADARAM O GOVERNO

Em entrevista em junho, Aras afirmou que a Constituição autoriza a atuação dos militares para garantir a independência entre os Poderes. Após reação negativa, rechaçou a possibilidade de um golpe militar;

Em um dos episódios que causou maior tensão entre governo e STF, Aras se alinhou ao Planalto ao se manifestar contra a apreensão do celular de Bolsonaro para investigação;

Assim como a AGU (Advocacia-Geral da União), o procurador-geral defendeu perante o STF que a reeleição para o comando da Câmara e do Senado é uma questão interna das Casas. A atuação do órgão que faz a defesa judicial do governo no caso ajudou na relação do governo com o Congresso;

O procurador-geral se manifestou no inquérito das fake news contra operação policial que atingiu empresários, políticos e ativistas bolsonaristas

Polícia Federal vai intimar Boulos, do PSOL, por ataques ao presidente Jair Bolsonaro

 

Lideranças comunitárias trocam PT por Boulos em SP | A Gazeta

Guilherme Boulos é candidato à Prefeitura de São Paulo

Mônica Bergamo e Joelmir Tavares
Folha

A Polícia Federal procurou os advogados do pré-candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos para intimá-lo a prestar esclarecimentos sobre postagens feitas por ele em que criticava o presidente Jair Bolsonaro.

A investigação acontece no âmbito de um inquérito aberto no Departamento de Inteligência Policial (DIP). O advogado Alexandre Pacheco Martins, que representa Boulos, vai à PF em Brasília, nesta segunda (28), para entender do que se trata. “Vamos verificar o conteúdo da investigação para então nos manifestarmos nos autos”, diz Martins.

Boulos e Tatto se embolam em propostas e discursos na briga por voto da esquerda em SP

PSOL CONTRA PT – Em guerra pelo voto da esquerda na eleição municipal de São Paulo, as campanhas de Guilherme Boulos (PSOL) e Jilmar Tatto (PT) têm propostas coincidentes em várias áreas, repetem a estratégia de mirar a periferia e já enfrentaram nos bastidores até suspeita de plágio.

Temas como tarifa zero no transporte coletivo, desapropriação de imóveis para programas de moradia e renda básica são ouvidos frequentemente nos discursos de ambos. Neste domingo, por exemplo, os dois candidatos escolheram o mesmo bairro da zona leste de São Paulo para o início de suas campanhas.

O risco de o psolista ficar à frente do petista durante a corrida eleitoral, como indicam as pesquisas mais recentes, preocupa setores do PT. À margem disso, Boulos e Tatto têm mantido um clima de cordialidade e descartam por ora atiçar a batalha que agita a militância esquerdista.

RIXA VELADA – Em um dos episódios dessa rixa velada, apoiadores de Boulos levantaram a hipótese de que o PT tivesse copiado a campanha do PSOL ao realizar a convenção que oficializou o candidato petista na laje de uma casa em uma comunidade da zona sul.

Uma semana antes, o oponente havia sido confirmado como postulante em um evento semelhante, em um campo de futebol também em um bairro da zona sul. A legenda propagandeou a iniciativa como a primeira convenção partidária da capital sediada na periferia.

Mais do que uma questão meramente geográfica, a ida às franjas da cidade tinha por trás, nos dois casos, a estratégia de colocar os bairros periféricos como centro da campanha e de um eventual governo na prefeitura.

CENÁRIO DE GRAVAÇÕES – A equipe de Tatto nega ter imitado a ideia do adversário, diz que ele já vinha usando uma laje como cenário para gravações e fotos e que o evento estava sendo preparado antes da convenção do PSOL.

Líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), Boulos ganhou concorrência nesse terreno nos últimos meses com a disposição do oponente em debater o uso de imóveis abandonados na região central para atender à demanda por habitação.

A “reabilitação de edifícios vazios ou subutilizados nas áreas centrais da cidade para as famílias de baixa renda” foi listada no site de Tatto como uma de suas principais propostas para o tópico.

FUNÇÃO SOCIAL DO IMÓVEL – Assim como o oponente, o candidato do PT tem feito a defesa da função social da propriedade para justificar a destinação de prédios já existentes para os sem-teto.

Associado pejorativamente à figura do invasor, Boulos fala em aproveitar a campanha para desmistificar a atuação do movimento de moradia e defender que “o MTST nunca invadiu a casa de ninguém”.

Em 2013, Tatto e Boulos já faziam um enfrentamento indireto, em diferentes lados da catraca, sobre uma política de passe livre. O petista era secretário municipal de Transportes da gestão Fernando Haddad (PT) quando eclodiram os protestos pela redução das tarifas. Agora, os dois se sobrepõem nessa pauta, com argumentos semelhantes para justificar o benefício —ambos defendem uma implementação por etapas, até se universalizar a tarifa zero.

Candidata à prefeitura, Denice inicia campanha em visitas a Liberdade e Bonfim


Candidata à prefeitura, Denice inicia campanha em visitas a Liberdade e Bonfim
Foto: Jonas Santos / Divulgação

Assim como Bruno Reis (DEM) e Olívia Santana (PCdoB), a major Denice Santiago (PT) foi mais uma candidata à prefeitura de Salvador a comparecer à Igreja do Bonfim na manhã deste domingo (27). 

 

Ela foi à Colina Sagrada após ter cumprido agenda na Liberdade, ao lado do governador Rui Costa (PT), e da sua candidata a vice, Fabíola Mansur (PSB).

 

"Eu trago a verdade dessa capital maravilhosa. Eu trago a história de alguém que viveu e vive nessa cidade, que estudou em escola pública e com muita força e determinação foi conquistando todos os seus projetos pessoais e profissionais. Com isso eu trago para Salvador essa ideologia de que quando nós queremos nós podemos e faremos acontecer", afirmou.

 

Outra liderança petista que esteve com Denice no Bonfim foi o senador Jaques Wagner (PT). “Nós estamos começando muito bem. Vinhemos hoje pedir a benção de Deus, cada um com sua convicção religiosa, para seguirmos firmes e fortes nessa campanha. Além disso, queria deixar claro mais uma vez que as eleições aqui em Salvador estão abertas e que não está resolvida. Só vamos conseguir perceber alguma coisa quando os programas de televisão forem ao ar", pontuou.


Nota da redação deste Blog - Os candidatos das outras cidades iniciam sua campanha visitando templos religiosos, a começar por Salvador só em Jeremoabo que os aculturados consideram demagogia da candidata Anabel.

Será que nem apelar para Deus a candidata pode?

Pesquisa aponta que 'mais pobres' têm 2 vezes mais chance de ter Covid do que 'mais ricos'

 

Pesquisa aponta que 'mais pobres' têm 2 vezes mais chance de ter Covid do que 'mais ricos'
Foto: Reprodução / G1

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) divulgu um estudo em que aponta que as pessoas mais pobres do Brasil tem duas vezes mais chances de ter sido infectada pela Covid-19 do que a população mais rica.

 

De acordo com informações do G1, a pesquisa também revelou que apenas um a cada dez casos da doença no país foi oficialmente notificado. "Os 20% mais pobres da população tiveram o dobro do risco [de contaminação] que os 20% mais ricos – mesmo a pandemia tendo chegado ao Brasil pelos aeroportos, por pessoas de maior nível socioeconômico", avalia o epidemiologista Pedro Hallal, reitor da UFPel e primeiro autor do estudo.

 

O objetivo do estudo é analisar a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 País. Além disso, os indígenas, por conta da situação de vulnerabilidade social, também entraram nessa estatística. Os anticorpos para a Covid-19 eram quatro vezes mais frequentes entre os indígenas do que entre a população branca.

 

A maior prevalência, entretanto, também foi associada à pobreza. Os cientistas acharam improvável, por exemplo, que essas pessoas tivessem alguma predisposição genética que facilitasse a infecção.

Bahia Notícias

Impulsionamento nas redes sociais pode ser vetado pelo TSE esta semana

 Segunda, 28 de Setembro de 2020 - 08:40


Impulsionamento nas redes sociais pode ser vetado pelo TSE esta semana
Foto: Reprodução / RC

O impulsionamento pago de publicações das candidaturas de candidatos a prefeitos e vereadores no Facebook, Instagram e Google já começou, mas pode ter vida curta. 

 

De acordo com o jornal O Globo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúne nesta semana para continuar a votação, virtual, de uma ação que pode vetar o uso do fundo partidário para esta modalidade de propaganda. Por enquanto, dois votos foram dados. Um a favor e um contra.

 

Na atual legislação eleitoral, este tipo de propaganda é permitido quando for utilizado com o único objetivo de impulsionar o alcance de publicações.

 

Isso quer dizer que o conteúdo publicado oficialmente como propaganda eleitoral, pode ser impulsionado, como no caso do Twitter, Facebook e Instagram, através de pagamento, desde que este impulsionamento seja contratado diretamente junto às plataformas de mídias sociais.

Bahia Notícias

Pesquisa Ibope confirma que realidade e racionalidade não definem popularidade dos políticos


Bolsonaro perdeu: maioria é a favor do isolamento social, diz pesquisa

Charge reproduzida do Arquivo Google

Eliane Cantanhêde
Estadão

O que o presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente Lula e o presidente americano, Donald Trump, têm em comum? Chova ou faça sol, seus seguidores se mantêm firmes e fortes e, quanto mais eles erram, mais bobagens falam, mais consolidam e ampliam sua popularidade. É um fenômeno político que resvala para a seara religiosa, de crença, de dogmas.

Quando a paciência do então ministro Sérgio Moro se esgotou, a deputada bolsonarista Carla Zambelli, sua afilhada de casamento, ficou apavorada: “Bolsonaro vai cair se o senhor sair”. Pois é. Bolsonaro não caiu e, muito pelo contrário, não para de crescer nas pesquisas. Se nem a queda de Moro o afetou, o que poderia afetar?

DIZ A PESQUISA – Pelo CNI/Ibope, a aprovação de Bolsonaro deu um salto de 29% para 40% e a desaprovação caiu de 38% para 29%, entre dezembro de 2019 e agora. E o que marcou esse período?

A pandemia, que já matou perto de 170 mil brasileiros e milhões de empregos, e as queimadas, que devoram a Amazônia, o Pantanal e a confiança do mundo no Brasil. Os fatos, que seriam contra qualquer governante, não atingiram Bolsonaro e ele até saiu lucrando. Seria simplista atribuir isso só aos R$ 600.

Daí a comparação com Lula, que passou incólume pelo mensalão, esquema engendrado e operado no Planalto, e pelo petrolão, que resultou até em prisão, e levou Fernando Haddad ao segundo turno em 2018. Daí, também, a comparação com Trump, que mente, tripudia, se lixa para direitos humanos, afugenta todos os principais assessores, inclusive os militares mais graduados, mas dividiu a potência em torno dele. Em 3 de novembro, os americanos não estarão votando entre Trump e Joe Biden, mas a favor ou contra Trump.

REALIDADE E FANTASIA – É o que ocorre neste momento no Brasil, com o mundo e boa parte da opinião pública nacional aterrorizados com a ojeriza ou descaso de Bolsonaro com educação, saúde, meio ambiente, cultura, política externa, direitos humanos. A ponto de os opostos – agronegócio e ambientalistas, bancos e cientistas, ex-ministros tucanos e petistas – se unirem para defender a Amazônia. De quem? De Bolsonaro. Mas, apesar disso tudo, ele não só mantém como amplia apoios.

Além do auxílio emergencial, Bolsonaro cresce nas pesquisas porque deixou de ser o presidente que lidera manifestações golpistas e faz tudo errado na pandemia e no meio ambiente para voltar a ser o candidato que viaja pelo País, sobe no palanque e é fotografo sorrindo para pequenas multidões. Só entra na boa.

A REALIDADE NÃO INTERESSA – O que a população vê? Os governadores e prefeitos correndo para lá e para cá, com as pessoas morrendo, as indústrias com a corda no pescoço, as lojas fechando, shoppings e ruas populares às moscas e milhões na escuridão do desemprego. E o presidente? Não está nem aí, não é com ele.

Ao atingir o melhor índice de aprovação de todo o mandato, Bolsonaro ensina que o importante é não fazer nada, não assumir responsabilidades, recuar o máximo possível da linha de frente – e do desgaste. Os governadores, o Centrão, os ministros que se virem. A internet faz o resto.

E OS FILHOS DE BOLSONARO? – Bem… com o governador do Rio afastado, o prefeito do Rio inelegível, as denúncias de corrupção correndo soltas, até no combate ao coronavírus, quem está preocupado com o 01, o 02, o 03, Queiroz, rachadinhas, fantasmas, dinheiro vivo, dezenas de imóveis? Ou com interferência política na PF?

O recado da pesquisa é claro: Bolsonaro se salvou de Bolsonaro. Vai continuar perambulando de aglomeração em aglomeração e colhendo os louros de não fazer nada. É um efeito religioso, de fé, de crença, de dogma. A inteligência, a racionalidade e a realidade não movem moinhos, não definem popularidade, muito menos eleições. Ele é um exemplo vivo disso.

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