quinta-feira, agosto 20, 2020

Operação cumpre mandados em Salvador e Novo Triunfo contra desvios na saúde

Operação cumpre mandados em Salvador e Novo Triunfo contra desvios na saúde
Foto: Reprodução / MP-BA
Uma operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (20) em cidades baianas, como Salvador e Novo Triunfo, no Nordeste do estado. Denominada de Pandemonium, a operação investiga desvios e fraudes praticados em contratos do Município de Carmópolis, no interior de Sergipe, com empresas baianas, pagos com recursos públicos destinados ao combate da pandemia da Covid-19.

Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), na apuração se verificou indícios de crimes contra a administração pública e de organização criminosa voltadas ao desvio de recursos públicos da saúde. Com base nesses indícios, o Tribunal de Justiça de Sergipe autorizou os pedidos do Ministério Público Estadual de buscas e apreensões na prefeitura de Carmópolis, nas sedes das empresas contratadas e em endereços residenciais dos investigados. 

Ainda segundo o MP-BA, na mesma ação foi determinado os afastamento do prefeito de Carmópolis e de um secretário municipal. A Pandemonium é coordenada do Gaeco/SE e tem apoio operacional na Bahia, do Gaeco do MP/BA, da SSP/BA e da Polícia Civil (DIP, DEPIN e DRACO). Em Sergipe, das Polícias Civil e Militar, por meio do Deotap, do Core, COE e ACI/PMSE. 
Bahia Notícias

PF cumpre mandados na Bahia contra desvio de verbas para combater Covid-19

PF cumpre mandados na Bahia contra desvio de verbas para combater Covid-19
Foto: Divulgação/ PF
A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira (20) 32 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Estroinas, que investiga fraudes no uso de verbas federais para Covid-19 em compras com dispensa de licitação feitas pelo município de Carmópolis, no Sergipe. Dois deles são cumpridos na Bahia.

De acordo com as investigações, R$ 2,3 milhões repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram gastos para a contratação direta de nove empresas, com “fortes indícios” de irregularidades, segundo a PF. 

Entre as suspeitas apuradas, estão as de que algumas das contratadas são fantasmas”; os sócios de algumas delas são “laranjas”; as escolhas das empresas contratadas foram arbitrárias; as cotações dos preços dos bens, insumos e serviços contratados pelo município foram fraudulentas; houve superfaturamento dos bens, insumos e serviços contratados; alguns dos bens adquiridos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 nem sequer foram utilizados; não houve critério para a definição da quantidade e da qualidade dos produtos que precisariam ser adquiridos pelo município; parte dos produtos contratados não foi efetivamente fornecida para a cidade.

O Ministério Público do Sergipe também deflagrou operação nesta manhã para apurar irregularidades em compras no combate à pandemia feitas por Carmópolis (veja aqui). Estas, no entanto, ocorreram com recursos municipais e estaduais. 

Os mandados foram expedidos  pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Além dos dois na Bahia, são cumpridos outros 15 em Carmópolis, 9 em Aracaju (SE), 2 em Nossa Senhora do Socorro (SE), 2 em Pernambuco e 2 em Alagoas. A operação tem apoio e participação da Controladoria-Geral da União (CGU), envolvendo 83 policiais federais e 6 servidores da CGU. 

Os envolvidos são investigados por crimes de dispensa indevida de licitação, corrupção passiva e corrupção ativa, sem prejuízo de outros porventura constatados ao longo das investigações. 

A operação foi batizada de Estroinas como referência à forma pela qual o dinheiro público foi gerenciado no Município de Carmópolis/SE. 
Bahia Notícias

Bolsonaro tem um problema com as mulheres, que desde a candidatura o rejeitam

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O 8 de Março em charges e ilustrações - GGN
Charge do Miguel Paiva (Arquivo Google)
José CasadoO Globo
Jair Bolsonaro tem um problema com as mulheres. Elas o rejeitam, e reafirmam a aversão combinada à desconfiança nas pesquisas do Datafolha nos últimos 24 meses. Em agosto de dois anos atrás, quatro de cada dez eleitoras se mostravam enfáticas na recusa ao candidato: 43% declaravam que nele não votariam “de jeito nenhum”.
Bolsonaro começava a despontar como favorito na disputa presidencial apoiado no voto masculino, na proporção de três homens para cada mulher. A repulsa feminina aumentou, para 50%, entre o primeiro e o segundo turno.
E NADA MUDOU – O repúdio atravessou o ciclo inaugural no Planalto. Em dezembro do ano passado, 41% das eleitoras qualificavam seu governo entre “ruim” e “péssimo”. Afirmavam (46%) “nunca confiar” no que dizia o presidente. A maioria (56%) o criticava por não se comportar no cargo como deveria.
A resistência feminina prossegue, estável na margem de erro de dois pontos percentuais. Semana passada 39% das mulheres classificavam o governo entre “ruim” e “péssimo”, e 44% declaravam jamais confiar naquilo que ele diz.
Com um discurso arcaico e governando de maneira rudimentar, entre vítimas e escombros econômicos da “gripezinha”, Bolsonaro se sustenta sob o repúdio permanente de cerca de 39 milhões de mulheres num país onde o voto feminino é maioria (52,5%). Merece um lugar na antologia dos anacronismos políticos.
MAIS PROCESSOS – Está sendo processado, de novo, por hostilidade às mulheres. Semana passada foi acusado em 71 páginas de coletânea de discursos, mensagens e registros de atos oficiais que “estigmatizam as mulheres” e “reforçam abusivamente a discriminação e o preconceito (de gênero)”.
Uma das decisões relatadas foi o veto presidencial, em junho, à manutenção dos serviços do SUS durante a pandemia para assistência às vítimas de violência sexual e nos casos de aborto estabelecidos na legislação. Os técnicos autores da recomendação foram sumariamente demitidos da Saúde.
Bolsonaro agora corre o risco de se tornar um político com atestado de misoginia passado em juízo.

STF condena deputado bolsonarista a pagar 30 salários mínimos a Jean Wyllys por difamação em redes sociais

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Deputado editou vídeo e distorceu discurso de Jean Wyllys
Matheus Teixeira
Folha
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira, dia 18, o deputado federal Eder Mauro (PSD-PA) a pagar 30 salários mínimos a Jean Wyllys por ter difamado o então parlamentar nas redes sociais. No julgamento, os ministros concluíram que Mauro editou um discurso de Wyllys e compartilhou o vídeo na internet para prejudicá-lo.
Inicialmente, o relator, ministro Luiz Fux, propôs um ano de detenção em regime semiaberto ao parlamentar, mas a pena foi convertida para pagamento de 30 salários mínimos. No caso, Mauro editou um vídeo em que Wyllys havia afirmado que existe um imaginário “sobretudo nos agentes das forças de segurança, de que uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa”.
DESINFORMAÇÃO – O deputado recortou o início da frase e publicou uma filmagem nas redes sociais que dava a entender que Wyllys tinha dito que “uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa”. Mauro é um dos principais defensores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso.Depois da publicação do vídeo, Wyllys acionou o STF e, em 5 de setembro de 2017, a corte aceitou queixa-crime contra o deputado do PSD. Todos os ministros acompanharam a maior parte do voto de Fux.
A ministra Rosa Weber ressaltou os “imensos efeitos deletérios da desinformação”. Os ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio e Alexandre de Moraes também concordaram com a condenação. Marco Aurélio, porém, divergiu na conversão da pena.
“Discordo da fixação do regime aberto e discordo mais ainda da substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de direitos”, disse o ministro. Fux afirmou que perícia realizada no vídeo apontou que o conteúdo foi editado e deu conotação contrária ao que Wyllys disse no discurso original. “No caso em hipótese utiliza-se da inteligência digital para cometer delitos que são passíveis de enquadramento no Código Penal”, disse.
DISCURSO DE ÓDIO – Segundo Fux, a publicação de Mauro produziu discurso de ódio e tentou enganar a população. O magistrado também afirmou que o fato de ainda não existir uma lei específica sobre as fake news não impede a condenação do deputado. “O que eu entendo é que essa comunidade que pratica delitos virtuais imagina uma tipicidade que está por vir, só que, dependendo do contexto e do texto da mensagem, é perfeitamente possível cometer um dos delitos contra a honra”, disse.
Fux defendeu que o deputado não está protegido pela imunidade parlamentar. “Não se aplica nessa hipótese porque não foi debate praticado no ofício, isso foi delito no afã de incompatibilizar o parlamentar querelante com toda uma comunidade que o apoiara nas eleições pelo seu empenho na defesa das minorias afrodescendentes.”
LIBERDADE DE EXPRESSÃO – O magistrado destacou, ainda, que a criminalização de conteúdo difamatório nas redes sociais não colide com o princípio da liberdade de expressão.  Moraes, por sua vez, afirmou que Mauro é delegado da Polícia Civil do Pará e que tinha pleno conhecimento do que foi publicado nas suas redes sociais.
O magistrado, que é relator do inquérito das fake news no STF, afirmou que já foi vítima de montagens nas redes sociais e se disse impressionado com o descaramento da atuação das pessoas que disseminam informações fraudulentas nas redes sociais.
“Seria ofensivo a qualquer pessoa, mais ainda a alguém que sempre se posicionou em lado diametralmente oposto a essas afirmações. Foi um crime de cabeça pensada, premeditado justamente para prejudicar a vítima. Autoria dolosa”, disse Moraes.

Fantasma do impeachment volta a rondar o Palácio da Alvorada nas noites de Brasília

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TRIBUNA DA INTERNET | Eleitores e Bolsonaro sofrem “bullying” da ...
Charge do Luscar (Charge Online)
Carlos Newton
São famosos os fantasmas que habitam o Palácio da Alvorada. Na célebre conversa com o dono do Grupo JBS, Joesley Batista, no recôndito porão do Palácio Jaburu, o presidente Michel Temer descreveu suas noites de insônia no Palácio da Alvorada, onde ficou por apenas uma semana. Após relatar que não conseguiu dormir, disse o então presidente: “Deve ter fantasma lá...”. E o empresário indagou: “Como é que a Dilma aguentava ficar sozinha lá?
No início de sua hospedagem no Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro não teve problemas com fantasmas. No entanto, depois que Lula da Silva foi solto, passou a ser pesadelos ocasionais, e agora a coisa se complicou, com o ressurgimento do fantasma do impeachment.
GUEDES E O IMPEACHMENT – Quem primeiro pressentiu a presença do novo fantasma foi o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na terça-feira da semana passada, dia 11, Bolsonaro ficou estupefato ao saber que seu principal ministro tinha dado uma entrevista admitindo a possibilidade de haver um processo de impeachment, caso o presidente continuasse a seguir o conselho de ministros “fura-teto”, que defendem a ampliação das despesas públicas para garantir a reeleição em 2022.
Segundo o jornalista Vicente Nunes, editor-executivo do Correio Braziliense, Bolsonaro considerou devastador esse ponto da declaração de Guedes, sobretudo pelo fato de o ministro, na hora da entrevista, estar ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que tem o poder de decisão sobre abertura de processos de impeachment.
CAMPOS REFORÇA – No desespero para arranjar recursos e acalmar Bolsonaro, que só pensa naquilo (a reeleição), o ministro Guedes resolveu pedir ao Branco Central o repasse do lucro obtido com o reajuste das reservas cambiais, devido ao aumento do valor do dólar, cujo total chegaria a R$ 400 milhões.
Desde maio de 2019 o BC não é obrigado a repassar ao Tesouro o lucro com as operações cambiais. Mas a transferência tem respaldo legal e depende de autorização do Conselho Monetário Nacional, formado por Guedes, Campos Neto e pelo secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.
No entanto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, negou-se a autorizar o repasse, devido ao reaparecimento do fantasma do impeachment, porque esse dinheiro não pode ser usado para despesas primárias, como salários e benefícios.
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P.S.
 – Bem, ficamos nesse pé, que não ata nem desata. Desde a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, todos os presidentes se arriscaram fazendo pedaladas e maquiagens fiscais. Apenas a presidente Dilma Rousseff foi atingida, mas Bolsonaro pode ser a próxima vítima, porque já existem cerca de 50 pedidos em cima da mesa do deputado Rodrigo Maia, que decididamente não é confiável. (C.N.)   

Cármen Lúcia vota por suspender relatório do governo federal sobre “antifascistas”

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Ministra disse que “não compete a órgão estatal fazer dossiês”
Carolina Brígido
O Globo
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira, dia 19, pela suspensão da produção de qualquer tipo de dossiê por parte do Ministério da Justiça sobre a vida pessoal e política de servidores públicos. Segundo a ministra, fabricar documento com esse tipo de informação é desvio de finalidade da atividade de inteligência do Estado.
“Nem a órgão estatal, nem sequer a particulares não compete fazer dossiês contra quem quer que seja, nem instaurar procedimentos de cunho inquisitorial. No Direito Constitucional, o uso ou abuso da máquina estatal para colheita de informações de servidores com postura contrária ao governo caracteriza sim desvio de finalidade, pelo menos em tese. Também não se demonstra legitimidade da atuação de órgão estatal de investigar e de compartilhar informações de participantes de movimento político, aqui chamado antifascistas, a pretexto de se cuidar de atividade de inteligência, sem se observar o devido processo legal “, disse a ministra.
DOSSIÊ – Está em julgamento uma ação da Rede Sustentabilidade que questiona a produção do dossiê pelo Ministério da Justiça contra servidores ligados a movimentos antifascistas. O partido pede ao STF a “imediata suspensão da produção e disseminação de conhecimentos e informações de inteligência estatal produzidos sobre integrantes do ‘movimento antifascismo’ e professores universitários”. Em explicações enviadas à Corte, o Ministério da Justiça afirmou que a Secretaria de Operações Integradas (Seopi) não produz dossiês contra nenhum cidadão e não instaura “procedimentos de cunho inquisitorial”.
A secretaria foi apontada como autora de um relatório sigiloso sobre quase 600 servidores públicos da área de segurança identificados como integrantes do movimento antifascismo e opositores do governo do presidente Jair Bolsonaro. Cármen Lúcia rebateu a informação de que o Ministério da Justiça não tinha produzido o material.
“A pergunta é simples: existe ou não existe? Se existe e está fora dos limites constitucionais, isso é lesão a preceitos fundamentais. E se não existe basta dizer que não existe. Mas como eu li, na data de ontem (terça-feira), o que recebi foi o esclarecimento muito sincero do ministro da Justiça. O ministro não solicitou qualquer relatório, só teve conhecimento de sua possível existência pela imprensa. Não é dito ‘não é dossiê, não há relatório’. Não é dito. Não é conjectura, não é ilação, e não é interpretação. Como eu anotei, nas informações prestadas não há uma negativa peremptória, até porque o ministro disse que não sabia dos relatórios até a divulgação pela imprensa”, alertou Cármen Lúcia.
DITADURA – A ministra comparou a produção de documento sigiloso contra cidadãos à ditadura: “O proceder de dossiês, pastas relatórios, informes sobre a vida pessoal dos cidadãos brasileiros sobre suas escolhas não é nova neste país, e não é menos triste termos que voltar a este assunto quando se acreditava que era apenas uma fase mais negra de nossa história”.
Apenas Cármen Lúcia votou nesta quarta-feira. Outros nove ministros se manifestarão na sessão de quinta-feira. Celso de Mello está de licença médica e não participará do julgamento. Antes do voto da relatora, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que o dossiê na verdade é um relatório de inteligência para evitar riscos à segurança pública, e não uma investigação.
LEGALIDADE – A atividade de inteligência antecipa cenários de risco. O Ministério Público não admite que governos espionem opositores políticos. E isso precisa ficar claro. Relatório de inteligência não se confunde com investigação criminal”, disse Aras, ao defender a legalidade do dossiê. “Quando pessoas armadas se reúnem em protestos políticos, a segurança pública pode ser colocada em risco. Relatórios de inteligência antecipam cenários de risco, não são investigações criminais”, concluiu.
O advogado-geral da União, José Levi do Amaral Júnior, também defendeu a legalidade do documento: “É informação, não é investigação, e não há dados para além de informações públicas”,  afirmou, completando: “A União, aí incluído o Ministério da Justiça, rejeita toda e qualquer forma de autoritarismo ou de totalitarismo, incluindo o fascismo. Nosso país é uma democracia, uma democracia vibrante, plural. Fosse uma autocracia, não estaríamos em meio a um debate livre como estamos”.

Flávio Bolsonaro não comparecerá à acareação com Paulo Marinho marcada pelo Ministério Público Federal

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Defesa alega que Flávio “pretende” verificar a sua agenda
Juliana Dal Piva e João Paulo Saconi
O Globo
A defesa de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) informou nesta quarta-feira que o senador não irá comparecer no dia 21 de setembro à acareação marcada pelo Ministério Público Federal (MPF) no procedimento que investiga eventual vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Furna da Onça, deflagrada em 2018.
O intuito do ato processual é confrontar as versões do parlamentar e do empresário Paulo Marinho, que o acusou de ter recebido detalhes antecipadamente sobre a ação da Polícia Federal (PF) por intermédio de um delegado da corporação.
AGENDA – Os advogados Luciana Pires e Rodrigo Rocca afirmaram hoje que Flávio não terá disponibilidade em 21 de setembro. O senador pretende verificar sua agenda e, de acordo com as possibilidades, responder a intimação enviada pelo MPF através da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em casos como esse, parlamentares têm direito a optar pela data mais adequada para depor. Na apuração em questão, o filho do presidente Jair Bolsonaro não é investigado e, portanto, não teria a obrigação de participar da acareação.
Sob o comando do procurador Eduardo Benones, responsável por intimar Flávio e Marinho, o procedimento apura, até agora, eventual crime de um ou mais servidores públicos que podem ter vazado informações sobre a operação da PF.
VAZAMENTO –  Em maio, Marinho concedeu entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” na qual afirmou ter ouvido de Flávio, em dezembro de 2018, um relato de que a operação foi comunicada com antecedência a membros da equipe do parlamentar por um delegado da PF.
Os documentos que embasaram a Furna da Onça foram responsáveis por revelar as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz também depôs sobre o caso, em junho, e disse desconhecer o vazamento — ele será ouvido novamente no início de setembro, para esclarecer dúvidas da procuradoria.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
As atitudes do clã Bolsonaro são sempre previsíveis. Ladram, mas quando acuados, recuam ou apelam para manobras evitando o confronto direto. Pelas redes sociais, incitam seus núcleos de ódios, desmentem seus opositores e juram de pés juntos que são vítimas de injúrias. Se preciso for, até choram em público. Mas quando têm a chance de desnudar as “acusações”, passam mal, dizem que vão consultar as suas agendas em branco ou obstaculizam investigações. Como diria o capitão Nascimento, são todos uns tremendos moleques ! (Marcelo Copelli)

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