terça-feira, maio 26, 2020

Depois de tudo que fizeram pelo Brasil, os militares surtaram e hoje apoiam o que há de pior no país


Militares revistaram mochilas de crianças sem presença de conselho ...Manuel Domingos Neto
Não dá para falar em desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil omitindo o militar. O militar ensinou engenharia, topografia e desenho. Construiu estradas, obras de arte, edifícios públicos monumentais e igrejas antes de o Brasil ter faculdades especializadas. Deu emprego a matemáticos quando não havia função remunerada para tal tipo de cientista. Desenhou mapas com traçados exatos de rios e correntes marítimas quando ninguém sabia nada de geografia, cartografia, oceanografia e correntes aéreas.
Impulsionou a veterinária, o militar. Precisava de eqüinos capazes de transportar tropas e armamentos. Desenvolveu estudos agronômicos para garantir pastos aos animais e tecnologia de alimentos para ter produtos saudáveis para alimentar a tropa.
E FEZ MAIS – Estudou e renovou a medicina, as ciências farmacêuticas e a odontologia ciente de que, sem vencer pestes, remendar ossos e curar feridos, não haveria tropa capaz de vencer batalhas. Disseminou hábitos salutares, procedimentos higiênicos e práticas esportivas para dispor de homens fortes.
Introduziu e desenvolveu o estudo da química, física, mineralogia e metalurgia para a produção de armas e munições. Compreendeu que sem dispor de aço da melhor qualidade, explosivos potentes e manipuláveis, barcos resistentes e bons combustíveis não seria credenciado para guerrear.
Foi pioneiro nos estudos estatísticos para saber quantos eram e onde moravam os brasileiros, do contrário não viabilizaria o serviço militar obrigatório universal e continuaria compondo tropas com camponeses infelizes recrutados no laço ou ladrões e assassinos retirados das cadeias e disciplinados na base da chibata. O IBGE foi imprescindível à modernidade militar.
AMPLIANDO A CAPACIDADE – O militar desenvolveu as comunicações e a logística para ter capacidade de operar em grandes espaços territoriais. Indo à guerra, barganhou usina siderúrgica, esteio de múltiplas indústrias.
Dedicou-se aos estudos aeronáuticos, à eletrônica e a computação para contar com aviões e foguetes que ampliassem sua capacidade ofensiva e sua autonomia relativamente ao fornecedor estrangeiro. Foi pioneiro na pesquisa nuclear visando dispor da arma dissuasão capaz de constranger candidatos a donos do mundo.
Estudou e ensinou filosofia a partir da matriz positivista. Enobreceu nosso “opulento léxico” (Euclides). Inaugurou o pensamento geopolítico sistemático (Mário Travassos). Traduziu a sociologia weberiana (Otávio Velho). Popularizou conceitos marxistas e empenhou-se na interpretação do Brasil (Nelson Werneck Sodré).
MÉRITO CIENTÍFICO – Gritos no Clube Militar ecoaram pela Petrobrás. O militar criou o CNPq e impulsionou a pesquisa científica. Turbinou a CAPES para que o país dispusesse de ensino superior qualificado. Ofereceu bolsas de estudo e criou comitês de avaliação do mérito científico. Garantiu recursos para a criação da Casa Ruy Barbosa e muitas outras instituições relevantes.
Reconheceu as ciências humanas como área do conhecimento científico. Propiciou a disseminação de programas de pós-graduação em sociologia do desenvolvimento, ciências políticas e antropologia. Prendeu, bateu e matou professores, estudantes, artistas e jornalistas que não gostavam da ditadura, mas espalhou universidades país afora. Olival Freire conta que, vendo que a repressão sanguinária afugentar cientistas importantes, o militar promoveu “repatriamento de cérebros”.
O militar inaugurou a Finep para amparar a inovação. Criou a Embrapa para revolucionar a agricultura e a pecuária. Criou a Embraer para fabricar aviões e estimulou empresas como a Engesa e a Avibrás, que inseriram o Brasil no sofisticado comércio internacional de armas e equipamentos bélicos.
ENGENHARIA PESADO – O militar amparou o surgimento e a consolidação da engenharia pesada que logo se projetou mundialmente e passou a incomodar os concorrentes estrangeiros.
Meus colegas da Sociedade Brasileira de História da Ciência que não me deixem mentir, mas não dá para descrever o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil esquecendo os que se preparam para guerrear.
Eis que, como numa tempestade tenebrosa, o militar pirou, surtou, ensandeceu! Baixou Procusto no militar! Assombrado por um fantasma apelidado de “marxismo cultural”, o militar se abraçou com terraplanistas, criacionistas, negacionistas tresvariados, inimigos jurados da razão.
FEZ TUDO ERRADO – Primeiro, o militar bateu palmas para o desmonte da engenharia pesada no Brasil. Depois, endossou a venda de empresas estratégicas que ele mesmo ajudou a criar. Finalmente, paraninfou um governo que retira dinheiro das universidades, desidrata agências de fomento à pesquisa, difama os institutos científicos, deixa sem manutenção equipamentos custosos, atenta contra a casa Ruy Barbosa, sabota eventos científicos, corta bolsas de estudo, inclusive as de baixíssimo custo e grande retorno em termos científicos e sociais como as bolsas de iniciação científica! Interrompe a perspectiva de jovens talentos de famílias humildes ingressarem na carreira científica…
Quem quiser acompanhar o lúgubre espetáculo do desmonte da pesquisa científica no Brasil prepare seu estômago e acompanhe as postagens de Ildeu Moreira, presidente da SBPC, nas redes sociais.
Ou assista ao vídeo em que dois ministros-generais manipularam grotescamente estatísticas para, agradando o chefe, relativizar a devastação da pandemia. Onde se viu militar atrapalhando cientistas e médicos que trabalham intensivamente para proteger o povo?
O QUE SERÁ DE NÓS – O militar sumiu quando ouviu calado o Presidente da República, em reunião ministerial, resumir a investigação arqueológica à descoberta de “cocô de índio petrificado”.
Senhor Deus dos desgraçados, dizei-nos, Senhor Deus, o que será de nós quando homens pagos para nos proteger perdem o senso?
* Manuel Domingos Neto foi presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ABED) e vice-presidente do CNPq.

PF cobra de Augusto Heleno informações sobre reclamações de Bolsonaro sobre segurança no Rio

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PF quer “entender” se Bolsonaro se referia à segurança pessoal em reunião
Renato Onofre e Fábio Fabrini
Folha
A Polícia Federal cobra do ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, informações sobre reclamações ou dificuldades na escolha de nomes na segurança de Jair Bolsonaro e de seus familiares.
Em ofício encaminhado ao Planalto no dia 19, os investigadores fizeram quatro pedidos ao ministro para tentar entender se o presidente da República se referia a sua segurança pessoal ao ameaçar mudanças no Rio durante reunião ministerial em 22 de abril.
INQUÉRITO – O documento integra o inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as acusações do ex-ministro Sergio Moro de interferência do presidente na PF. A Polícia cobra de Heleno informações sobre as trocas ocorridas no comando da chefia da segurança de Bolsonaro e família no anos de 2019 e 2020 e o detalhamento de “eventuais óbices ou embaraços” a nomes escolhidos para a função.
Bolsonaro tem afirmado que, na reunião ministerial gravada em 22 de abril, tratou de interferência em órgãos de segurança do governo por causa de insatisfação com sua proteção pessoal. Ele nega ter falado em ingerência na Polícia Federal para ter acesso a relatórios de inteligência da corporação, acusação que tem sido feita pelo ex-ministro Sergio Moro.
De acordo com o presidente, quando disse na reunião de abril “por isso vou interferir, ponto final”, ele estava se referindo ao GSI, comandado por Augusto Heleno e que é responsável por sua proteção.
“TROCA O MINISTRO” – Na gravação do encontro liberada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello, o presidente diz: “Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”.
Ainda na reunião, Bolsonaro reclamou que a Polícia Federal não lhe dá informações, que não pode ser surpreendido com notícias e fala em intervir em ministérios. No vídeo da reunião é possível ver que o presidente olha para Moro no momento em que diz que vai interferir.
Os investigadores cobram ainda de Heleno a lista de trocas de comando na chefia no escritório regional do GSI no Rio e questionam se outras pessoas ligadas a Bolsonaro tiveram acesso a segurança, contrariando a lei 13.844/2019, que limita o serviço ao chefe do Executivo e familiares direto.
RESPONSABILIDADE DO GSI – O presidente mesmo disse que a segurança dele é responsabilidade do GSI. Mas uma apuração do Jornal Nacional, publicada no dia 15 de maio, mostra que o presidente tinha promovido o responsável pela segurança 28 dias antes da reunião —em vez de demiti-lo. E ainda promoveu, para o lugar dele, o número dois da diretoria.
E, mesmo no Rio de Janeiro, houve troca na chefia do escritório do GSI menos de dois meses antes da reunião ministerial. Além de pedido ao GSI, a PF também começou a recolher provas ligadas à Superintendência do Rio. Os investigadores pediram à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado os relatórios de produtividade da unidade fluminense da corporação.
VERSÃO – Uma das versões usadas pelo presidente e seus defensores para explicar a cobrança de Bolsonaro por uma mudança na Rio é uma suposta queda na produtividade. Contudo, em depoimento à PF, o delegado Carlos Henrique Oliveira de Sousa, nomeado o diretor-executivo da corporação, disse que a Superintendência do órgão no Rio não tinha problemas de produtividade quando ele assumiu o cargo, em novembro de 2019, em substituição ao delegado Ricardo Saadi.
Ele ficou no cargo até último dia 13 quando foi chamado para ser o número dois da PF. Outra linha de investigação é averiguar se as apurações relacionadas com Operação Furna da Onça vazaram para família Bolsonaro antes de sua deflagração.
MARINHO – Em entrevista à Folha, o empresário Paulo Marinho, ex-aliado do presidente, disse que um dos interesses do clã no controle da Polícia Federal pode ter ligação com um episódio ocorrido ainda na campanha presidencial. Marinho afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) soube, uma semana depois do primeiro turno das eleições de 2018, que haveria a deflagração da Furna da Onça.
Em nota, Flávio Bolsonaro negou as acusações e falou que a entrevista foi “invenção de alguém desesperado e sem votos”. O empresário e o chefe de gabinete do senador, Miguel Ângelo Braga Grillo, prestam depoimentos nesta terça (26) na PF sobre o caso.

PF faz operação contra desvios na saúde com buscas na residência de Wilson Witzel


PF faz operação no Palácio Laranjeiras, residência do governador ...
PF faz buscas em vários locais, inclusive no Palácio Laranjeiras
Fábio Fabrini e Italo NogueiraFolha
A Polícia Federal faz nesta terça-feira (26) buscas no Palácio das Laranjeiras, residência oficial em que mora o governador Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro. A operação, autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), mira um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados ao combate ao coronavírus.
Segundo investigadores, a PF também busca provas no Palácio da Guanabara, onde o chefe do Executivo fluminense despacha, em sua antiga casa, usada antes de se eleger, e em um escritório da mulher dele.
OPERAÇÃO PLACEBO – A operação, batizada de Placebo, busca provas de um possível esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e “servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro”, diz a PF.
Witzel é desafeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que recentemente mudou a cúpula da Polícia Federal, gesto que motivou a saída do governo do então ministro da Justiça, Sergio Moro.
A ação desta terça-feira foi deflagrada um dia após ser nomeado o novo superintendente da corporação no Rio, Tácio Muzzi. A representação da PF no estado está no centro de uma investigação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que apura se o presidente buscava interferir politicamente em investigações da corporação.
SUBSECRETÁRIO PRESO – A investigação apura fraudes na contratação da organização social Iabas para a montagem de hospitais de campanha. O inquérito contra Witzel foi aberto a partir de um depoimento de Gabriell Neves, ex-subsecretário de Saúde preso sob suspeita de fraudes na compra de respiradores.
Neves mencionou o nome do governador ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São Paulo.
A operação se baseia em apurações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal. Os dados obtidos foram compartilhados com a Procuradoria Geral da República, que conduz a investigação perante o Superior Tribunal de Justiça.

Depois de denúncia da ABI, jornalistas abandonam plantão no Alvorada por falta de segurança


ContextoExato - Metrópoles suspende cobertura no Alvorada por ...
Agressões e xingamentos viraram rotina na portaria do Alvorada
Deu no site da ABI
O que sempre foi rotina do trabalho dos jornalistas que fazem plantão diariamente na portaria principal do Palácio da Alvorada, em Brasília, passou a ser tarefa de alto risco no governo Jair Bolsonaro. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) tem recebido dezenas de denúncias sobre o grau de insegurança e ameaça ao trabalho dos profissionais de imprensa, que são agredidos, seguidamente, por apoiadores do presidente da República que frequentam o local.
As agressões verbais vão desde xingamentos, intimidações até tentativas de expor publicamente os jornalistas, que na área reservada à cobertura do acesso ao Palácio, são separados dos manifestantes apenas por gradil.
CASOS DE AGRESSÕES – Além disso, em alguns casos, pessoas não autorizadas têm acessado a sala reservada à imprensa, com atos de provocação.  Grosserias e atitudes de desrespeito de Bolsonaro aos setoristas contribuem para jogar mais lenha na fogueira.
A Praça dos Três Poderes virou palco de seguidas agressões físicas a profissionais da imprensa. No último dia 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, equipe do O Estado de S.Paulo, e repórter do Poder 360 foram agredidos com insultos e chutes, enquanto cobriam ato em apoio ao governo Bolsonaro e com pautas antidemocráticas e inconstitucionais.
Profissionais do jornal Folha de S.Paulo e do site Os Divergentes sofreram empurrões ao tentar ajudar os colegas. No último dia 17, uma apoiadora do presidente bateu com o mastro de uma bandeira do Brasil na cabeça de uma repórter da Band TV que esperava para entrar ao vivo pela emissora.
SEM COBERTURA – Depois dessa denúncia, feita pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), os jornais, rádios, revistas e televisões decidiram abandonar a cobertura a partir dessa terça-feira.
“Assim, Bolsonaro passará a falar apenas para os áulicos e fanáticos, enquanto não respeitar o trabalho da imprensa”, lamentou o presidente da ABI, Paulo Jerônimo de Sousa.

PF recolhe câmera que registrou reunião ministerial no Planalto para perícia


Equipamento será periciado para verificar se gravação entregue foi editada
Camila Bomfim e Mateus Rodrigues
G1 / TV Globo
A Polícia Federal recolheu, nesta segunda-feira, dia 25, a câmera usada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República para registrar a reunião ministerial de 22 de abril. O equipamento será periciado na tentativa de identificar se houve edição no vídeo entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A reunião foi apontada pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, como prova de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir em investigações da Polícia Federal. Em depoimento após deixar o governo, Moro disse ter sido pressionado nesse encontro para trocar o comando da direção-geral da PF e da superintendência da corporação no Rio de Janeiro. Fontes confirmaram à TV Globo que agentes da PF compareceram ao Planalto, e que a câmera usada foi apreendida. Não há prazo definido para a conclusão da perícia.
PEDIDOS – Em um ofício recebido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, o ministro Celso de Mello, relator do caso no STF, pede que: “sejam encaminhados os equipamentos que realizaram as gravações (câmeras);” “sejam encaminhadas as mídias originais onde as gravações foram primeiramente registradas (cartão ou dispositivo de memória externo, se houver);” “seja informado o histórico alegado acerca da mídia original (cartão de memória, por exemplo), ou seja, se foi alegadamente reutilizada, formatada ou sofreu qualquer outro procedimento, com detalhamento sobre os procedimentos realizados;” “seja informado o histórico alegado acerca dos arquivos de vídeo encaminhados, ou seja, se foram alegadamente submetidos a conversões de formato, compressões ou quaisquer outros processamentos que não lhe tenham alterado o conteúdo originalmente registrado. Em caso positivo, informar detalhadamente quais são as alegações sobre o que foi feito”.
Quando entregou o material ao Supremo Tribunal Federal, em 15 de maio, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse ter fornecido a íntegra do registro. Celso de Mello havia dado 72 horas para o governo entregar a gravação, e o prazo foi cumprido.
Ao comentar sobre o vídeo, desde que a entrega foi solicitada pelo STF, Jair Bolsonaro afirmou diversas vezes que o material deveria ter sido destruído, e que a gravação tinha o objetivo de captar imagens para uso publicitário. Apesar disso, o presidente disse que não via problema na divulgação do material, especialmente nos trechos em que há menção à Polícia Federal.
TRECHOS SUPRIMIDOS – Bolsonaro, assim como a Advocacia-Geral da União (AGU), ressalvaram que a reunião incluía comentários sobre “nações amigas”, e que a divulgação poderia afetar a posição do Brasil no exterior. Esses trechos foram suprimidos quando o ministro Celso de Mello derrubou o sigilo da reunião.
O vídeo, assim como os depoimentos e todos os outros elementos do inquérito, será analisado pelo procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, a quem cabe apresentar ou não uma denúncia contra Bolsonaro. O STF só pode abrir processo sobre o tema se houver essa denúncia.
INQUÉRITO NA PF –  O inquérito da Polícia Federal foi aberto após Sergio Moro pedir demissão do cargo, em 24 de abril, e declarar que o presidente Jair Bolsonaro tinha tentado interferir na Polícia Federal.
Em depoimento, já com o inquérito autorizado pelo STF, Moro afirmou que, na reunião agora tornada pública, Bolsonaro fez pressão por trocas na direção-geral da PF e na superintendência da corporação no Rio de Janeiro. O objetivo, segundo o depoimento de Moro, era obter informações e relatórios de inteligência sobre investigações em andamento.
CITAÇÕES – No vídeo, Bolsonaro cita a PF e essas informações em dois trechos. Em um, ele diz: “Não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações”.
“E eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos eu falo com o Paulo Guedes, se tiver que interferir. Nunca tive problema com ele, zero problema com Paulo Guedes. Agora os demais, vou! Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações”.
“Eu tenho as inteligências das Forças Armadas que não tenho informações. ABIN tem os seus problemas, tenho algumas informações. Só não tenho mais porque tá faltando, realmente, temos problemas, pô! Aparelhamento etc. Mas a gente num pode viver sem informação.”
SISTEMA PARTICULAR – Em outro trecho, Bolsonaro diz que tem um “sistema particular” de informações que funciona, e que o sistema oficial desinforma. “Sistemas de informações: o meu funciona. […] O meu particular funciona. Os ofi… que tem oficialmente, desinforma. E voltando ao … ao tema: prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho”, disse o presidente .

O povo pediu estamos voltando com toda garra....

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Depois de meses fora do ar, o radialista e locutor Carlina , está de volta ao rádio. Agora, ele comandará o Programa Jeremoabo Alerta, de 12 às 13:00 horas na Rádio Alvorada FM, na freqüência 87,9.

Nessa nova empreitada, o comunicador garante que será fiel ao formato anterior, que foi sucesso no CONEXÃO VERDADE,  mas que se apresentará com novo gás, depois dessa pausa merecida, na qual teve mais tempo para colocar em dia assuntos de interesse particular. A intenção é trazer de volta o debate sincero e franco para o rádio. Informar e recriar espaços de interação através da formação de opinião pública.

Nesse novo programa o ouvinte interage para encaminhamento de
 solicitações/denúncias/reivindicações relacionadas com que entende serem seus direitos.. "A programação das emissoras de rádio tem gerado espaços importantes para a canalização das inquietudes políticas, tanto que é impossível pensar a participação política fora dos meios, particularmente do rádio que utiliza o recurso da legitimidade de se apresentar como serviço público. O desafio que se coloca para o ouvinte é como se apropriar do espaço e fazer valer seu discurso de cidadão quando está inserido em um espaço de disputa que envolve poder local e compromissos econômicos".

Conclusão
A relação rádio/ouvintes é marcada pela reciprocidade própria do veículo e pela disputa de poderes. O fato de que o rádio depende de seus ouvintes e que estes procuram o veículo para obter auxílio seja para ter espaço ou para fazer valer direitos, transforma o rádio num local privilegiado para as disputas de poderes. Diante deste quadro que pode ser observado pelas manifestações dos ouvintes quando “pedem” uma providência do Programa resta compreender a forma como o apresentador veicula o que denomina de “reclamação do ouvinte”. Todas as manifestações dos ouvintes apresentadas foram coletadas num período já distante e estão escritas, impossibilitando com isto obter conclusões sobre a tonalidade da voz do locutor
Quando o ouvinte diz que na rua onde ele mora tem um “buraco que está de aniversário” quer sensibilizar o programa para divulgar a sua manifestação. Também deseja dizer para o setor público responsável pela manutenção de ruas que a situação é ruim e que pode ficar ainda pior. Exerce a sua cidadania quando busca uma solução para um aspecto do bem estar social. Em outros momentos, o ouvinte vai mais adiante fazendo sugestão. Ele participa denunciando um problema e antecipando uma solução. Portanto, neste exemplo quer influir no coletivo.
Como os objetivos do ouvinte que participa do programa de rádio são diferentes, quando se manifesta diretamente em relação ao gestor público passa a ter uma dimensão política. Se refere a forma como o recurso público é administrado manifestando a disposição de disputar o poder. É diferente a forma de encaminhar a solicitação, mesmo que o sentido da disputa seja o mesmo do ouvinte que solicita providências em nome de outros, apresentando uma preocupação coletiva.
Por fim, é importante considerar que o rádio por sua estrutura de empresa e os ouvintes pela necessidade de participação disputam espaços de poder. Esta disputa se dá tendo como objeto o poder público. É esta disputa de poder que fascina o ouvinte e faz do rádio um veículo especial para utilização política".
Referências" (Sandra de Deus
Jornalista professora do Departamento de Comunicação da Faculdade de Comunicação da UFRGS
Doutorando do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFRGS.)

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